Kátia diz que renunciaria se tivesse vergonha do Senado e devolve pasta tomada em 2019

Ela admitiu que Davi conquistou o seu respeito durante a gestão.

A senadora Kátia Abreu (PP-TO) rebateu nesta segunda-feira (1º) as críticas do senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) ao agora ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Durante seu discurso como então candidato à presidênica, Kajuru disse que Davi havia traído acordos com os senadores ao não instalar CPIs. Kátia elogiou Alcolumbre por “manter a paz” e viabilizar os trabalhos da Casa.

Se tivéssemos falhado com o país e aberto CPIs, o Congresso iria paralisar. Não teríamos feito nem 10% [do que fizemos]. Temos que mostrar à população que há coisas mais importantes”, disse.

Kátia Abreu questionou ainda a observação de Kajuru de que a imagem do Senado estaria prejudicada aos olhos da população. Para ela, os parlamentares devem almejar a “admiração” do povo, mas precisam agir com responsabilidade.

“Tenho orgulho em fazer parte do Congresso. Se eu achasse que esta Casa me envergonha, eu teria a dignidade de renunciar ao mandato e ir embora. Se estamos com dificuldade na opinião pública, temos que levantar a cabeça e mostrar que temos trabalhado pelo país”, frisou.

A senadora foi à tribuna porque havia sido citada nominalmente por Jorge Kajuru.

PASTA

Ao fim do seu discurso, Kátia Abreu entregou uma pasta de documentos a Davi Alcolumbre, em referência a um episódio protagonizado por ambos na eleição para a presidência em 2019. Na ocasião, Kátia protestou contra o fato de Davi estar presidindo o pleito mesmo sendo candidato. Durante as discussões, ela subiu à Mesa Diretora e tirou a pasta contendo os documentos da sessão das mãos do colega, afirmando que ele estava “maluco”.

Quando tomei aquela atitude, foi um símbolo de protesto, porque eu acreditava o rito processual estava equivocado. Eu não tinha outra coisa a fazer para demonstrar a minha indignação”, afirmou.

Kátia afirmou que “faria tudo de novo” e lembrou que não votou em Davi, mas admitiu que o agora ex-presidente conquistou o seu respeito durante a gestão.

ELEIÇÃO NO SENADO

O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) foi eleito novo presidente do Senado nesta segunda-feira (1º). Ele comandará o Congresso pelos próximos dois anos, até fevereiro de 2023.

Eleito com 57 votos, 16 a mais que os 41 necessários, Rodrigo Pacheco teve como concorrente a senadora Simone Tebet (MDB-MS), que obteve 21 votos. Os senadores Major Olimpio (PSL-SP), Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Lasier Martins (Podemos-RS) retiraram as candidaturas para apoiar a senadora.

(Fonte: Agência Senado) 

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