Polícia ambiental resgata mais de 120 tartarugas capturadas ilegalmente no rio Araguaia

Animais foram encontrados escondidos em sacos na margem direita do rio no Parque Estadual do Cantão. Como não estavam feridas, tartarugas foram devolvidas para a natureza.

A Polícia Militar Ambiental do Tocantins resgatou 128 tartarugas capturadas ilegalmente no rio Araguaia. Os animais estavam escondidos em sacos na margem direita do rio. As tartarugas são da família dos quelônios e estão em risco de extinção. Elas foram encontradas dentro da reserva do Parque Estadual do Cantão, no oeste do estado.

As pessoas responsáveis por fazer a captura não estavam no local no momento da chegada da PM. A suspaita é que os sacos seriam levados mais tarde pelos infratores. Os bichos foram examinados por veterinários e não apresentavam ferimentos.

Eles foram devolvidos ao rio. O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), que administra o parque, também participou da operação. A rede de pesca utilizada pelos pescadores tinha um quilômetro de extensão e foi apreendida. Ninguém foi autuado.

Professora de Chapada de Natividade resgata cultura local através da dança Suça

A dança que tem origem africana é marcada pelo ritmo agitado e batuques de tambores e do cuíca, que são instrumentos musicais semelhantes ao tambor.

Com o objetivo de preservar e valorizar a cultura e a identidade da comunidade de Chapada de Natividade, a professora de História e especialista em Cultura Afro-Brasileira, Roberta Tavares está desenvolvendo um projeto que ensina crianças e adolescentes a dançarem suça.

A professora contou a Gazeta que se sente lisonjeada em poder fazer algo que resgata a cultura do seu povo. “

“Eu enquanto professora de História me sinto grata por poder ajudar e fazer mais pela comunidade onde vivo. Doar um pouco do meu tempo para que a memória da cidade onde moro não se perca. Isso é responsabilidade social”.

Divulgação

Desde a criação do projeto em 2015, várias crianças de adolescentes foram atendidos. Além das orientações da professora, ajudam nos ensaios figuras importantes da cultura local como, Dona Santana, o folião Poscidônio e o folião Patricinho, que continua até hoje no projeto.

Prestes a fazerem uma grande apresentação, que acontece na próxima sexta-feira, 16, ao Gazeta, a professora contou também que o grupo de Suça Tia Zezinha não possuía instrumentos para tocar em suas apresentações, sempre colocavam cds para tocar, mas agora a realidade é diferente.

“Elaboramos um projeto que preserva nossas raízes onde resgatamos os tambores na comunidade. Foram mais de 70 anos dançando a Suça sem os instrumentos”.

Repórter Lucas Eurilio – Gazeta do Cerrado/Fotos divulgação