MTST invade triplex atribuído a Lula no Guarujá, no litoral de SP

Líder do Movimento, Guilherme Boulos transmitiu a ocupação ao vivo nas redes sociais.

Militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) invadiram nesta segunda-feira (16) o apartamento 164-A do edifício Solaris no Guarujá, litoral de São Paulo. O triplex pertence ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com investigação da Justiça Federal. As informações são do R7.

A ocupação foi transmitida ao vivo nas redes sociais do líder do MTST e presidenciável Guilherme Boulos.

“MTST e a Povo Sem Medo acabam de ocupar o triplex do Guarujá, atribuído a Lula por Moro. Se é do Lula, o povo poderá ficar. Se não é, por que então ele está preso?”, diz mensagem na página de Boulos.

O ex-presidente cumpre pena de 12 anos e um mês desde o último dia 7, por suspeita de ter beneficiado a empreiteira OAS em contratos com a Petrobras. O imóvel no litoral é considerado propina paga pela empresa ao ex-presidente.

MTST e a Povo Sem Medo acabam de ocupar o triplex do Guarujá, atribuído a Lula por Moro. Se é do Lula, o povo poderá ficar. Se não é, por que então ele está preso? #Lulalivre #Vamos2018
Foto: Mídia NINJA 

Lula continua liderando nas pesquisas mesmo preso e Marina encosta em Bolsonaro

Sem Lula, 34% dos nordestinos declaram voto nulo ou branco nas eleições.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue na liderança da corrida eleitoral, mostrou a mais recente pesquisa do Datafolha, divulgada neste domingo, 15, uma semana depois de o líder petista ter sido preso no âmbito da operação Lava Jato.

Embora ainda lidere, o apoio a Lula diminuiu ante à pesquisa de janeiro. No melhor cenário agora, ele tem 31 por cento das intenções de voto, enquanto no final de janeiro seu melhor desempenho era de 37 por cento. O Datafolha ressalta, porém, que, como houve mudanças de pré-candidatos, não é possível fazer uma comparação direta entre as duas pesquisas.

Com Lula candidato, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) segue isolado em segundo lugar. Sem o petista candidato, a ex-senadora Marina Silva (Rede) cresce e encosta no deputado, configurando empate técnico —Bolsonaro aparece com 17 por cento e Marina chega até 16 por cento.

A margem de erro da pesquisa, realizada entre 11 e 13 de abril com 4.194 pessoas em 227 municípios, é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Mas quem “lidera” quando Lula não aparece como candidato é o segmento dos votos brancos/nulo/nenhum, que chega a 24 por cento.

Com Lula candidato, Bolsonaro tem até 16 por cento e Marina, 10 por cento. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) também cresce sem o petista no páreo, passando de 5 para 9 por cento.

Entre outros pré-candidatos, o Datafolha mostrou o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) com 6 por cento das intenções de voto, quando Lula aparece como candidato, e até 8 por cento sem Lula.

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) tem 1 por cento nas duas situações, enquanto o presidente Michel Temer aparece com 1 por cento e até 2 por cento, respectivamente, com e sem Lula.

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB) tem 8 por cento, quando Lula é candidato, e chega a 10 por cento sem ele.

Apesar de Lula estar preso —cumprindo pena por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP)—, o PT segue afirmando que seu principal líder é o candidato do partido nas eleições presidenciais de outubro.

Nos cenários sem Lula, o Datafolha considerou o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad ou o ex-ministro da Casa Civil e ex-governador da Bahia Jaques Wagner como potenciais candidatos do PT. Haddad aparece com 2 por cento e Wagner, com 1 por cento.

O Datafolha mostrou que 54 por cento das pessoas consideram a prisão de Lula como justa. Para 62 por cento dos pesquisados, o petista não disputará o pleito de outubro.

Por fim, o instituto de pesquisas disse que dois de cada três apoiadores de Lula votariam em alguém indicado por ele para as eleições caso o petista não possa mesmo disputar as eleições.

