Criança morre após ser atropelada por vizinha na calçada de casa em Arraias To

Acidente aconteceu no centro de Arraias, sudeste do Tocantins. Mulher entrou em estado de choque; caso deve ser investigado como homicídio culposo.

Uma criança de dois anos morreu após ser atropelada na porta de uma casa no centro de Arraias, sudeste do Tocantins. Conforme informações da Polícia Civil, o acidente aconteceu na manhã desta terça-feira (18) no momento em que uma vizinha da vítima entrava na garagem da casa.

A responsável pelo atropelamento é uma professora de 39 anos. Segundo a polícia, ela prestou socorro e levou Ana Flávia Pereira para o hospital, mas a menina chegou na unidade sem vida.

A mulher contou que não viu a criança e só percebeu o acidente ao sentir que tinha passado por cima de alguma coisa. A professora entrou em estado de choque e está internada no hospital da cidade.

O corpo da menina foi levado para o IML de Porto Nacional. O caso está na delegacia de Arraias e o atropelamento deve ser investigado como homicídio culposo.

Carnaval de Arraias continua com muita festa e a tradição de molhar as pessoas

Cidade de Arraias: O Carnaval mais alegre e contagiante do Tocantins, para muitos o melhor do Brasil.

Sem brigas e considerado uma festa para todas as famílias, o carnaval de Arraias faz parte de uma das mais antigas tradições e tem características próprias que o difere das festas convencionais realizadas no país. É também a festa mais popular e animada do sudeste do Tocantins.

Os moradores celebram o Entrudo, que se constitui em um antigo folguedo carnavalesco, onde a característica principal é a brincadeira de jogar água: as pessoas saem pelas ruas em blocos animados, com música de sanfona ou trio elétrico e, além de dançarem animadamente, joga água fria nas pessoas, o que dá um toque especial de cultura e folclore à festa popular. Essa tradição remonta à época do nascimento da cidade e vem sobrevivendo de geração a geração. 

A cada ano se mostra um local de brincadeira saudável, tranquilo, familiar e arrebanha cada vez mais gente. Para muitos não é um carnaval qualquer, mas sim uma festa entre amigos. Porque é a marca da expressividade brasileira, irreverente e são quatro dias em que as pessoas se desapegam da sua rotina para curtir e festejar. Cada um escolhe a sua maneira de aproveitar cada instante, ouvindo as marchinhas ou as baladas do momento; namorando; dançando; vagando, ou trabalhando.

Leia

Entrudo: Tradição e Cultura 
Wilson Paulo Batista de Paula

Não é difícil falar de uma tradição que perpassa anos e anos, sempre inovando e orgulhando cada arraiano. Como me sinto honrado por ter oportunidade em falar de urna festa que causa alegria e me enche o peito de orgulho por conhecer e participar de uma tradição que foi, é, e sempre será a melhor.

O entrudo arraiano causa ansiedade em pessoas mostrando que Arraias não é histórica somente pela idade, mas também pela felicidade que propicia a cada folião.

Quem é que não gosta de andar pelas ruas da cidade, entrando nas casas das pessoas, deixando-as encharcadas e chamando-as para a festa. É tão bom brincar ao som das marchinhas do carnaval.

Antes essa festa era tocada por pessoas que saiam nas ruas para se divertir e molharem os outros, sendo que era e ainda cedido às crianças o primeiro dia de carnaval para que não interferissem no entrudo dos adultos. E bom destacar o tempo em que João Cardoso saia com um jumentinho pintado que conduzia um saco de couro cheio de litros de água para molhar as pessoas que encontravam nas ruas e dizia “Xepa ou não Xepa” e água nas custas de quem fosse escolhido por essas palavras. Na época não havia água encanada, por esse motivo as pessoas se viravam como podiam. O que não podia faltar mesmo prazer alegria e muita folia.

À tarde saiam os blocos fantasiados, e um bloco que se destaca até hoje é o das bichas, é a hora em que os homens se vestem de mulheres e vão para as ruas alegrar o entrudo.

Hoje o entrudo já tem uma animação diferente, mas sem perder a tradição e trazendo cada vez mais pessoas para a cidade no carnaval. O trio elétrico é a modernização da tradição, contudo essa brincadeira ainda segue pelas ruas entrando nas casas das pessoas deixando-as bem molhadas.

À noite tem o baile onde os blocos desfilam e esbanjam alegria no salão ao som das marchinhas, pois cada arraiano é um folião, cada madame é uma colombina, a mocidade é um pierrô que pula e grita:
a tradição não acabou!

E por toda essa história que eu peço a cada arraiano que não deixe acabar a tradição, pois essa festa de anos e anos vem enfrentando dificuldades para se manter viva. Não deixe morrer um costume que atrai a felicidade, sinta-se lisonjeado por ser filho de uma cidade que não tem vergonha de se divertir com sua própria tradição, pois se hoje ela faz história com sua cultura, atrai pessoas de todo país é porque ela se orgulha dos filhos que a mantém viva com o entrudo que é tradição e cultura.

Redação campeã do concurso promovido pela ONG Viva Arraias durante o I Viva Arraias (2003)
Aluno: Wilson Paulo Batista de Paula
Série: 2° ano do ensino médio básico
Professora: Mônica Rosa De Mártins Gomes 
Colégio Estadual Profª. Joana Batista Cordeirounnamed (2)unnamed
 
 Fonte:Diomar Miranda