PM apreende quatro máquinas caça-níqueis em ‘mini cassino’ que funcionava em casa

Corporação deteve um cliente e um funcionário do local, que foram ouvidos e liberados.

 

Irmã de baleado em posto pede punição de PM suspeito de atirar: ‘Foi para executar’

Silvio César da Costa Júnior, de 27 anos, está internado em estado gravíssimo no Hugo; soldado Bruno Correira de Araújo teve prisão mantida pela Justiça.

A irmã do profissional autônomo Silvio César da Costa Júnior, de 27 anos, baleado enquanto estava com amigos em um posto de gasolina de Goiânia, pede a punição do soldado Bruno Correira de Araújo, suspeito de atirar no jovem. Elisa da Costa diz que o irmão foi vítima de uma injustiça, que não fez nada de errado e que o policial queria matá-lo sem conhecê-lo.

A assessoria de comunicação do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) informou ao G1, às 13h30 desta segunda-feira (13), que o estado de saúde de Sílvio era gravíssimo. Ele está internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sedado, respirando com ajuda de aparelhos.

“Eu nem sei dizer o que realmente me revolta porque várias pessoas que estavam ali no local têm nos mandando áudios narrando o que de fato ocorreu. Foi para executar realmente, um ser humano que ele nem conhecia. Ele nunca viu meu irmão. Ele mandou o Júnior se deitar, ele já havia deitado, já estava rendido, não ia fazer nada. Ele abaixou e colocou a arma na cabeça do meu irmão”.

“A minha família tem base, meus pais souberam criar todos os filhos, temos defeitos como todos os seres humanos, mas isso eu posso honrar meu irmão”, disse.

Em nota, a assessoria de Comunicação da PM informou à TV Anhanguera, no sábado (11), que uma equipe foi ao local do fato e conduziu o militar até a Central de Flagrantes, onde foi detido. No domingo, Bruno foi submetido a audiência de custódia, e a Justiça decidiu pela permanência da prisão do soldado.

G1 não conseguiu localizar a defesa de Bruno Araújo.

Autônomo Sílivo Júnior foi baleado por PM de folga, em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Autônomo Sílivo Júnior foi baleado por PM de folga, em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Autônomo Sílivo Júnior foi baleado por PM de folga, em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera).

O caso ocorreu na tarde de sábado, em um posto de combustíveis em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, um amigo da vítima, que estava no local, disse em depoimento que que a confusão começou quando o militar chegou no posto “muito alterado” e tentou puxar conversa com um grupo de pessoas, mas teria sido ignorado pelas pessoas.

Segundo o delegado André Botesini, responsável pelo caso, os policiais militares colegas de Bruno disseram que o PM havia revidado a uma suposta agressão, mas o fato teria sido desmentido pelas testemunhas que estavam no local do crime.

“Nós temos o relato dos policiais militares, que teria havido um entrevero e ele teria reagido a uma suposta agressão do autor. Este fato é desmentido por todas as testemunhas ouvidas no local. Vamos verificar se há imagens de circuito interno ou do posto de gasolina ou de comércio nas redondezas”, disse o delegado.

A Polícia Civil está investigando as circunstâncias do crime. O policial relatou aos agentes que o prenderam que foi intimidado pelo grupo que estava no posto de combustível e reagiu em legitima defesa.

Duas testemunhas já foram ouvidas e contradizem o relato. “Elas dizem que houve uma discussão, mas provocada pelo policial. Ele deu uma coronhada em um homem e atirou no Silvio depois”, relatou o delegado.

A arma usada no crime foi apreendida. Ela tem o brasão da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). “Possivelmente foi repassada pela Polícia Militar ao suspeito, mas isso ainda tem que ser confirmado pela corporação”, completou o delegado.

