‘Eles vão ter que me engolir’, diz Lula num ato em Vitória

Ex-presidente iniciou nesta segunda-feira caravana pelo Espírito Santo e pelo Rio de Janeiro.

Dois dias após a divulgação de pesquisa Datafolha que o aponta na liderança da corrida presidencial em 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de bobagem a suposição de que pode não ser candidato na disputa.

“Como disse Zagallo, eles vão ter que me engolir”, disse, em referência a uma frase que ficou famosa na boca do ex-técnico da seleção Mário Jorge Lobo Zagallo.

Durante ato no centro de Vitória (ES), na noite desta segunda-feira (4), o petista afirmou: “Não fiquem com essa bobagem de que o Lula não será candidato, não. Vou ser candidato e vou ganhar as eleições”.

Um drone foi usado para detectar a ocorrência de manifestação antes que a comitiva chegasse ao ato.

Pouco antes de o petista assumir o microfone no ato, o presidente da CUT, Vagner Freitas, citou a pesquisa Datafolha para dizer que há uma tentativa de impedir a candidatura do ex-presidente. “Eleição sem Lula é golpe”, discursou.

Ao pé do palco, o coordenador das Caravanas de Lula e vice-presidente do PT, Marcio Macedo, disse que os números da pesquisa, somado às consultas encomendadas pelo partido, consolidam a candidatura do ex-presidente, algo irrevogável, segundo ele.

Em seu primeiro discurso após a divulgação da pesquisa, o ex-presidente também lembrou ter lançado, durante a disputa presidencial de 2002, uma carta aos brasileiros em uma tentativa de tranquilizar o mercado quanto a riscos de sobressalto na economia. E acrescentou: “Quero voltar a ser Lulinha paz e amor”.

Mais uma vez, Lula disse não depender do apoio do mercado, afirmando também que os empresários e banqueiros foram beneficiados em seu governo.

“O mercado vai precisar muito mais de mim do que eu deles”, disse.

Em seu discurso, Lula ironizou o desempenho do presidente Michel Temer nas pesquisas de opinião. Afirmou que o peemedebista terminará seu mandato, que disse ter conquistado via golpe, “devendo ao Datafolha e ao Ibope”.

Temer, de acordo com o Datafolha, é rejeitado por 71%, uma variação de dois pontos para baixo do registrado em setembro, dentro da margem de erro.

Sem citar o nome do prefeito de São Paulo,João Doria, Lula afirmou que o Brasil não está precisando de um gestor, “como se fosse uma oficina mecânica”, mas de alguém que entenda do país. Também afirmou que não tem vergonha de ser político, nem de seu partido.

CARAVANA

O discurso de Lula marcou a abertura de sua caravana pelos Estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. De Vitória, Lula seguirá até Campos, Maricá, Nova Iguaçu e Rio, passando por Cariacica.

Manifestantes chegaram a levar um trio elétrico ao aeroporto onde Lula era esperando por apoiadores. Mas, em menor número, se retiraram logo depois. 

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Em entrevista a jornal francês, Lula diz estar pronto para tomar poder

Ex-presidente também voltou a falar em convocação de referendo sobre reformas de Temer.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo ao jornal francês Le Monde que está pronto para “tomar o poder” em 2018 e que convocará um referendo para que a população dê o seu ponto de vista acerca das reformas que o governo de Michel Temer (PMDB) vem promovendo no Brasil.

À publicação – que afirma que, “aos 72, ele não perdeu nada da verve política” –, Lula garantiu que “ainda posso ajudar os pobres” e detonou as alegações que o colocam como um líder populista, chamando a comparação de “ridícula e hipócrita”.

“O que gera medo neles é que não vou deixar que se venda o patrimônio brasileiro. Não vamos vender a Amazônia, nem a Petrobras, a Eletrobras e os bancos públicos. Eles sabem que vamos privilegiar a produção, e não a especulação”, disse o petista, que lidera as pesquisas para as eleições presidenciais de 2018.

