MTST invade triplex atribuído a Lula no Guarujá, no litoral de SP

Líder do Movimento, Guilherme Boulos transmitiu a ocupação ao vivo nas redes sociais.

Militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) invadiram nesta segunda-feira (16) o apartamento 164-A do edifício Solaris no Guarujá, litoral de São Paulo. O triplex pertence ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com investigação da Justiça Federal. As informações são do R7.

A ocupação foi transmitida ao vivo nas redes sociais do líder do MTST e presidenciável Guilherme Boulos.

“MTST e a Povo Sem Medo acabam de ocupar o triplex do Guarujá, atribuído a Lula por Moro. Se é do Lula, o povo poderá ficar. Se não é, por que então ele está preso?”, diz mensagem na página de Boulos.

O ex-presidente cumpre pena de 12 anos e um mês desde o último dia 7, por suspeita de ter beneficiado a empreiteira OAS em contratos com a Petrobras. O imóvel no litoral é considerado propina paga pela empresa ao ex-presidente.

MTST e a Povo Sem Medo acabam de ocupar o triplex do Guarujá, atribuído a Lula por Moro. Se é do Lula, o povo poderá ficar. Se não é, por que então ele está preso? #Lulalivre #Vamos2018
Foto: Mídia NINJA 

Presidente da Assembléia está em São Paulo, mas retornará para ser oficiado da decisão TSE

O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, deputado Mauro Carlesse (PHS), está em São Paulo acompanhando tratamento médico da mãe e retornará a Palmas nesta sexta-feira, 23.

A informação foi repassada pelo diretor de Comunicação da AL/TO, Vieira de Melo. Ele ficará à espera do comunicado oficial do Tribunal Superior Eleitoral sobre o afastamento do governador Marcelo Miranda (MDB) do cargo. 

Carlesse deve assumir, interinamente, o governo do Estado, até que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/TO), convoque eleições diretas para o restante do mandato.

O entendimento, segundo o advogado Leandro Manzano, se dá em razão da reforma eleitoral de 2015, que definiu que “caso a cassação ocorra dentro de seis meses do final do mandato, a eleição será indireta”, como ainda faltam pouco mais de 9 meses para encerrar o atual mandato de Marcelo Miranda, a eleição para o novo ocupante do cargo será, portanto, direta. Agora, para o mandato 2019/2023, a eleição será em outubro. 

Cassado, Miranda terá que entregar o cargo assim que o acórdão(resumo) da decisão do TSE, desta quinta-feira, 22, for publicado. 

No entanto, durante a sessão em Brasília, o advogado do governador, Thiago Fernandes Boverio, recebeu orientação do presidente do Tribunal, ministro Luiz Fux, para que encaminhe uma petição, com todas as considerações acerca da execução da decisão, para que seja analisada.

Por enquanto, os ministros foram favoráveis em decidir pela execução imediata  do afastamento, ou seja, sem esperar os embargos de declaração. 

Orlanoticias

Faustão é internado em São Paulo para fazer cirurgia no coração

A assessoria do apresentador não confirmou o caso.

Fausto Silva foi internado na noite desta quarta-feira (7), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde foi submetido a uma angioplastia para desobstruição de uma artéria, segundo informa o Notícias da TV.

A cirurgia foi tranquila e o apresentador da Globo passa bem. A previsão de alta será nesta quinta-feira (8).

Faustão foi ao hospital para exames de rotina e um deles detectou a obstrução da artéria.

A assessoria do apresentador não confirmou o caso e representantes do hospital não confirmaram a internação.

Noticias ao Minuto

Dilma viaja a São Paulo para discutir crise com Lula

Os dois ex-presidentes também foram citados na delação da JBS.

A ex-presidente Dilma Rousseff viajou a São Paulo na manhã desta segunda (22) para discutir com Lula a crise política e a atuação que cada um deles deve ter no embate contra o governo de Michel Temer.

