Show com Humberto e Ronaldo abriu a temporada de praia de São Salvador do TO

Abertura oficial da temporada de praia em São Salvador, aconteceu nesta quarta-feira 05, a partir das 22 horas com show da dupla Goiana Humberto e Ronaldo.

Com a presença de autoridades, os sertanejos levantaram a multidão de quase cinco mil pessoas que puderam gritar, dançar e se divertir até de madrugada. Para a surpresa de todos o cantor Juliano da dupla Henrique e Juliano subiu ao palco para delírio da galera que puderam se divertir com belas músicas do “trio”, composto por Humberto, Ronaldo e Juliano. Um espetáculo para ninguém “botar” defeito.

Ao longo da programação que segue até dia 30 de julho, a praia da Moreninha receberá shows com artistas diversificados e apresentações. A festa continua amanhã dia 08, com Berg Moreno e no domingo 09, Stenio e Rafael. A expectativa é que muitas pessoas visitem a praia durante a temporada.

Para receber os visitantes, a organização do evento montou estrutura com barracas comerciais e institucionais. As entalações oferecem bares, restaurantes, lanchonetes, área para acampamento, campo de futebol, palco, camarim, chuveiro e banheiros, serviços de saúde e fiscalização ambiental.  

Segundo o prefeito André Borba, a intensão é receber cada vez melhor os visitantes e fazer com que a temporada em São Salvador e Retiro seja referencia no estado. Ele foi vereador por três mandatos consecutivos pelo município, agora como prefeito disse que tem autonomia para trabalhar melhor. “Como prefeito tenho mais a oferecer e lutamos para realizar esta temporada o mês inteiro, toda verba para o evento foi do nosso município, não tivemos ajuda, eu sabia dos gastos, por isso fui economizando, nos organizando, para este mês poder fazer este evento. Parcelamos algumas coisas e a minha pespectiva é grande, porque é meu primeiro evento desta temporada de praia como prefeito”, disse.

A temporada conta ainda com as parcerias da Secretaria de Turismo e Meio Ambiente, BPMA, Policia Militar, Bombeiros e Câmara de vereadores.

Para animação dos moradores e turistas que pretendem visitar São Salvador e Retiro nessas férias, a temporada de praia promete muito mais. “Estamos no início de nossa gestão, mas não poderíamos deixar de fazer uma temporada de praia tão tradicional em nosso município. Juntos, vamos realizar a melhor temporada de praia da região”, finalizou o prefeito.

Estiveram presentes no evento, o prefeito de Peixe José Augusto e sua esposa Juliana Pinheiro, prefeito de Paranã Fabricio Viana e sua esposa, ex-deputado Dr. José Viana e sua esposa, prefeito de Palmeirópolis Fabio Vaz e Ana Paula Vaz, Veredores de São Salvador, vereador de Palmeiropolis Fabio Gonçalves e Divino da patrol, empresário Edson Reis, ex-prefeitos: Osvaldo de Souza Lima, Denival Gonçalves, Charles Evilacio e secretários em geral.   

Agenda de toda temporada de praia do mês inteiro e dos patrocinadores.
Agenda de toda temporada de praia do mês inteiro e os patrocinadores.

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Prefeitos de Paranã Fabricio Viana, de Peixe José Augusto e de São Salvador André Borba.
Prefeitos de Paranã Fabricio Viana, de Peixe José Augusto e de São Salvador André Borba.

Da redação

Em São Salvador do Tocantins, projeto social afasta crianças das ruas por meio da luta

O projeto atende crianças e adolescentes com auto índice a criminalidade.

O objetivo do projeto “Capoeira vai à Escola”, é promover o desenvolvimento humano através da cidadania.

Para começar, o aluno é passado por uma triagem, para saber a conduta social de cada um, depois é selecionado aquele jovem, ou adolescente que estão no comportamento de risco a criminalidade.

“Aquele que tem mais condições de ingressar no mundo do crime, são trazidos para a luta e feito algumas exigências mínima dele. A primeira delas é, estar estudando, ter disciplina, também ter uma religião”, explicou Santos.

O projeto nasceu em Arraias sudeste do estado com o mestre Fumaça. Hoje atende várias pessoas em sete cidades do sul e sudeste do Tocantins. Uma iniciativa do cabo Santos, juntamente com o mestre Fumaça, que vem crescendo a cada dia.

Em São Salvador, o projeto ganhou rumo e apoio do prefeito André Borba e dos vereadores, que abraçaram a ideia para livrar São Salvador de qualquer risco de drogas ilícitas. Uma vez por semana, os garotos têm a oportunidade de se dedicar ao esporte naquela cidade.

O professor Santos e o mestre Fumaça se conheceram em Brasília e desde então, começaram a ver os problemas sociais na época. 

“Nascemos em comunidade menos favorecidas como a baixada fluminense, pois sou oriundo da favela, e com isso, notamos que o governo e as autoridades, não nos assistiam à altura, tanto é que, aquelas previsões antigas que nós fazíamos na comunidade naquele tempo, estão se realizando hoje: os presídios super-lotados, o sistema público falido, enfim, um conjunto de fatores de derrota. Outra coisa: Administração que não vingou por causa da corrupção, por inveja, por causa da política partidária, que é a pior e vivente em nosso país. Então, resolvemos usar este esporte que aprendemos na comunidade, que nos livrou da criminalidade, das drogas e da violência, que foi a capoeira”, disse o treinador.

O projeto atende meninos de 7 a 30 anos e fornece aulas de box (MMA) e capoeira. Algumas meninas entraram mais logo desistiram, por ser um esporte violento para mulheres. É um projeto de inclusão, especialmente para pessoas carentes, sem condições financeiras. “Só atendo a classe baixa, não trabalho com filho de rico, ou com jovens bonzinhos, mas sim aqueles com zona de risco a criminalidade”, disse. 

Segundo o ex-prefeito de São Salvador Denival Gonçalves, o projeto é importante, pois consegue resgatar crianças e adolescentes que poderiam estar nas ruas. E afirma o total apoio do prefeito André neste trabalho.denval

“Nosso gestor vai estar de mãos dadas, e manda dizer que a parceria vai continuar aqui no município, fizemos no passado, foi boa e vamos continuar. Muitos aqui são alunos desde aquela época, que isso possa formar mais pessoas. Temos um professor dando aula, que passou por aqui, foi aluno, hoje segue carreira, disse Denival, que foi representando o prefeito que estava viajando à Brasília, com todos os vereadores em reunião com lideranças políticas.   

O cabo e professor de MMA e capoeira Santos, afirma esta parceria do prefeito de São Salvador André Borba. “Como é um trabalho antigo, hoje está colhendo os frutos, e o prefeito está praticando a política comunitária, mesmo eu não votando no município de São Salvador o prefeito André abraçou nossa causa, mesmo não puxando saco, até porque não preciso disso, o prefeito teve a consciência de nos ajudar, coisas que outros prefeitos da região não fizeram, mesmo sendo beneficiados com este projeto. Trabalho este que foi implantado na época do ex-prefeito de Palmeirópolis Enoque Souza e ele nos ajudou muito. Neste governo do Fabio Vaz, não tivemos seguimentos, mas reconheço o trabalho brilhante na área social que exerce o município, que é a Rede do Bem, que assiste ao jovem e crianças carentes”, elogiou.

O prefeito Fabio Vaz disse, que já existe este projeto em Palmeirópolis que cuida de crianças e adolescentes que é a Rede do Bem, admira e não é contra o trabalho do cabo Santos prestado à sociedade menos favorecidas, isso enriquece e protege o município.

