Metodologia Claves combate abuso sexual e pode ser aplicada nas redes Municipais de Educação e Saúde, CRAS e CREAS

Originada no Uruguai, método busca ensinar crianças a identificar atos de abuso sexual e a buscar ajuda segura; ATM e PM incentivam Municípios a adotarem metodologia.

Com o objetivo de ensinar crianças e adolescentes a se protegerem da violência sexual ocorrida em ambiente domiciliar e/ou fora dele, a Metodologia Claves é uma proposta multidisciplinar que promove a prevenção de casos de abuso sexual por meio de abordagens lúdicas, com diferentes intervenções nos grupos familiares.

Durante reunião com representantes do método de ensino ocorrida nesta quinta-feira, 08, em Palmas, a Associação Tocantinense de Municípios (ATM) e Polícia Militar manifestaram apoio à aplicação da metodologia nas redes Municipais de Educação e Saúde, bem como nos Centros de Referências de Assistência Social (CRAS) e nos Centros de Referências Especializados de Assistência Social (CREAS).

Segundo a representante da Metodologia Claves na Região Norte do Brasil, Elis Sodré, o programa busca orientar a criança para a construção de uma barreira de proteção diante de eventuais casos de abuso sexual ocorridos em âmbito familiar. “Tecnicamente, capacitamos profissionais das áreas da assistência social, educação e saúde para ensinarem crianças e adolescentes a se protegerem, por meio de oficinas, elaboração de recursos didáticos e promoção de campanhas. Buscamos desenvolver fatores de fortalecimento pessoal, familiar e comunitário”, explica.

Originado no Uruguai, o método acumula 20 anos de atividades em toda a América Latina. No Tocantins, é praticado pela Assistência Social do município de Guaraí.

Serviço público

O presidente da ATM e prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano, incentiva os governos municipais a implementarem a metodologia nos Municípios. “Infelizmente, temos centenas de casos de abuso sexual que ocorrem no Tocantins anualmente. Nem sempre os profissionais detêm todo o conhecimento para a identificação e solução do problema. A Metodologia Claves se consolidou na América Latina e vem construindo resultados positivos onde é aplicada. O método representa mais um serviço público benéfico que as gestões municipais podem oferecer as comunidades locais”, defende Mariano.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SESAU), em 2017 foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN-NET, o total de 644 casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes.

Polícia Militar

Por desenvolver o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), a Polícia Militar apoia a implementação da metodologia nos Municípios. “Iniciativas efetivas que buscam combater de modo educativo os eventuais casos de abuso sexual contra menores recebe total apoio da Polícia Militar do Estado do Tocantins. Queremos que nossos policiais integrem os grupos que receberão as capacitações nos Municípios para que sejam multiplicadores dessa metodologia em toda a corporação”, pede o Coronel da PM, Edvan de Jesus Silva.

Capacitação

Segundo Sodré, a capacitação é destinada a grupo de 30 profissionais que atuam nas áreas de Assistência Social, Conselho Tutelar, Educação e Saúde, tendo vagas destinadas também aos policiais militares. O treinamento é realizado durante três dias e em cinco módulos, contendo conteúdo conceitual, estudos de caso, discussões, trabalhos em equipe, dinâmicas de grupo e avaliações. O local do curso ficará a cargo da contratante, no caso as prefeituras, que deverão ceder espaço contendo cadeias, mesas, datashow e sistema de som.

Os gestores municipais interessados em implementar a Metodologia Claves no Município deve entrar em contato com a representante Elis Sodré, pelo emailclavestocantins@gmail.com . 

Associação Tocantinense de Municípios – ATM

​Em Gurupi Diretora Regional de Educação visita escola e faz entrega de material escolar

A Diretora Regional Sonia Dal Molin deu as boas vindas aos discentes e ressaltou que esse ano o ensino será diferente.

No primeiro dia de aula a Diretora Regional de Educação de Gurupi, Sonia Maria Dal Molin Machado, esteve visitando algumas escola onde recebeu os alunos para o 1º dia de aula de 2018.

Durante a visita a Escola Estadual Vila Guaracy os alunos ficaram felizes com a recepção dos professores e com os cadernos oferecidos pela SEDUC (Secretaria de Estado da Educação, Esporte e Juventude do Tocantins).

A diretora da Unidade escolar ressaltou que está muito animada, e diz que para 2018 “Temos a convicção que será uma ano de muito sucesso para nossos alunos, porque nosso objetivo é esse, dar continuidade ao trabalho que foi começado em 2017, hoje com mais certeza e segurança do caminho que devemos seguir”.

