Justiça atende OAB-TO e manda delegados darem acessos a processos da Jogo Limpo

Procuradoria de Defesa de Prerrogativas e valorização da Advocacia ingressou com mandado de segurança, que foi deferido em parte
Presidente da OAB-TO, Walter Ohofugi: o direito da ampla defesa é sagrado
A Justiça atendeu, em parte, pedido da OAB-TO (Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins) e determinou que os advogados e advogadas dos alvos da operação Jogo Limpo, realizada em Palmas na sexta-feira, 3 de agosto, tenham acesso aos autos dos dois processos que fazem parte da investigação.
A decisão, do juiz plantonista Luiz Zilmar dos Santos Pires, foi expedida na noite deste sábado, 4 de agosto, em mandado de segurança movido pela OAB-TO (via Procuradoria de Defesa de Prerrogativas e Valorização da Advocacia) contra os delegados da Polícia Civil Guilherme Rocha Martins e Luciano Barbosa.
A operação decretou a prisão de 26 pessoas, entre vereadores e empresários, todos acusados de desvio de dinheiro público em ações esportivas e recreativas da Prefeitura de Palmas. Na decisão, o juiz afirma que os autos de inquérito policial nº 0039425-75.2017.827.2729 devem ser disponibilizado com “acesso amplo” aos advogados constituídos pelos presos temporários.
Em relação aos autos da ação cautelar nº 0025169-93.2018.827.2729, o juiz ressalta que a manutenção dos sigilos é necessária, sob pena de comprometimento da investigação. No entanto, os delegados são obrigados a dar pleno acesso aos advogados e advogadas dos investigados no momento anterior aos interrogatórios.
“Deverá a autoridade policial no momento em que se precede a formalização do interrogatório policial dar pleno acesso ao causídico da medida cautelar sigilosa atinente ao seu cliente, afastando assim prejuízos para o exercício do direito de defesa”, frisa o juiz.
Para o presidente da OAB-TO, Walter Ohofugi, que assinou o mandado de segurança junto com a advogada da Procuradoria de Defesa de Prerrogativas e Valorização da Advocacia Larissa Duzzioni, a decisão do magistrado resguarda as prerrogativas da advocacia.
“Não é possível que inquéritos sejam feitos sem que os advogados e advogadas dos acusados tenham acesso. A ampla defesa é um direito consagrado”, ressaltou Ohofugi.
Rafaela Lobato

Em jogo com duas viradas, França elimina Argentina com show de Mbappé

Atacante de 19 anos assombra o mundo com arrancadas e dois gols em jogo com duas viradas; Messi termina sua quarta Copa sem marcar em mata-mata.

A VITÓRIA DE UM ADOLESCENTE

Quem esperava Lionel Messi, 31 anos, viu Kylian Mbappé, 19. O jogador mais novo da fase de mata-mata da Copa assombrou o mundo com arrancadas (uma delas de 64 metros, atingindo 38km/h) e dois gols na vitória da França sobre a Argentina por 4 a 3 em Kazan, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Com uma atuação histórica, o adolescente conduziu a seleção francesa à classificação num jogo tenso, com duas viradas, e que confirmou o time de Didier Deschamps como um dos candidatos ao título.

OS GOLS

Griezmann abriu o placar de pênalti, e Di María empatou no fim do primeiro tempo, num chutaço de fora da área. Mercado virou o jogo no início do segundo tempo, desviando chute de Messi. Mas a França marcou três gols em 11 minutos na sequência (um golaço de Pavard e dois de Mbappé) e levou a classificação para as quartas de final da Copa do Mundo. Nos acréscimos, Agüero ainda fez o terceiro da Argentina.

 

O DRAMA DE MESSI

Em sua quarta Copa do Mundo, o dono de cinco Bolas de Ouro se despede mais uma vez sem fazer um gol numa fase de mata-mata no Mundial (ele tem agora 19 jogos e seis gols em Mundiais, todos em fase de grupos). Messi participou do lance do segundo gol, o da virada argentina, no início da etapa final – ele chuta, a bola desvia em Mercado e entra. No geral, porém, o camisa 10 teve pouco espaço para jogar, marcado de perto pelo incansável Kanté e sem um centroavante por 65 minutos (Aguero entrou aos 20 do segundo tempo).