Resgatando a origem da crise brasileira, Lula voltou para o ano de 2013, época das manifestações de rua que, de acordo com o ex-presidente, tinha a Copa do Mundo de 2014 e as políticas de inclusão social do governo federal da presidente Dilma Rousseff (PT).

Lula não escondeu, porém, que ele e a sua sucessora cometeram um “erro gravíssimo”. “Dilma disse que não faria reformas, mas depois ela fez ajustes que atingiram os trabalhadores, dando a eles uma sensação de traição”, avaliou. A situação foi agravada pela presença do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato, na Presidência da Câmara dos Deputados.

O petista citou Cunha como “um homem obscuro” e reafirmou que “a destituição de Dilma foi um golpe de Estado”. “Contra Dilma, contra o PT e contra a ideia que eu me reapresente na eleição”, emendou Lula. Na sequência disso, o ex-presidente afirmou que é alvo de uma perseguição da Justiça, que já lhe condenou em um dos processos a que responde.

“Fui condenado em um processo em que o mesmo juiz [Sérgio Moro] reconhece que o apartamento não era meu e que não houve desvio de recursos da Petrobras”, queixou-se Lula. Sobrou ainda para o Ministério Público Federal (MPF) e para a Polícia Federal (PF).

“O juiz Sérgio Moro, refém da mídia, estava condenado a me condenar. Os procuradores, tomados pela megalomania, garantem que o Partido dos Trabalhadores queria o poder para roubar. Eles têm um comportamento de analfabetos políticos. A Polícia Federal mente, o procurador mente e o juiz Moro transforma essas mentiras em processos judiciais”, comentou. 

O petista pontuou ainda que “a hora da verdade chegará e o PT decidirá”, e que por isso passa a postura de promover um referendo para que o povo tenha voz a respeito das reformas do governo Temer, que “não tem política, não constrói nada, só destrói”.

“Se eu ganhar as eleições, haverá um referendo para perguntar ao povo a sua opinião. E este tema será debatido no Congresso”, concluiu.

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Lula articula chapa para o Senado com Suplicy e Haddad

Proposta foi apresentada por Lula e pelo presidente do diretório estadual do PT de São Paulo, Luiz Marinho.

OPT e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estudam lançar uma chapa para as eleições de 2018 em São Paulo com o ex-prefeito Fernando Haddad e o vereador Eduardo Suplicy na disputa pelo Senado.

A proposta foi apresentada por Lula e pelo presidente do diretório estadual do PT de São Paulo, Luiz Marinho, pré-candidato a governador, em reuniões com Haddad e Suplicy na quinta e sexta-feira, respectivamente, na sede do Instituto Lula.

Suplicy gostou. “Ponderei que isso significaria uma força muito grande para o PT, para a candidatura de Lula em São Paulo e para o candidato a governador”, disse. Já o ex-prefeito, segundo relatos, apontou as dificuldades da proposta. “Falei com o Fernando Haddad hoje (sexta-feira) e ele avaliou que se a Marta (Suplicy, PMDB) for candidata as pessoas podem votar em mim e nela do mesmo jeito que muitos podem votar nele e em outro candidato e é capaz de nós dois perdermos”, afirmou Suplicy.

Encaixar os dois principais líderes do partido em São Paulo na chapa para 2018 tem sido uma das maiores dificuldades de Lula e do PT estadual. A chapa idealizada teria Marinho para governador, Haddad ou Suplicy concorrendo ao Senado e um dos dois na disputa pela Câmara. Ambos são vistos como puxadores de votos em potencial, capazes de ajudar a eleger candidatos do PT a deputado. Mas nem o vereador nem o ex-prefeito aceitam se candidatar à Câmara. Suplicy chegou a dizer a Lula e Marinho que se não for candidato ao Senado prefere terminar o mandato de vereador, para o qual foi eleito com mais de 500 mil votos, um recorde na cidade.

