PCdoB retira candidatura de Manuela e faz acordo com PT

Na última quarta-feira (1º), a deputada chegou a ser confirmada pelo partido como candidata à Presidência da República.

O PCdoB desistiu da candidatura própria à Presidência da República, com a deputada estadual do Rio Grande do Sul,Manuela D’Ávila, para se coligar ao PT nas eleições deste ano. 

Na última quarta-feira (1º), a deputada chegou a ser confirmada pelo  partido como candidata à Presidência da República. No final da convenção, entretanto, ela já havia adiantado que abriria mão de disputar o carto caso houvesse unidade de outros partidos da esquerda que pretendessem concorrer ao pleito.

Nas negociações feitas neste domingo (5) com o PT, ficou acordado que Manuela irá viajar o país junto com o candidato Fernando Haddad, escolhido para vice na chapa petista, para fazer campanha em nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aclamado no sábado como candidato. 

Segundo a presidente do PCdoB, Luciana Santos, a decisão do partido foi tomada em nome da unidade. “Manuela disse que nunca foi óbice a qualquer tipo de unidade política.

Nós estamos construindo a unidade política que foi possível construir no primeiro turno, com a participação e liderança de Lula. Isso por uma circunstância objetiva, até que se definam as pendências legais”, destacou Luciana.

A presidente do PT, Gleisi Hoffman, disse que a decisão de escolher um candidato a vice-presidente do próprio partido foi para garantir que a representação de Lula seja feita por um de seus membros.

“[Isso foi decidido] na avaliação que fizemos para assegurar a manifestação do presidente Lula. E vamos com a candidatura de Lula até as últimas consequências: a vocalização de sua campanha será feita com um companheiro do PT”, afirmou.

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Lula é oficializado candidato à Presidência pelo PT

Ex-presidente foi confirmado durante a convenção nacional da legenda, neste sábado (4), em SP.

Partido dos Trabalhadores confirmou neste sábado (4) a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República.

O anúncio foi feito pela presidente da legenda, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), durante a convenção nacional do PT, no bairro da Liberdade, no Centro de São Paulo.

A ex-presidente Dilma Rousseff, o candidato ao governo de São Paulo pelo partido, Luiz Marinho, o ex-ministro Celso Amorim, o ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad, e o senador Lindberg Farias estavam presentes no evento.

Lula está preso desde abril, condenado em segunda instância no caso do triplex em Guarujá, a doze anos e um mês de prisão, o que, de acordo com a lei da ficha limpa, o torna inelegível. A questão só pode ser julgada pelo TSE depois do registro oficial em 15 de agosto.

Noticia ao Minuto

PT, PSDB, Rede e mais 6 partidos fazem convenções neste sábado

Registro das candidaturas na Justiça Eleitoral deve ser feito até dia 15.

Quatorze partidos definem neste fim de semana os candidatos à Presidência que lançarão, a aliança que integrarão ou se vão optar pela neutralidade. As candidaturas podem ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto.

Veja as convenções de sábado e domingo:

04/08

PT – Luiz Inácio Lula da Silva São Paulo (SP)

PSDB – Geraldo Alckmin Brasília (DF)

Partido Novo – João Amoêdo São Paulo (SP)

Rede – Marina Silva Brasília (DF)

Podemos – Álvaro Dias Curitiba (PR)

PPS – Aliança com Geraldo Alckmin Brasília (DF)

PR – Aliança com Geraldo Alckmin Brasília (DF)

Patriotas – Cabo Daciolo São Paulo (SP)

PROS – Indefinido Brasília (DF)

05/08

PRTB – Levy Fidelix São Paulo (SP)

PSB – Indefinido Brasília (DF)

PPL – João Goulart Filho São Paulo (SP)

PTC – Indefinido Rio de Janeiro (RJ)

PMB – Indefinido Brasília (DF)

São os candidatos confirmados:

Manuela D’Ávila (PCdoB) – Desde 2015, é deputada estadual no Rio Grande do Sul.

Jair Messias Bolsonaro (PSL) – O partido não tem coligações partidárias e ainda não há definição do candidato a vice-presidente.

Ciro Gomes (PDT) – Atual vice-presidente do partido.

Vera Lúcia (PSTU) – Foi expulsa do PT em 1992 junto com integrantes do grupo político Convergência Socialista, que anos depois fundou o PSTU.

