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Presos suspeitos de fraudar concursos públicos são transferidos para o Tocantins

Operação foi coordenada pela Polícia Civil do Tocantins e prendeu 14 pessoas em três estados. Investigações começaram após suspeita de fraude no concurso da Polícia Militar.

Os suspeitos presos pela Polícia Civil durante a operação Aleteia estão sendo transferidos para Araguaína, norte do Tocantins. A polícia investiga uma quadrilha suspeita de fraudar concursos públicos, entre eles o concurso da Polícia Militar do Tocantins. Ao todo, foram 14 pessoas presas no Tocantins, Maranhão e Piauí. A operação começou no início da manhã desta quinta-feira (21).

Os mandados de prisão temporária foram determinados pela Justiça do Tocantins. A maioria das prisões foi no Maranhão. Houve um preso em Araguaína (TO), além de três prisões em Teresina (PI). Um dos presos no Piauí foi Antônio Ferreira Lima Sobrinho, suposto líder da quadrilha.

De acordo com a polícia, o suspeito havia sido preso no Maranhão por outras fraudes. Ele foi aprovado em mais de 30 concursos e seria a pessoa que faz as provas para repassar gabaritos a outros candidatos.

A polícia cumpriu ainda mandados de busca e apreensão nos três estados, um dos nomes dos presos ainda não foi divulgado.

  • Mailson de Paiva Vieira
  • Renner Ferreira Moraes Mendes
  • Luís Fernando Melo Nascimento
  • Flaviania Silva Furtado
  • Jhonata Araújo Cantuario

Em Teresina (PI) foram presos:

  • Antônio Ferreira Lima Sobrinho
  • Aline Oliveira Santana
  • Gabriela Oliveira de Santana

Em São Luís (MA) e Zé Doca (MA) foram presos:

  • Dionatan Soares Belfort
  • Fernandes da Silva Souza
  • Abimael Silva Almeida
  • Hagaer da Silva Lima

O site tenta contato com a defesa dos suspeitos.

Imagens de gabaritos do concurso da Polícia Militar do Tocantins circularam nas redes sociais logo após a prova (Foto: Arte G1)

As investigações começaram após suspeitas de fraude no concurso da PM do Tocantins. A operação é realizada pela Delegacia de Investigações Criminais de Araguaína, norte do Tocantins, com apoio de policiais dos outros estados.

“Estamos cumprindo vários mandados de prisão em relação ao concurso da PM, que foi provavelmente fraudado. Estamos fazendo diligências e se tudo correr bem, com a detenção de todos, os suspeitos devem ser apresentados no final da tarde ou nesta sexta-feira”, explicou o delegado regional de Araguaína, Bruno Boaventura.

As provas do concurso da Polícia Militar do Tocantins foram aplicadas no dia 11 de março para mais de 80 mil inscritos. São 1 mil vagas para soldado e mais 40 para oficial da PM. Porém, o concurso foi suspenso pela Justiça até o fim do processo eleitoral para escolha de um governador tampão.

A Polícia Militar informou, em nota, que a Comissão do Concurso da polícia tem ciência da operação desencadeada pela Polícia Civil e aguarda ser notificada dos resultados do inquérito para os encaminhamentos cabíveis.

A empresa responsável pela aplicação das provas do concurso foi procurada, mas ainda não se manifestou.

Investigação

A polícia começou a investigar fraude no concurso da Polícia Militar do Tocantins depois que um aparelho celular foi encontrado no banheiro de um dos locais de provas em Araguaína, norte do Tocantins.

Na época, o delegado regional informou que as respostas encontradas no aparelho não são o gabarito oficial da prova. Além da ocorrência registrada em Araguaína, também houve casos de candidatos encontrados com celulares e um pacote de provas com indícios de violação.

Diversas imagens de gabaritos também foram postadas em redes sociais.

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