Agentes precisaram utilizar dardo tranquilizante para capturar o animal. Ele estava debilitado e assustado; após ser tratado será devolvido à natureza
Um lobo-guará foi encontrado em um terreno baldio da quadra 108 Sul, no centro de Palmas, na manhã desta terça-feira (10). Segundo informações da Guarda Metropolitana, o animal pesava cerca de 60 kg e foi preciso utilizar um dardo tranquilizante para capturá-lo.
A informação de que o bicho estava andando pela quadra foi repassada por moradores, que ficaram assustados com o visitante selvagem. O bicho foi visto ainda durante a manhã e localizado no início da tarde.
Para fazer a captura foram necessários homens da Guarda Metropolitana e batalhão ambiental da Polícia Militar, com apoio de servidores do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). O lobo estava bastante debilitado e agitado.
Após ser capturado ele foi levado para o quartel da Guarda, onde receberá cuidados até se recuperar. Depois, deve ser solto na Serra do Lajeado. O lobo-guará é um animal que está na lista de extinção.(fonte:g1/to)
O senador Ataídes Oliveira (PSDB) anunciou nesta terça-feira, 10, que seu partido vai ingressar até o final desta semana com uma ação na Justiça para derrubar a cobrança da taxa inspeção veicular feita pelo governo do Tocantins.
“Até sexta-feira nós vamos ingressar com a ação para frear essa barbaridade ilegal, imoral e inconstitucional”, afirmou o senador. Os valores variam de R$ 142,62 a R$ 237,70.
O parlamentar que, em nome do partido já move ações diretas de inconstitucionalidade contra o chamado “pacotaço de impostos” do governo estadual em vigor desde janeiro, afirmou que além de ilegal, não traz resultado econômico algum para o Estado. “Ao contrário, tira do povo e manda para uma empresa a maior parte dos lucros”, disse.
Conforme a proposta, 80% dos lucros ficarão com a empresa Oxigênio Vistoria Ambiental de Veículos Automotores (criada em dezembro passado) e apenas 20% serem destinados aos cofres públicos. Em três anos, a estimativa é de arrecadar R$ 300 milhões com a cobrança.
O senador voltou a criticar o governo do Estado por cobranças de impostos. “O que esse governo tem que fazer é equilibrar as contas e parar de fazer favores políticos. Tem que parar de meter a mão no bolso do povo”, disse. “Insisto: O tal “governo mais perto de você” deveria mudar o slogan para “o governo que mais aperta você””, finalizou. (fonte:atitude tocantins)
Após a decisão que resultou na cassação do seu mandato, o senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS) divulgou hoje (10) uma nota em que diz que o resultado da votação foi fruto de uma “manobra” do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), “típica do gangsterismo que intimida pessoas e ameaça instituições”. A nota também foi subscrita pelo advogado de Delcídio, Antonio Augusto Figueiredo Basto.
Na nota, Delcídio diz que a decisão dos senadores foi açodada e que Renan adotou um “espírito revanchista de quem se julga acima da lei e do Direito”.
Segundo o texto, o desfecho que resultou na cassação do mandato de Delcídio ocorreu com “atropelo de ritos e supressão de garantias” refletindo “uma retaliação vil à sua condição de colaborador da Justiça.”
O texto critica o fato de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ter voltado atrás e revisto, em reunião extraordinária, uma decisão tomada na noita desta segunda-feira (9), na qual o colegiado deliberou pela suspensão do processo após pedido da defesa do ex-senador. O pedido fez referência a um aditamento à delação premiada de Delcídio no Supremo Tribunal Federal.
Segundo a defesa, o aditamento traria evidências de que Delcídio agiu sob orientação do governo, o que poderia acarretar na mudança do julgamento dos seus pares.
Ontem, a Comissão de Constituição e Justiça acatou o requerimento apresentado pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e suspendeu o trâmite do processo, mas após Renan ter se posicionado contra a suspensão do processo, a comissão reviu sua posição, com o argumento de a delação estava em segredo de Jutiça, com isso o parecer do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) pela continuidade do processo de cassação.
“A manobra para alterar o que fora inicialmente deliberado revela a preocupação de quem pretende manter-se nas sombras da impunidade e esconder o aditamento recentemente oferecido pela Procuradoria-Geral da República perante o Supremo Tribunal Federal. A tentativa de emudecer Delcídio Amaral e esconder o já mencionado aditamento será objeto de pronta representação contra o senador Renan Calheiros por obstruir o procedimento e constranger a Casa legislativa”, diz o ex-senador.
Na nota, Delcído diz que, em razão da ausência do senador e da sua defesa, Renan suspendeu a sessão para indicar um advogado dativo para falar por ele. “Ainda em tempo, cabe esclarecer que a defesa constituída [o advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto] repele a nomeação de defensor ad hoc e não se fez presente à sessão para não compactuar com as arbitrariedades dessa comédia de fantoches, protagonizada pelo autoritarismo de quem se encastela no poder de ameaça e intimidação.”
Acusado de quebra de decoro parlamentar e de obstrução da Justiça, Delcídio, ex-líder do governo no Senado, teve o seu mandato cassado na noite desta terça-feira por 74 votos favoráveis, uma abstenção e nenhum voto contra.
Desta vez, ele responde pelo homicídio do fotógrafo Mauro Nunes, 51 anos. Acusado por mais de 30 assassinatos, réu já foi condenado por 6 mortes
O vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 28 anos, apontado como o serial killer, enfrenta o 7º júri popular na manhã desta quarta-feira (11), em Goiânia. Desta vez, ele responde pelo homicídio do fotógrafo Mauro ferreira Nunes, de 51 anos, morto em fevereiro de 2014.
Tiago Henrique, acusado por mais de 30 mortes, já foi condenado por seis assassinatos. Preso desde outubro de 2014, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, ele também já cumpre pena por roubo e porte ilegal de arma.
Em relação à morte de Mauro, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) pede que o vigilante seja condenado por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O crime ocorreu no dia 28 de fevereiro de 2014 dentro de um comércio na Avenida Neder Meyer, na Vila Canaã, em Goiânia. Segundo a denúncia, o fotógrafo estava no estabelecimento, quando Tiago Henrique parou sua motocicleta do lado de fora e entrou. Em seguida, anunciou o assalto. Mauro não esboçou reação, mas mesmo assim o vigilante disparou um tiro, ferindo a vítima no peito.
O julgamento desta quarta-feira será no 1º Tribunal do Júri de Goiânia, a partir das 8h30, e a sessão será presidida pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas.
O advogado de defesa de Tiago Henrique, Hérick Pereira de Souza, disse ao G1 que o vigilante deve comparecer ao júri. “Ele ficou surpreso com o resultado do último julgamento, quando alguns três dos sete jurados votaram pela semi-imputabilidade, quando o réu não tem a plena consciência, mas não é isento de pena, e um pela inimputabilidade, quando ele não pode ser responsabilizado. Assim, ele está percebendo que a defesa dele está sendo devidamente analisada”, afirmou.
Souza admitiu que a defesa não tem como alegar inocência sobre a morte do fotógrafo, mas destacou que a tese será debatida em busca de desqualificar o laudo da Junta Médica do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que considerou que Tiago Henrique é um psicopata, portanto, plenamente capaz de responder pelos seus atos.
“Os fatos realmente apontam que ele é o autor do homicídio. Porém, vamos continuar insistindo que o laudo que diz que ele é psicopata é impreciso, pois o Tiago nem ao menos passou por exames adequadamente. O que temos é a dúvida se ele é ou não doente mental, sendo assim, na dúvida, não podemos condená-lo”, ressaltou.
Tiago Henrique está preso desde outubro de 2014, em Aparecida de Goiânia (Foto: Divulgação/TJ-GO)
No dia 16 de fevereiro, ele enfrentou o 1º júri popular pela morte de Ana Karla Lemes da Silva, de 15 anos. A adolescente foi morta no dia 15 de dezembro de 2013 com um tiro no peito, em uma rua do Setor Jardim Planalto, na capital. Ele foi condenado a 20 anos de prisão.
A segunda condenação de Tiago Henrique ocorreu no dia 2 de março pela morte da auxiliar administrativa Juliana Neubia Dias, de 22 anos, assassinada em julho de 2014. A jovem foi morta quando estava dentro do carro com o namorado e uma amiga. Os jurados também o condenaram a 20 anos de prisão.
A sexta condenação aconteceu no último dia 20 de abril, quando os jurados o consideraram culpado pela morte da estudante Bárbara Luíza Ribeiro Costa, de 14 anos, ocorrida em 18 de janeiro de 2014, em Goiânia. Por este crime, o vigilante pegou 25 anos de prisão.
A defesa recorreu de todas as condenações e aguarda a análise dos casos pela Justiça.
Além dos homicídios, a Justiça condenou o suposto serial killer a 12 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por ter assaltado duas vezes a mesma agência lotérica do Setor Central, na capital goiana.
O vigilante ainda possui uma condenação a 3 anos de prisão em regime aberto e ao pagamento de multa pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. Neste caso, a pena foi revertida por prestação de serviços à comunidade e pagamento de R$ 788.(fonte:g1/go)
A juíza da Vara de Execuções Criminais de Tremembé, Wania Regina Gonçalves da Cunha, decidiu suspender o benefício do regime semiaberto da detenta Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão por matar os pais. A decisão é provisória e foi comunicada na manhã desta terça-feira, 10, à direção da Penitenciária Santa Maria Eufrasia Pelletier, em Tremembé, no interior de São Paulo. Suzane já foi transferida para outra ala da unidade prisional.
A medida foi tomada após a presa ter declarado um endereço falso na saída temporária pelo Dia das Mães. O advogado Rui Freire, defensor de Suzane, disse que vai entrar com recurso. Segundo ele, a detenta informou que iria para a casa de uma amiga que conheceu no presídio, em Angatuba, região de Itapetininga, mas o endereço na ficha da presa estava desatualizado.
Suzane acabou detida no domingo, 8, dois dias antes do prazo concedido para a saída. Para o defensor, Suzane não teve culpa da troca de endereço e não praticou qualquer ato desabonador durante a saída.
Para a juíza, no entanto, ela cometeu “falta disciplinar de natureza grave”. A medida é cautelar, ou seja, ainda haverá uma decisão definitiva.(fonte:istoé)
Várias cirurgias eletivas estão suspensas no Hospital Geral de Palmas (HGP) devido à falta de gás anestésico, que, no caso de crianças, é essencial. De acordo com um funcionário do hospital, que não quis se identificar, o gás está em falta há semanas e, com isso, atrapalha o serviço e a alta médica dos pacientes, o que acarreta em mais tempo de internação. “Esse desabastecimento é constante, tanto esse como de outros medicamentos, como sevoflurano. Tirando que essas máquinas de anestesia estão sucateadas”, disse.
Ainda segundo ele, médicos anestesistas levam medicamentos e materiais próprios em alguns casos. A Secretaria de Estado da Saúde informou que continuam ocorrendo cirurgias eletivas no HGP e apenas alguns casos estão sendo adiados em decorrência da necessidade de gás anestésico, insumo cujo processo de compra já foi finalizado e do qual se aguarda entrega pelo fornecedor.(fonte:jornal do tocantins)
Protesto é realizado entre Fortaleza do Tabocão e Rio dos Bois. PRF acompanha ato e tenta negociar saída de manifestantes
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) interditaram totalmente a BR-153, entre Fortaleza do Tabocão e Rio dos Bois, região central do Tocantins, nesta terça-feira (10). Durante o ato, eles atearam fogo em pneus e galhadas. As informações são da Polícia Rodoviária Federal.
O grupo é composto por cerca de 400 pessoas, segundo a PRF. Eles também derrubaram árvores para bloquear os dois sentidos da rodovia e impedir a passagem de veículos. O protesto iniciou por volta das 5h55 e ainda não terminou. Ao lado do local, fica o acampamento Olga Benário, do MST.
O G1 tenta contato com o grupo para saber sobre os motivos do protesto. Nas faixas usadas durante o ato, eles cobram a reforma agrária. No local, sete policiais rodoviários federais tentam negociar o desbloqueio da rodovia.
A polícia informou que o bloqueio provocou um congestionamento de 3 km no sentido norte e 3km no sentido sul.
A alternativa para quem precisa chegar a Guaraí ou seguir viagem em direção ao norte do Tocantins, é possível fazer um desvio por uma estrada de terra a cerca de 100 km. O trajeto segue para os municípios de Dois Irmãos, Goianorte e Colmeia.(fonte:g1/to)
MST bloqueia BR-153 entre Fortaleza do Tabocão e Rio dos Bois (Foto: PRF/Divulgação)
Um dos suspeitos foi morto durante confronto com a polícia no Tocantins. Com eles, foram encontrados explosivos e armamentos, afirma delegado
A quadrilha especializada em assalto a agências bancárias, que foi desarticulada pela Polícia Civil na última sexta-feira (6), planejava assaltar um correspondente bancário em Marianópolis do Tocantins nos proximos dias. A informação foi repassada pela Delegacia de Investigações Criminais (Deic) durante uma entrevista, nesta terça-feira (10).
Os membros da quadrilha são de Goiás. Eles foram encontrados pela polícia no assentamento Manchete, em Marianópolis. Segundo a polícia, na sexta-feira, ao serem abordados, eles reagiram e atiraram contra os agentes. Na troca de tiros, Adriano Teixeira, de 27 anos foi morto e um adolescente de 16 anos ficou ferido. O terceiro suspeito conseguiu fugir.
Conforme as informações, a quadrilha também agia no norte de Goiás. A polícia chegou até eles após dois meses de investigação conjunta entre as polícias dos dois estados.
“Através de outros crimes de roubo a bancos acontecidos no estado de Goiás, os agentes do grupo de anti-roubo a banco iniciaram as diligências que culminaram com a identificação destes elementos. A partir daí o monitoramento foi intensificado com o auxílio da Polícia Civil do Tocantins”, informou o delegado civil de Goiás, Alex Vasconcelos.
A polícia informou que para financiar o roubo que pretendia fazer em Marianópolis, a quadrilha estava cometendo outros crimes de pequeno porte na região.
Confronto Durante a abordagem da polícia no assentamento houve troca de tiros. Um dos suspeitos de integrar a quadrilha Adriano Teixeira, 27 anos, morreu. Segundo a polícia, ele já tinha passagens e estava com três mandados de prisão em aberto no estado de Goiás, por roubo e tráfico de drogas.
Já o menor baleado durante a ação tem 16 anos e está internado no Hospital Regional de Paraíso do Tocantins. Uma das armas que estavam com os assaltantes e que foi recuperada, pertence a um policial civil de Goiás que teve o carro roubado em dezembro de 2013.
O delegado de Goiás disse que os suspeitos também estavam em “posse de explosivos e armamentos, bem como colete balístico e demais apetrechos para praticar os crimes no Tocantins”.
As investigações continuam e agora a polícia quer saber se a quadrilha tem ligação com os assaltantes de bancos que vêm agindo no Tocantins desde o ano passado.(fonte:g1/to)
Dois homens em atitude suspeita foram presos no Residencial Forteville Extensão, em Goiânia, por tráfico de drogas, já que estavam com 78 gramas de maconha e por falsidade ideológica.
Segundo a Polícia Militar (PM), na abordagem foi encontrado apenas as porções de maconha, que estavam com Jakson Martins dos Santos, porém, na Central de Flagrantes um dos abordados que se identificava como Rodrigo Alves dos Santos, era de fato Eurípedes de Souza Santos, com três passagens por estupro e condenado a mais de 46 anos de prisão. Ele também está no semiaberto do sistema prisional, e deveria estar pernoitando em sua unidade, o que não acontecia a cerca de um mês, ou seja, é foragido da justiça.
