No Mineirão dos 7 a 1, Brasil bate Argentina por 3 a 0 e segue imbatível com Tite

Com 24 pontos, o Brasil lidera as Eliminatórias. Tem um ponto a mais que o vice Uruguai e oito de diferença para os próprios argentinos

A festa que havia sido agendada para o estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, em 8 de julho de 2014 e que terminou em um fiasco retumbante, nesta quinta-feira finalmente foi realizada. No palco dos 7 a 1, o Brasil de Neymar se impôs sobre a Argentina de Messi, venceu por 3 a 0, pela 11.ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas, e ficou muito próximo de garantir uma vaga na Copa do Mundo de 2018, que será na Rússia.

Com 24 pontos, o Brasil lidera as Eliminatórias. Tem um ponto a mais que o vice Uruguai e oito de diferença para os próprios argentinos, que ocupam a sexta colocação e hoje não estariam no Mundial. Esta foi a quinta vitória da seleção brasileira em cinco jogos sob o comando do técnico Tite. Na próxima terça-feira, pela 12.ª rodada, o rival será o Peru, em Lima. A Argentina tentará a reabilitação contra a Colômbia, em casa, na cidade de San Juan.

De outra forma, o número que atormenta o futebol brasileiro desde a semifinal da Copa do Mundo de 2014 esteve de volta nesta quinta-feira. Foram sete os grandes momentos da partida. E a maioria deles protagonizada pelas duas maiores estrelas em campo: Messi e Neymar.

Os três primeiros lances memoráveis do jogo vieram da chapelaria aberta pela dupla de atacantes do Barcelona. Logo aos 4 minutos, Messi recebeu na intermediária de ataque e partiu para a área dando um chapéu em Fernandinho, que não teve outra coisa a fazer a não ser parar o argentino com falta. Menos de cinco minutos depois, o camisa 10 da seleção argentina repetia a dose, mas na metade do caminho acabou atingido no rosto por Fernandinho. O volante brasileiro foi punido com o cartão amarelo.

Aí foi a vez de Neymar começar a brilhar. O atacante, que era o dono do flanco esquerdo e vinha sendo perseguido sempre por pelo menos dois marcadores, decidiu tentar passar por um deles por cima e com um lindo toque encobriu Biglia. O Mineirão foi ao delírio.

Tantos lances bonitos, contudo, careciam de objetividade. O Brasil só foi chutar a gol depois dos 20 minutos, em uma conclusão sem perigo de Renato Augusto. Do outro lado, a Argentina, que jogara no campo de ataque durante o primeiro terço do jogo, só obrigou Alisson a trabalhar de fato no minuto seguinte.

Foi então que Phillppe Coutinho quis participar da festa. Aberto até então pela direita, o jogador inverteu de lado e foi jogar próximo a Neymar. Foi a partir do flanco esquerdo, onde o craque do Barcelona fincara território, que o meia do Liverpool protagonizou o quarto lance bonito do jogo. Ele recebeu passe de Neymar, passou por dois marcadores, levantou a cabeça e colocou a bola em curva no ângulo esquerdo de Romero, fazendo 1 a 0.

O gol àquela altura fazia justiça à seleção que mostrava maior desenvoltura ofensiva. Porque a badalada Argentina era um time de um atacante só, o craque Messi. Higuaín estava perdido entre Miranda e Marquinhos. Enzo Perez, por sua vez, era outro sem função em campo.

Já o trio de ataque brasileiro estava mais à vontade. Com Neymar soberano de um lado e Philippe Coutinho eficiente de outro, Gabriel Jesus decidiu ser garçom pelo meio. Foi dele o quinto lance que merece destaque no jogo. No último minuto do primeiro tempo, o atacante do Palmeiras recebeu de costas para o gol, girou o corpo e entregou a bola de bandeja para Neymar escolher o canto e ampliar.

Personagem dos 7 a 1 que amargura – ele foi um dos três jogadores em campo nesta quinta-feira que estiveram na semifinal da Copa de 2014 -, Paulinho protagonizou o sexto lance que levantou a torcida no Mineirão. Já no segundo tempo, o volante que é contestado por parte da torcida e tem toda a confiança de Tite, estava no meio da área argentina para fazer 3 a 0, após aparar passe de Renato Augusto. Na comemoração, correu para o reservado e levou incontáveis tapinhas dos companheiros – foram mais de sete.

Por fim, a ovação a Tite. O técnico que tinha por missão tentar parar Lionel Messi teve seu nome gritado em uníssono pela torcida. Na véspera, ele afirmara que não tinha medo do Mineirão. O Brasil mostrou que não precisa ter mesmo.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 3 x 0 ARGENTINA

BRASIL – Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda (Thiago Silva) e Marcelo; Fernandinho; Renato Augusto, Paulinho, Philippe Coutinho (Douglas Costa) e Neymar; Gabriel Jesus (Roberto Firmino). Técnico: Tite.

ARGENTINA – Sergio Romero; Zabaleta, Otamendi, Funes Mori e Más; Mascherano, Biglia e Pérez (Aguero); Messi, Higuaín e Di María (Angel Correa). Técnico: Edgardo Bauza.

GOLS – Philippe Coutinho, aos 24, e Neymar, aos 45 minutos do primeiro tempo; Paulinho, aos 13 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Fernandinho e Marcelo (Brasil); Funes Mori, Otamendi e Biglia (Argentina).

ÁRBITRO – Julio Bascuñan (Fifa/Chile).

RENDA – R$ 12.726.250,00.

PÚBLICO – 53.490 pagantes.

LOCAL – Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG).(fonte:mais goiás notícias)

Brasil e Argentina jogam hoje pelas eliminatórias da Copa de 2018

Belo Horizonte - Minas Arena, Estádio Governador Magalhães Pinto-Mineirão (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Belo Horizonte – Minas Arena, Estádio Governador Magalhães Pinto-Mineirão (Tomaz Silva/Agência Brasil)

O Brasil e a Argentina se enfrentam hoje (10) no Mineirão, às 21h45, em partida válida pelas eliminatórias da América do Sul para a Copa do Mundo de 2018. O confronto marca o retorno da Seleção Brasileira ao palco onde sofreu a maior derrota de sua história,  7 a 1 para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014. O duelo colocará Neymar e Lionel Messi em lados opostos, encontro que ocorrerá pela primeira vez em uma partida oficial por suas seleções.