O professor explica ainda a falta de interesse de gestores públicos. “Gostaríamos de fazer muito mais, poucas vezes conseguimos ajuda do poder público, mas graças a Deus, temos conseguido parceria com o ministério Público e a Justiça, principalmente de Peixe, Alvorada, Palmeirópolis, empresários, escolas, fazendeiros. Agora, a parte principal que é, a ajuda dos políticos eles somem, praticam as políticas partidárias, só aquelas na época das eleições, naqueles meses de campanha, ou seja, só quem votou eles ajudam, apenas quem é do “bando”, quem não fez parte eles excluem. Hoje acredito que entre Palmeirópolis, São Salvador, Paranã e Jau, temos mais de 80 políticos, poucos nos ajudam, são raros a ajuda deles”, desabafa Santos. 

Para ele, a luta vai além do fator esporte, que também pode ser visto como uma ferramenta de educação e transformação social. Promover o desenvolvimento humano através da cidadania, e a ferramenta utilizada é o esporte, a luta, como uma ação complementar para a educação.cabo

“Também buscando transformar o conceito de responsabilidade social, atingindo um maior número de pessoas e integrando classes sociais diferentes, através do esporte. Sabendo que nem todos serão atletas. Se conseguir formar grandes homens e mulheres, já estará contribuindo bastante para a sociedade”, disse.

Tanta dedicação fez com que Santos fosse mais do que um mestre de capoeira e MMA, ele é tido como um grande “pai” dos meninos e meninas, muitos dos quais ele, por meio do projeto social, ajudou a tirar de situações de risco social. “Eu aqui estou no lugar de um pai de rua, exemplo: aquela criança que não quer ir  à escola, que não quer se adaptar a sociedade, nós fazemos a inclusão social e escolar dela com as nossas disciplinas, eu consigo trazer elas para o esporte”, destacou.

É feito premiações, são levadas para temporadas de praias, alguns passeios de bug na areia, jet-ski, sobre o patrocínio na maioria das vezes do próprio bolso”, emociona ao falar.

Luiz Eduardo de Souza, começou a aprender capoeira com o policial, quando tinha 09 anos de idade, hoje com 12, disse que o aprendizado e a disciplina é gratificante, os pais dele notam isso, e também não esconde a admiração pelo professor. Para a maioria deles treinar e ocupar a cabeça é uma forma de não estar na rua fazendo coisas erradas.

Ao olhar para o passado, o militar e professor Santos, conta que fica muitas vezes emocionado e feliz ao ver o trabalho realizado com os participantes. “Aposentei como militar, entrei na polícia pela porta da frente e também saí pela porta da frente. Fui muito perseguido, mais tudo que tem o toque da mão de Deus não fracassa, conseguimos passar destas barreiras e trazer para as classes mais baixas, menos favorecidas, mais dependente do poder público o esporte através da luta”.

O projeto “Capoeira vai à Escola” não é experimental, mas sim funcional. O professor relata ainda que não envolve com pessoas com o nome sujo, qualquer classe social que envolver com a criminalidade está fora do projeto. “Queremos formar cidadãos atletas, fazemos uma peneira fina, uma varredura jogando a semente. Hoje sou um mulplicador desta causa do bem e ela está germinando. Todos que vier nos ajudar e não tiver problemas com a justiça estaremos de portas abertas”, desabafou.

De acordo com ele, o pai da dupla Henrique Juliano, Edson Reis se prontificou a ajudar no projeto, ser o padrinho neste trabalho. “Investigamos a conduta dele e realmente é mesmo fruto da música, de bons caminhos, não tem lavagem de dinheiro e nem de tráfico de drogas, por isso vamos aceitar”.

Procuramos Edson Reis para uma entrevista mais não conseguimos localizar.

Como é um esporte de contato e violento dentro da sua metodologia, MMA é no tatame para não machucar ninguém, a disciplina é acima de tudo.

Padre de São Salvador há 15 anos, Tiziano Scaccabarozzi disse que sem dúvida o projeto é importante. “O espaço que cria a possibilidade de trabalho é pouco, com isso dá mais chance de ir para as ruas, não sei avaliar quantos do poder público estão abraçando esta causa, mas deveria ser uma grande preocupação para todos, porque a grande parte dos presidiários é abaixo de 30 anos, isso é sinal que no âmbito educativo é bastante, este índice. A proposta de drogas é enorme, este trabalho no imediato não dá retorno, mais a longo prazo, a gente percebe a diferença. Trabalho não feito, deixa consequências grandes na sociedade”, explicou o padre. padre tiziDiretor de escola há muitos anos, o professor e agora vereador em Palmeirópolis, Daniel Rosa disse que, Santos foi parceiro dele no Colégio Carolina, e que ele trabalha com pessoas mais vulnerável, trabalha com paixão e sem ganhar nada com isto. “Se todos os prefeitos se organizarem com os projetos do município como Rede do Bem por exemplo, pode encaixar e fazer uma parceria neste trabalho do Santos. “Temos um projeto como professor para ajudar nesta área que é muito importante à sociedade, vamos estar desenvolvendo não como vereador, mas sim como professor”, explicou. danielO trabalho em Jaú do Tocantins por enquanto está suspenso, o professor alega falta de interesse do prefeito daquela cidade. Questionado pelo jornal, Onassys disse que ainda não foi procurado para um diálogo sobre o projeto, mais gostaria de sentar para entender os detalhes do assunto e depois dá uma resposta.

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Da redação

Colégio Família Agrícola de São Salvador promove “Festa da Colheita”

Festa junina da escola foi mais que uma dança de quadrilha.

Aconteceu no dia 29 de junho, no Colégio Família Agrícola José Porfirio de Souza no município de São Salvador do Tocantins, a “Festa da Colheita ou Arraiá da Colheita”. O evento foi alegre e colorido, feito em conjunto com os pais, equipe do colégio e os alunos.

A noite começou animada, recebendo autoridades, visitantes e a comunidade em geral. A deputada estadual Amália Santana e seu esposo Paulo, prestigiaram a festa dizendo que a partir daquele dia se tornaria a madrinha da escola. Amália Santana foi a deputada que lutou junto ao governo pela volta do Cirineu a cordenação do Colegio. O prefeito de São Salvador André Borba e sua esposa Amanda, vereador e presidente da Câmara Edivan Francisco, vereador Bena, ex-prefeito Charles Evilacio, Ulisses Barros e sua esposa Katharine e demais autoridades.

Em seguida começaram as apresentações dos/as educandos/as na dança e brincadeiras.

Um bingo, leilão e muita comida típica fizeram parte do evento para os visitantes se esbaldar noite a dentro, que foi embalada pela dupla Juliano e Sandro. Foi uma noite de muita dança e descontração.  

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Da redação

A temporada de praia em São Salvador do Tocantins vai começar

Temporada de Praias 2017 teve início no Tocantins. São Salvador promete neste verão.

A cidade de São Salvador do Tocantins, inicia seu período de praia no próximo dia 05 de julho, quarta feira. Considerada uma das maiores e mais estruturada praia da região sul e sudeste do estado, com o maior número de visitantes, este ano.

A praia da moreninha vai contar com barracas comerciais, com vários sabores de comidas e bebidas, obedecendo a todos os requisitos de segurança, área de camping e moderno aparelhamento sonoro, contando inclusive com um mega-palco para receber os artistas.