Na Escola Estadual Hercilia Carvalho da Silva, os alunos também, foram acolhidos por toda equipe da escola, foi uma recepção que os alunos nunca tiveram antes, estão muito satisfeitos com a nova forma de recepção.

A Diretora da Escola Hercília Nilcéia Camargo disse que a escola realizou um momento de interação e disse que as expectativas para 2018 é que  “A equipe diretiva junto com a equipe pedagógica possam garantir ao aluno o acesso, o atendimento, a permanência e o sucesso no processo ensino aprendizagem na formação do ser humano”, ressaltou.

A Diretora Regional Sonia Dal Molin deu as boas vindas aos discentes e ressaltou que esse ano o ensino será diferente, e que as escolas não vão dar aulas nos sábados e feriados como foi em 2017. Sonia ainda diz “Nós queremos de vocês dedicação máxima,  todos querendo aprender, para que o professor consiga ensinar, então desejo a vocês muita vontade, muito animo, queremos que vocês tirem a nota máxima no ENEM, estudem”, finalizou.​

Leila Novais /Governo do Tocantins

Prefeitura de Palmeirópolis realizou a II Conferência Municipal de Educação

A conferência foi organizada pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Educação.

A Prefeitura de Palmeirópolis, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Juventude, Esporte e Lazer, realizou na manhã de segunda-feira (18/12), a II Conferência Municipal de Educação, coordenada pelo Fórum Municipal de Educação.O Secretário Municipal de Educação e Presidente da UNDIME-TO, Bartolomeu Moura Junior, ao cumprimentar o público presente, ressaltou que ele enquanto secretário apenas conduz a pasta, mas quem realmente faz toda a diferença e as ações acontecerem é sua equipe.  O secretário lembrou que o Plano Municipal de Educação foi aprovado em 2015, vigência até 2025, com metas e estratégias a serem cumpridas.

 “A II Conferência Municipal tem como objetivo: monitorar, acompanhar e avaliar o (PME) Plano Municipal de Educação, estamos aqui hoje, 2 (dois) anos após a aprovação do plano para verificarmos o cumprimento de metas e estratégias estabelecidas lá em 2015”.

O secretário ressaltou que no plano há 14 metas e 148 estratégias, algumas com vigência para 2025 que já estão sendo cumpridas, entre elas: a universalização da educação infantil na pré-escola para crianças de 4 a 5 anos de idade; ampliação da oferta da educação infantil em creche de forma a atender no mínimo 50% das crianças com até 3 anos de idade; alfabetizar todas as crianças no máximo até o final do 3º ano; ofertar educação de tempo integral em no mínimo 50% das escolas municipais.

“O Prefeito Fábio Vaz sempre presente, dá todo suporte para que as metas e estratégias sejam realizadas”, informou o secretário.

O evento foi muito produtivo e aconteceu no Palácio Legislativo, José de Ribamar da Rocha Coelho e contou com a presença de professores, diretores, secretários, vice-prefeita Josemir Bastos, vereadores, representatividade do Conselho do FUNDEB, Conselho municipal de educação, Conselho de alimentação escolar, Conselho tutelar e membros da sociedade civil.

Mari Correia

 

Vicentinho Alves anuncia R$ 4,5 mi para educação, esporte e asfalto em 19 municípios

Recursos serão destinados para a construção de Escolas, Creches, Quadras Poliesportivas Escolares e pavimentação asfáltica.

O senador Vicentinho Alves (PR/TO) informou nesta segunda-feira, 6, o pagamento de recursos para 19 municípios do Tocantins, sendo R$ 629.550,00, por meio de emendas parlamentares, na Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) e ministérios do Esporte e das Cidades.

E em gestão no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) juntamente com o deputado federal Vicentinho Júnior (PR/TO) conseguiram a liberação de R$ 2.860.082,19 para a construção de Escolas, Creches e Quadras Poliesportivas Escolares; e pavimentação asfáltica no Ministério das Cidades no valor de R$ 1.038.367,60.

