Mesmo com concurso da PM suspenso, candidatos se preparam para próximas fases

Mais de 70 mil candidatos fizeram as provas para concorrer a uma das 1.040 vagas. Concurso foi suspenso após decisão judicial; polícia investiga se houve fraudes na aplicação das provas.

Mais de 70 mil candidatos aguardam um desfecho do concurso da Polícia Militar do Tocantins. Ele foi suspenso em abril deste ano após uma decisão judicial e ainda não foi retomado. Uma investigação da Polícia Civil apontou que houve fraude durante a aplicação das provas. Os resultados da primeira fase não foram nem divulgados, mas alguns candidatos seguem se preparando para as próximas fases. (Veja o vídeo)

O servidor público Thyago de Oliveira fez provas para os cargos de soldado e oficial. Mesmo com o processo seletivo suspenso, ele ainda tem esperanças. “Estou na expectativa da aprovação e até hoje me preparo para o TAF [Teste de Aptidão Física]. Continuo estudando para uma ou outra oportunidade que poderá vir, porém aguardo com muita ansiedade o concurso da PM”.

Foram oferecidas mil vagas para soldado e outras 40 para oficial. As provas foram aplicadas em março deste ano. “Existe o primeiro fato, que é o da suspensão do concurso público da PM. Essa suspensão decorre da transição do governo, no qual houve uma medida cautelar deferida pelo desembargador à época. Após essa medida cautelar, houve um fato novo, que foi indícios de fraude”, explicou o advogado Pablo Araújo.

Candidato ao concurso da PM segue se preparando para as próximas fases (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

O Ministério Público Estadual recomendou que o concurso da Polícia Militar não seja retomado pelo governo do estado. A recomendação é para que o governador Mauro Carlesse (PHS) dê uma resposta em 10 dias para informar quais providências vai tomar em relação ao concurso.

De acordo com o MPE, há suspeitas como envelopes violados, celulares apreendidos e vazamento de fotos do gabarito. Em Araguaína, 14 pessoas foram presas suspeitas de fraude durante o concurso, na operação Ateleia. Para a promotoria, as investigações sobre possíveis fraude, podem levar a anulação do concurso.

Por outro lado, a AOCP, empresa responsável pela aplicação das provas divulgou uma nota na última terça-feira (10) informando que será possível identificar e eliminar os candidatos que tentaram fraudar o concurso.

“Por fim, a AOCP reitera que até o momento as investigações demonstram, apesar da tentativa de fraude, a inexistência de qualquer prova de que algum candidato tenha obtido êxito em tal expediente, de forma a afetar a lisura do certame […]”, diz trecho de nota.

A Polícia Militar se manifestou sobre a suspensão do concurso na última segunda-feira (9). Em nota, a comissão organizadora informou que o concurso continua suspenso temporariamente por decisão judicial e decisão administrativa do Tribunal de Contas do Estado.

“Neste intuito, está envidando todos os esforços junto a estes órgãos para agilizar a solução dos entraves que fundamentam tais decisões. O Comando aguarda as decisões a fim de que possa dar continuidade às demais fases do concurso”, dizia nota enviada.

Concurso

As provas do concurso foram aplicadas no dia 11 de março. Ao todo, mais de 70 mil pessoas fizeram as provas em 17 cidades.

O concurso também é composto por avaliação de capacidade física, avaliação psicológica, médica e odontológica e investigação social. A previsão inicial era que o resultado final de todas as etapas do concurso fosse divulgado em agosto deste ano.

O subsídio inicial durante o Curso de Formação de Oficiais é de R$ 4.499,52 e para o Curso de Formação de Soldados é de R$ 2.215,10.

G1 Tocantins.

Promotoria recomenda que concurso da PM continue suspenso por suspeitas de fraude

Concurso está suspenso devido decisão judicial. Investigação apurou fraudes e delegado afirmou que todo o processo pode estar comprometido.

O Ministério Público Estadual recomendou que o concurso da Polícia Militar não seja retomado pelo governo do estado. Os resultados da primeira fase não foram divulgados ainda por causa de uma decisão da Justiça que determinou a suspensão, em abril deste ano. Além disso, uma investigação da Polícia Civil apontou que houve fraude durante a aplicação das provas e todo o concurso pode ser comprometido.

Conforme o MPE, a recomendação é para que o governador Mauro Carlesse (PHS) dê uma resposta em 10 dias para informar quais providências vai tomar em relação ao concurso.

As provas do concurso foram aplicadas em março deste ano. Conforme a 28ª Promotoria de Justiça da Capital, há inúmeras denúncias de envelopes violados e aparelhos celulares apreendidos. Na época do concurso, várias fotos de gabaritos chegaram a circular nas redes sociais.