Os dois atletas, que atualmente são colegas no Barcelona, já se enfrentaram em quatros ocasiões. Messi levou a melhor três vezes e a outra disputa terminou empatada. Neymar nunca venceu. Três desses encontros ocorreram em partidas amistosas entre o Brasil e a Argentina. O quarto confronto entre os dois jogadores se deu quando Neymar ainda defendia a camisa do Santos, que acabou goleado por 4 a 0 para o Barcelona na final do Mundial de Clubes de 2011.

Vivendo um bom momento, a Seleção Brasileira entra em campo para fazer a torcida de Belo Horizonte virar a página do 7 a 1 e permitir que Neymar vença Lionel Messi pela primeira vez. Líder nas eliminatórias da América do Sul, o Brasil vem de quatro vitórias consecutivas. A boa fase coincide com a chegada de Tite ao comando técnico, que soma 100% de aproveitamento.

A Argentina não vence há três jogos e somou apenas 2 pontos nos últimos 9 disputados. A queda de rendimento a levou à sexta colocação. Apenas os quatro primeiros asseguram sua classificação para a Copa do Mundo de 2018, que será disputada na Rússia. O quinto lugar precisará superar uma seleção da Oceania, em uma partida de repescagem.

Apesar do momento negativo do adversário, o microempreendedor João Victor Pacheco, de 18 anos, não está muito confiante e aposta na vitória argentina. Com ingresso na mão, ele defende que o 7 a 1 não influencia essa partida e que ele só será superado em uma revanche contra os algozes. “O Brasil tem que se recompor não é em um confronto com a Argentina, e sim com a Alemanha”, diz.  João Victor lembra que, no dia da goleada, ele só não estava no Mineirão porque não conseguiu ingresso.

Também com presença garantida no estádio, o jogador de futebol Bruno Lavandoski, de 20 anos, pensa diferente. “Creio que o fator emocional terá grande influencia na partida. Apesar de ser uma nova geração, carrega um grande peso do 7 a 1, mas acho que temos jogadores de muito potencial para virar essa página”, diz. Ele torce para ver um grande duelo e uma boa exibição tanto de Messi quanto de Neymar, mas com superioridade do brasileiro.

Conforme sinalizado pelo técnico Tite, o provável time titular do Brasil terá Alisson; Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Fernandinho, Paulinho, Renato Augusto e Phillipe Coutinho; Neymar e Gabriel Jesus. Da equipe que começa a partida, apenas Marcelo, Fernandinho e Paulinho estiveram em campo no histórico jogo contra a Alemanha. Por sua vez, os argentinos deverão ter em campo Sergio Romero; Pablo Zabaleta, Nicolás Otamendi, Ramiro Funes Mori e Emanuel Mas; Javier Mascherano, Enzo Perez, Lucas Biglia e Angel Di María; Messi e Gonzalo Higuaín. O técnico de Argentina é Edgardo Bauza.(fonte:agência brasil)

Corintianos que ameaçaram juíza do Rio são presos em São Paulo

Polícia cumpre na manhã desta terça-feira 21 mandatos de busca e apreensão e dez de prisão temporária

O cerco está cada vez mais fechado para os corintianos que estiveram ou estão envolvidos na briga com policiais militares do Rio de Janeiro, ocorrida na partida contra o Flamengo, no Maracanã, dia 23 de outubro. Após a prisão preventiva de 31 suspeitos, uma parte dos torcedores ameaçou de morte a juíza Marcela Assad Caram, responsável pelo pedido de reclusão.

Na manhã desta terça-feira, segundo o Uol, a polícia paulista foi às ruas para cumprir 21 mandatos de busca e apreensão e dez de prisão temporária na Grande São Paulo e na Baixada Santista – até o momento, quatro foram presos.

“São torcedores de organizadas e também torcedores comuns. As diligências estão sendo feitas e mais pessoas poderão ser detidas. Esse procedimento foi possível graças à ação das polícias de São Paulo e Rio de Janeiro”, disse ao portal a delegada Margarete Barreto, titular da Drade (Delegacia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva).(fonte:notícias ao minuto)

Projeto da CBF prevê banir os maus árbitros

Coronel Marinho promete ser rígido na avaliação e assegura que o protecionismo não terá vez no futuro

A Comissão Nacional de Arbitragem planeja lançar na primeira quinzena de dezembro um plano nacional com o objetivo de melhorar o nível dos integrantes da área no futebol brasileiro. Pelo projeto, árbitros, assistentes e analistas de desempenho vão passar a ser treinados e avaliados com base em critérios mais rígidos e quem não apresentar o nível desejado de qualidade será afastado do quadro nacional e até da Fifa.

O trabalho é uma tentativa de dar resposta ao mau momento da arbitragem – a cada rodada do Campeonato Brasileiro muitos erros estão sendo cometidos – e está sendo elaborado pelo coronel Marcos Marinho de Moura, que completa nesta sexta-feira um mês à frente da Comissão Nacional de Arbitragem da CBF.

Homem de confiança do presidente da entidade, Marco Polo Del Nero – o coronel comandou a arbitragem na Federação Paulista de Futebol (FPF) entre 2005 e janeiro desde ano – Marinho substituiu o desgastado Sergio Corrêa na CBF e, desde que chegou, está debruçado sobre o projeto.

Marinho defende os árbitros, atualmente sob uma saraivada de críticas. Apesar de dizer que são bem preparados, reconhece que estão longe do ideal. “Existe um espaço muito grande ainda para a gente melhorar. Pelos próprios resultados que vemos hoje, é inegável que existe certa deficiência na aplicação da regra em termos de uniformidade, na parte disciplinar e até na parte interpretativa”, disse, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo.