De acordo com a PM, Jakson foi indiciado por tráfico de drogas e Eurípedes devolvido ao sistema prisional, para a conclusão de sua pena, respondendo agora também pelo crime de falsidade ideológica.(fonte:o popular)
O perfil predominante entre os membros do Senado é o de um homem, branco, com curso superior (Direito é o mais comum), investigado pela Justiça e com boas chances de ser membro da bancada ruralista.
É o que revela a análise feita pela BBC Brasil de dados – como sexo, formação e número de mandatos – dos 81 senadores, que descobriu ainda que a maioria dos parlamentares têm longa carreira política, com passagens por Câmara e cargos no Executivo, e que vários pertencem a “clãs” familiares.
E 58% dos que votarão o impeachment respondem a acusações como improbidade administrativa e corrupção passiva em tribunais, segundo a ONG Transparência Brasil.
Abaixo, estão algumas das características de destaque entre os senadores:
80% do Senado é composto de homens brancos
A votação do impeachment na Câmara dos Deputados já tinha mostrado que a grande maioria da Casa é formada por homens brancos.
No Senado, não é diferente. Dos 81 senadores, 64 são homens brancos, seis são homens negros, e 11 são mulheres (sendo uma delas negra).
Senado é formado por grande maioria de homens brancos
Os números contrastam com a realidade da sociedade brasileira: de acordo com os dados mais recentes do IBGE, 54% da população é negra 51% são mulheres.
A idade média é 60,5 anos. Três em cada dez senadores são formados em Direito.
Segundo o site do Senado, 68 membros da Casa têm curso superior completo, um dado que também contrasta com a configuração do país, onde, segundo a última Pnad (Pesquisa Nacional de Domicílios) do IBGE, apenas 16% possuem ensino superior completo.
“Isso é um retrato do poder. A gente nunca teve um Legislativo que espelhasse a diversidade social no país” disse à BBC Brasil Maria do Socorro Braga, professora de Sistemas Democráticos e Teoria Política Democrática da Ufscar e coordenadora do Núcleo de Estudo dos Partidos Políticos Latino-Americanos na mesma universidade.
“Faz parte da nossa cultura política, que é elitista.”
58% dos senadores são citados na Justiça ou em Tribunais de Contas
Entre os 81 senadores que votarão o impeachment da presidente Dilma Rousseff, 47 (58%) têm ocorrências na Justiça ou em Tribunais de Contas por suspeitas ou acusações que vão de improbidade administrativa (em sua maioria) a corrupção passiva, passando por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, segundo levantamento do projeto Excelências, da ONG Transparência Brasil.
Os partidos com o maior número de senadores citados são: PMDB (10), seguido por PT (9), PSDB (6), PR (6) e PP (5).
“É uma contradição muito grande e uma alta deslegitimação desse processo. Vivemos um momento em que a classe política está sendo muito questionada porque cada vez se tem mais informações sobre isso (políticos acusados de crimes ou improbidades). Há um descrédito da população em relação a seus representantes”, disse Braga.
“Tem políticos de todos os partidos envolvidos. Essa contradição nos mostra que temos uma democracia com baixa qualidade. A médio e a curto prazo, uma consequência disso é o apartidarismo.”
Senadores vêm de ‘dinastias’ políticas e têm longa carreira política
Apesar de 65% dos senadores estarem em seu primeiro mandato, a grande maioria deles tem longa carreira política – ou já foi deputado por mais de uma vez ou exerceu cargos importantes no Executivo, como o de governador.
Segundo o cientista político Manoel dos Santos, vice-coordenador do Centro de Estudos Legislativos da UFMG (federal de Minas Gerais), a carreira – e a projeção conseguida por ela – é necessária para se conseguir votos, pois o senador é eleito pelo número de votos no seu Estado. Na Câmara, para ser eleito, o candidato depende não apenas dos votos que recebe, mas também dos recebidos por seu partido ou coligação.
“(No Senado), só vai bem quem tem de fato muito voto. São pessoas de patrimônio político extenso, por isso está cheio de ex-ministros.”
A experiência pesa na hora da indicação do partido para participar das eleições.
“A grande disputa é conseguir montar sua chapa e sair como candidato da coligação. São sempre grandes nomes”, diz a pesquisadora da Transparência Brasil, Juliana Sakai.
Muitos deles carregam também sobrenomes de peso regional. Dados da Transparência Brasil mostram que 60% dos senadores têm parentes na política, mais do que os deputados (49%).
Entre os “clãs” mais numerosos na política estão os de Cássio Cunha Lima (5 parentes), do presidente do Senado, Renan Calheiros (4 parentes), e o de Jader Barbalho (3 parentes).
Para a cientista política da Ufscar Maria do Socorro Braga, “são verdadeiras oligarquias”. “(Antes) era mais forte do que hoje, mas ainda existe. Praticamente em todo Nordeste, quem está assumindo são filhos e netos”.
Segundo Braga, essa característica “acaba afetando a ampliação e a maior integração de outros setores.”
“Por que (Fernando) Collor foi eleito depois de passar anos inelegível? Se você vai para Alagoas, as rádios, os jornais da região são todos dele e acabam ajudando.”
Bancada ruralista é predominante
Quase 30% do Senado é ruralista. A informação é do Projeto Excelências, da Transparência Brasil. A bancada é uma das maiores na Casa, ao lado do grupo formado por concessionários de rádio e TV (23,5%). A bancada dos sindicalistas é a terceira, mas fica afastada das duas primeiras, com 11%.
Para Braga, os números mostram um desequilíbrio dos interesses representados no Senado, que seria “muito fechado” e “exclusivo”.
“É bastante elitista. Causa espécie você ver que é uma elite que não está sensível às características socioeconômicas do Brasil, marcado por extrema desigualdade social.”
Já o cientista político Manoel dos Santos vê os ruralistas como um “segmento legítimo da sociedade”.
Santos afirma que muitos Estados brasileiros têm forte economia agrícola e estariam representados por esses parlamentares.
Renan Calheiros é um dos membros da bancada ruralista
Da mesma forma, um Brasil majoritariamente conservador também teria um Legislativo pouco adepto a mudanças.
“Parlamentos são sempre um pouco mais conservadores do que os membros do Executivo, pela distribuição de preferência dos eleitores (por Estados). Nossa sociedade é conservadora. Há também um neoconservadorismo se projetando, ligado a questões religiosas. Não acho um problema. Tem que ter representatividade de fatores liberais e conservadores”, diz.
Mais de 13% dos senadores chegaram a cargo sem receber voto
Ao contrário da Câmara, as eleições para o Senado Federal são majoritárias, ou seja, só são eleitos os senadores que recebem a maioria dos votos diretos, enquanto na Câmara as eleições são proporcionais e candidatos menos votados têm chances de ocuparem as cadeiras por conta do quociente eleitoral.
Ainda assim, é possível chegar ao Senado sem receber voto, por causa do sistema de suplência.
Quando se elege um senador, o suplente é eleito junto. Muitos suplentes que compõem a chapa dos senadores são financiadores das campanhas ou familiares (esposa, filho, neto, etc). Existe até uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que visa impedir que cônjuges ou pessoas com vínculo sanguíneo possam compor as chapas dos senadores, mas ela está parada na Câmara desde 2013.
“Há pessoas (no Senado) que não têm nenhuma representatividade. Cai algo que é fundamental numa democracia. (O Senado) É uma Casa muito conservadora e representa apenas alguns setores, que são os que financiam as campanhas”, afirmou a professora da Ufscar.
Em oito anos de mandato, é muito comum o senador eleito deixar o posto para ocupar outro cargo – às vezes no governo federal, como ministro, às vezes em um governo estadual ou municipal. Com isso, o suplente (que, em geral, não é conhecido pelo eleitorado) acaba assumindo a cadeira em seu lugar.
Por exemplo, dos 54 senadores que foram eleitos em 2010 para um mandato que teria oito anos, 20 acabaram deixando suas funções temporariamente em 2014 para concorrer a eleições em outros cargos – para governadores, principalmente.
Atualmente, existem 11 suplentes – o equivalente a 13,5% do Senado – ocupando as vagas de senadores eleitos pelo voto.(fonte:bbc notícias)
O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA) revogou, na madrugada de hoje (10) decisão tomada ontem (9) de manhã, de anular as sessões plenárias da Câmara em que foi aprovada a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
“Revogo a decisão por mim proferida em 9 de maio de 2016 por meio da qual foram anuladas as sessões do plenário da Câmara dos Deputados ocorridas dias 15, 16 e 17 de abril de 2016, nas quais se deliberou sobre a Denúncia por Crime de Responsabilidade nº 1/2015”, diz o texto do ofício assinado por Maranhão.
Em outro ofício, Waldir Maranhão comunicou a decisão ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
A Secretaria-Geral da Mesa da Câmara recebeu a decisão da revogação logo depois da meia-noite.
Nessa segunda-feira, Renan decidiu ignorar a decisão do presidente em exercício da Câmara e determinou que o relator do processo na Comissão Especial do Impeachment do Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), fizesse a leitura do parecer, favorável à admissibilidade do processo no plenário da Casa. Com isso, começou a contar o prazo de 48 horas para que os senadores votem a admissibilidade e o afastamento da presidenta por 180 dias, o que deve ocorrer nesta quarta-feira (11).
Trabalhadores fazem agora de manhã em algumas das principais avenidas de São Paulo protestos simultâneos contra o processo impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Por volta das 6h, eles interditaram a pista expressa da Marginal Pinheiros, no sentido Castelo Branco. Um grupo de cerca de 60 pessoas caminha na altura da Ponte Laguna, no Brooklin, na zona sul.
Por volta das 6h30, os manifestantes interditaram, nos dois sentidos, a Avenida 23 de Maio, que liga a zona norte à zona sul. na altura do terminal de ônibus Bandeiras. Eles queimam pneus no local.
Em outro protesto na grande São Paulo, trabalhadores interditam a Rodovia Hélio Schmidt, que dá acesso ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.
Evento gerou atos contra e a favor do impeachment da presidente. Novo terminal de passageiros começa a operar no próximo dia 21
A presidente Dilma Rousseff (PT) inaugurou nesta segunda-feira (9) o novo terminal do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, que começa a operar, contudo, a partir do próximo dia 21.
Em pronunciamento durante o evento, Dilma afirmou que vai seguir lutando contra o impeachment. “Assim como eu lutei para fazer esse aeroporto, vou lutar com todos os instrumentos que tenho, democráticos e legais, para impedir a interrupção ilegal e usurpadora do meu mandato, por traidores, por pessoas que não têm condições de se apresentar ao Brasil e se eleger”, disse.
Dilma desembarcou na capital goiana às 18h24 junto com o ministro da Aviação Civil, Carlos Gabas, além de outros correligionários. Ela foi recebida pelo prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT).
A presidente voltou a chamar o processo de impeachment de golpe e disse que “não sobraria ninguém” se todos os antigos gestores antes dela respondessem pelas mesmas acusações. Dilma citou assinaturas de decretos de crédito suplementar feitas por outros presidentes para embasar sua fala.
“Do que me acusam? Aí está a parte mais grave. […] Não tenho conta no exterior, não tem como me acusar de corrupção, não recebi propina, não desviei dinheiro público”, afirmou ela.
A presidente disse também que o impeachment é apenas uma forma de obter novas eleições de forma indireta. “O impeachment é um disfarce para eleição indireta no Brasil, porque não querem eleição direta. Ninguém aqui votaria para acabar com parte do Bolsa Família, para reduzir gastos em educação e saúde”, disse a presidente.
Protestos Durante a inauguração, ocorreram protestos a favor e contra Dilma. Do lado de fora do aeroporto, um grupo que apoia o processo de impeachment fez um panelaço. Com camisetas amarelas e cartazes, eles gritavam: “A nossa bandeira jamais será vermelha”.
Já no interior do aeroporto, pessoas que são contra a saída da presidenta do poder. Em coro, eles cantavam “Dilma guerreira da pátria brasileira” e “não vai ter golpe”.
Estrutura Apesar da inauguração, as operações aéreas só começam no próximo dia 21, de acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). No total, o terminal tem dois andares, com 34,1 mil metros quadrados, quatro pontes de embarque, 23 balcões de check-in, 11 elevadores, quatro escadas rolantes, além de três esteiras de restituição de bagagem e sete canais de inspeção, com raio-x e detectores de metais.
As instalações também contam com redes externas de pista de taxiamento e do pátio de aeronaves, vias de serviço internas, acesso viário, estacionamento de automóveis com 971 vagas.
A Infraero destacou que, com essa estrutura, o novo terminal tem capacidade para receber até 6,3 milhões de passageiros por ano, contra os 3,31 milhões de viajantes atendidos no Santa Genoveva, no ano passado.
Problemas As obras, que tiveram início em 2005 e foram citadas na Operação Lava Jato por suspeita de recebimento de propina, custaram R$ 467,4 milhões, segundo a Infraero.
A licitação das obras foi vencida pela Odebrechet. O trabalho começou em 2005, mas foram paralisadas seis meses depois por falta de repasses dos recursos federais.
Em 2006, o TCU apontou superfaturamento nos preços praticados. Em 2007, as empreiteiras responsáveis pelo consórcio suspenderam as atividades de reforma do Aeroporto Santa Genoveva. No ano seguinte, a Infraero rescindiu o contrato.
Enquanto a obra do novo terminal não avançava, a Infraero entregou uma nova sala de embarque no Santa Genoveva, em outubro de 2011. Chamada oficialmente de Módulo Operacional Provisório (MOP), a ala ganhou o apelido de “puxadinho”.
As instalações também contam com redes externas de pista de taxiamento e do pátio de aeronaves, vias de serviço internas, acesso viário, estacionamento de automóveis com 971 vagas.
A Infraero destacou que, com essa estrutura, o novo terminal tem capacidade para receber até 6,3 milhões de passageiros por ano, contra os 3,31 milhões de viajantes atendidos no Santa Genoveva, no ano passado.
Problemas As obras, que tiveram início em 2005 e foram citadas na Operação Lava Jato por suspeita de recebimento de propina, custaram R$ 467,4 milhões, segundo a Infraero.
A licitação das obras foi vencida pela Odebrechet. O trabalho começou em 2005, mas foram paralisadas seis meses depois por falta de repasses dos recursos federais.
Em 2006, o TCU apontou superfaturamento nos preços praticados. Em 2007, as empreiteiras responsáveis pelo consórcio suspenderam as atividades de reforma do Aeroporto Santa Genoveva. No ano seguinte, a Infraero rescindiu o contrato.
Enquanto a obra do novo terminal não avançava, a Infraero entregou uma nova sala de embarque no Santa Genoveva, em outubro de 2011. Chamada oficialmente de Módulo Operacional Provisório (MOP), a ala ganhou o apelido de “puxadinho”.(fonte:g1/go)
Novo aeroporto de Goiânia começa a operar no próximo dia 21 (Foto: Vanessa Martins/G1)
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), anunciou há pouco a decisão de manter o trâmite do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Senado. Renan decidiu ignorar a decisão do presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), que anulou a sessão da Câmara que aprovou a continuidade do processo.
Renan Calheiros disse que não procede a argumentação de Waldir Maranhão sobre a forma que a decisão da Câmara deveria ter sido comunicada ao Senado. “Aceitar essa brincadeira com a democracia seria ficar pessoalmente comprometido com o atraso do processo. Ao fim e ao cabo, não cabe ao presidente do Senado Federal dizer se o processo é justo ou injusto”, disse o presidente do Senado.