A programação cultural contará com a apresentação de artistas para diversos ritmos e gostos. Segundo informações, o prefeito de São Salvador André Borba, mesmo passando por dificuldades econômicas para a organização e montagem da estrutura, a população, além das centenas de turistas e visitantes poderão desfrutar de uma praia bem organizada e limpa. Buscando a cada ano melhorar o atendimento aos turistas e visitantes sem esquecer de garantir o conforto a todos os moradores de São Salvador e Retiro que desfrutar da temporada de lazer neste verão.

Prefeito de São Salavdor André Broba e sua esposa Amanda Broba.
Prefeito de São Salavdor André Borba e sua esposa Amanda Borba.

Abertura Oficial

A abertura oficial, na quarta feira dia 05 será marcada pelo show dos sertanejos Humberto e Ronaldo a partir das dez horas da noite.

Humberto & Ronaldo é uma dupla sertaneja formada por Umberto Aparecido Teixeira Junior, conhecido artisticamente como Humberto, e por Marcelo Alves de Amorim, conhecido artisticamente como Ronaldo, ambos nascidos em Goiânia capital de Goiás. hum

Humberto e Ronaldo em São Salvador do Tocantins.
Humberto e Ronaldo em São Salvador do Tocantins.

Começaram em 2008, quando dois jovens amigos se uniram. Escolheram a música como opção de vida e o enorme sucesso não deixa dúvida que acertaram nessa escolha!

Não diferente de outros grandes cantores, a dupla goiana começou tocando em bares e festas de amigos. Foram longas madrugadas e incansáveis noites em busca de um sonho. Lançaram seu primeiro disco, intitulado Humberto & Ronaldo – Ao Vivo, onde, a partir daí, passaram a fazer shows por todo estado de Goiás e outros estados brasileiros e fazem sucesso até hoje.

Em 2010, a canção “Tô Vendendo Beijo” composta pela dupla, fez parte da trilha sonora da novela Araguaia, exibida pela Rede Globo. No ano de 2011, a dupla gravou seu segundo álbum, o CD/DVD Romance – Ao Vivo, que contou com a participação de Jorge & Mateus, Bruno & Marrone e Gusttavo Lima.

A temporada começa dia 05 em Salvador e vai até dia 16, depois continua dia 22 no povoado do Retiro e fica por lá até final do mês dia 30. Várias atrações, shows todas as noites e muita gente bonita durante o período de praia.  

Todos estão convidados a curtir a temporada de praia 2017 de São Salvador do Tocantins.

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Depois de polêmicas, Cirineu da Rocha volta a direção do Colégio Família Agrícola em São Salvador do Tocantins

Depois de várias manifestações e luta, Cirineu da Rocha volta à direção do Colégio Família Agrícola em São Salvador do Tocantins.

Na sexta feira (26), a partir das 10 horas da manhã aconteceu no CEFA José Porfírio de Souza o “ Dia da Família na Escola”. Foi um dia de grandes significados para essa unidade de ensino, pois depois de dois meses sem diretor, foi renomeado Cirineu da Rocha ao cargo, profissional que vem contribuindo significativamente para o avanço e crescimento educacional da instituição.

A parte da manhã iniciou com apresentação artística do aluno Valter conjuntamente com o orientador educacional Izael Nunes, em seguida com a apresentação das comunidades presentes.

Apresentação artística do aluno Valter com o orientador educacional Izael Nunes.
Apresentação artística do aluno Valter com o orientador educacional Izael Nunes.

A unidade escolar atende os municípios de Peixe, São Salvador do Tocantins, Palmeirópolis, Jaú do Tocantins e Paranã e havia representantes de todos esses lugares, o que demonstra uma comunidade participativa e que acredita no trabalho desenvolvido pela unidade escolar. Essa participação tem grandes significados para o Colégio pois a família e a escola formam uma equipe e é importante que ambas sigam os mesmos acordos em direção aos objetivos que desejam atingir, cada uma realizando a sua parte em prol do sucesso que visamos para nossos jovens através de uma educação de qualidade e que venha criar cidadãos críticos capazes de enfrentar a complexidade de situações que surgem na sociedade.  

Após a apresentação dos municípios foi realizado a composição da mesa para a fala das autoridades, tendo em vista que devido a renomeação do diretor tiveram presentes inúmeras lideranças, vereadores locais e de cidades da região: Como Palmeirópolis e Jaú, do prefeito de São Salvador do Tocantins André Borba, dos ex-prefeitos Denival Gonçalves e Charles Evilacio, além da presença da Professora Sônia Maria, diretora da DRE de Gurupi e da supervisora Ladjasse o que engradeceu e enriqueceu o evento.

Quando o diretor do colégio foi exonerado no início do ano, houve grande tumulto e revolta de várias pessoas, dos alunos, pais, servidores, enfim, todos na luta árdua para que o Cirineu retornasse à direção do Colégio.

A Câmara municipal de São Salvador na pessoa do presidente Edivan Francisco, se empenhou através de oficio e dialogo com lideranças políticas, reuniões afim do retorno do Cirineu.  Em seu discurso Edivan falou um pouco da trajetória e da luta do Cirineu em prol dos atingidos por barragem, mostrou que realmente conhece um pouco da história do Cirineu da Rocha. Relatou o empenho dos vereadores junto com ele pela volta do Cirineu. Fizeram oficio ao governador e os vereadores assinaram, “aqui tem vários reassentamentos que foi da luta do Cirineu, vimos o trabalho, a organização e o desempenho dos parceiros e de várias pessoas da comunidade, juntos até a escola ser construída. Tudo isso é justo pelo trabalho deste homem, que veio do sul, deixou sua família, para cuidar do povo, não vamos ficar olhando para trás, é para frente que o carro anda, e conte com a Câmara de São Salvador”, finalizou.

Depois de várias matérias postadas, e-mail pedindo uma resposta ao governo e a SEDUC, ninguém quis falar até agora sobre o assunto da exoneração e nem da contratação.

No entanto, no início do mês de maio saiu a publicação no diário oficial de que Cirineu da Rocha havia sido recontratado ao cargo de diretor da referida escola, para alegria daqueles que lutaram e correram atrás para que isso acontecesse.

Sonia Maria diretora da DRE falou da alegria de ver a harmonia na escola, “a razão da escola são os alunos, se não tivesse aluno eu não tinha meu emprego”. Parabenizou o trabalho e disse que ficou encantada de ver os pais na reunião, enfatizou a dificuldade dos pais de estar indo à escola, e mesmo a distância não atrapalhou. “Morro de inveja, porque na minha época sendo filha de agricultor e morando na roça não tive uma escola como esta, vocês estão de parabéns, é uma oportunidade única”, explicou.