Imagens de gabaritos circulam nas redes sociais (Foto: Arte G1)Imagens de gabaritos circulam nas redes sociais (Foto: Arte G1)

Imagens de gabaritos circulam nas redes sociais (Foto: Arte G1)

Para o promotor, as suspeitas de fraude podem resultar na anulação do concurso. A recomendação destaca que há investigações sendo feitas pela polícia em Palmas, Arraias e Araguaína. “Se depender do apurado nas investigações em curso, o referido certame deverá ser anulado, seja por via administrativa ou judicial”, disse o promotor.

Por outro lado, a empresa responsável pela aplicação das provas divulgou uma nota nesta terça-feira (10) informando que será possível identificar e eliminar os candidatos que tentaram fraudar o concurso.

“Por fim, a AOCP reitera que até o momento as investigações demonstram, apesar da tentativa de fraude, a inexistência de qualquer prova de que algum candidato tenha obtido êxito em tal expediente, de forma a afetar a lisura do certame […]”, diz trecho de nota.

A Polícia Militar se manifestou sobre a suspensão do concurso nesta segunda-feira (10). Em nota, a comissão organizadora informou que o concurso continua suspenso temporariamente por decisão judicial e decisão administrativa do Tribunal de Contas do Estado.

“Neste intuito, está envidando todos os esforços junto a estes órgãos para agilizar a solução dos entraves que fundamentam tais decisões. O Comando aguarda as decisões a fim de que possa dar continuidade às demais fases do concurso”, dizia nota enviada.

G1 procurou o governo do estado e a Polícia Militar na manhã desta terça-feira (10) para repercutir a recomendação do MPE e aguarda resposta.

Operação cumpriu mandados no Tocantins, Maranhão e Piauí (Foto: Polícia Civil/Divulgação)Operação cumpriu mandados no Tocantins, Maranhão e Piauí (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Operação cumpriu mandados no Tocantins, Maranhão e Piauí (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Suspeitos presos

A investigação em Araguaína, inclusive, resultou na operação Ateleia. Em cumprimento a mandados, a Polícia Civil prendeu 14 pessoas suspeitas de envolvimento em fraude durante o concurso.

Após a operação, o delegado José Anchieta de Menezes disse que o certame continuava comprometido, mesmo após a prisão dos suspeitos e a Polícia Civil ainda não identificou todos os beneficiados com as fraudes.

“É um dos riscos da continuidade deste concurso da Polícia Militar do Tocantins. Porque ainda não foi possível se chegar ao dano exato e impedir todos que teriam praticado a fraude. Corre o risco de, caso o concurso continue, pessoas que não foram aprovadas da forma devida entrem na Polícia Militar”, disse Anchieta.

Concurso

As provas do concurso foram aplicadas no dia 11 de março. Foram oferecidas 1 mil vagas para soldado e mais 40 para oficial da PM. Ao todo, mais de 70 mil pessoas fizeram as provas em 17 cidades.

O concurso também é composto por avaliação de capacidade física, avaliação psicológica, médica e odontológica e investigação social. A previsão inicial era que o resultado final de todas as etapas do concurso fosse divulgado em agosto deste ano.

O subsídio inicial durante o Curso de Formação de Oficiais é de R$ 4.499,52 e para o Curso de Formação de Soldados é de R$ 2.215,10.

G1 Tocantins.

Julgamento para revogar prisão de dono de postos é suspenso

Um dos desembargadores pediu vista e tema saiu da pauta da 1ª câmara do TJ. Duda Pereira está foragido desde o dia 10 de abril.

O julgamento do pedido para revogar a ordem de prisão contra Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, conhecido como Duda Pereira, foi suspenso após um dos desembargadores pedir vista. O pedido foi do desembargador João Rigo, que quer mais tempo para analisar o processo. Antes, o relator Ronaldo Eurípedes e outro desembargador, Moura Filho, haviam votado contra o pedido. Eles ainda podem mudar o voto até o final do julgamento.

A defesa do empresário, que tem postos de combustíveis em Palmas, quer que a ordem de prisão contra ele seja suspensa. Duda Pereira está foragido desde o dia 10 de abril, quando a Justiça ordenou que ele fosse preso. A suspeita é de que ele tenha mandado matar um empresário concorrente em Porto Nacional, ele nega todas as acusações.

A decisão de revogar ou não a ordem de prisão será da 1ª câmara do Tribunal de Justiça do Tocantins. Esta câmara é composta por cinco desembargadores, mas dois deles, Ângela Prudente e Marco Villas Boas, se declararam impedidos de votar por motivos de foro íntimo. Pelo atual placar o pedido da defesa seria negado, mas os desembargadores ainda podem mudar o voto até o final do julgamento. Ainda não há data para o julgamento ser retomado.