Com isso, Renan Calheiros determinou que o relator do processo na Comissão Especial do Impeachment do Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), faça a leitura do seu relatório pela admissibilidade do processo no plenário da Casa. Após a leitura, começará a contar o prazo de 48 horas para que os senadores votem a admissibilidade e o afastamento imediato da presidenta, o que deve ocorrer na quarta-feira (11).
Vícios no processo
O presidente interino da Câmara dos Deputados, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), anulou hoje (9) as sessões do dias 15, 16 e 17 de abril, quando os deputados federais aprovaram a continuidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Ele acatou pedido feito pela Advocacia-Geral da União (AGU). A informação é da presidência da Câmara.
Com a aprovação na Câmara, o processo seguiu para o Senado. Waldir Maranhão solicitou ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a devolução dos autos do processo. O presidente interino da Câmara determinou nova sessão para votação do processo de impeachment na Casa, a contar de cinco sessões a partir de hoje (9).
Waldir Maranhão, que assumiu a presidência após afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acolheu os argumentos do advogado-geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, por entender que ocorreram vícios no processo de votação, tornando-a nula.
Ele considerou que os partidos políticos não poderiam ter fechado questão ou orientado as bancadas a votarem de um jeito ou de outro sobre o processo de impeachment. “Uma vez que, no caso, [os deputados] deveriam votar de acordo com suas convicções pessoais e livremente”, diz nota do presidente interino divulgada à imprensa.
Maranhão também considera que os deputados não poderiam ter anunciado publicamente os votos antes da votação em plenário em declarações dadas à imprensa. Considerou ainda que o resultado da votação deveria ter sido formalizado por resolução, como define o Regimento Interno da Casa.
Considerado aliado de Cunha na composição da Mesa Diretora, Waldir Maranhão votou contra o prosseguimento do processo de impeachment de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. Waldir Maranhão mudou de voto em cima da hora, contrariando a orientação nacional do PP, seu partido. Devido à atitude, o deputado foi destituído da presidência do diretório estadual do partido no Maranhão. Maranhão também investigada na Operação Lava Jato.
Parlamentar disse ter ficado impressionado com valores e o surgimento recente da empresa: “Tem caroço nesse angu aí”
Vice-presidente da comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado, Ataídes Oliveira (PSDB) afirmou na manhã desta segunda-feira, 9, que cobrará explicações do governador Marcelo Miranda sobre a nova taxa de inspeção veicular ambiental em vigor desde o último dia 2. Ele vai propor que o chefe do Executivo do Estado vá à comissão se explicar. “Há muita coisa que precisa ser esclarecida nessa questão. Iremos elaborar os questionamentos e cobrar explicações pois como aquele famoso dito popular “há caroço nesse angu aí””, declarou o senador, que é presidente estadual do PSDB no Tocantins.
De posse de cópia do decreto 5.376, do governo do Estado, que homologou o Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV), o senador garantiu que estudará o tema. Tal norma instituiu desde o último dia 2 a cobrança de taxas que variam de R$ 142,62 a R$ 237,70 relacionadas a vistoria.
“De antemão, pelo o que já obtive de informações sobre isso, é mais uma iniciativa da sanha arrecadatória deste governo estadual que pensa só em encher os cofres às custas do cidadão. O tal “governo mais perto de você” deveria mudar o slogan para “o governo que mais aperta você”. É muito imposto, o tocantinense não aguenta mais”, lamentou.
O parlamentar exigirá do Estado esclarecimentos sobre dois aspectos que julga “estranhos”. “Primeiro o governo do Estado tem que vir e explicar porque que uma empresa contratada ficará com 80% do valor pago pelo cidadão tocantinense e apenas 20% dos lucros vão para os cofres públicos. Não há servidores capazes de fazer isso? Por que contratar uma empresa?”, questionou.
“E outra coisa que não está tão clara é o fato de a empresa ter sido aberta em dezembro passado e já conseguir um contrato que prevê arrecadação em torno de R$ 70 milhões do dinheiro do povo, dos quais R$ 56 milhões ficarão com ela”, complementou.
Ele disse ter ficado “impressionado” com os valores e o fato de a maior parte ficar com a empresa Oxigênio Vistoria Ambiental de Veículos Automotores. “São cifras muito altas que saem do bolso do cidadão tocantinense, que já é obrigado a pagar, por exemplo, pelos aumentos ilegais, imorais e absurdos do ‘pacotaço’ deste governo. Agora, vem com essa cobrança. Ou seja, o governo do Estado, em meio a essa crise que o país vive, vem com mais uma conta para o cidadão pagar”, finalizou, lembrando que seu partido propôs à Justiça do Estado ações para anular o chamado “pacotaço de impostos” cobrado pelo governo desde janeiro deste ano. Assessoria de Comunicação – Senador Ataídes Oliveira
Waldir Maranhão decidiu ‘na caneta’ invalidar sessão da Câmara que definiu afastamento da petista e virou alvo de deputados
A anulação do impeachment de Dilma Rousseff, assinada pelo presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), foi recebida com surpresa em Brasília na manhã desta segunda-feira (9). Logo em seguida à divulgação da decisão começaram a ser levantados questionamentos sobre as razões apontadas por Maranhão para acatar o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU).
Em nota divulgada para a imprensa, Maranhão argumentou que as sessões dos dias 15,16 e 17 de abril deveriam ser anuladas porque deputados anteciparam seus votos. Além disso, contesta a forma como o resultado foi publicado. Segundo ele, deveria ser por meio de uma resolução.
Eduardo Cunha, que foi afastado da presidência da Câmara por decisão do Supremo Tribunal Federal, na semana passada, também reagiu. “Esse é o verdadeiro golpe. Por isso me tiraram”, disse a ÉPOCA. Já Dilma, em evento no Palácio do Planalto, afirmou que é preciso ter “cautela” e “tranquilidade”, enquanto a plateia comemorava a decisão da Câmara.
Como o processo agora está no Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), é quem deve se manifestar sobre se acata ou não a decisão da Câmara. ÉPOCA apurou que Renan foi procurado por governistas no fim de semana para saber o que achava de uma possível anulação. Como de costume, o presidente do Senado evitou se manifestar. Nos bastidores, técnicos do Senado admitem que é possível votar o processo do impeachment em plenário na quarta, conforme está programado, mesmo com a decisão de hoje do presidente interino da Câmara. Essa será a orientação transmitida pela assessoria técnica a Renan, que desembarcou no início da tarde em Brasília.
Partidos de oposição também preparam um questionamento formal ao Supremo Tribunal Federal sobre a decisão de Maranhão. Algumas lideranças chegaram a antecipar os voos para Brasília para discutir o cenário. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Carlos Lamachia, que apoia o afastamento de Dilma, manifestou-se dizendo que estuda entrar com recurso no Supremo contra a decisão de Maranhão.
O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), definiu a decisão do presidente interino da Casa como “loucura total”. “O presidente em exercício tinha que manter a institucionalidade. É irresponsável e uma afronta à Casa. Eu votei na posição vencida, só que a maioria da Câmara decidiu pelo contrário. É uma decisão extemporânea, a matéria é preclusa. Desta forma, tomando este tipo de decisão, ele (Maranhão) não tem conduções de presidir a Casa”, disse a ÉPOCA.
O líder do DEM, Pauderney Avelino (DEM-AM) também reagiu. “É uma decisão esdrúxula”, disse, acrescentando que Maranhão estava agindo contra a Câmara.
Senado
Está marcada para quarta-feira (11) a sessão em plenário do Senado para aprovar o parecer da comissão especial, que recomenda o afastamento de Dilma. Se for aprovado, Dilma será imediatamente afastada do cargo por um período de até 180 dias.
A decisão de Maranhão acontece depois de ele ter se reunido com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). Dino é um dos principais defensores do governo e voou no mesmo jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB) de São Luís (MA) para Brasília, na noite de ontem. Cardozo, autor do pedido de nulidade do processo de impeachment, também esteve com o presidente interino da Câmara neste final de semana.(fonte:época)
Deputado Arthur Maia (foto) diz que decisão de Waldir Maranhão de anular sessões na Cârama é “inaceitável”Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ao deixar hoje (9) o Palácio do Jaburu, onde se reuniu com o vice-presidente Michel Temer, o deputado Arthur Maia (PPS-BA) disse que é “inaceitável” a decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) de anular as sessões de votação que aprovaram a continuidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Na avaliação do parlamentar, que é da oposição, a votação em plenário foi um ato jurídico perfeito e não poderia ter sido anulada por Maranhão.
“Isso é inaceitável, e todos os partidos que votaram pelo impeachment terão todas as condições de tomar contra um presidente que está desmerecendo a Casa as medidas que ele merece do ponto de vista legal”, destacou Maia.
Perguntado por jornalistas sobre a reação de Temer à decisão de Maranhão, o deputado respondeu que essa não é uma questão do vice-presidente, mas da Câmara dos Deputados. “Isso não é uma questão do vice-presidente, isso é uma questão nossa da Câmara e enfrentaremos isso com as mesas forças políticas que fizeram o impeachment”, disse Arthur Maia.
O deputado deixou o Jaburu acompanhado de Mozart Vianna, ex-secretário-Geral da Mesa Diretora da Câmara e profundo conhecedor do Regimento Interno da Casa. Maia disse que a decisão vai contra o regimento e que, do ponto de vista do direito administrativo, a votação do impeachment foi um fato jurídico perfeito e acabado.
“Em momento nenhum, um presidente pode anular por uma assinatura uma votação que foi feita pela maioria do plenário, ainda mais que esse assunto já seguiu para o Senado. Portanto, do ponto de vista do direito administrativo, é um fato jurídico perfeito e acabado, não há como haver qualquer tipo de modificação retroativa em relação a isso”, disse. Para o deputado, Maranhão age de forma despropositada e atinge a autonomia da Câmara.
No Jaburu, Michel Temer mantém a rotina de reuniões para articular um possível governo, caso assuma a presidência da República. Desde o início da manhã, ele está reunido com o ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima, com o ex-ministro da Aviação Civil Eliseu Padilha e com o empresário Abílio Diniz.
Senado
Com a aprovação do relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) na Comissão Especial do Impeachment, na última sexta-feira (6), a previsão é que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), faça a leitura do resultado ao plenário nesta segunda-feira (9). Com isso, começará a contar o prazo de 48 horas para que a votação do parecer pela admissibilidade do processo seja marcada no plenário. A previsão é que os senadores analisem a admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff na próxima quarta-feira (11). Se for aceita, Dilma deverá ser afastada imeadiatamente do cargo por até 180 dias.
O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, decidiu anular a votação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Casa.
Leia abaixo a íntegra da nota divulgada por Maranhão:
“1. O Presidente da Comissão Especial do Impeachment do Senado Federal, Senador Raimundo Lira, no dia 27 de abril do corrente ano, encaminhou à Câmara dos Deputados, ofício em que indagava sobre o andamento de recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União contra a decisão que autorizou a instauração de processo de impeachment contra a Sra. Presidente da República, Dilma Rousseff.
2.Ao tomar conhecimento desse ofício, tomei ciência da existência de petição dirigida pela Sra. Presidente da República, por meio da Advocacia-Geral da União, em que pleiteava a anulação da Sessão realizada pela Câmara dos Deputados, nos dias 15, 16 e 17 de abril. Nessa sessão, como todos sabem, o Plenário desta Casa aprovou parecer encaminhado pela Comissão Especial que propunha fosse encaminhada ao Senado Federal para a eventual abertura de processo contra a Sra. Presidente da República, Dilma Rousseff, por crime de responsabilidade.
3. Como a petição não havia ainda sido decidida, eu a examinei e decidi acolher em parte as ponderações nela contidas. Desacolhi a arguição de nulidade feita em relação aos motivos apresentados pelos Srs. Deputados no momento de votação, por entender que não ocorreram quaisquer vícios naquelas declarações de votos. Todavia, acolhi as demais arguições, por entender que efetivamente ocorreram vícios que tornaram nula de pleno direito a sessão em questão. Não poderiam os partidos políticos ter fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um modo ou de outro, uma vez que, no caso deveriam votar de acordo com as suas convicções pessoais e livremente. Não poderiam os senhores parlamentares antes da conclusão da votação terem anunciado publicamente os seus votos, na medida em que isso caracteriza prejulgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa que está consagrado na Constituição. Do mesmo modo, não poderia a defesa da Sra. Presidente da República ter deixado de falar por último no momento da votação, como acabou ocorrendo.
4. Também considero que o resultado da votação deveria ter sido formalizado por Resolução, por ser o que dispõe o Regimento Interno da Câmara dos Deputados e o que estava originalmente previsto no processamento do impeachment do Presidente Collor, tomado como paradigma pelo STF para o processamento do presente pedido de impeachment.
5. Por estas razões, anulei a sessão realizada nos dias 15, 16 e 17 e determinei que uma nova sessão seja realizada para deliberar sobre a matéria no prazo de 5 sessões contados da data em que o processo for devolvido pelo Senado à Câmara dos Deputados.
6. Para cumprimento da minha decisão, encaminhei ofício ao Presidente do Senado para que os autos do processo de impeachment sejam devolvidos à Câmara dos Deputados.
Atenciosamente, Deputado Waldir Maranhão Presidente em exercício da Câmara dos Deputados”
Investigação depende de relatório do Cenipa, diz Polícia Civil de Goiás. Acidente ocorreu após reconstituição de chacina que deixou oito mortos
Quatro anos após a queda do helicóptero da Polícia Civil de Goiás, que causou a morte de oito pessoas, em Piranhas, na região sudoeste do estado, as causas do acidente ainda são desconhecidas. Parentes dos delegados e de peritos que morreram na tragédia cobram a conclusão do inquérito.
“A gente precisa saber o que aconteceu, o que houve ali, se foi uma pessoa que atacou, se foi problema técnico, mecânico. A interrogação é grande nos nossos corações. Todas as sete viúvas tem a mesma pergunta. Para quem morreu em trabalho, para quem deu a vida pela instituição”, declarou a mulher do delegado Antônio Gonçalves, Marizete Gonçalves.
A assessoria da Polícia Civil informou que o inquérito segue na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). Segundo a corporação, a conclusão depende do relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
A reportagem entrou em contato com o Cenipa no domingo (8), mas o órgão não se pronunciou sobre o andamento do relatório até esta publicação.
Morreram no acidente os delegados Osvalmir Carrasco e Bruno Rosa Carneiro – os dois estavam pilotando o helicóptero – Antônio Gonçalves, Vinícius Batista Silva e Jorge Moreira; os peritos Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva; e também o principal suspeito da chacina em Doverlândia, Aparecido de Souza Alves.
Na época da tragédia, o fabricante emitiu uma nota descartando que o problema era na aeronave. Segundo a indústria, o helicóptero modelo Koala, avaliado em cerca de R$ 8 milhões, era um dos mais modernos e seguros da categoria.
Chacina A chacina que era investigada pelos policiais aconteceu no dia 28 de abril de 2012. Sete pessoas foram degoladas em uma fazenda a 46 km de Doverlândia.
Dois dias depois, Aparecido de Souza Alves foi preso suspeito do crime. Ele confessou ter matado todas as vítimas para roubar um dinheiro que estaria na propriedade. “No momento, só pensei no dinheiro. Fui totalmente estúpido”, disse ele na época do crime. Logo depois, ele morreu na queda do helicóptero.