Arma usada por policial militar preso por atirar em autônomo (Foto: Vitor Santana/G1)Arma usada por policial militar preso por atirar em autônomo (Foto: Vitor Santana/G1)

Arma usada por policial militar preso por atirar em autônomo (Foto: Vitor Santana/G1)

Bottesini explicou ainda que vai pedir à PM informações sobre a ficha funcional do aluno soldado para saber se há algum registro de comportamento violento ou algum outro desvio de conduta.

Paralelamente será pedido junto ao Hugo informações sobre a lesão sofrida. Isso vai ajudar a ter noção da posição em que a vítima estava no momento do disparo e a distância em que ele foi dado.

“Está caracterizada a tentativa de homicídio. Agora é preciso saber em que circunstâncias: se foi em legitima defesa ou se esses dados vão ser qualificadoras para o crime”, completou o delegado.

O inquérito tem 10 dias para ser concluído e encaminhado ao Poder Judiciário.

Confusão

Um amigo da vítima, que estava no local, disse em depoimento à Polícia Civil que que a confusão começou quando o militar chegou no posto de combustíveis muito alterado e tentou puxar conversa com um grupo de pessoas. Como eles não deram atenção a ele, se irritou, sacou a arma e começou a atirar.

“Ele deu uma coronhada na minha cabeça. Todo mundo correu. Ele disse que já tinha chamado a viatura e correu atrás da gente com a arma. Eu corri na frente e só escutei o tiro. Quando olhei para trás, vi que ele tinha atirado no Júnior”, relatou Heberson de Souza.

O Bruno Correia é aluno soldado da PM. Segundo a Polícia Civil, ele já atuava nas ruas. Ele foi preso em flagrante por tentativa de homicídio. A delegada Caroline Paim disse que o policial confirmou que atirou contra Sílvio.

“Ele relatou que estava bebendo em um posto e travou uma discussão e efetuou disparo numa forma de tentar se defender de agressões”, disse.

G1 Tocantins.

PM de folga é preso suspeito de atirar em autônomo durante briga em posto de combustíveis

A vítima foi socorrida e encaminhada para o hospital. Amigo do homem baleado também foi agredido e diz que militar estava bastante alterado.

Um policial militar foi preso na noite de sexta-feira (10) suspeito de atirar contra a cabeça do autônomo Silvio César da Costa Júnior, de 27 anos, durante uma briga em um posto de combustível em Goiânia. A vítima foi socorrida e encaminhada para o hospital. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, “o caso será apurado pelos órgãos competentes”.

Um amigo da vítima, que estava no local, disse em depoimento à Polícia Civil que que a confusão começou quando o militar Bruno Correia de Araújo chegou no posto de combustíveis muito alterado e tentou puxar conversa com um grupo de pessoas. Como eles não deram atenção a ele, se irritou, sacou a arma e começou a atirar.

“Ele deu uma coronhada na minha cabeça. Todo mundo correu. Ele disse que já tinha chamado a viatura e correu atrás da gente com a arma. Eu corri na frente e só escutei o tiro. Quando olhei para trás, vi que ele tinha atirado no Júnior”, relatou Heberson de Souza.

Em nota, a assessoria de Comunicação da PM informou que uma equipe foi ao local e conduziu o militar até a Central de Flagrantes. Ele ficou à disposição da Polícia Judiciária para a realização dos procedimentos legais.

O Bruno Correia é aluno soldado da PM. Segundo a Polícia Civil, ele já atuava nas ruas. Ele foi preso em flagrante por tentativa de homicídio. A delegada Caroline Paim disse que o policial confirmou que atirou contra Sílvio. “Ele relatou que estava bebendo em um posto e travou uma discussão e efetuou disparo numa forma de tentar se defender de agressões”, disse.

A assessoria de imprensa do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) informou que o estado de saúde dele é gravíssimo e está em cirurgia com a equipe neurológica.

G1 Tocantins.

Delegado e agentes são denunciados pela morte de sargento da PM em bar

Caso foi registrado em abril deste ano, na região sul de Palmas. Policiais e delegado foram afastados, mas voltaram a trabalhar; eles vão responder por homicídio.

