Temer: reforma protegerá pobres e cortará regalias do servidor público

Em discurso durante o prêmio Brasileiros do Ano, presidente também disse haver informações equivocadas sobre a mudança no sistema previdenciário, mas evitou detalhar o assunto.

Opresidente Michel Temer defendeu a necessidade da aprovação da reforma da Previdência, durante o Prêmio Brasileiros do Ano 2017, da Revista Istoé

Temer disse que, em seu governo, a inflação e os juros caíram e algumas reformas foram aprovadas, mas destacou a importância da reforma da Previdência, no momento em que não teria os votos necessários para sua aprovação.

“A reforma da Previdência, na verdade, visa precisamente a combater os privilégios. Porque, na verdade, o que a reforma da Previdência faz é proteger os pobres que, na verdade, pagam pelos que ganham muito no serviço público. A ideia da igualdade é a força motriz da reforma da Previdência”, defendeu o presidente.

Segundo o portal G1, Temer também disse em seu discurso haver informações equivocadas sobre a mudança no sistema previdenciário, usando como exemplo a exigência dos 65 anos para se aposentar. “Valeria a pena, talvez, dizer que, na verdade, hoje se aposenta o homem com 55 anos e a mulher, com 53. E que ao longo de 20 anos é que se vai atingir a idade limite de 60 anos”, afirmou.

Logo em seguida, no entanto, Temer deixou de detalhar o assunto e disse que “não vale a pena tratar desses temas”, para voltar a falar da premiação.

Noticias ao Minuto

Seis tocantinenses apoiam presidente Temer; Irajá rejeita relatório e Halum muda voto

Cinco tocantinenses apoiam arquivamento da denúncia contra Temer, dois são contra e um se ausenta.

Seis dos oito parlamentares do Tocantins votaram a favor do relatório do deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) pela inadmissibilidade da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer. 

Votaram pela aprovação do relatório os deputados Carlos Gaguim (Podemos), César Halum (PRB), Dulce Miranda (PMDB), Lázaro Botelho (PP), Professora Dorinha (DEM) e Vicentinho Júnior (PR). Na primeira denúncia, cinco parlamentares do Estado tinham votado com Temer.

Contra o relatório de Andrada votou apenas Irajá Abreu. Josi Nunes (PMDB) se ausentou da sessão.

Halum foi o único que mudou o voto em relação à primeira denúncia de 3 de agosto, quando ele optou por apoiar a investigação do presidente.

Irajá votou nas duas vezes contra Temer, apoiando a continuidade das investigações.

Gaguim, Dulce, Lázaro e Dorinha votaram nas duas vezes contra as investigações. Josi, que se ausentou nesta quarta, na primeira votação foi a favor do presidente.

Vicentinho Júnior, que agora votou a favor do presidente, tinha se ausentado na sessão que avaliou a primeira denúncia.

Clebertoledo

Temer passa mal e é levado a centro cirúrgico de hospital, diz TV

Ainda não há mais detalhes sobre o estado de saúde do presidente.

No dia em que denúncia por obstrução de justiça e organização criminosa deve ser votada, o presidente da República, Michel Temer, passou mal e foi encaminhado para o centro cirúrgico do Hospital do Exército, em Brasília (DF).

A informação foi divulgada pela jornalista Andréia Sadi, da GloboNews.

A assessoria de comunicação da Presidência da República ainda não se pronunciou, e não há mais detalhes sobre o estado de saúde do presidente.  

Agora há pouco, a sessão para votação do processo contra Temer foi adiada, no plenário da Câmara, por falta de quórum.

Além do presidente da República, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) também são alvo da Procuradoria-Geral da República.

Noticias ao Minuto

Temer chega ao Tocantins e assina contrato para construção de ponte sobre o rio Araguaia

A obra está orçada em cerca de R$ 280 milhões e interligará os estados do Tocantins e do Pará. Atualmente, a travessia é feita por balsas.

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), chegou na manhã desta quinta-feira (14) em Xambioá, norte do Tocantins, para assinar uma ordem de serviço para a construção da ponte sobre o rio Araguaia, na BR-153, que liga o Tocantins ao estado do Pará. A rodovia é uma das mais importantes rotas de escoamento, sendo que a travessia ainda é feita por balsas.

A expectativa é que mais de 1,5 milhão de pessoas sejam beneficiadas. A obra está orçada em cerca de R$ 280 milhões, recursos provenientes de emendas de parlamentares tocantinenses. A ponte terá 1.724 metros de extensão.

