Eleitores voltam às urnas hoje para escolher os prefeitos de 57 município

Mais de 32,9 milhões de eleitores em 57 municípios voltam às urnas hoje (30), no segundo turno das eleições municipais. Há possibilidade de segundo turno ainda nas cidades com mais de 200 mil eleitores em que nenhum dos candidatos obteve a maioria absoluta de votos válidos no primeiro turno.

Rio de Janeiro - Manhã de votação com urnas biométricas, no Colégio Itapuca, em Niteroi. (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Quase 33 milhões de eleitores votam hoje (30) no segundo turno das eleições municipais em 57 municípios.Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo
 

Das 26 capitais em que houve a disputa do primeiro turno no dia 2 de outubro, em 18 ocorrerá nova votação neste domingo: Maceió, Macapá, Manaus, Fortaleza, Vitória, Goiânia, São Luís, Cuiabá, Campo Grande, Belo Horizonte, Belém, Curitiba, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Porto Velho, Florianópolis e Aracaju. 

Haverá eleição ainda nas cidades de Vitória da Conquista, na Bahia, em Caucaia, no Ceará, nas cidades de Vila Velha, Serra e Cariacica, no Espírito Santo, em  Anápolis, Goiás, nos municípios mineiros de Montes Claros, Contagem e Juiz de Fora e em Maringá e Ponta Grossa, no Paraná. 

Em Pernambuco haverá segundo turno em Jaboatão dos Guararapes, Caruaru e Olinda, no Rio de Janeiro a eleição será disputada em São Gonçalo, Volta Redonda, Petrópolis, Nova Iguaçu, Belford Roxo, Duque de Caxias e Niterói. Já no Rio Grande do Sul o pleito ocorrerá hoje em  Canoas, Caxias do Sul e Santa Maria. Também teremos eleições em Joinville e Blumenau, em Santa Catarina. 

No estado de São Paulo, o segundo turno será realizado nas cidades de Jundiaí, Franca, Mauá, Diadema, Osasco, Sorocaba, Guarujá, Suzano, Ribeirão Preto, Bauru, São Bernardo do Campo, Guarulhos e Santo André. 

De acordo com o TSE, o segundo turno ocorrerá em 437 zonas eleitorais, que abrangem 90.665 seções eleitorais.

Em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes,  ressaltou que, antes de votar neste domingo, os eleitores devem avaliar cuidadosamente os projetos dos candidatos que disputam o pleito. “É a partir das nossas escolhas que podemos contribuir para a construção de um país mais seguro, justo e igual para todos”.

Gilmar Mendes acompanha hoje, pela manhã, a eleição do Rio de Janeiro. Às 8h, o ministro visita a Escola Municipal Avertano Rocha, na Cidade de Deus, e, às 10h, participará da auditoria das urnas no Tribunal Regional Eleitoral do estado.(fonte:agência brasil)

Substituto do candidato assassinado, Zé Antônio é eleito em Itumbiara, GO

Com 100% das urnas apuradas, novo candidato do PTB foi eleito no 1º turno.
Atentado em carreata matou Zé Gomes e um PM e feriu o vice-governador.

O candidato Zé Antônio (PTB), de 27 anos, foi eleito o novo prefeito de Itumbiara, no sul de Goiás, no primeiro turno das eleições municipais, neste domingo (2). Ele é o substituto de José Gomes da Rocha (PTB), o Zé Gomes, de 58 anos, que morreu após um atentado durante uma carreata, no último dia 28.

Segundo a Justiça Eleitoral, com 100% dos votos apurados, Zé Antônio obteve 36.143, ou seja, 67,27% dos votos. Já o candidato Alvaro Guimarães (PR) obteve 14.050 (26,15%) e Cesinha (PDT) recebeu 3.532 (6,57%).