Guilherme Boulos (PSOL) – Líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

José Maria Eymael (DC) – Já disputou quatro vezes a Presidência (1998, 2006, 2010 e 2014, derrotado em todas).

Henrique Meirelles (MDB) – Em maio de 2016, foi nomeado ministro da Fazenda por Temer, que assumiu após o afastamento e posterior impeachment de Dilma Rousseff. Meirelles permaneceu no governo até abril deste ano.

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Preso há 100 dias, Lula mantém PT imobilizado

Ex-presidente ainda dita as estratégias e os passos do partido e de seus principais aliados na campanha ao Planalto.

Condenado na Operação Lava Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa amanhã 100 dias preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba. Mais magro do que estava quando chegou de helicóptero, na noite de 7 de abril, o petista ainda dita as estratégias e os passos do partido e de seus principais aliados na campanha presidencial. E mantém o PT imobilizado na definição de uma alternativa eleitoral.

As vésperas da convenção partidária e a um mês do prazo final para o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – o prazo é 15 de agosto -, o mais importante preso da Lava Jato transformou sua “cela” em comitê político e eleitoral, numa espécie de campanha via porta-vozes.

Desde que foram autorizadas as visitas especiais de amigos, o ex-presidente já esteve com 16 pessoas em 11 datas distintas. A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, é quem mais visitou o ex-presidente. É ela a responsável por avisar o partido, governadores e líderes políticos sobre as decisões de Lula – que, segundo a sigla, tem a palavra final.

Anteontem, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad esteve com o ex-presidente pela primeira vez como advogado com procuração para atuar no processo da execução penal. Coordenador do programa de governo do PT e apontado como possível ” plano B” do partido, Haddad havia estado com Lula em sua cela duas vezes, desde que foram liberadas pela Justiça visitas de amigos nas quintas-feiras, pelo período de uma hora. Como advogado, o petista pode agora ver o ex-presidente em qualquer dia da semana.

A intenção do grupo diretamente ligado a Lula é arrastar até o momento final a definição da candidatura e tentar reverter a situação em benefício eleitoral para o nome que for escolhido como candidato do partido, já que Lula está potencialmente impedido de concorrer com base na Lei da Ficha Limpa.

O PT avalia que o bom desempenho do ex-presidente nas pesquisas, mesmo depois de preso, é um trunfo eleitoral importante para as composições estaduais. E assim, busca manter Lula candidato durante o máximo de tempo possível e fazer a troca só depois que a Justiça decidir se aceita o registro da candidatura.

Lula acompanha o cenário eleitoral e político do País pelos canais da TV aberta – que assiste boa parte dos dias – e pelos relatos de amigos, familiares e advogados.

Reveses

No inicio de junho, o PT pediu à Justiça o direito de Lula participar de “atos de pré-campanha e, posteriormente, de campanha”, de comparecer ou participar por vídeo da Convenção Partidária Nacional do PT marcada para o dia 28. Além disso, o partido pleiteava que Lula pudesse participar de debates e sabatinas realizadas pela imprensa.

Na última semana, porém, a juíza federal Carolina Lebbos, responsável pelo processo da execução provisória da pena de Lula, negou o pedido. Para a Justiça, o status do ex-presidente atualmente é de inelegível, em decorrência da condenação em segunda instância – a 8.ª Turma do TRF-4 confirmou sentença de Moro em janeiro e elevou a pena.

A decisão de negar direitos especiais a Lula saiu dois dias depois de o desembargador de plantão do TRF-4, Rogério Favreto – que tem histórico de ligações com o PT – conceder liberdade ao ex-presidente no último dia 8. A ação foi revertida no mesmo dia pelo relator da Lava Jato, desembargador João Pedro Gebran Neto, e pelo presidente da Corte, Carlos Eduardo Thompson Flores.

O ex-presidente foi condenado a 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá. O partido e a defesa do ex-presidente sustentam que ele é inocente e vítima de uma perseguição político-judicial.

Nos primeiros 57 dias de prisão Lula leu 21 livros, uma média de 52 páginas por dia: desde os mais densos como Homo Deus, de Yuval Noah Harari; Quem Manda no Mundo, de Noam Chomsky; a clássicos como O Amor nos Tempos do Colera, de Gabriel García Márquez; Ressurreição, de Liev Tosltoi; e a biografia Belchior – Apenas um rapaz latino-americano, do jornalista Jotabê Medeiros.

