Goiás e outros 11 estados fazem distribuição de absorventes para mulheres de baixa renda

Iniciativa ganhou ainda mais força após o veto do presidente Bolsonaro. Cerca de 31% das estudantes não tem recursos para adquirir absorventes no Brasil.

Goiás e outros 11 estados, além do Distrito Federal, já adotam a política de distribuição de absorventes para mulheres de baixa renda. A adesão ganhou ainda mais força após o veto do presidente Jair Bolsonaro contra a oferta desses produtos, na última quinta-feira (7/10).

A negativa do presidente afetou os principais artigos da matéria aprovada na Câmara dos Deputados e pelo Senado, de modo que o tema pobreza menstrual, que expressa a condição de mulheres em situação de vulnerabilidade social, foi amplamente debatida nas redes sociais, por autoridades, artistas e internautas.

De acordo com reportagem do Jornal O Globo, atualmente, cerca de 7,5 milhões de meninas que já menstruam estão matriculadas em escolas. Deste total, 38,1% não tem acesso a itens básicos de higiene, entre eles, absorventes íntimos. Os dados são de um estudo do Fundo de Populações das Nações Unidas, realizado em maio.

Veto para distribuição de absorventes  é “candidatíssimo a ser derrubado”

Na última sexta-feira (8/10), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que o veto presidencial é “candidatíssimo a ser derrubado”. Diante das críticas, o governo federal já disse que irá “trabalhar para viabilizar a aplicação da medida”, mas não deixou claro como isso será feita.

Veja como está a situação de distribuição de absorventes em cada estado

Goiás

Em Goiás, o governador Ronaldo Caiado determinou às secretarias de Educação e de Desenvolvimento Social que levem a iniciativa adiante. O Mais Goiás apurou que uma reunião entre técnicos das secretarias de Economia, Desenvolvimento Social e Educação começou assim que Caiado trouxe à público a sua decisão.

Mais de 200 mil alunas da rede estadual de ensino serão contempladas. Ainda não há número consolidado a respeito das mulheres em situação de vulnerabilidade que receberão absorventes. A fonte do dinheiro será toda estadual. O recurso virá do Fundo Protege.

Mais Goiás.

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