Defesa de Elize Matsunaga quer condenação mínima pelo crime

Advogados tentarão afastar as três qualificadoras do homicídio durante o julgamento, que ocorre a partir desta segunda-feira (28)

Elize Kitano Matsunaga (34), acusada de matar e esquartejar o marido, Marcos Matsunaga, herdeiro do grupo Yoki, vai a júri popular a partir desta segunda-feira (28), no plenário 10 do Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo. 

O crime foi registrado em maio de 2012 e, agora, a ré confessa buscará uma condenação mínima pelo crime. 

A acusada afirma que agiu no calor da discussão (usou uma das quatro armas registradas em seu nome) e que foi agredida por ele com um tapa no rosto. Ela dividiu o corpo em seis partes, colou-os em malas de viagem e espalhou em mata em Caucaia do Alto, na Grande São Paulo. As informações são da Folha de S. Paulo.

“Fez isso por desespero. Desespero de uma mãe que ia perder sua filha. Abandonar as partes do corpo foi apenas uma consequência desse desespero, porque não encontrou outra saída”, afirma a advogada Roselle Soglio, uma das defensoras de Elize.

Com houve confissão do crime, a tentativa da defesa será tentar afastar as três qualificadoras do homicídio pelas quais ela é acusada: meio cruel, sem chances de defesa e motivo torpe.

Se for condenada por homicídio simples, Elize terá uma pena entre 6 e 20 de prisão. Como está presa há mais de quatro anos e não tem outros antecedentes criminais, ela poderia sair do júri com ordem de soltura por ter cumprido mais de um sexto da pena.

Com as qualificadoras, o homicídio é considerado hediondo e a condenação pode chegar a 30 anos. Além disso, os pedidos de progressão de pena só poderiam ser feitos após o cumprimento de dois quintos da pena total.

“O fato de ser ré confessa não quer dizer que não possa ser absolvida. Ela tinha motivos para ter atirado. Existem motivos para ela ter praticado o ato”, disse Roselle.

Ainda segundo a Folha, o Ministério Público sustenta que a versão de briga contada por Elize não tem lastro em provas. “Eu não posso concordar, como promotor de Justiça e como ser humano, que ocorra um fato deste impunemente”, afirmou o promotor José Carlos Cosenzo. “Pelo requinte, pela forma que a vítima foi morta, menos de 24, 25 anos de condenação, eu não vou me conformar”, concluiu.(fonte:notícias ao minuto)

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