Nesses 100 dias, Lula passou a receber semanalmente visitas de religiosos, todas as segundas-feiras. Ele já foi visitado, por exemplo, pelos amigos Frei Beto e Leonardo Boff. Um pastor evangélico, um monge e um pai de santo também estiveram com o ex-presidente em sua cela neste período. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Noticias ao Minuto

PT lança pré-candidatura de Lula nesta sexta em Minas Gerais

Ato ocorrerá a partir das 18 horas, na cidade de Contagem.

OPT lança nesta sexta-feira (8) a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, com ato a partir das 18 horas, na cidade de Contagem, em Minas Gerais.

Condenado a 12 anos e um mês de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá (SP), o ex-presidente cumpre pena, desde o dia 7 de abril, na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (PR).

A previsão inicial era de que o lançamento ocorresse no mês passado mas, segundo os petistas, houve dificuldades para encontrar hotéis dispostos a acomodá-los, depois dos ataques sofridos durante a caravana de Lula pelo Sul do país.

“Convidamos todos os Diretórios Estaduais e Municipais do PT, nossa militância, os movimentos sociais que lutam contra o golpe e a prisão injusta do ex-presidente Lula”, diz a convite publicado no site do partido.

Simultaneamente ao evento em Minas, outras cidades também realizarão atos, a exemplo de São Paulo, onde será lançado o livro “Luiz Inácio LUTA da Silva: Nós vimos a prisão do Lula”, organizado por Esther Solano, com textos de Márcia Tiburi, Tata Amaral, Manuela D’Avila, Aldo Zaiden e outros. A partir das 19 horas, na Peixaria Mitsugi.

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, um dos receios do PT para hoje à noite é quanto à ausência de governadores. Essa preocupação, inclusive, teria sido objeto de debate da cúpula do partido em São Paulo.

Durante reunião, dirigentes se queixaram do fato de o governador da Bahia, Rui Costa, não ter participado de recente encontro convocado pela presidente da legenda, senadora Gleisi Hoffmann (PR). Temendo baixas, o comando do partido definiu como prioridade insistir na presença dos governadores petistas, de aliados e de ex-ministros no ato de lançamento.

Noticia ao Minuto

PT decide não declarar apoio no segundo turno da suplementar

Nenhum candidato será apoiado pelo Partido dos Trabalhadores do Tocantins (PT/TO) no segundo turno das eleições suplementares para o governo do Tocantins.

Em reunião de avaliação das eleições, realizada nesta segunda-feira, 4, em Palmas, a Comissão Executiva Estadual decidiu, por unanimidade, não apoiar as candidaturas postas para as eleições que acontecem no próximo dia 24 em todo Estado, tendo em vista que nem o programa defendido pelo PHS quanto pelo PR não vão ao encontro das defesas do PT.

Na reunião os membros da Executiva definiram que as duas candidaturas postas não representam os programas e projetos do PT e, conforme consta na resolução 002/2018 publicada pela sigla, os candidatos não defendem a luta dos trabalhadores e trabalhadoras.

Diante dos debates feitos sobre o processo eleitoral, a Comissão Executiva Estadual orienta, por meio da resolução, que seus dirigentes e filiados não apoiem candidatos nesta eleição suplementar.

“Ontem a executiva estadual do PT em uma reunião ampliada decidiu por ampla maioria não apoiar no segundo turno nenhuma das duas candidaturas por não representar o que defendemos. Solicitamos aos nossos companheiros que ninguém faça manifestação pública de apoio nesse segundo turno da eleição suplementar”, disse o presidente do PT/TO, deputado Zé Roberto.

Eleições de outubro

Ainda na reunião, os membros da Executiva do PT/TO definiram que os esforços da sigla seguem voltados para as eleições ordinárias, que acontecem em outubro e já possuem um calendário de definição de candidaturas. “Vamos focar a nossa energia na eleição em outubro para que possamos eleger os nossos candidatos a deputados estaduais, federais, senadores e ao governo. Esse é o nosso objetivo e é para isso que essa direção está trabalhando. Vamos à luta, vamos trabalhar e alcançar a vitória em outubro”, finalizou Zé Roberto.

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Ascom PT

TSE nega recurso e mantém PT na coligação de Amastha

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garantiu ao Partido dos Trabalhadores do Tocantins (PT/TO) a continuidade na Coligação A Verdadeira Mudança.

