Carlesse acompanhará julgamento de embargos de Marcelo Miranda com sua base em Gurupi

Deputado Mauro Carlesse acompanhará julgamento de Marcelo Mirando com sua base em Gurupi; caso os embargos sejam negados, o deputado volta a assumir o Governo do Estado.

O Deputado Estadual Mauro Carlesse (PHS), se encontra reunido no momento com sua base aliada na cidade de Gurupi, onde deve acompanhar o julgamento dos embargos do atual Governador do Estado Marcelo Miranda. O julgamento acontece nesta terça-feira, 17, a partir das 19 horas.

Os embargos declaratórios foram apresentados pela defesa do governador Marcelo Miranda (MDB) e de sua vice, Cláudia Lelis (PV), que tiveram seus mandatos eletivos cassados após votação do pleno do TSE no dia 22 de março, mas retornaram ao comando do governo do Tocantins dias depois, por força de liminar concedida pelo ministro do STF, Gilmar Mendes.

O resultado da votação pode obrigar o governador a deixar o cargo novamente, fazendo com que o atual Presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, Carlesse, assuma a cadeira no Governo.

O deputado estadual já estará de volta à capital nesta quarta-feira, 18, pela período da manhã.

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Crise política: revelações sobre Temer racham base do governo

Saiba como se posicionou cada partido, após revelações sobre Michel Temer.

A delação premiada dos donos da JBS causou grandes impactos na política brasileira. O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a abertura de inquérito contra o presidente Michel Temer (PMDB) e a base do governo federal sofreu duas baixas. Os partidos PPS e Podemos (ex-PTN) anunciaram o rompimento com o Planalto. Um ministro, do PPS, se demitiu por conta da repercussão das revelações.

Como destaca o UOL, foram protocolados oito pedidos de impeachment desde a noite desta quarta (17). Parlamentares do PSDB assinaram um dos pedidos e o partido anunciou a permanência no governo até segunda ordem, depois de reuniões de avaliação de cenário.

O senador Aécio Neves (MG) foi afastado do cargo pelo STF e pediu licença da presidência do PSDB “para provar sua inocência”.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, pediu, em nota, que Fernando Coelho Filho, entregue o Ministério de Minas e Energia e volte a exercer o mandato de deputado federal pelo partido, o que não ocorreu até o fim de quinta-feira (18).

A reportagem do UOL listou a posição adotada pelos partidos que compõem o Congresso:

Podemos (ex-PTN) 

O ex-PTN tem uma bancada de 13 deputados e anunciou oficialmente o rompimento com o governo Temer. O partido prometeu assumir posição de “independência” a partir de agora. A deputada federal Renata Abreu (SP), presidente da sigla, afirmou que o partido deverá entregar todos os cargos que possui atualmente no governo federal, entre eles o da presidência da Funasa (Fundação Nacional de Saúde).

PPS 

O PPS anunciou a decisão de deixar o governo federal, “tendo em vista a divulgação do conteúdo da delação premiada de sócios da JBS envolvendo o presidente Michel Temer e a gravidade da denúncia” e defende a renúncia de Temer. A sigla comandava dois ministérios, tem nove deputados federais e um senador, Cristovam Buarque (DF). Roberto Freire, agora ex-ministro da Cultura, entregou o cargo na tarde de quinta. Já o ministro da Defesa, Raul Jungmann, “irá permanecer na função pela relevância de sua área de atuação de segurança do Estado brasileiro neste momento de crise e indefinições”, segundo nota assinada pelo presidente da legenda, Davi Zaia.

PSB 

O PSB, que conta com 35 deputados e sete senadores, divulgou uma nota na qual pede a saída do ministro Fernando Bezerra Coelho Filho. O presidente do partido disse que a sigla não pode “admitir” que um de seus membros faça parte de um governo “antipopular que perdeu, por inteiro, sua legitimidade para governar o Brasil”.

PSDB 

É o segundo partido com maior número de ministros no governo Temer, são quatro. O PSDB até ameaçou desembarcar do Planalto, mas decidiu permanecer na base por conta de “sua responsabilidade com o país, que enfrenta uma crise econômica sem precedentes”.

DEM 

O partido no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse que o presidente fez a pior das opções para ele e para o país “ao insistir em permanecer no cargo mesmo admitindo o quadro já instalado de ingovernabilidade”. O senador pediu a renúncia de Temer, admitiu apoiar um processo de impeachment caso ele não renuncie e disse que o peemedebista “desafiou a crise”. Já o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) deve rejeitar todos os pedidos de abertura de processo de impeachment contra o presidente.

PP 

O partido tem dois ministérios. O senador Ciro Nogueira (PI) defendeu “um rápido esclarecimento dos fatos por parte da Justiça, para que o país volte o mais breve possível à normalidade e recupere sua estabilidade política e econômica”. “O PP reafirma o seu compromisso com o Brasil e acredita que as políticas adotadas pelo atual governo do presidente Michel Temer são necessárias para a retomada e consolidação do crescimento do nosso país”, diz o comunicado.

PR 

O PR conta com um ministro no governo e divulgou uma nota assinada pela direção nacional da sigla. “Reiteramos a condição de partido da base governista no Congresso Nacional, na oportunidade em que renovamos a confiança no trabalho do presidente Michel Temer”.

PTB

Com um representante na Esplanada dos Ministérios, o PTB se posicionou por meio de comunicado do líder do partido na Câmara, Jovair Arantes (GO): “em nome da bancada do PTB na Câmara dos Deputados, reiteramos o apoio dos parlamentares do Partido Trabalhista Brasileiro ao governo do presidente Michel Temer”.

PMDB 

A bancada do PMDB da Câmara declarou confiar na palavra de Temer. “No seu pronunciamento, o presidente defendeu a celeridade das investigações comandadas pelo Supremo Tribunal Federal e deixou claro que irá responder a todos os questionamentos. Neste momento, a Constituição Federal tem de ser nosso guia, a fim de garantir o funcionamento das instituições democráticas em favor do povo”, diz a nota assinada pelo líder, o deputado Baleia Rossi (SP). O partido tem oito ministérios.

A reportagem não conseguiu contato com o PRB, PV e PSD.

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