PF avalia transferência de Lula para quartel do Exército, diz colunista

Presença do ex-presidente na sede da corporação, em Curitiba, estaria inviabilizando a rotina dos policiais, já que um acampamento a favor do petista continua montado, em frente ao prédio, e atos estão sendo realizados diariamente

Desde que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se entregou à Polícia Federal, no último sábado (7), manifestantes a favor do petista montaram a acampamento, nas proximidades da superintendência da corporação, em Curitiba (PR).

Militantes, movimentos sociais e políticos se revezam, diariamente, em atos realizados no local, e protestam contra a prisão do ex-presidente.

O policiamento na região também foi reforçado, e há um esquema especial de segurança à porta do prédio da PF, para evitar que qualquer pessoa tenha acesso ao local.

A eles soma-se a presença da imprensa nacional e mundial, dia e noite, em busca de novidades relacionadas à situação do petista.

Tudo isso, de acordo com informações do colunista Lauro Jardim, de O Globo, tem feito a polícia estudar a chance de transferir Lula para outro lugar, já que sua presença estaria inviabilizando a rotina dos policiais na superintendência.

Não há, no entanto, prazo para a concretização da ideia. Ainda conforme o colunista, é possível que o ex-presidente seja levado para um quartel do Exército. Tudo, porém, depende de autorização do juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância, e pela ordem de prisão contra o petista.

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Lula pode ser candidato e eleito mesmo preso? Entenda

Saiba quais são as alternativas do ex-presidente para as próximas eleições.

Mais de 24 horas após o prazo dado pelo juiz Sérgio Moro para o ex-presidente Luiz Inácio Lula se apresentar, ele saiu caminhando, da sede do Sindicato dos Metalúrgicos, em direção a carros da Polícia Federal. A partir de agora, o petista ocupará um das celas da superintendência da PF em Curitiba.

Até o momento, Lula é pré-candidato do PT à presidência da República e lidera as pesquisas de intenção de voto em todos os cenários, segundo dados do Datafolha.

Mas, após condenação no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), a 12 anos um mês em regime fechado, o petista foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa e está impedido de concorrer a cargos políticos. 

Mas o que muitos têm se perguntado é se há brechas na lei que permitem a sua candidatura? Ou ainda se ele poderá disputar o pleito mesmo preso.

A reportagem do UOL conversou com o advogado e professor de Direito Constitucional da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Carlos Gonçalves Junior, que explica que “a legislação brasileira permite que qualquer cidadão realize um pedido de registro de candidatura”.

O especialista afirma ainda que o julgamento do STF não tem influência direta sobre a possibilidade ou não de Lula ser candidato. Essa questão deve ser analisada pela Justiça Eleitoral.

Enquanto não há pronunciamento definitivo da Justiça Eleitoral sobre a condição de elegibilidade de um candidato, Lula poderá continuar dizendo que será candidato e até registrar sua candidatura. O ex-presidente ainda poderá iniciar a campanha eleitoral a partir de 16 de agosto, se tiver apresentado o registro dela, conforme determina a lei.

Se o registro de candidatura de Lula for indeferido na primeira instância da Justiça Eleitoral, o petista poderá prosseguir com a campanha normalmente, pois ainda cabe recurso ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

“Até o trânsito em julgado [esgotamento de todos os recursos] para o pedido de candidatura, ele poderá ser candidato, mesmo que esteja preso”, esclarece o professor.

No entanto, se Lula tiver a candidatura indeferida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o STJ ainda pode dar ao petista uma liminar ou uma decisão que o torne elegível novamente, assim, Lula poderá tomar posse como presidente da República caso seja eleito.

De forma contrária, se o petista disputar as eleições e ganhar, mas continuar inelegível mesmo após apresentar recurso ao STJ, serão convocadas novas eleições.

Noticia ao Minuto

Lula acompanha julgamento ao lado de Dilma e está sereno, diz aliado

Ex-presidente está na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, na cidade de São Bernardo do Campo, desde as 11 horas.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou por volta das 11h ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, na cidade de São Bernardo do Campo, onde assiste ao julgamento do seu habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal (STF), desde as 14 horas. 

