quinta-feira, agosto 18, 2022

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Menino de 12 anos morre após ser baleado por guarda civil em SP

A polícia informou que o adolescente e mais dois homens estavam realizando assaltos na região de Cidade Tiradentes

Um menino de 12 anos foi morto por um GCM (Guarda Civil Metropolitana) na noite deste sábado (25) na zona leste de São Paulo.

A polícia informou que o adolescente e mais dois homens estavam realizando assaltos na região de Cidade Tiradentes quando foram abordados pela GCM.

Durante perseguição, guardas civis realizaram vários disparos. Um deles atingiu o adolescente Waldik Gabriel Silva Chagas, que estava no banco de trás do carro – um Chevette cinza. O crime aconteceu na rua Regresso Feliz por volta das 22h30. Os dois criminosos que estavam com o adolescente fugiram do local do crime.

A abordagem da GCM aconteceu, segundo a polícia, após o alerta de um motoqueiro, que foi não encontrado após a ocorrência. A polícia disse que testemunhas já foram ouvidas e que o local do crime já foi periciado. O carro tinha apenas uma marca de tiro no vidro traseiro. O corpo do adolescente foi encaminhado para o IML (Instituto Médico Legal).

Segundo o advogado Ariel de Castro, do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos), não há provas de que as pessoas no carro estivessem cometendo assaltos. “Também não há indícios de que houve troca de tiros. A única marca de tiro é no vidro de tira do carro, na altura da cabeça”, diz ele.

Inicialmente, o caso foi registrado no 49ª DP (São Mateus) e, depois, encaminhado para o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). A Secretaria da Segurança Pública informou que um inquérito policial foi aberto e que o GCM envolvido na morte do adolescente foi preso em flagrante por homicídio culposo (sem intenção).

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Urbana, que não quis comentar o incidente. A Prefeitura de São Paulo disse, em nota, que “ordenou apuração rigorosa do ocorrido e afastamento dos agentes da Guarda Civil Metropolitana envolvidos, até que se esclareçam os fatos”.

MENINO ITALO

No dia 2 de junho, o menino Italo, de dez anos, foi morto a tiros por policiais militares durante uma perseguição na zona sul de São Paulo. Italo e mais um colega de 11 anos haviam furtado um carro em um condomínio da região e passaram a ser perseguidos.

“É preocupante que dois casos envolvendo a morte de crianças por agentes de segurança tenham ocorrido em um espaço de tempo tão curto”, disse Castro.

O menino de 11 anos, que estava com Italo dentro do carro, deu versões diferentes sobre o ocorrido. Nas duas primeiras vezes que foi ouvido, disse que o colega estava armado e que tinha efetuado três disparos contra a polícia. Depois, mudou a versão. Passou a dizer que nenhum dos dois estava armado e que a polícia plantou a arma para justificar os disparos. Ninguém da polícia se manifestou neste domingo.

Na última sexta (24), o secretário da Segurança Pública no Estado, Mágino Alves Barbosa Filho disse que a polícia vai realizar um exame psicológico no menino de 11 que estava no carro. O exame buscará saber se há algum transtorno. A intenção, segundo Mágino, é “ter um pouco mais do perfil deste menino.”

O secretário não disse se o exame também irá buscar saber em quais das versões o menino dizia verdade sobre a arma encontrada no carro e a realização de disparos pelo, mas indicou que fato de ter apresentado “cinco ou seis versões” suscitou a necessidade de esclarecimento. Nas primeiras versões, o menino disse que Italo atirou contra os policiais, mas, depois, em outras afirmou que a arma foi plantada e que nenhum deles atirou.

O secretário disse ainda que uma nova testemunha ouvida pela polícia disse ter visto os policiais retirando uma arma de dentro do carro em que estava os meninos, e entregando para um superior, o que reforçaria a tese apresentada pelos policiais.

A criança de 11 anos que sobreviveu à perseguição policial entrou com sua família para o PPCAAM (Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte). A criança, sua mãe e seus irmãos já não estão mais no Estado de São Paulo, segundo Luiz Carlos dos Santos, do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos), que pediu o ingresso da família no programa.

ROUBOS EM SP

O número de roubos na cidade de São Paulo apresentou crescimento de 5% em maio: foram 12.196 casos registrados ante 12.843 do ano passado. Os dados da violência foram divulgados pelo secretário na última sexta (24).

No Estado também houve aumento: foram 26.690 casos em maio deste ano contra 25.295 do ano passado. Esse foi o quarto aumento seguido no Estado, ou desde fevereiro. Segundo pesquisas de vitimização, os roubos são crimes que mais provocam sensação de insegurança na população. Com informações da Folhapress.(fonte:notícias ao minuto)

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