Temer tem pior índice de candidato à reeleição e seu apoio afastaria 86% de eleitores

Em todos os cenários em que Michel Temer aparece como candidato, sua intenção de voto varia entre 1% e 2%.

O candidato que receber o apoio público do presidente Michel Temer (MDB) — caso ele mesmo não concorra à reeleição — pode não contar com os votos da grande maioria do eleitorado brasileiro. É o que mostra a última pesquisa Datafolha sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições deste ano, divulgada neste domingo, 15, pelo jornal Folha de São Paulo.

A pesquisa foi realizada de quarta-feira, 11, a sexta-feira, 13, com 4.194 entrevistas em 227 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com a pesquisa, questionados se votariam em um candidato apoiado pelo atual presidente, 86% dos entrevistados disseram que não. Outros 9% responderam que talvez votassem na indicação de Temer, e apenas 3% votariam com certeza em seu apoiado. Outros 2% não souberam responder.

O resultado de Temer é o pior entre três apoios analisados na pesquisa: o Datafolha também perguntou se os eleitores votariam em um candidato apoiado pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

No caso do petista – que inclusive foi testado em três cenários de intenções de votos e liderou todos -, 30% com certeza votariam em seu candidato e 16% talvez votassem. No universo de eleitores pesquisados, 52% não votariam na indicação de Lula. No caso do tucano, 66% não votariam em seu candidato, 21% talvez votassem e 10% com certeza votariam.

Presidente alcança 2% das intenções de voto

Em todos os cenários em que Michel Temer aparece como candidato, sua intenção de voto varia entre 1% e 2%. Desde que a reeleição foi estabelecida no Brasil, durante o primeiro mandato de FHC (de 1995 a 2002), nenhum presidente pré-candidato a um novo mandato apareceu nas pesquisas de março ou abril do ano do pleito em situação tão precária quanto as experimentadas agora por Temer.

Segundo o Datafolha, Dilma Rousseff (PT) chegou em abril de 2014, ano que disputaria a reeleição, com 37% das intenções de voto. Antes dela, Lula chegou a abril no ano da reeleição, 2006, com 40%, também segundo o Datafolha na época. Com Fernando Henrique Cardoso foi parecido, e ele entrou em abril de 1998 com 34% das intenções de voto. Os três conseguiram se reeleger.

MDB ainda não decidiu se lança Temer (e) ou Meirelles à Presidência

Aliados avaliavam, reservadamente e em declarações na imprensa, que Temer sentia-se confiante com a recuperação de indicadores da economia, que apontam retomada do crescimento. Ele acreditava também que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, entregue à responsabilidade do Exército, refletiria positivamente nas pesquisas e ajudaria Temer a alavancar suas intenções de voto.

Este foi o primeiro levantamento do Datafolha sobre a corrida presidencial depois da intervenção, que completou um mês no dia 18 sem resultados de impacto.

Apesar do interesse publicamente manifestado em tentar a reeleição, Temer ainda não foi oficializado pelo MDB como pré-candidato e enfrenta a concorrência de seu ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que se filiou ao partido para tentar disputar o Planalto. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo neste domingo, Meirelles reiterou que não quer ser vice em uma eventual chapa encabeçada por Temer.

Em ano eleitoral, maioria dos deputados estaduais do TO afirma que buscará reeleição

A maioria dos deputados estaduais do Tocantins afirma que irá buscar a reeleição e que é cedo para definir apoio a candidatura para o Executivo.

Na primeira sessão da Assembleia Legislativa em 2018, realizada na manhã desta quinta-feira, 1º, os deputados estaduais comentaram suas pretensões para as eleições deste ano.

A maioria afirma que irá buscar a reeleição. Já sobre apoio aos pré-candidatos ao governo do Estado, os parlamentares disseram que é precipitado um anúncio neste momento.

Entre os entrevistados nesta manhã, apenas Ricardo Ayres se posicionou e saiu em defesa da candidatura do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB). 

Sobre as reeleições, Toninho Andrade (PSD) afirma que vai concorrer, mas disse que quer deixar para depois do carnaval sua caminhada pelo Estado, ressaltando ainda que não tem definido o seu apoio para a disputa ao governo. “Defino no dia 3 de abril”, pontuou o deputado que está em seu quarto mandato.

