‘Precisamos ficar atentos aos sinais que as pessoas dão’, diz a psicóloga Bruna Gomes.

Os Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde e Núcleo de Apoio à Saúde da Família de Palmeirópolis (NASF), realizaram uma passeata na manhã desta quarta-feira (26), para lembrar sobre o “Setembro Amarelo” e conscientizar as pessoas em relação aos perigos do suicídio. O movimento foi realizado no Centro da cidade.

 

Com o tema: ‘Setembro Amarelo’ “VALORIZANDO A VIDA”, A caminhada foi realizada com a equipe da saúde, os alunos da escola estadual Maria Guedes e Colégio Oneides Rosa de Moura, professores, os funcionários da prefeitura, CRAS, Conselho Tutelar, Polícia Militar, entre outras redes de proteção.

Nesse mês de setembro é realizada no mundo inteiro a campanha “Setembro Amarelo”, mês de prevenção ao suicídio. Foi observado na cidade de Palmeirópolis Tocantins, um alto índice de tentativas de suicídio e suicídio, principalmente entre jovens e adultos, tendo como motivação a depressão, perda do ente querido, conflitos familiares, situação financeira, entre outros.

Diante do exposto, verificou-se a necessidade de realizar uma mobilização com intuito de sensibilizar a comunidade a respeito desse tema.

A equipe da saúde ficou responsável pelas entregas de cartilhas com o tema proposto durante a caminhada. A psicóloga Bruna Gomes do Carmo, explicou a importância de a sociedade se inteirar no assunto e “abraçar” a causa. “Resolvemos fazer esse projeto diante do índice de suicídio em Palmeirópolis, resolvemos ir para a rua informar a sociedade. Porque quando as pessoas são informadas, elas sabem de fato como agir”, disse.

A especialista falou ainda que é preciso tirar o tabu da cabeça das pessoas em relação ao temo suicídio.

“Queremos desmitificar, ou seja, se ensinarmos as pessoas que existem sinais, que existem sintomas, e o que elas precisam fazer para evitar, elas vão buscar os especialistas e aí esse índice de suicídio vai cair, essa é a nossa intenção”, acrescentou.

A psicóloga esclareceu ainda sobre o mito de que a pessoa quando quer tirar a própria vida não avisa, segundo ela, as pessoas dão sinais que precisam ser percebidos pelas pessoas que estão em volta.

“Eles falam, verbalizam, dizem estou cansado de viver, não quero mais viver, e isso é grave. Precisamos dar atenção aos sinais, não podemos dizer que é drama, os sinais aparecem, as pessoas ficam distantes, se isolam, param de comer. Tem alguns que estão com a patologia, com depressão e estão entre nós, rindo, ficam quietos, por isso precisamos ficar atentos”, acrescenta.

Os números de tentativas de suicídios preocupam, pelo aumento a cada ano no Tocantins.

Em 2013 foram 450, em 2014 registrou – se 439, em 2015 chegou a 462, no ano de 2016 chegou a 644 pessoas o número de pessoas que tentaram o suicídio.

Em 2017 o aumento chegou à 866 casos, em 2018 foram registradas 640 tentativas de se matar. Com três mortes em Palmeirópolis.

Cerca de 200 pessoas participaram da caminhada.

Logo mais às 18:30 horas, peça teatral na feira do Produtor Rural em Palmeirópolis

Município: Palmeirópolis
NASF: Núcleo de Apoio à Saúde da Família
Órgão Gestor: Secretária Municipal de Saúde
Secretária de Saúde: NELIO OLIVEIRA SILVA
Coordenadora do NASF: Mara Layane Alves Benvindo
Prefeito: Fabio Vaz
Equipe NASF e Academia da Saúde: Bruna Gomes do Carmo, Daviane Vieira Lôpo, Juliana Correa, Richart Junior B. Silva Ítalo Magalhães.
Elaboração do Projeto: Bruna Gomes do Carmo

 

Da redação

1 COMENTÁRIO

  1. É isso aí! Todos unidos contra o suicídio.
    Sou estudante do terceiro ano do ensino médio do Colégio Estadual Professora Oneides Rosa de Moura e, de modo lamentável, percebo uma falha interna na instituição: a ausência de um profissional voltado para essa área, que possa auxiliar os estudantes em momentos difíceis. Afinal, os próprios dados acusam que os jovens são mais propensos a cometerem tal atrocidade. É importante ter em vista, também, que principalmente alunos que estão na reta final – terceiro ano -, vivem sob constante pressão da família e da própria escola, atormentando-os diuturnamente com o motivo de que eles “têm” de passar no vestibular. Isso sem falar em todas as conturbações que essa faixa etária presencia. Torna-se necessária a adoção de uma postura mais ativa do Estado e de toda a sociedade para combater essa mazela.

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