Funcionários de hospital público são suspeitos de cobrar para atender vítimas de acidentes

Segundo o Ministério Público Estadual, esquema envolvia um médico ortopedista, uma enfermeira e um técnico de enfermagem. Caso teria acontecido no Hospital Regional de Augustinópolis.

Três profissionais do Hospital Regional de Augustinópolis são suspeitos de cobrar propina para atender pacientes vítimas de acidentes de trânsito na unidade. Segundo o promotor Paulo Sérgio Ferreira de Almeida, do Ministério Público Estadual, os três chegaram a pedir pouco mais de R$ 3,6 mil de um dos doentes.

Segundo o MPE, alguns pacientes tinham baixa renda e precisaram fazer empréstimos bancários para pagar pelo atendimento que deveria ser gratuito. O esquema, de acordo com as investigações, envolvia um médico ortopedista, uma enfermeira e um técnico de enfermagem. Eles ainda não tiveram os nomes divulgados.

A denúncia foi apresentada pela esposa de uma das vítimas e por outros profissionais do hospital, que teriam ficado indignados com a situação. Os três teriam vários anos de serviço no local. Dois são funcionários concursados e um foi contratado.

Em um dos casos apurados, o paciente pagou R$ 2,3 mil por uma cirurgia no braço. Ele teve fratura no braço e uma queimadura no pé após um acidente de trânsito. Apenas o médico e o técnico de enfermagem teriam atendido ao homem.

Já no segundo caso denunciado, que envolve os três profissionais, a propina teria sido de R$ 3,6 mil para fazer a cirurgia na perna de uma vítima de acidente de carro.

O MPE apresentou denúncia à Justiça e pediu que os três percam os cargos e tenham a prisão preventiva decretada. Na mesma ação, a promotoria pede que o Estado seja condenado a indenizar os pacientes.

A Secretaria Estadual da Saúde disse que ainda não foi notificada sobre o caso e que tomará a ‘atitude administrativa adequada’ assim que isto acontecer.

G1 Tocantins.

MP denuncia cinco funcionários da UFG por morte de estudante em máquina de preparar ração

Caso é tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Acidente foi em junho do ano passado; na época, universidade informou que dava apoio às investigações.

 

Homens armados ameaçam funcionários e roubam todo o dinheiro de mercado

Assalto aconteceu no município de Pau d’ Arco. Criminosos fugiram levando cerca de R$ 4 mil, uma motocicleta e um aparelho celular do supermercado.

Imagens das câmeras de segurança de um supermercado em Pau d’ Arco, região norte do Tocantins, mostram a ação de dois criminosos, durante um assalto. Eles invadem o estabelecimento, ameaçam funcionários e fogem levando todo o dinheiro, uma motocicleta e um aparelho celular. Os suspeitos ainda não foram identificados. Eles esconderam o rosto com camisetas e bonés. 

O caso aconteceu às 12h30 da última quarta-feira (25) e durou cerca de 5 minutos. O dono do comércio, que preferiu não se identificar, informou que três funcionários estavam trabalhando, quando foram surpreendidos pelos homens armados.

No vídeo é possível ver que dois dos funcionários conversam no caixa, quando são surpreendidos. Eles são obrigados a ficar atrás do balcão. Os criminosos pegam uma sacola e começam a retirar todo o dinheiro do caixa.

Depois, os criminosos vão até o escritório onde estava o outro funcionário. Lá, pegam mais dinheiro. Cerca de R$ 4 mil foram roubados.

O comércio tem cinco anos. O dono disse que esta é a primeira vez que acontece um assalto. O empresário conta que a cidade já foi mais tranquila, mas a violência tem chegado ao interior do estado. A motocicleta roubada foi encontrada abandonada às margens da TO-230.

A trapalhada dos criminosos chamou a atenção. “Parecia o primeiro assalto por causa do nervosismo. Na hora da fuga também não conseguiam ligar a moto”, contou o empresário. Um boletim de ocorrência na Polícia Civil foi registrado.

G1 Tocantins.

Criminosos invadem frigorífico e rendem funcionários em Paraíso do TO

Eles obrigaram as vítimas a abrirem várias salas do estabelecimento. Criminosos fugiram e deixaram empregados trancados em cômodo.

Funcionários dos Correios entram em greve no Tocantins

Paralisação segue orientação nacional e é por tempo indeterminado. Uma das reclamações é sobre as mudanças no plano de saúde.

Os funcionários dos Correios no Tocantins entraram em greve nesta segunda-feira (12), por tempo indeterminado.

A paralisação é nacional. Segundo o sindicato da categoria no estado, profissionais das maiores cidades aderiram ao movimento.

A empresa informou que não foi identificada nenhuma agência que tenha sido fechada por causa da paralisação e que os serviços seguem funcionando.

Informou ainda que realiza um levantamento para saber a quantidade de agências que participam da paralisação.

Uma das reclamações é a extinção de 20 mil postos de trabalho nos últimos cinco anos. Os profissionais protestam também contra mudanças no plano de saúde da empresa que preveem o pagamento de mensalidades e a exclusão de dependentes.

A ação que prevê essa mudança deve ser julgada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta segunda-feira.

No Tocantins tem 280 carteiros.”Não sabemos ainda quantas cidades, mas muitas aderiram à greve. Todo o seviço vai ser afetado, mas a proporção não sabemos. Vai depender da quantidade de adesão”, disse o presidente do sindicato da categoria no estado, José Aparecido Rufino,

Em nota, os Correios informaram que o movimento, neste momento, serve apenas para agravar ainda mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados.