Cerca de 100 militantes já estavam no local desde as 9h, num ato de apoio ao ex-presidente. O clima entre os apoiadores era de tranquilidade, com apresentação de bandas nordestinas e dança.

No momento, pelo menos 200 pessoas acompanham a sessão por meio de um telão. Houve comemoração quando o ministro Gilmar Mendes, segundo a votar, concordou com a concessão do benefício ao petista.

Antes dele, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, e Alexandre de Moraes votaram contra o habeas corpus. Agora, votarão, pela ordem: Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cármen Lúcia.

O presidente estadual do PT em São Paulo, Luiz Marinho, afirmou que o ex-presidente está sereno. “O placar do julgamento, nesse momento, não importa. O Lula disse para ficarmos tranquilo e não comemorar antes da hora. Vamos aguardar o resultado final, que é o que interessa”, disse a jornalistas.

habeas corpus em questão tem como objetivo impedir eventual prisão de Lula após o fim dos recursos na segunda instância da Justiça Federal.

Segundo O Globo, Lula assiste ao julgamento no segundo dos três andares do prédio ao lado do ex-presidente Dilma Rousseff e dos governadores petistas Fernando Pimentel (Minas), Wellington Dias (Piauí) e Tião Vianna (Acre).

Também estão com o líder petista Márcio Macedo, um dos vice-presidentes do PT, o presidente do PT de São Paulo, Luiz Marinho, o presidente da CUT, Vagner Freitas, e os ex-ministros Miguel Rossetto e Carlos Gabas.

O ex-presidente obteve salvo-conduto para não ser preso até hoje, já que o julgamento do caso foi interrompido no dia 22 de março pelo STF. Lula foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a mais de nove anos de prisão e pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que aumentou a pena para 12 anos e um mês na ação penal do triplex do Guarujá (SP), na Operação Lava Jato.

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Ataque à caravana de Lula será tratado como tentativa de homicídio

Polícia constatou três tiros em dois veículos que faziam parte da comitiva do ex-presidente.

O delegado Fabiano Oliveira, responsável pela investigação sobre o ataque a tiros à caravana do ex-presidente Lula, informou que o caso será tratado como tentativa de homicídio.

Os disparos ocorreram na noite desta terça-feira (27), na saída da cidade de Quedas do Iguaçu, no Paraná, quando a caravana seguia para Laranjeiras do Sul.

A polícia constatou três tiros em dois veículos que faziam parte da comitiva. Oliveira informou ainda que um dos tiros foi disparado por arma calibre 380 e os outros disparos são de arma de calibre menor. 

“Foram pelo menos duas pessoas na ação, porque há tiros nos dois lados de um dos ônibus. O caso vai ser tratado como tentativa de homicídio”, disse o delegado.

Um dos veículos, que levava jornalistas e convidados estrangeiros, recebeu dois tiros na lataria. A Polícia também constatou uma marca no vidro, ocasionada por uma pedrada.

Outro ônibus, onde estavam parlamentares e convidados, também foi atingido na lataria. De acordo com o jornal ‘O Globo’, o presidente estava em um terceiro ônibus da caranava, que não recebeu disparos.

Noticias ao Minuto

‘Pense num cabra animado’, diz Lula após decisão do STF

Tribunal determinou que o ex-presidente não poderá ser preso até o próximo dia 4.

Às 19h15, um assessor lhe entregou o seu próprio celular. Lula e a ex-presidente Dilma Rousseff leram a notícia juntos.

Pouco antes, os ministros do Supremo tinham decidido adiar para o dia 4 de abril a discussão sobre o habeas corpus pedido pela defesa do petista.   

Atendendo a um pedido da defesa, seis dos 11 ministros votaram também por conceder uma liminar proibindo a sua prisão até essa data, sob o argumento de que o ex-presidente não poderia ser prejudicado por um atraso no julgamento que não aconteceu por culpa dele. 

