Rozineide Gonçalves

Dois são presos por tráfico e roubo em Babaçulândia

Prisão aconteceu ontem; com os suspeitos foi encontrado entorpecentes, dinheiro e objetos roubados ou furtados

Wigo Ferreira Gomes, de 19 anos, e Fernando Barbosa Alves,  de 21 anos, foram presos ontem por suspeita de tráfico de drogas e roubo. A ação aconteceu na cidade de Babaçulândia, a 435 km de Palmas. Com eles, foram encontrados 25 papelotes de maconha, 10 de crack, dinheiro que teria vindo da venda dos entorpecentes e vários objetos que teriam sido roubados ou furtados.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a prisão aconteceu durante uma operação que tinha como objeto de cumprir mandados de busca e apreensão de entorpecentes e a prisão de envolvidos com o tráfico de drogas.

Ainda conforme a secretaria, o preso Ferreira disse à polícia que a droga não era para venda, só consumo. Na delegacia, ele foi reconhecido por vítimas de assaltos. O suspeito, então, ele foi autuado e preso por roubo. Já Barbosa foi autuado e preso por tráfico de drogas. (fonte:jornal do tocantins)

Municípios terão recursos suspensos por falta de portal da transparência

Oito prefeituras foram julgadas pelo Tribunal de Contas Estadual
Outras 17 cidades, entre elas Palmas, respondem a processo, diz órgão

Oito prefeituras do Tocantins deixarão de receber recursos estaduais por não implantarem portais de transparência ou não mantê-los ativos. As decisões foram proferidas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Segundo o órgão, outros 17 municípios, incluindo Palmas, sofreram representação e respondem a processo por irregularidades nos portais.

Os municípios que deixarão de receber transferências voluntárias, como convênios com o estado, por exemplo, são: Araguaçu, Dueré, Formoso do Araguaia, Oliveira de Fátima, Sampaio, Riachinho, Sítio Novo do Tocantins e Wanderlândia. O levantamento do TCE é referente ao mês de junho.

“Foi verificado que os oito municípios citados acima não disponibilizaram Portais da Transparência na internet ou apresentaram portais, mas sem informações básicas”, explicou a diretora geral de Controle Externo do TCE, Wellane Monteiro.

Os municípios também podem pagar multas. Ainda conforme o TCE, as prefeituras tem um prazo de 30 dias implantar efetivamente o portal da transparência e mantê-los atualizados.

Processos
Respondem a representações os municípios de Almas, Aparecida do Rio Negro, Axixá, Cariri, Carmolândia, Fortaleza do Tabocão, Ipueiras, Lagoa do Tocantins, Monte santo, Pau D´arco, Presidente Kennedy, Santa Tereza, São Bento, Palmas, Santa Rosa, Natividade e Chapada da Natividade.

A Lei da Transparência é de 2009 e estabeleceu prazo de um ano para os municípios com mais de 100 mil habitantes criarem os portais de transparência. Para municípios que tem entre 50 e 100 mil o prazo era de dois anos. Já para municípios com até 50, foram quatro anos de prazo.

Em caso de não cumprimento dos prazos, a lei sujeitou os municípios a diversas sanções, entre elas, a suspensão da transferência de recursos públicos.(fonte:g1/to)

‘Acidente salvou a vida dela’, diz irmão de jovem torturada pelo ex

Colisão revelou agressões sofridas por adolescente durante mais de 1 ano.
‘Se ela voltasse desse jeito, daríamos fim nele’, afirma irmão da vítima.

A família da adolescente de 17 anos que foi torturada pelo ex-namorado, de 21, não consegue entender o trauma pelo qual a garota passou. Durante mais de um ano ela foi agredida quase que diariamente pelo rapaz. Apesar das diversas marcas no corpo da jovem, que poderiam denunciar as agressões a qualquer momento, Gustavo Vinícius de Oliveira Bernardino só foi preso após um acidente de trânsito, quando socorristas perceberam que a jovem tinha ferimentos antigos, incompatíveis com a batida. Ele nega o crime.

