Prefeitos do Tocantins se juntam aos milhares de gestores do Brasil e conquistam recursos

Mobilizados pela ATM, prefeitos do Tocantins vão a Brasília e conquistam auxílio financeiro  aos Municípios, auditoria de contas e aumento de compensação financeira.

Dezenas de prefeitos do Tocantins foram a Brasília e conquistaram auxílio financeiro aos Municípios para este fim de ano, auditoria das contas previdenciárias entre prefeituras e União, além do aumento de compensação financeira dada as cidades que possuem em seus territórios atividades econômicas de exploração mineral.

Protesto dos prefeitos toma os gramados da Praça das Bandeiras, em frente ao Confresso Nacional.

Os gestores tocantinenses estiveram na capital federal nesta terça e quarta-feira, 21 e 22, e participaram de audiências e sessões no Congresso Nacional e Presidência da República, que possibilitaram as reivindicações dos municipalistas, mobilizados pela Associação Tocantinense de Municípios (ATM).

A presença e pressão dos prefeitos em Brasília fazem parte da campanha “Não deixe os Municípios afundarem”, organizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Os municipalistas argumentaram que a crise financeira que se instalou no Brasil nos últimos anos reduziu o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Além disso, a defasagem dos programas federais segue prejudicando ainda mais as finanças municipais e liga o sinal de alerta em muitas prefeituras.

O prefeito de Palmeirópolis Fábio Vaz disse que a marcha foi no intuito de reivindicar os direitos dos municípios que vem perdendo e estão carentes de investimentos e com isso poder cumprir com os compromissos do final do ano.

Prefeito de Palmeiropolis Fábio Pereira Vaz.

“Muitos municípios não iam conseguir cumprir com as obrigações sem esta ajuda, este dinheiro vai entrar em boa hora, de certa forma, vem nos ajudar acertar nossos compromissos de final de ano. A união de todos os prefeitos foi importante, partimos para rua, usando colete, apito e megafone, tivemos que sujeitar ao movimento para conseguir pagar a energia, as contas básicas do município. (sorriu o prefeito). Sensibilizamos todo o Congresso e fizemos manifestações nas proximidades, precisamos mudar a distribuição de renda no pais. Hoje o dinheiro só fica em Brasília”, enfatizou.

“Os prefeitos querem entregar cada vez mais obras e serviços de qualidade ao cidadão. Contudo, as receitas estão cada vez mais reduzidas, enquanto as responsabilidades dos governos municipais só aumentam. Com a eminência de possivelmente fechar as contas de 2017 no vermelho, com grandes dificuldades em encontrar recursos para pagar fornecedores, folha de pagamento e 13° salário, os prefeitos vieram a Brasília solicitar à Presidência da República um auxilio financeiro emergencial” disse o presidente da ATM e prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano.

O líder dos prefeitos tocantinenses se juntou com os demais presidentes das entidades estaduais e com o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, para uma audiência com o presidente da República, Michel Temer.

Os municipalistas foram recebidos pelo chefe do executivo nacional nesta quarta-feira, 22, e solicitaram um auxílio financeiro emergencial no valor de R$ 4 bilhões. Porém, Temer determinou que até dezembro seja repassado auxílio financeiro de R$ 2 bilhões aos Municípios brasileiros sob a forma de FPM. “O repasse de R$ 2 bilhões corresponde a metade do que foi solicitado de apoio financeiro, mas dará fôlego aos Municípios diante da dura crise financeira enfrentada. A verba extra virá também para corrigir as frustrações de receitas enfrentadas pelas prefeituras neste ano”, disse o prefeito de Santa Rosa do Tocantins, Ailton Parente.

Auditoria de contas

Luta histórica do movimento municipalista, o encontro  das contas previdenciárias entre Municípios e União foi aprovado pelo Congresso Nacional, após pressão dos municipalistas, obtida por meio da derrubada do veto presidencial 30/2017. A medida permitirá, pela primeira vez, a subtração de créditos e débitos entre as contas municipais com as da União. Sem causar impacto fiscal para o Executivo Federal, a política trará redução nos valores abatidos, mensalmente, nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios  (FPM).

“Nossa estimativa é de que haverá  uma redução de aproximadamente R $ 15 bilhões com os cálculos nas finanças municipais de todo o país”, revelou o presidente CNM, Paulo Ziulkoski. Segundo a Confederação, A Medida Provisória (MP) 778/2017, que estabeleceu o parcelamento da dívida previdenciária, foi aprovada primeiramente na Câmara, onde se inseriu uma emenda a proposta, em forma de destaque, que incluía a auditoria das contas ao texto da MP. Em seguida, o Senado aprovou o texto da forma que o recebeu da Câmara. No entanto, quando chegou para sanção do Palácio do Planalto, os artigos 11 e 12, relativos à medida, foram vetados.