Professora Sônia Maria, diretora da DRE de Gurupi
Professora Sônia Maria, diretora da DRE de Gurupi

O prefeito de São Salvador André Borba, em seu discurso esclareceu da matéria publicada no jornal, disse que ficou magoado por tudo que foi falado e com exagero por parte do jornal. O prefeito continuo dizendo que indicou o novo diretor porque Cirineu já havia sido exonerado do cargo, “eu como prefeito fiz meu papel de indicar um novo profissional, porque eles me pediram, não foi eu quem pediu a saída dele não, me disseram para fazer isso, indicar. Por várias vezes procurei o Cirineu para conversar e não obtive resposta. Mas depois sim conversamos e achei melhor não indicar outra pessoa, pelo povo do reassentamento Piabanha pensei melhor deixar acontecer o retorno do Cirineu, hoje eu retrato isso. Para o bem da sociedade eu abrir mão e deixei por conta da secretaria que tiraram e estão recontratando, quero dizer que a parceria vai continuar no que depender da gente. Espero que o Cirineu faça acontecer o que ele realmente prega, conte com a prefeitura e os vereadores. E que de agora para frente a gente se olha como bons parceiros e que juntos façamos nosso município fluir e ser acreditado pelo povo”. Desabafou o prefeito André.unnamed (5)

O diretor e idealizador do Colégio Agrícola Cirineu da Rocha, disse que várias pessoas contribuíram neste processo da construção da escola e do seu retorno. “Tudo só é possível através do conhecimento, precisamos sonhar que é possível, depois de sonhar, suar, correr atrás, estudar, obter conhecimento. Para fazer parte de uma sociedade como a de hoje só é possível com o conhecimento. Estou feliz pelas parceiras que estamos fazendo, queremos ser uma escola de referência em educação do campo. Queremos avançar em curso técnico, dentre eles temos o curso em Agropecuária, Técnico em Agroindústria, Técnico em Piscicultura, que está avançando e precisamos construir a partir das parcerias. Vamos lutar para cumprir a missão ao longo destes anos. De agora para frente prefeito André vamos fazer deste local, um espaço de desenvolvimento e educação de profissional, e que cada jovem possa sair daqui e ser um grande profissional e saibam o objetivo de onde veio, para onde vão, o que estão fazendo e onde querem chegar”, enfatizou entusiasmado Cirineu.

Antes de encerrar sua fala Cirineu agradeceu a deputada estadual Amália Santana que fez parte do retorno dele ao Colégio, disse também que não teve uma pessoa específica empenhada, mas sim, várias pessoas, toda uma conjuntura de parceiros envolvidas no retorno dele. Não quis citar nomes detalhadamente.   

O vereador de Palmeirópolis Daniel Rosa, na ocasião representando a deputada federal Dorinha, disse que conhece o projeto do município no sentido educacional, foi aluno há 40 anos atrás estudando no Povoado Retiro, “sou suspeito ao falar do orgulho e da importância desta escola aqui na região, também ajudei na luta dos atingidos por barragem junto com Cirineu, este colégio não é importante só para o município de São Salvador, mas sim para todos. É um sonho realizado, e vimos o desempenho de tudo que tem acontecido aqui” disse.unnamed (6)

Na condição de membro do conselho da escola o vereador de Jau do Tocantins Osvaldino tem desempenhado muito bem o seu trabalho e disse que esta conjuntura toda possa trazer o fortalecimento do Colégio, “me sinto orgulhoso de tudo isso e pode contar com a Câmara de jau do Tocantins, vamos continuar unidos neste projeto”.

Ao encerrar a fala dos componentes da mesa foi passado para outra pauta com os pais, com o objetivo de informar alguns acordos de rotina, métodos de avaliação, resultados do 1º bimestre da unidade escolar, bem como definir com eles o uso do uniforme e também a forma de ofertar um lanche noturno.

O evento foi encerrado com um almoço, uma belíssima e gostosa feijoada a todos os presentes.

Foi realmente um momento de festa para o Colégio com um clima de paz, harmonia e tranquilidade, acreditando que foi o marco para iniciar novamente o ano letivo em busca de cumprir a missão estabelecida para a unidade de ensino, ou seja, “ser um colégio que oferta ensino de excelência no campo, construindo os arranjos produtivos para o desenvolvimento regional, a partir dos instrumentos da Pedagogia da Alternância”.  

Presidente da Câmara Edivan, Cirineu da Rocha, prefeito André Borba e Sonia Maria.
Presidente da Câmara de São Salvador Edivan Francisco, Cirineu da Rocha, prefeito André Borba e Sonia Maria.

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Cerca de 350 pessoas compareceram ao vento.

Da redação/Mapa da noticia

Prefeitos da região sul do Tocantins participam da XX marcha em Brasília

O evento iniciou na segunda-feira, dia 15, e segue até amanhã quinta-feira. Os prefeitos, vereadores e secretários que estão na capital federal reivindicam maior divisão de tributos e menos atribuições às Prefeituras.

O prefeito de Palmeirópolis Fábio Vaz, acompanhado dos prefeitos, Onassys Moreira do município de Jaú do Tocantins, André Miguel de São Salvador do Tocantins, Fabrício Viana de Paranã, Olímpio, prefeito de São Valério da Natividade e Artur, prefeito de Santa Rita do Tocantins estão participando da XX Marcha em Brasília em defesa dos seus municípios.

O evento é uma promoção da Confederação Nacional dos Municípios e está acontecendo no Centro Internacional de Convenções do Brasil- Brasília-DF. A XX edição da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, tem como objetivo principal, lutar em favor dos interesses dos serviços prestados ao cidadão brasileiro no local onde ele reside.

Segundo o presidente da CNM Paulo Roberto Ziulkoski a Marcha é um espaço de lutas para definir e alertar autoridades do Executivo, do Congresso Nacional e do Judiciário sobre temas que permitam a conquista de autonomia pelo Ente Município, além de mostrar ao cidadão os caminhos que os gestores municipais defendem como solução para enfrentar e vencer a crise que a todos atinge.

Os prefeitos também vão aproveitar a viagem à Brasília para apresentar reivindicações dos municípios aos parlamentares. “Aqui a gente tem uma agenda repleta de atividades e dentre elas estão as visitas aos deputados e senadores. Vamos entregar solicitações de emendas parlamentares, pois sabemos que os municípios, principalmente os pequenos, dependem muito de recursos dos governos do Estado e Federal, para realizar obras. Então, vamos aproveitar a oportunidade”, ressalta o prefeito de Palmeirópolis Fabio Vaz.

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Informações Mari Correia/Ascom prefeitura

 

Alunos fizeram manifestação em frente o CEFA – Colégio Estadual Família Agrícola em São Salvador do TO

Até o momento, não há uma posição do Governo do Tocantins, nem da (SEDUC) Secretaria Estadual de Educação e nem do Prefeito Municipal.

Uma turma de alunos realizou protestos na manhã de quarta-feira (26) no Colégio Estadual Família Agrícola José Porfírio de Souza, que fica no município de São Salvador, estado do Tocantins.

O ato em São Salvador do Tocantins é feito em defesa de uma educação pública de qualidade para os trabalhadores, eleições diretas na escolha de diretores das unidades escolares, sem intervenção de políticos e mais infraestruturas para o Colégio.

Um aluno de Paranã que está cursando o 1º ano, Dione Alves Rodrigues de 18 anos, disse que, “se o Cirineu não retornar à direção, a sala inteira já está decidida a abandonar o colégio”, sabe do grande prejuízo que vão ter, porque não existe outra escola com esta modalidade de ensino, ou seja, da Pedagogia da Alternância na região. Para ele, estar estudando no Colégio Família Agrícola foi a melhor coisa que aconteceu, e só está permanecendo por perceber o esforço que o Cirineu tem feito para manter o colégio e pelo bom ensino oferecido no local, “não por ele ser apenas um simples diretor, mas por ele ser um articulador, através dele muitos projetos estão por vir, na região não existe outro colégio como este, um ônibus pega os alunos na casa e deixa de volta quando voltamos, moro longe.