Em janeiro de 2013, a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a chacina e apontou que Aparecido agiu sozinho. Peritos encontraram apenas o perfil genético do suspeito em materiais encontrados na fazenda, como cigarro e copos.(fonte:g1/go)
Destroços do helicóptero que caiu em fazenda de Piranhas (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Polícia concluiu que Aparecido foi o autor da chacina em Doverlândia (Foto: Reprodução TV Anhanguera)
Iniciada em 2005, obra teve custo de R$ 467,4 milhões, diz Infraero. Apesar da cerimônia nesta segunda, operação só começa no próximo dia 21
O novo terminal do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, deve ser inaugurado na tarde desta segunda-feira (7). A previsão é que a presidente Dilma Rousseff (PT) compareça à cerimônia, segundo informou a assessoria de imprensa da Presidência da República. No entanto, as operações aéreas só começam no próximo dia 21, de acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
No total, o terminal tem dois andares, com 34,1 mil metros quadrados, quatro pontes de embarque, 23 balcões de check-in, 11 elevadores, quatro escadas rolantes, além de três esteiras de restituição de bagagem e sete canais de inspeção, com raio-x e detectores de metais.
As instalações também contam com redes externas de pista de taxiamento e do pátio de aeronaves, vias de serviço internas, acesso viário, estacionamento de automóveis com 971 vagas.
A Infraero destacou ao G1 que, com essa estrutura, o novo terminal tem capacidade para receber até 6,3 milhões de passageiros por ano, contra os 3,31 milhões de viajantes atendidos no Santa Genoveva, no ano passado.
A estatal ressaltou que, a partir do início das operações do novo terminal, os voos comerciais não serão mais recebidos no antigo. “Ainda estamos analisando o futuro das instalações atuais. Não haverá interligação entre os dois prédios e o acesso a eles poderá ser feito pelas vias urbanas regulares”, disse a Infraero.
Atrasos nas obras Segundo a Infraero, a Odebrechet venceu a licitação e, em 2005, começou as obras de reforma e ampliação do Aeroporto Santa Genoveva. No entanto, elas foram paralisadas seis meses depois por falta de repasses de recursos federais.
Em 2006, o TCU apontou superfaturamento nos preços praticados. Em 2007, as empreiteiras responsáveis pelo consórcio suspenderam as atividades de reforma do Aeroporto Santa Genoveva. No ano seguinte, a Infraero rescindiu o contrato.
Enquanto a obra do novo terminal não avançava, a Infraero entregou uma nova sala de embarque no Santa Genoveva, em outubro de 2011. Chamada oficialmente de Módulo Operacional Provisório (MOP), a ala ganhou o apelido de “puxadinho”.
Em dezembro de 2011, a Infraero, o Governo de Goiás e os representantes do consórcio responsável pela obra do novo terminal assinaram um acordo para garantir a conclusão do novo terminal. Mas em junho de 2012, uma vistoria do TCU constatou que o projeto original ficou ultrapassado e precisou ser modificado.
A Infraero ressaltou que a obra do aeroporto foi retomada em setembro de 2013, após consulta realizada ao Tribunal de Contas da União (TCU). “A retomada dessa obra foi marcada pela transparência e pelo estrito cumprimento das leis”, garantiu o órgão.
Em fevereiro de 2014, no entanto, a obra voltou a ser paralisada, desta vez por uma greve dos operários. Eles reivindicaram melhores salários e condições de trabalho, como a alimentação fornecida no canteiro de obras e um melhor alojamento àqueles que vieram de outros estados. Após negociação, os trabalhos foram retomados.
Obras do novo terminal começaram em 2005 e tiveram várias interrupções (Foto: Luísa Gomes/G1)
Depois, houve nova alteração no cronograma devido ao pedido do Tribunal de Contas da União para análise dos projetos relativos à parte de infraestrutura entre fevereiro e novembro de 2014.
Em março do ano passado, a presidente Dilma afirmou durante um evento, em Goiânia, que as obras do novo aeroporto seriam finalizadas até novembro de 2015. Na época, o diretor de Infraestrutura da Infraero, José Eduardo Bernati, reafirmou a previsão da presidente e disse que a inauguração deveria ocorrer mesmo que os trabalhos não estivessem 100% concluídos.
Essa previsão não se realizou e, em janeiro deste ano, a Infraero informou, em nota enviada ao G1, que o terminal só devia começar a funcionar em abril de 2016, conforme estabelecido inicialmente no contrato.
Na ocasião, a Infraero explicou que “as obras de infraestrutura, que permitiriam que o novo terminal estivesse em pleno funcionamento em novembro de 2015, tiveram seu planejamento revisto em funções de alterações ocorridas no escopo original do projeto e a revisões que foram realizadas no orçamento de investimentos”.
Apesar de mais essa previsão, o início das operações só deve ocorrer no próximo dia 21.
Área comercial Em outubro do ano passado, foi anunciado que apenas uma empresa vai gerenciar a área comercial do aeroporto. Essa será a primeira vez que as lojas de um terminal gerido pela Infraero serão passadas à iniciativa privada em uma única licitação. Segundo o órgão, o objetivo é melhorar a qualidade dos serviços oferecidos.
De acordo com o edital de homologação, publicado no dia 19 de janeiro, o preço fixo inicial da licitação foi de R$ 1 milhão. Além disso, a Socicam ofereceu o valor mínimo mensal de R$ 755 mil e 50% do faturamento bruto mensal.
Já a concorrente, a Terral Participações e Empreendimentos Ltda, ofertou R$ 250 mil, mais 50% do faturamento bruto mensal. O valor global estimado pela Infraero, pelos 11 anos de concessão, é de R$ 97,6 milhões.
Infraero diz que terminal terá capacidade para receber 6,3 milhões de passageiros (Foto: Luísa Gomes/G1)
Lava Jato Em março deste ano, as obras do aerporto foram citadas na Operação Lava Jato por suspeita de recebimento de propina. Segundo o Ministério Publico Federal (MPF), o policial militar Sérgio Rodrigues de Souza Vaz recebeu propina de Ricardo Ferraz, diretor do contrato da Odebrecht Infraestrutura, para a construção.
O policial militar era lotado no Batalhão Rodoviário, mas, conforme apuração do G1, estava a serviço da Agência Goiana de Transportes e Obras de Goiás (Agetop). O agente foi morto ao tentar impedir um assalto a uma pamonharia, no dia 31 de janeiro de 2016, em Anápolis, a 55 km de Goiânia.
A propina que teria sido recebida pelo PM consta em uma planilha encontrada com o diretor da Odebrecht, segundo despacho do juiz Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato no Paraná. Sérgio Vaz foi citado na planilha como sendo a pessoa chamada pela construtora pelo codinome de “Padeiro”.
De acordo com as investigações, Vaz recebeu, no dia 22 de outubro de 2014, a quantia de R$ 1 milhão, em espécie. Essa entrega, feita a mando de Ricardo Ferraz, ocorreu em um apartamento de propriedade do presidente da Agetop, Jayme Rincón, que fica em São Paulo.
A planilha divulgada pelo MPF também apontou uma pessoa, ainda não identificada, de condinome “Comprido”, que teria recebido R$ 400 mil de propina relacionada às obras do Aeroporto Santa Genoveva.
Interior do novo terminal do aeroporto durante vistoria em abril de 2015 (Foto: Luísa Gomes/G1)
Por conta disso, policiais federais cumpriram, no último dia 22 de março, durante a deflagração da 26ª fase da Lava Jato, um mandado de busca e apreensão no imóvel de Jayme Rincón, presidente da Agetop.
Na ocasião, a Infraero ressaltou que, em função das informações divulgadas pelo MPF, “adotará medidas no sentido de obter, junto à força-tarefa, os dados necessários à apuração de eventual responsabilidade de agentes públicos do quadro da empresa por ventura envolvidos nos fatos noticiados”.
Já a Agetop informou, na ocasião, que o presidente do órgão, Jayme Rincón, desconhecia “as ações das investigações em curso”. O órgão destacou, ainda, que “não tem nenhuma ligação com o Aeroporto de Goiânia” e que a “empresa Odebrecht não possui e nunca possuiu contrato com a Agetop em seus 16 anos de criação”.
No último sábado (7), o G1 tentou contato com Jayme Rincón, mas as ligações não foram atendidas.
A Polícia Militar de Goiás também foi procurada, na época da denúncia, e disse que ainda não tinha sido notificada sobre o caso. O órgão também não repassou informações sobre o tempo pelo qual Sérgio Vaz prestou serviços à Agetop.
Em nota, divulgada em março, a Odebrecht confirmou que a Polícia Federal cumpriu mandados de prisão, condução coercitiva e busca e apreensão em escritórios e residências de integrantes em algumas cidades no Brasil. “A empresa tem prestado todo o auxílio nas investigações em curso, colaborando com os esclarecimentos necessários”, destacou o texto.
Também questionada pelo G1 sobre a ligação de Ricardo Ferraz com a empresa e as denúncias envolvendo as obras do novo aeroporto de Goiânia, a Odebrecht disse, também em nota, que “a empresa não se manifestará sobre o tema”.(fonte:g1/go)
Segundo testemunhas, eles estavam voltando de uma festa em Rio Verde. No veículo, foi encontrado uma garrafa de whisky
O motorista de um Fiat Pálio Weekend, de 23 anos e um dos passageiros, de 33 anos, morreram na manhã de domingo (7), na BR-364, Km 98,7, em Caçu, quando o condutor do veículo perdeu o controle da direção, saiu da pista e colidiu com uma árvore.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), testemunhas informaram que quatro rapazes moradores de Caçu, foram até Rio Verde onde participaram de uma festa de rodeio sertanejo na noite de sábado (6). Já na manhã do dia seguinte, quando o grupo resolveu voltar, um dos rapazes desistiu da viagem e ficou na cidade, alegando que o sono e o cansaço poderiam comprometer a viagem.
Os outros três resolveram voltar para Caçu, mas na viagem, o dono do veículo perdeu o controle da direção e chocou com uma árvore. O condutor e um passageiro, que viajava no banco dianteiro, foram socorridos mas não resistiram aos ferimentos e morreram a caminho do hospital.
O outro passageiro que viajava no banco traseiro sofreu ferimentos graves, foi socorrido e encaminhado para um hospital local.
Dentro do veículo a PRF encontrou uma garrafa de whisky.
Balanço Neste final de semana aconteceram 31 acidentes com 34 pessoas feridas e quatro mortes. Foram realizados 551 testes de etilômetro com 12 autuações e quatro pessoas foram presas. Os radares da PRF registraram 1.197 imagens de excesso de velocidade e 337 motoristas foram autuados por infrações diversas.(fonte:o popular)
Começam hoje (9) às 10h, no horário de Brasília, e terminam às 23h59 do dia 20 as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), As provas serão aplicadas nos dias 5 e 6 de novembro. A taxa de inscrição será de R$ 68. As informações estão no edital do exame. A inscrição é feita pela internet, nosite do Enem.
O participante deve ter em mãos, no ato da inscrição, o CPF e o número do documento de identidade. Deve também informar um endereço de email. Só é possível fazer a inscrição por email, assim, cada estudante deverá teremail próprio. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, vai usar o endereço e o telefone celular informado para se comunicar com o participante.
É na hora da inscrição que o participante informa se necessita de algum atendimento específico ou especializado e se é sabatista – aqueles que, por convicção religiosa, guardam o sábado, reservando o dia para descanso e oração. Eles podem fazer o exame após o pôr do sol.
O atendimento especializado é oferecido a pessoas com baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual (mental), surdocegueira, dislexia, déficit de atenção, autismo, discalculia ou com outra condição especial. Já o atendimento específico é feito a gestantes, lactantes, idosos, estudantes em classe hospitalar e sabatistas.
É também na inscrição que o estudante informa se quer utilizar o resultado do Enem para certificação do ensino médio. Para isso, é preciso ter 18 anos completos até o primeiro dia de realização das provas do exame.
Confirmação
A inscrição só é confirmada após o pagamento da taxa de R$ 68. O prazo para que isso seja feito é até as 21h59, no horário de Brasília, do dia 25. São isentos da taxa os estudantes concluintes do ensino médio em escolas públicas e os participantes de baixa renda.
Uma das novidades deste ano é que o estudante poderá pagar a taxa de inscrição em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência dos Correios. Até o ano passado, a inscrição era paga apenas nas agências do Banco do Brasil.
A nota do Enem é usada na seleção para vagas em instituições públicas, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), bolsas na educação superior privada por meio do programa Universidade para Todos (ProUni) e vagas gratuitas nos cursos técnicos oferecidos pelo Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec).
O resultado do exame também é requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e participar do programa Ciência sem Fronteiras. Para pessoas maiores de 18 anos, o Enem pode ser usado como certificação do ensino médio.
Construção de R$ 3,7 milhões está abandonada, dizem comerciantes. Quiosqueiros reclamam que falta de infraestrutura afasta turistas
Uma obra orçada em R$ 3,7 milhões tem gerado revolta na praia das Arnos, em Palmas. O projeto é para construir quatro blocos, onde ficarão os comerciantes do local. O problema é que, segundo eles, a obra está parada. A ordem de serviço para a construção foi assinada em junho de 2014, mas ainda não foi concluída. Os recursos são da Prefeitura de Palmas.
Os quiosqueiros da praia dizem que não vê um pedreiro no local há cerca de sete meses. “Depois que a obra parou, não apareceu mais ninguém. Só um caminhão que às vezes vem para retirar algumas coisas porque eles estão trabalhando em outra obra. Aqui não tem guarda, está praticamente abandonado”, lamenta o comerciante Cícero da Silva.
As pessoas que trabalham na praia reclamam também que a obra está atrapalhando os negócios.
“O turista mesmo não está encostando. Ele chega aqui e no estacionamento, quando vê a situação, dá meia-volta e vai embora porque acha que a praia está interditada. Está dando a entender que isso daqui está abandonado”, explica a comerciante Elizabete Ferreira da Silva.
O anúncio da revitalização da praia das Arnos foi feito em 2014. No mês de abril, foi aberta a licitação para contratar a empresa que ficaria responsável pela execução de obras. Além dos quiosques para os restaurantes, estava prevista a construção de quadra de futebol de areia, Corpo de Bombeiros e espaço para profissionais da saúde.
Na época, a prefeitura disse que as obras na praia visavam atender a população da região, com infraestrutura apropriada que permite segurança, conforto e comodidade. O objetivo também era que o local seja utilizado para práticas esportivas e de lazer e que os locais destinados à alimentação estejam em conformidades com a legislação vigente, estabelecida pela vigilância sanitária.
Procurada pela produção da TV Anhanguera, a Prefeitura de Palmas ainda não se manifestou sobre o caso.(fonte:g1/to)
Mais um crime contra a polícia deixou os goianienses em alerta na noite de sábado, 6/5. É praticamente impossível uma semana na capital sem que a polícia não seja vítima de alguma forma de violência.
Desta vez, o policial militar à paisana Cícero Carvalho da Silva, que estava na Wells Lan House, Rua 34, no Setor Centro Oeste, reagiu a três homens que tentavam assaltar o estabelecimento.
O soldado atua no Copom e jogava videogame com um colega na hora do crime.
Abordado pelos criminosos, o policial chegou a ser agarrado pelos homens, mas acabou saindo da lan house.
Conforme a Polícia Civil, nas cenas que não aparecem no vídeo, o PM trocou tiros com os suspeitos, que ato contínuo fugiram em um carro estacionado de fora do estabelecimento.
De acordo com a polícia, o Honda Civic de cor preta utilizado pelos suspeitos foi atingido pelas balas – o que poderá ajudar aos moradores da capital realizarem denúncias, caso avistem algum modelo com estas características.