Jovem foi torturada várias vezes pelo namorado (Foto: Jomar Bellini/G1)
Jovem tem marcas e cicatrizes espalhadas por todo o corpo (Foto: Jomar Bellini/g1)

“A moto que eles compraram, o acidente, foi a salvação dela. Porque o pessoal do [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] Samu já deu entrada e falou que não seria só do acidente”, afirmou o irmão da vítima em entrevista ao G1.

A adolescente nasceu em Votorantim (SP) e se mudou com o namorado para a cidade de Santa Helena de Goiás (GO), após o início do namoro. A jovem, entretanto, era torturada quase todos os dias pelo rapaz.

Por todo o corpo da garota é possível ver as fortes cicatrizes feitas com o uso de facões, cabos de vassoura, pedaços de caibro e até mordidas. Após a tortura ser descoberta, ela retornou para a casa da família, no interior de São Paulo.

O irmão, que tem 35 anos, conta que, no começo, o relacionamento da irmã parecia ser como qualquer outro namoro. “Ele se apresentou para a minha mãe como bonzinho, dava presente para ela e levava nos lugares que ela queria”, lembra.

Mas, com o passar do tempo, veio a mudança de estado e a família perdeu o contato com a jovem. “A gente ficava preocupado com ela. O que confortava o coração eram as ligações em que ela falava que estava bem e pedia para não procurar ela. Nunca imaginávamos que isso estava acontecendo com ela.”

Contato restrito
O contato com a família era restrito e apenas por telefone, sempre com a “supervisão” do namorado. A adolescente contou ao G1 que era obrigada a falar para a família, via telefone, que levava uma boa vida em Goiás, com casa, moto e dinheiro. “Ele ficava com um facão do meu lado me ameaçando, mandando eu falar que estava tudo bem. Uma vez eu quase chorei porque tinha acabado de apanhar, mas ele desligou o telefone, bateu de novo e quebrou o chip do celular.”

O irmão diz que a mãe da garota até tentou retornar as ligações, mas o telefone estava sempre desligado. “Não deixava nem falar onde eles estavam morando. Não sabia cidade e nem nada. Não dava contato nenhum”.

Durante as poucas conversas, havia a promessa de que ela poderia voltar a São Paulo no final deste ano. Mas, após reencontrar a irmã, ele acredita que talvez jamais visse a menina novamente. “A intenção dele era matar ela aos poucos. Não ia apresentar ela de novo pelo estado em que ela estava. A nossa esperança era encontrar ela de novo, mas do jeito que ela estava não iríamos vê-la nunca mais.”

Machucados
As agressões só foram descobertas após um acidente de trânsito em Goiás no último dia 12 de julho, quando o casal sofreu ferimentos leves. Durante atendimento da ocorrência, o Corpo de Bombeiros notou machucados antigos e infeccionados na cabeça da vítima e a levaram para o Hospital de Urgências de Santa Helena de Goiás (Hurso). Em uma das mãos, por exemplo, a jovem não consegue mexer alguns dedos, que estão quebrados.

Adolescente de 17 anos foi torturada por mais de um ano em Santa Helena de Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
Adolescente foi torturada por mais de um ano em Santa Helena de Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

A família da jovem foi até a cidade após ser contatada pelo Conselho Tutelar e só após chegar em Santa Helena de Goiás é que tomou conhecimento do que estava acontecendo. “Na hora veio uma revolta e aquele ódio. Vontade de pegar o cara e tomar alguma atitude, mas como ele estava diante da polícia, não deixaram nem ter contato. Se ela voltasse para cá [para Votorantim] desse jeito, daríamos fim nele aqui. A população não ia aguentar deixar assim.”

Agora ao lado da irmã, do homem lamenta o que a garota passou. “Ela está bem diferente [do que quando foi]. Ele deixou bem mudada e destruiu a vida dela. Só agora, voltando, passando pelo psicólogo e com apoio da família é que vai levantar a autoestima dela agora.”

Relatos de dor
A adolescente, que passa por acompanhamento médico em Votorantim, falou pela primeira vez sobre o assunto nesta quarta-feira (27), em entrevista ao G1.

“Perdi a conta de quantas cicatrizes eu tenho no meu corpo. No começo eu contava, mas parei porque são mais de 30, mais de 50. Ele falava que gostava de arma branca porque matava aos poucos. Eu pedia para Deus tirar a minha vida, mas não ia adiantar”, conta.