Segundo a estudando Dalícia P. Goutinho, do 2º ano, do curso Técnico em Agropecuário Integrado ao Ensino Médio, a nossa luta é por uma educação pública de qualidade no campo para os filhos dos agricultores familiar, defendemos ainda eleições diretas para os diretores das unidades escolares e iremos continuar se manifestando até o atual diretor pedir exoneração ou a Secretaria Estadual de Educação tomar uma posição na defesa de uma educação pública de qualidade e sem intervenção política.

De acordo com informações, o novo diretor não apareceu mais no Colégio e embora as aulas continuem normalmente, os funcionários não sabem o que fazer frente alguns problemas que são de ordem administrativa e financeira, lembrando que essa situação já perdura há 44 dias.

Manifestação por uma educação pública de qualidade no campo para os filhos dos agricultores familiar.
Manifestação por uma educação pública de qualidade no campo para os filhos dos agricultores familiares.
O ato em São Salvador do Tocantins é feito em defesa de uma educação pública de qualidade.
O ato em São Salvador do Tocantins é feito em defesa de uma educação pública de qualidade para os trabalhadores.

Até o momento, não há uma posição do Governo do Tocantins, nem da (SEDUC), Secretaria Estadual de Educação e nem do Prefeito Municipal.

Já enviamos vários e-mails cobrando uma nota de esclarecimento, mais até um momento não obtivemos respostas.

Aluna de 14 anos do Colégio Família Agrícola em São Salvador escreve carta aberta

 Um retrocesso de um projeto lindo, construído há anos e que corre o risco de acabar por uma politicagem suja”. Disse a garota emocionada.

Uma aluna de 14 anos da cidade de Jaú do Tocantins, resolveu fazer um desabafo através de uma carta aberta para chamar atenção das autoridades do Tocantins.

Ela e a família, estão preocupados com a demissão do Cirineu da Rocha, ex-coordenador e idealizador do projeto Família Agrícola.

Veja a carta na Integra:

“Meu nome é Lyvia Guilherme Monteiro, tenho 14 anos, moro em Jau do Tocantins e  sou estudante do (CEFA) José Porfirio de Souza, município de São Salvador do Tocantins”.

“Comecei a estudar naquela escola há pouco mais de um ano, (assim que a escola começou a funcionar). No início foi um pouco complicado para mim, ficar longe de casa, da minha família, durante uma semana, deixar meus amigos de Jaú não foi fácil. Mas depois de um certo tempo, percebi que estava certa, era o melhor para mim. Os educandos, professores e servidores tinham se tornado minha família”.

“Apesar da escola estar funcionando há pouco mais de um ano, ela é um projeto de luta dos atingidos por barragem há mais de dez (10) anos, não podemos nos esquecer disso. O colégio Família Agrícola, foi pensado para os filhos dos trabalhadores e também para ajudar os atingidos por barragem”.

“Durante estes dez (10) anos nosso querido diretor Cirineu da Rocha, esteve lutando e fazendo de tudo para que o colégio começasse a funcionar o mais rápido possível”.

“Para isso, ele comprou as camas com seu próprio dinheiro e várias outras coisas. No começo do ano passado tivemos muitas dificuldades em relação a alimentação, mas nunca nos faltou nada. O nosso ex-diretor Cirineu da Rocha sempre correndo atrás de doações para que não passássemos fome. Sempre atencioso, paciente e preocupado com o ser humano”.

“No começo deste ano, recebemos a revoltante notícia que o nosso diretor havia sido exonerado do cargo. Frustrante! O motivo? Politicagem! Sabe porquê? O nosso diretor não apoiou o atual prefeito de São Salvador nas eleições passada”. Estranho isso, parece uma barganha, mais quem sou eu para acusar”.

“Quero aqui dizer que, não duvidamos do profissionalismo do novo diretor, mas sim, da forma que ele tem sindo usado por políticos. Um retrocesso de um projeto lindo, construído há anos que corre o risco de acabar por uma politicagem suja e maldosa”.

“Peço a compreensão de todos e que veja este caso, principalmente o governador uma explicação uregente”.  

Lyvia Guilherme Monteiro em um dos momentos de aula prática (como preparar a terra).
Lyvia Guilherme Monteiro em um dos momentos de aula prática (como preparar a terra).

Autora: Lyvia Guilherme Monteiro

Fotos: Arquivo de família

Até o momento ninguém se pronunciou sobre o caso, enviamos vários email,s para o governador e também SEDUC, mais até agora não obtivemos resposta. Estamos aguardando.

Estudantes do Colégio Estadual Família Agrícola protestam contra o novo diretor

Estudantes do Colégio Estadual Família Agrícola José Porfírio de Souza, protestaram contra o novo diretor da unidade escolar.

Nesta segunda feira (17), os estudantes, realizaram diversos protestos contra a nomeação do novo diretor Carlos Gomes, que por interferência política na unidade escolar e a pedido do atual prefeito da cidade de São Salvador André Borba assumiu o cargo. Os alunos revoltados recusaram entrar nas salas de aula, colocaram cartazes nos espaços da unidade escolar e gritaram em protesto. Nesta segunda feira, foi o primeiro dia de aula depois que o novo diretor assumiu o cargo.

Isso vem acontecendo devido à exoneração do diretor Cirineu da Rocha, que contribuiu com a construção da unidade escolar, buscando as parcerias com as comunidades, agricultores e instituições públicas e privadas. Com a equipe escolar construiu-se a proposta pedagógica a partir dos princípios da Educação do Campo e os instrumentos da Pedagogia da Alternância. 

Camila dos Santos, estudante do 2º Ano disse que não duvida do profissionalismo do novo diretor Carlos, mas sim, do que ele representa. Ou seja, “uma ruptura do processo construído há anos, e que por capricho do atual prefeito que não tem preocupação de uma educação de qualidade para os filhos dos trabalhadores, tem tentado trocar os profissionais com capacidade técnica por outros com objetivo de assim cumprir com suas promessas de campanhas”, desabafou indignada.  Já o estudante Jorge da Silva, do 1º Ano Técnico em Agropecuário Integrado ao Ensino Médio, relata que: “o novo diretor é uma pessoa despreparada para gerir essa unidade escolar por desconhecer os princípios da Educação do Campo e os Instrumentos da Pedagogia da Alternância algo que é de suma importância para o bom funcionamento na modalidade de educação”.

Estudantes, pais, alunos e agricultores estão lutando pela volta do Cirineu da Rocha.

Em nota, o prefeito criticou o jornal por erros de concordância e pontuação na matéria postada, sem muito o que falar, achou mais fácil criticar e ameaçar um veículo de comunicação que apenas está fazendo o seu papel de informar a população.

Quando um jornal sério publica suas matérias, faz isso com responsabilidade e sem mentiras. Sobre as críticas? Todas elas, fazem parte do jornalismo.

O jornal mapa da noticia aguarda a resposta do prefeito sobre este assunto.

Conheça mais da história da unidade escolar

 O Colégio Estadual Família Agrícola José Porfírio de Souza, (CEFA), nasceu a partir de uma negociação após a implantação das Usinas Hidrelétricas de Peixe Angical e São Salvador do Tocantins, como forma compensatória as famílias atingidas, seria construída uma Escola Família Agrícola – EFA, que atenderia a todos os reassentamentos e demais famílias de agricultores familiares da região, sendo pactuado no documento “Termo de Compromisso para Implantação de Reassentamentos Coletivos” assinado pelos componentes do foro de negociação em outubro de 2008, onde ficaram definidas as responsabilidades das partes envolvidas, cabendo à CESS o aporte de recursos financeiros para aquisição de área e construção da Escola Família Agrícola e às famílias reassentadas e o MAB – Movimento dos Atingindo por Barragens, discussão e articulação da proposta pedagógica com a participação da Secretaria de Educação do Estado do Tocantins.

