Discutir no casamento melhora a relação, diz pesquisa

Uma pesquisa feita nos EUA mostrou que os casais que brigam com maior frequência são mais felizes do que aqueles que evitam os conflitos.

Essa foi a conclusão de uma pesquisa de opinião feita nos Estados Unidos, em fevereiro deste ano. A sonsagem mostrou que os casais que brigam com maior frequência são mais felizes do que aqueles que evitam os conflitos.

Segundo a psicóloga Marina Simas de Lima, terapeuta de casal, família e cofundadora do Instituto do Casal, ao contrário do que se possa pensar, discutir não é um sinal de que o relacionamento está indo mal, mas sim de que ambos estão dispostos a conversar para resolver situações que, no futuro, podem se tornar problemas.

“O sinal de alerta é maior quando o casal não está disposto a negociar e procurar uma solução para seus conflitos. Isso pode indicar que falta vontade e disposição para investir no relacionamento”.

O poder das palavras

Embora procurar solucionar os problemas da vida a dois seja importante, é preciso ter cuidado com o que se fala e de que maneira se fala.

“Discussões saudáveis não têm espaço para comentários agressivos ou violentos. Partir para ofensas é um hábito que, em vez de colaborar para a construção de um relacionamento duradouro, acaba ferindo o/a parceiro (a) e provocando rachaduras na intimidade do casal”, comenta a psicóloga Denise Miranda de Figueiredo, terapeuta de casal, família e cofundadora do Instituto.

Para tornar discussões passos importantes na construção da intimidade e na solidez do relacionamento, é fundamental pensar antes de falar, pois as palavras são reflexo de nossos sentimentos e pensamentos.

“Normalmente, não mensuramos o impacto que uma palavra pode ter. Quando falamos sem pensar, podemos ferir e ofender o outro de forma irreversível, ou ainda gerar mágoas que podem durar muito tempo”, dizem as especialistas.

Como melhorar a comunicação na vida a dois

“Os casais precisam estar atentos em como apresentam os problemas durante a discussão. Existem alguns vícios que as pessoas têm na hora de discutir, como interromper o outro ou até mesmo tentar vencer uma discussão em vez de procurar uma negociação boa para o casal. É importante estar atento a isso para melhorar a comunicação na vida a dois”, orienta Denise.

Veja abaixo algumas dicas das especialistas:

• Estilo de comunicação: Procure conhecer o estilo de comunicação de seu (sua) parceiro (a) e tenha consciência de qual é o seu. Cada um tem um jeito de se expressar, especialmente durante discussões. Saber qual é a sua própria tendência colabora para tornar suas ideias mais claras.

• Clareza: Antes de começar uma discussão, tenha clareza sobre o que vai dizer. Discussões proveitosas são as que têm um objetivo claro. Expressar ideias com clareza é um aspecto importante para deixar os conflitos mais saudáveis.

• Empatia: Entenda as necessidades do outro ou ainda do que o (a) parceiro (a) precisa para se sentir seguro (a). Todas as pessoas têm necessidades emocionais que precisam ser atendidas para que o relacionamento continue a funcionar. Alguns precisam de contato físico, por exemplo, enquanto outros precisam de palavras positivas e elogios. Conhecer a necessidade do outro ajuda a colocar um fim em brigas e discussões de uma maneira saudável.

• Respeito: Priorize respeito, o carinho e valide os sentimentos e frustrações do outro. Reconhecer os sentimentos da outra pessoa é uma parte importante de uma discussão evoluída. “Esse exercício também ajuda a manter o respeito. Reconhecer um sentimento de frustração ou de tristeza em outra pessoa colabora para que o casal trabalhe junto para solucionar problemas”, explica Marina. Responder com respeito e carinho também demonstra que, apesar dos problemas, o amor ainda está acima de tudo.