Com gestos, o ex-presidente queixou-se da dificuldade de enxergar o texto, chamando o vice-presidente do PT Márcio Macedo para que lesse a notícia.

Numa rodinha, Lula, Dilma e Macedo conversaram. Até que o anfitrião do ato e coordenador do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), João Pedro Stedile, arrancasse o celular de sua mão.

Naquele momento, os participantes do ato tinham apenas informações incompletas. Pouco depois, Dilma assumiu o microfone para discursar.

Um assessor subiu ao palco e conversou com o ex-presidente. Lula ouviu depoimentos de simpatizantes que foram beneficiados com programas sociais em um ato sobre agricultura familiar.

No discurso, Lula disse esperar que os ministros do STF se debrucem sobre o mérito de seu processo. O ex-presidente repetiu que não está acima da lei.

“Eu quero apenas a lei e a justiça”, afirmou.

E demonstrou satisfação após saber da decisão: “Pense num cabra animado”.

Na próxima segunda (26) o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) julgará os últimos recursos de Lula naquela instância.

A partir dali, rejeitados os recursos, pela praxe do TRF-4, a prisão poderia ser decretada -a liminar, porém, agora impede que ele seja detido nas próximas duas semanas.

Lula está no Rio Grande do Sul em sua caravana pela região Sul. Ele tem enfrentado protestos diários nas cidades do interior gaúcho. Com informações da Folhapress.

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Lula: ‘Vou até o inferno para provar que culpados são os que me julgam’

Ex-presidente disse estar tranquilo em relação ao julgamento de seu habeas corpus, que ocorre nesta tarde (22), no STF.

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está no Rio Grande do Sul, durante mais uma etapa da caravana promovida pelo PT, evitou falar, nesta quinta-feira (22), sobre o julgamento do habeas corpus que tenta evitar a sua prisão, no Supremo Tribunal Federal (STF). O petista disse apenas estar tranquilo.

“Na verdade, o que eu quero é que alguma instância superior julgue o mérito desse processo. Não posso aceitar o conjunto de mentiras para tentar condenar o Lula. Estou tranquilo, com a tranquilidade dos inocentes. Eles estão com a intranquilidade dos culpados”, disse Lula, em entrevista à rádio Guaíba.

Os ministros do Supremo avaliam o pedido de habeas corpus nesta tarde. Na próxima segunda-feira (26), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) julgará os últimos recursos impetrados pela defesa de Lula na Corte. São embargos de declaração, que não têm o poder de alterar a sentença, apenas ajustar alguns pontos.

O ex-presidente foi condenado pela 8ª Turma do TRF-4, em janeiro, a 12 anos e um mês de prisão, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Os desembargadores revisaram e aumentaram a pena imposta pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato em primeira instância, que havia sentenciado o petista em nove anos e meio.

De acordo com informações de O Globo, Lula disse não ter medo de ser preso e citou a escolha da cidade de Curitiba para encerrar sua caravana na região Sul como prova disso.

“Eu vou ficar aqui (no Brasil). Aliás, estou indo para Curitiba na minha caravana, vou terminar lá em Curitiba na Boca Maldita. Eu não to acima da lei. Só quero a chance de ver o mérito do meu processo ser julgado”, afirmou.

Ele também prometeu “brigar muito” para provar inocência. “Não tenho do que me envergonhar. Quero enfrentar de cara erguida. Sobrevivi até agora (às acusações) porque tenho relação de honestidade com esse povo. Vou brigar muito, muito. Vou até o inferno para provar que o culpado é quem está tentando me julgar”.

Questionado se o fato de ele ser o único plano do PT para as próximas eleições presidenciais, Lula destacou que problemas têm os partidos sem uma “grande liderança”. “O defeito não é o PT ter uma grande liderança. O problema são os outros partidos não terem uma. O maior problema hoje do Brasil é a falta de lideranças”.

Para Lula, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não pode ser considerado a principal liderança do PSDB. “Ele não conta mais”, pontuou.