Ele admite ter constatado que, por mais boa vontade que tenham, alguns têm dificuldade de fazer bom trabalho. “Não têm o talento que a gente quer”. Essa notória deficiência está balizando o projeto, cujo formato ainda não está fechado. Mas a CBF estuda participar da formação dos árbitros e assistentes desde a base – atualmente são as federações estaduais as responsáveis pela formação, mas muitas não têm os cursos necessários. “Vamos buscar descobrir talentos. Se unir talento, com treinamento e observação, num período de três a quatro anos você tem um árbitro de qualidade, de nível”, acredita.

A ideia é implantar o novo método já em 2017 e a formação e o aperfeiçoamento dos árbitros irá além dos ensinamentos técnicos e da preparação física e psicológica. De acordo com Marinho, será feito um trabalho de monitoramento, de análise de desempenho, com base em vídeos, relatórios, observações in loco e estabelecimento de critérios que deverão ser cumpridos. E quem não atingir o nível mínimo estabelecido, será rebaixado – o que significa sair do quadro nacional e também da Fifa, se for o caso.

“Vamos criar uma central para que possamos acompanhar todos os jogos e que todos (árbitros e assistentes) tenham no máximo em 48 horas um feedback do que foi a sua atuação, o que precisa ser melhorado, com imagem para ilustrar. Aí, vai ter cobrança muito mais efetiva, porque nós vamos ter uma análise de desempenho real”, afirmou o chefe da arbitragem.

Marinho promete ser rígido na avaliação e assegura que o protecionismo não terá vez no futuro. “Ao chegar ao final do ano, se aquele árbitro não correspondeu, cai de ranking e pode até sair do quadro da CBF. Tudo com análise de desempenho. Quem não estiver dentro das nossas expectativas vai sair”.(fonte:notícias ao minuto)

Brasil dá show e goleia a Bolívia por 5 a 0 nas Eliminatórias da Copa de 2018

O resultado mantém o Brasil na segunda posição do qualificatório do Mundial de 2018

A volta da seleção brasileira para Natal, nesta quinta-feira, após 34 anos teve exibição parecida aos velhos tempos em que se recebia a Bolívia por Eliminatórias de Copa do Mundo. Foi com massacre e a expectativa por mais e mais gols que a equipe aplicou o 5 a 0, na terceira vitória em três jogos do técnico Tite no cargo, resultado que mantém o Brasil na segunda posição do qualificatório do Mundial de 2018, que será na Rússia, com 18 pontos.

O prestígio do técnico lhe rendeu ter o nome gritado pelos 30 mil presentes na Arena das Dunas em noite que a goleada permitiu a torcida apreciar o 300.º gol da carreira de Neymar e se divertir com Roberto Firmino. O atacante ouviu os gritos de “Vai Safadão”, em referência ao penteado semelhante ao do cantor Wesley Safadão. E ainda deixou o dele na goleada.

O Brasil atual não é mais só Neymar, outros 10 e acabou. Trata-se agora de uma equipe com variado repertório e o adicional de ter o craque do Barcelona para desequilibrar. Contra a Bolívia, por exemplo, o gol dele e a assistência para outros dois logo no primeiro tempo decidiram, é claro, para a construção do placar. Mas não foi só isso. A equipe encarnou o espírito coletivo pedido por Tite.

A cobrança insistente do treinador pelo jogo coletivo, marcação desde os atacantes e respeito ao adversário foi ingrediente principal para cativar a torcida na Arena das Dunas. Uma roubada de bola de Neymar no zagueiro Raldes iniciou o show brasileiro, com o gol do camisa 10.

Antes que parecesse a suspeita de “Neymardependência”, o time parou de só jogar pela esquerda, desbravou o lado direito e chegou ao segundo, após ótima jogada de Giuliano para o gol de Philippe Coutinho.

Os bolivianos ficaram atordoados. Não chutaram a gol no primeiro tempo. Moradores da altitude, pareceram sentir o litoral nordestino pela euforia dos potiguares e o futebol de triangulações e posicionamento tático impecável da seleção brasileira.

Como Tite tanto pede, não houve menosprezo ao adversário, apesar da facilidade. O Brasil jogou como favorito e justificou essa condição. Até o intervalo foram mais dois. Neymar distribuiu um gol para Filipe Luís e outro para Gabriel Jesus. Com tamanha fartura, poucos se deram conta que o cartão amarelo para o craque o deixa suspenso do jogo contra a Venezuela, nesta terça-feira, em Mérida.

A fragilidade boliviana fez o Brasil diminuir o ritmo no segundo tempo. Foi a hora de tirar Neymar, antes que ele arrumasse uma expulsão, e fazer testes. A aposta em Roberto Firmino rendeu um gol de cabeça do atacante do Liverpool, já aos 29 minutos.

O quinto gol foi a senha para os gritos de “olé” no estádio. Na Arena das Dunas, o Brasil de Tite teve nova atuação convincente, capaz de fazer a torcida exagerar no fim, a ponto de gritar “o campeão voltou”. Eliminatórias, porém, não vale título, mas pelo menos a equipe, com as boas atuações, esteja reconquistando o principal: o apoio e o gosto do povo.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 5 x 0 BOLÍVIA

BRASIL – Alisson; Daniel Alves, Miranda, Marquinhos e Filipe Luís; Fernandinho; Philippe Coutinho, Renato Augusto, Giuliano (Lucas Lima) e Neymar (Willian); Gabriel Jesus (Roberto Firmino). Técnico: Tite.

BOLÍVIA – Lampe; Rodriguez, Zenteno, Raldes e Bejarano; Azogue, Meleán, Campos (Vaca) e Arce (Ramallo); Duk (Pablo Escobar) e Marcelo Moreno. Técnico: Angel Hoyos.

GOLS – Neymar, aos 10, Philippe Coutinho, aos 25, Filipe Luís, aos 38, e Gabriel Jesus, aos 43 minutos do primeiro tempo; Roberto Firmino, aos 29 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Neymar (Brasil); Meleán e Azogue (Bolívia).

ÁRBITRO – Wilson Lamouroux (Fifa/Colômbia).

RENDA – R$ 4.307.145,00.

PÚBLICO – 30.013 pagantes.