Já Haddad tem evitado o confronto. O ex-prefeito se comprometeu a apoiar a pré-candidatura de Marinho que, em troca, ofereceu a vaga ao Senado, mas Haddad respondeu que só aceita se houver acordo com Suplicy. Lideranças do PT-SP não descartam a possibilidade de Haddad entrar na disputa pelo governo caso a candidatura de Marinho não decole.

Imposto de Renda

Num ato como pré-candidato do PT à Presidência, Lula disse ontem, em Diadema (SP), que “salário não é renda” e, portanto, o “povo” não deve pagar Imposto de Renda sobre seus vencimentos. Para o petista, a tributação deve recair sobre os “ricos”.

“Salário não é renda, portanto o povo não tem que pagar Imposto de Renda sobre salário. Quem tem que pagar Imposto de Renda é rico”, afirmou o ex-presidente, sem dar detalhes.

Lula fez comentário imediatamente depois de prometer revogar feitos da gestão Michel Temer como a mudança do modelo de concessão do pré-sal. “Eu vou voltar e se eu ganhar a gente vai revogar tudo isso”, disse. Lula participou de um ato em comemoração aos 35 anos da vitória do PT na eleição para a prefeitura da Diadema, em 1982, quando o partido tinha apenas um ano de existência e ocupou pela primeira vez a chefia de um Executivo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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‘Povo não tem que pagar Imposto de Renda sobre salário’, diz Lula

Para o petista, a tributação deve recair sobre os “ricos”

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato do PT à Presidência, disse neste sábado, 18, em Diadema, região do ABC, que “salário não é renda” e, portanto, o “povo” não deve pagar Imposto de Renda sobre seus vencimentos. Para o petista, a tributação deve recair sobre os “ricos”.

“Salário não é renda, portanto o povo não tem que pagar Imposto de Renda sobre salário. Quem tem que pagar Imposto de Renda é rico”, disse o ex-presidente no início da tarde deste sábado. Lula não entrou em detalhes sobre a proposta, mas citou como exemplos categorias profissionais que conseguem negociar aumentos salariais, mas viram alvo da Receita.

“Os coitados dos metalúrgicos, químicos, gráficos, fazem um acordo para receber um aumento de salário e, quando vem o aumento, a Fazenda leva tudo”, disse o petista. O ex-presidente fez o comentário imediatamente depois de prometer revogar feitos da gestão Michel Temer como a mudança do modelo de concessão do pré-sal. “Eu vou voltar e se eu ganhar a gente vai revogar tudo isso”, disse Lula que também não especificou quais atos da atual administração pretende revogar.

Lula participou neste sábado de um ato em comemoração aos 35 anos da vitória do PT na eleição para a prefeitura da cidade de Diadema. Em 1982, quando o partido tinha apenas um ano de existência, o então petista Gilson Menezes, egresso do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, venceu as eleições levando o PT a ocupar pela primeira vez um posto no Executivo. Com informações do Estadão Conteúdo. 

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Lula lidera pesquisa para Presidência em todos os cenários brasileiros

Em segundo e terceiro lugares aparecem Jair Bolsonaro e Marina Silva.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria as eleições presidenciais em todos os cenários, mostra pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira, 19, pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) aparece em segundo lugar em todos os cenários testados.

Segundo o levantamento, Lula teria hoje 20,2% das intenções de voto espontânea para presidente, ante 16,6% no levantamento CNT/MDA divulgado em fevereiro deste ano. Em seguida, aparecem Bolsonaro, com 10,9% (ante 6,5% em fevereiro); seguido pelo prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), com 2,4% (ante 0,3% em fevereiro).