A Justiça aceitou denúncia contra o delegado Cassiano Ribeiro Oyama e os agentes de polícia Gustavo Ferreira de Sena Balduíno e DavidNeme Muradas.

Os três são acusados pela morte do sargento da Polícia Militar José Maria Rodrigues, 50 anos. O caso foi registrado em abril deste ano durante uma abordagem feita por eles em um bar na região sul de Palmas.

A denúncia foi aceita pelo juiz José Ribamar Mendes Júnior, da 1ª Vara Criminal de Palmas, nesta quarta-feira (8). Os três foram denunciados por homicídio.

O sargento da PM morreu após ser atingido por três disparos enquanto estava em um bar de Taquaralto, região sul da capital, por volta da meia-noite do dia 27 de abril. Ele chegou a ser levado para o Hospital Geral de Palmas, mas não resistiu. O policial foi atingido no braço, joelho e abdômen com balas de fuzil e revólver ponto 40.

G1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e aguarda resposta.

Em abril, a SSP informou que o delegado Cassiano Oyama, que respondia pela delegacia de Homicídios, havia sido chamado para um reforço policial no 5º DP. Ele e dois agentes passavam pelo bar quando perceberam o som alto e o sargento “visivelmente sob efeito de álcool”.

O delegado e os policiais teriam pedido que ele abaixasse o volume, momento em que Rodrigues reagiu mostrando a arma de fogo. Os policiais chegaram a ser afastados após a morte, mas voltaram a trabalhar em outras funções.

Sargento José Maria Rodrigues morreu após ser baleado em um bar (Foto: Arquivo Pessoal)

Entenda

O sargento da Polícia Militar José Maria Rodrigues de Almeida morreu na manhã de sexta-feira (27). Ele estava internado em estado grave no Hospita Geral de Palmas, após ter sido atingido por três tiros, durante uma confunsão envolvendo um delegado e dois agentes da Polícia Civil. O caso aconteceu em um bar localizado em Taquaralto, região sul da capital, por volta da meia-noite.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que durante a abordagem os agentes de polícia saíram do carro, apresentaram-se e pediram para que a arma fosse colocada no chão. Os policiais afirmam que o sargento se negou e apontou a arma para eles. Momento em que reagiram e dispararm quatro tiros, sendo que três atingiram a vítima.

O delegado e policiais afirmam que só depois de solicitar o socorro identificaram que a vítima era sargento da PM.

A Polícia Militar afirmou que o sargento não efetuou qualquer disparo contra a equipe da polícia civil. Disse ainda que instaurou procedimentos para esclarecer e apurar o caso e designou o corregedor-geral para acompanhar as investigações.

Sargento da PM morto em fazenda é enterrado em cemitério de Porto Nacional

Caso está sendo investigado pela delegacia de homicídios e foi colocado sob sigilo. Vítima foi encontrada com várias marcas de tiros, inclusive na cabeça, próximo da sede de fazenda.

Foi enterrado na manhã desta quinta-feira (8) o corpo do sargento da Polícia Militar Junivaldo Pereira de Melo, de 43 anos. Ele foi velado na casa de parentes e enterrado por volta das 11h no cemitério São Pedro, em Porto Nacional.

O corpo saiu em cortejo do local onde estava sendo o velório e foi levado até o cemitério em um veículo do Corpo de Bombeiros.

A morte está sendo investigada pela Delegacia de Homicídios de Porto Nacional, mas foi colocada sob sigilo. Melo foi encontrado com várias marcas de tiros, inclusive na cabeça, em uma fazenda. O corpo passou por perícia e a polícia aguarda resultado do laudo.

Há suspeita de que o militar tenha sido executado, mas apenas as investigações poderão confirmar o que ocorreu.