LOCAL – Arena das Dunas, em Natal (RN).

Fonte:mais goiás notícias

Seleção brasileira vence a Colômbia na Arena da Amazônia

A vitória da Seleção Brasileira de Futebol contra a Colômbia, por 2 a 1, nessa terça-feira (6), na Arena da Amazônia, em Manaus, colocou o Brasil na segunda colocação das eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. O Brasil contabiliza 15 pontos, apenas um a menos que o Uruguai, que venceu o Paraguai por 4 a 0 também na noite passada. A Argentina, que estava na liderança, empatou com a Venezuela e caiu para a terceira posição, com 15 pontos.

Após o jogo, o técnico Tite disse que o desempenho da seleção foi acima do que ele esperava. “É um peso e uma responsabilidade muito grandes. Ma, posso dizer com tranquilidade que foi acima do que eu imaginava, estou feliz sim porque o desempenho foi acima daquilo que eu esperava”, declarou.

Tite também fez um balanço do jogo e preferiu não ter o mérito pelas duas últimas vitórias. “Um grupo todo de trabalho que se mobilizou. Fui convencido de uma ideia para que, em tão curto espaço de tempo, eles pudessem tentar implantar, ainda com falhas, mas de uma maneira muito consistente. Quando você tem que vencer, tem que vencer com desempenho porque isso te dá confiança”.

O Brasil fez a rede balançar logo no primeiro minuto com Miranda. A Colômbia empatou aos 35 minutos com um gol contra de Marquinhos. No segundo tempo, o técnico Tite colocou Philipe Coutinho no lugar de William, substituiu Paulinho por Giuliano e Gabriel Jesus por Taison. O desempate saiu aos 28 minutos com um gol de Neymar.

O técnico brasileiro também destacou o alto nível da partida. “Nós saímos desse jogo de alto nível, um jogo em que estávamos muito perto de fazer o segundo gol e tomamos o gol de empate na única bola. O técnico Pekerman (da Colômbia) ajustou o time, inverteu o lado do James e nos deu uma dificuldade maior de saída para o lado esquerdo, onde já era para ter feito o segundo o gol”, afirmou.

Tite disse ainda que pediu concentração à equipe no intervalo, quando o Brasil ainda estava empatado em 1 a 1 com a Colômbia. “Até o momento do gol da Colômbia, uma equipe só jogou. Depois, equilibrou. Eu cheguei no intervalo, falei: este jogo tem que ter um nível de concentração muito alto. Porque fizemos um grande primeiro tempo, ficamos muito perto do segundo gol, aí tomamos o empate. Aí o o atleta entra no intervalo do jogo e pergunta: o que vou fazer? Eu disse: “Pessoal, concentração”. E, dentro de uma característica que nós temos, que é muita triangulação, porque os jogadores têm essas características”, explicou o técnico.

O músico de Manaus Neemias Barros está confiante de que o Brasil vai garantir a vaga para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. “A gente veio em todos os jogos da Copa, minha esposa e eu. E voltamos para dar sorte ao Brasil nas eliminatórias. O resultado poderia ser muito melhor, mas creio que o Brasil vai se classificar com segurança para a gente estar no Mundial de 2018”, disse o torcedor.

Para a assistente social Valda Rodrigues, o resultado foi bom, mas ela acredita que a seleção pode ter ainda melhor desempenho. “Estou feliz porque ganhamos, mas acho que não mostramos o nosso melhor porque sei que somos capazes. Mas está bom. O Neymar jogou e veio para nossa terra maravilhosa, nossa cidade, nesse estádio maravilhoso”.

A Arena da Amazônia recebeu 36.609 torcedores e arrecadou cerca de R$ 5,8 milhões, valor considerado recorde.(fonte:agencia brasil)

Vila Nova e Atlético-GO empatam em clássico com poucas emoções na Série B

O Vila Nova chegou ao segundo jogo sem vitória, mas continua no meio da tabela, com 30 pontos. Por outro lado, o Atlético tem 39 e, em terceiro lugar

Um resultado que não foi bom para ninguém. É assim que pode ser considerado o empate sem gols entre Vila Nova e Atlético-GO, em clássico realizado na tarde deste sábado, no estádio Serra Dourada, e válido pela 23.ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Ambos os times acertaram uma bola na trave do adversário.

O Vila Nova chegou ao segundo jogo sem vitória, mas continua no meio da tabela, com 30 pontos, a seis do Bragantino, primeiro time da zona de rebaixamento. Por outro lado, o Atlético tem 39 e, em terceiro lugar, pode perder mais duas posições no complemento da rodada ainda neste sábado e deixar o G4 (zona de acesso).

A primeira etapa começou com o Vila Nova criando duas boas oportunidades. Na melhor delas, Moisés cabeceou dentro da pequena área e Kléver executou um milagre. Depois dos sustos, o Atlético acordou e passou a chegar com perigo, principalmente por meio de Júnior Viçosa. Aos 45, o atacante bateu colocado e a bola explodiu no travessão.

Apesar de precisar da vitória para não correr o risco de deixar no G4 no complemento da rodada, o Atlético pouco produzia, tanto que foi chegar com perigo apenas aos 22 minutos, em chute cruzado de Júnior Viçosa. A resposta do Vila veio na sequência. Moisés arriscou de fora da área e viu a bola explodir na trave de Klever.

O Vila Nova volta a campo no próximo sábado, contra o CRB, às 21 horas, no estádio Rei Pelé, em Maceió, enquanto o Atlético-GO recebe o Luverdense na terça-feira, às 19h30, no Serra Dourada. Os dois jogos são válidos pela 24.ª rodada.

FICHA TÉCNICA
VILA NOVA 0X0 ATLÉTICO

Local: Estádio Serra Dourada
Data: 03 de setembro de 2016
Horário: 16h
Árbitro: Héber Roberto Lopes (SC)
Assistentes: Kléber Lúcio Gil (SC) e Carlos Berkenbrock (SC)

Cartões amarelos: Jorginho, Lino, Romário (ACG)

Público Pagante: 7.626
Renda: R$ 114.330,00

VILA NOVA: Saulo; Magno Silva (Jefferson Feijão), Guilherme Teixeira, Vinícius Simon e Roger; Geovane, Victor Bolt, Fagner e Everton (Marcelo Cordeiro); Patrick Leonardo (Fabinho) e Moisés.
Técnico: Guilherme Alves.

