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Sertanejo relembra parceria e lamenta morte de compositor Didi Latino: ‘Tragédia’

Humberto, que faz dupla com Ronaldo, disse que vítima ajudou a escrever sucessos como Vendendo Beijo e Romance. Homem foi assassinado no Rio de Janeiro.

O sertanejo Humberto, parceiro de Ronaldo, foi ao velório do compositor D’Stefany Vaquero Lima, de 32 anos, conhecido como Didi Latino, nesta quinta-feira (25) e lamentou a perda do amigo, assassinado no Rio de Janeiro. A vítima, que já trabalhou como empresário de Cristiano Araújo, também já atuou com a dupla. Humberto diz que ainda não tem muitas informações do que aconteceu, mas considerou o fato como uma “tragédia”.

O corpo é velado no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia. “Latino trabalhou comigo no começo do Humberto e Ronaldo, há nove anos, fez uma amizade bacana. Fez muita música comigo e fez parte da nossa carreira até o segundo DVD. Depois saiu e foi trabalhar com o Cristiano, mas a gente sempre esteve junto. Nossa amizade continuou”, disse o cantor.

O compositor escreveu, junto com Ronaldo, sucessos como Vendendo Beijo e Romance. Ele trabalhava como produtor e chegou até ser sócio de Humberto e Ronaldo.

O amigo relatou ainda que conversou com Didi Latino dias antes da morte e que não percebeu nada de diferente. “Falei com ele no final de semana antes dele falecer. Era sobre uma música que tinha mandado para ele mostrar a outros cantores. Não tinha nada diferente. Ele sempre foi um cara do bem, querido por todo mundo. Isso foi realmente uma tragédia. Era um cara super honesto e querido. Nunca mexeu com nada de errado na vida”, completou.

O crime ocorreu na noite de terça-feira (23). Segundo boletim de ocorrência, Didi foi encontrado por policiais militares do RJ na rodovia Rio-Santos, após o túnel de Muriqui, sentido capital, caminhando com as roupas cheias de sangue. Também conforme o documento, o compositor, aparentemente, apresentava quatro perfurações “e não soube descrever o que tinha acontecido, visto que falava palavras sem nexo”.

A família ainda não tem muitas informações sobre o caso. “Nós não sabemos quase nada ainda, a polícia do Rio [de Janeiro] está fazendo a investigação. Ele era uma rapaz sempre bem humorado, de bem com a vida, vivia fazendo brincadeiras. Era uma pessoa muito feliz”, disse a comerciante Lúcia Helena de Lima Rezende, tia da vítima.

Uma prima de Didi, que preferiu não se identificar, disse que ele saiu para negociar a venda de um apartamento antes do homicídio. Segundo ela, o compositor recebeu uma ligação de um possível comprador e teria saído do hotel onde estava hospedado para encontrá-lo.

“A informação que a gente tem é que ele estava ficando em um hotel no Rio de Janeiro, recebeu uma ligação porque tinha colocado um apartamento à venda em Angra dos Reis. Não sabemos se na ida ou na volta ele sofreu esse incidente que tirou a vida dele. A gente também não faz ideia do porquê de tudo isso”, disse.

Investigação

Quando foi localizado, Didi chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a ocorrência, ele portava um passaporte, dois cartões bancários e R$ 500 em espécie.

Responsável por investigar o caso, o delegado Anderson Ribeiro Pinto, titular da 165ª DP de Mangaratiba, informou ao G1, em nota, que os policiais levaram Didi para o Hospital Municipal Victor de Souza Breves, onde ele passou por cirurgia, mas morreu por volta das 23h de terça-feira.

“As investigações estão em andamento na unidade para apurar as circunstâncias e a autoria do crime”, ressaltou o delegado.

Por Sílvio Túlio, G1/GO

Esta postagem foi publicada em 25 de Maio de 2017, 14:24 e está arquivada em Cantinho do artista, Destaque.

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