O QUE VEM POR AÍ

A França agora pega o vencedor de Uruguai e Portugal nas quartas de final, sexta-feira, às 11h de Brasília, em Nizhny Novgorod. O volante Matuidi recebeu o segundo amarelo e não joga. Tolisso deve ser seu substituto.

G1 Tocantins.

Superlotada, festa no Mineirão para jogo do Brasil tem confusão e torcedores feridos

Dois torcedores foram encaminhados para o Hospital Odilon Behrens. Outros dois torcedores foram socorridos com fraturas.

Torcedores foram pisoteados na festa na Esplanada do Mineirão, em Belo Horizonte, na tarde desta quarta-feira (27), durante o jogo Brasil e Sérvia pela Copa do Mundo.

Por volta das 14h, a lotação já estava esgotada e os portões foram fechados. Uma multidão ficou do lado de fora. Os torcedores que ficaram para fora começaram a pular a grade e a entrar por frestas. A segurança do evento então abriu o portão.

Quando o portão foi aberto, aconteceu uma grande confusão. Muitos torcedores foram pisoteados. Após a vitória do Brasil por 2 a 0, o socorro ainda estava no local. As primeiras informações apontam dois feridos que estavam com fraturas ainda sendo socorridos na Esplanada após o jogo.

A cabeleira Luciana Martins relatou momentos de “pavor e medo”. A amiga dela foi pisoteada. “A gente estava vendo jogo pelo telão e o pessoal começou a empurrar do lado de fora e foi empurrando, empurrando, empurrando. Ela caiu, ela caiu por cima. A gente tentando puxar e veio todo mundo pisando em cima”, disse.

De acordo com o Hospital Odilon Berehns, outros dois torcedores feridos foram levados para a unidade.

A Polícia Militar informou que o Batalhão de Choque foi encaminhado para o local. Segundo a PM, após o jogo a situação começou a melhorar. Ainda de acordo com a corporação, cerca de 9 mil pessoas ficaram para o lado de fora.

Às 17h, a organização do evento ainda não tinha informações sobre o ocorrido. Um show do Jota Quest estava previsto para o evento.Às 17h, a organização do evento ainda não tinha informações sobre o ocorrido. Um show do Jota Quest estava previsto para o evento.

G1 Tocantins

Agora é que são elas: diretas traçam cenário que muda todo o jogo para outubro

OPINIÃO

A eleição de 3 de junho tem sido vista como uma antecipação do pleito de 7 de outubro, por muitos observadores do cenário político
A queda dos embargos de Marcelo Miranda no TSE esta semana confirmaram a escolha direta dos novos governador (a) e vice que comandarão os destinos do Tocantins até dezembro.

A petição protocolada no STF pela defesa de Miranda tem chances de atrasar ainda mais o processo, mas são remotas, observada a jurisprudência do próprio Tribunal em casos semelhantes.

O certo é que o Tocantins tem pressa de seguir seu rumo e isso só acontece com a definição legítima de um novo comandante para o Palácio Araguaia, com autonomia para exonerar, contratar, dar sequência a pagamentos e obras. Ou seja: tocar a vida do Estado, que já não estava fácil antes da cassação de Miranda.

Eleição antecipa pleito?

A eleição de 3 de junho tem sido vista como uma antecipação do pleito de 7 de outubro, por muitos observadores do cenário político. É uma tese que defende a proximidade das duas disputas, sustentando que a opinião do leitor não muda tão rápido.

Pode não ser bem assim. É preciso saber quem estará nessa consulta popular. 

Ao que tudo indica, nas pesquisas encomendadas pelos partidos para consulta interna, a eleição está polarizada entre a senadora Kátia Abreu e o ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha. Paira sobre o pedido de registro dos dois, dúvidas sobre quem conseguirá disputar.

Mais chance para a senadora Kátia Abreu, que não tem dispositivo Constitucional a impedi-la, do que para Carlos Amastha. 

A defesa do pré-candidato do PSB já anunciou hoje que em caso de negativa do TRE ao registro de Amastha, um recurso será feito ao STF para garantir seu direito de disputar.

Se Kátia e Amastha disputarem as eleições, a resposta é sim, esta pode ser uma antecipação do pleito de outubro.

Caso contrário, teremos os impedidos e os que podem concorrer. E aí o meio de campo fica cheio de possibilidades.

É nesta hipótese que aposta, por exemplo, o deputado Osires Damaso, do PSC. Ocupa o espaço, e em caso de muita divisão dos votos e um eventual segundo turno, pode escolher para onde seguir e negociar posição na chapa de outubro.

