Ivani Ribeiro, o marido Acácio Gonçalves e um dos filhos do casal Márcio Gonçalves foram mortos em Paraíso do Tocantins. Família disse que vítimas não tinham inimigos e ficou em choque ao saber de crime.

“Isso aí não é coisa que se faz com um ser humano. Acho que nem com um animal você deve fazer uma coisa dessas”. A declaração é de Marcos Aurélio Gonçalves, um dos filhos do casal que foi assassinado numa propriedade da zona rural, a 8 km de Paraíso do Tocantins, neste sábado (22). Ivani Ribeiro dos Santos, de 61 anos, foi encontrada morta no quintal da chácara. Já o marido Acácio Gonçalves de Souza, de 70, e um dos filhos do casal Márcio Gonçalves de Souza, de 36 foram carbonizados.

Marcos tem mais três irmãos. A família ficou em choque ao saber do crime. Ele disse que os pais não tinham inimigos e viviam tranquilos na chácara. “Eles eram aposentados. Tiravam leite para beber, criavam galinhas e produziam coisas para a subsistência”.

Na noite de sexta-feira (21), Marcos e uma irmã ligaram para os pais e não perceberam nada de errado. “Estavam todos bem, só minha mãe reclamou que estava um pouco tonta porque ela sofria de epilepsia e tomava remédios controlados”.

Ivani Ribeiro e Acácio Gonçalves foram encontrados mortos em propriedade de Paraíso do Tocantins — Foto: Arquivo Pessoal

Ivani Ribeiro e Acácio Gonçalves foram encontrados mortos em propriedade de Paraíso do Tocantins — Foto: Arquivo Pessoal

A suspeita é que o crime tenha sido praticado na madrugada de sábado. Os corpos foram encontrados à tarde. Ivani foi morta com um corte profundo na garganta. Ela foi velada e enterrada na tarde deste domingo, no cemitério Bom Jesus, em Paraíso do Tocantins. Já Marcos e Acácio tiveram os corpos incendiados, em um dos quartos da casa. Eles estão no IML de Palmas e vão passar por exames de DNA.

A família procura explicações. “Pelo menos saber o porquê. Porque uma coisa que eu te digo a verdade, eu não esperava isso”, lamentou Marcos.

Na manhã deste domingo (23), mais de 15 policiais civis estão nas ruas de Paraíso do Tocantins e cidades vizinhas para investigar o assassinato. A Polícia Civil informou que trabalha com duas linhas de investigação: latrocínio e homicídio.

G1 Tocantins.

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