Professora de Chapada de Natividade resgata cultura local através da dança Suça

A dança que tem origem africana é marcada pelo ritmo agitado e batuques de tambores e do cuíca, que são instrumentos musicais semelhantes ao tambor.

Com o objetivo de preservar e valorizar a cultura e a identidade da comunidade de Chapada de Natividade, a professora de História e especialista em Cultura Afro-Brasileira, Roberta Tavares está desenvolvendo um projeto que ensina crianças e adolescentes a dançarem suça.

A professora contou a Gazeta que se sente lisonjeada em poder fazer algo que resgata a cultura do seu povo. “

“Eu enquanto professora de História me sinto grata por poder ajudar e fazer mais pela comunidade onde vivo. Doar um pouco do meu tempo para que a memória da cidade onde moro não se perca. Isso é responsabilidade social”.

Divulgação

Desde a criação do projeto em 2015, várias crianças de adolescentes foram atendidos. Além das orientações da professora, ajudam nos ensaios figuras importantes da cultura local como, Dona Santana, o folião Poscidônio e o folião Patricinho, que continua até hoje no projeto.

Prestes a fazerem uma grande apresentação, que acontece na próxima sexta-feira, 16, ao Gazeta, a professora contou também que o grupo de Suça Tia Zezinha não possuía instrumentos para tocar em suas apresentações, sempre colocavam cds para tocar, mas agora a realidade é diferente.

“Elaboramos um projeto que preserva nossas raízes onde resgatamos os tambores na comunidade. Foram mais de 70 anos dançando a Suça sem os instrumentos”.

Repórter Lucas Eurilio – Gazeta do Cerrado/Fotos divulgação

Ex-namorada de médico suspeito de matar professora presta depoimento

Marla Cristina Barbosa foi presa na noite desta quarta-feira (17) em Palmas. Segundo Polícia Civil, médico dormiu na casa dela na noite do crime e os dois viajaram juntos durante a fuga dele.

A Polícia Civil começou a ouvir a assistente social Marla Cristina Barbosa Santos, de 42 anos, na manhã desta quinta-feira (18), em Palmas. Ela foi presa na noite desta quarta-feira (17) e é ex-namorada do médico Álvaro Ferreira da Silva, principal suspeito de matar a professora Danielle Christina Lustosa. Ela chegou na delegacia por volta das 11h.

O médico também está na delegacia e será ouvido logo depois de Marla.

De acordo com a Polícia Civil, o médico dormiu na casa de Marla na noite do crime e os dois viajaram juntos para Morro de São Paulo (BA) durante a fuga dele. Ele também foi levado para a Delegacia de Homicídios de Palmas na manhã desta quinta-feira e vai ser ouvido após a mulher.

Médico e ex-namorada serão ouvidos na delegacia de homicídios (Foto: Gabriela Lago/ G1)

Marla Cristina foi presa na casa da mãe dela, Josefa Maria Barbosa, que é advogada do médico. A informação é que os dois namoraram por cerca de 6 meses e terminaram em novembro. Mesmo assim, a Polícia Civil confirmou que Marla buscou Álvaro no presídio no dia em que ele foi solto após agredir a ex-mulher. A soltura dele aconteceu em 16 de dezembro, dois dias antes de Danielle ser encontrada morta.

A Polícia Civil quer saber qual é a relação entre Marla e Álvaro Ferreira. Ela passou a noite no presídio feminino de Palmas. A prisão dela é temporária e tem prazo de 30 dias.

“Como não se tinha notícia da mesma desde então, nem no trabalho nem no endereço conhecido pela polícia e, estando o suspeito foragido à época do pedido de prisão, cogitou-se a possibilidade de Marla ter participado e/ou saber de detalhes que ajudem no esclarecimento dos fatos”, disse o delegado Pedro Ivo Costa Miranda, da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).

A defesa de Marla confirmou que ela teve um relacionamento com o médico, mas afirmou que a assistente social não teve nenhuma participação no crime e que vai prestar todos os esclarecimentos à polícia.

Marla Cristina foi presa em Palmas (Foto: Reprodução/TV Anahnguera)

O crime

O corpo da professora foi encontrado no dia 18 de dezembro. O médico Álvaro Ferreira é o principal suspeito do crime porque havia sido preso dois dias antes, quando invadiu a casa e tentou esganar a ex-mulher. Mesmo assim, foi solto um dia depois, após audiência de custódia. O Ministério Público chegou a pedir a prisão preventiva dele, mas o pedido foi negado pelo juiz, que determinou a liberdade sem pagamento de fiança.

