Promotoria recomenda que concurso da PM continue suspenso por suspeitas de fraude

Concurso está suspenso devido decisão judicial. Investigação apurou fraudes e delegado afirmou que todo o processo pode estar comprometido.

O Ministério Público Estadual recomendou que o concurso da Polícia Militar não seja retomado pelo governo do estado. Os resultados da primeira fase não foram divulgados ainda por causa de uma decisão da Justiça que determinou a suspensão, em abril deste ano. Além disso, uma investigação da Polícia Civil apontou que houve fraude durante a aplicação das provas e todo o concurso pode ser comprometido.

Conforme o MPE, a recomendação é para que o governador Mauro Carlesse (PHS) dê uma resposta em 10 dias para informar quais providências vai tomar em relação ao concurso.

As provas do concurso foram aplicadas em março deste ano. Conforme a 28ª Promotoria de Justiça da Capital, há inúmeras denúncias de envelopes violados e aparelhos celulares apreendidos. Na época do concurso, várias fotos de gabaritos chegaram a circular nas redes sociais.

Imagens de gabaritos circulam nas redes sociais (Foto: Arte G1)Imagens de gabaritos circulam nas redes sociais (Foto: Arte G1)

Imagens de gabaritos circulam nas redes sociais (Foto: Arte G1)

Para o promotor, as suspeitas de fraude podem resultar na anulação do concurso. A recomendação destaca que há investigações sendo feitas pela polícia em Palmas, Arraias e Araguaína. “Se depender do apurado nas investigações em curso, o referido certame deverá ser anulado, seja por via administrativa ou judicial”, disse o promotor.

Por outro lado, a empresa responsável pela aplicação das provas divulgou uma nota nesta terça-feira (10) informando que será possível identificar e eliminar os candidatos que tentaram fraudar o concurso.

“Por fim, a AOCP reitera que até o momento as investigações demonstram, apesar da tentativa de fraude, a inexistência de qualquer prova de que algum candidato tenha obtido êxito em tal expediente, de forma a afetar a lisura do certame […]”, diz trecho de nota.

A Polícia Militar se manifestou sobre a suspensão do concurso nesta segunda-feira (10). Em nota, a comissão organizadora informou que o concurso continua suspenso temporariamente por decisão judicial e decisão administrativa do Tribunal de Contas do Estado.

“Neste intuito, está envidando todos os esforços junto a estes órgãos para agilizar a solução dos entraves que fundamentam tais decisões. O Comando aguarda as decisões a fim de que possa dar continuidade às demais fases do concurso”, dizia nota enviada.

G1 procurou o governo do estado e a Polícia Militar na manhã desta terça-feira (10) para repercutir a recomendação do MPE e aguarda resposta.

Operação cumpriu mandados no Tocantins, Maranhão e Piauí (Foto: Polícia Civil/Divulgação)Operação cumpriu mandados no Tocantins, Maranhão e Piauí (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Operação cumpriu mandados no Tocantins, Maranhão e Piauí (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Suspeitos presos

A investigação em Araguaína, inclusive, resultou na operação Ateleia. Em cumprimento a mandados, a Polícia Civil prendeu 14 pessoas suspeitas de envolvimento em fraude durante o concurso.

Após a operação, o delegado José Anchieta de Menezes disse que o certame continuava comprometido, mesmo após a prisão dos suspeitos e a Polícia Civil ainda não identificou todos os beneficiados com as fraudes.

“É um dos riscos da continuidade deste concurso da Polícia Militar do Tocantins. Porque ainda não foi possível se chegar ao dano exato e impedir todos que teriam praticado a fraude. Corre o risco de, caso o concurso continue, pessoas que não foram aprovadas da forma devida entrem na Polícia Militar”, disse Anchieta.

Concurso

As provas do concurso foram aplicadas no dia 11 de março. Foram oferecidas 1 mil vagas para soldado e mais 40 para oficial da PM. Ao todo, mais de 70 mil pessoas fizeram as provas em 17 cidades.

O concurso também é composto por avaliação de capacidade física, avaliação psicológica, médica e odontológica e investigação social. A previsão inicial era que o resultado final de todas as etapas do concurso fosse divulgado em agosto deste ano.

O subsídio inicial durante o Curso de Formação de Oficiais é de R$ 4.499,52 e para o Curso de Formação de Soldados é de R$ 2.215,10.

G1 Tocantins.

Mulheres são presas suspeitas de tentarem entrar em cadeia com drogas em partes íntimas

O caso aconteceu em Xambioá. Elas foram levadas para a Unidade Prisional Feminina de Babaçulândia e devem responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Elizângela Ferreira de Sá e Gleiciane Pereira Cantuário foram presas suspeitas de tentar entrar na Cadeia Pública de Xambioá com drogas escondidas nas partes íntimas.

O caso aconteceu nesta sexta-feira (23). Elas devem responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o delegado Breno Alves, responsável pelo caso, disse que as mulheres foram flagradas no momento em que tentavam entrar na cadeia.

Após serem abordadas e submetidas a uma busca pessoal, os policiais civis encontraram várias porções de maconha, que seriam entregues a detentos da unidade.

As duas mulheres foram levadas para a delegacia de Xambioá e depois para a Unidade Prisional Feminina de Babaçulândia.

G1 Tocantins

Quatro pessoas são presas suspeitas de integrar quadrilha de furto de combustível

A prisão em flagrante foi feita em Nova Rosalândia. Ao todo foram apreendidos 1,6 mil litros de combustível.

Duas mulheres e dois homens foram presos em flagrante suspeitos de integrarem uma organização criminosa especializada em furto de combustível. A prisão foi realizada no no km 546 da BR-153, em Nova Rosalândia, nesta segunda-feira (17).

De acordo com a PRF, no local foram encontrados desde galões de 20 litros até containers de 1000 litros de combustível, contabilizado um total aproximadamente 1.600 litros de diesel, biodiesel, gasolina e etanol.

Também foram encontrados tambores vazios, mas com vestígios de que já foram utilizados como reservatório de combustível. A ocorrência está sendo encaminhada para Central de Flagrantes de Paraíso do Tocantins.

G1/TO