Lula já defendeu a saída do atual presidente e a convocação de eleições diretas.O encontro, no Instituto Lula, terá participação também do presidente nacional do PT, Rui Falcão, e do presidente estadual da legenda, Eunício de Souza.

Os dois ex-presidentes também foram citados na delação da JBS.

O empresário Joesley Batista, dono da empresa, afirmou que doou US$ 150 milhões para campanhas eleitorais tanto de Lula quanto de Dilma.

Os recursos teriam sido sacados de contas que ele mantinha no exterior. Com informações da coluna de Mônica Bergamo, da Folhapress e Noticias ao Minuto.

Suzane von Richthofen deixa presídio em SP para Dia das Mães

Detenta deve retornar à Penitenciária de Tremembé na próxima quarta-feira (17).

A detenta Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, foi beneficiada pela saída temporária de Dia das Mães. Ela deixou o a Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, na manhã desta sexta-feira (12) e volta na próxima quarta (17). As informações são do G1.

A detenta foi buscada pelo namorado ao deixar o presídio e terá de ficar em endereço informado à Justiça previamente.

Suzane obteve a progressão do regime fechado para o semiaberto em outubro de 2015. A primeira saída dela aconteceu em março do ano passado, durante a Páscoa. Ela também teve direito a sair da prisão durante o Dia das Mães de 2016.

Noticias ao Minuto

Saúde lança guia de prevenção de tuberculose para soropositivos

Com alto índice de mortalidade entre portadores do vírus HIV, doença tem de 20 a 30% de chances de acometer pacientes deste grupo.

Pensando neste perfil de pacientes, a Secretaria de Estado da Saúde lançou nesta terça-feira (28) um guia para prevenção e tratamento da tuberculose em pessoas vivendo com HIV. A publicação da Centro de Referência e Treinamento DST/Aids e da Divisão de Tuberculose do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) é dirigida a profissionais de saúde da rede pública do Estado. 

O objetivo é proporcionar um atendimento mais especializado e humanizado para pacientes soropositivos. A tuberculose é uma das principais causas de óbitos em pessoas com HIV e as chances de a doença se manifestar nestes pacientes é de 20 a 30% maior do que em quem não tem o vírus.

O lançamento da publicação é alusivo ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose comemorado todos os anos, no dia 24 de março. O guia traz informações sobre prevenção, tratamento, rastreamento e diagnóstico da doença e alerta para o impacto da transmissão da doença entre a comunidade de pacientes com HIV.

Na mesma terça-feira, a Secretaria de Estado da Saúde premia os municípios, serviços de saúde e centros de vigilância epidemiológica que mais incentivaram a busca de casos no Estado. O evento acontece no Centro de Convenções Rebouças, zona Oeste da cidade de São Paulo.

A meta da Secretaria é reduzir a incidência da doença para menos de 10 casos para cada 100 mil habitantes até o ano de 2035 e para menos de um caso por um milhão de habitantes até 2050.

Em 1998, o número de casos registrados no Estado a cada 100 mil habitantes era de 49,3. Esse número caiu para 38,1 casos para cada 100 mil habitantes, em 2016, o equivalente a uma redução de 23% no número de casos verificados no Estado.

A tuberculose pode ser evitada com a vacinação precoce de crianças já após o nascimento ao máximo até os quatro anos. A vacina BCG está disponível gratuitamente nos postos de vacinação das redes do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo maternidades.

A doença é contagiosa e pode ser transmitida pela saliva do indivíduo infectado ao falar, espirrar ou tossir. Ela ataca principalmente os pulmões mas pode afetar outros órgãos ou sistemas. As informações são do portal do governo do Estado de São Paulo.