O casal, que morava em Votorantim, se conheceu em um baile funk, quando a jovem acabara de fazer 15 anos. Conforme eles foram se conhecendo, passaram a morar juntos. A primeira agressão veio um mês após o começo do namoro. “Ele falou que eu estava olhando para outras pessoas e começou a me bater. Eu fiquei assustada e tentei fugir, mas ele falava que iria me matar e quem entrasse na frente também. Eu não sabia que ele era violento desse jeito.”

Jovem ficou com graves cicatrizes após agressão (Foto: Jomar Bellini/G1)
Jovem teria sido agredida com facas, pedaços de ferro e até mordidas (Foto: Jomar Bellini/G1)

Com medo de denunciar para a família as agressões que sofria, ela continuou o namoro quieta. Sete meses depois, o namorado teria feito novas ameaças e obrigado a garota a se mudar para outro estado, na cidade de Santa Helena de Góias. Viviam da venda de CDs piratas em uma banca, além de coisas encontradas na rua, balas vendidas em semáforo e pedindo dinheiro e comida na rua.

A adolescente conta que, após a mudança, as agressões ficaram piores e mais constantes, quase que diárias. “Era uma tortura e ele gostava. Batia em mim por qualquer motivo e dava risada”, diz ao afirmar que o homem não usava drogas.

“Ele falava para eu fazer comida em um minuto. Como o arroz e feijão demora, ele vinha e já me batia com qualquer coisa que estivesse perto. Facão, faca de cozinha, pedaço de caibro, ferro, chinelo, tudo o que estivesse na frente. Ele também me mordia. Eu queria chorar, mas não podia.”

Em um dos casos, o mais forte, o agressor deixou uma eterna cicatriz em seu rosto, próxima aos olhos da garota. “Ele bateu com uma garrafa PET cheia de água. Ele subiu em cima de mim na cama, prendeu meus braços e ‘tacou’ na minha cara. Eu virei para não bater no meio do rosto, foi quando fez um buraco.  Não sei como não fiquei cega, porque passei um mês sem enxergar.”

A jovem relata que várias vezes foi atingida com golpes de facão na cabeça, tanto com cabo quando pela lâmina. “[Ele] Jogava o facão na minha cabeça e foi abrindo mais. Eu só via pedaço de couro saindo com fios de cabelo. Fui perdendo a sensibilidade e não sentia mais nada. Ele quebrou o meu dedo com o facão. Conforme eu ia me defendendo, ele me atingia.”

A adolescente também diz que até tentou escapar, mas não conseguia pedir socorro. “Eu não conhecia ninguém lá. Quando ele não estava perto, eu só saia com conhecidos me vigiando e o corpo inteiro coberto por roupas. Eu tentei fugir, mas acabei pegando uma rua errada. Ele me achou na metade do caminho e voltou me batendo. Fiquei com medo de escapar. Era que nem uma prisão. Eu tinha que suportar porque se eu chorasse ele batia mais. Eu aprendi a segurar a minha dor. Tinha que apanhar quieta.”

Fonte:g1

T81: vá de carro, moto ou de táxi

Novo aplicativo de transportes brasileiro acaba de chegar à Goiânia para competir com o Uber

Enquanto a polêmica quanto à regulamentação do Uber, serviço particular de transporte de passageiros através de aplicativo, continua rugindo de maneira tempestuosa com direito a quebra-quebra e pontapés ocasionais e os nervos da rivalidade com os taxistas à flor da pele, chega à Goiânia uma plataforma que promove a união das duas coisas: vá de carro particular ou vá de táxi.

Esse é um dos diferenciais do T81, que não é rua de Goiânia, mas sim um aplicativo de transporte que une em um lugar só motoboys, mototáxis, táxis, carros particulares e carros particulares”.

Recente, o programa foi lançado em Recife (PE) em março deste ano. De lá pra cá, Goiânia será a sexta cidade a recebê-lo depois de Fortaleza, Joinville, São Paulo e Rio de Janeiro. Seu objetivo é ser competitivo com o Uber em termos de preço e serviço e de englobar os taxistas nas novas plataformas de transporte individual.

