quinta-feira, outubro 28, 2021

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Governador fala sobre investigação na operação Reis do Gado

Marcelo Miranda disse que família se sentiu afetada pela situação.
Ele é alvo de investigação sobre lavagem de Tocantins.

Em entrevista à TV na sexta-feira (30), Marcelo Miranda falou sobre ter sido alvo de investigações durante a operação Reis do gado, da Polícia Federal, que investiga corrupção e lavagem de dinheiro no Tocantins entre os anos de 2005 e 2012. O governador do Tocantins também fez um balanço de 2016 e falou sobre as prioridades para 2017. “Quando fomos questionados pela Polícia Federal, procuramos cumprir a missão que foi designada por nós. Não deixa de afetar, a família onde o pai e mãe sempre criou os filhos para o trabalho […] Quero dizer a todos que me conhecem que o governador Siqueira Campos não merecia passar por isso. Homens como Brito Miranda e demais pessoas que tem história nesse estado estão aí para servir, sempre serviram. Se houve um acontecimento externo, a intenção dos governantes não é fazer mal a sociedade. Nós queremos sempre o melhor para o estado.”

A operação Reis do Gado foi realizada no final de novembro. Marcelo Miranda e o secretário de infraestrutura Sérgio Leão são alvos da investigação. O governador e o ex-governador Siqueira Campos foram conduzidos coercitivamente para prestar depoimento.

A operação teve oito mandados de prisão temporária, 24 de condução coercitiva e 76 de busca e apreensão nas cidades de Palmas e Araguaína (TO), Goiânia (GO), Brasília (DF), Caraguatatuba (SP), e nos municípios de Canaã dos Carajás, Redenção, Santa Maria, São Felix do Xingu, no Pará. Segundo a PF, os mandados foram expedidos pelo STJ.

Marcelo Miranda prestou depoimento por quatro horas na sede da Polícia Federal, em Palmas, e saiu sem dar entrevista. O chefe da Delegacia de Repressão e Combate ao Crime Organizado, Cleyber Malta, explicou que ele foi levado para prestar depoimento porque foi verificado que algumas empresas que estabeleceram contratos em 1998, na gestão dele, para a construção de pontes, permaneceram executando serviços em várias gestões.

Lavagem de dinheiro
O superintendete da PF disse que a suposta lavagem era feita, ora pela compra e venda de gado, ora pela compra e venda de fazendas. Uma das fazendas compradas no Pará teria sido registrada por R$ 20 mil, sendo que o valor da propriedade chegava a R$ 40 milhões. A polícia investiga se houve a partipação de cartorários no registro do imóvel. A PF disse que a lavagem envolve outros bens como aeronaves, carros e salas comerciais.

Conforme a PF, o caso começou a ser investigado há cerca de um ano. Durante a investigação foi verificado que a família do governador teria o segundo maior rebanho do estado do Pará, totalizando 30 mil cabeças de gado. A atividade, segundo a polícia, era usada para mascarar a origem de outros recursos.

Dos R$ 200 milhões que teriam sido lavados, “R$ 60 milhões eram em dinheiro que circulavam na conta de terceiros e ao final, parte dos valores teria voltado para posse da família do governador”, explicou Malta.

Todos os bens de Marcelo Miranda, do pai e de um um dos irmãos foram bloqueados. Além disso, serão investigadas as prestações de conta no Imposto de Renda de todos eles. Segundo a PF, os registros declarados estão em desacordo com o que foi movimentado em conta.

O valor de R$ 200 milhões foi detectado no processo de lavagem, mas o dinheiro das contratações supera esse valor.

G1 To

 

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