PT lança pré-candidatura de Lula nesta sexta em Minas Gerais

Ato ocorrerá a partir das 18 horas, na cidade de Contagem.

OPT lança nesta sexta-feira (8) a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, com ato a partir das 18 horas, na cidade de Contagem, em Minas Gerais.

Condenado a 12 anos e um mês de prisão, por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá (SP), o ex-presidente cumpre pena, desde o dia 7 de abril, na superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (PR).

A previsão inicial era de que o lançamento ocorresse no mês passado mas, segundo os petistas, houve dificuldades para encontrar hotéis dispostos a acomodá-los, depois dos ataques sofridos durante a caravana de Lula pelo Sul do país.

“Convidamos todos os Diretórios Estaduais e Municipais do PT, nossa militância, os movimentos sociais que lutam contra o golpe e a prisão injusta do ex-presidente Lula”, diz a convite publicado no site do partido.

Simultaneamente ao evento em Minas, outras cidades também realizarão atos, a exemplo de São Paulo, onde será lançado o livro “Luiz Inácio LUTA da Silva: Nós vimos a prisão do Lula”, organizado por Esther Solano, com textos de Márcia Tiburi, Tata Amaral, Manuela D’Avila, Aldo Zaiden e outros. A partir das 19 horas, na Peixaria Mitsugi.

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, um dos receios do PT para hoje à noite é quanto à ausência de governadores. Essa preocupação, inclusive, teria sido objeto de debate da cúpula do partido em São Paulo.

Durante reunião, dirigentes se queixaram do fato de o governador da Bahia, Rui Costa, não ter participado de recente encontro convocado pela presidente da legenda, senadora Gleisi Hoffmann (PR). Temendo baixas, o comando do partido definiu como prioridade insistir na presença dos governadores petistas, de aliados e de ex-ministros no ato de lançamento.

Noticia ao Minuto

PT decide não declarar apoio no segundo turno da suplementar

Nenhum candidato será apoiado pelo Partido dos Trabalhadores do Tocantins (PT/TO) no segundo turno das eleições suplementares para o governo do Tocantins.

Em reunião de avaliação das eleições, realizada nesta segunda-feira, 4, em Palmas, a Comissão Executiva Estadual decidiu, por unanimidade, não apoiar as candidaturas postas para as eleições que acontecem no próximo dia 24 em todo Estado, tendo em vista que nem o programa defendido pelo PHS quanto pelo PR não vão ao encontro das defesas do PT.

Na reunião os membros da Executiva definiram que as duas candidaturas postas não representam os programas e projetos do PT e, conforme consta na resolução 002/2018 publicada pela sigla, os candidatos não defendem a luta dos trabalhadores e trabalhadoras.

Diante dos debates feitos sobre o processo eleitoral, a Comissão Executiva Estadual orienta, por meio da resolução, que seus dirigentes e filiados não apoiem candidatos nesta eleição suplementar.

“Ontem a executiva estadual do PT em uma reunião ampliada decidiu por ampla maioria não apoiar no segundo turno nenhuma das duas candidaturas por não representar o que defendemos. Solicitamos aos nossos companheiros que ninguém faça manifestação pública de apoio nesse segundo turno da eleição suplementar”, disse o presidente do PT/TO, deputado Zé Roberto.

Eleições de outubro

Ainda na reunião, os membros da Executiva do PT/TO definiram que os esforços da sigla seguem voltados para as eleições ordinárias, que acontecem em outubro e já possuem um calendário de definição de candidaturas. “Vamos focar a nossa energia na eleição em outubro para que possamos eleger os nossos candidatos a deputados estaduais, federais, senadores e ao governo. Esse é o nosso objetivo e é para isso que essa direção está trabalhando. Vamos à luta, vamos trabalhar e alcançar a vitória em outubro”, finalizou Zé Roberto.

resolução pt 2018_2turnoSuplementares

Ascom PT

TSE nega recurso e mantém PT na coligação de Amastha

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garantiu ao Partido dos Trabalhadores do Tocantins (PT/TO) a continuidade na Coligação A Verdadeira Mudança.

Composta pelos partidos PT, PTB, PODEMOS, PSB e PCdoB, a coligação traz Carlos Amastha (PSB) como candidato ao governo e Célio Moura (PT) como candidato a vice-governador nas eleições suplementares.