Confira:

– Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) e ministérios do Esporte e das Cidades;

Palmeirante Equipamentos para produção de polpa de frutas e beneficiamento de frango / SUDAM R$ 400.000,00 2017OB801003
Porto Nacional Praça da Juventude / Ministério do Esporte R$ 81.900,00 2017OB801271
São Félix Asfalto / Ministério das Cidades R$ 147.650,00 2017OB806676
TOTAL: R$ 629.550,00

– Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)

 

Aguiarnópolis Construção de Quadra R$ 229.175,58 2017OB826946
Aguiarnópolis Construção de Quadra R$ 25.463,95 2017OB826947
Araguaína Construção de Escola R$ 66.082,00 2017OB827234
Araguaína Construção de Escola R$ 65.753,24 2017OB827643
Araguaína Construção de Creche R$ 61.181,49 2017OB827492
Araguaína Construção de Creche R$ 61.181,49 2017OB828091
Araguaína Construção de Escola R$ 177.533,74 2017OB827620
Araguaína Construção de Escola R$ 52.446,50 2017OB826830
Araguaína Construção de Escola R$ 73.368,46 2017OB827399
Araguaína Construção de Escola R$ 73.368,46 2017OB827398
Babaçulândia Construção Creche R$ 76.029.88 2017OB827536
Babaçulândia Construção Creche R$ 58.162,86 2017OB827540
Babaçulândia Construção Creche R$ 81.225,26 2017OB827526
Caseara Construção de Escola R$ 25.461,25 2017OB827072
Colinas do Tocantins Construção de Escola R$ 97.134,52 2017OB827193
Colinas do Tocantins Construção de Escola R$ 8.830,40 2017OB827194
Gurupi Construção Creche R$ 416.457,38 2017OB827477
Gurupi Construção Creche R$ 138.818,64 2017OB827513
Gurupi Construção Creche R$ 347.046,60 2017OB827485
Itapiratins Construção de Escola R$ 175.363,77 2017OB827701
Itaporã Construção de Quadra R$ 30.600,00 2017OB826983
Peixe Construção Quadra R$ 40.627,64 2017OB826908
Riachinho Construção de quadra R$ 203.861,13 2017OB827005
Silvanópolis Construção de Quadra R$ 40.876,03 2017OB827694
Santa Maria Construção de Quadra R$ 30.411,61 2017OB826964
Xambioá Construção de Escola R$ 70.997,68 2017OB826902
Xambioá Construção de Escola R$ 50.712,63 2017OB826938
TOTAL R$ 2.860.082,19

– Ministério das Cidades

 

Araguaína Av. Marginal sobre ponte Rio Lontra R$ 718.202,21 2017OB806353
Guaraí Asfalto R$ 118.400,39 2017OB806349
Marianópolis Asfalto R$ 122.925,00 2017OB806569
Pau D’Arco Recapeamento Av. Araguaia R$ 78.840,00 2017OB806142
TOTAL: R$ 1.038.367,60
T1noticias

Professores da rede estadual de Goiás anunciam greve geral para a próxima quarta (15)

A decisão foi tomada em reunião em frente à Assembleia Legislativa e o motivo principal é a proposta de reforma da Previdência Social

Professores da rede estadual de Goiás decidiram na última quarta-feira (8) pela deflagração de uma greve geral a partir da próxima quarta (15). A decisão foi tomada em reunião em frente à Assembleia Legislativa e o motivo principal é a proposta de reforma da Previdência Social proposta pelo governo federal.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), cerca de 2 mil pessoas participaram do ato, neste Dia Internacional da Mulher, contra as mudanças nas regras para aposentadoria. A manifestação foi encerrada com o encontro dos movimentos sindicais de diversas categorias na Praça do Bandeirante, no Centro da cidade.

De acordo com a presidenta do Sintego, Bia de Lima, o ato foi um chamamento à população para esclarecer sobre os riscos que estão por trás da Reforma da Previdência apresentada pela União por meio da PEC 287. “É inadmissível que se pense em retirar a aposentadoria especial dos professores e das professoras. Além de desumano é uma afronta, principalmente às mulheres que além dedicarem parte da vida à educação, também respondem pelas atividades do lar, o que sobrecarrega de forma sistemática tanto o físico como o psicológico destas profissionais, tornando inaceitável a permanência de uma professora dentro da sala de aula aos 65 anos”, pontuou.

Além da rejeição à Reforma da Previdência, a pauta dos professores inclui também o pagamento do piso da categoria e o pagamento da data-base dos administrativos. Os servidores ainda reivindicam aumento salarial aos trabalhadores temporários que estão há três anos sem reajuste e regularização no atraso do pagamento do vale-transporte.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esporte (Seduce) foi procurada pela reportagem, mas informou que a pasta não vai se manifestar sobre o assunto por enquanto.

Conforme a assessoria de imprensa do Sintego, uma nova assembleia nesta sexta-feira (10) vai definir se os professores da rede municipal de Goiânia também vão aderir à paralisação.(Fonte:Mais Goiás)

Apesar de homenagens, professor brasileiro ganha mal e sofre mais violência

Mas a homenagem a Luiz Antônio Jarcovis, que dava aula de Ciências na Escola Estadual Almirante Custódio José de Mello, também motivou comentários sobre as dificuldades vivenciadas por professores brasileiros.