Noticias ao Minuto

Em São Paulo, moradores de rua tentam driblar frio se juntando na hora de dormir

Para se abrigar do frio intenso que tem atingido a capital paulista nos últimos dias, os moradores de rua contam ter recorrido a algumas estratégias como: aproximar-se uns dos outros na hora de dormir, a proteção de barracas de camping que lhes foram doadas, a improvisação de barracas com lonas pretas, a proteção de marquises que ajudam a espantar o frio ou o reforço nos cobertores e caixas de papelão. Nesta madrugada, a cidade registrou 0°C, na estação meteorológica da Capela do Socorro, na zona sul. Foi a temperatura mais baixa em 12 anos, medida pelo Centro de Gerenciamento de Emergência (CGE).

Alguns moradores disseram à reportagem da Agência Brasil que os amigos que encontram nas ruas também ajudam a espantar o frio.

Apesar das baixas temperaturas, muitos evitam ir aos centros de acolhida à noite, e as razões são as mais diversas. Vão desde o fato da rede municipal ser insuficiente, passando pelo fato de algumas estarem muito distantes do centro da capital ou do local onde atualmente eles se encontram até o fato de as redes de acolhimento não aceitarem cachorros – suas companhias constantes.

Eles reclamam também que, nos centros de acolhida, não há um local adequado onde eles possam deixar, por exemplo, os carrinhos onde depositam os materiais recicláveis que eles vão recolhendo pelas ruas da capital e que os ajudam no sustento do dia a dia. Há também os que reclamam dos horários que são estabelecidos nos centros de acolhida.

O catador de produtos para reciclagem José Hortencio dos Santos, 41 anos, é morador de rua há quatro anos. “Trabalho o dia inteiro e um pouco de noite, até meia-noite ou 1h da manhã. Trabalho na região do centro ou em Santa Cecília. Onde posso ir, eu vou. Faço isso há dois anos já”, relatou.

A reportagem encontrou José Hortencio na Praça da República, mas ele costuma passar a noite próximo à estação do metrô São Bento. “Procuro uma marquise para não me molhar, né? No frio, a gente dá um jeito de arrumar umas cobertas e se enrolar. Visto uma blusa, duas ou três e aí dá para passar a noite”.

Santos falou que não vai para um centro de acolhida porque lá não aceitam o seu cachorro. E também porque não teria onde deixar o carrinho com os produtos de reciclagem que vende. “No albergue não pode porque tenho uma carroça para trabalhar e um cachorro. E lá não aceita”, disse o morador que, no entanto, não se queixa do auxílio da prefeitura, que inclui o lugar pra dormir e a comida. “A prefeitura já está fazendo o suficiente que é dar o pouso e a comida. Mas não é qualquer pessoa que pode ir para o albergue. Tem uma carroça ou cachorro e não tem onde deixar, aí é problema da pessoa”.

Sheila Duarte Amorim, 32 anos, vive desde os 12 nas ruas. Há 15 dias, ela vive em uma barraca de camping que foi instalada embaixo do Viaduto da Major Diogo, na região da Bela Vista, no centro da cidade. “Ganhei uma barraca aqui. Durmo aqui, acordo e vou para a escola, para os meus cursos”, contou ela, que atualmente, está fazendo um curso para auxiliar de limpeza e de conservação de ambientes. Para enfrentar o frio, ela conta que tenta “se proteger ao máximo”. “Mesmo com uma ou duas cobertas não adianta. O frio bate. E quando ele bate, a gente, que tem uma vulnerabilidade de rua, sofre bastante com isso. Estou me cobrindo com mais de uma manta, mais de um cobertor”, disse.

O desempregado Milton Sérgio, 36 anos, que vive atualmente de bicos, mora há quatro semanas em um coreto na Praça da República, no centro de São Paulo, com outros moradores de rua. “Tem feirinha de domingo aqui, a gente vai lá e desmonta as barracas e consegue algum dinheiro. Não roubamos ninguém aqui”, disse. Nos dias frios, contou, ele e os demais moradores de rua que vivem ali se aproveitam, principalmente, das doações. “É triste. Mas, aqui, a gente é muito unido. Pegamos uma esfirra e dividimos em quatro ou seis. Tem marmitas que o pessoal também dá pra gente. Tem cobertores também. No sábado, trouxeram uns cobertores e roupas para o pessoal. Quando está muito frio, a gente se une. E aí a gente se aquece”, disse Milton, relatando que a união na hora de dormir também ajuda.