As tarifas não são dinâmicas e podem ser pagas com dinheiro ou cartão de crédito. “A Uber é uma empresa que chegou em meio à crise no país e que gerou uma sensação de solução de problema pra muita gente. Especialmente pra quem tava sem emprego que encontrou uma forma de trabalhar com este negócio. Porém, eles possuem um modelo de negócios que tem uma tarifa muito baixa e ainda cobra uma comissão de 25% do motorista. A médio prazo, é natural que haja uma insatisfação por parte dos parceiros. O valor do quilômetro é R$ 1,20 menos 25%, sobra 90 centavos por quilômetro”, conta o co-fundador Guilherme Parreira.

Ele ressalta o conflito com os táxis e quais as vantagens da T81: “ficou muito inviável para os táxis competirem e muitos estão abandonando as praças. A T81 trouxe dois diferenciais focados no parceiro. Não cobramos comissão das viagens em dinheiro e quando a viagem é paga em cartão de crédito, cobramos 10%; 7% vai pra operadora e apenas 3% pra empresa. Como o parceiro ganha mais, isso reflete no atendimento do serviço”.

E ele garante que a T81 oferece a mesma qualidade: balas e água para os passageiros, inclusive quando rodarem de táxi, e touca higiênica para quem usar mototáxi. “Muitos motoristas do Uber não dão mais bala e água porque isso é despesa pra eles e reflete no serviço”, disse.

Parreira explicou como bolaram uma forma de incluir os taxistas no aplicativo: “Uma coisa que nós fizemos é que você pode chamar carro particular, carro de luxo, moto, para transportar pessoas ou fazer entrega, e você também pode chamar um taxista. Ele então irá rodar com o taxímetro desligado e com o valor do nosso carro particular. Temos uma proposta de dar aos taxistas a condição de competir com este mercado”.

E será que eles gostaram? Segundo Parreira, sim. O empresário garante que o aplicativo possui grande adesão, tanto por parte de motoristas particulares quanto taxistas e disse que o grande interesse por parte dos taxistas foi um dos principais motivadores para lançar o sistema em Goiânia: “recebemos uma procura muito grande por parte dos taxistas daqui porque eles sabem dessa vantagem da nossa plataforma. Além disso, Goiânia é um mercado muito promissor pra gente”.

Sobre a polêmica da regulamentação, proibição, enfim, Parreira disse que a postura da empresa não é ficar quieta nem neutra: é ir à luta. “Em São Paulo, primeira cidade que regulamentou, já nos adequamos a todas as condições, estamos apenas aguardando o decreto. Mas prestamos o serviço independentemente da regulamentação. Se é bom pra cidade, para o cidadão, vai ser regulamentado”.

Ele conta que a empresa também sempre compra a briga dos parceiros: “Além de entrar nessa confusão, nós também vamos entrar em outra, que é um projeto de lei que proíbe o taxista de abaixar a sua tarifa, o que é um absurdo, porque impede o taxista de competir com os carros particulares”.

E se apreender e guinchar, igual aconteceu recentemente em Goiânia com alguns motoristas Uber? “Se proibir, a gente faz do mesmo jeito. Já aconteceu de apreenderem um carro e a gente foi lá no Detran, liberamos o veículo e pagamos a multa e enquanto a gente resolvia isso, ainda passamos um carro de aluguel para o parceiro poder continuar rodando e ainda damos suporte jurídico para que os pontos na carteira não o prejudiquem profissionalmente”.

Se você se interessou, não deixe de aproveitar o lançamento da plataforma em Goiânia porque vai ter promoção: “No dia 30 vamos disponibilizar 5 mil viagens gratuitas para que os goianienses possam usufruir e experimentar o serviço”.(fonte: mais goiás notícias)

Incêndio de grande proporções atinge loja de pneus, em Goiás; vídeo

Ainda não se saber como fogo começou; não há registro de feridos
Bombeiros tentam debelar chamas, que se propagaram para loja de móveis

Um incêndio de grandes proporções atinge uma loja de pneus na noite desta quinta-feira (28), em Caldas Novas, região sul de Goiás. Segundo o Corpo de Bombeiros, ainda não há informações de como o fogo começou. Não há registro de feridos. Um vídeo mostra as chamas e muita fumaça atingindo vários metros de altura.