Para que se destaquem, muitos deles têm de enfrentar uma série de obstáculos, como baixos salários, longas jornadas de trabalho e até o risco de agressões frequentes.

Em estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo que agrega 34 economias avançadas ou emergentes, o Brasil desponta como um dos países mais hostis para professores de escolas públicas.

Segundo a pesquisa Um Olhar sobre a Educação 2016, que compara a situação da educação em 45 países, professores brasileiros dos ensinos médio e fundamental recebem menos da metade do que a média dos países membros da OCDE.

No Brasil, professores lecionam em média 42 semanas anuais
No Brasil, professores lecionam em média 42 semanas anuais

O salário médio da categoria no Brasil é de US$ 12,3 mil ao ano (R$ 38,6 mil), valor também inferior ao de outras nações latino-americanas como Chile, Colômbia e México.

Além disso, professores brasileiros são, entre todos os países do estudo, os que trabalham mais semanas ao ano.

No Brasil, eles lecionam em média 42 semanas anuais, enquanto a média da OCDE são 40 semanas no pré-primário e 37 nos cursos técnicos.

Padrões escandinavos

Em compensação, professores universitários em instituições federais públicas no Brasil recebem entre US$ 40 mil e US$ 76 mil ao ano (de R$ 125,5 mil a R$ 238,6 mil), valor mais elevado do que em vários países da OCDE e equivalente ao de países escandinavos, como Finlândia, Suécia e Noruega.

O Brasil gasta US$ 13,5 mil (cerca de R$ 42,4 mil) por aluno universitário ao ano, índice próximo à média da OCDE (US$ 15,8 mil).

Em comparação com outros países analisados, Brasil investe pouco no ensino básico
Em comparação com outros países analisados, Brasil investe pouco no ensino básico

Por outro lado, o gasto do Brasil com cada aluno do ensino fundamental ou médio, US$ 3,8 mil ao ano (cerca de R$ 11,9 mil), é menos da metade da média da OCDE (US$ 8,5 mil no fundamental e US$ 9,8 mil no médio).

Agressões e intimidações

Outra pesquisa da OCDE pôs o Brasil na liderança de um ranking sobre violência nas escolas.

Em 2014, a organização entrevistou mais de 100 mil professores e diretores de escola em 34 países. No Brasil, 12,5% dos educadores ouvidos disseram sofrer agressões verbais ou intimidações de alunos ao menos uma vez por semana.

A média entre todos os países foi de 3,4%.

Em alguns deles, como Coreia do Sul, Malásia e Romênia, o índice foi zero.

O estudo revelou ainda que 12,6% dos professores no Brasil acreditam que sua profissão é valorizada. A média geral foi de de 31%.

Nesse indicador, o Brasil ficou à frente de países tidos como mais avançados em educação, como França e Suécia. Nas duas nações, apenas 4,9% dos professores disseram que são devidamente valorizados.

Os líderes da lista foram Malásia (83,8%), Cingapura (67,3%) e Coreia do Sul (66,5%).(Fonte:BBC)

Professora Elena Câmara compartilha aprendizagens em 30 anos de educação

Com 30 anos dedicados à Educação no Tocantins, a professora Elena Câmara Pereira Monteiro se prepara para curtir a aposentadoria, nas margens do Rio Araguaia, em Araguatins. Mas antes, ela passou pela Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) para agradecer as oportunidades que teve e visitou a Praça dos Girassóis para relembrar o tempo em que foi revisora de textos no Palácio Araguaia. Ela revela a fórmula do sucesso com os seus alunos, que hoje exercem profissões diversas como médicos, advogados, juiz de Direito, professores e políticos.

Uma vida que começou com um sonho do seu pai Fortunato Pereira Pinto, um maranhense que desejava que os seus oitos filhos estudassem e, para isso, ele buscou meios e incentivos. A menina Elena Câmara foi alfabetizada num período de férias escolares, cursou todas as séries da primeira fase do ensino fundamental (na época primário) em apenas um ano, e concluiu o ensino médio (ginásio) num final de semana, por meio de uma aplicação de 18 provas, do projeto Lumen (Supletivo).

Na vida profissional Elena Câmara foi professora, coordenadora pedagógica, diretora escolar, técnica na área de Currículos e revisora, trabalhou em escolas, na Diretoria Regional de Educação de Palmas, na Seduc e no Palácio Araguaia. Ela foi mais além, criou 120 jogos pedagógicos e escreveu 80 composições musicais para auxiliar professores nas aulas de Língua Portuguesa, Matemática, Geografia, Ciências e História.