Outro que apostará suas fichas nesta eleição é o juiz aposentado Márlon Reis, que precisa desta eleição suplementar (o certo seria dizer renovação das eleições) para se tornar conhecido. Fará literalmente uma pré-campanha nestes 45 dias.

O presidente da Assembleia Mauro Carlesse é a incógnita no jogo. Ao assumir o governo hoje, fica impedido de disputar qualquer outro mandato que não o de governador em outubro.

Fica com pouco tempo para fazer campanha e se tornar competitivo (mesmo com o apoio, comenta-se, de 18 deputados). Ao pedir mais prazo para as eleições – coisa impossível de acontecer dados os prazos fixados pelo TSE – os deputados demonstraram preocupação com um resultado negativo agora para Carlesse. Só assim se justifica a hipótese levantada ontem pelo próprio presidente da Assembleia, de não disputar as eleições complementares e deixar para entrar em campo em outubro.

A entrada na disputa do deputado Osires Damaso, caso consiga de fato levar o MDB em sua vice, é um golpe para a candidatura do senador Vicentinho Alves (PR), que já tinha apoio de muitos líderes do MDB. Deve manter, por exemplo, Moisés Avelino, que já lhe declarou apoio e é adversário natural de Osires Damaso em Paraíso.

O prazo é curto para tantas definições, mas na segunda-feira, 23, com as convenções encerradas e os candidatos definidos, muito do cenário de outubro estará se desenhando. Depois do registro, então, saberemos ao certo o quanto o resultado desta eleição poderá estar definindo a outra.

Até lá, segura coração. Tem muita coisa em jogo.

 T1noticias

Polícia faz operação contra o jogo Baleia Azul em nove estados

Os mandados expedidos pela Justiça estão sendo cumpridos em 20 municípios de nove estados brasileiros, entre eles o Rio de Janeiro.

Policiais civis fazem hoje (18) uma operação para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento com o jogo Baleia Azul. Os mandados expedidos pela Justiça estão sendo cumpridos em 20 municípios de nove estados brasileiros, entre eles o Rio de Janeiro.

A operação, chamada Aquarius, está sendo coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática da Polícia Civil fluminense.

O jogo Baleia Azul é praticado em comunidades fechadas de redes sociais como Facebook e Whatsapp e instiga os participantes, em maioria adolescentes, a cumprirem 50 tarefas, sendo que a última delas é o suicídio.

Com informações da Agência Brasil.

Noticias ao minuto

Greve Geral: o que está em jogo com a paralisação de 28 de abril?

Perspectiva é que uma série de categorias cruzem os braços nesta sexta-feira em todo Brasil.

Centrais sindicais, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, movimentos estudantis e outras organizações da sociedade civil de esquerda prometem fazer na próxima sexta-feira (28) a maior greve geral dos últimos 21 anos no país. O principal foco da paralisação é a crítica contra as reformas da Previdência e a Trabalhista.

Um ensaio do que os organizadores da greve pretendem foi demonstrado no último dia 15 de março, quando várias categorias de trabalhadores protestaram em vários pontos do Brasil – em alguns casos, chegando a cruzar os braços por algumas horas.

No mesmo dia, 200 mil pessoas (segundo os organizadores) se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, para criticar não só as reformas, mas o próprio governo do presidente Michel Temer (PMDB). Tal rejeição ainda possui ligação umbilical com o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT), ainda latente na sociedade brasileira.

O aspecto político está intimamente ligado à greve geral, uma vez que setores ligados ao atual governo – muitos deles os mesmos que foram às ruas em 2016 para pedir o impeachment de Dilma – tendem a também estarem mobilizados, mas não para irem às ruas: a ideia seria participar com contrainformação, em busca de desmobilização.

Restam algumas horas para o início do movimento e a perspectiva é que uma série de categorias cruzem os braços nesta sexta-feira, desde os aeroviários, passando por professores, funcionários dos Correios, bancários, metroviários, motoristas e cobradores, chegando até aos servidores da Justiça do Trabalho.

A uniformidade da greve geral e os seus impactos ainda são incertos. Para os organizadores, a meta é superar a mobilização de 12 milhões de trabalhadores (de acordo com centrais sindicais) que pararam em junho de 1996, chegando ao patamar da greve geral de março de 1989, quando nada funcionou em 12 das 26 capitais do país, segundo levantamento à época do jornal Folha de S. Paulo.

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