O engenheiro agrônomo José Antônio foi anunciado como candidato do PTB ao pleito na última quinta-feira (29), um dia depois da morte do então candidato da sigla, Zé Gomes. Ele foi vítima de um ataque a tiros, que também resultou na morte do PM Vanilson João Pereira, de 36 anos, e do atirador, identificado como Gilberto Ferreira do Amaral, de 53 anos.

Além disso, a ação ainda deixou feridos o vice-governador de Goiás, José Eliton Júnior, de 44 anos, e o advogado da Prefeitura de Itumbiara, Célio Rezende, de 62 anos. Ambos já receberam alta médica e passam bem.

Confira como foi a votação dos candidatos:

Zé Antônio (PTB): 67,27%
Alvaro Guimarães (PR): 26,15%
Cesinha (PDT): 6,57%

Fonte>g1/go

Registradas 3.814 ocorrências de crime eleitoral neste domingo

A maior parte das ocorrências são relativas a boca de urna. O Estado de Minas Gerais lidera o número de registros

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram registradas 3.814 ocorrências no último domingo (2) de crimes eleitorais. No total, foram presos 236 candidatos e 1.726 não candidatos.

De acordo com matéria do UOL, a maior parte das ocorrências são relativas a boca de urna. O Estado de Minas Gerais foi o que registrou o maior número de problemas, sendo 90 ocorrências entre candidatos e 550 entre não candidatos.

A maioria dos suspeitos detidos foram liberados e responderão pelos crimes com sanções como multa ou prestação de serviços à comunidade.(noticias ao minutos)

DEZOITO CAPITAIS ESCOLHERÃO SEUS PREFEITOS NO SEGUNDO TURNO

Dezoito das 26 capitais terão segundo turno para a escolha de prefeito; número é maior que nas últimas eleições, em 2012, quando 17 capitais tiveram segundo turno; regiões Sul e Centro-Oeste terão segundo turno em todas as capitais

Nas regiões Sul e Centro-Oeste, haverá segundo turno em todas as capitais. No Sudeste, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória terão segundo turno. Apenas São Paulo definiu João Doria (PSDB) como prefeito no primeiro turno.

No Nordeste, haverá segundo turno em cinco das nove capitais: Aracaju, Maceió, Recife, Fortaleza, São Luís. Na Região Norte, quatro das sete capitais definirão o prefeito no dia 30: Belém, Macapá, Porto Velho e Manaus.

Veja os candidatos que disputarão o segundo turno para prefeito nas capitais:

Sudeste
Rio de Janeiro (RJ): Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL)
Belo Horizonte (MG): João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS)
Vitória (ES): Luciano Rezende (PPS) e Amaro Neto (SD)

Sul
Curitiba (PR): Rafael Greca (PMN) e Ney Neto (PSD)
Florianópolis (SC): Gean Loureiro (PMDB) e Angela Amin (PP)
Porto Alegre (RS): Nelson Júnior (PSDB) e Sebastião Melo (PMDB)

Nordeste
Aracaju (SE): Edvaldo Filho (PCdoB) e Antonio Valadares (PSB)
Maceió (AL): Rui Palmeira (PSDB) e Cicero de Almeida (PMDB)
Recife (PE): Geraldo Filho (PSB) e João Lima e Silva (PT)
Fortaleza (CE): Roberto Claudio (PDT) e Capitão Wagner (PR)
São Luís (MA): Edivaldo de Holanda (PDT) e Eduardo Salim (PMN)

Norte
Belém (PA): Zenaldo Júnior (PSDB) e Edmilson Rodrigues (PSOL)
Macapá (AP): Clecio Luís (Rede) e Gilvam Borges (PMDB)
Manaus (MA) Artur Neto (PSDB) e Marcelo Ramos (PR)
Porto Velho (RO): Hildon Chaves (PSDB) e Leonardo de Moraes (PTB)

Centro-Oeste
Goiânia (GO): Iris Machado (PMDB) e Vanderlan Cardoso (PSB)
Cuiabá (MT): Emanuel Pinheiro (PMDB) e Wilson dos Santos (PSDB)
Campo Grande (MS): Marcos Trad (PSD) e Rose (PSDB)

