Gestantes são transferidas de cidade porque hospital não tem obstetra

Mulheres reclamam da falta de obstetras no Hospital Regional de Gurupi.
Enfermeira afirmou que já fez parto durante viagem de transferência.

Gestantes estão tendo problemas para conseguir atendimento médico em Gurupi, no sul do estado. O motivo é a falta de obstetras no Hospital Regional. Por causa disso, mulheres em trabalho de parto estão sendo transferidas para outras cidades.

Com nove meses de gestação, Dalene Antônio Leite foi pela quarta vez procurar um médico, mas não encontrou. “A única coisa que me falaram é que só tem enfermeira. Ela vai ouvir o coração dela [do bebê] para saber se está tudo bem. Médico obstetra não tem.”

Durante a gravação da reportagem uma ambulância estacionou na frente do hospital para transferir uma mulher. “Eles estavam só passando remédio para dor. Desde a madrugada estava sentindo muita dor e agora estou indo para Palmas”, contou Glécia Marrone.

A ambulância saiu em direção a capital levando a gestante, que esperou por mais de cinco horas para ser transferida, mas dez minutos depois ela teve que retornar porque entrou em trabalho de parto.

Uma enfermeira que ajudou a socorrer a gestante diz que essa correria por falta de médico é comum e já fez um parto durante uma viagem de transferência.

“Foi um parto feito na BR. Graças a Deus foi tranquilo. Deu tudo certo, mas e se acontecesse alguma coisa? A preocupação da gente é com os imprevistos que podem acontecer”, afirmou Justina Neta.

Resposta
Procurada, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) disse que já foi autorizada a contratação de mais profissionais médicos para atender a demanda no Hospital Regional de Gurupi (HGP).

Sobre gestante Glécia Marrone Aguiar da Silva, a Sesau disse que ela foi estabilizada no HRG e logo após transferida para o Hospital e Maternidade Tia Dedé, em Porto Nacional, onde passa bem e está evoluindo no trabalho de parto.

http://g1.globo.com/to/tocantins

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