Votações

A votação sobre manter ou derrubar o veto começou a ser realizada pela Casa onde a matéria primeiro foi apreciada. Por unanimidade, ou seja, 300 votos, os deputados optaram por derrubar o veto do governo federal ao encontro de contas durante votações no plenário nesta quarta-feira, 22. Em seguida, foram contabilizados os votos dos senadores que, também por unanimidade, ou seja, 43 votos favoráveis, mantiverem a posição da Câmara. Dessa forma, os artigos vetados que correspondiam ao encontro de contas voltam ao texto original da MP do parcelamento da dívida previdenciária

Presidente da ATM, Jairo Mariano, discursa em protesto dos prefeitos em Brasília.

Ainda na quarta-feira, foi aprovado na Câmara de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei nº 3.444/2000, que institui o Conselho de Gestão Fiscal (CGF) e dispõe sobre sua composição e forma de funcionamento. Os municipalistas reivindicavam que o Conselho de Gestão Fiscal seja efetivamente constituído por representantes de todas as esferas de Governo e que seus membros sejam indicados pelas respectivas entidades relacionadas no projeto, como a Associação de Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e a CNM, representando os interesses dos Municípios brasileiros.Prefeitos se unem na luta pelos municípios em Brasília.

Um dia antes, na terça-feira, 21, a mobilização pressionou e obteve pelos deputados federais a aprovação  da Medida Provisória 789/2017, que altera as alíquotas e base de cálculos da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). Os parlamentares votaram a favor dos Municípios.

Com a medida, o percentual de participação dos municípios impactados pela atividade de mineração sobe de 10% para 15%. Atualmente, são mais de 2,5 mil municípios mineradores impactados.

A matéria segue agora para deliberação no Senado Federal.

Prefeito de Jaú do Tocantins Onassys Moreira, Senador Ataides Oliveira ao centro e prefeito de Palmeirópolis Fábio Vaz.

 

Rozineide Gonçalves/Associação Tocantinense de Municípios – ATM

‘Sonho de infância’, diz universitário do Tocantins eleito Mister Brasil 2018

Rafael Marinho, de 19 anos, desbancou 15 candidatos e foi eleito o homem mais bonito do país. Jovem é morador de Palmas e estudante de Educação Física.

O Mister Brasil 2018 é do Tocantins. Morador de Palmas, Rafael Marinho é estudante de Educação Física, tem 19 anos, 78 quilos e 1,78m de muita beleza. Ele foi o vencedor do concurso realizado na noite deste sábado (18), em um hotel em Goiânia. Ao G1, o jovem eleito o mais bonito do Brasil disse que o título era um “sonho de infância”.

Natural de Araguaína, Rafael contou que foi vencedor de outros concursos e que já trabalha com moda há alguns anos. “Foi uma surpresa ter sido eleito. Sempre é. Mas eu estava confiante”, disse.

O Mister Brasil lembrou que, quando criança, ele já chamava a atenção pela beleza. “As pessoas diziam para eu investir nessa área. E fui crescendo com isso na cabeça”.

Este ano ele foi nomeado Mister Tocantins, já que não foi realizado um concurso regional. Desde então, foram cinco meses de preparação: academia, cuidados com a saúde e com procedimentos estéticos. “Fiz parceria com nutricionista, fisioterapeuta, odontólogo, mas grande parte dos recursos partiu de mim. É difícil trabalhar com moda no estado porque faltam patrocinadores”, disse.

Ao todo, 16 jovens de todo o Brasil participaram do concurso. O segundo lugar foi para Matheus Amaral, Mister Rio Grande do Sul. O diretor nacional do Mister Brasil Eliseu Neto disse que Rafael é o primeiro tocantinense a conquistar um título nacional de Mister. Cinco jurados avaliaram os candidatos considerando os critérios de beleza e corpo. “Achei que ele representou bem. Foi justo. Ele realmente era o mais bonito”, disse Eliseu.

Rafael Marinho agora almeja um título internacional. “Vamos buscar isso. Mas já estou bastante feliz com o resultado e com a repercussão do resultado no Tocantins”. 

Mister Brasil Rafael Marinho ao lado do Mister Rio Grande do Sul, que ficou em segundo lugar no concurso (Foto: Miguel Ferrari/Divulgação)

G1/Tocantins

A cada duas horas e meia, uma mulher sofre estupro coletivo no Brasil

Na comparação com 2011, o número saltou 124%.

Um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde mostrou que a cada duas horas e meia uma mulher sofreu estupro coletivo no Brasil, em 2016. Nesse ano, foram registrados 3.526 casos pelas unidades de saúde, um crescimento de 12,5% em relação a 2015. Na comparação com 2011, o número saltou 124%.

Segundo o G1, os estados mais populosos do país, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, somam 1.360 casos de “estupro com dois os mais agressores”. Já as localidades com maiores índices do crime são Acre, Tocantins e Distrito Federal. A cada 100 mil moradores dessas regiões, mais de quatro pessoas foram vítimas.