ATLÉTICO: Kléver; Matheus Ribeiro, Marllon, Lino e Romário; Pedro Bambu, William Schuster (Luiz Fernando), Jorginho (Silva), Magno Cruz e Gilsinho (Lucas Crispim); Júnior Viçosa.
Técnico: Marcelo Cabo.(fonte:mais goiás notícias)

Atlético-GO derruba Brasil em Pelotas e assume vice-liderança da Série B

Com 37 pontos, o Atlético fica atrás apenas do líder Vasco, com três pontos a mais e um jogo a menos

O Atlético-GO levou a melhor contra o Brasil de Pelotas em confronto direto na briga por uma vaga no G4 da Série B do Campeonato Brasileiro. Pela 21ª rodada da competição, o time goiano venceu por 1 a 0 no estádio Bento Freitas, em Pelotas (RS) e assumiu a segunda colocação da tabela, na noite desta terça-feira.

Com 37 pontos, o Atlético fica atrás apenas do líder Vasco, com três pontos a mais e um jogo a menos. O Brasil, com 33, é o primeiro time fora do G4, mas ainda está na briga. O CRB, atual quarto colocado, tem a mesma pontuação e só fica à frente pelo número de vitória: 10 a 9. A rodada, no entanto, está apenas começando e sete jogos serão disputados na próxima sexta-feira e no sábado.

Empurrado pela torcida, o Brasil começou jogando para cima e buscando o gol de abertura do placar, mas acabou cedendo muito espaço para os contragolpes do Atlético. E foi justamente assim que o time goiano marcou aos 15 minutos. Michel cruzou rasteiro da direita e o meia Magno Cruz pegou de primeira e acertou o canto esquerdo para anotar o único gol da partida.

Em vantagem, o Atlético recuou ainda mais e deu campo para o time da casa pressionar em busca do empate. Aproveitando jogadas de bola parada e levantamentos para a área, o Brasil de Pelotas levava perigo e só não igualou o marcador na primeira etapa porque o goleiro Klever foi decisivo com importantes defesas.

A pressão do Brasil continuou durante toda a segunda etapa. Se segurando como pôde, o Atlético contou com mais intervenções de Klever em chutes de longa distância, cabeçadas à queima-roupa e até mesmo uma bicicleta de Felipe Garcia. Substituto do ídolo Márcio, que foi negociado com o rival Goiás, o goleiro foi o grande destaque da partida e garantiu a importante vitória atleticana.

Na próxima rodada, o Atlético recebe o Ceará às 20 horas da segunda-feira, dia 29, no Serra Dourada, em Goiânia (GO). E o Brasil de Pelotas visita o Bragantino às 21h30 da terça (30) no Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP).

FICHA TÉCNICA:
BRASIL DE PELOTAS 0 x 1 ATLÉTICO-GO

BRASIL DE PELOTAS – Eduardo Martini; Weldinho, Leandro Camilo, Teco e Marlon; Washington, Leandro Leite, Diego Oliveira (Clébson) e Elias (Nathan); Felipe Garcia e Ramon (Gustavo Papa). Técnico: Rogério Zimmermann.

ATLÉTICO-GO – Klever; Matheus Ribeiro, Marllon, Lino e Romário; Michel, Pedro Bambu, Jorginho (Ricardo Silva) e Magno Cruz (Júnior Viçosa); Gilsinho e Alison (Bruno Barra). Técnico: Marcelo Cabo.

GOL – Magno Cruz, aos 15 minutos do primeiro tempo.

CARTÃO AMARELO – Marlon (Brasil de Pelotas).

ÁRBITRO – Grazianni Maciel Rocha (RJ).

RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis.

LOCAL – Estádio Bento Freitas, em Pelotas (RS).

Fonte:mais goiás notícias

“Oh, o Walterror voltou”: leal, atacante cumpre promessa e retorna ao Goiás

Conhecido por declarações que nem sempre se sustentaram, Walter honra a palavra
e torna real compromisso de vestir a camisa esmeraldina novamente: “Feliz pra car***”

Enquanto cerca de 200 esmeraldinos faziam ecoar no saguão do Aeroporto Santa Genoveva os gritos de “Oh, o Walterror voltou”, o alvo do coro desembarcava sorridente em Goiânia ciente de que acabara de cumprir uma promessa, algo que nem sempre conseguiu fazer na carreira. Vide o alardeado desejo de defender o Sport, fato que jamais se concretizou. Desta vez, porém, prevaleceu a forte lealdade ao Goiás. No fim de 2013,Walter se despediu do Esmeraldino prometendo voltar. Nesta segunda-feira, honrou a palavra e, inocente, até soltou um palavrão na hora de relembrar o velho compromisso de quase três anos atrás.

Walter cumpre promessa e volta a vestir a camisa esmeraldina: até o fim de 2017 (Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás E.C.)
Walter cumpre promessa e volta a vestir a camisa esmeraldina: até o fim de 2017 (Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás E.C.)

(Estou) feliz, feliz pra car***. Eu falei quando saí daqui que um dia eu iria voltar. E hoje estou aqui. Não vejo a hora de estrear logo – disse o jogador ao cruzar no desembarque a porta eletrônica que o colocou frente a frente com imprensa e cerca de 200 torcedores que o aguardavam.

Para que a transferência desse certo, Walter precisou aceitar trocar um clube que atualmente luta pelo G-4 da Série A por um que tenta escapar da zona de rebaixamento da Série B. No caso, Atlético-PR e Goiás, respectivamente. Como o desejo de voltar a vestir a camisa esmeraldina era grande, o atacante disse que não hesitou ao decidir pelo retorno.

– Com certeza vale a pena. Como sempre falei, meu amor pelo Goiás é muito grande. Não importa se é na Série B ou até Série C. Importa é o jogador se sentir bem. Isso fez a diferença.