O G1 entrou em contato com a defesa de Eduardo Pereira e aguarda resposta.

O crime

De acordo com a denúncia, o empresário Wenceslau Leobas, pretendia abrir um estabelecimento em Palmas. A intenção era praticar os mesmos preços do combustível vendido em Porto Nacional que, segundo a promotoria, estão abaixo do que é praticado na capital. O MPE disse que Eduardo Pereira teria procurado a vítima para propor um esquema de alinhamento de preços e aumento da margem de lucro, mas o empresário teria rejeitado a proposta.

O crime aconteceu em janeiro. Wenceslau Leobas foi baleado em Porto Nacional, no momento em que saía de casa para trabalhar. Ele morreu após ficar 17 dias internado em um hospital. No mesmo dia da tentativa de homicídio, dois suspeitos de executar o crime foram presos. A polícia disse que um deles chegou a confessar a participação no crime.

Os acusados iriam a júri popular, mas um deles foi assassinado dentro da Casa de Prisão Provisória de Palmas no dia 3 de março. O crime ainda não foi solucionado.

No mês de junho do ano passado, o juiz aceitou a denúncia contra Duda. Ele é acusado de ser o mandante do crime. Segundo o promotor Abel, o processo contra o Duda corre separadamente. Na época, Duda disse que estava sendo acusado injustamente.

Em abril deste ano, foram divulgados áudios que suspostamente comprovam tentativas do empresário de atrapalhar as investigações sobre a morte de Wenceslau Leobas. Segundo o Ministério Público Estadual, pessoas ligadas a Eduardo Pereira estariam tentando convencer uma testemunha a mudar depoimentos.

Cartel

Eduardo Pereira também é investigado a respeito de um suposto cartel nos postos de combustíveis em Palmas. Duda é apontado como comandante do cartel. Em uma conversa telefônica gravada pela Polícia Civil, com autorização da Justiça, ele fala com Neizimar Cabral (a quem chama de Leidimar), chefe de fiscalização do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) no Tocantins, e chega a ameaçar um dos fiscais. Durante a conversa, Cabral promete que irá mudar o fiscal.

G1/TO

Contrato entre prefeitura e empresa de estacionamento rotativo é suspenso pelo TCE

Com a decisão, cobrança das taxas no estacionamento também ficam suspensas. Empresa diz que cumprirá a decisão do conselheiro.

O contrato entre a Prefeitura de Palmas e a empresa Blue, que administra o estacionamento rotativo, foi suspenso pelo Tribunal de Contas do Tocantins (TCE). A decisão foi tomada pelo conselheiro José Costrandade de Aguiar a pedido do Ministério Público de Contas. Com a determinação, a cobrança do estacionamento também fica suspensa, a partir da publicação da decisão no Boletim do TCE, que ocorreu nesta quarta-feira (12).

Em nota, a empresa BLUE informou que cumprirá desde já a decisão do conselheiro do TCE do Tocantins, enquanto o departamento jurídico da empresa estuda quais medidas serão adotadas para restabelecer as operações do estacionamento rotativo de Palmas.

O contrato foi firmado em agosto de 2014, com prazo estimado de 10 anos, num valor de quase R$ 95 milhões.

Conforme o TCE, a medida foi tomada depois que uma equipe do órgão verificou que os serviços prestados não estão atendendo totalmente as condições estabelecidas no edital do contrato. “O contrato não está sendo executado nos prazos, quantidades e quesitos de qualidade nele definidos. Essa violação contratual indica o descompromisso da contratada em cumprir com o contrato, a priorizar seu interesse lucrativo em detrimento do superior interesse público”, argumentou o conselheiro.

Ele explicou ainda que a continuidade da execução dos serviços expõe o erário ao risco e causa prejuízo ao direito dos licitantes.

Concurso da PM mal feito de Marconi e Eliton é suspenso pela justiça

Como dois mais dois são quatro. O certame feito “nas coxas” pelo governador Marconi Perillo (PSDB) e o vice-governador José Eliton (PSDB) foi suspenso nesta terça-feira, 31, pela juíza Zilmene Manzolli, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Goiânia.

A magistrada acatou pedido do Ministério Público de Goiás (MP-GO) e exige, primeiro, o chamamento de 700 aprovados no concurso anterior e apontava irregularidades no salário de 3ª classe no valor de R$ 1.500. 

Além disso, o concurso deverá ser anulado devido a grande quantidade de denúncias por falta de fiscalização durante o certame. A promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira instaurou inquérito civil público para apurar irregularidades relatadas em Goiânia e 16 cidades no interior. 

O governo não quer mais fazer concursos, a ideia é sucatear para terceirizar e entregar para Organizações Sociais (OS). O governador já reiterou que é contra a estabilidade no serviço público.(fonte:Goiás Real)