Por outro lado, os lugares que obtiveram menor registro dos casos são Paraíba, Rio Grande do Norte, Maranhão, Sergipe e Bahia. Foi computado, segundo os dados da pasta, menos de um estupro a cada 100 mil habitantes.

Noticias ao Minuto

Prefeitura de Palmeirópolis e Engie Brasil, realizam “Dia de Campo” e recebe visita do presidente da Ruraltins

Presidente do Ruraltins participa de dia de campo do projeto “Viva Água”

Preocupados com o bem mais precioso para a vida, “agua”, a prefeitura por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Meio Ambiente, em parceria com a Engie Brasil promoveram na manhã de sexta feira (21), o primeiro Dia de Campo do projeto “Viva Água”.

Projeto de Recuperação e Conservação das Àreas de Preservação Permanente da Microbacia do Cocalinho.

O evento aconteceu na fazenda do senhor Eli Correia, uma das propriedades com nascentes importantes para a formação da microbacia do Ribeirão Cocalinho, que por sua vez abastece toda a cidade de Palmeirópolis. O evento contou com a participação de aproximadamente 80 pessoas.

Durante toda manhã, foram realizadas palestras pelos Engenheiros Agrônomos Josimar Furlan, Adriano Baldissera e a Engenheira Florestal Jessica Thais Cangussu, que detalharam sobre a importância da preservação e recuperação das nascentes e praticas conservacionistas, fazendo com que cada fazendeiro pudessem compreender a importância do projeto.

A propriedade do senhor Eli foi a primeira a fazer adesão ao projeto “Viva Àgua”, na qual foi realizado o plantio de aproximadamente 700 mudas nas áreas de Preservação Permanente de duas nascentes. Uma das parcerias com proprietário é o isolamento da área a ser recuperada, e a manutenção das plantas inseridas no local.

Eli Correia disse que a parceria com os proprietários tem feito muito bem a natureza, e que só tem água em sua propriedade graças ao projeto. “Hoje vejo o quanto é importante à preservação das nascentes, se não fosse essa parceria com a prefeitura e a Engie, nem sei como seria daqui para setembro, porque ainda estamos no mês de julho e temos pouca água”, enfatizou.

O prefeito Fábio Vaz, acompanhado do presidente da Ruraltins – Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins, Pedro Dias, prestigiou o evento e disse da importância das parcerias com a Engie e Ruraltins, e se colocou a disposição para que projetos como o “Viva Àgua”, ganhe cada vez mais o envolvimento, e que os objetivos possam ser alcançados.

Já o presidente da Ruraltins Pedro Dias, falou da importância do projeto e disse que veio especialmente para prestigiar o evento, tendo em vista a importância do tema. “Palmeirópolis está servindo de modelo para o restante do estado, temos aqui uma palestra muito proveitosa, conservação e prevenção das nascentes, pois nossa água está acabando, temos que apoiar e incentivar outras pessoas a fazer o mesmo”, explicou.

Na oportunidade o presidente enfatizou a parceria que a Ruraltins tem com o município. “Eu quero aproveitar e parabenizar o prefeito Fábio, porque ele entendeu que a estrutura do estado fortalece o agronegócio e especialmente a agricultura familiar, hoje Palmeirópolis é modelo para outros municípios, principalmente na questão do (Serviço de Inspeção Municipal) SIM, permitindo a comercialização de forma segura dos produtos de origem animal”.

Dias reafirmou que Palmeirópolis é um exemplo a ser seguido por outros municípios. Na oportunidade Pedro Dias, conheceu as instalações do frigorifico e laticínio Palmalac.

O objetivo do projeto é aumentar a disponibilidade de água em quantidade e qualidade na microbacia do Córrego Cocalinho, através de recuperação e conservação de suas Áreas de Preservação Permanente (APP), a fim de que se consiga dar continuidade ao abastecimento de água para a comunidade local.

O evento, realizado em parceria com a Engie Brasil, empresa privada de energia elétrica, aconteceu em uma das propriedades com nascentes importantes para a formação da microbacia, contou com palestras que abordaram sobre a importância da preservação e recuperação das nascentes e práticas conservacionistas, tais como o plantio de mudas de árvores nativas nas APP’s fazendo com que os participantes pudessem compreender a importância do projeto.

Como nasceu o projeto:

Historicamente havia riqueza de água em qualidade e quantidade no Córrego Cocalinho, falta de água para abastecer Palmeirópolis parecia quase impossível. Nos últimos anos está realidade mudou.

Todos os anos há necessidade de transpor água do Córrego Mucambinho para o Cocalinho, isto em função da reduzida disponibilidade de água que vem ocorrendo, mesmo nos anos que o ciclo de estiagem é normal.