Terceiro sargento da PM foi encontrado morto com marca de tiro (Foto: Arquivo pessoal)

Entenda

O terceiro sargento Junivaldo Pereira de Melo, de 43 anos, foi encontrado morto na zona rural de Porto Nacional, a 52 quilômetros de Palmas, na manhã desta terça-feira (7). A Polícia Militar informou que ele tinha várias marcas de tiros pelo corpo, inclusive na cabeça e no rosto.

O militar estava de folga em uma fazenda de amigos na zona rural de Porto Nacional. O corpo foi encontrado em um matagal a cerca de 200 metros da sede da fazenda. Ainda conforme a PM, a arma do militar não foi encontrada e não havia sinais de luta corporal.

A perícia esteve no local e o corpo foi levado para o IML. O caso foi repassado para a Delegacia de Homicídios de Porto Nacional

O terceiro sargento Junivaldo Pereira de Melo estava na Polícia Militar desde 2004 e trabalhava no 6º Batalhão, em Taquaralto. Ele deixa um filho.

 G1 Tocantins.

Velório foi feito na casa de parentes do policial (Foto: Divulgação)Velório foi feito na casa de parentes do policial (Foto: Divulgação)

Velório foi feito na casa de parentes do policial (Foto: Divulgação)

Acusado de matar sargento da PM em tiroteio é condenado a 35 anos de prisão

Crime aconteceu em um correspondente bancário de Araguaína, em 2017. Réu foi condenado por latrocínio e roubo; ele está preso no Piauí e pode recorrer da decisão.

O acusado de matar o sargento da Polícia Militar Jandres Alves Bezerra foi condenado a mais de 35 anos de prisão. Manoel Valdinar Cavalcanti dos Santos foi julgado nesta quarta-feira (1º). O crime aconteceu em maio do ano passado, após o militar reagir a um assalto e trocar tiros com dois criminosos em um correspondente bancário em Araguaína, norte do Tocantins.

O terceiro sargento, que tinha 43 anos, estava na fila de um correspondente bancário esperando para ser atendido, quando dois homens entraram no local. Ele reagiu ao assalto e começou a trocar tiros, mas foi baleado e morreu no local.

Conforme o Tribunal de Justiça, Santos foi condenado por latrocínio contra o policial e roubo contra as demais pessoas que estavam no correspondente bancário.

Crime aconteceu em um correspondente bancário em Araguaína (Foto: Divulgação)Crime aconteceu em um correspondente bancário em Araguaína (Foto: Divulgação)

Crime aconteceu em um correspondente bancário em Araguaína (Foto: Divulgação)

“Logo, além do crime de latrocínio que vitimou Jandres, houve também a tentativa de roubo contra os demais clientes que estavam na agência e que concretamente sofreram a coação por parte dos autores, os quais só não conseguiram chegar a seu intento por circunstâncias alheias à sua vontade”, explicou o juiz Francisco Vieira Filho na decisão.

O réu foi condenado a 23 anos e nove meses de reclusão pelo crime de latrocínio e a mais quatro anos de prisão pelos roubos. Ao todo, a pena é de 35 anos. Além disso, o juiz determinou que Santos deverá pagar uma indenização de R$ 20 mil aos herdeiros da vítima.

Santos está preso na penitenciária Gonçalo de Castro Lima, em Floriano (PI), onde cumpre pena por porte ilegal de arma. Ele foi defendido por um defensor público e ainda pode recorrer da decisão. O G1 procurou a Defensoria Pública e aguarda resposta da defesa.

Entenda

O outro suspeito do crime era Paulo Josias de Moura. Ele foi baleado na perna durante o tiroteio e conseguiu fugir, mas foi localizado pela PM e morreu após um novo confronto.

Manoel Valdinar Cavalcante dos Santos conseguiu fugir do estado usando o nome de Elismar Cavalcante dos Santos. Ele foi preso oito dias após o crime no estado do Piauí, mas não chegou a ser transferido para o Tocantins porque está cumprindo pena por porte ilegal de arma de fogo no outro estado.

G1 Tocantins.