Porém, o tom otimista deu lugar à cautela quando Walter foi perguntado se ainda é possível sonhar com acesso. O atacante evitou falar em G-4, objetivo inicial do Goiás antes do início da Série B, e lembrou que o clube ainda está colado ao Z-4.

– Olha, primeiro temos que sair de vez dessa zona de rebaixamento. Depois lá na frente vamos ver o que mais dá para fazer – ponderou o atleta, que pareceu mais magro que o de costume.

Em solo goiano, Walter vai realizar exames médicos e assinar contrato de empréstimo até o término de 2017. Os direitos econômicos do atacante de 27 anos ainda pertencem ao Porto, embora o Goiás deva adquirir uma parcela aproximada de 10%. Pelo Alviverde, ele tem 45 gols em 81 jogos.(fonte:g1/esportesgo)

Após ouro olímpico, Tite anuncia convocados para as Eliminatórias da Copa

Veja a lista de convocados para a partida contra o Equador, marcada para setembro

Rio de Janeiro — Com sete campeões olímpicos, o técnico Tite divulgou na manhã desta segunda-feira na sede da CBF, na Barra da Tijuca, a lista dos 23 convocados para as partidas contra o Equador, em 1º de setembro, em Quito, e contra a Colômbia, cinco dias depois, em Manaus, ambas pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia-2018. Os dois jogos vão marcar a estreia de Tite à frente da amarelinha. O treinador herdou o cargo de Dunga, demitido após a eliminação na fase de grupos da Copa América Centenário, nos Estados Unidos. O goleiro Weverton, os zagueiros Marquinhos e Rodrigo Caio, o meia Renato Augusto e os atacantes Neymar, Gabriel Jesus e Gabriel Barbosa, o Gabigol, são os heróis do ouro relacionados.

A convocação tem novidades. Homem de confiança de Tite nas conquistas da Libertadores e do Mundial de Clubes nos tempos de Corinthians, o volante Paulinho retorna à Seleção, assim como o lateral-esquerdo Marcel, que andava esquecido por Dunga. Outras novidades são as inclusões de Fágner, Rafael Carioca, Giuliano e Taison. As ausências de Thiago Silva e Douglas Costa foram justificadas pelo treinador por contusões e pouco tempo para recuperação.

“Todos os atletas machucados se autoexcluíram, ou em processo de recuperação que não poderiam jogar. Queria atletas para jogar as duas partida. E o Douglas está inserido nestes atletas machucados — e boto todos os outros nesse contexto”, afirmou o treinador.

Tite aceitou o pedido de Neymar para não ser mais o capitão da Seleção. Revelou que o jogador o comunicou da decisão ao ser abraçado por ele no vestiário do Maracanã depois da conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 e citou nomes dos possíveis herdeiros da braçadeira. “Eu não vou dar uma resposta categórica em cima disso. A tendência é o Miranda, que já foi capitão, Daniel Alves, também foi. Nesses primeiros jogos, a tendência é estar em cima desses profissionais. Vamos dividir as responsabilidades”, disse o adepto do rodízio nos tempos do vitorioso trabalho à frente do Corinthians.

A Seleção vive um momento delicado nas Eliminatórias. Dunga deixou o time em sexto lugar, ou seja, fora da zona de classificação. Hoje, o único país que participou de todos os mundiais não participaria sequer da repescagem. O Uruguai divide a liderança com o Equador, ambos com 13 pontos. Argentina (11) e Chile (10) completam o G-4. A Colômbia (10) ocupa o quinto lugar, que dá direito a uma repescagem contra um representante da Oceania. Com nove pontos, o Brasil está à frente apenas de Paraguai, Peru, Bolívia e Venezuela.

Embora o país viva a euforia da conquista da medalha de ouro, Tite deixou claro que, agora, a missão é classificar o Brasil para a Copa da Rússia. Logo, beleza não é fundamental neste início de trabalho. “Eu não gosto de ser o cara que quer ser o pessimista, mas também não quero ser o otimista irresponsável, dizer que está tudo bem e ficar fascinado pelo posto que estou no momento. O real é que a gente precisa entrar na zona de classificação, ter resultado. Mas antes do resultado vem o desempenho, jogar bem. Que a equipe tenha ofensividade, criação e também consistência de marcação. Esses três fatores têm que andar juntos”, disse.

Como a partida contra o Equador é na altitude de 2.800m, o coordenador Edu Gaspar antecipou que o elenco vai se apresentar na casa do adversário para se adaptar ao local. Antes do anúncio da lista, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, fez um pronunciamento sobre a conquista da medalha de ouro. “Temos que falar neste momento da alegria da conquista da seleção olímpica. Queremos dizer que foi uma disputa espetacular. Nossos jogadores se comportaram como homens valentes, guerreiros e venceram. O projeto olímpico da CBF não começou ontem ou há 30 dias atrás. Teve início após a Copa do Mundo de 2014. Foram dois anos de intenso trabalho e observação, acompanhamento de dezenas de atletas em seus clubes”, disse o cartola.

A seguir, a lista de Tite, a agenda da Seleção e a entrevista na íntegra…

Goleiros

Alisson (Roma), Marcelo Grohe (Grêmio) e Weverton (Atlético-PR);

Zagueiros

Gil (Shandong Luneng), Marquinhos (PSG), Miranda (Inter de Milão) e Rodrigo Caio (São Paulo);

Laterais

Daniel Alves (Juventus), Fagner (Corinthians), Filipe Luís (Atlético de Madrid) e Marcelo (Real Madrid);

Volantes e meias

Casemiro (Real Madrid), Giuliano (Zenit), Lucas Lima (Santos), Paulinho (Guangzhou Evergrande), Philippe Coutinho (Liverpool), Rafael Carioca (Atlético-MG), Renato Augusto (Beijing Guoan) e Willian (Chelsea)

Atacantes

Gabigol (Santos), Gabriel Jesus (Palmeiras), Neymar (Barcelona) e Taison (Shakhtar Donetsk)

AGENDA DAS ELIMINATÓRIAS

Equador x Brasil

1/9 – Quito (Equador)

