quinta-feira, agosto 18, 2022

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Presidente do Sindposto é acusado de mandar matar empresário no TO; MPE diz que assassinato foi motivado por interesses financeiros

A Justiça aceitou neste domingo, 19, denúncia do Ministério Público Estadual contra o presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustiveis do Estado do Tocantins (Sindiposto), Eduardo Augusto Rodrigues Pereira. Duda Pereira é acusado de ser o mandante do assassinato do empresário Wenceslau Gomes Leobas de França Antunes, conhecido como “Vencim”, de 77 anos. O crime aconteceu no começo do ano, em Porto Nacional, na região central do Tocantins.

Motivação do crime

De acordo com o MPE, o crime teria sido motivado por interesses financeiros, já que Wenceslau Gomes estava instalando um posto de combustíveis em Palmas, onde pretendia praticar preços inferiores aos de seus concorrentes, entre os quais estava Eduardo Pereira.

Conforme a denúncia, Wenceslau já era dono de um posto em Porto que praticava preços inferiores aos cobrados na capital. Por causa disso, o empresário teria sido procurado por Duda Pereira, que lhe propôs um esquema de alinhamento de preço para anular a concorrência e aumentar a margem de lucros. Vencim não aceitou fazer parte do cartel e, assim, que deu início a instalação de um posto na capital, começou a ser ameaçado de morte pelo presidente do Sindiposto. As ameaças teriam se intensificado na semana anterior ao assassinato.

O Ministério Público afirma que o empreendimento de Wenceslau afrontaria diretamente os interesses de Eduardo Pereira, já que seria instalado na TO-050, entre Palmas e Taquaralto, próximo ao campus de Ciências Agrárias da Faculdade Católica do Tocantins, em frente a uma área de propriedade do denunciado, também destinada à instalação de posto de combustível. Além disso, consta que Eduardo Pereira é arrendatário de um posto localizado no trevo de Taquaralto, que também concorreria diretamente com o estabelecimento de “Vencim”.

Empresário influente

A denúncia, assinada pelos promotores de justiça Abel Andrade Leal Júnior, Vinícius de Oliveira e Silva e André Ricardo Fonseca Carvalho, afirma que Duda Pereira tem “grande poder econômico e forte trânsito no meio político das cidades de Porto Nacional e Palmas, atuando diretamente para impedir a construção e instalação do posto de combustível da vítima na cidade de Palmas”.

Prisão preventiva

O MPE pediu a prisão preventiva de Duda Pereira, sob a alegação de que o empresário estaria atrapalhando as investigações, mas a Justiça não aceitou o pedido e o presidente do Sindiposto irá responder à ação penal em liberdade.

Para justificar a prisão do empresário, o Ministério Público cita o caso de duas testemunhas que estariam sofrendo ameaças do denunciado. Uma delas, que presenciou o crime e viu Wenceslay ser ameaçado pelo presidente do Sindiposto, afirma que uma caminhonete com dois ocupantes costumar rondar sua casa, na tentativa de intimidá-la. A casa dessa pessoa teria sido invadida no dia do velório da vítima, sem que nada fosse levado.

Outra testemunha é enfática ao afirmar que sua morte também é desejada pela “Máfia do Combustível”, indicando existir um grupo de pessoas que atua sob os mesmos interesses.

Relembre

Wenceslau (foto ao lado) foi baleado com um tiro na região do pescoço na manhã do dia 28 de janeiro de 2016, ao sair de sua casa, localizada no centro de Porto Nacional. O idoso recebeu tratamento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã do dia 14 de fevereiro, em um hospital particular de Palmas.

Conforme inquérito da Polícia Civil (PC), crime foi praticado por Alan Sales Borges, de 34 anos, e José Marcos Lima, de 42. Alan atirou contra o empresário e fugiu no carro conduzido por José Marcos. Os dois foram detidos pela Polícia Militar em uma estrada perto da TO-050.

Na denúncia, o Ministério Público afirma que os dois homens foram contratados por Duda Pereira para matar Wenceslau. Os dois homens receberiam R$ 350 mil pelo assassinato do empresário. Desse valor, explica o MPE, R$ 33 mil já foram pagos.

Os matadores de aluguel estão detidos na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Porto Nacional. Segundo o MPE, tanto eles quanto as esposas vêm recebendo auxílio financeiro.

Alan e José Marcos foram denunciados no dia 15 de fevereiro por homicídio doloso, quanto há intenção de matar. Dois fatores devem agravar a pena: o fato de os acusados não terem possibilitado que a vítima se defendesse e a idade de Wenceslau.

Nota – Duda Pereira

Em nota, o empresário Duda Pereira negou envolvimento com o assassinato de Wenceslau e disse que irá provar a sua inocência. Confira na íntegra:

Venho pela presente informar à sociedade de Palmas e Porto Nacional, onde resido há mais de 37 anos, que jamais fui envolvido em processos criminais, e que, mesmo não tendo recebido qualquer intimação referente a processo relacionado com o homicídio do Sr. Wenceslau Gomes Leobas de França Antunes, ocorrido recentemente, o qual, segundo informações oficiosas, teria sido objeto de denúncia judicial, formulada injusta e indevidamente contra minha pessoa, com base apenas na suspeita totalmente infundada levantada por uma filha da vítima.

Esclareço, ainda, que nunca tive divergências pessoais com o Sr. Wenceslau França, mesmo sendo concorrentes empresarial, e que jamais praticaria qualquer crime contra meu semelhante, muito menos uma barbárie dessa natureza, que atenta contra a criação digna e honrada que recebi de meus pais, que também me ensinaram que a verdade e a Justiça sempre prevalecem. Assim, tão logo receba a notificação apresentarei a defesa judicial, confiante na apuração isenta dos fatos pelo Poder Judiciário do Estado do Tocantins.(fonte:rede tocantins notícias)

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