A empresa disse ainda que o plano de saúde, principal pauta da paralisação, foi discutido com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho e que, após diversas tentativas sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST.

Informou ainda que aguarda a decisão, mas que não consegue sustentar as condições do plano.

Os funcionários também reinvindicam mais segurança nas agências, melhores condições de salário, retorno de férias e alegam insistência por parte dos Correios para que os servidores aceitem o programa de demissão voluntária.

G1 Tocantins

Colégio Família Agrícola em conflito, prefeito de São Salvador faz ameaças

Sonho interrompido: Alunos, pais e funcionários lamentam a demissão do coordenador Cirineu da Rocha, do (CEFA) Jose Porfírio de Souza em São Salvador do Tocantins que por politicagem foi exonerado do cargo.

Momento de descontração no colégio.
Momento de descontração no colégio.

O clima tem sido de tensão no Colégio Estadual Família Agrícola José Porfírio de Souza, de São Salvador do Tocantins. Desde que o prefeito André Borba assumiu a prefeitura do município há pouco mais de quatro meses, ninguém mais pôde trabalhar, o clima de angustia e terror tem acompanhado toda equipe de funcionários e colaboradores do referida colégio. Por implicância e politicagem o prefeito Borba não fez mais nada ao seu município, a não ser tentar acabar com o colégio que o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragem), lutou por anos para construir.

De acordo com as primeiras informações e gravações, o prefeito com ajuda de alguns políticos dentre eles a deputada federal Josi Nunes, e outros nomes de lideranças da região de Palmeirópolis não mencionados aqui, resolveram mandar embora todos que não votaram e nem apoiaram André Borba nas eleições para prefeito. Ou seja, no colégio só iam continuar apenas quem estava do lado dele e se envolveu na campanha para prefeito ano passado.

Na abertura do ano letivo, a equipe do colégio foi pega de surpresa quando recebeu a presença do prefeito todo arrogante ao referir que a escola pertencia ao seu município e ali só iam ficar quem ele quisesse e fazia questão de estar presente em todas as reuniões. Como se o colégio pertencesse somente a ele. O prefeito André Borba em momento algum pensou nos alunos, nos funcionários, nos pais, no sonho e na luta do povo para abrir o CEFA – José Porfírio, um sonho dos ribeirinhos atingidos pela barragem da região indo embora por políticos incompetentes e despreparados.

Na reunião de posse do novo diretor, o engenheiro Agrônomo Carlos Gomes o clima piorou. Com a presença da Diretora Regional de Ensino (DRE), no momento de uma reunião fechada para receber o novo diretor Carlos Gomes, Cirineu da Rocha explicou todo o processo do colégio, das conquistas e parcerias construídas ao logo do tempo, relatou que sua saída representa uma ruptura ao processo de dialogo e construção que vem sendo feito com os diversos parceiros. Parte do que o colégio utiliza pertence a associação e aos agricultores, ou seja os alojamentos, refeitório, cozinha, banheiros com vestiários, ferramentas (enxadas, foices, facão, entre outros) e panelas, não pertencem ao colégio, mas sim a associação e agricultores.

Cirineu disse ainda, que não estava ali duvidando do trabalho ou do profissionalismo do novo diretor Carlos, mas sim, do que ele representa, ou seja, uma ruptura do processo construído há anos, e que por capricho do atual prefeito que não tem preocupação de uma educação de qualidade para os filhos/as dos trabalhadores/as, tem tentado trocar os profissionais com capacidade técnica por outros com objetivo de assim cumprir com suas “promessas de campanhas”.

Disse ainda que o novo diretor tinha a oportunidade de se demitir ou deixar em seu currículo a mancha que contribuiu para acabar com os sonhos de centenas de jovens e com um colégio que vem dando certo, se o mesmo não se demitir todos os servidores/as que acreditam que o que esta acontecendo é algo muito ruim para a construção de um colégio de referencia em Educação do Campo iram se demitir.

No final da posse, em uma reunião fechada com a DRE e os agricultores, o prefeito chegou novamente de surpresa e continuou aterrorizando as pessoas, dizendo que o nome do Colégio   José Porfírio é um nome de um terrorista, que só este nome já é uma vergonha para colégio e o município. E que não voltaria atrás com a ideia dele, disse ainda que o Cirineu manipula o povo e implanta idéias na cabeça dos mesmos, deixou bem claro que não está nem um pouco preocupado se o colégio acabar.

De acordo com André, ele tem o aval do governador e de assessores do governo Marcelo Miranda para trocar e tirar quem ele quiser. Acrescentou ainda que tinha que passar um corretivo nos professores. Frase esta até agora não explicada.

Associação deu prazo de 15 dias para o novo diretor se demitir, se isso não acontecer vai tomar de volta o Centro Comunitário onde fica o alojamento e o refeitório todo equipado, tudo pertence a associação e não a escola. Computadores, biblioteca, material, ou seja, a escola vai ter que começar do zero.

Não conseguimos falar com o novo diretor Carlos Gomes para saber qual a ideia dele sobre este assunto, vamos continuar tentando.