Brasil x Colômbia

6/9 – Manaus

A COLETIVA DE TITE

CONVOCADOS
“Alguns atletas europeus, por estarem retomando as atividades, ficam prejudicados nessa avaliação e retomada de ritmo. E alguns com lesão. Em relação à convocação, é para os próximos dois jogos. Não quero ser o otimista irresponsável ou pessimista que vê só o negativo. Neste momento não estamos classificados e queremos estar entre os classificados. E aí surge outro momento. Esses dois jogos, no melhor momento de cada atleta. Ser justo neste aspecto. Mas é inevitável, por ser humano”

LISTA
“Essa lista foi feita há sete dias e foi firmada já na Fifa, pois havia essa necessidade pelo regulamento. Tivemos um cuidado em termos de equipe para deixar a seleção olímpica focada. Eles estavam pré-convocada desde o jogo contra Honduras. O legado fica com um senso de equipe forte, no momento difícil que enfretamos, o carinho do torcedor que senti na arquibancada assistindo ao jogo. O carinho que o torcedor passou para a seleção brasileira no jogo final. Precisamos desse carinho e compreensão. Estou falando de sentir que o atleta sinta, saber a dimensão. Quando se olha para o lado e vê um carinho, um abraço. Eu me entendo como torcedor, sentindo toda essa emoção. Fica esse legado. E um pedido também”

AUSÊNCIAS
“Existe uma série de jogadores que poderiam estar convocados, um pequeno detalhe acaba determinando uma convocação. É assim com relação a Geromel, Fernandinho, do City, Elias em uma retomada, Luan que fez uma sequência do trabalho. O Arão do Flamengo, que está crescendo. Não estou dando bala Juquinha para ninguém. Mas é um acompanhamento de trabalho, em vídeo e nos jogos. Na conversa com seus técnicos. Tem toda essa conotação”

CAPITÃO
“Acabou o jogo e fomos cumprimentar os atletas e eu estava dando um abraço no Rodrigo Caio. Falei que foi legal lembrarem do Rodrigo Caio. Aí dei um abraço no Neymar, e ele disse “Não quero ser capitão”. Eu disse: “Curte com sua família e deixa isso para depois”. A liderança tem muitos aspectos técnicos. Ele é um líder técnico. Tem o aspecto de falar com o público. Muitos podem ser dentro dessas diversas facetas”

DOUGLAS COSTA
“Todos os atletas machucados se autoexcluíram, ou em processo de recuperação que não poderiam jogar o jogo. Queria atletas para jogar os dois jogos. E o Douglas está inserido nestes atletas machucados – e boto todos os outros nesse contexto. O Rafael Carioca vem fazendo um grande campeonato, foi eleito um dos melhores da posição no ano passado. É merecedor da convocação. Citei o Fernandinho que está jogando no 4-1-4-1 do City. Hoje conversamos com o Vieira e com o auxiliar do Guardiola. Existe o acompanhamento destes atletas. O Fagner fez um grande campeonato e vem fazendo. O Paulinho a carreira dele fala por si só. Ele é campeão da Copa das Confederações, participou do Mundial no final desse ano, foi acompanhado in loco. Mostra o desempenho atual”

GOLEIRO
“Todo o acompanhamento de jogos e treinamentos do Weverton, do técnico de goleiros da Seleção, junto com o Taffarel. E esse primeiro filtro é uma responsabilidade dada ao Taffarel, que busca atletas para que haja uma definição minha. O contato com todos os profissionais que trabalharam com o Weverton fecharam nas características de atleta e pessoa de qualidade. Acrescido da seleção olímpica, mas já vinha fazendo um grande campeonato. Já estava, sim, dentro do nosso projeto de acompanhamento”

NORDESTINOS
“Eu busco dentro da minha qualificação profissional ser extremamente isento. Humanamente alguma influência vai acontecer. Se eu filtrar sem colocar região, se é europeu, qualquer que seja. Eu terei uma grande oportunidade. Eu estou vindo para o Rio de Janeiro e poderia convocar atletas do Rio para fazer média. Vou errar e acertar, mas quero procurar ser justo. Isso não está ligado a região ou local. Não tenho essa pretensão. A gente fica acompanhando essa evolução, independentemente do local”

EQUADOR
“Eu não posso trabalhar em cima do ideal, tenho que trabalhar em cima do fato real, que é o Equador. Se tiver altitude, é altitude. Monta-se estratégia, condições. Jogar bem ao longo desse tempo, ter uma evolução, e ter um bom resultado”

HIERARQUIA DOS CONVOCADOS
“Eu gostaria que tivesse uma conotação diferente de “parças”. Tem uma conotação de privilégio, e eu não busco. Talvez um outro adjetivo. Tu acompanha. Eu acompanhei o Taison in loco, ele joga numa posição que me dá a possibilidade de jogar com uma forma, com dois atacantes centralizados, com jogo apoiado e ter triangulações. É assim que ele tem jogado. E o Giuliano há duas temporadas tem jogado bem. O Paulinho fala por si só. Se eu tivesse assim, falando de “Parças”, eu traria o Elias. Não foi fácil deixar ele de fora, foi meu jogador até ontem. Mas falando de um ritmo e retomada de seu padrão normal. Tento, na medida do possível, ser justo e avaliar o momento”

SISTEMA TÁTICO
“Eu tenho ideias de futebol. Temos uma ideia brasileira, de que mais do que sistema, números de meio-campistas ou atacantes, a ideia principal está um pouco mais além, mais acima. Como a dinâmica da equipe responde. Uma ideia que está em compreensão além de que uma equipe ofensiva tem dois ou três defensores ou três ou quatro atacantes. Eu busco ser equilibrado, se for com três atacantes ou quatro meio-campistas… Uma ideia é clara: seis jogadores liberadores para o ataque. Se são os laterais, dois meias, isso é outro aspecto. “Eu vi uma entrevista do Antonio Conte. Ele disse que a seleção mais ofensiva da Europa é a Itália porque faz 64 ataques no jogo. Ele diz que libera cinco jogadores para o ataque. A maioria dos clubes brasileiros libera seis jogadores para atacar. Busco tudo isso para dizer que a seleção olímpica atacou com seis também. O campo e as qualidades de cada um vão falar”