O entendimento das comunidades atingidas é que a construção da Escola Família Agrícola seria de extrema importância para além do pedagógico construir também um debate sobre o planejamento e organização da produção de alimentos para a região onde foram construídas as hidrelétricas de São Salvador, Cana Brava e Peixe Angical, incluindo as regiões Sul e Sudeste do Estado do Tocantins.

Assim, ao longo de 10 anos foram realizadas diversas reuniões com a SEDUC – Secretaria de Educação do Estado do Tocantins, com a participação de representante da CESS, Tractebel Energia, prefeitos, bem como reuniões com as famílias dos reassentamentos e demais comunidades de agricultores familiares da região, que resultaram na constituição da Associação de Apoio à Escola Família Agrícola José Porfírio de Souza, que tem como objetivos principais: I) A promoção do desenvolvimento rural sustentável, através da educação, da formação dos jovens, valorizando o espírito de solidariedade e respeito ao meio ambiente; II) A formação integral, visando uma educação pautada em valores humanos, técnico-científico e artístico-cultural, garantindo aos jovens do campo uma melhor qualidade de vida; III) A geração de trabalho e renda através da pré-profissionalização dos jovens estudantes.

Após ter um tempo sem discussão e reuniões, mas acreditando ser possível, em 2015, teve uma retomada dos debates sobre a implementação da Escola Família Agrícola José Porfírio de Souza, através de reuniões e debates entre a Secretaria de Educação, prefeituras da região e as comunidades, Reassentamentos e Assentamentos das Regiões Sul e Sudeste do Tocantins, que resultou por parte da prefeitura de São Salvador através da lei nº 386/2015 de 13 de Fevereiro de 2015, a doação ao Estado do Tocantins das estruturas da Escola Piabanha I, com sua respectiva área, localizada no Reassentamento Piabanha I. Na época com ajuda do prefeito Charles Evilacio M. Barbosa, que abraçou a causa da escola. 

Mas para a efetivação da unidade escolar e a necessidade de mais espaços para alojamento a Associação dos Agricultores do Reassentamento Piabanha-I, cedeu o Centro Comunitário e a área comunitária para implementar o alojamento e as unidades de produção.

Acreditando que com toda essa junção de forças e apoio levou o governador Marcelo Miranda, a sancionar a lei nº 3.040/2015, criando o Colégio Estadual Família Agrícola José Porfírio de Souza no Município de São Salvador do Tocantins.

Assim em 07 de março de 2015 inicia as atividades da referida unidade escolar, com um prédio doado pelo município e alojamento cedido pela associação e os demais aportes sendo coletados através de doação e empréstimo garantindo assim seu funcionamento.

A construção dessa unidade de ensino tem como objetivo um novo projeto de desenvolvimento para a região sul/sudeste do Estado do Tocantins, que está mais isolada e que, portanto, necessita de um trabalho que venha auxiliar no seu crescimento e nada melhor do que através da melhoria da educação do povo que aqui reside. Essa proposta deve ser pautada num pensar de políticas, princípios e métodos pedagógicos comprometidos com a tarefa de proporcionar à população condições de se manter na escola, garantindo assim essa mudança e melhoria não só de sua população, mas de toda a região.

Então é necessário pensar que para um Projeto de Educação do Campo dar certo, primeiramente devemos repensar sua concepção de educação, lembrando que esta deve estar preocupada com o desenvolvimento humano de todas as pessoas, de todo mundo. Nesse sentido não podemos esquecer que para isso precisa contrapor-se um pouco aos valores anti-humanos que sustentam o formato da sociedade capitalista atual, ou seja, o consumismo, o individualismo, o egoísmo, o conformismo e reafirmarmos práticas e posturas humanizadoras como a solidariedade, a sobriedade, a indignação diante das injustiças, a autoconfiança, a esperança e o amor ao próximo entre outras.

Judite da Rocha

 

Colégio Família Agrícola em conflito, prefeito de São Salvador faz ameaças e aterroriza funcionários

Sonho interrompido: Alunos, pais e funcionários lamentam a demissão do coordenador Cirineu da Rocha, do (CEFA) Jose Porfírio de Souza em São Salvador do Tocantins que por politicagem foi exonerado do cargo.

Momento de descontração no colégio.
Momento de descontração no colégio.

O clima tem sido de tensão no Colégio Estadual Família Agrícola José Porfírio de Souza, de São Salvador do Tocantins. Desde que o prefeito André Borba assumiu a prefeitura do município há pouco mais de quatro meses, ninguém mais pôde trabalhar, o clima de angustia e terror tem acompanhado toda equipe de funcionários e colaboradores do referida colégio. Por implicância e politicagem o prefeito Borba não fez mais nada ao seu município, a não ser tentar acabar com o colégio que o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragem), lutou por anos para construir.

De acordo com as primeiras informações e gravações, o prefeito com ajuda de alguns políticos dentre eles a deputada federal Josi Nunes, e outros nomes de lideranças da região de Palmeirópolis não mencionados aqui, resolveram mandar embora todos que não votaram e nem apoiaram André Borba nas eleições para prefeito. Ou seja, no colégio só iam continuar apenas quem estava do lado dele e se envolveu na campanha para prefeito ano passado.

Na abertura do ano letivo, a equipe do colégio foi pega de surpresa quando recebeu a presença do prefeito todo arrogante ao referir que a escola pertencia ao seu município e ali só iam ficar quem ele quisesse e fazia questão de estar presente em todas as reuniões. Como se o colégio pertencesse somente a ele. O prefeito André Borba em momento algum pensou nos alunos, nos funcionários, nos pais, no sonho e na luta do povo para abrir o CEFA – José Porfírio, um sonho dos ribeirinhos atingidos pela barragem da região indo embora por políticos incompetentes e despreparados.

Na reunião de posse do novo diretor, o engenheiro Agrônomo Carlos Gomes o clima piorou. Com a presença da Diretora Regional de Ensino (DRE), no momento de uma reunião fechada para receber o novo diretor Carlos Gomes, Cirineu da Rocha explicou todo o processo do colégio, das conquistas e parcerias construídas ao logo do tempo, relatou que sua saída representa uma ruptura ao processo de dialogo e construção que vem sendo feito com os diversos parceiros. Parte do que o colégio utiliza pertence a associação e aos agricultores, ou seja os alojamentos, refeitório, cozinha, banheiros com vestiários, ferramentas (enxadas, foices, facão, entre outros) e panelas, não pertencem ao colégio, mas sim a associação e agricultores.

Cirineu disse ainda, que não estava ali duvidando do trabalho ou do profissionalismo do novo diretor Carlos, mas sim, do que ele representa, ou seja, uma ruptura do processo construído há anos, e que por capricho do atual prefeito que não tem preocupação de uma educação de qualidade para os filhos/as dos trabalhadores/as, tem tentado trocar os profissionais com capacidade técnica por outros com objetivo de assim cumprir com suas “promessas de campanhas”.

Disse ainda que o novo diretor tinha a oportunidade de se demitir ou deixar em seu currículo a mancha que contribuiu para acabar com os sonhos de centenas de jovens e com um colégio que vem dando certo, se o mesmo não se demitir todos os servidores/as que acreditam que o que esta acontecendo é algo muito ruim para a construção de um colégio de referencia em Educação do Campo iram se demitir.