Com o surgimento do projeto em dezembro de 2015, foi delimitado a área da MICROBACIA com aproximadamente 3.400ha ou 708 alq, os quais sofrem impactos causados principalmente pelo desenvolvimento de atividades agrícolas, com destaque para pecuária, onde os proprietários dos imóveis degradaram as APP para implantação de pastagens.

Em alguns casos foi realizado o represamento dos cursos d’água para obtenção do armazenamento de água com fim principal para a dessedentarização dos animais e em outros casos para criação de peixes.

Com o desenvolvimento do projeto foram identificados 26 propriedades na microbacia do Cocalinho e catalogados 28 nascentes sendo que a maioria precisam ser recuperadas.

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Mari Correia/Ascom prefeitura

Valério sobre Aécio: ‘levava 2% dos contratos do BB desde os anos 90’

Por citar políticos com foro privilegiado, o acordo aguarda a homologação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois de ter sua proposta de delação rejeitada pelo Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MP-MG), o operador do mensalão Marcos Valério, fechou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal (PF). No acordo, entre outras coisas, Valério sustenta que suas agências de publicidade participaram do financiamento ilegal da atividade política de Aécio desde os anos 90.

Na delação, de acordo com a reportagem do O Globo desta quinta-feira (20), ele afirma que o tucano recebia 2% do faturamento bruto dos contratos do Banco do Brasil no governo FH, valores que seriam pagos por meio de Paulo Vasconcelos, citado como representante de Aécio junto à empresa.

Valério também sustenta que parte dos recursos desviados da campanha pela reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em 1998 — no processo que ficou conhecido como mensalão mineiro — abasteceu caixa 2 da campanha de Aécio a deputado federal. Por citar políticos com foro privilegiado, o acordo aguarda a homologação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Noticias ao Minuto

Palmas: Capital mais jovem do Brasil é também a mais saudável

Proporcionalmente, é a que tem menos hipertensos entre as capitais brasileiras. E também a que tem mais magros.

Praticar atividade física é um dos hábitos dos moradores da capital campeã em qualidade de vida. Um lugar onde as pessoas se alimentam bem e estão atentas ao coração e à balança. Esta cidade é Palmas, no Tocantins. A capital mais jovem do país tem apenas 28 anos e cresce sendo exemplo de vida saudável.

São quase 300 mil habitantes. Proporcionalmente, é a que tem menos hipertensos entre as capitais brasileiras. E também a que tem mais magros. Além disso, é a terceira com menor índice de casos de diabetes e a terceira que mais movimenta o corpo no tempo livre.

Qual o segredo? Não é o sol escaldante na cidade onde a temperatura chega aos 40 graus. A diferença está na rotina e no prato de quem vive ali.

“O consumo de alimentos muito processados, industrializados ainda é pequeno em relação a grandes capitais, como Rio de Janeiro e São Paulo. Então, as pessoas têm o hábito de realizar suas refeições em casa, junto com a família”, diz a nutricionista Sônia Lopes, da Universidade Federal do Tocantins.

Outra vantagem de Palmas. Por causa dos rios da região tem muita oferta de peixe. O trânsito também ajuda. Os congestionamentos ainda não chegaram por lá. Palmas é uma cidade planejada, com avenidas largas e muito verde. O traçado lembra Brasília.praia palmasponte fernandoponte palmas

Globo Reporter

Goiás terá a primeira faculdade do Brasil administrada pela Polícia Militar

Apesar de ser controlada pela PM, a faculdade será particular, diferentemente dos colégios militares que são públicos.

Goiás está prestes a receber a primeira faculdade do Brasil administrada pela Polícia Militar, aos moldes dos bem sucedidos colégios militares que estão transformando a vida escolar de centenas de estudantes goianos.

A diferença é que, contrário aos colégios militares que são públicos, a faculdade será particular, explica o diretor presidente da Fundação Tiradentes – mantenedora da instituição, Tenente Coronel Cleber Aparecido Santos. “Já conquistamos junto ao Ministério da Educação (MEC) o credenciamento necessário para oferecermos cursos de Graduação e Pós Graduação, a partir do segundo semestre de 2017”, conta.

Apesar de ser denominada como Faculdade da Polícia Militar, a instituição não se restringe à formação do efetivo policial, mas está aberta a todos os interessados em concluir o ensino superior, em diferentes habilidades. A faculdade foi idealizada tendo como parâmetros o ensino de excelência oferecido no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e no Instituto Militar de Engenharia (IME).

Segundo relata o Tenente Coronel Cleber, avaliações realizadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) concederam à faculdade nota inicial quatro, de uma média máxima de cinco.

Para obter essa nota, uma comissão avaliadora analisou os seguintes critérios: estrutura física, corpo docente, projeto pedagógico, plano de desenvolvimento institucional e a capacidade econômica da mantenedora.