Luana Ribeiro (PDT) evidenciou que mesmo com o clamor para que ela dispute uma vaga no Congresso Nacional, ela pretende sair, novamente, como deputada estadual. “Gosto do Tocantins. Quero ficar aqui”. A deputada viaja nesta quinta para Araguaína para cumprir agenda pelos municípios da região Norte do Estado.

O deputado Ricardo Ayres, recém regresso à Casa após ter exercido o cargo de secretário de Desenvolvimento Urbano de Palmas, disse que se manterá no cargo até o final do mantado e sai também para reeleição. Seu apoio é pela candidatura do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB). Ricardo garantiu, também, que Alan Barbiero, que o substituiu na AL no momento em que ele esteve como secretário, será lançado pelo partido como candidato ao Senado Federal em grande evento que será divulgado em breve.  

O petista Zé Roberto revelou que ainda está em um momento de planejamento e  discussão, mas que deve sair à reeleição. Sua pré-campanha pelo Estado começa amanhã com o deputado Paulo Mourão (PT), que buscará sua candidatura ao governo do Estado. Juntos, os parlamentares vão visitar Caseara, Marianópolis, Divinópolis, Abreulândia e Dois Irmãos.

O deputado Ivory de Lira (PPL), que assumiu a vaga do deputado Júnior Evangelista (PSC), que deixou a AL para ser secretário de Habitação de Palmas, ambiciona com as eleições uma vaga permanente na Casa.

A líder do Governo na Casa, deputada Valderez Castelo Branco (PP), afirmou que também vai à reeleição. E o deputado Eli Borges (Pros) revelou que ainda não definiu seu posicionamento para as eleições deste ano.

Reportagem do T1tocantins

Senadores decidem votar fim da reeleição em dezembro

Na hipótese de aprovação, emenda de 1997 que criou mecanismo constitucional para permitir a recondução do ex-presidente Fernando Henrique ao cargo será revogada. Relatório do senador Antonio Carlos Valadares está previsto para ser votado em meados do próximo mês

 

O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), relator da proposta de emenda à Constituição que acaba com a reeleição para presidentes da República, governadores e prefeitos, quer simplificar o texto em discussão no Senado para que a proibição da recondução dos atuais ocupantes desses cargos possa vigorar já paras as eleições de 2018. O fim da reeleição já foi aprovado na Câmara e, para valer, só precisa da decisão dos senadores com dois turnos de votação em plenário e sanção presidencial.

Valadares tinha acrescentado outras regras ao texto aprovado pelos deputados. Mas para evitar que a emenda retorne à Câmara para nova jornada de votações, como prevê o regimento do Congresso, as alterações foram descartadas de seu relatório final, que deverá ser apreciado pelo conjunto dos senadores até meados de dezembro.

O texto final da emenda deverá conter apenas a supressão do parágrafo 5º do artigo 14 da Constituição, que versa justamente sobre a hipótese de recondução dos mandatários àqueles postos. O dispositivo foi acrescentado à proposta do deputado Mendonça Filho (DEM-PE), hoje ministro da Educação do governo Michel Temer, que foi transformada em emenda constitucional em 4 de junho de 1997, permitindo a reeleição do então presidente Fernando Henrique Cardoso (leia detalhes da Emenda Constitucional 16/1997).

A simplificação da proposta sugerida pelo senador Valadares vai deixar de fora da mudança o período de mandato de presidentes, governadores e prefeitos. A questão, segundo o parlamentar, deverá ser discutia em outras propostas de emenda à Constituição, com mais tempo para serem discutidas pelo Congresso.

Controvérsia

O fim da reeleição para cargos executivos não é consenso entre os senadores. O líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), é a favor do fim da reeleição, mas seu colega que ocupa o cargo de líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), é contra.

Um pequeno grupo de senadores de PMDB, PSDB e outras legendas menores também é contra o fim da reeleição, mas não deve ter força suficiente para impedir a aprovação do fim do dispositivo constitucional. A mudança legal não trata da possibilidade de reeleição do atual presidente Michel Temer, que ocupa o cargo desde 31 de agosto, em substituição à ex-presidente Dilma Rousseff, cassada em processo de impeachment com o voto de 61 dos 81 senadores.(fonte:congresso em foco)