Governador cassado estava em Brasília para o Fórum Mundial da Água. Ele deve falar sobre o caso na tarde desta sexta-feira (23).

O governador cassado do Tocantins, Marcelo Miranda (MDB), voltou ao estado na tarde desta sexta-feira (23), um dia após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a saída dele.

Miranda estava em Brasília participando do Fórum Mundial da Água quando a sentença foi anunciada.

Ele chegou em um avião particular ao Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues, em Palmas, por volta das 16h. Ele desembarcou no hangar que pertence ao governo do estado e conversou com funcionários de algumas secretarias que foram autorizados a entrar no local.

Miranda viajou acompanhado da mulher, a deputada federal Dulce Miranda (MDB). A vice-governadora cassada, Cláudia Lélis (PV), recebeu o casal no hangar.

O político ainda não se manifestou sobre as acusações. A expectativa é que ele fale com a imprensa nas próximas horas.

Durante a manhã, a vice-governadora Cláudia Lélis (PV) cumpriu agenda normalmente e as repartições públicas cumpriram expediente. A saída deles só começa a valer a partir da publicação do resultado do julgamento.

O presidente da Assembleia Legislativa, Mauro Carlesse (PHS), que deve assumir o governo, voltou à cidade durante a manhã. Ele estava em São Paulo. Na chegada, ele evitou polêmicas e disse que aguarda a notificação da Justiça para tomar posse.

Cassação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou na manhã desta quinta-feira (22) os diplomas do governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice-governadora Cláudia Lelis (PV).

O processo, que analisa caixa dois durante a campanha de 2014, começou em 2015 após uma aeronave ser apreendida com R$ 500 mil em Goiás.

O advogado Thiago Boverio, que representa o governo, informou que vai recorrer da decisão. “Há muitos fatos para esclarecer. O próprio ministro disse que há muitos indícios e isso tudo será esclarecido nos embargos declaratórios. Quanto à execução, o que ficou bem claro é que o ministro tomou para si a possibilidade de decidir sobre isso”, disse.

O julgamento no TSE começou em 2017, mas o ministro Luiz Fux havia pedido para analisar o processo, que estava parado desde então. No primeiro julgamento, a relatora do processo, ministra Luciana Lóssio, votou contra a cassação da chapa de Marcelo Miranda. Porém, nesta quinta-feira (22) os ministros cassaram os diplomas por 5 votos a 2. 

G1 Tocantins

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