Lei estabelece multa para quem passar trote à PM, Samu e Bombeiros no Tocantins

A multa a ser aplicada é de até dois salários mínimos. Lei foi sancionada pelo governador do Tocantins e vai entrar em vigor num prazo de 90 dias.

Quem passar trote à Polícia Militar, ao Corpo de Bombeiros e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) vai ser multado em até dois salários mínimos. É o que estabelece uma lei sancionada pelo governador Mauro Carlesse e publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (27). Ela entra em vigor num prazo de 90 dias.

O objetivo é inibir a prática que atrapalha os serviços de socorro e segurança. A norma se aplica aos assinantes ou responsáveis pela linha telefônica que acionar os serviços de emergência de forma indevida, com má-fé, que não tenha como objetivo o atendimento solicitado ou a situação real do que for informado.

Segundo estabelece a lei, quando o proprietário da linha telefônica ou o responsável pela ligação for identificado, será enviado relatório ao órgão estadual competente, que fará o auto de infração e encaminhará a multa ao endereço da pessoa.

O responsável terá um prazo de 30 dias para apresentar defesa por escrito ao órgão competente, que poderá cancelar a multa a depender da situação.

A prática já é prevista no Código Penal, que estabelece pena de detenção de um a seis meses ou multa para quem interrompe ou perturba o serviço telefônico.

O trote atrapalha o trabalho dos serviços de emergência. No início do ano, o Sistema Integrado de Operações, que é composto pela Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Guarda Metropolitana, disse que registrou aumento no número de trotes em Palmas. São cerca de 3 mil ligações indevidas por mês.

Dois morrem durante ação da PM em Dianópolis; policiais dizem que vítimas ameaçaram atirar

Militares disseram que foram atender uma denúncia de que grupo armado estaria fazendo ameaças na cidade. Maior parte dos suspeitos fugiu, mas dois ficaram para trás e teriam desobedecido ordem para largar as armas.

Dois homens foram mortos pela Polícia Militar de Dianópolis, na região sudeste do Tocantins, na manhã desta terça-feira (24). Segundo o delegado Clezio Cândido Lima Neves, a PM foi chamada pela manhã em por moradores de uma rua do setor Santa Luzia. Eles reclamavam que homens armados estariam fazendo ameaças no local. Os dois mortos seriam parte deste grupo.

Uma equipe de três policiais foi ao local. A maior parte do grupo fugiu assim que eles chegaram, mas Pablo Henrique Almeida Santos, de 23 anos e um menor de idade de 17 anos ficaram para trás. Eles teriam tentado se esconder dentro de uma casa abandonada, mas foram flagrados pelos militares no local.

Segundo o delegado, testemunhas disseram que os policiais pediram que os homens largassem as armas, mas não foram atendidos. Os dois homens não chegaram a atirar, mas os PMs afirmam que eles fizeram menção de apanhar as armas. Foi quando os tiros aconteceram. Os dois morreram no local.

A Polícia Civil informou que a casa foi periciada e os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal de Natividade, onde devem ser examinados. Não foi informada a quantidade de tiros que atingiu cada um.

Segundo o delegado, além dos três militares, duas testemunhas confirmaram que os homens estavam armados e que fizeram ameaças. Existe também a suspeita de que eles tenham consumido drogas e álcool, mas isso ainda será confirmado pelos exames no IML.

O menor de idade tinha passagens pela polícia e era investigado por ter relação com um homicídio na cidade e com o tráfico de drogas. O delegado destacou que deve ouvir mais testemunhas do caso na quarta-feira (25).

O Comando Geral da Polícia Militar em Palmas disse que deve se manifestar sobre o caso nesta quarta.

G1 Tocantins.

Mesmo com concurso da PM suspenso, candidatos se preparam para próximas fases

Mais de 70 mil candidatos fizeram as provas para concorrer a uma das 1.040 vagas. Concurso foi suspenso após decisão judicial; polícia investiga se houve fraudes na aplicação das provas.