Fonte:mira jornal

PM detém suspeitos com lista de candidatos, dinheiro e recibos em Pugmil

Nesta sexta-feira, 30, policiais militares do município de Pugmil detiveram um homem de 40 anos e outro de 22 com dinheiro, lista de nomes de candidatos e recibos de depósitos. A suspeita é de prática de crime eleitoral. Durante patrulhamento os militares abordaram um veículo modelo Toyota Etios, de cor prata, e ao ser realizada uma vistoria no veículo foram encontradas duas sacolas no porta malas.

Segundo a PM, um dos ocupantes do automóvel teria pego as referidas bolsas e tentado se retirar do local, jogando-as por cima do muro de sua residência. Ele disse que não tinha as chaves do local, mas acabou ligando para a esposa, a qual abriu o portão.

Os policiais recuperaram as sacolas e dentro destas foram encontradas relações de nomes de candidatos a vereadores, vários recibos de depósitos bancários e uma quantia de R$ 27.330 em espécie.

Os envolvidos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Civil de Paraíso, juntamente com os objetos apreendidos e responderão pelo crime de tentativa de corrupção ativa eleitoral. Assim, a Polícia Militar segue reforçando às ações de combate a crimes durante o período de eleições.(fonte:portal cleber toledo)

Minaçu: PMDB e DEM empatados em primeiro lugar, Lereia em 3º

Pesquisa realizada em Minaçu mostra um cenário de definições mais realista na disputa eleitoral deste ano, com ampla possibilidade de vitória de Neuza Lúcia (PMDB). O candidato pelo Democratas, Nick Barbosa, aparece em empate técnico com Neuza Lúcia,. Nick aparece com 34% dos votos, enquanto Neuza, 32%. O ex-deputado Carlos Alberto Leréia, do PSDB, está mais longe, em terceiro lugar, com 24% da preferência do eleitorado. Não opinaram 10% dos entrevistados. Os dados foram aferidos por meio de pesquisa estimulada do Jornal O Águia, quando é mostrada ao entrevistado uma cartela contendo os nomes dos candidatos.

A pesquisa ouviu 460 eleitores e foi realizada entre os dias 28 e 29 de setembro deste ano. O nível de confiança é de 90% e a margem de erro é de 03 (três) pontos percentuais para mais ou para menos A pesquisa foi realizada pelo Jornal O Águia. A pesquisa foi registrada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número GO-03135/2016.(fonte:goiás real)

Saiba o que é preciso levar no dia de votação no Tocantins

Veja o que é permitido ou não no dia da votação para prefeito e vereador.
1º turno da Eleição acontece neste domingo (2), em todo o Brasil.

O primeiro turno das Eleições de 2016 acontece neste domingo (2), e o G1 preparou um guia para o eleitor com as principais informações que o eleitor precisa saber para o dia da votação. Veja também o que é permitido ou não na hora de votar.

Como saber onde votar nas eleições?
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no Tocantins é possível consultar seu local de votação enviando um SMS com o número do título de eleitor para 62733. O eleitor receberá como resposta a sessão onde vota.

Como consultar a situação do título de eleitor?
A consulta pode ser realizada através do telefone da ouvidoria do O TRE, que estará de plantão neste fim de semana. O número é 0800 64 86 800. Basta informar o número do CPF e o nome completo.

Qual documento devo levar no dia da votação?
Para votar basta levar qualquer documento com foto.

Como votar?
Primeiramente o eleitor vota para vereador, digitando os cinco número e então confirma. Em seguida, ele deve votar para prefeito, com dois dígitos e confirma.