De acordo com o advogado de Danielle, Edson Monteiro de Oliveira Neto, o ex-marido já havia ameaçado matá-la outras vezes. O advogado informou que chamou a polícia após não conseguir contato com ela durante todo o dia.

O corpo de Danielle foi localizado de bruços na cama. O registro da ocorrência feito pela Polícia Civil aponta que foram encontrados hematomas no pescoço da professora e havia odor característico de urina no short que a vítima vestia. A perícia confirmou que ela foi estrangulada.

A fuga

O médico ficou quase um mês foragido após o crime. Ele foi preso no dia 11 de janeiro em Goiás e levado para a Casa de Prisão Provisória de Palmas no dia seguinte. Ele foi localizado após postar uma selfie em uma igreja nas redes sociais. Enquanto esteve foragido, ele deu entrevistas por telefone e mandou mensagens para a mãe da vítima.

A polícia identificou que ele fugiu primeiro para Salvador, pegou um barco para Morro de São Paulo, viajou para Campinas (SP) e acabou em Goiás.

O médico foi preso enquanto estava no cinema de um shopping em Anápolis. A prisão foi realizada por uma equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), comandada pelo delegado Pedro Ivo Costa Miranda em parceira com as Polícias Civis de Goiás e São Paulo.

Médico foi localizado após postar foto em igreja (Foto: Arquivo Pessoal)

Outro lado

A defesa de Álvaro Ferreira alega que os áudios divulgados pelo advogado da vítima não correspondem a toda verdade. Segundo a advogada Josefa Barbosa, existem áudios que mostram a mulher pedindo para o médico voltar para casa e garantindo que desistiria da medida protetiva.

“Já que ela tinha tanto medo e ele era agressivo porque ela constitui união estável com ele no cartório. Eles foram no cartório no dia 11 de dezembro e fizeram isso”, disse.

A advogada afirmou ainda que está colaborando com a Justiça para esclarecer os fatos e buscar a verdade, porque o cliente está sendo condenado sem ter provas. Disse ainda que enfrenta dificuldades para ter acesso às informações do caso.

G1 Tocantins

Marido acusado de matar professora de teatro em 2010 enfrenta júri popular

Corpo da vítima foi encontrado na estrada para a praia do Prata, em Palmas. Crime aconteceu após mulher descobrir empréstimos feitos pelo marido no nome dela.

Está sendo jugado nesta terça-feira (24) no fórum de Palmas o marido da professora Elizabeth Contini Abílio. João Abílio é acusado de ter matado a mulher em julho de 2010. O corpo da vítima foi encontrado na estrada para a praia do Prata, com mãos e pés amarrados, e enrolado em uma lona. O julgamento em júri popular começou pela manhã e continua durante a tarde.

Conforme investigação da polícia e a denúncia do Ministério Público Federal, o crime aconteceu porque a professora descobriu que o marido fazia empréstimos bancários no nome dela para bancar festas e amantes.

Se for condenado, o réu pode pegar de 12 a 30 anos de prisão. Independentemente do resultado do julgamento desta quarta-feira, os envolvidos podem recorrer da decisão.

Em entrevista à TV Anhanguera, João Abílio negou as acusações e disse não saber quem matou a professora. Segundo o réu, há várias falhas no laudo da perícia científica. A defesa dele contratou um perito particular para fazer uma análise do laudo oficial da polícia.

Elizabeth dava aulas de teatro no Espaço Cultural José Gomes Sobrinho, em Palmas.

G1 Tocantins

Colégio estadual de Palmeirópolis festeja recebimento de material do ENEM

Os alunos afirmaram que ficaram entusiasmados com o material que foi muito bem confeccionado.

Os alunos do Grêmio Estudantil do Colégio Estadual Professora Oneides Rosa de Moura de Palmeirópolis, receberam o material com atividades alusivas ao ENEM (Exame Nacional de Ensino Médio) e ficaram muito felizes, pois esse material poderá ajuda-los nos estudos para a prova.

Eles receberam um caderno com questões das várias matérias que já caíram no ENEM e outro caderno de redação; segundo o aluno da 3ª série Pedro Henrique Vinhal Barros expressou alegria, “primeiramente gostaria de parabenizar a Secretaria de Educação do Estado do Tocantins, na pessoa da professora Wanessa Zavarese pela excelente iniciativa de contribuir com o nosso preparo para a prova do ENEM, através da distribuição das apostilas totalmente gratuitas. O material é de excelente qualidade e nos dá a oportunidade de termos êxito no ENEM”, festejou.Pedro ainda disse que o material recebido corresponde as expectativas “porque o material é auto-explicativo, é como se estivéssemos em um cursinho aprendendo e praticando os conteúdos que possivelmente serão cobrados pelo ENEM”, ressaltou.