Em menos de quatro (4) meses um prefeito assume e destrói o sonho de mais de dez (10) anos de luta das associações e comunidades regionais que era a construção de um Colégio Família Agrícola. Que apenas com um ano de funcionamento já fez a diferença na vida de estudantes das comunidades mais carentes do município de Paranã, São Salvador, Palmeirópolis, Jau do Tocantins e Peixe.

Qualquer líder politico em sã consciência queria uma escola deste porte no seu município, com visão de um abatedouro de frango, e aguardando vários outros projetos com recursos de grandes empresas, uma alavancada a qualquer município. Fica aqui a pergunta porque o prefeito André Borba quer acabar com o colégio…?

Até o fechamento desta matéria apenas um vereador de São Salvador se mostrou interessado no assunto, vereador Pesão, os demais estão a favor do prefeito, ou se esconde por medo.  O vereador Fabio Gonçalves do município de Palmeirópolis, o vereador Pesão do município de São Salvador disseram que vão mandar oficio e pedir uma audiência pública para tratar com dignidade do assunto. Os vereadores da cidade de Jaú todos estão empenhados na causa do colégio.

O professor e coordenador do MAB – Movimento dos Atingidos por Barragem, Cirineu da Rocha, foi exonerado de um projeto de colégio que ele mesmo idealizou, sonhou, e junto com uma equipe, lutou para fundar e manter funcionado a partir da Pedagogia da Alternância. Ajudando agricultores familiares, camponeses, ribeirinhos e quilombolas, as famílias a formar seus filhos com dignidade.

Um colégio agrícola apenas começando e agora prestes acabar. Dezenas de alunos do Colégio Família Agrícola José Porfirio de Souza, se mobilizaram em protesto contra a demissão do professor Cirineu, que lutava há mais de dez (10) anos junto com sua equipe para que o mesmo fosse aberto.

Tinha o apoio da Tractebel Energia e aguardava apenas o terreno para implantar o tão desejado sonho. Um acordo feito entre a empresa e os ribeirinhos atingidos pela construção da barragem na época. Nenhum prefeito quis doar o terreno, aliás nenhum político acreditou nesta história de “Escola Agrícola”, muitos até usaram o palanque para pedir votos e prometeram ajudar, a abrir a referida escola, porque era bom para a região. Diziam nos palanques, ”temos meio milhão da Tractebel para abrir uma escola e vamos colocar isso para funcionar, porque até agora ninguém fez, eu vou fazer”, Ilusão e promessas, nada disso foi feito.  Apenas promessas. Outros, criticaram dizendo que era uma ideia de doidos, Flavio Gonçalves muitas vezes foi chamado de “o doidinho”, por políticos de Palmeirópolis que pensam apenas em si.

Os anos se passaram e novos prefeitos assumiram, e nada, ninguém interessou pelo projeto. Tempo depois, o ex prefeito de São Salvador Charlles Evilacio, resolveu abraçar a causa e doar o prédio já pronto para funcionar a escola Agrícola na região da Piabanha. Em parceria com vários municípios a escola foi aberta e inaugurada ano passado pelo governo do estado que se empenhou em contratar o quadro de funcionários.

Equipe trabalhando, mais de 180 Educandos/as matriculados, outros na lista de espera. Ainda com muita luta para aprovar projetos, adquirir merenda escolar, mais colégio indo de “vento em polpa”, toda equipada, com recursos da associação, sobrevivendo sem depender muito de políticos, até o prefeito André Borba assumir a prefeitura e começar a guerra, as ameaças, o verdadeiro terror. A primeira coisa que ele fez, mostrou poder, “vou mostrar quem manda aqui”, disse com tom de arrogância. Amedrontando todos que ali estavam. “No mundo em que vivemos a gente pensa que já viu de tudo né? ”, disse uma moradora indignada com situação. “A cidade de São Salvador com tanta coisa para fazer, tantas obras a realizar, o prefeito preocupado com quem demitir no colégio, para colocar os deles”.

Ele (prefeito), correu atrás dos políticos maiores e pediu a exoneração do diretor Cirineu da Rocha, autor do projeto do colégio. Ele foi demitido e tudo indica que por “politicagem”, sem ter recebido nenhuma explicação ou motivo por parte do estado e prefeitura. Com ele, alguns nomes foram citados pelo prefeito André também para retirar da lista de funcionários. Simples assim: “Não quero ninguém da oposição nesta escola”, declarou entusiasmando o prefeito.

O bate-boca maior foi na posse do novo diretor, Carlos que chegou humilde sem saber a dimensão do problema. O prefeito chegou sem ser convidado e adentrou a sala com palavras de baixo calão entre os presentes, partiu para baixaria, com voz alterada, tenso chamou um dos funcionários de moleque, batia no peito e dizia “Eu tenho dois coco, sou homem, não tô nem aí si esta escola acabar”. Num dos momentos mais tensos, o prefeito André Borba detonou o nome da escola José Porfirio de Souza, dizendo que era uma escola de movimento e não servia para educar ninguém. Você parece um moleque, referindo a Sebastião Wagner, idealizador e funcionário da escola, o prefeito fez questão de dizer na cara, que ele não era bem-vindo na escola. Após tomar conhecimento do afastamento do coordenador, os professores, alunos, funcionários e os pais ficaram decepcionados e estão tomando as devidas providencias.