Como justificar meu voto?
De acordo com o TRE, no dia da eleição o eleitor pode justificar o ausência do voto em qualquer sessão eleitoral. Caso não consiga justificar no dia da eleição, tem um prazo de 90 dias para se apresentar ao juiz eleitoral, indo a um cartório e apresentando por escrito a justificativa. O juiz vai analisar o motivo. Em último caso, se o leitor não fizer a justificativa dentro dos prazos, pode pagar multa no valor R$ 3,50 . É importante destacar que se o eleitor não justificar o voto em até três turnos ou não fizer o pagamento de multas pode ter o título cancelado.

Como vai funcionar o voto biométrico?
Segundo o TRE, no estado 70% dos eleitores participarão da votação biométrica, que a identificação através da digital.
Nas seções eleitorais dos municípios que utilizarem a biometria, o procedimento para votar obedecerá as seguintes etapas:
– O eleitor apresentará documento de identificação com foto ao mesário, o qual poderá ser examinado pelos fiscais dos partidos políticos e das coligações.
– O mesário digitará o número do título do eleitor no micro terminal.
– Aceito o número do título pelo sistema, o mesário solicitará ao eleitor que posicione o dedo polegar ou o indicador sobre o sensor biométrico, para identificação.
– Havendo a identificação por intermédio da biometria, o eleitor será autorizado a votar, dispensando a sua assinatura na folha de votação.

O que é permitido no dia da votação?
No dia da votação, é permitida só manifestação individual e silenciosa da preferência pelo partido ou candidato, com uso somente de bandeiras, broches, dísticos e adesivos. O eleitor também pode levar os números dos candidatos anotados, pois facilita e agiliza a votação.

O que não é permitido no dia da votação?
Não é permitido levar qualquer equipamento eletrônico do dia da votação, como celular, máquina fotográficas, filmadoras. Também está proibido fazer boca de urna no dia da eleição, ou seja, divulgar propaganda de partidos ou candidatos com alto-falantes, comícios ou carreatas, por exemplo.

Fonte:g1/to

Crimes políticos vitimaram 96 neste ano

O levantamento não inclui as três mortes ocorridas na quarta-feira, 28, na cidade goiana de Itumbiara

Levantamento realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo aponta que ao menos 96 pessoas, entre prefeitos, secretários municipais candidatos e militantes, foram executadas por motivações políticas entre janeiro e setembro deste ano. Os dados têm como base registros policiais, em sua maioria, além de documentos de fóruns, denúncias do Ministério Público e processos nos Tribunais de Justiça.

Uma série de 13 assassinatos de pré-candidatos e candidatos a vereador e cabos eleitorais no Rio de Janeiro, neste ano, contribuiu para tornar 2016 o mais sangrento na política desde a Lei de Anistia, em 1979.

O levantamento não inclui as três mortes ocorridas na quarta-feira, 28, na cidade goiana de Itumbiara. A polícia ainda investiga o motivo que levou o funcionário público Gilberto Ferreira do Amaral a matar o candidato a prefeito José Gomes da Rocha (PTB) e ferir o governador em exercício José Éliton (PSDB) durante uma carreata. Amaral e o policial Vanilson João Pereira morreram após o tiroteio.

Entre os motivos para as mortes de políticos neste ano está o controle do dinheiro dos municípios. Foram mortos Cícero Lopes, de Maraã (AM), Gilmar Pinheiro, de Praia Norte (TO), e José Gomes, de Goianésia (PA). Com saída apenas pelo Rio Japurá, Maraã, a 630 quilômetros de Manaus, viveu dias de guerra civil em fevereiro, quando o prefeito do PROS, de 65 anos, foi alvejado com um tiro de espingarda nas costas, numa emboscada. O vice-prefeito Magno Moraes, 24 anos, do PT, que tinha divergência com Cícero, assumiu o poder. A família de Cícero o acusa pelo assassinato.

A Polícia Civil, no entanto, indiciou quatro comerciantes que tinham dívida a receber da prefeitura. Destes, dois admitiram o crime: Lázaro e Anderson Moraes, primos de Magno.