EQUADOR E COLÔMBIA
“São duas equipes que estão acima da gente na classificação. Já estão montadas, tem nível de confiança, qualidade técnica. Com relação à Colômbia tem o James jogando parecido como joga no Real Madrid ou mais centralizado, jogando na frente. A partir daí está bom. Vamos pensar no Equador antes. É um grau de dificuldade muito alto. Eu gosto de olhar para a equipe em estágio inicial, e aí acaba olhando as virtudes do adversário”

POSIÇÃO DO NEYMAR
“Dois jogadores foram trabalhados para esse função de 9, o Jesus e o Gabigol. Há um legado dentro da Seleção com relação ao Dunga e ao trabalho realizado. O Gabigol de 9 teve um grande desempenho. Teve o jogo contra o Peru e uma parte que jogou contra Equador e Haiti. Buscamos todos esses aspectos. O Neymar pode trabalhar em uma ou outra, onde ele tenha uma rotina maior no lugar. Nos clubes onde esteve, onde se sente mais confortável é do lado esquerdo. Mas pode ser utilizado de forma central, dependendo do jogo. Mas sempre observado e deixando o atleta onde ele se sente mais confortável, pois ali ele produz mais”

GABRIEL JESUS
“Jogando de 9, ele permanece como goleador do campeonato. Ele pode jogar pelo lado, mas de 9 ele tem sido o goleador com o tamanho da dificuldade que é o Campeonato Brasileiro”

INFORMAÇÕES
“Buscar o maior número de informações possível. E ter o feeling de deixar os atletas mais confortáveis nas posições que exercem em seus clubes. E se puder ser porta-voz de um carinho externado a eles. A pressão é grande. Estamos falando de um Brasil que precisa e quer estar classificado para a Copa do Mundo. Mas antes da responsabilidade, fazer as coisas com orgulho. Transmitir a eles um pouco de confiança. Talvez essa coletiva passe a eles o objetivo”

OURO OLÍMPICO
“Eu não gosto de ser o cara que quer ser o pessimista, mas também não quero ser o otimista irresponsável, dizer que está tudo bem e ficar fascinado pelo posto que estou no momento. O real é que a gente precisa entrar na zona de classificação, ter resultado. Mas antes do resultado vem o desempenho, jogar bem. Que a equipe tenha ofensividade, criação e também consistência de marcação. Esses três fatores têm que andar juntos”

7 x 1
“Eu não gosto de ser o cara que quer ser o pessimista, mas também não quero ser o otimista irresponsável, dizer que está tudo bem e ficar fascinado pelo posto que estou no momento. O real é que a gente precisa entrar na zona de classificação, ter resultado. Mas antes do resultado vem o desempenho, jogar bem. Que a equipe tenha ofensividade, criação e também consistência de marcação. Esses três fatores têm que andar juntos. Agora é hora de dar um passo à frente com relação a isso. Para construirmos um futebol melhor. Estou tentando fazer isso. Meu legado, em não sei quantos anos de atividade. tento olhar para o processo. Isso pesa. Confesso que olhei lá para baixo no Maracanã e pensei: “É muita paixão e um misto de loucura”. Mas a paixão e a coragem é maior que um frio na barriga, como em todos os clubes que passei. E agora essa responsabilidade de desenvolver o trabalho e me aperfeiçoar

RODÍZIO DE CAPITÃES
“Eu não vou dar uma resposta categórica em cima disso. A tendência é o Miranda, que já foi capitão, Daniel Alves, também foi, e o Neymar, que foi na Olimpíada. Nesses primeiros jogos a tendência é estar em cima desses profissionais. Vamos dividir as responsabilidades”

AMOR À CAMISA
“De longe, e agora de dentro, sem jogar para o alto. Quem não gostaria de estar na seleção brasileira como atleta hoje em dia. Seja atletas por 30 segundos. Quem não gostaria de representar o país? Eu estou realizando um sonho meu, pessoal e profissional. Não é a grana que o cara tem. Porque se fosse grana, tem muitas pessoas que já estão prontos. Poderiam falar: “Não vou assumir a responsabilidade”. Poder ver as pessoas felizes com teu trabalho… Esse carinho, essa emoção, o quanto a gente se sente feliz. Quantas pessoas gostariam de estar no meu lugar. Quero deixar um legado, assim como deixou Dunga, Felipe, Parreira, Zagallo. Quero poder contribuir de alguma forma. O que mais realiza um profissional é estar na seleção brasileira. Às vezes a gente não tem dimensão do quanto é impressionante isso. Não é por falta de mobilização, de carinho. Não é porque a seleção olímpica foi campeã que deixou de ter mais carinho que a seleção feminina. Então a Marta tem mais amor ao Brasil que o Neymar? Não, gente… Cuidado para não misturar o lado profissional com o lado humano do cara”

CAMPEÕES MUNDIAIS NA SELEÇÃO
“Nesse primeiro momento quero estabelecer o treinamento, aquilo que é nosso objetivo, passa a ser prioridade. Mas na sequência do trabalho, que eu possa estar mais tranquilo, aí posso abrir espaço para que esses ícones e lendas possam passar essa experiência”

INTERCÂMBIO COM CLUBES
“Eu preciso saber, ver e entender para julgar e orientar. Busco com todos os atletas esse padrão, no dia a dia e agora. Com os profissionais do Brasil e fora, busquei canais de comunicação. Alguns que em algumas equipes não estão mais. Conversei com os 20 clubes da Série A e alguns outros. A maioria dos atletas de fora, eu assisti ou alguém da comissão assistiu. O Edu conversou com o Zidane, do Real. O Sylvinho conversou bastante com o auxiliar técnico do Liverpool, o acompanhamento dos jogos. Então, a gente discute sempre essa aproximação, de acompanhamento. Uns mais receptivos, outros nem tanto. Respeitando cada um”.(fonte:correio brasiliense)

EM CASA DA SELEÇÃO
“Não, só contra estrear”