Isolados em comunidade, quilombolas se arriscam ao atravessar rio em balsa improvisada

Sem ponte, moradores da Comunidade Boa Esperança precisam usar balsa feita com galões e madeira. Defensoria Pública entrou com ação para pedir construção de ponte sobre o rio Sono.

Os quilombolas que vivem na comunidade Boa Esperança, a 75 km de Mateiros, no Jalapão, estão isolados. Na região não tem uma ponte. Para sair do lugar, eles se arriscam ao atravessar o rio Sono em uma balsa improvisada. A estrutura é precária, construída com galões e madeira. Por causa do problema, a Defensoria Pública do Tocantins entrou com uma ação contra o município de Mateiros e o Governo do Tocantins para que seja construída uma ponte.

G1 busca resposta do governo e do município sobre o problema.

Quem vive na comunidade se preocupa com a situação. O acesso à balsa é difícil e ela só permite a travessia de no máximo 10 pessoas, por vez. A estrutura é controlada por cordas amarradas em cada lado do rio. As crianças chegam a ficar sem ir à escola quando o cabo de aço usado para puxar a balsa fica debaixo da água.

O escoamento da produção agrícola, como farinha, feijão e hortaliças, também fica prejudicado. Segundo a Defensoria, muitos dos produtos perecíveis são estragados por não ser possível a travessia para vender a produção fora da comunidade.

Na época da chuva, a situação piora. A balsa não pode ser utilizada, pois aumenta o volume das águas do Rio Sono.

Na ação, a Defensoria pede à Justiça que o município de Mateiros e o Governo do Tocantins realizem o conserto da balsa em no máximo 15 dias, para garantir o acesso da comunidade ao município de São Félix e às demais regiões. Pede também que os entes apresentem um projeto e um cronograma para a construção da ponte de acesso à comunidade.

Outros problemas

Conforme a Defensoria Pública, a comunidade não tem serviços básicos de saúde, já que os moradores não recebem visitas regulares de equipes do Programa Saúde da Família, médicos, enfermeiros, dentistas, farmacêuticos e ambulância.

Os moradores vivem em casas de tapera, sem acesso a água encanada, energia elétrica, saneamento básico e transporte.

Comunidade no Jalapão comemora festa da colheita do capim dourado

Colheita é importante para comunidade local que tira sustendo dessa matéria-prima. Marca irá representar os produtos feitos a partir do capim dourado na comunidade do Mumbuca.

Festa da Colheita do capim dourado no Parque Estadual do Jalapão começa nesta sexta-feira (15). A comemoração é muito importante para comunidade do Mumbuca, que tira o sustento a partir dos artesanatos feitos com a fibra, um dos símbolos do estado.

Além da colheita, será lançada neste ano a marca Mumbuca, resultado do registro de Identificação Geográfica do Artesanato do Capim Dourado.

Neste ano, a festa começa mais cedo porque a colheita só é permitida a partir do dia 20 de setembro, segundo portaria do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). Nesta data, somente artesãos cadastrados pelo Instituto podem coletar o capim, que tem período correto para a colheita para garantir a existência da espécie.

O superintendente de Turismo James Possapp diz que o evento é de extrema importância. “Ele reúne as famílias, valoriza a cultura do estado e também daquela região. Mas além disso, esse evento celebra a importância da sustentabilidade ambiental”.

G1/TO