Sobre o ingresso na instituição

A Faculdade da Polícia Militar vai receber alunos por meio de processo seletivo próprio (vestibular) e também pela nota obtida no Enem. Ela vai funcionar em parceria com o Colégio Vasco dos Reis, no setor Bueno, na capital Goiânia, em horário alternativo ao das aulas do ensino médio.

Já neste segundo semestre serão oferecidos os cursos Tecnólogo em Segurança Pública, com duração de dois anos; e as pós-graduações MBA em Segurança Pública; e especialização em Ciências Policiais. A partir do próximo ano, o portfólio de cursos da Faculdade será incrementado com os cursos de Graduação de Enfermagem, Biomedicina e Educação Física.

“Estamos inovando ao trazer para o meio acadêmico o aprofundamento teórico sobre questões de segurança pública, contribuindo para o aprimoramento intelectual de todos que se interessam pela área. Já estamos recebendo consultas de diversos profissionais de vários Estados, interessados em saber mais detalhes sobre essas pós-graduações”, declarou.

Capital intelectual

O corpo docente da instituição foi formado mediante análise curricular. “A maioria dos nossos professores são civis, tendo alguns militares elencados também”, informa o tenente coronel. Os perfis dos professores foram identificados de acordo com os cursos. Foram selecionados mias de 85% do corpo docente composto por doutores e mestres.

“Vamos imprimir o modelo de gestão dos colégios militares nesta faculdade. Portanto, serão tratados valores éticos, de disciplina e civismo dentro da faculdade. Nossos cursos são focados na formação social e na capacidade emocional, amparado por uma cultura motivacional e inovadora”, finaliza.

(Fonte: Goiás Agora)

Um muito estranho país terceirizado

É só deixar a ficha cair; ser mais sério do ponto de vista intelectual; analisar as coisas com um pouco mais de criticidade e reduzir a passionalidade e a prostração do pensamento e com relativa facilidade você irá perceber que as elites que governam esse país são visivelmente tacanhas, medíocres, atrasadas e sem a menor capacidade de estarem à frente dos rumos de um país destrambelhado como o nosso.

Não é questão de aparência, é essência. É gente estruturalmente perversa e sem nenhuma relação de efetivo comprometimento com esse país. São seus referenciais, é seu horizonte de país e são suas opções históricas. Não tenham dúvidas: país é coisa de povo.

O desmantelamento de todo o mundo do trabalho e que se deu ontem, 22/03/2017, por meio da terceirização irrestrita das atividades-fim das empresas é jogar contra os próprios rumos do país. Disse um deputado da direita golpista em sua frequente e enorme estupidez que “com essa medida novos postos de trabalho serão abertos”. É burrice, má fé, demagogia e escárnio! Tudo junto!

Para começo de conversa o termo da “terceirização” supostamente autoreferente é armadilha teórico-conceitual. Não é só a terceirização, aliás, é ela e as suas muitas circunstâncias. É que jamais fica apenas na “terceirização”, descamba fundo para a “quarteirização”, “quinteirização”… E por aí vai! E com a aprovação desta “modernosa” legislação já está estabelecido o “salve-se quem puder” do “negociado sobre o legislado” ou seja, agora é por conta do cliente. É como um self-service de um restaurante onde você escolhe este, aquele e aquele outro prato. Você monta o que irá comer, ao seu gosto e às suas necessidades.

Pois bem… O mundo do trabalho neste Brasil já muito informalizado e precarizado se tornou um self-service gastronômico de ponta-de-rua onde ao patrão cumpre dizer o que quer, como e da forma que quer para pagar o que bem entender. É do que se trata! Isso, meus caros, é a terceirização na pratica, esse é o seu mecanismo de funcionamento e essa será a sua historicidade.

Para que servem leis trabalhistas? Por que se resguardar o trabalho? Não precisa ser um economista de ponta ou um especialista de requintadas elaborações analíticas para identificar que as leis de proteção do trabalho são condições de desenvolvimento; é mecanismo moderno e de proteção, por conseguinte, das famílias; é espécie de reserva econômico-produtiva ante ao amplo despenhadeiro de crises de toda sorte e que sovam as economias capitalistas ou sub-capitalistas. Neste particular a proteção do trabalho em economias periféricas como a brasileira é porto seguro e que impede o aprofundamento das crises para o âmbito da vida familiar. Dá pra entender?

Tento ser mais claro! A proteção do trabalho é consequentemente, a proteção do trabalhador, do seu cotidiano e do seu necessário consumo; consumo, por sinal, que se dá lá no bairro, na mercearia da vila, no boteco da comunidade, na feirinha da pracinha ou alguém aí acha sinceramente, que com suas rendas o trabalhador brasileiro irá entusiasmado e alvissareiro jogar de especulação nas bolsas de Nova York, Frankfurt ou Paris? Vejamos: com suas rendas garantidas por meio do cumprimento de legislações do trabalho sérias e minimamente justas é toda uma cadeia econômica que é, da mesma forma, resguardada. É a própria atividade econômica ou macroeconômica que tem na chamada economia real algum fôlego diante de um neoliberalismo arrasador e que nos precipita para o neolítico das relações do trabalho.

