Presidente de Câmara registra BO após suposta ameaça de morte; procurador rebate

Acusado, procurador do município diz ser alvo de retaliação.

O presidente da Câmara Municipal de Colinas do Tocantins, vereador Leandro Coutinho (PT), registrou um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil relatando que teria sido ameaçado de morte pelo procurador-geral do Município, advogado Jean Carlos Paz de Araújo, em razão de questionamentos e denúncias feitas contra a gestão do prefeito Josemar Casarin (PSL).

No documento, Coutinho aponta quatro testemunhas que teriam presenciado as ameaças, incluindo um agente da Polícia Rodoviária Federal, um ex-procurador do município e um advogado. Todos o teriam alertado sobre os fatos para que se prevenisse. Além do parlamentar, um servidor da Câmara Municipal, Oliveira Pereira Mota, também estaria sendo ameaçado.

O vereador relata no BO que o procurador teria, inclusive, mostrado uma foto de um pistoleiro que seria contratado para fazer o ‘serviço’ e, em outra ocasião, postado uma imagem de uma pistola que teria comprado e estava aguardando chegar.

UVET PRESTA APOIO

Em nota, a União dos Vereadores do Estado do Tocantins (UVET) afirmou que nenhum vereador irá se intimidar com eventuais ações e ou ameaças no intuito de dificultar qualquer parlamentar de exercer sua função de fiscalizar.

O presidente da entidade, vereador Terciliano Gomes, afirmou que está à disposição da Câmara Municipal de Colinas na defesa de todos os vereadores, principalmente para garantir suas prerrogativas constitucionais de fala, opiniões, votos e fiscalização da coisa pública.

PROCURADOR NEGA

Por outro lado, o procurador Jean Carlos Araújo afirmou que a acusação não procede e faz parte de uma campanha de ataques para tentar desconstruir a imagem da gestão municipal.

Segundo ele, o presidente da Câmara estaria segurando a votação de balancetes do ex-prefeito Adriano Rabelo e o município ingressou na Justiça a fim de obrigá-lo a colocar em pauta. Assim, para Jean Carlos, essa acusação seria uma espécie de retaliação.

“Isso não procede, são falácias. Esses fatos não aconteceram. Toda essa situação que eu imagino que está sendo criada é uma retaliação a uma Ação Civil Pública que o Município entrou contra o presidente da Câmara a fim de obrigá-lo a colocar em votação as contas de 2018 do ex-gestor, que chegaram em abril e ele está segurando isso. O município entende que precisa ser cumprido o Regimento Interno que fala de 60 dias [para votação]”, afirmou.

O procurador do município afirmou, ainda, que está acontecendo uma verdadeira campanha de desconstrução de imagem e existem indícios de que isso esteja sendo financiado pela própria Câmara Municipal.

“Foi aberto um boletim de ocorrência e a polícia já está começando a ouvir pessoas, algumas já foram intimadas, inclusive ligadas ao senhor Oliveira, que é assessor da Câmara. Então imaginamos que isso seja retaliação, pois esses fatos nunca existiram. Tudo não passa de uma invenção para dissimular esses crimes contra a honra que estão acontecendo contra o prefeito e contra todos nós da gestão”, finalizou.

AF Notícias.

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