Conforme a corporação, a ocorrência foi registrada por volta das 21h40. As chamas se propagaram rapidamente e também danificou uma loja de móveis, vizinha ao estabelecimento.

Todo o contingente dos bombeiros foi deslocado para trabalhar no combate ao fogo. Três veículos – sendo um cedido pelo aeroporto da cidade – além de 30 homens atuam no local.(fonte:g1/go)

Defesa de Dilma espera absolvição se julgamento do impeachment for “justo”

Após entregar as alegações finais da defesa da presidenta afastada Dilma Rousseff na Comissão Processante do Impeachment no Senado, o ex-ministro José Eduardo Cardozo disse acreditar que, embora o processo seja político, Dilma será absolvida se houver um julgamento “justo”. Segundo Cardozo, as provas apresentadas derrubam os argumentos de que a petista cometeu crime de responsabilidade nas chamadas pedaladas fiscais.

“Se for um julgamento político, mas justo, não tenho dúvida que a absolvição é clara. Aliás, as provas que foram colocadas arrebentam com a acusação. Não há como se dizer que no caso dos decretos [de suplementação orçamentária] tenha ilegalidade e, se tiver ilegalidade, não tem dolo. O mesmo ocorre no Plano Safra: não tem ato da presidenta. Se pegarem todas as testemunhas [de defesa], elas mostram que não tem como manter em pé essa acusação. Portanto, se for um julgamento justo, mesmo político, teremos a absolvição”, avaliou o advogado.

Cardozo disse que juntou nas alegações finais a decisão do procurador do Ministério Público Federal Ivan Cláudio Marx, que pediu o arquivamento de investigação aberta para apurar se houve crime de Dilma em operações de créditos envolvendo bancos públicos, as chamadas pedaladas fiscais. O procurador concluiu não ter havido operações de crédito sem autorização legislativa.

A posição contraria parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) que recomendou a rejeição das contas de Dilma de 2015, usado como base do pedido de impeachment apresentado pelos advogados Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr e Janaína Paschoal. “Aquilo que o procurador [Ivan Marx] afirma é exatamente a tese que temos defendido desde o início. A decisão mostra que a posição do TCU é isolada. Juristas, Ministério Público e técnicos da administração estão conosco”, disse o ex-ministro.

Segundo Cardozo, mesmo que haja divergências jurídicas, Dilma não pode ser condenada diante da posição predominante de que não houve crime nas pedaladas. “Na melhor das hipóteses, há uma divergência jurídica onde, na questão das pedaladas, a maioria está conosco do ponto de vista interpretativo. Respeitamos a outra orientação, mas o que não pode se entender é que alguém seja condenada por uma posição que, efetivamente, expressa a maioria dos técnicos, juristas e que sempre foi assim”, acrescentou.

Desvio de poder

O ex-ministro disse que usou na defesa da presidenta afastada a tese de que houve desvio de poder na deflagração do processo de impedimento. Para tanto, utilizou falas do senador Romero Jucá (PMDB-RR), da senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) e do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Jucá aparece em gravações da delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, afirmando que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato. Já a senadora Rose de Freitas disse em entrevista a uma rádio que “não teve esse negócio de pedalada, nada disso”, em referência às acusações contra Dilma.

Em relação a Cunha, Cardozo usou trecho de uma entrevista dele no dia em que renunciou à presidência da Câmara. Na ocasião, Cunha disse que a aceitação do pedido de impeachment foi o marco de sua gestão no comando da Casa. “[Essas falas são] para mostrar que não tem base para o impeachment e que o motivo é estritamente político, que não há fundamento”, argumentou Cardozo.

A defesa também pediu a suspeição do relator do processo na comissão, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), por ser do mesmo partido de Miguel Reale Jr., e também da advogada Janaína Paschoal por ter recebido honorários de R$ 45 mil do PSDB para elaborar um parecer sobre o impeachment para o partido.

Apesar de afirmar que confia nas alegações apresentadas pela defesa, Cardozo reconheceu que o clima na comissão de impeachment é adverso para Dilma.