O relator do processo no TSE, ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, entendeu nesta terça-feira, 22, que todos os trâmites legais foram respeitados pelo Diretório Estadual do PT e por isso “não se vislumbram os requisitos necessários à concessão da pretendida tutela de urgência”.

Consta no relatório, que o atendimento ao recurso eleitoral interposto pelo PT – Diretório Nacional, contra acórdão do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE/TO), que julgou improcedente a retirada do PT da coligação e de todos os materiais de divulgação a título de propaganda eleitoral, “afetaria, de imediato, a esfera jurídica do candidato ao cargo de vice-prefeito, Célio Moura, e lhe acarretaria danos irreversíveis, haja vista a exiguidade do período destinado à campanha eleitoral”.

No entendimento do magistrado o pedido feito pelo PT – Diretório Nacional, para anular a convenção regional é improcedente tendo em vista que o processo relativo à coligação e seu registro foi regular e por isso deve ser deferido.

Em seu recurso, o Diretório Nacional, afirma que o PT/TO não teria cumprido a determinação nacional de apoio aos partidos e personalidades que se opuseram ao processo de impeachment da presidente, Dilma Rousseff, mas o relatório de Carvalho Neto é categórico ao trazer à luz que, “o candidato Carlos Amastha se posicionou desfavoravelmente ao processo de impeachment da ex-presidente Sra. Dilma Rousseff, tendo assinado carta em sua defesa junto com outros 14 (quatorze) prefeitos de capitais” e completa afirmando que tal fato “afasta, ao menos neste juízo preliminar, a suposta desobediência às diretrizes partidárias elencadas pelo ora recorrente”.

 Entenda

Com a convenção partidária realizada em 22 de abril pelo PT/TO, na Sede do Partido em Palmas, ficou definido que a sigla seguiria nas eleições suplementares na coligação com o PSB e o registro foi feito junto ao TRE.

Por entender que a candidatura que merecia seu apoio seria a da senadora Kátia Abreu (PDT), o PT – Diretório Nacional entrou com recurso no TRE/TO onde pediu a retirada liminar do PT da coligação com Amastha e ainda a retirada da sigla do partido de todos os materiais de campanha, o que foi negado pelo TRE no último dia 14 de maio e referendado pela negativa desta terça publicada pelo TSE.

Ascom: Secretaria de Comunicação PT-TO

PT lançará pré-candidatura de Lula no dia 27, diz deputado após visita

Wadih Damous encontrou com o ex-presidente nesta segunda (21), na condição de seu advogado.

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR), escolheu o dia 27 de maio para o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência em todo o Brasil. A informação foi repassada pelo deputado federal Wadih Damous (PT), que visitou o petista na manhã desta segunda (21) na condição de seu advogado.

O parlamentar afirmou à militância do acampamento Lula Livre, nos arredores da PF, que o ex-presidente pediu para enfatizar que no dia 27 o lançamento ocorrerá em cada cidade brasileira onde o PT está organizado.

“Pouco importa se em cada ato tenha 10 pessoas, tenha 5 pessoas, tenha 500 pessoas. O importante é o somatório em todo o Brasil de cada um desses atos, para deixar claro que o presidente Lula é o nosso candidato”, disse Damous.

O deputado também afirmou que Lula está bem-humorado, ainda que indignado. “Está bem abrigado, está bem agasalhado, tem praticado exercícios, está bem-humorado. Agora, é claro que ele está indignado com essa perseguição que se abate sobre ele.”

Segundo Damous, Lula voltou a dizer que não quer receber um indulto, mas sim o reconhecimento de sua inocência.

Na última sexta-feira (18), a juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução penal do petista, cumpriu decisão do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) que deferiu pedido da OAB do Paraná para assegurar a Damous o direito ao exercício profissional como advogado de Lula. Com informações da Folhapress.

Noticia ao Minuto

Pareceres do MPE dão sinal verde para candidatura de Amastha a governador e também à coligação com o PT

Procurador da República Álvaro Manzano, que usou jurisprudência do TSE para casos semelhantes, diz que norma que determina a desincompatibilização seis meses antes não se aplica a eleições suplementares.

Pareceres do MPE (Ministério Público Eleitoral), emitidos na noite desta segunda-feira, 7 de maio, são favoráveis aos registros das candidaturas a governador na eleição suplementar do ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB)  e do seu vice, Célio Moura, bem como à sua coligação com o PT.