A Polícia Civil informou ao DMOnline que as câmeras do estabelecimento flagraram o crime e serão usadas para identificar os criminosos. Pelo menos dez pessoas presenciaram o crime, adiantam os investigadores.
VIOLÊNCIA
Goiás enfrenta uma onda de violências contra policiais. Somente nesta ano foram divulgados 15 crimes que tinham policiais como vítima. As cifras negras (fatos não divulgados nem denunciados) pode aumentar ainda mais a quantidade de caos.
Existem vários casos de homicídio que envolvem policiais ou parentes de policiais em investigação.(fonte:dm)
Ele foi preso pela PM no setor Santa Fé, região sul de Palmas. Uma mulher também foi presa em uma casa onde funcionava boca de fumo
Droga foi apreendida com mulher em uma casa onde funcionava uma boca de fumo, segundo a PM (Foto: PM/Divulgação)
Uma mulher de 20 anos e um homem de 23 foram presos pela Polícia Militar em Palmassuspeitos de tráfico de drogas. As prisões aconteceram neste sábado (7) em pontos diferentes da capital. O detalhe é que o suspeito havia saído da prisão dias antes, depois de ser beneficiado pelo indulto do Dia das Mães.
O detento foi pego na avenida Tocantins, no setor Santa Fé. A polícia disse que o jovem estava em atitude suspeita e foi submetido à busca pessoal. Com ele, a polícia encontrou 150 gramas de crack, 250 gramas de cocaína e R$ 99.
A polícia informou que o homem cumpre pena no regime semiaberto pelo crime de roubo. No momento, ele estava sendo monitorado por uma tornozeleira eletrônica.
A prisão da mulher foi efetuada no Jardim Aureny II, depois que o serviço de inteligência da PM identificou uma casa onde funcionava uma “boca de fumo”. A mulher estava no local. Após buscas na residência, policiais encontraram 3,7 quilos de maconha, uma balança de precisão e R$ 105.
A mulher foi presa em flagrante. Ela e o homem foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil, juntamente com o material apreendido.(fonte:g1/to)
O vice-presidente da República, Michel Temer, deixou a sua residência no bairro do Alto de Pinheiros, na zona oeste, na capital paulista, por volta das 14h10, em um carro blindado, em direção ao Aeroporto de Congonhas e não falou com a imprensa. Ele está retornando a Brasília. Na saída, ao menos cinco seguranças estavam a postos em frente a casa. O veículo onde estava Temer foi escoltado por um carro de guarda-costas.
Temer recebeu poucas pessoas para o almoço do Dia das Mães. Por volta de 12h10, um publicitário do PMDB entrou na residência com um pacote de presente em mãos.
Na saída de Temer, o filho do vice-presidente correu atrás do veículo onde estava o pai mas, ao ver o carro deixar a garagem, voltou para dentro da casa.
Corporação diz que tenente fraturou um dos calcanhares e passa por cirurgia
O Corpo de Bombeiros resgatou um tenente da corporação que sofreu uma queda durante uma escalada na região do Morro do Cabeludo, em Pirenópolis, no leste de Goiás, na tarde deste sábado (7).
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o tenente estava com um grupo de amigos, quando perdeu o equilíbrio durante a escalada e caiu.
O helicóptero da corporação foi acionado e encaminhou o bombeiro para o Hospital de Urgências de Anápolis (Huana). Ele sofreu uma fratura em um dos calcanhares e passa por uma cirurgia.(fonte:mais goias)
No local, equipe encontrou 2 carros roubados e peças de outros 15 veículos. Dono também tem loja de peças, onde foram achadas placas adulteradas
Um galpão que seria usado no desmanche de veículos roubados foi fechado pelo Batalhão de Operações Especiais de Goiás (Bope) neste sábado (7), no Setor Vila Regina, em Goiânia. Segundo a Polícia Militar, foram encontradas duas caminhonetes roubadas no local, além de diversas peças de mais 15 carros.
No local foram achados chassis, motores e câmbios. O homem responsável pelo espaço não foi encontrado, no entanto, levantamento feito pela PM apontou que ele também é dono de uma loja de peças usadas na Vila Canaã, na capital.
Os policiais foram até o estabelecimento e encontraram o documento de um dos carros que estava no galpão, além de placas adulteradas e peças de carros sem documentação. Todo o material apreendido foi levado para a Central de Flagrantes.
Protagonistas de um drama nacional, mães de uma geração que carregarão a marca de uma epidemia ainda a ser plenamente descoberta, as mulheres que deram a luz a bebês com microcefalia passam a viver, desde o diagnóstico, quase que exclusivamente para os filhos. Abandonam o trabalho, estudos, enfrentam deslocamentos diários de muitos quilômetros para garantir atendimento aos filhos. E quem cuida dessas mães?
Em abril, ao visitar o Recife, uma das cidades com o maior número de casos de microcefalia, a consultora regional da ONU Mulheres Linda Goulart alertou para a importância da saúde física, mental e emocional dessas mães.
“Todas as ações e propostas de políticas públicas precisam ter a mulher como seu sujeito, e não objeto. Por mais que seja relevante tratar da criança e exterminar o vetor, não se pode esquecer que a mulher tem que estar no centro disso no sentido de garantir seus direitos sexuais reprodutivos, autonomia econômica e social”, defendeu Linda Goulart.
Uma rede de atendimento e cuidado para os bebês foi organizada às pressas, mas, para mães, há um longo caminho pela frente. No Recife, os primeiros passados são os grupos de terapia psicológica, montados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também por organizações não governamentais. A Agência Brasil foi ouvir as histórias dessas mães e acompanhou uma sessão do grupo.
Desafio
Na maior parte das vezes, jornalistas não podem acompanhar as sessões de terapia. E esses profissionais são muitos em Pernambuco. Primeiro estado a alertar para o crescimento de casos de microcefalia e atualmente o que lidera as notificações e confirmações da malformação congênita, Pernambuco atraiu repórteres do mundo todo, ávidos por fotos e histórias das famílias que enfrentam o vírus Zika.
Mas não ali. A sala de terapia é à prova da mídia. É um espaço onde as mães podem falar umas com as outras mães e para profissionais de saúde. Envolvidas em uma rotina de cuidados, viagens em busca de consultas, sessões de estímulo precoce dos bebês e dramas pessoais, a terapia é o momento específico para que reflitam e se exponham.
Mães de crianças com microcefalia fazem terapia na Fundação Altino VenturaSumais Villela/Agência Brasil
Várias instituições que oferecem o tratamento às crianças com microcefalia dispõem do serviço para as mães, e todas impedem a entrada dos jornalistas. Uma delas é a Fundação Altino Ventura (FAV), entidade sem fins lucrativos que recebe parte dos pacientes do SUS.
Em uma manhã movimentada na instituição, no entanto, foi aberta uma exceção e a Agência Brasil acompanhou uma sessão.
O dia estava reservado para uma dinâmica, jogos e atividades lúdicas com mensagens para reflexão. Quem conduzia o grupo de 12 famílias – representada pelas mães, em sua maioria – era a psicóloga Alzeni Gomes, coordenadora de terapia ocupacional da FAV. “A gente objetiva muito trabalhar demandas trazidas por elas. Também tem nosso trabalho com dinâmicas, dificuldades que elas têm relatado, filmes motivacionais”, explicou a profissional, antes de começar a atividade sobre coragem de encarar os desafios desconhecidos da vida.
Tema que o grupo não sabia. Tudo começou com uma caixinha fechada. A tarefa era simples: passar de mão em mão a caixa até que a coordenadora, que olhos fechados, mandasse parar. Quem ficasse com o objeto deveria escolher entre abrir a caixa e encarar a tarefa prevista, ou se recusar e recomeçar a brincadeira.
“Eu quero abrir”, disse uma das participantes. “Por quê?”, provocou a psicóloga. “Sou curiosa”. E aí veio o gancho. “Mas aí tem um desafio. Como é, para você, enfrentar um desafio?”, questionou Alzeni Gomes. Aos poucos, as mães começaram a levar o desafia para a realidade. “Acho que sei o que ela quis dizer. Quando você sabe o que vai passar muita gente não quer. Aí, não quero saber porque se eu souber não vou em frente”, disse uma delas.
“Se a gente soubesse que ia ter esse problema, como mãe a gente ia ter o filho, ia pagar pra ver, mas acho que muita gente desistiria. Por exemplo: eu vou engravidar, aí se tivesse uma certeza, se você engravidar hoje seu filho vai nascer com microcefalia. Acho que muitas mães desistiriam. E se fosse pai com certeza, 50% desistiriam, nem enfrentavam o desafio”, começa uma mãe. “100% deles”, ri outra. “90%”, estima uma terceira.
A liberdade de falar sobre assuntos que poderiam ser reprovados por quem não vive o desafio da microcefalia ajuda, mas a oportunidade de trocar informações com outras mães é o maior benefício, segundo as participantes. O que as feministas chamam de sororidade, a cooperação e o apoio entre mulheres, é expresso na troca de dicas e dúvidas sobre o tratamento e o desenvolvimento dos filhos.
“O que me ajuda na minha rotina é a conversa, saber de outras mães. O grupo de apoio me ajuda bastante, minha perseverança. Pensei em desistir, que não ia aguentar, e hoje estou aqui. Eu sigo em frente e cada dia é novo. Ver os outros bebês, ver o meu, principalmente, e ele precisa muito de mim. Tudo tem um significado para nós”, relata Ana Júlia Xavier de Araújo, de 18 anos, mãe de Anderson Gabriel, de 6 meses, e grávida de quatro meses.
Moradora de Glória do Goitá, no interior do estado, Ana Júlia aguarda exame para saber se o próximo filho tem a malformação. Ela teve os mesmos sintomas de suspeita de Zika que observou na gestação anterior.
Abandono
Enquanto na sessão, parte das mães aposta que muitos homens não encarariam o desafio de cuidar de um filho com microcefalia, algumas delas vivenciam a ideia de criar um bebê sem a ajuda do marido ou companheiro.
A segunda gravidez de Ana Júlia não impediu o marido de ir embora. A jovem não dá muitos detalhes da separação. Com tom de voz rígido e, até mesmo ríspido, Ana Júlia busca superar a perda. “Já pensei muito nisso e agora não quero saber. Não importa. Se Deus me deu meu filho, é porque tenho capacidade de cuidar dele. E se eu crio um eu crio dois”, decreta.
Fernanda Maria da Silva, de 19 anos, foi colocada para fora de casa pelo ex-marido quando estava grávida de sete meses de Isabela, que hoje tem meio ano de vida. Ela dependia financeiramente do ex-marido e parou de estudar quando se casou. A jovem voltou para a casa dos pais, e vive no local junto com sete dos 10 irmãos, além da filha.
Com maquiagem caprichada e um dos irmãos ao lado, Fernanda conta, de forma tímida, como enfrenta o cotidiano. “Ele [ex-marido] dá R$100 por mês, não dá para nada. Não consegui benefício do INSS para Isabela, porque já tenho um irmão deficiente morando comigo. O bom é que chegou doação”.
O companheiro de Maria Luíza saiu de casa depois que o casal recebeu o diagnóstico. De acordo com a dona de casa, ele hoje mora com uma garota de 17 anos, com quem mantém um relacionamento.Essa situação não é exclusiva de mães com bebês com microcefalia. Maria Luíza Ferreira de Macedo, 30 anos, também participa do grupo da terapia, mas a filha tem um outro tipo de malformação. Thayla Nayara, de 8 meses, tem lisencefalia (quando o cérebro é liso, ou seja, não apresenta as reentrâncias). Maria Luíza tem uma filha mais velha.
Maria Luíza cuida sozinha das duas meninas. Não tem como contar com a ajuda dos parentes, que moram em São Paulo, sua terra natal. O pouco apoio vem de um irmão que envia uma quantia mensalmente. A contribuição do pai de Thayla, segundo ela, não é suficiente. “Ele não pega a menina no colo. Quando chega dá mais carinho para a outra [filha, a mais velha], aí só faz olhar ela e pronto. Não pega ela, olha e pronto, vai embora. Traz uma lata de leite, uma fralda para ela, deixa e vai embora. Final de semana pega a outra, leva para brincar e depois traz de volta”, narra Thayla, que também recebe um benefício social em nome da filha.
Mesmo assim, a dona de casa não cogita cobrar do ex-marido uma atitude diferente. “Não vou obrigar a pegar ela, passear com ela. É a vontade dele. Machuca um pouco, não por mim, mas pela minha filha. Mas ela é pequena e não tem entendimento ainda. Mas quando ela crescer vou contar tudo pra ela, aí ela decide se perdoa ele ou não”.
Com Daniele Santos, 29 anos, mãe de Juan Pedro, de 4 meses, a separação ocorreu após o nascimento. “Foi meio estranho porque ele [o filho] era muito irritado, chorava muito. Meu marido também na época estava sem trabalhar, aí juntou uma coisa com a outra. De repente, ele [o pai] foi embora de casa e disse que era porque eu não estava dando atenção a ele”, lembra.
Daniele conta com a ajuda dos vizinhos para cuidar de Juan Arquivo pessoal
“Ele não chegou a comentar nada, mas se isolava. Desejava muito um filho homem, então de repente aquele sonho […] A mídia falava que podia ser que o menino não falasse, não andasse, então o choque foi maior para ele [o pai] do que para mim. Eu aceitei melhor do que ele”.
Segundo Daniele, a história começa a ser revertida. “Depois que saiu as notícias, que ele viu que não era só o filho da gente, que viu os tratamentos, ele foi se apegando de novo ao bebê. Hoje, quando ele pode me acompanha em algumas terapias. A gente está separado, mas ele já aceita bem melhor o filho dele”.
Daniele conta com a ajuda dos vizinhos desde que Juan nasceu. “Como eu moro em uma comunidade pequena, todo mundo ficou mobilizado. Sempre tem alguém perguntando se queremos alguma coisa. Nos acolheram”.
Presente e Futuro
Sem ajuda ou com o apoio da família, os primeiros meses de vida dessas crianças exigem uma mudança na vida das mães “A minha preocupação, a minha visão, o meu viver hoje é pra ele. Tudo o que eu faço é visando o benefício dele”, diz Daniele.
E a mudança foi drástica. “Sempre gostei de sair, de me divertir. Minha filha de 11 anos falou: ‘Eita, mãe, agora está difícil sair para seus shows’. Eu nem lembro mais disso. Hoje minha vida é assim, em vez de show é terapia”.
Ana Júlia, que mora no interior, precisa ir ao Recife vários dias da semana. A prefeitura oferece transporte até a capital. Porém, como o carro leva vários moradores para tratamento no Recife, Ana Júlia precisa aguardar durante horas para voltar para casa, normalmente à noite. Sem tempo para trabalhar, o que fazia desde os 12 anos, Ana Júlia mora com a família, pois não tem renda para pagar aluguel. “Não tenho privacidade”, lamenta.
Já o desejo de Maria Luíza é ficar mais próxima dos parentes. Ela gostaria de voltar para São Paulo, onde nasceu, mas a prioridade é ficar no Recife para garantir o tratamento da filha. “Enquanto for preciso, estou lutando com ela, quero a saúde dela. Só paro quando falarem que ela não precisa mais, aí penso em voltar com ela”, promete.
Apesar dos problemas, os sonhos das mães permanecem, alimentados pelo futuro dos filhos. “Se você entrasse na minha cabeça, ia se perder, de tanta coisa que tem dentro dela”, responde Ana Júlia, rindo, à pergunta sobre seus planos. Os principais são comprar uma casa e se formar em fisioterapia, uma profissão comum nos planos das mães de bebês com microcefalia.