Golpe

O advogado da presidenta afastada também usou nas alegações finais uma decisão do Tribunal Internacional pela Democracia que declarou que o impeachment de Dilma Rousseff viola a Constituição do Brasil, a Convenção Interamericana dos Direitos Humanos e o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos.

De caráter simbólico, a decisão foi tomada por juristas de diversos países, comoEstados Unidos, Argentina, Colômbia, França, entre outros. Eles se reuniram por dois dias no Rio de Janeiro, numa iniciativa da Via Campesina Internacional, da Frente Brasil Popular e da Frente Brasil Juristas pela Democracia. “A abertura da peça é com a afirmação dessa sentença que afirma claramente que as duas acusações contra Dilma são improcedentes, que a Constituição brasileira está sendo desrespeitada, e que, portanto, a consumar-se uma situação desse tipo, nós teremos uma ruptura democrática no Brasil”, disse.

Segundo Cardozo, as alegações finais foram elaboradas com base numa avaliação jurídico-política. O ex-ministro reiterou que, caso o impeachment de Dilma prospere, haverá um golpe institucional no Brasil. “A se consumar um processo com estas características, há um rompimento Constitucional, há um golpe. Nós dizemos textualmente e para aqueles que ficam espantados com essa posição, nós juntamos a posição do atual advogado-geral da União, Fábio Osório Medina que, há um ano, deu uma entrevista dizendo, embora por outros motivos, que se não houvesse base constitucional o impeachment de Dilma seria um golpe, um golpe institucional a expressão que ele utiliza e é a mesma expressão que utilizamos”, destacou.

Cardozo disse ainda que não descarta a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal para tentar a anulação do processo, caso ele seja aprovado no Senado, mas que esta seria uma última alternativa. “Não afasto esta hipótese, é uma questão que está colocada. É um direito de quem se sente lesado. Evidentemente que nós entendemos que os nossos direitos, os direitos da presidenta, os direitos daqueles que a elegeram e que a democracia brasileira está sendo desrespeitada”, disse.

As alegações finais da defesa de Dilma Rousseff serão agora analisadas pelo relator do processo, senador Antonio Anastasia, que deverá apresentar seu parecer sobre o processo até o dia 2 de agosto, quando o relatório será lido na Comissão Processante do Impeachment.(fonte:agência brasil)

Jovem é preso após invadir hotel para ver Neymar

O chefe da segurança local disse que já identificou a falha e alegou que não há risco de nova invasão

A polícia de Goiás prendeu um homem que se escondeu no hotel da seleção brasileira para tentar se encontrar com Neymar. De acordo com o Correio do Povo, ele usava uma credencial antiga da CBF e foi visto por funcionários do estabelecimento, que acharam sua atitude suspeita.

O jovem de 21 é estudante de educação física e foi levado para delegacia, onde, ainda segundo o jornal, deverá ser solto após receber uma advertência.

O chefe da segurança local disse que já identificou a falha e alegou que não há risco de nova invasão.(fonte:notícias ao minuto)

Homem contaminado com HIV abusa sexualmente da filha e transmite o vírus

A menina tem 16 anos e era violentada desde os 9. O suspeito já respondeu por roubo e estupro

Um homem de 53 anos portador de HIV, teve a prisão preventiva decretada por abusar sexualmente da filha de 16 anos no DF. Segundo a Divisão de Comunicação da Polícia Civil, a garota era violentada desde criança, e acabou contraindo o vírus do pai. O ex-presidiário e pastor também teve relações recentemente com outras mulheres. A Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente investiga se elas também foram infectadas. O suspeito já respondeu por roubo e estupro.

A adolescente começou a ser violentada aos sete anos de idade e continuou até os dez. Sempre que esposa saía para trabalhar as 5h, pedia para que os outros filhos deixassem a residência para que pudesse ficar sozinho com a garota. Quando os abusos retomaram aos 14, ela tinha consciência que aqueles atos não era certos, mas sentia vergonha de contar a alguém. O caso só veio a tona, quando a vítima contou para uma amiga há dois meses atrás, que a incentivou a revelar para família. Ela contou para mãe , que reuniu todos para saber o que tinha acontecido e o acusado por fim confessou e fugiu.

