Parentes realizam velório e enterro no cemitério Campo da Boa Esperança. Ludimila Barbosa morreu após amputar o pé esquerdo e ficar dois dias em UTI do Hospital Geral de Palmas.

Após ser velado em Palmas, o corpo da triatleta Ludimila Barbosa, de 40 anos, que morreu após ser atingida pela hélice de um bote salva-vidas dos Bombeiros, foi levado de avião para Brasília, onde será enterrado. O voo saiu na madrugada desta quarta-feira (5).

A vítima morreu na UTI do Hospital Geral de Palmas (HGP), dois dias depois do acidente, durante a 6ª etapa do circuito estadual de Maratona Aquática do Tocantins, no lago de Palmas.

Em Brasília, o velório está marcado para começar às 8h30 na Capela 2 e o enterro será no cemitério Campo da Boa Esperança, na quadra 916 Sul.

Na capital, o velório ocorreu na Casa de Maria. O local recebeu mais de 20 vinte coroas de flores. Os enfeites representaram uma homenagem de pessoas próximas da vítima. Também em homenagem, as amigas de Ludimila usaram uma camiseta em que a triatleta aparece fantasiada com um personagem de um filme infantil.

Ludimila atuava na educação municipal desde 2005. Ao longo da carreira, esteve em diversas unidades e funções. Atualmente ela exercia a função de orientadora educacional no Cmei João e Maria.

A morte coincidiu com o Dia do Orientador Educacional, celebrado em todo o país nesta terça-feira (4). Para os colegas de trabalho, o dia é de tristeza. Nas redes sociais, parentes e amigos lamentaram e publicaram homenagens.

O Corpo de Bombeiros lamentou o ocorrido. “A morte da atleta foi contrária à razão precípua de ser da corporação que é a de salvar vidas, por isso, estamos sofrendo muito junto com os familiares e amigos a dor dessa perda difícil e irreparável”. Afirmou ainda que, em 25 anos de história, é a primeira vez que a corporação lida com uma fatalidade dessa natureza.

A Prefeitura de Palmas também emitiu nota de pesar. “Neste momento de grande perda e dor, a prefeitura em nome da Semed [Secretaria de Educação] presta solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão rogando a Deus conforto necessário a todos”.

Velório de triatleta é em igreja no centro de Palmas — Foto: Wilton Dias/TV Anhanguera

A morte

A triatleta Ludimila Barbosa, de 40 anos, morreu por volta das 6h15 desta terça-feira. Ela foi atingida pela hélice de um bote salva-vidas dos Bombeiros, durante uma competição. A vítima estava internada desde o último domingo (2), na UTI do Hospital Geral de Palmas em estado grave. Por causa do acidente, precisou amputar o pé esquerdo.

A morte foi confirmada pela Secretaria Estadual da Saúde, a qual em nota informou que mesmo com todos os recursos disponíveis a paciente não resistiu. O corpo foi levado para o IML de Palmas, já que a vítima sofreu um acidente e por isso o IML precisa fazer exame necroscópio para definir as causas.

O acidente aconteceu no lago de Palmas durante a 6ª etapa do circuito estadual de Maratona Aquática do Tocantins. Ludimila participava de competições desde o fim de 2017 e era professora no Centro Municipal de Educação Infantil João e Maria, da Prefeitura de Palmas. Uma faixa de luto foi colocada na porta da unidade escolar.

Nesta segunda-feira (3), cerca de 40 bombeiros se mobilizaram para fazer doação de sangue. Segundo a corporação, um ônibus percorreu os batalhões da capital para transportar os militares voluntários até os hemocentros da capital.

A Marinha do Brasil instaurou um inquérito para investigar o acidente. O comandante da Marinha em Palmas, Capitão Alberto Ramos, disse que ainda é cedo para falar sobre a investigação. “O inquérito que foi instaurado hoje pela Capitania Fluvial do Araguaia Tocantins irá detalhar estas circunstâncias com o propósito de apurar as causas e responsabilidades”, disse ele.

O acidente

O Corpo de Bombeiros informou que começou a ventar muito no decorrer da prova e que após a metade do percurso alguns atletas começaram a pedir ajuda. Dois chegaram a ser retirados da água e os militares resgatavam um terceiro quando perceberam que a mulher foi atingida pela parte de trás da embarcação.

O comando dos Bombeiros lamentou o ocorrido e disse que “todos os procedimentos necessários para preservação da vida e elucidação dos fatos, foram e estão sendo tomados”.

A Marinha foi acionada e a polícia técnica foi ao local para periciar a lancha. A Federação Aquática do Tocantins disse que a provas respeitou as regras internacionais e nacionais de segurança na água e que todas as providências legais estão sendo tomadas.

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