Conheça um pouco da história do Colégio Agrícola

O Colégio Estadual Família Agrícola José Porfírio de Souza, nasceu a partir de uma negociação após a implantação das Usinas Hidrelétrica de Peixe Angical e São Salvador do Tocantins, como forma compensatória as famílias atingidas, seria construída uma Escola Família Agrícola – EFA, que atenderia a todos os reassentamentos e demais famílias de agricultores familiares da região, sendo pactuado no documento “Termo de Compromisso para Implantação de Reassentamentos Coletivos” assinado pelos componentes do foro de negociação em outubro de 2008, onde ficaram definidas as responsabilidades das partes envolvidas, cabendo à CESS o aporte de recursos financeiros para aquisição de área e construção da Escola Família Agrícola e às famílias reassentadas e o MAB – Movimento dos Atingindo por Barragens, discussão e articulação da proposta pedagógica com a participação da Secretaria de Educação do Estado do Tocantins.

O entendimento das comunidades atingidas é que a construção da Escola Família Agrícola seria de extrema importância para além do pedagógico construir também um debate sobre o planejamento e organização da produção de alimentos para a região onde foram construídas as hidrelétricas de São Salvador, Cana Brava e Peixe Angical, incluindo as regiões Sul e Sudeste do Estado do Tocantins.

Assim,ao longo de 10 anos foram realizadas diversas reuniões com a SEDUC – Secretaria de Educação do Estado do Tocantins, com a participação de representante da CESS, Tractebel Energia, prefeitos, bem como reuniões com as famílias dos reassentamentos e demais comunidades de agricultores familiares da região, que resultaram na constituição da Associação de Apoio à Escola Família Agrícola José Porfírio de Souza, que tem como objetivos principais: I) A promoção do desenvolvimento rural sustentável, através da educação, da formação dos jovens, valorizando o espírito de solidariedade e respeito ao meio ambiente; II) A formação integral, visando uma educação pautada em valores humanos, técnico-científico e artístico-cultural, garantindo aos jovens do campo uma melhor qualidade de vida; III) A geração de trabalho e renda através da pré-profissionalização dos jovens estudantes.

Após ter um tempo sem discussão e reuniões, mas acreditando ser possível, em 2015, teve uma retomada dos debates sobre a implementação da Escola Família Agrícola José Porfírio de Souza, através de reuniões e debates entre a Secretaria de Educação, prefeituras da região e as comunidades, Reassentamentos e Assentamentos das Regiões Sul e Sudeste do Tocantins, que resultou por parte da prefeitura de São Salvador através da lei nº 386/2015 de 13 de Fevereiro de 2015, a doação ao Estado do Tocantins das estruturas da Escola Piabanha I, com sua respectiva área, localizada no Reassentamento Piabanha I. Na época com ajuda do prefeito Charles Evilacio M. Barbosa, que abraçou a causa da escola.  Antes nenhum prefeito da região se interessou pelo projeto, muitos até levaram na brincadeira e não deram nenhuma atenção ao assunto. Não acreditaram na equipe do Cirineu da Rocha,Judite, Flavio Gonçalves, Sebastião Wagner e muitos outros que muitas vezes foram chamados de doidinho na época por alguns políticos.

Mas para a efetivação da unidade escolar e a necessidade de mais  espaços para alojamento a Associação dos Agricultores do Reassentamento Piabanha-I, cedeu o Centro Comunitário e a área comunitária para implementar o alojamento e as unidades de produção.

Acreditando que com toda essa junção de forças e apoio levou o governador Marcelo Miranda, a sancionar a lei nº 3.040/2015, criando o Colégio Estadual Família Agrícola José Porfírio de Souza no Município de São Salvador do Tocantins.

Assim em 07 de março de 2015 inicia as atividades da referida unidade escolar, com um prédio doado pelo município e alojamento cedido pela associação e os demais aportes sendo coletados através de doação e empréstimo garantindo assim seu funcionamento.

Desta forma informamos, que até o presente momento o Estado do Tocantins não fez nenhum repasse de verba para aquisição de bens de capital, o que significa que a unidade escolar por iniciativa de seu gestor e através do trabalho árduo tem garantido o atendimento de educandos através de doações e empréstimos de equipamentos, bem como o uso de materiais e equipamentos particulares.

Diante das considerações acima a escola agradeceu o repasse de recursos da merenda escolar e da Gestão Compartilhada, bem como as contratações para o funcionamento da unidade escolar, e pede que o olhar à unidade transpassasse a questão política, pois a metodologia adotada da Pedagogia da Alternância, que funciona como um semi-internato requer muito mais do que apenas estruturas, requer dedicação, compromisso, amor.

Pois a unidade escolar atende um público diferenciado, com um grupo significativo de alunos desacreditado do sistema convencional de ensino. Além disso é uma escola do campo, onde os alunos se deslocam de outros municípios para serem atendidos, as vezes necessitando serem encaminhados para casa antes do previsto e tudo isso feito com carro cedido e com combustível dos profissionais dessa unidade escolar, ou por um ônibus escolar que pega os alunos no início da semana.

A construção dessa unidade de ensino tem como objetivo um novo projeto de desenvolvimento para a região sul/sudeste do Estado do Tocantins, que está mais isolada e que, portanto, necessita de um trabalho que venha auxiliar no seu crescimento e nada melhor do que através da melhoria da educação do povo que aqui reside. Essa proposta deve ser pautada num pensar de políticas, princípios e métodos pedagógicos comprometidos com a tarefa de proporcionar à população condições de se manter na escola, garantindo assim essa mudança e melhoria não só de sua população, mas de toda a região.