Fernanda compartilha desse desejo, mas antes precisa terminar o ensino médio, abandonado a pedido do ex-marido. “Quando ela tiver um ano já pode ficar com minha mãe, aí pretendo voltar a estudar”, planeja. Já o trabalho, por enquanto, vai ter que esperar, e a família contribui no sustento de mãe e filha.
Daniele não deixou para o futuro; voltou ao trabalho por necessidade. “Minha casa é alugada e tenho duas filhas para criar”, justifica. Segundo ela, o patrão aceitou uma jornada de trabalho mais flexível, assim ela consegue uns dias de folga para continuar o tratamento de Juan Pedro.
A recepcionista também vai fazer um curso de recursos humanos à distância, que conseguiu por meio de uma associação de mães de filhos com deficiência. “Creio que daqui para frente pode ser que a melhora venha. Vou cuidar do meu eu, do meu ego, e se é uma coisa que eu gosto vou tentar conciliar”.
Compromisso
No mesmo espaço onde se encontram histórias de abandono, há também lições de amor e responsabilidade. Quando a pequena Vitória, de 7 meses, apareceu na sessão de terapia na FAV, foi recebida com afeto pela equipe e pelas outras famílias. A mãe, Kely Romualdo de Oliveira, 35 anos, observou em silêncio, com um sorriso discreto. Confundida com uma cuidadora, Kely contou ao grupo a novidade que há três dias havia mudado completamente sua vida: era a mãe adotiva da menina.
“Não sei nem explicar, é muito amor que eu senti por ela. Eu me apaixonei por Vitória. É como se ela tivesse saído de mim”, recorda a dona de casa, ao contar como foi o primeiro encontro das duas. Ela e o marido, Josimar Pereira, 57 anos, já têm um filho de 15 anos. Decidiram aumentar a família e recorreram à adoção. “Não pude mais ter filho, e sempre quis adotar. Ficamos um ano na fila, mas o perfil era outro. Quando visitamos o abrigo, onde ela [Vitória] estava e a vi, não pensei em nada. Disse: é ela, é minha filha”, completa, antes das primeiras lágrimas pingarem.
Kely de Oliveira e Josimar Pereira adotaram Vitória Arquivo pessoal
O casal conseguiu a autorização da Justiça para mudar o perfil e adotar uma criança com deficiência. Um mês depois, Vitória passou a fazer parte da família de Kely. “Meu filho, minha mãe, os filhos dele, a mãe dele. Quando a gente tirou a Vitória do abrigo fizeram uma festa para ela”, recorda.
De acordo com a dona de casa, nos primeiros dias, várias pessoas ajudaram nos cuidados com a menina. Agora, a maior parte da rotina é de responsabilidade dela. “Meu marido trabalha o dia inteiro. Como fica eu e ela, é bem mais tranquilo. Todo mundo da família já ama Vitória”.
Josimar é funcionário do Ministério da Fazenda no Recife. Na manhã da entrevista, havia conseguido uma folga para acompanhar, pela primeira vez, o tratamento da filha. “Não importa o dia nem a hora, a gente vai a hora que for necessário. Já que a gente assumiu esse compromisso, essa responsabilidade”.
Ambos garantem que não têm medo de encarar uma vida de dedicação a filha. “Uma criança precisa de muito amor e carinho, independentemente da condição em que ela esteja. Abandonar, acho que é um crime”, disse Josimar. A mãe também opina: “Eu diria paras mães que não tenham medo, não é uma coisa de outro mundo”.
Kely e Vitória ainda tiveram de enfrentar o preconceito. “Tinha gente que falou: ‘Por que você vai adotar? Eu que não adotaria’.’Vai procurar trabalho?’ Eu respondia: ‘Quando você tem um filho, quando você tá grávida, você sabe como seu filho vai vir?’ Não sabe se ele vai vir com saúde, se vem branco, preto, não é verdade? Pra mim é a mesma coisa. É a minha filha”, diz Kely.
É só o começo
As mães sabem que os desafios não param por agora. As felicidades também. É o que ensina Joseni Tavares de Barros, 46 anos. Ela tem um filho de 16 anos que nasceu com microcefalia, problemas na retina e catarata congênita.
Victor é um adolescente alto e carinhoso. Não passa mais que alguns minutos sem beijar ou abraçar a mãe e o pai, Valdir José dos Santos, 51 anos. O garoto sofreu as malformações por causa de uma outra doença que afligiu o mundo nas décadas de 1940 a 1960, e existiu no Brasil até 2009: a rubéola, erradicada das Américas no ano passado conforme a Organização Pan-americana de Saúde (Opas).
Nos primeiros anos de vida, Joseni conta que o menino era agressivo e dormia pouco. “Ele ficava se mutilando, arrancando pedacinhos da pele dele, da minha. Me dava cabeçada”, narra. Com o passar dos anos, os obstáculos a serem superados vão mudando, como adaptar o ensino e a maneira para o garoto conhecer o mundo.
“Tive sorte porque ainda existiam escolas especiais, que chamam de segregadas, que hoje é tão repudiada. Mas foi uma benção para o meu Victor, porque ficou em uma sala de múltipla deficiência, onde ele era bem assistido por uma profissional”, diz a moradora de Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana do Recife.
O esforço para o desenvolvimento do garoto não se resumia a repassar o conhecimento formal. “Leva ele para o banheiro e ensina ele a fazer xixi. Até isso a escola especial se preocupava em ensinar. O meu filho não vai para a escola para aprender com lápis e papel. Ele vai para aprender o que é o lápis, para que serve primeiro, até entender esse contexto, até ele partir para o ‘vamos escrever’”.
Como os cuidados com o filho assumiam toda a sua vida, Joseni diz que o filho tornou-se um companheiro inseparável. “Eu sempre fiz tudo com Victor. Vou para o dentista com Vitor do lado segurando minha mão e dizendo ‘dói não, dói não’. Minha vida é assim. Sempre foi assim e continua sendo assim. Difícil é, mas é possível”.
Atualmente, Victor estuda em uma escola municipal em Jaboatão dos Guararapes. “Uma mãe saudável precisa ir no ginecologista, precisa de um tempo pra ela. Agora que Vitor já está mais calmo, mais tranquilo, arrumei espaço para estudar. Já fiz braile, libras, e resolvi agora fazer pedagogia em casa [educação a distância]”, comemora.
E, embora estejam muitas vezes sozinhas, a dona de casa acredita na força dessas mães. “Estão no caminho certo. Com amor, esperança, correndo atrás, indo em todas as direções que os médicos apontam. Elas passam horas em busca das terapias, precocemente. Eu tenho certeza que o quadro dos filhos dela vão ser iguais o do Vitor para melhor. Pior nem pensar”, analisa.
Joseni deixa a mensagem que a missão de cuidar de uma criança com microcefalia não é baseada necessariamente na força. “Taí uma mulher que todo mundo fica achando que foi muito forte, e eu nunca fui. Chorei muito, sou muito chorona, mas fiz isso pelo amor. É o amor que faz a gente vencer”.
Fotos mostram que ele usava camiseta semelhante à da Polícia Civil de GO. Funcionários desconfiaram e pediram ajuda; comparsa conseguiu fugir
Um jovem de 24 anos foi preso suspeito de tentar assaltar um posto de combustíveis, no Jardim Europa, em Goiânia. Ele usava uma camiseta semelhante a da Polícia Civil e estava acompanhado de um comparsa, que conseguiu fugir.
Segundo a investigação, os dois suspeitos chegaram ao estabelecimento dizendo que estavam cumprindo um mandado judicial. Por isso, pediram acesso ao cofre. Os funcionários desconfiaram e chamaram a polícia.
Após um monitoramento, o homem que se vestia como policial civil foi preso. “Nós conseguimos descobrir que o mesmo suspeito de assalto estava tentando comprar algumas armas ilícitas, mas acabou sendo vítima de um golpe. Ele pagou R$ 5 mil por três revólveres, mas recebeu tijolos. Por meio desse caso, conseguimos identificá-lo”, contou o delegado Adriano Costa,
A Polícia Civil investiga como ele obteve a camiseta com o símbolo semelhante ao da corporação e diz que o rapaz vai responder por receptação qualificada, tentativa de roubo e associação criminosa.
Outro caso Em dezembro do ano passado, três homens assaltaram um posto de combustíveis, no Setor Santa Genoveva, em Goiânia, usando a mesma tática. Câmeras de segurança flagraram a ação. Ainda não há confirmações sobre ligações entre esse caso e o rapaz de 24 anos.
Nas imagens é possível ver que os criminosos chegaram em um carro vermelho. O gerente se aproximou do veículo como se fosse dar uma informação. Em seguida, um homem desce uniformizado como se fosse policial.
O caso também é investigado. Nenhum suspeito foi preso até o momento. “Não é ofensa nenhuma para o policial se o cidadão pedir a identificação funcional dele, pois é ela quem vai mostrar se a pessoa realmente é um servidor do Estado”, alertou Costa.(fonte:g1/go)
Durante inauguração da sede da Embrapa em Palmas, presidente voltou a falar em golpe
A presidente Dilma Rousseff (PT) defendeu suas ações de governo e criticou o uso dessas ações como motivação para abertura do processo de impeachment. Um dos motivos geradores do processo de impedimento foram os decretos suplementares assinados pela presidente e que transferiram recursos para os ministérios. Ontem, durante a inauguração da sede da Embrapa Pesca e Aquicultura, em Palmas, a petista justificou que a prática é feita há muito tempo, inclusive por governadores.
“Não são recursos que a presidência pegou para ela, são recursos transferidos para os ministérios terem condições de realizar suas atividades. Todos fizeram e fazem. Na época de Fernando Henrique Cardoso ele fez 101 decretos. Desses, 30 iguais aos que eu fiz. Antes não tinha problema, mas hoje tem”, disse a presidente.
Os decretos foram editados pela presidente em 2014 e 2015. No total, foram seis documentos autorizando créditos suplementares ao Orçamento da União. A denúncia contra Dilma afirma que as edições foram feitas sem a autorização do Congresso Nacional. Para Dilma, a prática é comum também nos executivos estaduais e garante o bom andamento dos serviços públicos.
Outro ponto abordado pela presidente ao afirmar que “o impedimento é golpe” foi a forma como o dinheiro público é investido em seu governo. “Eles [OPOSIÇÃO]não gostam de aonde eu faço as minhas escolhas para gastar o dinheiro e como não tenho contas no exterior e não pratiquei nenhum crime, o que estão tentando fazer é um golpe.”
Segundo Dilma, tanto no seu governo quanto do ex-presidente Lula, foram feitas mudanças na destinação do dinheiro público. Ela informou que a decisão do grupo foi ampliar os investimentos na agricultura e nos programas sociais como Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida.
Em sua quarta visita ao Tocantins, a presidente alertou sobre a possibilidade de redução dos programas sociais implantados nos governos do PT. “O Bolsa Família, que abrange cerca de 47 milhões de pessoas, representa um dos menores gastos do País. Eles [OPOSIÇÃO]querem fazer economia com o bolso dos mais pobres[/OPOSIÇÃO].”
Para a presidente, o que está em curso no Brasil é a tentativa de fazer uma eleição indireta. “Querem colocar no poder quem não tem voto suficiente para se eleger”, ressaltou.
Embrapa
Durante o seu pronunciamento, Dilma falou da importância da nova sede da Embrapa Pesca e Aquicultura para o Centro-Norte do País. “Tenho certeza que a partir daqui vai se gerar uma grande onda para a produção de peixe no Brasil.”
A presidente ressaltou que o clima, os mananciais e a diversidade do Brasil são propícios para fazer do país autossustentável no consumo de peixe. “Estranhamente esse país cheio de água doce ainda importa peixe. Queremos que se produza peixe”, disse ao lembrar que as pesquisas da Embrapa devem contribuir para tornar o país competitivo.(fonte:jornal do tocantins)
Ontem sexta feira (6), os alunos da sala 62,01 da professora de Língua portuguesa Miriam Nunes da Silva fez uma aula diferente para comemorar o dia das mães. Convidou uma mãe para dar uma palestra sobre a importância de ser mãe. A jornalista Rozineide Gonçalves emocionou a turminha com vídeos e assuntos relacionados a dia da grande heroína, as mamães. Cerca de 37 alunos ouviram atentamente e alguns até se emocionaram.
O Dia das Mães é um dia para celebrar e agradecer a todas as mães, para as que ainda estão presentes. O Dia das Mães é uma data móvel, ou seja, o dia a ser comemorado depende do ano, mas no Brasil é sempre no segundo domingo do mês de maio. Em vários países é comemorado em outras datas, que vão desde março até dezembro.
É comum no Dia das Mães os filhos fazerem surpresas às suas mães, dando presentes ou organizando atividades que demonstrem amor e carinho por ela. A professora Miriam e os alunos ficaram radiantes com a forma que a aula foi realizada.
O dia das mães no Brasil é considerado a melhor data para o comércio, o amor dos filhos por suas mães movimenta o comércio e também os corações de seus filhos amados.
Existem muitas histórias e tradições sobre o dia das mães, nosso objetivo é abordar as principais comemorações no Brasil e no mundo.
As mais antigas celebrações do Dia das Mães remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga.
No veículo além do homem que morreu após provocar o acidente, estavam também cinco pessoas da mesma família, que tiveram alguns ferimentos
O passageiro de um carro morreu após tomar o volante e jogar o veículo em que estava em um barranco às margens da BR-060, em Alexânia, a 114 quilômetros de Goiânia. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), outras cinco pessoas da mesma família também estavam no mesmo automóvel, um VW GOL, e sofreram ferimentos.
O inspetor da PRF Newton Morais contou que o homem que provocou o acidente havia pagado ao motorista e dono do carro, que é mototaxista em Alexânia, para levá-lo a uma festa que fica a 4 quilômetros da cidade, entre Alexânia e Abadiânia. “Às 2h da manhã, no quilômetro 34, o homem que havia pagado pela carona, deu um golpe no volante e disse: ‘vou matar todo mundo’. O carro saiu da pista, capotou e caiu num barranco de 12 metros”, explica o inspetor.
A PRF constatou excesso de passageiros no carro. “No veículo haviam dois homens de 22 anos, uma mulher de 23, um rapaz de 28 e um homem de 41 anos, além do motivador do aciente, que ainda não foi identificado, pois não portava documentos”, disse o inspetor.
Ainda de acordo com a PRF, uma das ocupantes ficou gravemente ferida. Já os outros quatro integrantes do veículo tiveram ferimentos leves. Eles foram encaminhados ao Hospital de Urgências de Anápolis.
Morais relatou também que apesar de ser habilitado para conduzir motocicleta e ter um carro, o motorista e dono do veículo que capotou não tem autorização para conduzir automóveis. Ele passou pelo bafômetro e o exame constatou 0,09 miligramas de álcool por litro de ar expelido. Apesar de não acarretar prisão, esse índice gera multa por embriaguez.