Nos documentos, o MPE, por meio do procurador da República Álvaro Manzano, avaliou pedidos de impugnações protocolados pelas coligações lideradas por Mauro Carlesse, Kátia Abreu, Vicentinho Alves, pelo candidato Márlon Reis e pelo Diretório Nacional do PT.

Os adversários de Amastha questionam o suposto não cumprimento do prazo de desincompatibilização, pois em eleições ordinários os prefeitos que querem concorrer a outro cargo precisam renunciar seis meses antes do pleito. 
Para o procurador, porém, essa norma não se aplica à eleição suplementar, que sequer estava prevista e não haveria como Amastha se beneficiar do cargo de prefeito para se cacifar politicamente.

“No entanto, tratando-se de eleição suplementar, entendo possível a mitigação dos prazos de desincompatibilização, em razão de tratar de situação excepcional, marcada especialmente pela urgência e imprevisibilidade. Isso porque no caso de eleições suplementares, como não havia sequer previsão de sua realização, não seria possível ao ora requerente fazer uso do cargo para beneficiar-se”, sustenta Manzano.

O procurador, para reforçar seu posicionamento, citou dois casos semelhantes julgados pelo TSE como jurisprudência. Em ambos, os candidatos puderam concorrer no pleito suplementar sem a necessidade de cumprir os seis meses fora do cargo que ocupavam.

Coligação com o PT está legal

Baseado em jurisprudência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e citando dois casos concretos julgados, Manzano, em outro parecer, opina que Kátia e sua coligação não têm legitimidade para questionar atos internos de outras coligações e partidos. Kátia ingressou na Justiça para ter o apoio do PT, que na sua convenção firmou respaldo ao projeto de Carlos Amastha, inclusive indicando o candidato a vice-governador Célio Moura.

Já em relação ao pedido do PT Nacional, que também buscava levar o PT do Estado para os braços de Kátia, Manzano mostrou que o partido não publicou no Diário Oficial da União qualquer norma para as eleições estaduais.

Além disso, o procurador explica que mesmo considerando resolução publicada no site do PT nacional válida, a sigla do Tocantins não desrespeitou regra alguma. “De outro lado, ainda que se admita como válida Resolução do Diretório Nacional sobre o Processo Eleitoral de 2018, publicada pelo partido em seu site, que determina como eixo central de apoio nos Estados e no Distrito Federal aos partidos e personalidades que se opuseram ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, verifica-se que não houve descumprimento da mesma.”, salienta o parecer, ao dizer que o posicionamento de Amastha não se opôs a resolução petista.

Campanha está no caminho certo

Para o candidato Carlos Amastha, o parecer é uma mostra que a campanha está no caminho correto, respeitando as regras e normas eleitorais. “Nós não temos dúvidas da legalidade da nossa campanha e confiamos na Justiça. Sempre acreditamos que estamos fazendo as coisas de forma correta, por isso estamos com mais força nas ruas e maior apoio da população. Os outros candidatos que parecem estar em dúvida sobre suas campanhas”, destacou Amastha, ao tomar conhecimento do parecer.

PARECER 2 (1) agora 

Ascom PSB 40 Tocantins

Amastha consegue registrar candidatura com Célio Moura de vice e vai recorrer de ordem do PT

Apesar de intervenção do PT Nacional, sobre coligação e apoio, Amastha registra candidatura com vice petista, Célio Moura; O ex-prefeito não foi até o TRE.

O candidato ao Governo e ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), enviou ao Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE), nessa segunda, 23, representantes para realizar seu registro de candidatura, ainda com o advogado petista, Célio Moura, como candidato a vice-governador, apesar da intervenção Nacional do Partido dos Trabalhadores.

“Eu não tenho conhecimento do pedido, nos temos que tomar conhecimento, saber do teor para depois manifestar. Não sabemos nem o que tá escrito lá”, afirmou o advogado Leandro Manzano. 

Ainda no final da tarde, a chapa de Amastha tinha um futuro incerto com a declaração de intervenção do PT Nacional que impedia a aliança do partido com o ex-prefeito, e também que o PT ficasse contra a também candidata ao Governo, Senadora Kátia Abreu.

Manzano e vereador da base protocolam candidatura de Amastha com PT na vice (T1 Notícias)

T1noticias

Direção Nacional usa resolução e intervém para impedir PT de disputar contra Kátia

Suplente da senadora Katia Abreu, Donizeti Nogueira confirmou que entrou com recurso contra decisão do PT Regional de apoiar Amastha e foi acolhido pela Direção Nacional.