Que Temer e respectiva cambada são absolutamente imprestáveis, salvo a eficaz e cinematográfica drenagem de propinas e suas respectivas ocultações em contas desmembradas e submersas em paraísos fiscais, já não é novidade para ninguém; o que nos deve ser notadamente claro é que essas elites do sul/sudeste estão seccionando o país; estão arruinando com a vida social, com qualquer possibilidade de sociabilidade minimamente íntegra nesse país infame e as consequências e repercussões desse movimento são absolutamente imprevisíveis.

Já estamos em ambiente e subjetividade de guerra civil; o ódio corre solto e seu represamento é de impossível lida. Com alguma liderança, sistematização e povo o impossível se torna realidade, aliás, em matéria de Brasil o impossível é o corriqueiro.Por Brasil 247

ÂNGELO CAVALCANTE

Quem ganha com o escândalo e por que o Brasil ainda pode reverter a crise

Enquanto o Brasil tenta conter os prejuízos no mercado internacional em meio às suspensões de importação de carne por causa do escândalo de adulteração e corrupção no setor, outros países enxergam o fato como oportunidade.

Grandes produtores de carne, como Estados Unidos e Austrália, estão de olho em mercados em que Brasil tinha força, como a China e a União Europeia.

Também de olho no espaço que será deixado pelo Brasil, mas com menor potencial de exportação, estão Argentina, Irlanda e Nova Zelândia.

Especialistas, ainda assim, dizem acreditar que o Brasil tenha uma vantagem: outros países terão dificuldade de suprir a demanda de um dos maiores exportadores de carne do mundo.

Hong Kong impõe barreira

A indústria da carne brasileira exporta o equivalente a US$ 12 bilhões por ano, de acordo com a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Só de carne bovina foram gerados US$ 5,5 bilhões, com as 1,4 milhão de toneladas enviadas a 150 países em 2016, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

O maior comprador é Hong Kong – região administrativa especial da China -, que importou 330 mil toneladas, gerando US$ 1,1 bilhão para o Brasil.

Na terça-feira, autoridades sanitárias do Japão e de Hong Kong suspenderam a exportação de carne brasileira, na esteira de restrições já impostas por China, Chile, União Europeia e Suíça.

Os Estados Unidos, maior importador de carne processada do Brasil, anunciaram que aumentarão a fiscalização sobre os produtos.

A expectativa é que outros mercados ainda venham a impor barreiras ao Brasil, o que traz oportunidades para competidores.

“Estados Unidos e Austrália geram preocupação”, comentou o presidente da AEB, José Augusto de Castro.

“É possível que nesses primeiros meses o Brasil perca mercados, especialmente de frango e carne bovina, para grandes produtores”, disse.

Fábrica de carne processada em Lapa, no Paraná, recebe inspeção
Fábrica de carne processada em Lapa, no Paraná, recebe inspeção

A proximidade geográfica com a China – segundo maior importador de carne brasileira – pode dar vantagens à Austrália, enquanto os Estados Unidos miram os países europeus.

A estimativa da AEB é que o Brasil tenha prejuízos de até US$ 2 bilhões este ano no mercado internacional, influenciado tanto pelas restrições como por uma provável queda do preço da carne brasileira.

O preço da carne brasileira já era relativamente baixo, segundo Castro. Os preços de frango, carne bovina e suína tinham recuado, em média, 25% entre 2011 e 2016.

No último ano, os frigoríficos brasileiros vinham conseguindo vender a preços melhores, com aumento de 40% no preço da carne suína, 20% do frango e 10% da carne bovina.

“Espera-se que essa valorização seja toda perdida”, lamenta Castro.

O que pode salvar o mercado brasileiro é a dificuldade de outros países de produzir a quantidade que o Brasil hoje exporta.

“O Brasil é o maior produtor de carne de frango e de longe o maior exportador, então acho improvável que alguém consiga substituí-lo”, afirmou à BBC Brasil Liz Murphy, CEO da Associação Internacional de Comércio de Carnes (IMTA, na sigla em inglês).

Além disso, países exportadores enfrentam seus próprios desafios para competir internacionalmente.

A Austrália, segundo maior exportador de carne bovina, recupera-se de uma forte seca no último ano, que afetou rebanhos e elevou os preços do seu produto.

Já os Estados Unidos enfrentam um surto de gripe aviária. E, antes da crise, o país era visto, inclusive, como oportunidade para o mercado brasileiro.

Competidores internacionais podem tomar mercados brasileiros
Competidores internacionais podem tomar mercados brasileiros

Argentina, Irlanda e NZ

A Argentina também tem expectativas: a Câmara Argentina de Feedlot (pecuária intensiva) afirmou à agência Diarios y Noticias (DyN) que o país vizinho “não teria dificuldade” em colocar seus produtos na Europa e em países asiáticos depois do que ocorreu no Brasil.