• Meça suas palavras: Pratique o autocontrole, respire fundo. Busque dizer a si mesmo o que diria ao outro. Evite criticar o outro. Pratique a escuta ativa. Use palavras amáveis, que possam construir e não destruir ou acarretar em mágoas ou em mais conflitos.

Noticias ao Minuto

Existe uma usina de intrigas”, diz Ciro sobre relação com Lula e o PT

Presidenciável afirmou que as razões disso são impedir a união dos partidos de esquerda no segundo turno e uma estratégia para garantir capital político do ex-presidente.

“O Lula para mim não é um mito ou uma figura distante, mas um amigo de muitos anos. Muitos anos. Desde 1988, quando era um jovem prefeito de Fortaleza e ele uma mirabolância, uma promessa”, afirmou Ciro, ao ser questionado por jornalistas sobre declarações recentes de Lula.

Ex-ministro do petista, Ciro disse que a única verdade no que é dito é que ajuda Lula há 16 anos. Sobre o PT, ele afirma que não é crítico ao partido, mas ao modelo econômico adotado pela sigla e pelo PT ter facilitado a “chegada de quadrilheiros ao poder, a ponto de colocar Michel Temer como vice”.

Ciro declarou mais uma vez que Lula não estará na disputa à Presidência, o que diz considerar injusto.

O pré-candidato também negou que pediu ao ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad que fosse seu vice. “Eu nunca procurei o Haddad para ser meu vice. Me perguntaram o que achava e disse que seria um dream time. Nunca esteve na minha cogitação que seria meu vice. O PT o lançará candidato e é natural que o faça”, afirmou.

O presidenciável negou ainda que exista diálogos nesse sentido com Marina Silva, por quem afirma ter grande estima. “Como posso querer a Marina de vice se ela é maior do que eu?”, disse.

Segundo o pré-candidato, ainda não é momento para definições de alianças e que todo mundo está conversando com todo mundo.

Ele afirmou que tem falado amiúde com todo mundo do PSB, partido ao qual foi filiado no passado e no qual diz ter amizades profundas.

Questionado sobre a proximidade com Márcio França, pré-candidato pela sigla ao governo de São Paulo, Ciro disse que tem conversado com o vice de Alckmin e que torce muito por ele. “Não sei qual será o destino do PDT, mas ele fará história em São Paulo.”

Questionado sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro (PSL) vencer a eleição, o presidenciável afirmou que há resignação em São Paulo diante da candidatura do deputado.

“Vejo em São Paulo uma certa resignação de que o Alckmin não dando no couro, ele vai virando um mal menor para esse mundo criptoconservador. Não consigo ver isso. Há muita inconsistência”, disse.

O pedetista diz que a campanha na televisão vai clarear o cenário na disputa. Questionado sobre a estratégia que usará, uma vez que tem pouco tempo de TV, respondeu: “Tirando mais voto que o adversário. Isso deixa comigo que eu sei fazer.”

ÁGUA E VINHO

O presidenciável falou com a imprensa após palestrar para um público de empresários na zona sul de São Paulo.

No discurso, Ciro defendeu o livre comércio, a reforma fiscal, a mudança na política cambial do país, a tributação sobre herança e lucros e dividendos, além de uma reforma tributária que não seja remendo para fazer o país voltar a crescer, o que segundo ele não acontece desde os anos 80.

Em entrevista, o coordenador de campanha do presidenciável, o economista Nelson Marconi, defendeu que a presença do estado na economia e a produção industrial para gerar crescimento econômico, pontos defendidos por Ciro durante a palestra.

Questionado se seu projeto econômico para o país se assemelhava ao de Dilma Rousseff, Ciro disse que era como comparar água e vinho e criticou a política de desoneração praticada no governo da petista.

Apesar de discordar de Dilma, o pré-candidato também saiu em defesa da ex-presidente, dizendo que ela sofreu impeachment sem praticar crime, dando lugar a uma “quadrilha de ladrões”.

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