Em 10 anos, saltou de 29 para 4.303 o número de pacientes que só recebem tratamento ou medicamento de alto custo da Secretaria Estadual de Saúde (SES) após decisão judicial ou ajuda do Ministério Público Estadual e da Defensoria Pública Estadual. Ou aumento é de 147 vezes e expõe a crise da saúde pública em Goiás. As informações são de reportagem de Cleomar Almeida, nesta segunda-feira, 11, em O Popular.

Na reportagem, O Popular relata a história do tapeceiro Edson Alvin, de 39 anos. Após quase um ano sem conseguir medicamento, ele acabou de conseguir decisão judicial para receber o remédio Dapsona, para combater hanseníase. Depois de várias negativas do Centro de Medicamentos de Alto Custo Juarez Barbosa, Alvin foi obrigado a recorrer à Justiça.

Ao Popular, o secretário estadual de Saúde, Leonardo Vilela, reconhece que há falhas na assistência à saúde em Goiás. Vilela, porém, reclama que “há uma banalização” de pedidos de medicamentos ou de tratamento de pacientes. Não é fácil, porém, entender essa reclamação do secretário. O Goiás Real questiona: Será que algum paciente buscaria tratamento ou medicação sem ter a necessidade, como sugere Leonardo Vilela? A Justiça concederia o benefício a quem tem condição de arcar com o tratamento?

Em nota ao jornal, o Ministério da Saúde afirma que os repasses ao Estado e municípios estão regulares. Só em 2016, já foram quase R$ 600 milhões de verba federal da saúde para Goiás. Vale lembrar que o Estado não repassa regularmente os recursos aos municípios – que estão com pelo menos 10 parcelas em atraso –, o que prejudica ainda mais a crítica situação da saúde pública no Estado.

fonte:goiasreal

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