O presidente desembarcou no aeroporto de Marabá (PA) e foi de helicóptero até Xambioá. Políticos do Tocantins fazem parte da comitiva de Temer. A prefeitura da cidade montou uma tenda na avenida Araguaia, perto do Porto da Balsa, onde ocorrerá a assinatura da ordem de serviço. Depois, o presidente atravessará o rio Araguaia em direção a São Geraldo (PA).

A visita é realizada num momento conturbado no cenário político. Por isso, a segurança foi reforçada. A equipe do presidente decidiu suspender até o meio-dia a operação da balsa, que faz a travessia entre Xambioá e São Geraldo. A recomendação é que os motoristas façam um desvio em Darcinópolis pela TO-134 até a cidade de Araguatins. A rota aumenta o trecho em mais de 200 km.

G1/TO

PF vê indícios de que Temer e PMDB da Câmara são organização criminosa

Para a Polícia Federal, os integrantes da cúpula do partido se organizaram como o objetivo de obter “vantagens indevidas” na administração pública direta e indireta.

Polícia Federal concluiu nesta segunda-feira (11) um inquérito instaurado sobre integrantes do PMDB e considerou que há indícios de crimes cometidos pelo presidente Michel Temer e outros integrantes do partido.

Também foram implicados no relatório os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e os ex-deputados Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves -os três últimos estão presos em decorrência de diferentes investigações da PF.

O alvo do inquérito é o grupo conhecido como PMDB da Câmara.

Para a Polícia Federal, os integrantes da cúpula do partido se organizaram como o objetivo de obter “vantagens indevidas” na administração pública direta e indireta. Entre os crimes atribuídos ao grupo estão corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, evasão de divisas.

A Procuradoria-Geral da República deve apresentar nova denúncia contra Temer ainda nesta semana, que é a última de Rodrigo Janot à frente da instituição.

Em junho, Temer foi denunciado pela primeira vez por Janot, sob acusação de corrupção envolvendo a JBS, mas a Câmara dos Deputados decidiu suspender o trâmite no dia 2 de agosto.

Na semana passada, a Procuradoria-Geral denunciou o grupo conhecido como PMDB do Senado, que inclui Romero Jucá, Renan Calheiros e Jader Barbalho, entre outros.

OUTRO LADO

Temer, por meio de sua assessoria, disse que não participa nem participou de nenhuma quadrilha, como foi divulgado, nem integra qualquer “estrutura com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública”.

“O presidente Temer lamenta que insinuações descabidas, com intuito de tentar denegrir a honra e a imagem pública, sejam vazadas à imprensa antes da devida apreciação pela Justiça.”

Eliseu Padilha informou, também via assessoria, que só irá se pronunciar quando e “se houver acusação formal contra ele que mereça resposta”.  Com informações da Folhapress.

 Noticias ao minuto

Temer volta a defender parlamentarismo como sistema de governo

“Se puder ser em 2018, será ótimo”, disse o presidente, em evento em São Paulo.

Durante um congresso do setor automobilístico, na zona sul de São Paulo, nesta terça-feira (8), o presidente Michel Temer defendeu um modelo de “semipresidencialismo” ou “semiparlamentarismo” no Brasil, em moldes próximos aos da França e Portugal, para as eleições de 2018 ou 2022.

“Já estamos fazendo quase um pré-exercício de parlamentarismo”, disse ele, ao falar com jornalistas presentes ao evento.

“O Legislativo era tido como um apêndice do Executivo. Hoje ele é parceiro do Executivo”, completou.

Temer diz que cita modelos onde o presidente ainda tem “presença muito significativa no espectro político”.

“Se pudesse ser em 2018, seria ótimo. Se não puder, o tempo é curto, quem sabe preparar-se para 2022”, afirmou. Com informações da Folhapress.

Noticias ao Minuto

Planalto inicia exoneração de aliados de deputados que traíram Temer

Mais de 20 nomes estão sob análise do Planalto, diz jornal.

O governo deve publicar, ainda nesta semana, uma série de exonerações de servidores que foram indicados por deputados que votaram a favor da continuidade da denúncia contra o presidente Michel Temer.

De acordo com a coluna Painel, do site do jornal Folha de S. Paulo, mais de 20 nomes são analisados pelo governo. A previsão é de que as lideranças da base aliada substitutos para os servidores que serão cortados.

