MP denuncia cinco funcionários da UFG por morte de estudante em máquina de preparar ração

Caso é tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Acidente foi em junho do ano passado; na época, universidade informou que dava apoio às investigações.

 

Corpo de estudante morto ao cair em máquina na UFG é enterrado em Goiânia

Universitário participava de uma aula prática quando acidente aconteceu. Centenas de pessoas acompanharam o sepultamento.

O corpo do estudante de medicina veterinária Lucas Silva Mariano, de 21 anos, foi enterrado neste domingo (25) no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia. O universitário morreu após cair em uma máquina para preparar ração para o gado, na Universidade Federal de Goiás.

Centenas de pessoas acompanharam o sepultamento do jovem. “Ele era sorridente. Esse tanto de gente aqui é porque ele era especial e é isso que vai ficar. A saudade aperta, dói demais”, disse Arthur Silva Moreira, primo de Lucas.

Em redes sociais, muitos amigos e familiares lamentaram o acidente. “Agora um anjo novo povoa o além, uma estrela nova ilumina o céu, mas o mundo ficou mais pobre com a partida do nosso querido amigo. Mas para sempre ele viverá em nossos corações, em nossas saudades e principalmente na memória e constante lembrança da vida que foi a sua, e da pessoa maravilhosa que foi em vida”, escreveu um amigo.

Amigo publica homenagem a estudante da UFG que morreu em acidente (Foto: Reprodução/ Facebook) Acidente
Amigo publica homenagem a estudante da UFG que morreu em acidente (Foto: Reprodução/ Facebook)
Acidente

Acidente

O universitário estava acompanhado de um amigo no momento do acidente, no sábado (24). Testemunhas contaram que Lucas estava em um trator durante uma atividade prática do curso. Em seguida, ele caiu dentro da máquina, que é movida pelo trator e processa a ração que é jogada no coxo para os animais. Ainda não há mais informações sobre como o acidente aconteceu.

A Universidade Federal de Goiás informou, em nota, que lamenta a morte do aluno e que, junto com a direção do curso, vai dar todo o apoio às investigações.

A Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios registrou o caso. Porém, como a área é de competência da Polícia Federal, ainda não se sabe qual corporação investigará a morte de Lucas.

Lucas Silva Mariano morreu ao cair em máquina de ração na UFG (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Lucas Silva Mariano morreu ao cair em máquina de ração na UFG (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

G1/GO

Professor da UFG é suspeito de abusar de aluna

Segundo a polícia, vítima, que estuda em Jataí, veio para a capital com o servidor da instituição para participar de congresso.

Uma estudante de veterinária denunciou à Polícia Civil ter sido abusada por um professor da Universidade Federal de Goiás (UFG). A jovem, que mora em Jataí, no sudoeste goiano, relatou aos investigadores que o caso aconteceu em um apartamento de Goiânia, onde estavam hospedados para participar de um congresso.

Responsável por apurar a denúncia, a titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Ana Elisa Gomes Martins, explicou que o abuso aconteceu em dezembro de 2016. Porém, a vítima só teve coragem de denunciar o professor no início de abril, após passar por um acompanhamento psicológico.

“A vítima relata que eles foram para um bar e depois acabou acontecendo isso. Ela alega que acordou deitada em um colchão no chão e viu ele nu, sobre ela”, disse a delegada.

De acordo com Ana Elisa, a vítima buscou a polícia em Jataí para registrar a ocorrência, mas, como o local do fato é Goiânia, a delegacia da capital que ficará a cargo das investigações.

“Estamos levantando tudo isso. Ele pode ser responsabilizado por estupro ou até mesmo por estupro de vulnerável, se ela estava sem condições de reação naquele momento”, explicou.

Processo Administrativo

A direção da UFG em Jataí informou, em nota, que tomou “todas as providências cabíveis no caso de denúncia de assédio sexual praticado por um servidor da instituição feita por uma discente durante atividade acadêmica”.

Conforme a universidade, logo que recebeu a denúncia, instaurou um Processo Administrativo Disciplinar e formou uma comissão para apurar o caso “com o direito ao contraditório e a ampla defesa a fim de apurar os fatos contidos na denúncia e aplicar as sansões cabíveis de acordo com a legislação do serviço público federal”.

