terça-feira, agosto 16, 2022

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Tocantins registra mais de 4 mil focos de queimada e fica em 2º lugar no ranking nacional

Segundo o levantamento do Inpe, o Tocantins só fica atrás do Mato Grosso, que contabilizou até agora 8.344 focos.

De janeiro até esta quarta-feira (27), o Tocantins registrou 4.283 focos de queimada.

O número alto colocou o estado em segundo lugar no ranking nacional divulgado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Segundo o levantamento, o Tocantins só fica atrás do Mato Grosso, que contabilizou até agora 8.344 focos. Veja os três primeiros da lista:

  1. Mato Grosso – 8.344 focos

  2. Tocantins – 4.283 focos

  3. Maranhão – 3.702 focos

Um dos últimos foi em Gurupi, na noite desta quarta-feira (27). Um incêndio tomou conta de um matagal e por pouco não atingiu a Unidade Básica de Saúde Francisco Nogueira Lima, localizada no setor Campo Bello, em Gurupi.

O Corpo de Bombeiros foi ao local e combateu as chamas. Como a unidade possui aceiro preventivo nas proximidades, as chamas não ofereceram riscos à estrutura do posto de saúde, segundo informou a corporação.

Também nesta quarta-feira, um incêndio consumiu parte de lavoura de milho em uma fazenda localizada no município de Talismã, na região sul do estado. Ninguém se feriu.

De acordo com a Defesa Civil de Talismã, ainda não se sabe a origem do fogo. Foram consumidas uma lavoura de milho, palhadas, pastagem e até a vegetação nativa.

Na tarde de domingo (27), dois incêndios de grandes proporções já tinham sido registrados em fazendas de Talismã.

As propriedades estavam a 40 quilômetros de distância uma da outra.

O primeiro começou em uma palhada de milho e se alastrou rapidamente pela lavoura.

Os moradores de bairros próximos ficaram assustados, já que as chamas se espalharam e quase atingiram casas da região.

“Os incêndios aqui em Talismã são provocados pela ação humana, acidentes de máquinas agrícolas, rede elétrica e raio”, disse o coordenador da defesa civil, João Carlos.

A Defesa Civil Estadual diz que nem todos os focos contabilizados pelo Inpe têm origem criminosa. Parte desses registros diz respeito à queimadas controladas feitas por brigadistas.

“O satélite não faz essa distinção, então está captando também as queimas prescritas, que é o manejo integrado do fogo de forma preventiva e também as queimas autorizadas. O Naturatins ainda está autorizando o particular a fazer queima. E essas queimas também são registradas até que sejam proibidas”, explicou o coordenador da Defesa Civil Estadual, tenente-coronel Erisvaldo Alves.

Em todo o estado, estão atuando 110 brigadas municipais, somando pelo menos 700 pessoas; 60 brigadistas do Naturatins; 80 brigadistas ligados ao Corpo de Bombeiros e 214 do Ibama.

A equipe do Ibama tem atuado desde o início do ano em terras indígenas realizando as queimas prescritas que são aceiros feitos com fogo.

“Vai ser um ano de muita queimada porque nós temos uma biomassa bem intensa, devido ao ano passado que choveu muito e estamos preparados para a guerra”, explicou o superintendente do Ibama, Isac Braz da Cunha.

Com o período quente e seco nesta época do ano, a quantidade de queimadas só cresce no estado. E a tendência é que o tempo fique ainda mais propício para esse tipo de problema.

“Em meados de agosto, as temperaturas ficam mais elevadas e a umidade chega a ficar abaixo dos 20% por vários dias. A tendência pela frente é de se agravar mais ainda a baixa umidade. A secura aumenta mais ainda. A atmosfera está muito seca em grande parte do centro do Brasil”, explicou o meteorologista do Inmet, Francisco de Assis.

g1 Tocantins.

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