Doria aparece na frente até mesmo da ex-senadora Marina Silva (Rede) e de seu padrinho político, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Se as eleições fossem hoje, Marina teria 1,5% das intenções de votos espontânea, ante 1,8% em fevereiro, enquanto o governador paulista teria 1,2%, ante 0,7% no levantamento anterior.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) aparece em sexto lugar, com apenas 1,2% das intenções de voto espontânea, seguido pelo senador Álvaro Dias (Podemos -PR), com 1%; pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), com 0,7%; pelo atual presidente Michel Temer (PMDB), com 0,4%. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), aparece em último, com 0,3%.

A soma de brancos/nulos ou indecisos chega a 48,2% das intenções de voto em setembro, ante 67,8% em fevereiro. Esses valores têm como base a consulta de intenção de voto espontânea, quando não é apresentado nenhum nome aos entrevistados

No cenário de consulta estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula também lidera nos três cenários da pesquisa com três diferentes candidatos do PSDB. No primeiro, contra Aécio, Lula tem 32,4%, seguido por Bolsonaro, com 19,8%; Marina Silva, com 12,1%; Ciro, 5,3% e Aécio, com 3,2%.

No segundo cenário, em que o candidato seria o atual governador de São Paulo, Lula tem 32% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro, com 19,4%; Marina Silva, com 11,4%, Alckmin, com 8,7%; e Ciro, em último lugar, com 4,6%. No cenário com Doria como candidato, Lula tem 32,7%; Bolsonaro, 18,4%; Marina, 12%; Dória, 9,4% e Ciro, 5,2%.

2º turno

Se as eleições presidenciais ocorressem agora, num eventual segundo turno, Lula venceria em todos os cenários, de acordo com pesquisa. De acordo com o levantamento, o adversário mais competitivo em 2018 seria o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Neste cenário, Lula venceria com 40,5% contra 28,5% do parlamentar.

O porcentual de Bolsonaro é próximo, contudo, do conquistado por Marina Silva (Rede), a segunda adversária mais competitiva diante do ex-presidente. Ela ficaria com 25,8% ante 38,9% do petista. Marina apresentou uma queda, contudo, em relação ao último levantamento. Em fevereiro, ela tinha 27,4% contra 38,9% do petista, num eventual segundo turno.

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), seria o candidato mais competitivo do PSDB, à frente do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP). Doria teria 25,2% contra 41,6% das intenções de voto de Lula. Já Alckmin alcança 23,2% da preferência contra 40,6% do petista.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) tem o pior desempenho contra Lula, entre os possíveis candidatos tucanos. O mineiro atinge 14,8% na pesquisa contra 41,8% do candidato do PT. Esses valores têm como base a intenção de voto estimulada.

A 134ª pesquisa CNT/MDA foi realizada entre os dias 13 e 16 de setembro. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 unidades federativas, das cinco regiões. A margem de erro é 2,2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.

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FHC e Malan inocentam Lula em depoimento, diz defesa

O petista é réu junto com seu filho Luis Cláudio Lula da Silva, ambos denunciados pelo MPF.

Os depoimentos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e do ex-ministro da Fazenda Pedro Malan dados à Justiça Federal do Distrito Federal nesta terça-feira (12), por meio de videoconferência, mostram que o petista não exerceu nenhum tipo de influência para a aprovação de medidas provisórias que oferecem benefícios fiscais a indústria automobilística para, assim, receber vantagens indevidas, informou a defesa do ex-presidente Lula (PT).

De acordo com o que informou o UOL, eles foram arrolados pela defesa na ação penal em que Lula é réu, no âmbito da Operação Zenotes. FHC prestou depoimento por cerca de 20 minutos e foi questionado pela defesa sobre os incentivos dados ao setor durante o seu governo. Foi a segunda vez que o ex-presidente deu esclarecimentos como testemunha de defesa de Lula.

O petista é réu junto com seu filho Luis Cláudio Lula da Silva, ambos denunciados pelo MPF (Ministério Público Federal) sob a suspeita de participarem de um esquema de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo a compra de 36 caças Gripen, da sueca Saab, pelo governo brasileiro.