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Saiba o que pode acontecer com Lula a partir do dia 26

TRF-4 marcou para a próxima segunda-feira, às 13h30, julgamento do último recurso do ex-presidente.

TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) marcou para a próxima segunda-feira (26), às 13h30, o julgamento dos embargos de declaração do ex-presidente Lula. Os recursos não mudam o resultado, apenas pedem esclarecimentos sobre a sentença.

Os juízes federais da 8ª turma, responsáveis pelo julgamento do petista, já afirmaram que Lula deve começar a cumprir a pena com o fim do trâmite do processo na segunda instância, segundo entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) de 2016.
Caberá ao juiz Sergio Moro, da primeira instância, expedir a ordem de prisão. Ele também já se manifestou favoravelmente ao imediato cumprimento da sentença.

De acordo com a assessoria do TRF-4, se a decisão for unânime e mantiver o acórdão da apelação, o extrato da ata já pode servir para que o juiz de primeiro grau execute a pena.

O extrato sai no mesmo dia ou no dia seguinte do julgamento, dependendo do horário de término da sessão.

No caso de haver parcial provimento dos embargos, por exemplo, normalmente o juiz espera a publicação dos votos e o novo acórdão para expedir a ordem de prisão.

Uma resolução do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) firma um prazo de dez dias para que o acórdão seja publicado, mas costuma levar menos tempo. A assessoria também informa que embargos dos embargos não têm sido aceitos pela 8ª turma.

Os ministros do STF estão sendo pressionados para pautar outra vez a discussão sobre a prisão após condenação em segunda instância. Nesta quarta (21), a corte se reúne para a sessão de julgamentos e uma reunião administrativa.

Conforme revelou a Folha de S.Paulo, o ministro Marco Aurélio Mello deve apresentar uma questão de ordem para que o caso seja pautado imediatamente pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo.

Com uma possível mudança no entendimento, Lula poderia se livrar da prisão neste momento. Outros investigados na Lava Jato também seriam beneficiados.

TRIBUNAIS SUPERIORES

Os recursos aos tribunais superiores, STJ (Superior Tribunal de Justiça) e STF, são interpostos no próprio TRF-4. A partir da publicação do acórdão dos embargos de declaração, a defesa deve interpor o recurso em 15 dias.

Depois desses 15 dias, o Ministério Público Federal pode apresentar contrarrazões em 15 dias. Esses recursos são submetidos à vice-presidência do tribunal, que realiza o juízo de admissibilidade, funcionando como um filtro de acesso às instâncias superiores.

Nos casos de interposição conjunta de recurso especial (STJ) e extraordinário (STF), após o juízo de admissibilidade, os autos serão remetidos ao STJ que, ao concluir o julgamento do recurso especial, remete o recurso extraordinário ao STF.

O recurso especial indica violações à legislação federal, como o Código Penal, enquanto o extraordinário diz respeito a violações à Constituição.

AÇÃO PENAL

No dia 24 de janeiro deste ano, a corte aumentou a pena do petista para 12 anos e um mês de prisão. Em julho de 2017, Moro havia determinado nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP).

Segundo entendimento dos juízes, Lula foi beneficiado pela OAS com o apartamento e reformas no imóvel feitas pela construtora.

Em troca, a empresa teria sido agraciada com contratos com a PetrobrasO ex-presidente ainda é réu em outros dois processos que tramitam na 13ª Vara Federal de Curitiba – um envolve o sítio em Atibaia (SP) e outro, um terreno para o Instituto Lula. Ele também responde a outras quatro ações na Justiça Federal do Distrito Federal.

CANDIDATURA

A Lei da Ficha Limpa prevê que o réu condenado por um órgão colegiado não pode concorrer, mas garante ao candidato barrado um recurso chamado suspensão de inelegibilidade. Assim, o ex-presidente precisaria encaminhar o pedido ao STJ ou ao STF.

O limite para registro de candidatura é no dia 15 de agosto. Lula também pode pedir um efeito suspensivo no próprio TRF (Tribunal Regional Federal), argumentando, por exemplo, problemas em sua condenação.