Por fim, a UFG destaca que tem prestado apoio à aluna e “desaprova e repudia todo e qualquer tipo de violência, sobretudo a violência contra as mulheres”.

G1/Goias

Denúncia de suposto estupro na UFG causa mobilização e revolta nas redes sociais

Jovem teria sido dopada, estuprada e deixada no estacionamento do FIC; hashtag #UFGSePosicione está nos Trending Topics do Twitter em Goiânia e no Brasil 

Um suposto estupro na Universidade Federal de Goiás (UFG) foi denunciado na internet na noite desta terça-feira (14). A história ainda causou mobilização e revolta nas redes sociais, onde a hashtag #UFGSePosicione está nos Trending Topics do Twitter em Goiânia e no Brasil.

Segundo o estudante de Relações Públicas Daniel Bezerra, de 21 anos, a jovem teria sido deixada pelo suposto estuprador no estacionamento próximo ao bloco da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), no Campus Samambaia. 

“Era 19h30 e eu estava no carro esperando um amigo quando vi outro carro se aproximando, um homem descendo e puxando a menina para fora do carro. Achei que ela estava bêbada por estar cambaleando, mas, quando percebi, ela estava chorando, com o cabelo e as roupas desarrumadas. Percebi o que tinha acontecido e a segui até o banheiro masculino da FIC, onde ela estava chorando, muito nervosa e sem parte da roupa. Tentei chamar algum guarda para ajudar, mas não tinha ninguém por perto”, contou. 

Ainda de acordo com Daniel, por estar muito nervosa, a garota não quis ajuda e saiu correndo do bloco. “Tentei prendê-la no banheiro para ver se conseguíamos alguma ajuda, mas ela desapareceu. A UFG é muito perigosa à noite, o estacionamento é muito escuro e não há guardas por perto”, afirmou. 

Por telefone, o reitor da universidade, Orlando Afonso Valle do Amaral, informou ao POPULAR que o chefe de segurança do campus foi ao local para conseguir mais informações sobre o caso ocorrido na noite desta terça-feira. A equipe está fazendo rondas para localizar a garota e apurar a história e os envolvidos. 

ATO PELA SEGURANÇA FEMININA

Após a denúncia do suposto estupro ocorrido no Câmpus Samambaia, da Universidade Federal de Goiás, na noite desta terça-feira (14), uma manifestação intitulada “Ato em Solidariedade à Vítima de Estupro no Câmpus 2 UFG” foi programada para às 8h desta quarta-feira (15).

Um evento criado no Facebook contabilizava, até o começo desta madrugada, mais de 900 pessoas confirmadas para a realização do ato.

De acordo com a página do evento, a concentração para o protesto será na Faculdade de Informação e Comunicação (FIC), local onde a garota teria sido deixada. Os manifestantes seguirão caminhando até a reitoria da instituição, que também fica no câmpus.

Confira a cronologia das postagens do jovem que denunciou o caso:

uma menina acabou de ser dopada e possivelmente estuprada e não tem nenhum guarda por perto e ninguém pra me ajudar

GENTE, tentei fazer o que pude. Vou contar aqui o que aconteceu.

Eu tava no estacionamento da FIC parado no carro esperando um amigo sair da aula, aí chegou um gol, preto com um cara, deu a volta e puxou

a menina pra fora do carro. Aí ela tava cambaleando, pensei q tivesse bêbada e fiquei na minha

Qndo ela passou por mim tava tda desarrumada e chorando, aí liguei o farol pra tentar olhar o q tava rolando no carro e ele ACELEROU E VAZOU

na hora q isso aconteceu eu já entendi tudo e corri atrás da menina que tava no banheiro sem a parte de baixo lavando na torneira e cjorando

daí eu fui até ela e ela começou a pedir socorro e me bater, como se eu fosse fazer algo com ela tb, tava em pânico demais

gritei ajuda e não tinha uma alma viva no campus

fiquei gritando por horas e nada, e ela tava com mto medo que eu fizesse algo com ela

aí eu fui correndo gritar ajuda no centro de aulas e ela foi embora e eu a perdi de vista

liguei p polícia e eles vão procurá-la pelo campus não consegui segurar e prender no banheiro pq ela tva desesperada, n consegui fazer nd

Reprodução/Twitter

A hashtag #UFGSePosicione está nos Trending Topics do Twitter em Goiânia e no Brasil

(fonte:o popular)