Milton também alegou a distância do abrigo em relação ao centro da cidade para explicar o porquê de dormir na rua. “Em albergue, muitas vezes, eles te deslocam para um lugar muito longe. Aí você tem que voltar andando e é muito complicado. Aqui temos um lugar para pegar água, temos um lugar onde um rapaz pega comida, banho a gente toma em uma tenda na 9 de Julho [avenida no centro da capital]”, relata o morador de rua que mostrou os amigos que buscam alimento e água para todos.

Já na Praça Princesa Isabel, também no centro da capital, a reportagem se deparou com Maria, 50 anos, e João, 21 anos, [nomes fictícios que foram usados para preservar a identidade já que as famílias de ambos não sabem que eles vivem nas ruas]. Ambos estavam enrolados em um cobertor e sentados sobre outro cobertor, que foi estendido na grama. Maria está desempregada e carrega consigo todos os documentos para quando conseguir algum trabalho. Ela conta que  foi casada, teve filhos e sua família vive em Santos, no litoral paulista. Morando atualmente na rua, ela conta que os dias de frio “estão sendo puxados”. “Muito frio. Temos muita coberta e dormimos não aqui, mas do outro lado [da rua], onde é mais coberto”.

Para ela, a prefeitura poderia fazer mais pelos moradores de rua. “Podia sim, para quem quer uma outra oportunidade e tem objetivo bom, dar uma chance para a pessoa trabalhar, ter um serviço”.

Seu amigo João está nas ruas há quatro meses. “Eu vim da Bahia, atrás de emprego. Cheguei aqui e nada”, disse. Enquanto escreve músicas em seu caderno, João relata como enfrenta o frio. “Está difícil, hein? Se não tiver coberta, passa frio. Tem dias que conseguimos almoçar e tem dias que a gente não janta porque não é todo dia que passa a doação. Mas hoje já almoçamos”. João prefere não ir para um centro de acolhida porque não se sente bem lá. “Albergue eu não gosto não. Albergue não presta. É ruim. Tudo lá é zuado. A comida é pouca”.

Mortes por causa do frio

Desde a última quinta-feira (9), quatro moradores de rua já morreram em São Paulo. As causas da morte ainda estão sendo investigadas, mas a Arquidiocese de São Paulo acredita que a razão são as baixas temperaturas. Com recordes de frio, São Paulo registrou 0ºC hoje (13), às 3h30, o que deixa os moradores de rua ainda mais vulneráveis.

O catador José Hortencio dos Santos, o primeiro ouvido hoje pela reportagem quando vinha o fim da tarde e o início da noite já trazendo uma temperatura mais baixa, soube das mortes dos moradores de rua. Para ele, não havia alternativas para eles que não fosse tentar enfrentar o frio. “A pessoa não está tendo condições para estar em uma casa ou pagar hospedagem para passar a noite. Então o jeito é encarar o frio”, disse.

Em entrevista hoje à Agência Brasil, o frei Agostino, da Comunidade Voz dos Pobres, disse que a rede de acolhimento da cidade é insuficiente para atender os moradores de rua, que somam quase 16 mil pessoas, segundo um censo divulgado pela Secretaria Municipal da Assistência Social.

Segundo a prefeitura, a Operação Baixas Temperaturas, iniciada em 16 de maio, recolhe, em média, mais de 9 mil pessoas por dia. A administração municipal informou que ampliou em 1,2 mil as vagas nos 79 centros de acolhida da capital. No total, a cidade tem 10 mil vagas fixas.(fonte:agencia brasil)