Também prestaram depoimento o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, ambos das gestões petistas. Cardozo disse que nunca soube de nenhuma tramitação anormal de medida provisória relacionada ao setor automotivo.

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Lula diz que não chegou onde chegou ‘sem o dedo de Deus’

Ex-presidente esteve em Ouricuri, no sertão pernambucano.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (31) durante evento de sua caravana pelo Nordeste que não teria chegado onde chegou “sem o dedo de Deus”.

E que disputou a Presidência não apenas para “governar o país, porque governar qualquer um governa”. “O que eu queria era provar que sei cuidar deles”, disse, referindo-se ao povo.

Lula esteve em Ouricuri, no sertão pernambucano. Em tom paternalista e em franca campanha para 2018, defendeu o Nordeste, seu maior esteio eleitoral, o Bolsa Família e o tratamento que diz ter dispensado aos prefeitos brasileiros em seus dois mandatos.

“Fui o presidente que durante oito anos não deixou de receber nenhum prefeito de qualquer partido político”, disse.

Como tem sido praxe em seus discursos, Lula voltou a atacar “as elites” que, segundo ele, teriam sido responsáveis pelo impeachment da ex-presidente Dilma, que não gostam do Nordeste e que querem acabar com os programas sociais.

“As pessoas que são ricas não deram nenhuma importância e diziam que o Lula criou o Bolsa Família e que isso ia deixar todo mundo vagabundo”, disse.

“Eles derrubaram a Dilma porque o PT estava mostrando que o pobre não tem de morar na senzala.”

No final de seu discurso, Lula falou rapidamente sobre as denúncias de corrupção contra ele e que voltaria ao Nordeste para pedir desculpas à população se algo for provado.

Lula defendeu que a “mídia” faça o mesmo caso ele venha se inocentado das acusações. Com informações da Folhapress.

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PT cogita empresário para ser vice de Lula em 2018

Presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva é filho do ex-vice-presidente José Alencar.

Pré-candidato declarado ao Palácio do Planalto em 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está à procura de um vice para a chapa. No momento, o nome mais cotado, segundo aliados do petista, é o do empresário mineiro Josué Gomes da Silva, de 53 anos.

Presidente da Coteminas, Josué é filho do ex-vice-presidente José Alencar, eleito numa dobradinha com Lula em 2002 e 2006 e que morreu em março de 2011.

“O Josué vai ser o vice do Lula em 2018. Estive com os dois recentemente”, afirmou ao Estadão/Broadcast o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), ex-presidente do PT mineiro. Segundo o parlamentar, o ex-presidente e o empresário têm conversado sobre o assunto.

Josué – que adotou o sobrenome Alencar na eleição de 2014, quando concorreu ao Senado por Minas Gerais – é filiado ao PMDB desde 2013. Para viabilizar uma eventual candidatura a vice de Lula em 2018, ele teria de deixar o partido. O destino seria o PR, antigo PL, sigla à qual seu pai foi filiado quando se candidatou a vice-presidente e na qual se manteve durante todo o governo do petista.

O PR hoje integra a base aliada do presidente Michel Temer, mas seus principais dirigentes, como o ex-deputado Valdemar Costa Neto (SP) e o atual presidente da sigla, o ex-senador Antonio Carlos Rodrigues (SP), têm boa relação com Lula. “Sou o maior defensor dessa aliança. Mas é uma discussão partidária. Temos de aguardar os acontecimentos”, afirmou Rodrigues.

Segundo ele, o PR de Minas Gerais já convidou Josué para ingressar no partido. No Estado, porém, a ideia por enquanto é que o empresário seja candidato a governador. Em 2014, Josué ficou em segundo lugar na disputa por uma vaga de senador, com 3,6 milhões de voto, perdendo para Antonio Anastasia (PSDB), que obteve 5,1 milhões de votos.