E mais, escreveu um livro de Redação intitulado “Aprenda a redigir sem medo de errar”, lançado em 2004 e está com outro livro pronto sobre “Contos Tocantinenses”, uma coletânea com 13 histórias de cunho ecológico, previsto para ser lançado em 2017.

Escola de lampião a gás

Com o 8º ano do ensino fundamental, Elena Câmara começou a sua função de professora lecionando na Escola Municipal Reunida Meira Matos, no distrito chamado Meira Matos, pertencente ao município de Tocantínia. Na ocasião, todos os seus alunos eram mais velhos do que ela e a sala de aula era iluminada pelo velho lampião a gás. Elena tinha 17 anos e seus pais eram pobres, por isso, não tiveram condições de lhe colocar para cursar o ensino médio de forma regular.

O distrito de Meira Matos era um povoado que deu origem ao município de Aparecida do Rio Negro. E foi na Escola Estadual Meira Matos que Elena iniciou e encerrou suas atividades como docente.

Em 1981, ela conseguiu o seu primeiro emprego numa escola estadual, como servidora contratada pela Central de Goiás, e foi a primeira vez, que Elena teve a chance de trabalhar numa escola com características de unidade escolar, com luz e merenda, na cidade de Palmeirópolis.

Do Maranhão

Para proporcionar estudos para os filhos, o senhor Fortunato veio com sua esposa Raimunda Portilho Pinto, do Maranhão para residir em Tocantínia, na época, a Escola Batista estava fazendo sucesso. E foi lá que ela aprimorou o seu gosto pela leitura, leu todas as obras de Machado de Assis e de José de Alencar, incentivado pelo desejo de um dia ser vencedora como os personagens principais das histórias literárias.

Os seus pais foram morar na zona rural em Tocantínia, os filhos mais velhos freqüentavam o Colégio Tocantins, mas Elena, não teve essa sorte. Suas irmães era quem compartilhava com ela, o conhecimento e as novidades descobertas nos livros.

Em 1984, foi morar em Porto Nacional e começou a trabalhar com artesanato, veio o primeiro vestibular do Norte Goiano, por meio da Faculdade de Filosofia, que ofertou os cursos de Letras, História, Geografia e Ciências Exatas. Escondida dos pais, que não queriam que ela estudasse para cuidar do seu filho Cleibber Câmara Martins, se inscreveu e foi aprovada na seleção para cursar Letras.  Por causa da facilidade com a oralidade e com a didática, ela começou a receber convites para trabalhar na educação. Atuou na Escola Municipal Félix Camoa que, quando passou para ser uma instituição de ensino estadual, todos os servidores passaram para o quadro do estado.

Elena foi aprovada no primeiro concurso público realizado no Estado do Tocantins, em 1990, com o curso médio Normal. Em 1992, ela passou no concurso num cargo de nível superior. Em Porto Nacional também atuou na Escola Estadual Florêncio Aires e na Faculdade de São Marcos, por cinco anos.

Ainda em Porto, ela teve uma de suas marcantes experiências, trabalhando na Escola Estadual Alfredo Nasser, escola do campo, e foi lá que presenciou a vontade dos alunos de vencer pelo estudo. “Eram crianças, adolescentes e jovens que acordavam às 4h para irem à escola, e mesmo com todas as dificuldades se esforçavam muito para aprender”. Essas histórias da educação do campo foram registradas no seu trabalho de mestrado em Educação.

Experiências no Meira Matos

Em março de 2016, Elena foi convidada para assumir a direção da Escola Estadual Meira Matos com alguns desafios para resolver. Com fé e coragem transformou a escola numa unidade de referência. “Lá o meu primeiro passo foi estimular a equipe para acreditar no que eu acredito”.

Na Escola Meira Matos, Elena realizou um diagnóstico da situação, depois reunião com a equipe pedagógica para apontar caminhos para melhorar o rendimento na aprendizagem dos alunos e a imagem da instituição de ensino perante a comunidade. Com planejamento estratégico e com auxílio do projeto “Estragou? Pagou”, a escola se transformou e chegou a ser uma das instituições de ensino de destaque na Diretoria Regional de Educação de Palmas.

“Meu sentimento é de felicidade e de realização”, disse Elena Câmara. Sua lição de vida é não ter deixado os dias passarem aleatoriamente. Ela priorizou a qualidade no trabalho, a honestidade na vida, a fé nos sonhos e a confiança em suas realizações.