Então é necessário pensar que para um Projeto de Educação do Campo dar certo, primeiramente devemos repensar sua concepção de educação, lembrando que esta deve estar preocupada com o desenvolvimento humano de todas as pessoas, de todo mundo. Nesse sentido não podemos esquecer que para isso precisa contrapor-se um pouco aos valores anti-humanos que sustentam o formato da sociedade capitalista atual, ou seja, o consumismo, o individualismo, o egoísmo, o conformismo e reafirmarmos práticas e posturas humanizadoras como a solidariedade, a sobriedade, a indignação diante das injustiças, a autoconfiança, a esperança e o amor ao próximo entre outras.

Diante de todo o exposto gostaríamos que os políticos, dentre ele o governador do Tocantins que entendesse a importância de nosso gestor Cirineu da Rocha, nesse processo, tendo sido ele o grande líder na busca e nas discussões para a efetivação dessa unidade de ensino, estando a frente das discussões ao longo desses dez anos, garantindo a manutenção da ideia e a implementação de fato da unidade escolar, cancelando sua exoneração para que o trabalho iniciado não se encerre nesse momento, mas que possa produzir bons frutos e bons resultados para a sociedade tocantinense.

Este colégio foi de uma luta grande e agora por questão política muda todo o foco.  Por questão partidária a prefeitura de São Salvador achou melhor trocar o diretor, ou seja, mexer para mostrar que tem poder, tudo indica que ele não se informou e não conhece nada da história do Colégio Família Agrícola. Porque se soubesse da luta do povo para conseguir fundar e manter ia pensar muito em pedir para exonerar Cirineu da Rocha.

Até o fechamento desta matéria não conseguimos falar com André Borba prefeito de São Salvador, nem com assessoria da deputada Josi Nunes e do governador Marcelo Miranda.

Estamos aguardando a resposta.

Da redação/MN

Fotos: Arquivo CEFA

Salas equipadas no Colégio Agrícola.
Salas equipadas no Colégio Agrícola.
Ex-Coordenador Cirineu da Rocha acompanhado de um aluno.
Ex-Coordenador Cirineu da Rocha acompanhado de um aluno.
Professor Cirineu da rocha, acompanhado de servidores e alunos.
Professor Cirineu da rocha, acompanhado de servidores, alunos e da secretária de educação do estado do Tocantins: Wanessa Zavarese Sechim.
Inauguração ano passado com a presença do governador Marcelo Miranda e deputados.
Inauguração ano passado com a presença do governador Marcelo Miranda, deputados do ex-prefeito Charlles Evilacio Maciel.
Reunião com Cirineu no refeitório do colégio.
Reunião com Cirineu no refeitório do colégio.
Alunos aprendendo a trabalhar a terra.
Alunos aprendendo a trabalhar a terra.
Momento de descontração, peça teatral dos alunos.
Momento de descontração, peça teatral dos alunos.

Funcionários passam mal após vazamento de amônia em frigorífico da JBS

Incidente ocorreu por volta das 13h, na casa das máquinas, que fica próximo a um dos alojamentos da empresa.

Funcionários de frigorífico JBS foram socorridos por equipes do Corpo de Bombeiros Militar e do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) na tarde desta quinta-feira (6) em Campo Grande (MS) após um vazamento de amônia ser detectado no local.

O incidente ocorreu por volta das 13h, na casa das máquinas, que fica próximo a um dos alojamentos da empresa. Das 410 pessoas que trabalhavam no local, 72 tiveram sintomas leves de intoxicação e seis, moderados, segundo os bombeiros.Houve alerta para esvaziar todas as áreas do prédio. No tumulto, alguns funcionários correram para as margens da BR-060, a 400 metros da planta da empresa.

Segundo o coronel do Corpo de Bombeiros Robinson Moreira, as pessoas se queixavam de dor de cabeça, falta de ar e queimação nas mucosas do nariz e dos olhos. Não houve nenhum caso grave de intoxicação.

De acordo com o coordenador-geral de urgências do município Yama Albuquerque Higa, até o fechamento deste texto, ainda havia equipes médicas no local fazendo a triagem.

PERÍCIA

A Polícia Civil chegou ao frigorífico uma hora após o acidente para investigar as possíveis causas do vazamento, porém a equipe de perícia não foi autorizada a entrar devido ao risco de intoxicação com o gás.

“Havia risco para a equipe de perícia, então, fizemos análises preliminares e na sexta (7) será feita uma perícia complementar. Vamos apurar se houve negligência, sabotagem, se foi um acidente por imprudência de alguém ou não”, disse o delegado da Polícia Civil Cléverson Alves dos Santos.

OUTRO LADO

Em nota, a JBS diz que o vazamento “foi rapidamente controlado” e que, por precaução, “a unidade foi imediatamente evacuada”.

As causas do episódio estão sendo apuradas pela empresa. “As operações estão temporariamente suspensas até que o local seja liberado pelo Corpo de Bombeiros”. Com informações da Folhapress e noticias ao minuto.

Produtos químicos eram usados para ‘maquiar’ carnes vencidas, diz polícia

Esquema era chefiado por funcionários do Ministério da Agricultura, diz PF.
Grandes empresas e pequenos frigoríficos são alvos de operação.

