Jovem é preso em flagrante suspeito de estuprar a própria mãe, no Goiás

Crime foi denunciado pela própria vítima. Polícia Civil informou que horas antes, ele tentou violentar outra mulher que mora perto da casa dele.

Um jovem de 24 anos foi preso no domingo (12) suspeito de estuprar a própria mãe, em Flores de Goiás. Segundo a Polícia Civil, antes do crime, ele teria tentado violentar outra mulher, mas a vítima conseguiu fugir. Ele foi detido quando tentava deixar a cidade.

Segundo a corporação, nenhum advogado se apresentou até a manhã desta segunda-feira (13) para defender o suspeito. O G1 não conseguiu localizar a defesa do jovem.

De acordo com a polícia, durante a madrugada, o rapaz bateu na porta da casa de uma mulher de 53 anos que morava nas imediações por volta de 4h e, quando ela atendeu, tentou estupra-la. Porém, a vítima conseguiu fugir pulando pela janela de casa e pedindo socorro aos vizinhos.

“O rapaz é usuário de drogas e voltou para casa muito alterado por volta de umas 6h. Ao chegar, com uma faca, ameaçou e estuprou a própria mãe. A vítima procurou a polícia e denunciou o caso”, disse a escrivã da polícia, Juliana Xavier Bastos.

O rapaz foi encontrado no momento em que tentava fugir da cidade. Ele foi preso em flagrante por estupro e tentativa de estupro. Ele foi encaminhado para o Presídio de Formosa, onde vai aguardar pela audiência de custódia.

G1 Tocantins.

Homem é preso suspeito de estuprar a filha adolescente durante seis anos, no Goiás

Caso foi descoberto após vítima contar sobre os abusos para a mãe, que denunciou à Polícia Civil. Em depoimento, o detido negou os fatos.

Um pedreiro de 38 anos foi preso suspeito de estuprar a filha, de 15 anos, durante seis anos, em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. O caso foi descoberto após a vítima contar dos abusos para a mãe, que denunciou o crime à Polícia Civil. Em depoimento, o detido negou os fatos.

Segundo a polícia, os abusos aconteceram entre 2010 e 2017. “No início, ele apenas passava a mão pelo corpo dela, eram atos libidinosos. Porém, quando ela fez 11 anos, houve a primeira conjunção carnal. Não eram abusos regulares, eram esporádicos, mas perduraram todo esse tempo”, disse a delegada Isis Santana Leal, responsável pelo caso.

O nome do suspeito não foi divulgado pela polícia para proteger a vítima. Segundo a delegada, o homem estava acompanhado de um advogado no momento da prisão, mas ela não soube informar o nome do defensor.

O caso só foi denunciado há dois meses, quando a adolescente teve coragem de contar o caso para a mãe. “A mãe já tinha se separado do marido em novembro do ano passado, mas por outros motivos. A menina durante muito tempo andava triste, chegou até a falar para uma amiga que queria cometer suicídio. No início desse ano, então, ela falou sobre o estupros e a mãe nos procurou”, disse.

O homem foi preso na sexta-feira (10). Na delegacia, negou o crime e disse à delegada que as acusações foram inventadas pela ex-mulher como uma forma de represália por ele já estar em um outro relacionamento.

Exames comprovaram que a adolescente teve relações sexuais antigas e não há registro de que ela tenha tido nenhum namorado. Ele está respondendo pelos crimes de estupro de vulnerável, cometidos quando ela ainda era menor de 14 anos, e por estupro, devido aos crimes depois que ela fez 14 anos.

G1 Tocantins.

Irmãos morrem afogados após irem tomar banho de rio em Goiás

Segundo o Corpo de Bombeiros, eles não sabiam nadar direito e há pontos fundos ao longo do rio. Suspeita é que eles tenham sido arrastados por correnteza.

Um casal de irmãos morreu afogado na tarde de domingo (12) no Rio dos Bois, em Vicentinópolis, no sul de Goiás. Segundo o Corpo de Bombeiros, eles não sabiam nadar direito e há pontos fundos ao longo do rio.

O afogamento aconteceu por volta de 14h. De acordo com os bombeiros, eles estavam com um grupo de amigos no rio quando decidiram entrar na água. “No rio tem muito buraco, então no mesmo ponto em que a água bate no joelho, você dá um passo e a água já atinge o pescoço. E informações que nos passaram é que eles não sabiam nadar e foram puxados pela correnteza”, disse o tenente dos bombeiros Luciano Luiz Ferreira.