A lista de políticos mortos neste ano inclui também candidato a vereador pelo PP do Rio e presidente da tradicional escola de samba Portela, Marcos Vieira de Souza, o Falcon, de 52 anos. Ele foi assassinado a tiros, no dia 26 de setembro, por dois homens que invadiram o seu comitê de campanha, em Madureira. A série de mortes de políticos no Estado nestas eleições é quase a mesma das disputas municipais de quatro anos atrás, quando 11 pessoas morreram.

A busca do poder por meio de crimes de mando ocorre também em cidades pacatas. É o caso de Luiziana, de sete mil habitantes, no Paraná, a 328 quilômetros de Curitiba, onde o secretário municipal de Fazenda, Lindolfo Angelo Cardoso, de 31 anos, foi morto dentro de casa e diante de um filho.

Números oficiais

Desde a redemocratização, entidades de direitos humanos cobram dos três Poderes dados oficiais. Desta vez, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentou um número de 20 assassinatos políticos nos últimos nove meses, um avanço nas divulgações da Justiça, que sempre apresentou versões genéricas e números ainda mais baixos.

‘Sangue político’

De agosto de 1979 para cá, 1.269 pessoas morreram por motivações de disputas pelo poder político no País. Este número é fruto de um monitoramento dos homicídios na política feito pelo jornal O Estado de S. Paulo há três anos. Em 2013, o jornal publicou o caderno especial “Sangue Político” que mostrou as conexões entre os mandantes dos assassinatos e grupos políticos estaduais e nacionais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte:mais goiás notícias

Pelo menos dez estados vão proibir venda de bebidas alcoólicas no dia da eleição

A restrição de venda de bebidas alcoólicas no próximo domingo (2), por causa das eleições municipais, será adotada em pelo menos dez estados, segundo levantamento feito pela Agência Brasil. Em alguns, a proibição valerá para todo o estado, mas em outros casos, apenas a capital ou alguns municípios vão aderir à Lei Seca nas eleições.

Em Minas Gerais, no Acre, Pará e Paraná, a proibição da venda, distribuição e do fornecimento de bebidas alcoólicas valerá para todo o estado, das 6h às 18h de domingo.

No Amazonas, a proibição vale para a capital, Manaus, entre as 22h de sábado (1º) e as 18h de domingo (2). Segundo o TRE, a medida é tomada em razão do entendimento de que a bebida alcoólica “afeta a capacidade de discernimento do ser humano”.

No Ceará, a restrição da venda de bebidas alcoólicas está confirmada para Fortaleza, onde já foi assinada uma portaria conjunta proibindo a venda e o consumo de bebidas em bares, restaurantes e locais abertos ao público entre 0h e 18h de domingo. Para os outros municípios, foi dada uma recomendação para que a venda de álcool fosse proibida, mas ainda não há uma definição.

Em Mato Grosso do Sul, será proibido o consumo de bebidas alcoólicas na capital, Campo Grande, das 3h às 17h de domingo, em estabelecimentos comerciais como bares, lanchonetes, restaurantes e em locais abertos ao público. Ainda não há definição sobre a restrição em outros municípios.

No Espírito Santo, a proibição valerá, em princípio, para seis cidades: Ibiraçu, João Neiva, Pinheiros, Boa Esperança, Ibitirama e Dores do Rio Preto. Em Rondônia, a Lei Seca já foi definida para três zonas eleitorais de municípios do interior: Ariquemes, Cerejeiras e Nova Brasilândia d’Oeste, da 0h às 18h. No Tocantins, a restrição vai valer para quatro municípios: Xambioá, Porto Nacional, Gurupi e Araguaína.

Nos estados da Bahia, de Goiás, do Maranhão, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e São Paulo não há previsão de Lei Seca este ano no dia das eleições.

Nos outros estados, a decisão sobre a aplicação da restrição de venda de bebidas alcoólicas está sendo feita individualmente por cada juiz das seções eleitorais. Por isso, a regra pode ser diferente para cada município, e é preciso que os eleitores fiquem atentos ao regulamento adotado em sua cidade. No Distrito Federal, não há eleições municipais.