“O PT não pode ficar de sacana, de desleal. A senadora Gleisi Hoffman fez um acordo ontem, que foi desrespeitado. Então nós entramos com um recurso e a Direção Nacional usou uma resolução que determina que a posição do partido em eleições estaduais seja discutida com  a Nacional”.

Com estas palavras, o suplente de Senador, Donizeti Nogueira confirmou ao site que o PT Nacional intervirá no Tocantins nas próximas horas impedindo a aliança da legenda com o ex-prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB).

Segundo Nogueira, após uma conversa com a Nacional, o deputado Paulo Mourão havia retirado sua candidatura. Durante o dia no entanto, seu grupo articulou para levar o partido para o palanque de oposição à senadora Kátia Abreu, da qual  a legenda tem o suplente. “Depois de toda a defesa que a senadora fez, em nível nacional, pela presidente Dilma, pelo PT, pelo presidente Lula, e contra o impeachment é impensável que o partido vá subir num palanque de oposição a ela, para tentar derrotá-la no Tocantins”, disse Nogueira.

A decisão que acata o recurso impetrado na Nacional deverá ser comunicada ao partido nas próximas horas, informou Nogueira.

O site entrou em contato com a direção nacional, que confirmou que “o Diretório Nacional do PT, reunido nesta segunda-feira, 23, em Curitiba, anulou os atos da Convenção do PT Tocantins e determinou a retificação da ata incluindo o partido na Coligação que apoia a candidatura da senadora Kátia Abreu ao governo do Estado nas eleições suplementares de 3 de junho”, declara a Executiva Nacional em nota.

Com a intervenção confirmada caberá ao PSB substituir o vice, ou mantê-lo e recorrer judicialmente.

T1noticias

Vice de Amastha, Célio Moura afirma: “PT entra de corpo e alma e mobilizará militância em todo o Estado”

Petista histórico do Tocantins, o advogado Célio Moura, radicado em Araguaína, foi apresentado há pouco como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Carlos Amastha na eleição suplementar marcada para o próximo dia 3 de junho.

O anúncio foi feito pelo próprio Amastha, na convenção do PSB do Tocantins realizada na noite deste domingo, dia 22, no Espaço Cultural, em Palmas. “Estamos vindo de corpo e alma. Não chegamos apenas para faze parte da fotografia. Estaremos todos os dias em todos os atos desta campanha. Não vamos deixar que esse Estado caia nas mãos das pessoas que sempre administram esse Estado durante toda a sua existência”, afirmou Célio Moura.

Moura garantiu a presença da militância nas ruas pelo projeto encabeçado por Amastha de transformação do Tocantins, como o ex-prefeito fez na capital do Estado. “Temos condições de fazer a campanha nos 139 municípios, através dos trabalhadores rurais, dos comerciários, comerciantes, moimentos sociais, militância do PT que é a nossa maior riqueza”, complementou.

Para Amastha, a vinda de Célio Moura representa o “PT em sua essência”. “É o PT do sonho de todos nós.. É o PT que está do nosso lado. O PT que revolucionou a saúde, da educação, reduziu a pobreza no país.”

Presente na convenção, o deputado estadual Zé Roberto declarou que opção por Amastha foi amplamente discutida internamente no partido. “É um momento difícil do país e há mudanças que precisamos fazer no país e no Estado. O PT toma decisões após discussão dentro do partido. E o caminho foi apoiar Amastha e tendo Célio moura como vice. Célio é companheiro de lutar, de luta pelo povo trabalhador. Vamos caminhar para vitória juntos com os partidos aliados. Entramos com força de nossa história, de nossa militância. Vamos à vitória em 3 de junho”, declarou.

Imprensa Carlos Amastha

Lula pede para receber Ciro, colegas do PT e líderes estudantis

Advogados do ex-presidente entregaram pedido formal à juíza Carolina Lebbos na sexta-feira (20).

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva elaborou um pedido para receber visitas do pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, além de membros do PT e lideranças estudantis na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

De acordo com informações do UOL, o documento foi entregue pela defesa do ex-presidente à juíza federal Carolina Lebbos na sexta-feira (20). Preso desde o último dia 7, Lula só teve autorização para ver familiares e advogados até o momento.

Para os advogados de Lula, os pedidos de visita devem ser acatados pela magistrada por conta da “relação de amizade” entre o petista e as pessoas que querem visitá-lo, o que estaria de acordo com a lei sobre visitas a pessoas presas.

