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Menino tem parte de dedo arrancado por macaco criado em cativeiro

Animal vivia preso a uma corrente em uma casa em Lagoa da Confusão. Naturatins faz alerta sobre doenças transmitidas por animais silvestres.

Um macaco prego, que passou 12 anos preso em um cativeiro, foi entregue ao Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) após arrancar parte de um dedo de uma criança. Segundo o órgão, o animal vivia em uma casa em Lagoa da Confusão, era alimentado de forma errada e ainda mantido preso a uma corrente.

O Naturatins contou que o caso aconteceu na última terça-feira (19), mas a informação só foi divulgada nesta segunda-feira (25). A Guarda Municipal de Lagoa da Confusão, que fez o atendimento, informou que o macaco teria ficado com ciúmes de uma mulher que cuidava dele. O menino também teve ferimentos no braço e na perna. Ele foi levado para o Hospital Regional de Paraíso do Tocantins.

O Naratins alerta a população para não retirar os animais da natureza e não mantê-los em cativeiro, pois eles podem transmitir várias doenças e causar acidentes graves.

A supervisora da Fauna do Naturatins, a veterinária Grasiela Pacheco, explica que muitas pessoas, ao encontrarem um filhote de primata, podem achar o animal dócil e muito atraente devido às características próximas ao ser humano. Mas segundo ela, quanto maior as semelhanças, maior é a facilidade na transmissão de zoonoses através do convívio.

A gestora disse ainda que com a maturidade sexual, o extinto selvagem do animal aflora, e com o manejo errado, ele pode ficar agressivo e provocar acidentes.

O macaco prego foi levado para Palmas, onde receberá os cuidados. De acordo com a supervisora, quanto mais tempo o animal silvestre fica em confinamento domiciliar, mais longa é a reabilitação para retornar a natureza, o que gera custos e um trabalho especializado.

“Eles já sofrem com a perda do ambiente natural, as queimadas, caça, barramentos nos rios, tráfico de animais silvestres, já que o Tocantins está na rota. E ainda existe essa cultura de retirar os animais da natureza e criar ilegalmente em casa”, disse.

G1/TO

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