Composta pelos partidos PT, PTB, PODEMOS, PSB e PCdoB, a coligação traz Carlos Amastha (PSB) como candidato ao governo e Célio Moura (PT) como candidato a vice-governador nas eleições suplementares.

O relator do processo no TSE, ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, entendeu nesta terça-feira, 22, que todos os trâmites legais foram respeitados pelo Diretório Estadual do PT e por isso “não se vislumbram os requisitos necessários à concessão da pretendida tutela de urgência”.

Consta no relatório, que o atendimento ao recurso eleitoral interposto pelo PT – Diretório Nacional, contra acórdão do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE/TO), que julgou improcedente a retirada do PT da coligação e de todos os materiais de divulgação a título de propaganda eleitoral, “afetaria, de imediato, a esfera jurídica do candidato ao cargo de vice-prefeito, Célio Moura, e lhe acarretaria danos irreversíveis, haja vista a exiguidade do período destinado à campanha eleitoral”.

No entendimento do magistrado o pedido feito pelo PT – Diretório Nacional, para anular a convenção regional é improcedente tendo em vista que o processo relativo à coligação e seu registro foi regular e por isso deve ser deferido.

Em seu recurso, o Diretório Nacional, afirma que o PT/TO não teria cumprido a determinação nacional de apoio aos partidos e personalidades que se opuseram ao processo de impeachment da presidente, Dilma Rousseff, mas o relatório de Carvalho Neto é categórico ao trazer à luz que, “o candidato Carlos Amastha se posicionou desfavoravelmente ao processo de impeachment da ex-presidente Sra. Dilma Rousseff, tendo assinado carta em sua defesa junto com outros 14 (quatorze) prefeitos de capitais” e completa afirmando que tal fato “afasta, ao menos neste juízo preliminar, a suposta desobediência às diretrizes partidárias elencadas pelo ora recorrente”.

 Entenda

Com a convenção partidária realizada em 22 de abril pelo PT/TO, na Sede do Partido em Palmas, ficou definido que a sigla seguiria nas eleições suplementares na coligação com o PSB e o registro foi feito junto ao TRE.

Por entender que a candidatura que merecia seu apoio seria a da senadora Kátia Abreu (PDT), o PT – Diretório Nacional entrou com recurso no TRE/TO onde pediu a retirada liminar do PT da coligação com Amastha e ainda a retirada da sigla do partido de todos os materiais de campanha, o que foi negado pelo TRE no último dia 14 de maio e referendado pela negativa desta terça publicada pelo TSE.

Ascom: Secretaria de Comunicação PT-TO

PT lançará pré-candidatura de Lula no dia 27, diz deputado após visita

Wadih Damous encontrou com o ex-presidente nesta segunda (21), na condição de seu advogado.

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR), escolheu o dia 27 de maio para o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência em todo o Brasil. A informação foi repassada pelo deputado federal Wadih Damous (PT), que visitou o petista na manhã desta segunda (21) na condição de seu advogado.

O parlamentar afirmou à militância do acampamento Lula Livre, nos arredores da PF, que o ex-presidente pediu para enfatizar que no dia 27 o lançamento ocorrerá em cada cidade brasileira onde o PT está organizado.

“Pouco importa se em cada ato tenha 10 pessoas, tenha 5 pessoas, tenha 500 pessoas. O importante é o somatório em todo o Brasil de cada um desses atos, para deixar claro que o presidente Lula é o nosso candidato”, disse Damous.

O deputado também afirmou que Lula está bem-humorado, ainda que indignado. “Está bem abrigado, está bem agasalhado, tem praticado exercícios, está bem-humorado. Agora, é claro que ele está indignado com essa perseguição que se abate sobre ele.”

Segundo Damous, Lula voltou a dizer que não quer receber um indulto, mas sim o reconhecimento de sua inocência.

Na última sexta-feira (18), a juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução penal do petista, cumpriu decisão do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) que deferiu pedido da OAB do Paraná para assegurar a Damous o direito ao exercício profissional como advogado de Lula. Com informações da Folhapress.

Noticia ao Minuto

Pareceres do MPE dão sinal verde para candidatura de Amastha a governador e também à coligação com o PT

Procurador da República Álvaro Manzano, que usou jurisprudência do TSE para casos semelhantes, diz que norma que determina a desincompatibilização seis meses antes não se aplica a eleições suplementares.