Frigoríficos investigados na Operação Carne Fraca usavam produtos químicos para “maquiar” carne vencida. As empresas também injetavam água para aumentar o peso dos produtos e, em alguns casos, foi constatada ainda falta de proteína na carne. Os detalhes foram passados pelo delegado da Polícia Federal Maurício Moscardi Grillo em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (17).  

“Eles usavam ácidos e outros produtos químicos para poder maquiar o aspecto físico do alimento. Usam determinados produtos cancerígenos em alguns casos para poder maquiar as características físicas do produto estragado, o cheiro”, disse Moscardi.

No caso da falta de proteína, o delegado explicou que havia substituição. “Foi trocada por fécula de mandioca ou proteína da soja, que é muito mais barata, mais fácil de substituir.”

O delegado afirmou que nem mesmo os fiscais envolvidos, que costumavam ganhar carnes dos proprietários como benefício, estavam aguentando a má qualidade dos produtos. “Eles comentavam entre si que não estava mais dando para receber”, disse.

Esquema
A operação apura o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

Em dois anos de investigação, detectou-se que funcionários de Superintêndencias Regionais de Paraná, Minas Gerais e Goiás recebiam propina para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva. Alguns dos funcionários estão entre os detidos na operação.

Foram investigadas grandes empresas do setor, como a BRF Brasil, que controla marcas como Sadia e Perdigão, e também a JBS, que detém Friboi, Seara, Swift, entre outras marcas. Também há envolvimento, segundo a PF, de frigoríficos menores, como Mastercarnes, Souza Ramos e Peccin, do Paraná, e Larissa, que tem unidades no Paraná e em São Paulo.

Em nota, a JBS afirmou que houve ação da Carne Fraca em três unidades produtivas da companhia, sendo duas delas no Paraná e uma em Goiás. Na unidade da Lapa (PR), houve uma medida judicial expedida contra um médico veterinário, funcionário da JBS, cedido ao Ministério da Agricultura.

Segundo a empresa, não há nenhuma medida judicial contra executivos da JBS, e a sede não foi alvo da operação. “A JBS e suas subsidiárias atuam em absoluto cumprimento de todas as normas regulatórias em relação à produção e a comercialização de alimentos no país e no exterior e apoia as ações que visam punir o descumprimento de tais normas”, diz a nota. (veja íntegra no fim da reportagem). O G1 pediu um posicionamento da BRF e aguarda retorno.

Escutas
Gravações telefônicas apontam que frigoríficos vendiam carne vencida tanto no mercado interno, quanto para exportação.

Dinheiro foi apreendido com Gil Bueno, superintendente regional do Mapa (Foto: Arquivo Pessoal)
Dinheiro foi apreendido com Gil Bueno, superintendente regional do Mapa (Foto: Arquivo Pessoal)

Segundo as investigações, o esquema no Paraná era comandado pelo ex-superintendente regional do ministério, Daniel Gonçalves Filho, e pela chefe do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), Maria do Rocio Nascimento, que trabalham em Curitiba. A reportagem tenta contato com os citados pela Polícia Federal.

Na casa do atual superintendente regional do Ministério da Agricultura, Gil Bueno, a polícia apreendeu R$ 65 mil nesta manhã. Os três são alvos de prisão preventiva.

Em sua decisão, o juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, diz que o envolvimento do Ministério da Agricultura é “estarrecedor”. “(O ministério) foi tomado de assalto – em ambos os sentidos da palavra – por um grupo de indivíduos que traem reiteramente a obrigação de efetivamente servir à coletividade”, afirmou.

De acordo com informações da PF, a investigação começou porque um fiscal não aceitou ser transferido de cidade após denunciar Maria do Rocio ao sindicato por assédio moral. Ele se queixou de remoções de funcionário que seriam feitas para atender aos interesses das empresas.

Em Goiás, a PF afirma que o esquema operava de forma parecida com o paranaense e era liderado pelo chefe do Dipoa, Dinis Lourenço da Silva. O G1 entrou em contato com o ministério e aguarda retorno.

 Ministro citado

O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, apareceu na investigação da Operação Carne Fraca. Em uma conversa grampeada, ele chama o ex-superintendente regional no Paraná do Ministério da Agricultura, Daniel Gonçalves Filho, de “grande chefe”.

“Sentimos que não havia crime por parte do tal ministro. Porém, por cautela, foi necessário fazer esse informe para não sermos questionados”, disse delegado da PF Maurício Moscardi Grillo. Segundo ele, o que for referente ao ministro será encaminhado à Procuradoria-Geral da República.

Em evento no Rio Grande do Sul, Serraglio comentou o conteúdo da conversa gravada. “Esse frigorífico fica a uns 50 km da minha cidade. É um frigorífico que um dia recebeu, eu tô sabendo pelo o que eu li na imprensa, porque telefonemas a gente dá e muitos, eu recebi um comunicador dizendo que iam fechar o frigorifico”, afirmou.

“Aí eu liguei. Pra quem? A expressão que a imprensa está explorando de alguma maneira porque eu chamei de ‘chefe’. Ele é o chefe. Aquele cidadão com quem eu falei é superintendente do Paraná da agricultura. Eu liguei pra ele para saber ‘o que está acontecendo em relação ao frigorífico?’”