Mais de 70 mil candidatos aguardam um desfecho do concurso da Polícia Militar do Tocantins. Ele foi suspenso em abril deste ano após uma decisão judicial e ainda não foi retomado. Uma investigação da Polícia Civil apontou que houve fraude durante a aplicação das provas. Os resultados da primeira fase não foram nem divulgados, mas alguns candidatos seguem se preparando para as próximas fases. (Veja o vídeo)

O servidor público Thyago de Oliveira fez provas para os cargos de soldado e oficial. Mesmo com o processo seletivo suspenso, ele ainda tem esperanças. “Estou na expectativa da aprovação e até hoje me preparo para o TAF [Teste de Aptidão Física]. Continuo estudando para uma ou outra oportunidade que poderá vir, porém aguardo com muita ansiedade o concurso da PM”.

Foram oferecidas mil vagas para soldado e outras 40 para oficial. As provas foram aplicadas em março deste ano. “Existe o primeiro fato, que é o da suspensão do concurso público da PM. Essa suspensão decorre da transição do governo, no qual houve uma medida cautelar deferida pelo desembargador à época. Após essa medida cautelar, houve um fato novo, que foi indícios de fraude”, explicou o advogado Pablo Araújo.

Candidato ao concurso da PM segue se preparando para as próximas fases (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O Ministério Público Estadual recomendou que o concurso da Polícia Militar não seja retomado pelo governo do estado. A recomendação é para que o governador Mauro Carlesse (PHS) dê uma resposta em 10 dias para informar quais providências vai tomar em relação ao concurso.

De acordo com o MPE, há suspeitas como envelopes violados, celulares apreendidos e vazamento de fotos do gabarito. Em Araguaína, 14 pessoas foram presas suspeitas de fraude durante o concurso, na operação Ateleia. Para a promotoria, as investigações sobre possíveis fraude, podem levar a anulação do concurso.

Por outro lado, a AOCP, empresa responsável pela aplicação das provas divulgou uma nota na última terça-feira (10) informando que será possível identificar e eliminar os candidatos que tentaram fraudar o concurso.

“Por fim, a AOCP reitera que até o momento as investigações demonstram, apesar da tentativa de fraude, a inexistência de qualquer prova de que algum candidato tenha obtido êxito em tal expediente, de forma a afetar a lisura do certame […]”, diz trecho de nota.

A Polícia Militar se manifestou sobre a suspensão do concurso na última segunda-feira (9). Em nota, a comissão organizadora informou que o concurso continua suspenso temporariamente por decisão judicial e decisão administrativa do Tribunal de Contas do Estado.

“Neste intuito, está envidando todos os esforços junto a estes órgãos para agilizar a solução dos entraves que fundamentam tais decisões. O Comando aguarda as decisões a fim de que possa dar continuidade às demais fases do concurso”, dizia nota enviada.

Concurso

As provas do concurso foram aplicadas no dia 11 de março. Ao todo, mais de 70 mil pessoas fizeram as provas em 17 cidades.

O concurso também é composto por avaliação de capacidade física, avaliação psicológica, médica e odontológica e investigação social. A previsão inicial era que o resultado final de todas as etapas do concurso fosse divulgado em agosto deste ano.

O subsídio inicial durante o Curso de Formação de Oficiais é de R$ 4.499,52 e para o Curso de Formação de Soldados é de R$ 2.215,10.

G1 Tocantins.

Promotoria recomenda que concurso da PM continue suspenso por suspeitas de fraude

Concurso está suspenso devido decisão judicial. Investigação apurou fraudes e delegado afirmou que todo o processo pode estar comprometido.

O Ministério Público Estadual recomendou que o concurso da Polícia Militar não seja retomado pelo governo do estado. Os resultados da primeira fase não foram divulgados ainda por causa de uma decisão da Justiça que determinou a suspensão, em abril deste ano. Além disso, uma investigação da Polícia Civil apontou que houve fraude durante a aplicação das provas e todo o concurso pode ser comprometido.