Como não é possível contar a vida de uma pessoa numa simples matéria, encerro aqui deixando um recado de Elena Câmara para todos os colegas educadores. “Valorizem a missão de educar. É Deus nos chamando para transformar a criança, o adolescente e o jovem em instrumentos capazes de transformar o mundo. E que nunca desanime diante dos desafios, eles nos fortalecem”.(Fonte:Seduc To/Fotos:Elias Oliveira)

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Colégio Estadual de Arraias comemora aprovação dos estudantes no vestibular

Thaís Souza / Governo do Tocantins

 O Colégio Estadual Professora Joana Batista Cordeiro está em clima de festa após a divulgação dos resultados do vestibular de algumas instituições de ensino superior. Das três turmas da 3ª série do ensino médio, até o momento, dos resultados já divulgados, sete alunos foram aprovados em diversas universidades.

 

De acordo com Sandra Maria Ferreira da Cunha, o resultado das provas destes alunos é motivo de comemoração para todos. “Essa conquista envolve diversos fatores, como o trabalho da escola e de todos os servidores que realizam funções cruciais no processo educacional, da família, dos amigos e do aluno”, ressaltou a gestora da unidade.

 

“É aquela sensação de dever cumprido, de preparar o estudante para o mercado, para o vestibular, de contribuir com a sociedade. Sei que estamos fazendo a diferença na vida destes alunos por meio da Educação”, concluiu Sandra Maria Cunha.

 

“Estudei muito para realizar essa prova. Por algum tempo tive dúvidas em relação à qual profissão escolher, no entanto quando minha mãe adoeceu decidi que serei enfermeira”, disse Fernanda Benício, aprovada para enfermagem pela Universidade Estadual de Goiás (UEG).

 

A aluna, que residirá em Ceres para cursar o ensino superior, ressaltou ainda que fazer uma faculdade além de ser um desejo seu, era também o sonho de sua mãe que não teve a oportunidade de cursar uma graduação. “Minha mãe sempre reforçou em casa a importância de se ter uma qualificação profissional para ter maior acesso ao mercado. Ela, que não teve a mesma oportunidade, buscou me proporcionar essa experiência, estou muito feliz e grata pela oportunidade”, finalizou Fernanda Benício.

 

Para Márcia Soares de Melo, a conquista do filho traz felicidade para todos os familiares. “Eu amei saber que o meu filho passou e fará uma faculdade. É a realização de um dos nossos projetos de vida”, frisou a mãe do estudante Edilson Galdino Soares de Melo, aprovado em Turismo Patrimonial e Socioambiental pela Universidade Federal do Tocantins (UFT).

 

Assim como os alunos, os profissionais da unidade escolar aguardam os resultados dos vestibulares de outras instituições que os estudantes realizaram as provas. Atualmente, o Colégio Estadual Professora Joana Batista Cordeiro conta com 262 estudantes matriculados no ensino médio.

 

Os resultados divulgados trazem na lista de aprovados:

ü  Nalberty Rodrigues Pinheiro, aprovado em Medicina pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

ü  Pedro Henrique Streithorts, aprovado em Engenharia de Bioprocessos e Tecnologia pela Fundação Universidade Federal do Tocantins (UFT).

ü  Taisa Bastos Rodrigues, aprovada em Ciências Biológicas na Universidade Federal de Goiás (UFG).

ü  Fernanda Benício Reis, aprovada em Enfermagem pela Universidade Estadual de Goiás (UEG)

ü  Érica Damascena de Lima, aprovada em Enfermagem pela Universidade Estadual de Goiás (UEG).

ü  Edilson Galdino Soares de Melo, aprovado em Turismo Patrimonial e Socioambiental pela Universidade Federal do Tocantins (UFT).

 

ü  Letícia Fernandes de Santana, aprovada em Turismo Patrimonial e Socioambiental pela Universidade Federal do Tocantins (UFT).

Alunos da unidade educacional no laboratório de Ciências
Alunos da unidade educacional no laboratório de Ciências
Fernanda Benício Reis foi aprovada em Enfermagem pela UEG
Fernanda Benício Reis foi aprovada em Enfermagem pela UEG

Fotos: Divulgação

 

Com salário ridículo de R$ 937, Marconi e Eliton contratam na Educação

A Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) do Estado, por meio da Escola de Governo, publicou ontem, segunda-feira, o Edital 001/2017 do processo seletivo simplificado para a Secretaria de Estado da Educação, Cultura e Esporte (Seduce). As 5910 vagas ofertadas estão distribuídas por municípios divulgados no Anexo 1 do Edital, onde os contratados serão lotados e chama atenção a remuneração de apenas R$ 937,00 para uma carga horária de 40 (quarenta) horas semanais.