A restrição da venda e do consumo de bebidas no dia das eleições é determinada pelas secretarias de Segurança Pública estaduais e pela Justiça Eleitoral. Os estabelecimentos comerciais que não cumprirem a restrição da venda e os eleitores que forem flagrados consumindo álcool onde há proibição podem ser enquadrados no crime de desobediência, previsto no Código Eleitoral Brasileiro.(fonte:agência brasil)

Voto nulo não invalida eleição, diz cientista político

Uma das principais dúvidas que aparecem na época das eleições diz respeito aos votos nulos. Muitos eleitores acreditam que se mais de 50% dos eleitores votarem nulo a eleição é invalidada e, embora a afirmação não seja verdadeira, é recorrente a cada eleição, aparecendo em publicações de redes sociais e conversas com amigos, causando confusão.

“Isso de que se mais de 50% do eleitorado votar nulo a eleição será anulada é puro folclore”, explica o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) Flávio Britto.

Na verdade, tanto os votos nulos quanto os votos brancos não são levados em conta na apuração que dá o resultado da eleição. Por isso, mesmo que haja mais de 50% de votos nulos, o pleito não será anulado, uma vez que os votos considerados válidos serão somente os recebidos pelos candidatos e os chamados votos de legenda.

“Esse tipo de voto [branco e nulo] não é considerado no cômputo geral da eleição, ou seja, no cômputo geral, eles não são considerados válidos”, disse o professor à Agência Brasil.

Segundo Britto, mesmo que haja 99% de votos nulos a eleição não será anulada, pois o resultado será definido através do 1% que é válido. “Se hipoteticamente pensarmos em uma cidade que só tenha um candidato a prefeito e que a cidade inteira achou por bem não votar no candidato, votando nulo como protesto. Se só o candidato votar em si próprio, por exemplo, somente o voto dele será considerado válido e ele seria eleito com 100% dos votos válidos”, disse.

Nulidade do pleito

Para o professor, a confusão existe porque as pessoas confundem o voto nulo com a possibilidade de nulidade da eleição. De acordo com o Código Eleitoral, o voto nulo é uma escolha do eleitor, e a nulidade se dá em casos de fraude na eleição.

A Justiça Eleitoral pode anular uma eleição se ocorrerem fraudes em mais da metade dos votos ou ainda quando o candidato eleito tiver o registro de candidatura cassado. Caso isto ocorra, uma nova eleição é marcada em prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias. “Isso pode se dar em razão do abuso de poder econômico ou quando um candidato concorre com o registro sub judice. Nesses casos, se ele sair vencedor e, mais na frente, a Justiça Eleitoral cassar o registro da candidatura, teríamos novas eleições”, observou Britto.

O cientista político lembra que a nulidade da eleição também pode ser decretada caso haja a quebra do sigilo da votação, caso o encerramento ocorra antes das 17 horas ou se houver fraude na urna eletrônica. “Estas são algumas hipóteses para que a eleição seja anulada”, afirmou.

Urna eletrônica

 
 

No próximo domingo (2), diante da urna eletrônica, o eleitor terá um teclado para digitar o número do seu candidato a vereador (cinco dígitos) e depois do seu candidato a prefeito (três dígitos). Qualquer número inexistente, como 00, anula o voto. Já no caso do voto em branco, existe uma tecla específica na urna ao lado das teclas corrige e confirma.

Para Flávio Britto é fundamental que o eleitor tenha clareza de que votar nulo ou em branco são direitos, mas que os votos não influenciam no resultado final da eleição. “Esses votos podem servir como uma forma de protesto, mas é preciso deixar claro que eles não influenciam no resultado final e muito menos numa possível anulação. Acho que as pessoas já estão razoavelmente esclarecidas a este respeito, mas não custa nada reforçar”, disse.(fonte:agência brasil)