 A aluna da 3ª série, Laura Martins de Faria, também elogiou o material que recebeu e notou que é importante ter acesso a esse material porque a maioria deles estão buscando uma vaga nas universidades, uma vez que as provas do ENEM exigem grande preparo. Laura argumentou que “preparar para as provas do ENEM é fundamental, ainda mais para aqueles que não possuem condições financeiras para pagar uma faculdade. O ENEM é uma das melhores opções para ingressar no ensino superior e cursar o tão sonhado curso, fazer a prova consciente dos conteúdos e aliviado por saber que estudou e que teve o devido material para isso, é tranquilizador”, ponderou.

Os alunos afirmaram que ficaram entusiasmados com o material que foi muito bem confeccionado, notaram ainda que a Secretaria de Educação está olhando com outros olhos para eles e encaminharam o material na hora certa, pois os alunos estão na reta final do ensino médio.

Segundo a Coordenadora Pedagógica da Unidade Escolar Ueslene Coelho de Sousa Ramos o material vem sendo utilizado em paralelo com os conteúdos do referencial curricular e os professores estão aproveitando o material principalmente os de fixação dos conteúdos referentes ao ENEM.

A maioria dos alunos alegraram com a chegada das apostilas, já que alguns deles não possuem meios para estudar na internet. Ueslene afirmou que os alunos “viram o material como mais uma oportunidade de auxílio para o ingresso nas universidades. É algo que além de acessório o aluno, também colabora com os professores que possuem pouco tempo para pesquisas de questões na internet. Com o material em mãos com certeza o tempo de planejamento e de aulas será mais proveitoso. Consequentemente os resultados serão ainda melhores. Muito obrigada pelo apoio” finalizou.

Grêmio Estudantil da Unidade Escolar

O Grêmio Estudantil teve uma grande participação na divulgação do Material e ao questionar a Vice-presidente do grêmio estudantil Carla Cristina Santos Lobeu, aluna da 2ª série do ensino médio qual a importância do Grêmio Estudantil, ela nos relatou que é “expor e trazer a opinião dos alunos junto à direção da unidade escolar, os alunos têm direito a voz, para fazer a diferença e o grêmio estudantil é uma iniciativa. O grêmio ajuda a escola através de rifas, já conseguiu colocar espelhos nos banheiros, promoveu evento junto com a direção escolar no dia dos namorados e no dia do estudante e outros eventos”.

O Presidente do Grêmio Estudantil da Unidade Escolar Euclides Marciano de Melo Neto, relata que espera que a escola “convide o grêmio para participar mais nas decisões da unidade escolar. Tomar providência juntamente com o gerente de projetos Gustavo Gama, para providenciar mais rapidamente a reforma ou a compra do terreno para a quadra da escola”, finalizou.

Leila Novais/Assessora de Comunicação da DRE – Regional Gurupi

Professora Elena Câmara compartilha aprendizagens em 30 anos de educação

Com 30 anos dedicados à Educação no Tocantins, a professora Elena Câmara Pereira Monteiro se prepara para curtir a aposentadoria, nas margens do Rio Araguaia, em Araguatins. Mas antes, ela passou pela Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) para agradecer as oportunidades que teve e visitou a Praça dos Girassóis para relembrar o tempo em que foi revisora de textos no Palácio Araguaia. Ela revela a fórmula do sucesso com os seus alunos, que hoje exercem profissões diversas como médicos, advogados, juiz de Direito, professores e políticos.

Uma vida que começou com um sonho do seu pai Fortunato Pereira Pinto, um maranhense que desejava que os seus oitos filhos estudassem e, para isso, ele buscou meios e incentivos. A menina Elena Câmara foi alfabetizada num período de férias escolares, cursou todas as séries da primeira fase do ensino fundamental (na época primário) em apenas um ano, e concluiu o ensino médio (ginásio) num final de semana, por meio de uma aplicação de 18 provas, do projeto Lumen (Supletivo).

Na vida profissional Elena Câmara foi professora, coordenadora pedagógica, diretora escolar, técnica na área de Currículos e revisora, trabalhou em escolas, na Diretoria Regional de Educação de Palmas, na Seduc e no Palácio Araguaia. Ela foi mais além, criou 120 jogos pedagógicos e escreveu 80 composições musicais para auxiliar professores nas aulas de Língua Portuguesa, Matemática, Geografia, Ciências e História.