Em vez de fazer um concurso público, o governador Marconi Perillo (PSDB) e o vice José Eliton (PSDB) optam por “oferecer” 5.910 vagas para a contratação temporária de pessoal para atuar na área de apoio administrativo distribuído nas funções de auxiliar de secretaria, motorista, merendeira, higienizador, auxiliar de serviços gerias e vigia – tudo isso nas escolas estaduais.

Na prática, a contratação temporária vai contra todos os princípios da administração pública. É o que diz, por exemplo, o líder do PMDB na Assembleia Legislativa, deputado José Nelto (PMDB). “O governador está querendo contratar 5910 cabos eleitorais, por isso faz um processo seletivo obscuro em vez de um concurso público, como exige a lei”, afirma Nelto. Sem estabilidade, os novos 5910 contratados ficarão sujeitos à pressão política – especialmente em 2018, ano eleitoral.(fonte:Goiás Real)

A PEC 241 e a cegueira ideológica

Se o Senado referendar o texto aprovado pela Câmara, a economia enfrentará um desastre

Qualquer um, inclusive o Estado, se quiser bons resultados, deve focar em gastar no que gera mais receitas. Não se pode olhar despesas e receitas em separado – regra básica econômica, financeira e contábil.

Com a PEC 241, o governo Temer, num momento de queda de receitas e aumento de despesas financeiras, congela as despesas primárias, que, provadamente por diversos exemplos teóricos e práticos, podem gerar mais produtividade e receitas.

A PEC, para ter algum sentido, deveria passar a régua rígida de congelamento no lado das despesas não primárias, não nas primárias, que deveriam sofrer revisão caso a caso. Todo ano o governo teria de pagar menos juros e quitar parte da dívida.

As trajetórias das diferentes despesas primárias são variadas e precisam ser corrigidas uma a uma, com análise complexa de políticas públicas.

São elas, ademais, que elevam demanda agregada e produtividade, de modo que, ao proibir aumentos reais, a economia ficará afundada em crise.

Investimentos públicos em infraestrutura incentivam o investimento privado e geram ativos imobilizados, como pontes, aeroportos, estradas, ferrovias, trens etc. para a sociedade.

Gastos com educação e saúde elevam o ativo humano, pois deixam os indivíduos mais produtivos e depois menos custosos para o Estado.

Gastos sociais, como o Bolsa Família, redistribuem renda numa sociedade imensamente desigual e garantem mais consumo, uma demanda agregada maior. Algo semelhante acontece com os aumentos reais de salário mínimo.

A grande maioria dos economistas mais respeitados no mundo vêm defendendo que o cerne da recuperação dos países é elevar a demanda agregada.

Por conta da desaceleração de nações como a China, que estavam puxando os demais, e por conta da concentração excessiva de riqueza e renda, não há consumo suficiente para dar conta da produção, que veio aumentando muito nos últimos anos com os avanços tecnológicos.

A forma de o mundo voltar a se desenvolver consideravelmente é incluir mais pessoas na economia, fazer com que mais gente possa consumir e, para isso, é preciso reduzir as desigualdades.

Para que o aumento de consumo não venha a gerar novos desequilíbrios lá na frente, como inflação, é interessante que a redução das desigualdades não seja apenas por distribuição de dinheiro, mas por aumento de produtividade via melhoria de infraestrutura e do nível de capital humano (educação e saúde).

As referidas despesas primárias são importantíssimas para o desenvolvimento econômico. Se a PEC 241 passar também no Senado, tal como é hoje, será um desastre para a economia, e não é possível que os membros do Ministério da Fazenda não vejam isso. Mesmo com a reforma da Previdência, ela espremerá tanto alguns gastos essenciais que sequer é viável; é inexequível.

Quanto às despesas não primárias, gasta-se centenas de bilhões em juros reais, os mais altos do planeta. São mais de 20% de todas as despesas.

O Brasil, ano a ano, faz o que se chama de rolagem de dívida, paga a contraída no passado com dinheiro de nova dívida. Há quem use esse número para elevar o valor de juros pagos, mas isso é obviamente um erro.  

Por outro lado, contabilmente, há aí despesas e, financeiramente, há desembolso. Em suma, há uma perpetuação da dívida e do pagamento de juros astronômicos.