‘Gestão’

Procurado, Josué não quis se pronunciar sobre uma eventual candidatura no ano que vem. Também não comentou os rumores sobre a migração do PMDB para o PR. Por meio de sua assessoria, o empresário afirmou que “está totalmente dedicado à gestão das empresas que preside”. O Instituto Lula também não comentou o assunto.

No PT, a avaliação é de que Josué como candidato a vice pode ajudar Lula a reconquistar o apoio do empresariado. “O nome do Josué sempre foi lembrado e admirado por nós para ser alguém que nos ajude na nova política que o Brasil precisa. São pessoas como ele que o PT precisa trazer para perto”, disse o senador Jorge Viana (PT-AC), um dos parlamentares mais próximos do ex-presidente.

Conforme Viana, na eleição de 2010, o nome do empresário chegou a ser cogitado como vice na chapa de Dilma Rousseff, mas houve resistência dentro do PMDB, que escolheu Temer.

De acordo com petistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast, as conversas sobre um nome para vice se dão, por enquanto, em um cenário no qual Lula será candidato, sem impedimento judicial. O petista foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão, no caso do triplex do Guarujá (SP).

Homenagem

O ex-presidente Lula recebeu nesta quarta-feira, 23, o título de doutor honoris causa da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), em Arapiraca. Na semana passada, quando iniciou sua caravana pelo Nordeste, o petista foi impedido pela Justiça Federal de receber o mesmo título na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Comissão de Ética e Disciplina expulsa Kátia Abreu do PMDB

Kátia Abreu, foi expulsa do PMDB por infidelidade partidária, com base em representação do Tocantins.

O Comissão de Ética e Disciplina do PMDB Nacional decidiu, por unanimidade dos nove membros, nesta terça-feira, 16, expulsar a senadora Kátia Abreu por considerar que ela feriu a ética e a disciplina partidária, com críticas à sigla, ao governo do presidente Michel Temer e por ter votado contra matérias defendidas pela legenda. A expulsão, chamada eufemisticamente pelo PMDB de “afastamento”, teve por base representação do diretório regional do Tocantins.

Agora a decisão da conselho de ética será encaminhada ao presidente nacional, senador Romero Jucá, que poderá referendar ou convocar a executiva nacional para isso. Conforme o CT apurou, Jucá deve confirmar a decisão do conselho e comunicar a expulsão da senadora ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO). Ela não poderá mais assumir cargos do partido no Senado, nem mais falar em nome do PMDB.

Além da representação que sustentou a decisão do conselho, existem outras três contra a senadora: uma também do Tocantins, outra da deputado federal tocantinense Dulce Miranda e uma da Comissão Nacional da Juventude. Outro caso, do voto da senadora em favor da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), no episódio do impeachment, foi arquivado porque outros parlamentares da legenda também foram absolvidos sob a mesma situação.

Lula e Dilma como testemunhas

Kátia Abreu na sua defesa apresentada também nesta quarta-feira indicou 24 testemunhas. Na lista estavam os ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. A congressista fez questão de destacar que a legenda não propôs nenhum tipo de punição a filiados condenados por crimes graves, como corrupção e formação de quadrilha, enquanto é acionada por infidelidade partidária.

Em sua defesa, a senadora diz que renomados nomes do PMDB têm enfrentado problemas de ordem criminal, sendo que alguns já foram condenados e presos – como o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. “Até mesmo o presidente da República foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República”, lembra. O partido, porém, não questionou a conduta de nenhuma desses filiados.

Entenda
A senadora Kátia Abreu deixou o PSD em setembro de 2013 para ingressar no PMDB. Ela teve importante papel para garantir o comando do partido no Estado ao governador Marcelo Miranda, que disputava a sigla com o então deputado federal Júnior Coimbra. Para isso, Kátia usou a influência que tinha junto ao então presidente nacional da sigla, Valdir Raupp, e ao então vice-presidente da República, Michel Temer.