Veja uma transcrição da conversa do ministro com Daniel Gonçalves:
Osmar Serraglio: grande chefe, tudo bom?
Daniel: tudo bom
Osmar: viu, tá tendo um problema lá em Iporã, cê tá sabendo?
Daniel: não
Osmar: o cara lá, que… o cara que tá fiscalizando lá… apavorou o Paulo lá, disse que hoje vai fechar aquele frigorífico… botô a boca… deixou o Paulo apavorado! Mas pra fechar tem o rito, num tem? Sei lá. Como que funciona um negócio desse?
Daniel: deixa eu ver o que acontecendo… tomar pé da situação lá tá… falo com o senhor.

Adulterações em produtos
Gravações telefônicas obtidas pela PF apontam que vários frigoríficos do país vendiam carne com data de validade vencida tanto no mercado interno, quanto para exportação. Entre produtos químicos e carne fora da validade, há casos ainda mais “curiosos”, como a inserção de papelão em lotes de frango e carne de cabeça de porco em linguiça.

Diretores e donos das empresas estariam envolvidos diretamente nas fraudes, que contavam com a ajuda de servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no Paraná, Goiás e Minas Gerais.

No Paraná. há ramificações em Londrina, no norte do estado, e em Foz do Iguaçu, na região oeste. No Rio Grande do Sul, são cumpridos mandados nas cidades de Gramado e Bento Gonçalves, na serra gaúcha, segundo apurou o .

Em São Paulo, são 18 mandados no total, sendo 8 de busca e apreensão, 3 de prisão preventiva, 1 de prisão temporária e 6 de condução coercitiva, todos na capital, de acordo com informações do .

Operação Carne Fraca foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (17). (Foto: Divulgação/Polícia Federal)
Operação Carne Fraca foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (17). (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Operação nacional
A operação detectou, em quase dois anos de investigação, que as Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, de Minas Gerais e de Goiás atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público.

Mediante pagamento de propina, os agentes públicos suspeitos atuavam para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva.

Entre as ilegalidades praticadas no âmbito do setor público, está a remoção de agentes públicos com desvio de finalidade para atender a interesses dos grupos empresariais.

A conduta permitia a continuidade da ação fraudulente de frigoríficos e empresas do ramo alimentício que operavam fora das regras vigentes.

Em Goiás, o sistema operava de forma parecida com o paranaense, sendo chefiado pelo chefe local do Dipoa, Dinis Lourenço da Silva.

Em Minas Gerais, o juiz federal Marcos Josegrei da Silva afirma que as investigações foram insuficientes para aprofundar o tamanho dos atos de corrupção envolvidos.

Carne Fraca: mandados sendo cumpridos em Londrina (Foto: Dionisio Mathias/RPC)
Carne Fraca: mandados sendo cumpridos em Londrina (Foto: Dionisio Mathias/RPC)

Aproximadamente 1,1 mil policiais federais cumprem 27 mandados de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em residências, locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao grupo criminoso.

As ordens judiciais foram expedidas pela 14ª Vara da Justiça Federal de Curitiba e estão sendo cumpridas em São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goiás.

O nome da operação faz alusão à conhecida expressão popular em sintonia com a própria qualidade dos alimentos fornecidos ao consumidor por grandes grupos corporativos do ramo alimentício.

Conforme a PF, a expressão popular demonstra uma fragilidade moral de agentes públicos federais que deveriam zelar e fiscalizar a qualidade dos alimentos fornecidos a sociedade.

Íntegra da nota da JBS:

Em relação a operação realizada pela Polícia Federal na manhã de hoje, a JBS esclarece que não há nenhuma medida judicial contra os seus executivos. A empresa informa ainda que sua sede não foi alvo dessa operação.

A ação deflagrada hoje em diversas empresas localizadas em várias regiões do país, ocorreu também em três unidades produtivas da Companhia, sendo duas delas no Paraná e uma em Goiás. Na unidade da Lapa (PR) houve uma medida judicial expedida contra um médico veterinário, funcionário da Companhia, cedido ao Ministério da Agricultura.

A JBS e suas subsidiárias atuam em absoluto cumprimento de todas as normas regulatórias em relação à produção e a comercialização de alimentos no país e no exterior e apoia as ações que visam punir o descumprimento de tais normas.

A JBS no Brasil e no mundo adota rigorosos padrões de qualidade, com sistemas, processos e controles que garantem a segurança alimentar e a qualidade de seus produtos. A companhia destaca ainda que possui diversas certificações emitidas por reconhecidas entidades em todo o mundo que comprovam as boas práticas adotadas na fabricação de seus produtos. 

A Companhia repudia veementemente qualquer adoção de práticas relacionadas à adulteração de produtos – seja na produção e/ou  comercialização –  e se mantém à disposição das autoridades com o melhor interesse em contribuir com o esclarecimento dos fatos.

 

Viaturas da Polícia Federal no Ministério da Agricultura (Foto: Vitor Matos/G1)
Viaturas da Polícia Federal no Ministério da Agricultura (Foto: Vitor Matos/G1)

Fonte:G1

Funcionários de hospital prestam depoimento por omissão de socorro

MPE e Defensoria Pública chamaram a polícia após visita no HGP.
Foi constato que pacientes correm risco de morte por falta de medicamento.

Quatro funcionários do Hospital Geral de Palmas prestaram depoimento na Central de Flagrantes da capital na tarde desta segunda-feira (10). A Defensoria Pública e o Ministério Público Estadual estiveram na unidade nesta manhã e constataram que pacientes estavam desassistidos e correndo risco de morte, por falta de medicamento e por isso acionaram a polícia, por volta das 12h30.

