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Mais de 13 mil pessoas já podem ter contraído a Covid-19 em Palmas, aponta pesquisa

Palmas já ultrapassou os 2 mil casos confirmados da doença e foram registrados 22 óbitos.

Uma pesquisa aponta que mais de 13 mil pessoas podem ter contraído o novo coronavírus em Palmas sem ter apresentado qualquer sintoma. O estudo foi realizado por meio de uma parceria entre a Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas (Fesp), Secretaria Municipal de Saúde (Semus), Centro Universitário Luterano de Palmas (Ceulp/Ulbra), Faculdade de Medicina do ABC (FMABC-SP) e a Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Assintomáticos

Após as duas primeiras etapas, o estudo constatou que a proporção de casos de pacientes assintomáticos entre a população de Palmas subiu de 4,4% para 6,6% dos entrevistados. De acordo com a pesquisa, essa parcela da população não apresentou os sintomas da Covid-19 e, por isso, não precisou de atendimento médico.

Anticorpos

Um dos objetivos da pesquisa é traçar o perfil da população que já possui os anticorpos da doença. Os pesquisadores trabalham com a hipótese de que para cada caso positivo com sintomas há cinco pacientes assintomáticos na capital. Os casos de pacientes assintomáticos foram registrados em todas as regiões da capital.

Relaxamento

O estudo revelou ainda que houve uma queda no percentual de pessoas que adotaram medidas preventivas contra a contaminação, passando de 98,6%, na primeira etapa, para 86,1%, na segunda.

Já o índice de pessoas ouvidas que passaram a sair de casa com maior frequência subiu de 26,5% para 36,2% entre as duas fases da pesquisa.

Terceira Etapa

A parte de campo da terceira etapa já foi realizada e os resultados devem sair nos próximos dias. A quarta etapa está prevista para o período de 13 a 17 de julho.

Nas duas primeiras fases da pesquisa já forma aplicados 558 testes. Nessa terceira etapa deverão ser ouvidos mais 423 pessoas. A estimativa é de que até o final da pesquisa sejam apicados cerca de 1.600 questionários.

O estudo servirá de base para nortear as ações preventivas a serem adotadas pelo município para conter o avanço de casos da doença na capital. Palmas já ultrapassou os 2 mil casos confirmados da doença e foram registrados 22 óbitos.

Contágio por pessoas assintomáticas

Entre mensagens da Organização Mundial de Saúde (OMS), no mês passado, e fake news sobre o assunto, uma das dúvidas é se pessoas assintomáticas e pré-sintomáticas não transmitem o vírus?

Para a bióloga Paula Martins, ainda não há um consenso sobre o tema. A questão ainda não totalmente respondida é quanto eles transmitem em termos populacionais (%), ou seja, qual o impacto de cada um desses grupos de infectados na dinâmica da pandemia”, enfatiza a pesquisadora do Instituto Agronômico de Campinas.

A pessoa assintomática pode nunca vir a ter sintomas, enquanto que a pré-sintomática está numa fase anterior ao início dos sintomas (cerca de 2 dias). “Quem está com os sintomas tende a ter uma carga viral mais alta e por isso transmite mais do que quem não tem sintomas”.

Atualmente no Brasil, há mais de 1 milhão de pessoas infectadas e aproximadamente 65 mil mortes causadas pelo novo coronavírus. Há algumas semanas, estados têm flexibilizado o isolamento social com abertura gradativa de comércios e serviços não essenciais. Segundo especialistas, o isolamento ajuda a controlar a proliferação do vírus, uma vez que aglomerações são evitadas.

A pesquisadora explicou que é difícil determinar no momento, o impacto dessa abertura, considerada prematura por muitos cientistas. “É importante que as pessoas se conscientizem que precisam usar máscaras, mesmo sem sintomas, pois ainda não temos total certeza de como a transmissão se dá nestes grupos (pré-sintomáticos e assintomáticos), embora saibamos que ela ocorra”.

Para o infectologista Fábio Lopes, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, as questões de isolamento têm se tornado bastante controversas. “O Brasil, comparado a outros países da Europa, como Itália e Espanha, tem uma taxa de letalidade muito inferior. Então estamos criticando duramente o sistema de saúde brasileiro, de forma injusta. Nosso país é muito grande territorialmente e ainda tem as questões de precariedade socioeconômica, que dificultam a condução da pandemia, e por isso essa flexibilização se dá um pouco antes”, comentou.

AF Notícias.

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