Conforme o MPE, a recomendação é para que o governador Mauro Carlesse (PHS) dê uma resposta em 10 dias para informar quais providências vai tomar em relação ao concurso.

As provas do concurso foram aplicadas em março deste ano. Conforme a 28ª Promotoria de Justiça da Capital, há inúmeras denúncias de envelopes violados e aparelhos celulares apreendidos. Na época do concurso, várias fotos de gabaritos chegaram a circular nas redes sociais.

Imagens de gabaritos circulam nas redes sociais (Foto: Arte G1)Imagens de gabaritos circulam nas redes sociais (Foto: Arte G1)

Imagens de gabaritos circulam nas redes sociais (Foto: Arte G1)

Para o promotor, as suspeitas de fraude podem resultar na anulação do concurso. A recomendação destaca que há investigações sendo feitas pela polícia em Palmas, Arraias e Araguaína. “Se depender do apurado nas investigações em curso, o referido certame deverá ser anulado, seja por via administrativa ou judicial”, disse o promotor.

Por outro lado, a empresa responsável pela aplicação das provas divulgou uma nota nesta terça-feira (10) informando que será possível identificar e eliminar os candidatos que tentaram fraudar o concurso.

“Por fim, a AOCP reitera que até o momento as investigações demonstram, apesar da tentativa de fraude, a inexistência de qualquer prova de que algum candidato tenha obtido êxito em tal expediente, de forma a afetar a lisura do certame […]”, diz trecho de nota.

A Polícia Militar se manifestou sobre a suspensão do concurso nesta segunda-feira (10). Em nota, a comissão organizadora informou que o concurso continua suspenso temporariamente por decisão judicial e decisão administrativa do Tribunal de Contas do Estado.

“Neste intuito, está envidando todos os esforços junto a estes órgãos para agilizar a solução dos entraves que fundamentam tais decisões. O Comando aguarda as decisões a fim de que possa dar continuidade às demais fases do concurso”, dizia nota enviada.

G1 procurou o governo do estado e a Polícia Militar na manhã desta terça-feira (10) para repercutir a recomendação do MPE e aguarda resposta.

Operação cumpriu mandados no Tocantins, Maranhão e Piauí (Foto: Polícia Civil/Divulgação)Operação cumpriu mandados no Tocantins, Maranhão e Piauí (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Operação cumpriu mandados no Tocantins, Maranhão e Piauí (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Suspeitos presos

A investigação em Araguaína, inclusive, resultou na operação Ateleia. Em cumprimento a mandados, a Polícia Civil prendeu 14 pessoas suspeitas de envolvimento em fraude durante o concurso.

Após a operação, o delegado José Anchieta de Menezes disse que o certame continuava comprometido, mesmo após a prisão dos suspeitos e a Polícia Civil ainda não identificou todos os beneficiados com as fraudes.

“É um dos riscos da continuidade deste concurso da Polícia Militar do Tocantins. Porque ainda não foi possível se chegar ao dano exato e impedir todos que teriam praticado a fraude. Corre o risco de, caso o concurso continue, pessoas que não foram aprovadas da forma devida entrem na Polícia Militar”, disse Anchieta.

Concurso

As provas do concurso foram aplicadas no dia 11 de março. Foram oferecidas 1 mil vagas para soldado e mais 40 para oficial da PM. Ao todo, mais de 70 mil pessoas fizeram as provas em 17 cidades.

O concurso também é composto por avaliação de capacidade física, avaliação psicológica, médica e odontológica e investigação social. A previsão inicial era que o resultado final de todas as etapas do concurso fosse divulgado em agosto deste ano.

O subsídio inicial durante o Curso de Formação de Oficiais é de R$ 4.499,52 e para o Curso de Formação de Soldados é de R$ 2.215,10.

G1 Tocantins.