O deputado Beto Mansur levará ao Planalto a lista infiéis na votação da denúncia contra o presidente nesta terça-feira (8). O parlamentar fará um comparativo com a estimativa de apoio que o governo tinha para a reforma da Previdência antes do recesso.

Ainda segundo o jornal, vários deputados tentaram fazer um último apelo contra as exonerações, pedindo que Temer considerasse o “histórico” de parceria e não apenas o posicionamento no dia da votação.

Noticias ao Minuto

Governo consegue barrar denúncia contra Temer

Mesmo com os votos pendentes, não será possível atingir o número mínimo (2/3 dos deputados) necessário para que a Câmara autorize a abertura de processo.

Mesmo com os votos pendentes, não será possível atingir o número mínimo (2/3 dos deputados) necessário para que a Câmara autorize a abertura de processo contra o presidente Michel Temer.

Embora a votação continue, devido às somas possíveis dos votos restantes, não há mais possibilidade de o Plenário da Câmara dos Deputados autorizar o pedido do Supremo Tribunal Federal (STF) para abrir processo criminal contra o presidente da República, Michel Temer, por crime de corrupção passiva.

Até o momento, 287 deputados votaram e os que ainda precisam dar seu voto, somados aos favoráveis ao prosseguimento da denúncia, não chegarão a 342 votos. As informações são da Agência Câmara.

Noticias ao Minuto

Denúncia contra Michel Temer: Veja como votaram os deputados do Tocantins

O “sim” é pela não investigação, e o “não” é pela investigação do presidente Temer pelo STF.

São mais de dez horas de debates e muita confusão na Câmara dos Deputados até que se iniciou a votação pela aceitação ou rejeição do relatório da Comissão de Constituição e Justiça que decide não denunciar o presidente Michel Temer pelo crime de corrupção passiva.

Os deputados votaram “sim” a favor do relatório e “não” para que o Supremo Tribunal Federal possa investigar o presidente.

Seguindo o rito do impeachment, o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia, chamou os deputados de um estado do Sul e, depois, do Norte, seguindo até finalizar os 26 estados brasileiros.

Quando chegou a vez do Estado do Tocantins, o “sim” tinha mais votos que o “não”.

Confira como votaram os deputados federais do Estado:

Carlos Henrique Gaguinho: Sim

Cesar Halum: Não

Dulce Miranda: Sim

Irajá Abreu: Não

Josi Nunes: Sim

Lázaro Botelho: Sim

Professora Dorinha: Sim

Vicentinho Júnior: Ausente

 

Doleiro diz que Temer sabia de propinas na Petrobras

Lúcio Funaro prestou depoimento à Polícia Federal.

O corretor Lúcio Funaro disse, em depoimento à Polícia Federal, “confirmar” a participação do presidente Michel Temer (PMDB-SP) e do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em acerto de propinas sobre o contrato da Petrobras com a Odebrecht.

Um dos delatores da Odebrecht, Márcio Faria, afirmou à Procuradoria-Geral da República que o presidente Michel Temer presenciou, em 2010, quando candidato a vice-presidente da República, uma reunião na qual se acertou pagamento de propina de US$ 40 milhões ao PMDB.

O valor era referente a 5% de um contrato da empreiteira com a Petrobras. Segundo Funaro, a confirmação de que o presidente participou do encontro foi repassada por Eduardo Cunha.

O contrato PAC SMS, no valor de US$ 825 milhões, era referente à manutenção de ativos sucateados da estatal em nove países do mundo, entre eles a Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). Antes de a carta-convite da licitação ser apresentada à Odebrecht, segundo o delator, um ex-gerente da Diretoria Internacional da estatal (comandada pelo PMDB), Aluísio Telles, procurou a empreiteira para negociar 3% de suborno sobre o valor a ser pago.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao analisar o caso, não pediu a abertura de inquérito contra Temer sob o argumento de que a Constituição diz que o presidente da República, no exercício de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos às suas funções. Tem, portanto, uma imunidade temporária. Os demais envolvidos, no entanto, serão alvos de investigação.

Faria disse que a propina ao PMDB foi paga em espécie, no Brasil, e em conta no exterior. Acrescentou que, durante as negociações, o partido concordou em reduzir para 4% sua cota, permitindo que o PT ficasse com 1%. Os recursos ficaram como crédito para uso dos então senadores Delcídio Amaral (MS) e Humberto Costa (PE).

O presidente Michel Temer afirmou, por meio de nota divulgada à época em que se revelaram as delações da Odebrecht, que “jamais tratou de valores” com Márcio Faria.

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