Para dar a legenda a Kátia e Marcelo nas eleições do Tocantins de 2014, a cúpula peemedebista chegou a fazer uma intervenção em diretórios municipais do Estado às vésperas das convenções. Kátia foi colocada como vice-presidente do PMDB estadual na comissão provisória criada e assumiu a presidência com a saída do senador Waldemir Moka (MS).

Após a vitória de outubro de 2014, Kátia rompeu com Marcelo, numa briga homérica no final de dezembro daquele ano. Depois começou outra batalha pelo comando do PMDB tocantinense com o governador, que só acabou com um acordo na executiva nacional, que dividiu os cargos meio a meio, deixando a presidência com o marcelista Derval de Paiva.

Com a crise nacional se aprofundando, Kátia, então ministra da Agricultura do governo do PT, passou a criticar publicamente seu partido, o governador Marcelo Miranda e a cúpula do PMDB que a tinha ajudado em 2014. No impeachment, em 2016, a senadora assumiu a linha de frente de defesa de Dilma no Congressso. Após a posse de Temer, ela passou a criticar e votar contra o novo governo, ao mesmo tempo que engrossava a voz contra o ex-aliado Marcelo Mirada.

Kátia está conversando com o PDT e com o Podemos.

Confira a lista de testemunhas indicadas pela senadora Kátia Abreu:

1. Douglas Marcelo Alencar Schmitt – Tocantins
2. Ângela Alves – Tocantins
3. Alexandre Fleury Jardim – Tocantins
4. Jorge Wazeler Pés (Jorge Gaúcho) – Tocantins
5. Jair Martins – Tocantins
6. Deputado Estadual Rocha Miranda – Tocantins
7. Governador Ivo Sartori – Rio Grande do Sul
8. Senador Renan Calheiros – Alagoas
9. Senador Roberto Requião – Paraná
10. Senador Eduardo Braga – Amazonas
11. Senador Edson Lobão Filho – Maranhão
12. Senador Eunício Oliveira – Ceará
13. Senador Valdir Raupp – Rondônia
14. Senador Jorge Vianna – Acre
15. Senador Armando Monteiro – Pernambuco
16. Senador Wellington Salgado – Minas Gerais
17. Deputado Laura Carneiro – Rio de Janeiro
18. Deputado José Augusto Pugliesi – Tocantins
19. Ex. Governador André Puccinelli – Mato Grosso do Sul
20. Ex. Prefeito Eduardo Paes – Rio de Janeiro
21. Ex. Presidente Dilma Vanna Rousseff – Rio Grande do Sul
22. Ex. Presidente Luís Inácio Lula da Silva – São Paulo
23. Ministro Gilberto Kassab – São Paulo
24. Ministro Leonardo Picciani – Rio de Janeiro

 Fonte: Clebertoledo

Datafolha: Lula lidera em todos os cenários

A pesquisa foi realizada entre os dias 21 e 23 de junho de 2017, com 2.771 entrevistados em 194 cidades do Brasil.

Pesquisa realizada pelo Datafolha entre 21 e 23 de junho, referente às intenções de voto para a disputa presidencial de 2018, mostrou poucas diferenças na comparação com as últimas avaliações. O ex-presidente Lula (PT) manteve a liderança, com 29% a 30%, seguido por Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC). O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (sem partido) aparece com 11%, em quarto.

No cenário onde a disputa é com Alckmin, o petista fica com 30%, e o tucano, com 8%, em terceiro. Embolados em segundo aparecem Bolsonaro, com 16%, e Marina, com 15%.

De acordo com a Folha de S. Paulo, numa disputa com Doria, o resultado é similar: Lula, na frente, tem 30%, Marina e Bolsonaro, 15% cada um, e o prefeito, 10%. Quando incluído, Joaquim Barbosa fica numericamente na quarta posição, à frente de ambos os tucanos, mas em empate técnico.

Já na disputa com o juiz Sério Moro que aparece em segundo (14%), empatado com Marina (14%) e Bolsonaro (13%). Lula continua liderando com 29%, e Alckmin perde pontuação (6%).

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