As buscas foram feitas com barco e mergulhadores. O corpo da jovem Gleiciene de Oliveira Barbosa, de 18 anos, foi localizado, ainda no domingo. Ele estava submerso a cerca de 20 metros do local onde aconteceu no afogamento. Já Marcos Antônio Batista Rodrigues de Oliveira, de 15, foi localizado por volta das 11h desta segunda-feira (13).

Amigos das vítima disseram que eles estavam com familiares no rio comemorando o Dia dos Pais quando o acidente aconteceu.

O corpo de Gleiciane foi levado para o Instituto Médico Legal de Morrinhos e seguia no local até as 11h desta segunda-feira. O corpo do irmão também será encaminhado para a mesma unidade.

Casal de jovens é morto a tiros após sair de velório em cemitério de Goiás

Vítimas, de 19 e 20 anos, foram alvejadas quando passavam de moto perto do Credeq; eles chegaram a ser socorridos, no local mas não resistiram aos ferimentos. Suspeitos fugiram.

Um casal de jovens foi morto a tiros após sair de um velório no Cemitério Jardim Boa Esperança, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. As vítimas, Igor Pereira da Silva, de 20 anos, e Ludimila de Souza Siqueira, de 19, foram alvejadas quando passavam de moto próximo ao Centro Estadual de Referência e Excelência em Dependência Química (Credeq), no mesmo bairro, onde chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos.

O duplo homicídio ocorreu no final da tarde de quarta-feira (8). Em nota, a assessoria de imprensa do Credeq informou que, além dos médicos da unidade, o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) também ajudaram no socorro, em vão.

O comunicado desataca ainda que, ao ser atingida, a Ludimila ficou caída no asfalto. Já Igor tentou correr para o estacionamento do Credeq, mas também foi alcançado e baleado. Os suspeitos fugiram.

Na nota, o Credeq lamentou o ocorrido e informa também que os corpos já foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Aparecida de Goiânia. Diz ainda que documentos e informações sobre “possíveis envolvidos na aparente emboscada praticada contra o casal” foram repassados para a Polícia Militar.

O site entrou em contato com o tenente-coronel Marcelo Granja, assessor de comunicação da PM, às 8h. Ele disse que estava a caminho do quartel e que, assim que chegar, repassará informaçõe sobre o caso.

A assessoria de comunicação da Polícia Civil informou foram feitos vários disparos calibre 380 e que o caso será investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia.

O titular do GIH, delegado Klayter Camilo, disse, por mensagem, que “as consultas feitas até ontem [quarta-feira] indicam que nenhum dos dois tinham registro criminal”.

Homem é morto a tiros na porta da casa de amiga em Goiás

Crime ocorreu quando vítima se despedia da dona da residência. Polícia Civil investiga o caso.

Um homem, que não teve a identidade divulgada, foi morto a tiros na porta da casa da amiga em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Conforme apurou a TV Anhanguera, a vítima se despedia quando foi baleada por uma pessoa que chegou a pé e fugiu.

O crime ocorreu na noite de terça-feira (6) no setor Parque Estrela Dalva. A reportagem apurou ainda que há suspeitas de que o homicídio tenha sido motivado por algum acerto de contas.

G1 não conseguiu localizar o delegado responsável pelo caso para dar detalhes sobre as investigações e possíveis prisões de suspeitos do crime.

G1 Tocantins.

Bebê de 3 meses morre após carro em que ele estava cair de viaduto em Goiás

Policia Civil investiga se outro veículo fechou o carro em que a vítima estava. Conforme apuração, ela estava sendo amamentada no momento do acidente.

Uma bebê de 3 meses de vida morreu após o carro em que ela estava, com o pai e a mãe, cair da BR-040 na linha ferroviária em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. A Polícia Civil apurou que a criança estava sendo amamentada pela mãe no momento da batida. As investigações apuram o que levou ao acidente. Uma das linhas hipóteses é que o veículo tenha sido “fechado” por outro carro.

Segundo a Polícia Civil, o acidente ocorreu no domingo (5). O delegado Rodrigo Mendes, responsável pela investigação, disse que tudo indica que o bebê estava sendo amamentado na hora da queda.

“Amamentar o filho sem cinto de segurança, sem as devidas obediências às regras de trânsito pode também ter provocado, ou contribuído de certa forma para o óbito da recém-nascida”, explicou.

O delegado informou que apura ainda a real dinâmica do acidente, que ainda não está clara para a Polícia Civil. A corporação busca imagens de câmeras de segurança e informações de testemunhas que possam ajudar na investigação.