No final da posse, em uma reunião fechada com a DRE e os agricultores, o prefeito chegou novamente de surpresa e continuou aterrorizando as pessoas, dizendo que o nome do Colégio   José Porfírio é um nome de um terrorista, que só este nome já é uma vergonha para colégio e o município. E que não voltaria atrás com a ideia dele, disse ainda que o Cirineu manipula o povo e implanta idéias na cabeça dos mesmos, deixou bem claro que não está nem um pouco preocupado se o colégio acabar.

De acordo com André, ele tem o aval do governador e de assessores do governo Marcelo Miranda para trocar e tirar quem ele quiser. Acrescentou ainda que tinha que passar um corretivo nos professores. Frase esta até agora não explicada.

Associação deu prazo de 15 dias para o novo diretor se demitir, se isso não acontecer vai tomar de volta o Centro Comunitário onde fica o alojamento e o refeitório todo equipado, tudo pertence a associação e não a escola. Computadores, biblioteca, material, ou seja, a escola vai ter que começar do zero.

Não conseguimos falar com o novo diretor Carlos Gomes para saber qual a ideia dele sobre este assunto, vamos continuar tentando.

Em menos de quatro (4) meses um prefeito assume e destrói o sonho de mais de dez (10) anos de luta das associações e comunidades regionais que era a construção de um Colégio Família Agrícola. Que apenas com um ano de funcionamento já fez a diferença na vida de estudantes das comunidades mais carentes do município de Paranã, São Salvador, Palmeirópolis, Jau do Tocantins e Peixe.

Qualquer líder politico em sã consciência queria uma escola deste porte no seu município, com visão de um abatedouro de frango, e aguardando vários outros projetos com recursos de grandes empresas, uma alavancada a qualquer município. Fica aqui a pergunta porque o prefeito André Borba quer acabar com o colégio…?

Até o fechamento desta matéria apenas um vereador de São Salvador se mostrou interessado no assunto, vereador Pesão, os demais estão a favor do prefeito, ou se esconde por medo.  O vereador Fabio Gonçalves do município de Palmeirópolis, o vereador Pesão do município de São Salvador disseram que vão mandar oficio e pedir uma audiência pública para tratar com dignidade do assunto. Os vereadores da cidade de Jaú todos estão empenhados na causa do colégio.

O professor e coordenador do MAB – Movimento dos Atingidos por Barragem, Cirineu da Rocha, foi exonerado de um projeto de colégio que ele mesmo idealizou, sonhou, e junto com uma equipe, lutou para fundar e manter funcionado a partir da Pedagogia da Alternância. Ajudando agricultores familiares, camponeses, ribeirinhos e quilombolas, as famílias a formar seus filhos com dignidade.

Um colégio agrícola apenas começando e agora prestes acabar. Dezenas de alunos do Colégio Família Agrícola José Porfirio de Souza, se mobilizaram em protesto contra a demissão do professor Cirineu, que lutava há mais de dez (10) anos junto com sua equipe para que o mesmo fosse aberto.

Tinha o apoio da Tractebel Energia e aguardava apenas o terreno para implantar o tão desejado sonho. Um acordo feito entre a empresa e os ribeirinhos atingidos pela construção da barragem na época. Nenhum prefeito quis doar o terreno, aliás nenhum político acreditou nesta história de “Escola Agrícola”, muitos até usaram o palanque para pedir votos e prometeram ajudar, a abrir a referida escola, porque era bom para a região. Diziam nos palanques, ”temos meio milhão da Tractebel para abrir uma escola e vamos colocar isso para funcionar, porque até agora ninguém fez, eu vou fazer”, Ilusão e promessas, nada disso foi feito.  Apenas promessas. Outros, criticaram dizendo que era uma ideia de doidos, Flavio Gonçalves muitas vezes foi chamado de “o doidinho”, por políticos de Palmeirópolis que pensam apenas em si.

Os anos se passaram e novos prefeitos assumiram, e nada, ninguém interessou pelo projeto. Tempo depois, o ex prefeito de São Salvador Charlles Evilacio, resolveu abraçar a causa e doar o prédio já pronto para funcionar a escola Agrícola na região da Piabanha. Em parceria com vários municípios a escola foi aberta e inaugurada ano passado pelo governo do estado que se empenhou em contratar o quadro de funcionários.

Equipe trabalhando, mais de 180 Educandos/as matriculados, outros na lista de espera. Ainda com muita luta para aprovar projetos, adquirir merenda escolar, mais colégio indo de “vento em polpa”, toda equipada, com recursos da associação, sobrevivendo sem depender muito de políticos, até o prefeito André Borba assumir a prefeitura e começar a guerra, as ameaças, o verdadeiro terror. A primeira coisa que ele fez, mostrou poder, “vou mostrar quem manda aqui”, disse com tom de arrogância. Amedrontando todos que ali estavam. “No mundo em que vivemos a gente pensa que já viu de tudo né? ”, disse uma moradora indignada com situação. “A cidade de São Salvador com tanta coisa para fazer, tantas obras a realizar, o prefeito preocupado com quem demitir no colégio, para colocar os deles”.

Ele (prefeito), correu atrás dos políticos maiores e pediu a exoneração do diretor Cirineu da Rocha, autor do projeto do colégio. Ele foi demitido e tudo indica que por “politicagem”, sem ter recebido nenhuma explicação ou motivo por parte do estado e prefeitura. Com ele, alguns nomes foram citados pelo prefeito André também para retirar da lista de funcionários. Simples assim: “Não quero ninguém da oposição nesta escola”, declarou entusiasmando o prefeito.

O bate-boca maior foi na posse do novo diretor, Carlos que chegou humilde sem saber a dimensão do problema. O prefeito chegou sem ser convidado e adentrou a sala com palavras de baixo calão entre os presentes, partiu para baixaria, com voz alterada, tenso chamou um dos funcionários de moleque, batia no peito e dizia “Eu tenho dois coco, sou homem, não tô nem aí si esta escola acabar”. Num dos momentos mais tensos, o prefeito André Borba detonou o nome da escola José Porfirio de Souza, dizendo que era uma escola de movimento e não servia para educar ninguém. Você parece um moleque, referindo a Sebastião Wagner, idealizador e funcionário da escola, o prefeito fez questão de dizer na cara, que ele não era bem-vindo na escola. Após tomar conhecimento do afastamento do coordenador, os professores, alunos, funcionários e os pais ficaram decepcionados e estão tomando as devidas providencias.

Conheça um pouco da história do Colégio Agrícola

O Colégio Estadual Família Agrícola José Porfírio de Souza, nasceu a partir de uma negociação após a implantação das Usinas Hidrelétrica de Peixe Angical e São Salvador do Tocantins, como forma compensatória as famílias atingidas, seria construída uma Escola Família Agrícola – EFA, que atenderia a todos os reassentamentos e demais famílias de agricultores familiares da região, sendo pactuado no documento “Termo de Compromisso para Implantação de Reassentamentos Coletivos” assinado pelos componentes do foro de negociação em outubro de 2008, onde ficaram definidas as responsabilidades das partes envolvidas, cabendo à CESS o aporte de recursos financeiros para aquisição de área e construção da Escola Família Agrícola e às famílias reassentadas e o MAB – Movimento dos Atingindo por Barragens, discussão e articulação da proposta pedagógica com a participação da Secretaria de Educação do Estado do Tocantins.