Juros são a remuneração pelo tempo que alguém detém o dinheiro de outrem. O ideal de um empréstimo é que ele seja pago logo, a menos que o retorno do investimento daquele dinheiro seja maior do que os juros pagos, algo incomum.

Quanto mais se paga juros – por conta de o percentual ser alto e, se for alto, é pior que o tempo seja longo –, mais chances de o empréstimo não ter valido a pena. No Brasil, paga-se juros altíssimos e a dívida apenas aumenta.

Defensores da PEC usam uma cortina de fumaça para fugir do real problema, ao criticar quem infla o valor dos juros com os valores da dívida rolados. A questão é que o País está pagando dívida, juros altíssimos e contraindo nova dívida, o que não gera retorno. É um círculo vicioso que provoca enorme aumento das despesas estatais.

O déficit brasileiro não estourou por conta das despesas primárias, que crescem regularmente desde 1997, apesar de que poderiam ser otimizadas: reduzir corrupção e má eficiência, por exemplo, para gastar melhor.

O déficit se deve à queda de receitas (provocada pela falta de demanda agregada que gera queda de vendas), às desonerações tributárias e ao aumento de despesas por quase duplicação dos juros de 7,25% em janeiro de 2013 para 14,25% em janeiro de 2016, tendo havido redução de míseros 0,25% há alguns dias.

Some-se a isso que boa parte do aumento dos gastos nos últimos tempos se deu por compra de dólar pelo Brasil para constituir sua reserva e por transferências de títulos para bancos federais, como explica Felipe Rezende.  

Caíram as receitas e houve muitas despesas não primárias, mas o governo quer corrigir o déficit congelando as despesas primárias. Há erro de avaliação e de proposta de solução.   

Onde está o cerne do problema da dívida: nas despesas primárias, que, como dito, têm potencial para tirar o País da crise econômica e não cresceram fora da curva, ou nas despesas financeiras, que têm apenas gerado desembolsos de centenas de bilhões em juros?

É essa a decisão que o Brasil precisa tomar, e não parece ser difícil quando o tema é colocado de forma honesta e clara.

Para pagar a dívida, é preciso que sejam geradas receitas de outro lugar, que não de novas dívidas, como o Brasil faz. Deve-se gerar mais receitas tributárias com urgência. É necessário elevar a demanda agregada, para que se consuma e se venda mais e, então, se arrecade mais.

Para que haja mais demanda agregada e maximização das receitas, é necessário destravar a economia. Não há outra saída melhor em curto prazo do que corrigir um grave desequilíbrio brasileiro: o pior sistema tributário do mundo.

Sim, o Brasil tem uma das piores políticas fiscais do planeta: juros no topo e o sistema tributário mais complicado, extenso e regressivo. Ela faz o Brasil refém do rentismo e não beneficia a produção, tanto que o País se desindustrializou nos últimos anos.

A insistência em não reformar a tributação e manter um nível sobre a indústria que é mais do que o dobro da carga dos países da OCDE, enquanto que o nível da tributação da renda da pessoa física e da riqueza está bem abaixo do nível nesses mesmos países, é acreditar – ou fingir que se acredita – que a carga tributária já é muito alta e que não se pode mais mexer nela.

A carga é altíssima para os pobres e classe média, mas baixa para os muito ricos. É necessário reformar a tributação de cima a baixo.

Não é apenas uma questão de acabar com a isenção de dividendos, mas de reformular quase tudo, para que, com a queda da tributação do consumo, ocorra redução nos preços e da inflação. Ao mesmo tempo, se pode obter mais receitas com o fim da isenção dos dividendos, a correção nas deduções permitidas no Imposto de Renda e a criação de novas alíquotas mais altas para os mais ricos.

Parece claro o que deve ser feito no Brasil. Poucos grandes economistas estrangeiros discordariam do que está sendo dito neste texto. Seus trabalhos recentes confirmam os argumentos.

Basta conferir os estudos de conservadores como Olivier Blanchard, Larry Summers e Allan Greenspan, que assumiram ter contribuído para a crise de 2007-2009 e não ter ferramentas para lidar com ela a partir dos sistemas teóricos que antes defendiam.

Está na hora dos membros do Ministério da Fazenda e dos demais apoiadores da PEC 241 se atualizarem e fazerem como Greenspan, ex-presidente do banco central americano por quase 20 anos, que, após ser posto contra a parede por conta da crise, disse que tinha cometido erros graves por cegueira ideológica.

Muitos brasileiros continuam defendendo posições que vão exatamente na linha geradora da crise. O resultado não poderá ser outro: aumento da desigualdade e mais crise.(fonte:carta capital)