O motorista foi atuado por excesso de lotação, embriaguez ao volante, inabilitação e teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) recolhida.(fonte:o popular)
A onda de furtos, roubos e assassinatos, muitas vezes por motivos fúteis, amedrontam o goianiense, que já começa a mudar a rotina e evitar saídas a noite. Essa foi a constatação de enquete no site da rádio CBN Goiânia, ainda em andamento. Até o fechamento deste texto, 80% dos que responderam a pesquisa, disseram que não se sentem seguros para sair de casa à noite e que a cidade não oferece a segurança necessária. Outros 15% disseram que saem as vezes, mas procuram lugares mais próximos de casa ou menos agitados.(fonte:goias real)
Na primeira colisão um carro sai da pista e caiu dentro de um córrego. Já a 2ª aconteceu quando um veículo reduziu a velocidade por causa da 1ª
Duas pessoas ficaram feridas em dois acidentes seguidos na noite desta sexta-feira (6), na TO-010, entre Palmas e Lajeado. A primeira colisão aconteceu por volta das 19h. Um carro saiu da pista e caiu dentro de um córrego depois que o motorista perdeu o controle.
O motorista não teve o nome divulgado e estava sozinho no veículo. Conforme a Polícia Rodoviária Federal, a suspeita é que o ele tenha cochilado ao volante.
O segundo acidente aconteceu momentos depois, enquanto a vítima do primeiro ainda era atendida pelo Corpo de Bombeiros. Segundo a PRF, outros dois carros bateram porque um dos veículos teria reduzido a velocidade em função do primeiro acidente.
Havia três pessoas em cada um dos carros envolvidos no segundo acidente. Uma delas teve ferimentos leves. A rodovia não chegou a ser interditada.(fonte:g1/to)
Na primeira colisão carro saiu da pista e caiu dentro de um córrego (Foto: Aurora Fernandes/Divulgação)Dois carros bateram porque um dos veículos teria reduzido a velocidade em função do primeiro acidente (Foto: Aurora Fernandes/Divulgação)
Entre os materiais vencidos estão cateteres e marcapassos. Outros produtos fornecidos pela empresa Cardiomed não serão mais usados pelos hospitais do Estado. “Interditamos alguns itens, os quais nós estamos como depositários para que seja feita a análise e perícia destes itens”, disse a diretora do HGP Renata Duran.
Os materiais eram usados em pacientes que faziam exames e procedimentos como angioplastias, cateterismos e implantes de marcapassos. Segundo a Secretaria, a empresa fornecia produtos vencidos e adulterava as etiquetas colocando outras datas de validade.
A denúncia também já está sendo investigada pelo Ministério Público Federal (MPF).
“A gente percebeu a urgência porque aqueles produtos poderiam continuar sendo usados e colocando em risco a vida deles”, disse a procuradora Luana Vargas Macedo.
Com os procedimentos suspensos, o Estado pretende contratar outras empresas para realizar procedimentos. “Em casos emergenciais nós estamos contando as unidades privadas do estado para que nos cedam os materiais ou façam os procedimentos”, disse secretário da saúde Marcos Muzafir.
Contrato A Cardiomed foi contada por R$ 3.180.956.96. O contrato entrou em vigor em abril do ano passado. Nessa quinta-feira (5), dois sócios da empresa foram presos em flagrante. Um dos sócios foi preso em Palmas, e o outro em Araguaína, onde fica a sede da empresa. Eles vão responder pelos crimes de fraude de contrato público e alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.
Sesau Em nota, a Sesau disse que não há qualquer registro de paciente que tenha tido qualquer problema após passar pelo procedimento no HGP.
“A secretaria informa ainda que está empreendendo todos os esforços para repor os materiais no prazo mais curto possível. Já foi solicitada, inclusive, a doação de materiais por parte de outras unidades hospitalares para dar continuidade às cirurgias.”(fonte:g1/to)
O Supremo remove Eduardo Cunha do poder. O recado é claro: ninguém resiste à força da Operação Lava Jato
>> Trecho da reportagem de capa de ÉPOCA desta semana:
Ainda presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha deixou o plenário da Casa na noite de quarta-feira, dia 4, por volta de 23 horas, e partiu rumo ao Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República, Michel Temer. Juntou-se à romaria de parlamentares que protagoniza um entra e sai sem fim da casa do vice – alguns em busca de cargos, outros de apoio, e há ainda os que apenas querem manter sólidas as pontes com aquele que, tudo indica, ocupará o Planalto a partir desta semana. Até então o terceiro na linha sucessória presidencial, Cunha manuseava as armas que podia para se manter próximo a Temer. E o vice oferecia seu arsenal, que logo pode se materializar em nomeações no Diário Oficial, para amansar o presidente da Câmara. No Jaburu, Cunha dividia espaço com pelo menos duas dezenas de deputados. As discussões sobre os rumos do “novo governo” eram feitas com formalidade diante da presença do vice. Por ali, os aliados costumeiros de Temer: Geddel Vieira Lima, Moreira Franco, Henrique Eduardo Alves e Romero Jucá, todos do PMDB. Na presença do vice, Cunha não se manifestou abertamente sobre qualquer intenção de indicar alguém para o governo. Mas, nos encontros prévios não expostos à luz palaciana, já dera seu recado a Temer e sua turma. Como um protagonista que deixa o proscênio satisfeito com sua atuação, Cunha saiu do Jaburu à 1h30 de quinta-feira. Não sabia, mas nas primeiras horas daquela mesma madrugada seu destino na Câmara dos Deputados era colocado em xeque dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). Popularizado em memes, em hashtags, apelidado de Malvado Favorito, Cunha personificou o político deletério – justamente por ser o ph.D. nas artimanhas regimentais, no toma lá dá cá, nas chantagens e, segundo a Procuradoria, em vários artigos do Código Penal. Cunha é hoje, provavelmente, o político mais impopular do país. Setenta e sete por cento dos brasileiros defendem sua saída, de acordo com pesquisa Datafolha do mês passado. Por volta de 1 hora da madrugada, o ministro Teori Zavascki avisou o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que havia concedido uma decisão liminar para afastar Cunha do exercício do mandato e, por extensão, da presidência da Câmara. A decisão seria publicada nas primeiras horas da manhã de quinta-feira, quando o oficial de justiça chegaria à residência oficial da Câmara para comunicar Cunha sobre o afastamento.
O despacho de 73 páginas mostra que Teori já vinha amadurecendo a ideia de acatar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) – para retirar o peemedebista do comando da Câmara – havia algum tempo. O pedido da PGR chegou ao Supremo em dezembro do ano passado, nas vésperas do início do recesso do Judiciário. Com isso, Teori começou a mexer no pedido apenas no começo deste ano. Ele dedicou o mês de fevereiro a ouvir as explicações das partes envolvidas. Em março, o plenário da Corte acatou, por unanimidade, uma denúncia oferecida pela PGR contra Cunha pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro investigados pela força-tarefa da Operação Lava Jato. Apesar de todo o poder a seu dispor no comando da Câmara, Cunha não teve como conter o avanço avassalador das investigações, que o colocaram em diversas situações como um político acusado de abusar de sua posição para cobrar propina por negócios na Petrobras, usar parlamentares aliados para chantagear e obter vantagens e esconder dinheiro sujo em contas secretas no exterior (leia no quadro abaixo).
A transformação de Cunha da condição de investigado para a de réu, mais as constantes notícias que vinham do Congresso sobre suas tentativas de impedir que um processo que pede sua cassação fosse adiante convenceram Teori de que havia argumentos suficientes para afastá-lo do comando da Câmara. Um primeiro impulso para que a decisão fosse dada veio quando Lewandowski anunciou, no final da sessão de quarta-feira, dia 4, que no dia seguinte levaria a plenário a ação proposta pela Rede Sustentabilidade. A ação pedia que Cunha fosse proibido de assumir a Presidência da República, em caso de vacância ou ausência do titular. O sinal ficou claro: o STF já considera Dilma Rousseff carta fora do baralho e, por isso, examinaria uma questão fundamental para a nova conjuntura, de Michel Temer presidente da República. O caso está sob a relatoria do ministro Marco Aurélio, que havia pedido ao presidente da Corte para que a matéria entrasse na pauta. Embora sejam pedidos distintos – o da Rede uma matéria constitucional; o outro, criminal e de ordem processual –, Teori sabia que a análise do plenário da ação relatada por Marco Aurélio poderia impedir uma decisão sua no futuro. Se, por acaso, a Corte negasse o pedido da Rede, ficaria difícil para o relator da Lava Jato apresentar uma decisão pelo afastamento de Cunha. Ao perceber o que estava em jogo, Teori se apressou ao fim da sessão de quarta-feira e fez consultas individuais a alguns colegas. O clima pareceu favorável e a decisão saiu.
Na manhã do dia seguinte, quando o oficial de justiça aguardava Cunha abrir a porta de casa para ser intimado com a decisão do magistrado – o que durou mais ou menos uma hora –, o relator avisou que levaria sua decisão monocrática para um referendo do plenário. O movimento se assemelha à prisão do senador Delcídio do Amaral, no fim de novembro do ano passado. Na ocasião, Teori consultou colegas sobre o pedido que tinha em mãos. Então, concedeu a liminar e a levou horas depois, ainda pela manhã, para referendo dos demais. O julgamento em plenário que referendou a decisão de Teori sobre Eduardo Cunha não teve sobressaltos. Durante a sessão, que terminou por volta das 18 horas, não houve desentendimento entre os ministros. Pelo contrário, a decisão de 73 páginas foi elogiada pelos demais, que acompanharam o relator na íntegra do voto. Assim, o placar final foi de 11 a 0.(fonte:época)
Em visita a Agrotins em Palmas esta semana, o vice prefeito de Combinado Tocantins Glauco Rafael, se reuniu com a vice governadora Claudia Lelis, os deputados estaduais Valdemar Junior, Nilton Franco e o presidente da Assembléia Osires Damaso e também secretario de Agricultura. Glauco foi correr atrás de verbas para a cavalgada Ecológica em junho. “Eu fui em prol de parceria para realizar no dia 4 de junho nossa cavalgada Ecológica em Combinado e também queremos distribuir mudas nativas, graças a Deus ta dando certo, já conseguimos parceiros e as mudas para o evento”. De acordo com o vice prefeito, a cavalgada Ecológica foi um projeto dele em 2013, inicio do mandato.
Glauco Rafael da Costa Madureira que trabalhou no Ruraltins é Pré-Candidato a prefeito de Combinado-To pelo PMDB, nasceu em 25 de julho de 1984. É casado com Gêisa Ribeiro e pai de uma filha, Rebeca. É Vice-Prefeito de Combinado-TO, Técnico em Agricultura e acadêmico do curso Tecnólogo em Agronegócios pela UNIGRAN – Centro Universitário da Grande Dourados.
Foi criado as margens do rio Palmas na tão famosa usina de Álcool da Depasa no município de Arraias onde seus pais trabalhavam, concluiu o ensino médio no Colégio Polivalente em Campos Belos-GO. Serviu as Forças Armadas na Marinha do Brasil exercendo o cargo de Marinheiro, prestou serviço no FNDE em Brasília como assistente operacional, efetivado no Ruraltins de 2005 a 2011 assumindo a chefia local. Trabalhou nas comunidades rurais em toda região sudeste do estado e em 2012 trabalhou na Secretaria de Segurança Publica na delegacia de Novo Alegre.
“Quero está sempre à frente das lutas em defesa dos produtores nas comunidades rurais, quero defender também o empreendedor individual e os micros e pequenas empresas no desenvolvimento econômico, social e industrial de nossa cidade e ainda lutar pela Juventude. Tenho a compreensão de que os jovens representam os sonhos e perspectivas que dão oportunidades à realização profissional, de emprego, sucesso na política e no trabalho”.
De acordo com moradores Glauco é trabalhador, determinado e um especialista em fazer as coisas saírem do papel.
Após uma ampla discussão realizada nas reuniões desta semana, na Câmara municipal de Palmeirópolis, os vereadores se reuniram na tarde de quarta-feira 4, para buscar soluções com o objetivo de resolver os entraves em relação ao trecho conhecido como “Apertado da Hora”, também apelidado de “o trecho da morte”.
Os vereadores de Palmeirópolis, Nilson Rodrigues, Márcia Araujo, Jamilton Guedes e Alex Martins foram até Palmas e junto com deputado Ricardo Ayres reunião às 14h00min com secretário de Estado da Infraestrutura, Sérgio Leão. O assunto foi procurar solução em caráter de urgência sobre a curva causadora de acidentes.
De acordo com Alex Martins a questão do apertado da hora precisa ser urgentíssimo, ”precisa ser urgente sem muito bla bla bla, antes que uma tragédia maior aconteça naquele local, registra bem esta reunião na ATA para depois não dizer por aí que o município foi omisso”. Disse ele.
Em Palmas, eles também fizeram reunião com o deputado Ricardo Aires. Na ultima sessão ficou definido que cada vereador vai procurar seus representes e cobrar.
Moradores cogitaram a possibilidade de paralisação caso a situação não seja resolvida com urgência, por medo de dirigir no trecho e encontrar algum veiculo desgovernado vindo na curva. Porque três acidentes aconteceram em menos de uma semana.
“Todos nós vereadores estaremos empenhados neste assunto, cobrando dos responsáveis uma solução, do jeito que está não pode continuar, nossas famílias também estão correndo riscos passando no local”. Disse o presidente da Câmara Fabio Gonçalves.
Na oportunidade, a vereadora Márcia Araujo também se reuniu com seu represente o presidente da Assembléia Legislativa Osires Damaso que se prontificou a ajudar.
Um homem de 50 anos foi preso após tentar subornar rum polícia com R$ 500,00 na BR-153 no Posto da Polícia Rodoviária federal (PRF), em Gurupi, Sul do Estado. O caso aconteceu por volta das 11 horas de hoje.
A PRF contou que recebeu uma denúncia anônima que um motorista dirigia na rodovia com sinais de embriagues. Conforme a polícia, ao para rum carro com as características passadas, eles perceberam que o homem realmente havia bebido.
Ao ser parado, ele recusou realizar o teste do bafômetro. Quando a PRF realizou o termo de constatação de embriaguez, o homem ofereceu dinheiro na tentativa de impedir a punição. Ele foi levado a Central de Flagrantes de Gurupi e foi autuado por embriaguez ao volante e corrupção ativa.(fonte:jornal do tocantins)
Rafael Ramalho Tavares, vulgo “Bob Esponja”, 24 anos, foi preso hoje em sua residência no setor Nova Fronteira em Gurupi, Sul do Estado. Ele é suspeito de cometer inúmeros arrombamentos a residências, em diferentes bairros do município.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), no momento da prisão Ramalho estava com diversos objetos que haviam sido furtados na madrugada de hoje. Com ele, foram encontradas um relógio Tissot, um aparelho celular, roupas, tênis, além de um notebook. Parte desse material estava escondido em um matagal próximo ao Setor Atalaia.
Ramalho foi autuado por furto qualificado e foi encaminhado para a Casa de Prisão Provisória (CPPG) de Gurupi.(fonte:jornal do tocantins)
O Jornal Mapa da Noticia expressa seu pesar pelo falecimento, na noite de quarta para quinta (4), de Leandro. Ele sofreu um grave acidente sábado passado em uma fazenda no município de Palmeiropolis. Morava ali perto e na madrugada, por volta das 5horas da manhã foi trabalhar e encontrou uma cerca de arame no trajeto que ele costumava passar todos os dias. A cerca foi feita para evitar a passagem pelo local. Como não tinha nenhuma sinalização e não foi avisado, Leandro bateu brutalmente caindo desacordado. Como de costume, ele pegou sua moto e ia trabalhar, quando se deparou com a cerca fechada, não deu tempo e sofreu um grave acidente que o levou a morte.
Leandro tinha 25 anos, era casado e deixou dois filhos, um menino de 2 anos e uma filha de um mês e dez dias apenas. Deixou a esposa France F. da Conceição, deixou mãe, pai, irmãos, avós, bisavô, uma grande família e admiradores, a quem o MN, envia condolências
Admirado por seu caráter, ser humano de primeira grandeza, Leandro deixou muita saudades. Ele tinha vencido um câncer alguns anos atrás, mas partiu de uma forma cruel.