“Tem várias versões desse acidente. Uma delas é que o veículo que caiu teria sido fechado, mas tem outras versões conflitantes, então ainda estamos apurando”, disse.

G1 Tocantins.

Após pedido da família, governo vai trazer a Goiás o corpo do ator goiano morto na Angola

Lei estadual prevê apenas o traslado das cinzas, mas o país africano não possui crematório, o que deixaria o processo mais caro do que trazer o corpo.

Inmet emite aviso de ‘perigo potencial’ devido à baixa umidade em Goiás

Previsão é que nível atinja 20% durante a tarde desta quinta-feira. Temperatura pode chegar a 33ºC. Órgão alerta para a necessidade de se hidratar e evitar exposição ao sol.

Ex-vereador e mais 10 são denunciados por cobrança indevida de R$ 1,4 milhão por moradias populares em Goiás

Segundo o MP-GO, 199 pessoas foram ouvidas e tiverem os danos comprovados pela investigação.

O ex-vereador Maurício Beraldo e mais 10 pessoas foram denunciadas, nesta terça-feira (31), por desviar mais de R$ 1,4 milhão de quem tentava entrar em programas de moradia popular de Goiás. Segundo o Ministério Público Estadual (MP-GO), mais de 1,2 mil pessoas foram lesadas, das quais 199 foram ouvidas e tiverem os danos comprovados pela investigação.

A denúncia é resultado da Operação Alicerce, realizada em 2017. As investigações apontaram que os desvios eram feitos por meio da Sociedade Habitacional Comunitária (SHC), que é registrada como uma organização sem fins lucrativos. O órgão era responsável por fazer o cadastro das pessoas interessadas nos programas habitacionais.

O advogado da SHC e das pessoas suspeitas de integrar o esquema, José Carmo, informou que não há qualquer irregularidade nas ações da associação ou dos investigados. Segundo ele, todas as pessoas que pagaram têm suas casas garantidas. Ele disse ainda que todos os condomínios foram construídos em parceria com a Agehab mas com investimentos dos associados.

“Na primeira etapa todos estão nas suas casas, mais de 400 pessoas. Na segunda etapa as obras foram paradas a pedido do MP-GO e por isso que está demorando. A terceira etapa está com tudo certo para o convênio com a Agehab, só não foi assinado ainda”, afirmou.

Na época da operação, ao chegar à sede do MP-GO, Beraldo alegou inocência. “Tudo feito com o povo, tudo feito numa luta. Vai lá no Vale dos Sonhos [local onde a SHC é sediada]. Quem construiu um bairro igual ao Vale dos Sonhos? Isso chama-se sacanagem”, disse.

Operação contra fraude em programa de moradia popular prende ex-vereador, em Goiânia (Foto: Divulgação/MP-GO) Operação contra fraude em programa de moradia popular prende ex-vereador, em Goiânia (Foto: Divulgação/MP-GO)
Operação contra fraude em programa de moradia popular prende ex-vereador, em Goiânia (Foto: Divulgação/MP-GO)

Esquema
Segundo o MP-GO, o grupo agia desde 2004. A operação Alicerce, realizada em 2017 em parceria com a Polícia Civil, levou à prisão do ex-vereador e mais oito funcionários. Dez dias depois eles foram soltos e são monitorados, desde então, por tornozeleiras eletrônicas.

A SHC era gerida pelo vereador. Segundo a investigação, ele usava as reuniões no local para pedir apoio político.

As investigações apontaram que, na primeira etapa do conjunto habitacional Residencial João Paulo, era cobrado entre R$ 2,5 mil a R$ 3 mil para cada cadastro, o que era ilegal, já que não havia garantia de que seriam incluídas no programa. Além disso, segundo a denúncia, eram apenas 440 lotes e a organização pegou o dinheiro de 1,2 mil pessoas.

Conforme o MP-GO, a alegação da empresa era que, com o pagamento inicial, seria mais fácil conseguir cheques-moradia junto à Agência Goiana de Habitação (Agehab), com quem a instituição mantinha convênio. No entanto, nenhum alicerce foi erguido.

Na segunda etapa do Residencial João Paulo, a SHC cobrou até R$ 20 mil das famílias. Nessa fase, os suspeitos abordavam as vítimas oferecendo as moradias de pessoas que teriam “desistido” das casas e o valor cobrado seria para ressarcir esse valor pago pelos desistentes. Assim, na prática, se “comprava” um lugar na lista de pessoas que seriam benefíciadas.