E a Câmara da Indústria da Carne (Cicra, na sigla em espanhol) afirmou ao jornal Clarín que espera ampliar a exportação ao Chile.

O empecilho, neste caso, é a valorização do produto. A boa fama do bife argentino o torna até 15% mais caro que o brasileiro.

Além do preço, a Argentina não tem excedente suficiente para vender a outros países, segundo José Augusto de Castro e a Confederação Rural Argentina, citada no DyN.

Ao mesmo tempo, o país abriga frigoríficos controlados pela BRF, uma das empresas afetadas pela operação Carne Fraca da Polícia Federal.

Disputa na Europa

Dados da Comissão Europeia mostram que a Europa importou 140 mil toneladas de carne brasileiras 2016, cerca de 40% do total.

Assim que o escândalo veio à tona, associações irlandesas de produtores de carne cobraram a proibição de importações de carne brasileira pela União Europeia.

A intenção é expandir a atuação no mercado europeu, especialistas afirmaram ao AgriLand, um portal de notícias irlandês especializado em agricultura.

“A Irlanda sempre pressionou por barreiras à produção”, acrescentou Castro. “Mas o problema deles é o alto custo dos produtos.”

Em ofensiva de comunicação dois dias após operação da PF, presidente Michel Temer levou representantes de importadoras de carne a churrascaria
Em ofensiva de comunicação dois dias após operação da PF, presidente Michel Temer levou representantes de importadoras de carne a churrascaria

Do outro lado, quem quiser exportar para a China terá de enfrentar um rígido e longo processo de certificação sanitária.

“Muitos países têm interesse em exportar para eles”, diz Liz Murphy, da IMTA, baseada em Londres.

“O Reino Unido, por exemplo, nem sequer conseguiu um acordo para iniciar as negociações (para exportar carne para a China), porque o país não está livre da gripe aviária.”

A Nova Zelândia já tem a certificação, e 12% das importações de carne bovina da China vêm de lá.

“Nos últimos anos, a Nova Zelândia tem enfrentado crescente competição do produto brasileiro em seus mercados tradicionais, como a China”, explicou Cornelius Williams, economista rural do banco ANZ, da Austrália e Nova Zelândia.

“Se a carne brasileira continuar suspensa, isso pode aumentar o retorno do país”, concluiu Williams, ponderando que a situação ainda está nebulosa demais para se prever a movimentação dos mercados.

A Nova Zelândia não tem escala mundial como o Brasil, e grande parte de sua oferta tem foco na distribuição de laticínios. Mas Williams lembrou que há relações já estabelecidas com mercados-chave, como Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e Europa.

Momento crucial

Isso significa que as consequências da crise vão depender de como o Brasil irá lidar – e comunicar – o combate à corrupção da carne.

Ou seja, os especialistas consultados pela BBC Brasil concordam que as denúncias de propinas a fiscais e de adulteração de carne são gravíssimas e que o escândalo tem um potencial de danos sem precedentes à imagem brasileira nesse mercado internacional.

Mas a forte procura pela carne brasileira e a dificuldade encontrada por outros mercados podem amenizar as consequências econômicas se o país souber responder à crise.

“A situação é bastante fluida no momento. Os países podem mudar de posição e alterar suas políticas à medida que mais fatos sejam conhecidos”, diz Murphy.

Carne recolhida em supermercado do Rio de Janeiro
Carne recolhida em supermercado do Rio de Janeiro

O presidente da AEB menciona o exemplo da Coreia do Sul, que chegou a banir a carne brasileira, mas recuou da medida.

“Quando a operação ocorreu, parecia que era um problema generalizado e houve reações como a da Coreia. Aos poucos, entendeu-se que eram 21 frigoríficos envolvidos nos crimes num universo de 4.400 empresas brasileiras”, comenta Castro.Fonte:BBC Noticias

O projeto de Temer não para em pé

O mix de juros altos, câmbio valorizado e compressão salarial não resolve o problema de atração de capital externo

A recente divulgação de levantamento realizado pelo Financial Times, dando conta que o salário médio do trabalhador chinês já é mais alto do que os de seus colegas brasileiros, argentinos e mexicanos pode nos levar a várias reflexões. Fico com duas principais. A: O que está acontecendo com a China? e B: Qual a meta do projeto ultraliberal em curso no Brasil? 

Primeiro sobre a China. A queda do crescimento do PIB chinês, de uma média acima de 10% na década passada para pouco mais de 6% em 2015 se deve não apenas à retração dos mercados ocidentais, mas a um giro realizado a partir de 2007 na economia do país. 