Pareceres do MPE (Ministério Público Eleitoral), emitidos na noite desta segunda-feira, 7 de maio, são favoráveis aos registros das candidaturas a governador na eleição suplementar do ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB)  e do seu vice, Célio Moura, bem como à sua coligação com o PT.

Nos documentos, o MPE, por meio do procurador da República Álvaro Manzano, avaliou pedidos de impugnações protocolados pelas coligações lideradas por Mauro Carlesse, Kátia Abreu, Vicentinho Alves, pelo candidato Márlon Reis e pelo Diretório Nacional do PT.

Os adversários de Amastha questionam o suposto não cumprimento do prazo de desincompatibilização, pois em eleições ordinários os prefeitos que querem concorrer a outro cargo precisam renunciar seis meses antes do pleito. 
Para o procurador, porém, essa norma não se aplica à eleição suplementar, que sequer estava prevista e não haveria como Amastha se beneficiar do cargo de prefeito para se cacifar politicamente.

“No entanto, tratando-se de eleição suplementar, entendo possível a mitigação dos prazos de desincompatibilização, em razão de tratar de situação excepcional, marcada especialmente pela urgência e imprevisibilidade. Isso porque no caso de eleições suplementares, como não havia sequer previsão de sua realização, não seria possível ao ora requerente fazer uso do cargo para beneficiar-se”, sustenta Manzano.

O procurador, para reforçar seu posicionamento, citou dois casos semelhantes julgados pelo TSE como jurisprudência. Em ambos, os candidatos puderam concorrer no pleito suplementar sem a necessidade de cumprir os seis meses fora do cargo que ocupavam.

Coligação com o PT está legal

Baseado em jurisprudência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e citando dois casos concretos julgados, Manzano, em outro parecer, opina que Kátia e sua coligação não têm legitimidade para questionar atos internos de outras coligações e partidos. Kátia ingressou na Justiça para ter o apoio do PT, que na sua convenção firmou respaldo ao projeto de Carlos Amastha, inclusive indicando o candidato a vice-governador Célio Moura.

Já em relação ao pedido do PT Nacional, que também buscava levar o PT do Estado para os braços de Kátia, Manzano mostrou que o partido não publicou no Diário Oficial da União qualquer norma para as eleições estaduais.

Além disso, o procurador explica que mesmo considerando resolução publicada no site do PT nacional válida, a sigla do Tocantins não desrespeitou regra alguma. “De outro lado, ainda que se admita como válida Resolução do Diretório Nacional sobre o Processo Eleitoral de 2018, publicada pelo partido em seu site, que determina como eixo central de apoio nos Estados e no Distrito Federal aos partidos e personalidades que se opuseram ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, verifica-se que não houve descumprimento da mesma.”, salienta o parecer, ao dizer que o posicionamento de Amastha não se opôs a resolução petista.

Campanha está no caminho certo

Para o candidato Carlos Amastha, o parecer é uma mostra que a campanha está no caminho correto, respeitando as regras e normas eleitorais. “Nós não temos dúvidas da legalidade da nossa campanha e confiamos na Justiça. Sempre acreditamos que estamos fazendo as coisas de forma correta, por isso estamos com mais força nas ruas e maior apoio da população. Os outros candidatos que parecem estar em dúvida sobre suas campanhas”, destacou Amastha, ao tomar conhecimento do parecer.

PARECER 2 (1) agora 

Ascom PSB 40 Tocantins

Amastha consegue registrar candidatura com Célio Moura de vice e vai recorrer de ordem do PT

Apesar de intervenção do PT Nacional, sobre coligação e apoio, Amastha registra candidatura com vice petista, Célio Moura; O ex-prefeito não foi até o TRE.

O candidato ao Governo e ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), enviou ao Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE), nessa segunda, 23, representantes para realizar seu registro de candidatura, ainda com o advogado petista, Célio Moura, como candidato a vice-governador, apesar da intervenção Nacional do Partido dos Trabalhadores.

“Eu não tenho conhecimento do pedido, nos temos que tomar conhecimento, saber do teor para depois manifestar. Não sabemos nem o que tá escrito lá”, afirmou o advogado Leandro Manzano. 

Ainda no final da tarde, a chapa de Amastha tinha um futuro incerto com a declaração de intervenção do PT Nacional que impedia a aliança do partido com o ex-prefeito, e também que o PT ficasse contra a também candidata ao Governo, Senadora Kátia Abreu.

Manzano e vereador da base protocolam candidatura de Amastha com PT na vice (T1 Notícias)

T1noticias