A alternativa é apresentar a candidatura sem liminar. O Ministério Público constatará que ele não cumpre os requisitos e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) avaliará o caso.

Enquanto isso, o ex-presidente pode continuar candidato. O PT pode substituí-lo até 20 dias antes da eleição de outubro. Petistas têm afirmado que Lula concorrerá mesmo preso. Com informações da Folhapress.

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Existe uma usina de intrigas”, diz Ciro sobre relação com Lula e o PT

Presidenciável afirmou que as razões disso são impedir a união dos partidos de esquerda no segundo turno e uma estratégia para garantir capital político do ex-presidente.

“O Lula para mim não é um mito ou uma figura distante, mas um amigo de muitos anos. Muitos anos. Desde 1988, quando era um jovem prefeito de Fortaleza e ele uma mirabolância, uma promessa”, afirmou Ciro, ao ser questionado por jornalistas sobre declarações recentes de Lula.

Ex-ministro do petista, Ciro disse que a única verdade no que é dito é que ajuda Lula há 16 anos. Sobre o PT, ele afirma que não é crítico ao partido, mas ao modelo econômico adotado pela sigla e pelo PT ter facilitado a “chegada de quadrilheiros ao poder, a ponto de colocar Michel Temer como vice”.

Ciro declarou mais uma vez que Lula não estará na disputa à Presidência, o que diz considerar injusto.

O pré-candidato também negou que pediu ao ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad que fosse seu vice. “Eu nunca procurei o Haddad para ser meu vice. Me perguntaram o que achava e disse que seria um dream time. Nunca esteve na minha cogitação que seria meu vice. O PT o lançará candidato e é natural que o faça”, afirmou.

O presidenciável negou ainda que exista diálogos nesse sentido com Marina Silva, por quem afirma ter grande estima. “Como posso querer a Marina de vice se ela é maior do que eu?”, disse.

Segundo o pré-candidato, ainda não é momento para definições de alianças e que todo mundo está conversando com todo mundo.

Ele afirmou que tem falado amiúde com todo mundo do PSB, partido ao qual foi filiado no passado e no qual diz ter amizades profundas.

Questionado sobre a proximidade com Márcio França, pré-candidato pela sigla ao governo de São Paulo, Ciro disse que tem conversado com o vice de Alckmin e que torce muito por ele. “Não sei qual será o destino do PDT, mas ele fará história em São Paulo.”

Questionado sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro (PSL) vencer a eleição, o presidenciável afirmou que há resignação em São Paulo diante da candidatura do deputado.

“Vejo em São Paulo uma certa resignação de que o Alckmin não dando no couro, ele vai virando um mal menor para esse mundo criptoconservador. Não consigo ver isso. Há muita inconsistência”, disse.

O pedetista diz que a campanha na televisão vai clarear o cenário na disputa. Questionado sobre a estratégia que usará, uma vez que tem pouco tempo de TV, respondeu: “Tirando mais voto que o adversário. Isso deixa comigo que eu sei fazer.”

ÁGUA E VINHO

O presidenciável falou com a imprensa após palestrar para um público de empresários na zona sul de São Paulo.

No discurso, Ciro defendeu o livre comércio, a reforma fiscal, a mudança na política cambial do país, a tributação sobre herança e lucros e dividendos, além de uma reforma tributária que não seja remendo para fazer o país voltar a crescer, o que segundo ele não acontece desde os anos 80.

Em entrevista, o coordenador de campanha do presidenciável, o economista Nelson Marconi, defendeu que a presença do estado na economia e a produção industrial para gerar crescimento econômico, pontos defendidos por Ciro durante a palestra.

Questionado se seu projeto econômico para o país se assemelhava ao de Dilma Rousseff, Ciro disse que era como comparar água e vinho e criticou a política de desoneração praticada no governo da petista.

Apesar de discordar de Dilma, o pré-candidato também saiu em defesa da ex-presidente, dizendo que ela sofreu impeachment sem praticar crime, dando lugar a uma “quadrilha de ladrões”.

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