Naquele ano, um dos temas debatidos pelo 15º Congresso do Partido Comunista Chinês (PCCh) foi a de fortalecer o mercado interno, como forma de dar maior sustentabilidade ao desenvolvimento até ali garantido em sua maior parte pelo dinamismo do setor exportador.

Na mesma época, outra mudança ocorreu: a China agregou à sua característica de exportador de manufaturas a exportação de capitais. A partir daí, investimentos do gigante oriental na África e América Latina – além de outras partes do mundo – tornaram-se mais agressivos. 

Manifesto dos trabalhadores

Uma das consequências foi o que a revista The Economist à época chamou de “manifesto dos trabalhadores” do país: uma paulatina mas segura elevação do valor real do salário médio, mantendo, porém, a moeda nacional desvalorizada para garantir a competitividade internacional de seus produtos. 

Assim, o indicador do Financial Times não aponta apenas uma queda da renda dos salários nos países latino-americanos, mas uma elevação dos ingressos asiáticos. Entre 2006 e 2016, em alguns ramos de atividade, o salário médio no país foi multiplicado por três, em termos reais, segundo a Economist.

É bem possível que essas diretrizes sejam mantidas no 19º Congresso do PCCh, marcado para o segundo semestre deste ano. 

Diretrizes econômicas

Passemos ao Brasil. Nesse quadro, quais são as diretrizes do governo golpista para a inserção do Brasil no mercado internacional? 

São especialmente de duas ordens com um só propósito, após o fracasso da diplomacia de cotoveladas, implantada por José Serra (PSDB). Esta tinha na busca de acordos com Estados Unidos e Europa Ocidental sua pedra de toque. A eleição de Donald Trump e a ascensão do nacionalismo em diversos países europeus deitou por terra tal senda. 

O propósito básico do governo Temer é atrair capitais a qualquer custo, seja em investimento em carteira – bolsa, títulos públicos, fundos etc. – seja em investimento direto na compra de ativos públicos ou privados. 

Há, no entanto, problemas na combinação das duas perspectivas, na atual situação brasileira. 

O investimento em carteira depende basicamente da remuneração especulativa, lastreada na taxa básica de juros (Selic). Quanto maiores forem as taxas, mais dinheiro será atraído pela economia brasileira em busca de rápida multiplicação do capital. Para isso, é fundamental que o Banco Central mantenha a Selic em patamares estratosféricos. 

O investimento direto depende de outra característica: a redução sensível dos custos de produção internos, incluídos aí impostos, energia, água, transportes e salários, entre outros. Como a parte de energia e transportes é quase toda privada e com preços indexados – ou seja, dificilmente redutíveis – a variável mais facilmente a ser comprimida são os salários.

Contradições

Há uma contradição entre as duas iniciativas. A política da taxa de juros tende a atrair moeda forte para o Brasil e seu efeito imediato é valorizar o câmbio. O câmbio valorizado eleva o preço dos produtos brasileiros, fazendo com que percam competitividade no mercado externo, ao mesmo tempo em que aumenta a propensão do País a importar. 

Assim, mesmo com a compressão pesada dos salários, a tendência é perdermos mercados em função da agressividade da política monetária. O único setor capaz de fazer frente a essa distorção é o agronegócio, por sua altíssima produtividade. 

O investimento direto tende a se comportar de duas maneiras. 

A compra de plantas industriais voltadas para a exportação tende a não despertar o interesse dos investidores. Melhor instalar indústrias na Malásia, no Vietnã ou em Bangladesh, onde a depreciação da moeda local garante competitividade aos exportáveis. 

No caso de investimento direto em setores voltados para o mercado interno – em especial no setor de serviços e comércio – ou estatais de valor estratégico – como a Petrobrás ou poços do pré-sal – há a vantagem de se lidar com a diferença cambial para maximizar lucros. Vendas em moeda sobrevalorizada (real) no mercado doméstico geram maior quantidade de dólares quando convertidos para remessa de lucros.

Limite nos negócios

Há, entretanto, um limite nessa modalidade de negócios. Com a contração do mercado interno por força da constante alta dos juros e consequente encarecimento do crédito, tais negócios tendem a ficar desinteressantes. O anúncio da saída do Brasil da rede Fnac é uma pequena expressão de que a estagnação da demanda provoca hesitações e até mesmo desistências de investidores externos.

Resta a compra de ativos por parte de estrangeiros com alta liquidez como reserva de valor, para quando a economia retomar seu crescimento. Essa variável é difícil de se medir em um mundo com economias de baixo crescimento.

O governo Temer não tem projeto consistente mesmo do ponto de vista ultraliberal. Mesmo que leve os salários a zero, a redução de custos não compensará os danos causados pela sobrevalorização do real. Os caminhos escolhidos são excludentes entre si. 

Não se trata de alívio. É que enquanto prossegue nessa senda suicida, cadeias produtivas, postos de trabalhos e empresas vão sendo arrebentadas a troco de uma miragem num mundo em crise.(Fonte:Carta Capital)