De acordo com o MPE, no dia 7 deste mês foi ajuizada uma ação civil pública pelo Ministério, que pede a regularização dos serviços de hemodinâmica, relacionados aos exames cardíacos.

Em função da audiência judicial marcada para a tarde desta terça-feira (11), Defensoria e MPE estiveram na unidade para verificar a situação dos serviços de hemodinâmica. Foi então que constataram que os pacientes estavam desassistidos e correndo risco de morte, por falta de medicamentos básicos, por exemplo.

“Havia dez procedimentos a serem feitos em pacientes que estão internados no HGP hoje. Desses dez foram feitos só dois. Os outros oito deixaram de ser feitos porque não tinha insumos, materiais cirugicos e medicamentos. O fato de não haver material configura o crime. Eles terem pedido ou não, não justiifca. Independente do material chegar agora ou não, o crime já houve”, explicou o delegado João Bastista Marques.

De acordo com o superintendente jurídico do HGP, o advogado Franklin Moreira dos Santos não houve omissão de socorro. “Todas as cirurgias emergenciais foram realizadas. A falta de insumos foi uma coisa pontual. Acabou na quinta-feira e o hospital já começou a se movimentar na sexta-feira e hoje já recebemos. Até quinta-feira todas as faltas estarão normalizadas. Omissão de socorro tenho certeza que não vai ser configurada porque ninguém deixou de ser atendido dentro do hospital.”

De acordo com o delegado, o superintendente de aquisição, Afonso Piva de Santana foi autuado em Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelos crimes de omissão de socorro e por expor a vida e a saúde de outro. A enfermeira chefe e médico chefe da hemodinâmica, além o diretor administrativo foram ouvidos apenas como testemunhas.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou  que o diretor administrativo do Hospital Geral de Palmas (HGP), médico e enfermeira do Setor de Hemodinâmica e superintendentes da Secretaria estiveram na Central de Flagrantes da Capital nesta segunda-feira prestando “quanto a falta de pontual de itens utilizados na Hemodinâmica.”

Segundo a Sesau, “todos os casos de urgência estão sendo atendidos e a Secretaria vem adotando as providências legais para garantir a continuidade do abastecimento de insumos na unidade.”

“A Saúde reforça que após ter denunciado suposta adulteração de etiquetas em itens fornecidos pela empresa Cardiomed destinados a realização de cirurgia cardíaca, vascular e endovascular no HGP, foram abertos quatro pregões eletrônicos com vistas à reposição dos materiais, garantindo 41 itens. Para adquirir os demais itens que não obtiveram empresas interessadas no fornecimento, a Secretaria trabalha em processo de compra direta.”(fonte:g1/to)

Demitidos, funcionários de terceirizada continuam trabalhando sem contrato

Cerca de 1,4 mil empregados da Litucera estão sem salário e acerto rescisório.
Eles agora estão trabalhando para o governo, mas sem contrato assinado.

Os profissionais que trabalhavam para a Litucera, responsável pela limpeza e alimentação nos hospitais estaduais, estão sem receber desde agosto. No final do mesmo mês, 1,4 mil trabalhadores foram demitidos e até agora não receberam os acertros pelas rescisões. Além disso, desde então eles estão trabalhando para o governo sem contrato assinado.

“O prazo da nossa carteira foi dado até dia 9 para eles fazerem a rescisão e nada! Aí eles pediram mais cinco dias úteis lá que o governo pediu. Nós chegamos para falar com eles e eles não atendem. Só falam que não tem data certa. Que não sabem o dia que vão acertar”, reclamou o auxiliar de serviços gerais Eliomar Serafim de Oliveira.

Depois que o contrato entre a Litucera e o governo foi encerrado, no dia 1º de setembro, o Estado assumiu a manutenção dos hospitais e os profissionais dispensados foram contratados e continuaram trabalhando. O problema é que eles não tiveram o contrato assinado.

O G1 ligou para o diretor administrativo da Litucera, Edson Gabriel da Silva, mas os telefonemas não foram atendidos. Na empresa, a resposta foi que o responsável não estava.

O governo foi questionado sobre os servidores que estão trabalhando sem contratos, mas ainda não se posicionou.

Entenda
Os empregados da Litucera fizeram diversas paralisações ao longo do ano por falta de pagamento no salário. Serviços de limpeza e alimentação chegaram a ficar suspensos nos hospitais de Palmas e do interior. Desde o início de 2016, a empresa cobra uma dívida de R$ 75 milhões do governo.

Em agosto, a Litucera reafirmou a dívida e que a falta de pagamento impossibilitava a continuidade do abastecimento da cozinha dos hospitais.

O governo do Estado disse, naquela ocasião, que não reconhecia o valor da dívida e informou que grande parte desse valor se refere a supostos serviços realizados no fim da gestão passada. Disse ainda que estava dando prosseguimento ao processo licitatório para a contratação de novas empresas para prestação desse tipo de serviço nas unidades hospitalares do estado.

O contrato entre o governo e a terceirizada terminou no final de agosto, quando o governo assumiu os serviços de limpeza, alimentação e rouparia dos hospitais. Sobre o processo, a Litucera afirmou que não existe fraude e que já forneceu documentos que comprovam isso.(fonte:g1/to)