Operação contra fraude em programa de moradia popular prende ex-vereador, em Goiânia, Goiás (Foto: Divulgação/MP-GO) Operação contra fraude em programa de moradia popular prende ex-vereador, em Goiânia, Goiás (Foto: Divulgação/MP-GO)
Operação contra fraude em programa de moradia popular prende ex-vereador, em Goiânia, Goiás (Foto: Divulgação/MP-GO)

No ano de 2013, conforme apontaram as investigações, o grupo continuou a prática ilegal, mas para um conjunto que sequer existe, que seria a terceira etapa do Residencial João Paulo. Nesta época, a Agehab já havia encerrado a parceria com os investigados justamente por causa de denúncias de cobranças irregulares.

“No total, a investigação durou nove meses e ouvimos 199 vítimas. De todas elas temos comprovantes de transferências para as contas dos investigados” detalhou o promotor Thiago Galindo.

Segundo ele, depois da operação Alicerce, que ocorreu em outubro do ano passado, os companheiros da tesoureira e da presidente passaram a receber os valores indevidos nas contas deles para levantar menos suspeitas.

“Também estamos trabalhando para ressarcir essas vítimas, então conseguimos o bloqueio da fazenda do Beraldo e pedimos bloqueio de outros cinco terrenos no nome da SHC. Nenhum deles teve o valor avaliado ainda”, completou.

Alerta
O presidente da Agehab, Cleomar Dutra, disse que está incluindo as vítimas nas listas de beneficiários dos programas habitacionais para minimizar o dano causado pelo grupo. Segundo ele, atualmente, a Agência é a única responsável pelo cadastro de pessoas que querem concorrer a casas em conjuntos habitacionais.

“A Ahegab não cobra nenhuma taxa para esse cadastro. Temos editais públicos para a abertura dos cadastros e sorteios das moradias. A população precisa ficar atenta e denunciar em caso de esquemas ilícitos”, disse.

Prejuízo
A SHC é sediada no Vale dos Sonhos, bairro onde os nomes de algumas das ruas fazem homenagem a Beraldo e à mulher dele . Na época, vários moradores da região ficaram revoltados ao saberem da denúncia.

“Já perdi moto, já perdi carro, já perdi uma barraca montada que eu tinha com móveis dentro. Até hoje fazem promessa que, se mantivermos a carteirinha em dia, vão doar uma casa”, afirma o autônomo Murilo Gomes de Oliveira.

G1 Tocantins.

Um ano após crime, mãe de grávida morta com tiro na cabeça dentro de carro em Goiás pede prisão de genro suspeito: ‘Sem escrúpulos’

Vanessa Camargo, 28, foi executada na frente do filho. Marido dela, Horácio Rozendo de Araújo Neto, 35, chegou a ser preso por um mês; ele nega autoria e diz que houve assalto.

A mãe da representante comercial Vanessa Camargo, de 28 anos, grávida de 5 meses que foi morta dentro do carro onde viajava, em Ivolândia, na região central de Goiás, pede a prisão do principal suspeito do crime, que é o marido da vítima, o empresário Horácio Rozendo de Araújo Neto, de 35 anos. A pecuarista Nilva Camargo Soares afirmou, nesta terça-feira (31), exatamente um ano após o crime, que, para que a justiça seja feita, o genro deve ser preso.

Segundo ela, o principal suspeito do crime e a família dele estão lutando pela guarda do filho do casal, que tem 2 anos de idade. A defesa do empresário, que foi indiciado pela Polícia Civil, sempre negou que ele tivesse cometido o assassinato. O G1 tentou contato por telefone com o advogado nesta terça, mas as ligações não foram atendidas.

“Eu preciso de justiça. Esta impunidade é como se ela estivesse morrendo todos os dias.”

“Se não houver justiça, outros vão fazer esta atrocidade, como ocorre todos os dias de homem matando mulher. Ele não teve escrúpulos para matar minha filha e minha neta. Agora quer direito para visitar o filho. Como que eu deixo um assassino visitar meu neto? A vida está banalizada, temos que rezar para ficar ficarmos vivos. Dói demais pensar que ele seguiu a vida dele e minha filha não vai poder mais chegar e falar ‘mãe, cheguei’.”

A representante comercial Vanessa Camargo, assassinada dentro de carro quando estava grávida do segundo filho, em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)A representante comercial Vanessa Camargo, assassinada dentro de carro quando estava grávida do segundo filho, em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)

A representante comercial Vanessa Camargo, assassinada dentro de carro quando estava grávida do segundo filho, em Goiás (Foto: Reprodução/Facebook)

“Ele vai sentir o mínimo da minha vida, nem que seja por um dia. A vida ficou preto e branco, perdi o paladar. Eles vivem como se ela fosse um lixo que foi descartado”, completou.