O entendimento das comunidades atingidas é que a construção da Escola Família Agrícola seria de extrema importância para além do pedagógico construir também um debate sobre o planejamento e organização da produção de alimentos para a região onde foram construídas as hidrelétricas de São Salvador, Cana Brava e Peixe Angical, incluindo as regiões Sul e Sudeste do Estado do Tocantins.

Assim,ao longo de 10 anos foram realizadas diversas reuniões com a SEDUC – Secretaria de Educação do Estado do Tocantins, com a participação de representante da CESS, Tractebel Energia, prefeitos, bem como reuniões com as famílias dos reassentamentos e demais comunidades de agricultores familiares da região, que resultaram na constituição da Associação de Apoio à Escola Família Agrícola José Porfírio de Souza, que tem como objetivos principais: I) A promoção do desenvolvimento rural sustentável, através da educação, da formação dos jovens, valorizando o espírito de solidariedade e respeito ao meio ambiente; II) A formação integral, visando uma educação pautada em valores humanos, técnico-científico e artístico-cultural, garantindo aos jovens do campo uma melhor qualidade de vida; III) A geração de trabalho e renda através da pré-profissionalização dos jovens estudantes.

Após ter um tempo sem discussão e reuniões, mas acreditando ser possível, em 2015, teve uma retomada dos debates sobre a implementação da Escola Família Agrícola José Porfírio de Souza, através de reuniões e debates entre a Secretaria de Educação, prefeituras da região e as comunidades, Reassentamentos e Assentamentos das Regiões Sul e Sudeste do Tocantins, que resultou por parte da prefeitura de São Salvador através da lei nº 386/2015 de 13 de Fevereiro de 2015, a doação ao Estado do Tocantins das estruturas da Escola Piabanha I, com sua respectiva área, localizada no Reassentamento Piabanha I. Na época com ajuda do prefeito Charles Evilacio M. Barbosa, que abraçou a causa da escola.  Antes nenhum prefeito da região se interessou pelo projeto, muitos até levaram na brincadeira e não deram nenhuma atenção ao assunto. Não acreditaram na equipe do Cirineu da Rocha,Judite, Flavio Gonçalves, Sebastião Wagner e muitos outros que muitas vezes foram chamados de doidinho na época por alguns políticos.

Mas para a efetivação da unidade escolar e a necessidade de mais  espaços para alojamento a Associação dos Agricultores do Reassentamento Piabanha-I, cedeu o Centro Comunitário e a área comunitária para implementar o alojamento e as unidades de produção.

Acreditando que com toda essa junção de forças e apoio levou o governador Marcelo Miranda, a sancionar a lei nº 3.040/2015, criando o Colégio Estadual Família Agrícola José Porfírio de Souza no Município de São Salvador do Tocantins.

Assim em 07 de março de 2015 inicia as atividades da referida unidade escolar, com um prédio doado pelo município e alojamento cedido pela associação e os demais aportes sendo coletados através de doação e empréstimo garantindo assim seu funcionamento.

Desta forma informamos, que até o presente momento o Estado do Tocantins não fez nenhum repasse de verba para aquisição de bens de capital, o que significa que a unidade escolar por iniciativa de seu gestor e através do trabalho árduo tem garantido o atendimento de educandos através de doações e empréstimos de equipamentos, bem como o uso de materiais e equipamentos particulares.

Diante das considerações acima a escola agradeceu o repasse de recursos da merenda escolar e da Gestão Compartilhada, bem como as contratações para o funcionamento da unidade escolar, e pede que o olhar à unidade transpassasse a questão política, pois a metodologia adotada da Pedagogia da Alternância, que funciona como um semi-internato requer muito mais do que apenas estruturas, requer dedicação, compromisso, amor.

Pois a unidade escolar atende um público diferenciado, com um grupo significativo de alunos desacreditado do sistema convencional de ensino. Além disso é uma escola do campo, onde os alunos se deslocam de outros municípios para serem atendidos, as vezes necessitando serem encaminhados para casa antes do previsto e tudo isso feito com carro cedido e com combustível dos profissionais dessa unidade escolar, ou por um ônibus escolar que pega os alunos no início da semana.

A construção dessa unidade de ensino tem como objetivo um novo projeto de desenvolvimento para a região sul/sudeste do Estado do Tocantins, que está mais isolada e que, portanto, necessita de um trabalho que venha auxiliar no seu crescimento e nada melhor do que através da melhoria da educação do povo que aqui reside. Essa proposta deve ser pautada num pensar de políticas, princípios e métodos pedagógicos comprometidos com a tarefa de proporcionar à população condições de se manter na escola, garantindo assim essa mudança e melhoria não só de sua população, mas de toda a região.

Então é necessário pensar que para um Projeto de Educação do Campo dar certo, primeiramente devemos repensar sua concepção de educação, lembrando que esta deve estar preocupada com o desenvolvimento humano de todas as pessoas, de todo mundo. Nesse sentido não podemos esquecer que para isso precisa contrapor-se um pouco aos valores anti-humanos que sustentam o formato da sociedade capitalista atual, ou seja, o consumismo, o individualismo, o egoísmo, o conformismo e reafirmarmos práticas e posturas humanizadoras como a solidariedade, a sobriedade, a indignação diante das injustiças, a autoconfiança, a esperança e o amor ao próximo entre outras.

Diante de todo o exposto gostaríamos que os políticos, dentre ele o governador do Tocantins que entendesse a importância de nosso gestor Cirineu da Rocha, nesse processo, tendo sido ele o grande líder na busca e nas discussões para a efetivação dessa unidade de ensino, estando a frente das discussões ao longo desses dez anos, garantindo a manutenção da ideia e a implementação de fato da unidade escolar, cancelando sua exoneração para que o trabalho iniciado não se encerre nesse momento, mas que possa produzir bons frutos e bons resultados para a sociedade tocantinense.

Este colégio foi de uma luta grande e agora por questão política muda todo o foco.  Por questão partidária a prefeitura de São Salvador achou melhor trocar o diretor, ou seja, mexer para mostrar que tem poder, tudo indica que ele não se informou e não conhece nada da história do Colégio Família Agrícola. Porque se soubesse da luta do povo para conseguir fundar e manter ia pensar muito em pedir para exonerar Cirineu da Rocha.

Até o fechamento desta matéria não conseguimos falar com André Borba prefeito de São Salvador, nem com assessoria da deputada Josi Nunes e do governador Marcelo Miranda.

Estamos aguardando a resposta.

Da redação/MN

Fotos: Arquivo CEFA

Salas equipadas no Colégio Agrícola.
Salas equipadas no Colégio Agrícola.
Ex-Coordenador Cirineu da Rocha acompanhado de um aluno.
Ex-Coordenador Cirineu da Rocha acompanhado de um aluno.
Professor Cirineu da rocha, acompanhado de servidores e alunos.
Professor Cirineu da rocha, acompanhado de servidores, alunos e da secretária de educação do estado do Tocantins: Wanessa Zavarese Sechim.
Inauguração ano passado com a presença do governador Marcelo Miranda e deputados.
Inauguração ano passado com a presença do governador Marcelo Miranda, deputados do ex-prefeito Charlles Evilacio Maciel.
Reunião com Cirineu no refeitório do colégio.
Reunião com Cirineu no refeitório do colégio.
Alunos aprendendo a trabalhar a terra.
Alunos aprendendo a trabalhar a terra.
Momento de descontração, peça teatral dos alunos.
Momento de descontração, peça teatral dos alunos.