Após a menor fazer o exame e constatar que havia contraído o vírus HIV, a responsável por ela registrou ocorrência na delegacia. “Com a isso, começaram as investigações e elas acabaram em 8 de julho, assim que o juiz expediu o mandado de prisão preventiva. Ele estava há quase um mês foragido e foi capturado hoje no Conic, enquanto trabalhava com representação de roupa”, descreve o delegado responsável pelo caso, Wislei Salomão.

O acusado vai responder por estupro de vulnerável sendo agravada por ter ocorrido em ambiente familiar e ele ser o pai. Além de lesão corporal gravíssima devido a transmissão de HIV, já que ele tinha o conhecimento que portava o vírus há pelos menos 10 anos. A mãe também adquiriu durante este tempo que estiveram juntos, mas a jovem não sabia de nenhum dos dois. “A nossa preocupação é que existam outras mulheres. Então, se alguém desconfiar que teve um contato íntimo com uma pessoa com essas características, deve procurar a DPCA”, alerta o delegado.(fonte:;correio braziliense)

PF prende descendente de libanês supeito de ter ligações com o EI

Em 2014, ele chegou a ser detido após comprar uma arma automática e não ter permissão para portá-la

A Polícia Federal prendeu mais um brasileiro suspeito de ter ligações com o Estado Islâmico, na noite de quarta-feira (27).

O homem, de 34 anos, é descendente de libanês e teria sido preso na própria casa, em Nova Iguaçu (RJ).

De acordo com a PF, o homem, identificado como Chaer Kalauon, fazia apologia ao grupo terrorista nas redes sociais e chegou a postar fotos portando armas quando visitou o Líbano em 2013.

Durante a Copa do Mundo do Brasil, em 2014, ele chegou a ser detido após comprar uma arma automática e não ter permissão para portá-la.

Segundo informações da Band News, ele foi levado para a superintendência da Polícia Federal no Rio.(fonte:notícias ao minuto)

Servidor público é preso suspeito de elo com morte de jornalista, em GO

Polícia diz que ele conduzia o veículo usado no crime; comparsa está foragido.
Ele nega; João do Carmo foi baleado dentro de casa por pelo menos sete tiros

Um servidor público de 40 anos foi preso nesta quarta-feira (27) suspeito de envolvimento na morte do jornalista João Miranda do Carmo, de 54, em Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, Douglas Ferreira de Morais é chefe da Guarda Patrimonial da prefeitura da cidade. Ele negou elo com o homicídio.

Ao G1, o Procurador-Geral do Município, Rafael Rossi, informou que a prefeitura ainda não foi notificada da situação e que quando isso ocorrer, vai tomar as providências legais cabíveis.

De acordo com o delegado Fernando Gama, titular da Delegacia Regional de Águas Lindas, que responde pelo município, o suspeito foi detido em casa em cumprimento a um mandado de prisão temporária. João foi alvejado dentro de casa na no último domingo (24). Conforme as investigações, Um Fiat Palio de cor vermelha foi usado pelos criminosos, que fugiram em seguida.

“O suspeito é apontado por uma testemunha ocular do crime como a pessoa que dirigia o carro usado no assassinato. Ele estava com outro suspeito, que efetuou os disparos e ainda está foragido”, disse o delegado ao G1.

Gama explicou ainda que os dois suspeitos ficaram parados em frente à residência da vítima. Quando ela se preparava para sair, a dupla se aproximou. O jornalista ainda tentou correr, mas eles chutaram o portão, entraram na casa e o balearam com pelo menos sete disparos.

Linhas de investigação
O delegado afirmou que as principais linhas de investigação é que o crime possa estar ligado à profissão da vítima ou à política. João trabalhava há 15 anos na cidade e há quatro tinha um site de notícias locais chamado “SAD Sem Censura”. No portal, há várias notícias policiais e outras relacionadas a problemas da cidade, como falta de asfalto e coleta de lixo.

Em 2014, o carro dele foi incendiado. Um amigo do jornalista disse que ele estava recebendo ameaças há seis meses. “Ele relatou que estava sendo ameaçado depois das últimas duas postagens que fez, inclusive nas redes sociais. Ele relatou de forma audível que estava com medo das tantas ameaças que estava recebendo”, disse o estudante Jonas Batista.(fonte:g1/go)