A irmã de Vanessa, Bruna Camargo Soares de Assis, conta que o pai delas morreu em um acidente quando ela tinha 2 anos e a irmã, 3. Desde então, ela conta que cresceu unida à mãe e à irmã. Após a morte de Vanessa, ela afirma que se agarra na mãe para ter forças para seguir.

Irmã e mãe da representante comercial Vanessa Camargo, morta com tiro na cabeça dentro de carro quando estava grávida do segundo filho, em Goiás (Foto: Murillo Velasco/G1)Irmã e mãe da representante comercial Vanessa Camargo, morta com tiro na cabeça dentro de carro quando estava grávida do segundo filho, em Goiás (Foto: Murillo Velasco/G1)

Irmã e mãe da representante comercial Vanessa Camargo, morta com tiro na cabeça dentro de carro quando estava grávida do segundo filho, em Goiás (Foto: Murillo Velasco/G1)

“Meu pai faleceu, a gente era muito nova. Éramos só nós duas e minha mãe. [Ela] Era tudo pra gente e nada para ele. Para mim, é como se, eu e minha mãe, a gente tivesse perdido tudo que a gente tinha. A gente pensa que é como se ele estivesse ido ali e matado um cachorro. A Justiça, o juiz, tem que entender que eram duas vidas. Duas vidas muito importante para nós. A gente só descansa quando ele estiver presa. Eu demorei a acreditar que ele tivesse coragem de fazer o que ele fez”, disse.

O crime

Vanessa foi morta no dia 31 de julho de 2017, em uma estrada vicinal da cidade. Na ocasião, o empresário disse que viajava de carro com a mulher e o filho do casal, de 2 anos, quando foram abordados por dois homens em uma moto. O esposo, que dirigia o veículo, parou e um dos suspeitos assumiu a direção.

Horácio disse em depoimento que a vítima discutiu com o rapaz e levou um tiro na cabeça e reforçou a tese durante a reconstituição do crime.

Investigação

O delegado Ramon Queiroz, responsável pelo caso, disse que a perícia constatou diversas incongruências entre o relato dele e o que de fato aconteceu.

“O laudo constatou que ela foi morta em posição de repouso, sem qualquer indicação que teria discutido com o atirador. Isso contradiz a versão da briga, corroborada pela posição de respingos de sangue na porta do veículo e o local onde o projétil foi encontrado. Além disso, a perícia confirmou que o empresário não estava no banco traseiro”, explicou ao G1.

No dia do crime, a família havia saído de Iporá, também na região central do estado, onde morava, com destino a Goiânia para compromissos profissionais. O delegado pontuou que a análise do GPS dos celulares do casal foi fundamental para desconstruir a história passada por Horácio.

Segundo Queiroz, a análise do aparelho confirmou que a família saiu de casa às 5h31 e que o veículo parou no local onde houve o crime às 7h08. Ele destaca que o tempo é muito maior que o normal para fazer o trajeto.

“Nós refizemos exatamente o mesmo caminho duas vezes com velocidades menores da que foi apontada por ele. Em uma, levamos 25 minutos a menos. Na outra, 30 minutos. Provavelmente, esse é o tempo que ele teria usado para cometer o crime”, detalha.

Motivação

O responsável pelo caso acredita que Horácio cometeu o homicídio por dois motivos: por não aceitar o fim do relacionamento, já que Vanessa teria comentado da ideia de se separar, e por não querer dividir o patrimônio em um provável divórcio.

“Não acreditamos que o crime não tenha qualquer relação com questões extraconjugais, pois ela era muito séria e respeitava o marido. Um exame de DNA também confirmou que Horácio era o pai da filha que Vanessa esperava, diferentemente de boatos que surgiram afirmando o contrário”, pontua.

Na questão financeira, a polícia encontrou dois documentos que podem ter servido de motivação para o assassinato. No mesmo cômodo onde estavam as munições, havia uma apólice de seguro no nome da representante comercial no valor de R$ 86 mil, cujos beneficiários eram Horácio e o filho.

Além disso, um contrato de seguro de vida, ligado ao emprego da vítima, no valor de R$ 300 mil, também dava direitos ao marido de receber metade da quantia. O restante seria divido entre o filho e uma irmã de Vanessa.

G1 Tocantins.