O velório aconteceu em Minaçú Goiás, de ontem para hoje onde seus pais moram.
A família do Leandro agradeceu a equipe da Casa de Apoio de Palmeiropolis em nome de Flavio Gonçalves, por ter sido bem cuidado no hospital e na Casa citada.
O presidente do PSDB do Tocantins, senador Ataídes Oliveira, comemorou a aprovação por 15 votos a 5, nesta sexta-feira(06), do relatório favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff na Comissão Especial do Impeachment no Senado Federal.
“O dia de hoje vai entrar para a história como o primeiro passo para o fim da era PT e para que o Brasil seja devolvido a quem de fato pertence, o povo brasileiro”, comentou o senador, que acompanhou de perto a votação na comissão.
Ataídes disse estar certo de que o impeachment também será aprovado por maioria absoluta de votos no Plenário do Senado, na próxima quarta, dia 11, já que is crimes de responsabilidade cometidos pela presidente “estão perfeitamente caracterizados”. Depois da aprovação em plenário, começa a fase de julgamento do impeachment, já com Dilma Rousseff afastada da Presidência da República.
Ataídes destacou que o afastamento de Dilma e o fim da era PT marcarão um novo tempo de esperança no Brasil, que teve sua economia e sua credibilidade arrasadas pelos governos petistas.
Foto: Agência Senado
Assessoria de Comunicação – Senador Ataídes Oliveira
Vizinhos conseguiram retirar do imóvel um fogão e um botijão. Ninguém ficou ferido; as causas do fogo ainda são desconhecidas
Um incêndio destruiu uma casa na zona rural de Araguaína, no norte do Tocantins. O incidente aconteceu no setor Brejão, na manhã desta sexta-feira (6), por volta das 8h. Ninguém ficou ferido.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, não havia ninguém na casa no momento do incêndio. A corporação foi acionada por vizinhos, que conseguiram retirar do imóvel um botijão e um fogão. O restante dos pertences foi destruído pelo fogo.
Os Bombeiros ainda não sabem as causas do incêndio. Segundo a corporação, vizinhos informaram que na casa não havia energia elétrica e que nenhum aparelho estava ligado ou vela estaria acessa.(fonte:g1)
Vizinhos conseguiram retirar do imóvel um fogão e um botijão. (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação
A empresa foi denunciada nesta quinta-feira pela Secretaria de Saúde depois que funcionários do Hospital Geral de Palmas (HGP) perceberam que os lacres de validade dos produtos estavam adulterados. Segundo a secretaria, a empresa fornecia produtos vencidos, mas falsificada a etiqueta colocando outra data de vencimento.
Um dos sócios foi preso em Palmas, e o outro em Araguaína, onde fica a sede da empresa. Eles vão responder pelos crimes de fraude de contrato público e alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.
Os materiais eram usados em pacientes que faziam procedimentos no coração, como angioplastias, cateterismos e implantes de marcapassos, no maior hospital público doTocantins, o HGP.
Por causa do caso, as cirurgias cardíacas foram suspensas. Cerca de 40 pacientes estão na fila de espera. “Em casos emergenciais, nós estamos contratando as unidades privadas aqui do estado, para que elas nos cedam esses materiais, ou façam os procedimentos lá”, informou o secretário estadual da saúde, Marcos Muzafir.
A secretaria vai fazer uma nova licitação e abriu uma sindicância para apurar o caso. “Nós vamos convocar todos os pacientes atendidos nos últimos dias, pra que possam retornar e fazer uma nova avaliação clínica deles”, complementou o secretário.
A Polícia Federal fez buscas no HGP e no escritório da empresa, em Palmas. Foram apreendidos documentos, como notas de vendas e materiais fraudados. A Vigilância Sanitária também interditou a empresa Cardiomed por falta de alvará sanitário.
Empresa teria colocado etiqueta falsa em insumos hospitalares (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Defesa O advogado da Cardiomed Marcelo Henrique Moura, informou que a empresa está colaborando com as investigações.
“Todas as informações, tudo o que a polícia tem pedido foi feito e foi demonstrado de que nesta fase inicial só nos cabe abrir as portas. Isso está sendo feito e estamos nos colocando à disposição do que a polícia e a Vigilância Sanitária acharem pertinente ao caso. É uma coisa primária que depende de provas a serem produzidas”.(fonte:g1/to)
A presidenta Dilma Rousseff sancionou ontem (5) uma série de alterações que endurecemas normas do Código de Trânsito Brasileiro. Entre as novidades, está a pena mais dura para os motoristas que costumam usar telefone celular ao volante. Segurar ou manusear o aparelho enquanto dirige passa a ser infração gravíssima.
Também foi criada uma infração específica para aqueles que se recusarem a se submeter a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar a influência de álcool ou outra substância. A multa, nesses casos, será de R$ 1.915,40 e, em caso de reincidência no período de 12 meses, a penalidade será aplicada em dobro.
O transporte pirata de passageiros também está sujeito a penalidades mais rígidas. A infração agora é considerada gravíssima, com multa R$1.149,24 e suspensão do direito de dirigir, além do recolhimento da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista flagrado.(fonte:jornal o expresso)
Anthony Garotinho afirma a EXPRESSO que era insuntentável mantê-lo como presidente da Câmara
Em entrevista a EXPRESSO o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho disse estar insatisfeito com a decisão do Supremo de suspender o mandato do deputado federal Eduardo Cunha, seu ex-assessor e, hoje, desafeto político. “Só vou ficar feliz quando ele (Cunha) estiver preso”. Para Garotinho, as revelações de negócios de Cunha com o doleiro Lúcio Funaro vão piorar a situação do presidente afastado da Câmara. Garotinho também disse ter estado com o vice-presidente Michel Temer recentemente. “Falei para ele sobre a necessidade de novas eleições gerais. Mas ele não me levou a sério”. A seguir, os principais trechos da conversa:
EXPRESSO – Como o senhor recebeu a decisão do STF de suspender o mandato de Eduardo Cunha? Talvez ninguém o tenha enfrentado tanto quanto eu enquanto estive na Câmara dos Deputados. Eu acho que a decisão é, embora tardia, necessária. Era insustentável ter um cidadão com todas aquelas denúncias comandando a principal Casa Legislativa do país.
EXPRESSO – O senhor conhece bem Eduardo Cunha… Eu demiti o Eduardo Cunha da Cehab (Companhia Estadual de Habitação) no meu governo (Eduardo Cunha sempre negou ter sido demitido ou ter pedido demissão na ocasião). O que se descobriu de Eduardo Cunha até agora é só um pedaço da fortuna que ele amealhou em todos esses anos. Se investigar, vão encontrar muito mais. Eu sempre disse que se quisessem pegar o Eduardo tinha de investigar (Lúcio) o Funaro, que é o doleiro dele. Agora pegaram o Cunha num envolvimento com o Funaro. Repito: o grosso (do dinheiro) dele quem manipula é o Funaro.
EXPRESSO – O senhor está satisfeito? É isso? Ainda não. Só estarei satisfeito quando Eduardo Cunha estiver preso.
EXPRESSO – O senhor esteve recentemente com Michel Temer. O que disse a ele? Eu perguntei a ele.
EXPRESSO – Perguntou o quê? Prefiro não revelar (risos).
EXPRESSO – Por quê? Deixa para lá.
EXPRESSO – O senhor está participando das conversas para a composição do provável governo Temer? O que está achando? Eu acho que o PR não deveria participar (do governo Temer). Eu sempre defendi novas eleições gerais. O que eu não consigo entender é como um partido (PMDB) que tem sete ministérios, que tem suas principais lideranças investigadas, pode querer apontar a corrupção apenas dos outros. Eu vou dizer a exata frase que eu disse ao Michel Temer: primeiro é ela (Dilma Rousseff), o segundo será o Eduardo e depois será você (Temer).
EXPRESSO – E o que Temer respondeu? Ele riu. Não levou a sério. Está aí a decisão do STF…(fonte:época)
Órgão também fez vistoria no Instituto de Criminalística da cidade. Faltam servidores e estrutura; pedido de interdição foi feito à Justiça
Diversas irregularidades foram encontradas no Instituto Médico Legal e no Instituto de Criminalística de Araguaína, norte do Tocantins, pelo Ministério Público Estadual. Segundo o MPE, os orgãos não têm condições mínimas de funcionamento e também faltam funcionários.
Diante disto, o MPE pediu a interdição imediata do IML por meio de uma Ação Civil Pública (ACP). O pedido foi feito após vistoria realizada pelo promotor de justiça Paulo Alexandre Rodrigues de Siqueira e com base em avaliação da Vigilância Sanitária.
Ainda conforme o órgão, os problemas encontrados indicam “omissão do poder público na prestação de serviços pertinentes à segurança pública, com sério comprometimento na apuração de casos, sem a qual a elucidação das infrações penais torna-se inviável.”
Infiltração em sala do IML de Araguaína (Foto: Defensoria Pública/Divulgação)
Problemas No IML foi verificada a falta de servidores, alojamento para plantonistas e cantina. Além de precariedade das instalações hidráulicas, falta de equipamentos de proteção individual e de espaço para atender às demandas. O MPE apontou ainda que o prédio está em péssimo estado de conservação”.
No núcleo do Instituto de Criminalística, os faltam servidores administrativos, motorista, guardas e peritos. Também foram encontrados equipamentos e salas sem condições de funcionamento e até falta de veículos. Segundo o promotor, os problemas colocam em risco a saúde dos trabalhadores e a situação tem causado o acúmulo de centenas de inquéritos policiais
Pedidos O MPE pediu interdição imediata e temporária do Instituto Médico Legal, até que o Estado providencie condições mínimas de funcionamento. A ação pede reforma e estruturação do IML e Núcleo do Instituto de Criminalística, que o Estado dê continuidade ao concurso Polícia Técnico-Científica, entre outras coisas. A ação ainda será analisada pelo judiciário.
A Secretaria de Segurança Pública do Estado foi procurada na noite desta quinta-feira (5) e ainda não apresentou resposta.(fonte:g1/to)
Se as projeções se confirmarem as vendas de veículos novos de passeio devem cair pelo quarto ano consecutivo e amargar uma baixa em torno de 5% do acumulado no Brasil. Devido à crise financeira que o setor enfrenta uma entidade que representa a categoria teve que revisar as projeções que até o ano passado eram de queda de 4%. Só no mês de abril a queda foi de 9,3% no País, em Goiás o cenário é ainda mais preocupante, -10,85%,sobre março desse ano e 31,58% sobre abril de 2015.
O setor regrediu a patamares de emplacamentos de oito anos atrás, mas com uma estrutura muito mais inchada, afirmou nessa semana dirigentes da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A entidade acredita que uma possível troca de governo possa melhorar esse cenário.
Os números pessimistas demonstram que a crise se estacionou no segmento de automóveis e não mostram sinais de recuperação em curto prazo. O que levou ao fechamento de mais de mil concessionárias no Brasil desde o início do ano e a extinção de 48 mil postos de trabalho.
O Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Automotores de Goiás (Sincodive) não divulga dados de empresas fechadas e postos de trabalho extintos, mas só nesse ano, três montadoras com filiais no Estado alegaram problemas financeiros e promoveram demissões, reduções de jornadas ou paradas forçadas até que os estoques fosse diminuídos.
Mesmo pressionadas pela perda de escala nas vendas, alta do dólar, inflação e elevação dos tributos nos últimos dois anos, as montadoras aumentam os preços de seus carros. Os reajustes compensam em parte o prejuízo, pois modelos de sucesso ajudam a cobrir o buraco deixado pelos veículos parados nos pátios.
Para o gerente de uma concessionária em Goiânia, Anderson Menezes Silva, a queda no movimento na loja foi de 12% desde início do ano. Em nível regional o gerente calcula que o tombo foi de 21% no período. O motivo é um só: crise. “O perfil do consumidor mudou muito. Dessa forma, as empresas também precisam mudar para driblar a queda nas vendas”.
Silvase refere ao fato de que a classe A não alterou seu nível de consumo, a classe B diminui um pouco e a classe C parou totalmente de trocar de carro. “Além da queda nas vendas podemos observar que o consumidor já chega na loja munido de informações que o vendedor deve estar por dentro para não perder o negócio”, diz.
Motos
O varejo de motos em abril somou 93,5 mil unidades emplacadas, registrando queda de 9,5% em relação a março, mês com mais dias úteis. A média diária de emplacamentos continua abaixo de cinco mil unidades. No acumulado do ano foram licenciadas 379,6 mil unidades, em todo País. Em Goiás, a quantidade de motos no último ano até hoje se manteve praticamente estável. Com uma leve alteração de 0,44%. Já na comparação com os últimos dois anos o aumento foi maior 4,24%, segundo dados do Detran-GO.
Bancos negam 70% dos pedidos de crédito
A falta de confiança na economia aliada ao alto risco de desemprego trouxe outro problema para o setor. O ambiente de inflação e juros elevados deixou a liberação de crédito mais rigorosa. Empresários reclamam que a cada dez pedidos de financiamento de carro sete são negados.
Há alguns anos, entretanto, o índice de aprovação pelas instituições financeiras era exatamente o contrário. De acordo com o gerente da Saga, Anderson Silva, para conseguir uma aprovação de crédito os bancos estão pedindo 30% de entrada e o restante parcelado em, no máximo, 48 meses.
Silva diz que os bancos estão mais rigorosos para a liberação de crédito, o que tem assustado os compradores, mas acredita que com uma mudança na política econômica uma melhoria pode ser aguardada já para o final do ano. “Esse arrocho na liberação de crédito foi devido ao grande índice de calote que os bancos vêm sofrendo desde o final de 2014”, garante.
Uma mulher uruguaia que vivia presa à vigilância do marido, elaborou um plano muito bem executado para denunciar a violência doméstica que sofria há muito em casa.
A vítima vive em Benalmádena, na província de Málaga, sul da Espanha, onde não podia sair sozinha na rua, usar o celular ou entrar em redes sociais sem a permissão do marido. Além disso, de acordo com relato da mulher à polícia local, o homem fazia checagens frequentes no telefone e filtrava qualquer contato estranho.
Em desespero, a mulher conseguiu esconder um bilhete de socorro em meio a lição de casa de seu filho de 8 anos. Nele havia uma explicação sobre a situação a qual vivia e escreveu seus dados pessoais e até o endereço.
A professora da criança achou o recado dentro do livro do aluno e avisou a direção da escola, que entrou em contato com a polícia e o Centro Municipal da Mulher de Benalmádena.
As autoridades junto à escola elaboraram um plano cuidadoso para investigar o caso sem levantar suspeitas, a fim de proteger a vítima.
O casal foi convocado para uma reunião pedagógica e quando chegou ao local, o marido ficou esperando do lado de fora. A mulher entrou na instituição sozinha e relatou aos policiais os maus-tratos, além de afirmar que o homem havia até colocado fogo na cama para intimidá-la. Ela estava com vários hematomas pelo corpo.
Após o relato da vítima, o homem foi detido ali mesmo, mas foi liberado sob a condição de se manter afastado da vítima a uma distância estabelecida pela polícia, além de usar uma pulseira eletrônica que informa às autoridades caso a medida seja descumprida.
Mãe e filho estão recebendo assistência do Instituto Andaluz da Mulher, órgão governamental dedicado à promoção da igualdade dos gêneros.
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