Sindiposto diz que consumidor não irá perceber os impactos, apesar de pequeno alívio.
Para o economista Aurélio Troncoso, o congelamento do ICMS, em Goiás, é não vai resolver os altos preços. “Congelou na alta. Só vai evitar que, daqui para a frente. Es estados recebam os novos reajustes dos combustíveis. Deveria ter feito a média dos últimos seis meses”, avalia.
Destaca-se, Goiás informou, no início da tarde desta sexta-feira (29), que cobrarrá ICMS sobre aumentos da Petrobras. Congelamento foi definido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e deve permanecer durante três meses. A medida entra em vigor na próxima segunda (1º).
O congelamento é válido para aumentos futuros da Petrobras. Na prática, o ICMS em Goiás será cobrado sobre o preço fixo do litro da gasolina comum, que é de R$ 6,5553; do óleo diesel – R$ 4,9876; gás de cozinha – R$ 8,0400 o kg e do etanol hidratado – R$ 4,7720, segundo informou o governador Ronaldo Caiado, nas redes sociais.
Aurélio, que também é coordenador do centro de pesquisa de mestrado da UniAlfa, diz que não deve haver mudanças na bomba para o consumidor e, ainda, é possível ocorrer um outro problema: “Pode acontecer um problema futuro para o Estado, que são os municípios cobrarem essa diferença. Eles também tem participação no ICMS.”
Para o economista, essa medida deveria sair de um projeto de Lei, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), além de adotar a já sugerida média. “A média daria em torno de R$ 4,80, no máximo R$ 5,20. Aí daria diferença para o consumidor.”
Seletividade
Também economista, Danilo Orsida apresentou o aspecto da seletividade. Segundo ele, um setor importante, como de combustíveis, é mais onerado em detrimento de outros, como cigarro e a cerveja.
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