A Lei de Execução Penal determina que um preso pode receber “visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados”.

Confira abaixo a lista de pessoas que Lula pediu para ver na prisão:

Ciro Gomes, ex-ministro e pré-candidato à Presidência pelo PDT

Zeca Dirceu, deputado federal (PT-PR)

Eduardo Suplicy, vereador pelo PT em São Paulo e ex-senador

Carlos Lupi, presidente do PDT

André Figueiredo, líder do PDT na Câmara

Marianna Dias, presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes)

Pedro Gorki, presidente da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas)

Luiz Marinho, ex-ministro de Lula e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo

Paulo Pimenta, líder do PT na Câmara

Wadih Damous, deputado federal (PT-RJ)

Noticias ao Minuto

Existe uma usina de intrigas”, diz Ciro sobre relação com Lula e o PT

Presidenciável afirmou que as razões disso são impedir a união dos partidos de esquerda no segundo turno e uma estratégia para garantir capital político do ex-presidente.

“O Lula para mim não é um mito ou uma figura distante, mas um amigo de muitos anos. Muitos anos. Desde 1988, quando era um jovem prefeito de Fortaleza e ele uma mirabolância, uma promessa”, afirmou Ciro, ao ser questionado por jornalistas sobre declarações recentes de Lula.

Ex-ministro do petista, Ciro disse que a única verdade no que é dito é que ajuda Lula há 16 anos. Sobre o PT, ele afirma que não é crítico ao partido, mas ao modelo econômico adotado pela sigla e pelo PT ter facilitado a “chegada de quadrilheiros ao poder, a ponto de colocar Michel Temer como vice”.

Ciro declarou mais uma vez que Lula não estará na disputa à Presidência, o que diz considerar injusto.

O pré-candidato também negou que pediu ao ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad que fosse seu vice. “Eu nunca procurei o Haddad para ser meu vice. Me perguntaram o que achava e disse que seria um dream time. Nunca esteve na minha cogitação que seria meu vice. O PT o lançará candidato e é natural que o faça”, afirmou.

O presidenciável negou ainda que exista diálogos nesse sentido com Marina Silva, por quem afirma ter grande estima. “Como posso querer a Marina de vice se ela é maior do que eu?”, disse.

Segundo o pré-candidato, ainda não é momento para definições de alianças e que todo mundo está conversando com todo mundo.

Ele afirmou que tem falado amiúde com todo mundo do PSB, partido ao qual foi filiado no passado e no qual diz ter amizades profundas.

Questionado sobre a proximidade com Márcio França, pré-candidato pela sigla ao governo de São Paulo, Ciro disse que tem conversado com o vice de Alckmin e que torce muito por ele. “Não sei qual será o destino do PDT, mas ele fará história em São Paulo.”

Questionado sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro (PSL) vencer a eleição, o presidenciável afirmou que há resignação em São Paulo diante da candidatura do deputado.

“Vejo em São Paulo uma certa resignação de que o Alckmin não dando no couro, ele vai virando um mal menor para esse mundo criptoconservador. Não consigo ver isso. Há muita inconsistência”, disse.

O pedetista diz que a campanha na televisão vai clarear o cenário na disputa. Questionado sobre a estratégia que usará, uma vez que tem pouco tempo de TV, respondeu: “Tirando mais voto que o adversário. Isso deixa comigo que eu sei fazer.”

ÁGUA E VINHO

O presidenciável falou com a imprensa após palestrar para um público de empresários na zona sul de São Paulo.

No discurso, Ciro defendeu o livre comércio, a reforma fiscal, a mudança na política cambial do país, a tributação sobre herança e lucros e dividendos, além de uma reforma tributária que não seja remendo para fazer o país voltar a crescer, o que segundo ele não acontece desde os anos 80.

Em entrevista, o coordenador de campanha do presidenciável, o economista Nelson Marconi, defendeu que a presença do estado na economia e a produção industrial para gerar crescimento econômico, pontos defendidos por Ciro durante a palestra.

Questionado se seu projeto econômico para o país se assemelhava ao de Dilma Rousseff, Ciro disse que era como comparar água e vinho e criticou a política de desoneração praticada no governo da petista.

Apesar de discordar de Dilma, o pré-candidato também saiu em defesa da ex-presidente, dizendo que ela sofreu impeachment sem praticar crime, dando lugar a uma “quadrilha de ladrões”.

Noticias ao Minuto