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PF investiga possível superfaturamento na compra de máscaras na Saúde no Tocantins

Dois contratos da Secretaria Estadual da Saúde estão na mira da investigação.

Aproximadamente 20 policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão expedidos pelo Juízo da 4ª Vara Federal de Palmas, bem como três mandados de intimação.

A Polícia Federal disse que encontrou indícios de possível superfaturamento em dois contratos firmados entre a Secretaria Estadual de Saúde (SES) e empresas, visando a aquisição de 12 mil máscaras de proteção facial adquiridas pelo valor unitário de R$ 35,00, totalizando em R$ 420 mil.

As investigações apontaram, ainda, que já durante a pandemia, existia processo licitatório vigente na Secretaria Estadual de Saúde que resultou na contratação de empresas para o fornecimento de máscaras de proteção facial idênticas, por valores que variam entre R$ 1,93 e R$ 3,64.

Conforme a PF, os investigados poderão responder pelos crimes de formação de cartel e peculato, além de crime contra a economia popular, cujas penas somadas podem ultrapassar 19 anos de reclusão e multa.

Segundo a Polícia Federal, o nome da Operação “Personale”, que em italiano significa “pessoal”, faz alusão ao interesse pessoal de alguns em detrimento ao interesse público. Além disso, o vocábulo “persona” em latim originalmente significava máscara.

O QUE DIZ A SAÚDE

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) afirmou, em nota, que está à disposição das autoridades e que foi ela mesma que representou ao MPF pela investigação das empresas. Esclareceu ainda que:

– em 16 de março, a empresa com a qual a SES mantinha contrato para fornecimento de máscaras solicitou o cancelamento de saldo de atas alegando que em virtude do cenário atual e a alta do consumo de materiais, principalmente os descartáveis, não lhe restaria outra opção senão o cancelamento do item em questão. (vide documento anexo)

– desta forma, com a necessidade urgente de aquisição dos equipamentos, fez-se necessária a dispensa de licitação.

– com relação ao valor do equipamento adquirido, a SES, representou no Ministério Público Federal (MPF) para investigação da possibilidade de ter havido sobrepreço e possível crime contra economia popular.

A SES ainda informa que, no dia 7 de abril deste ano, fez uma reunião com todos os órgãos de controle como Ministérios Públicos Estadual e Federal, Defensoria Pública do Estado, Polícias Civil e Federal, Procon-TO, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Controladoria Geral do Estado (CGE) e Procuradoria Geral do Estado (PGE) para traçar ações coordenadas para combater o sobrepreço.

AF notícias.

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