E mais, escreveu um livro de Redação intitulado “Aprenda a redigir sem medo de errar”, lançado em 2004 e está com outro livro pronto sobre “Contos Tocantinenses”, uma coletânea com 13 histórias de cunho ecológico, previsto para ser lançado em 2017.

Escola de lampião a gás

Com o 8º ano do ensino fundamental, Elena Câmara começou a sua função de professora lecionando na Escola Municipal Reunida Meira Matos, no distrito chamado Meira Matos, pertencente ao município de Tocantínia. Na ocasião, todos os seus alunos eram mais velhos do que ela e a sala de aula era iluminada pelo velho lampião a gás. Elena tinha 17 anos e seus pais eram pobres, por isso, não tiveram condições de lhe colocar para cursar o ensino médio de forma regular.

O distrito de Meira Matos era um povoado que deu origem ao município de Aparecida do Rio Negro. E foi na Escola Estadual Meira Matos que Elena iniciou e encerrou suas atividades como docente.

Em 1981, ela conseguiu o seu primeiro emprego numa escola estadual, como servidora contratada pela Central de Goiás, e foi a primeira vez, que Elena teve a chance de trabalhar numa escola com características de unidade escolar, com luz e merenda, na cidade de Palmeirópolis.

Do Maranhão

Para proporcionar estudos para os filhos, o senhor Fortunato veio com sua esposa Raimunda Portilho Pinto, do Maranhão para residir em Tocantínia, na época, a Escola Batista estava fazendo sucesso. E foi lá que ela aprimorou o seu gosto pela leitura, leu todas as obras de Machado de Assis e de José de Alencar, incentivado pelo desejo de um dia ser vencedora como os personagens principais das histórias literárias.

Os seus pais foram morar na zona rural em Tocantínia, os filhos mais velhos freqüentavam o Colégio Tocantins, mas Elena, não teve essa sorte. Suas irmães era quem compartilhava com ela, o conhecimento e as novidades descobertas nos livros.

Em 1984, foi morar em Porto Nacional e começou a trabalhar com artesanato, veio o primeiro vestibular do Norte Goiano, por meio da Faculdade de Filosofia, que ofertou os cursos de Letras, História, Geografia e Ciências Exatas. Escondida dos pais, que não queriam que ela estudasse para cuidar do seu filho Cleibber Câmara Martins, se inscreveu e foi aprovada na seleção para cursar Letras.  Por causa da facilidade com a oralidade e com a didática, ela começou a receber convites para trabalhar na educação. Atuou na Escola Municipal Félix Camoa que, quando passou para ser uma instituição de ensino estadual, todos os servidores passaram para o quadro do estado.

Elena foi aprovada no primeiro concurso público realizado no Estado do Tocantins, em 1990, com o curso médio Normal. Em 1992, ela passou no concurso num cargo de nível superior. Em Porto Nacional também atuou na Escola Estadual Florêncio Aires e na Faculdade de São Marcos, por cinco anos.

Ainda em Porto, ela teve uma de suas marcantes experiências, trabalhando na Escola Estadual Alfredo Nasser, escola do campo, e foi lá que presenciou a vontade dos alunos de vencer pelo estudo. “Eram crianças, adolescentes e jovens que acordavam às 4h para irem à escola, e mesmo com todas as dificuldades se esforçavam muito para aprender”. Essas histórias da educação do campo foram registradas no seu trabalho de mestrado em Educação.

Experiências no Meira Matos

Em março de 2016, Elena foi convidada para assumir a direção da Escola Estadual Meira Matos com alguns desafios para resolver. Com fé e coragem transformou a escola numa unidade de referência. “Lá o meu primeiro passo foi estimular a equipe para acreditar no que eu acredito”.

Na Escola Meira Matos, Elena realizou um diagnóstico da situação, depois reunião com a equipe pedagógica para apontar caminhos para melhorar o rendimento na aprendizagem dos alunos e a imagem da instituição de ensino perante a comunidade. Com planejamento estratégico e com auxílio do projeto “Estragou? Pagou”, a escola se transformou e chegou a ser uma das instituições de ensino de destaque na Diretoria Regional de Educação de Palmas.

“Meu sentimento é de felicidade e de realização”, disse Elena Câmara. Sua lição de vida é não ter deixado os dias passarem aleatoriamente. Ela priorizou a qualidade no trabalho, a honestidade na vida, a fé nos sonhos e a confiança em suas realizações.

Como não é possível contar a vida de uma pessoa numa simples matéria, encerro aqui deixando um recado de Elena Câmara para todos os colegas educadores. “Valorizem a missão de educar. É Deus nos chamando para transformar a criança, o adolescente e o jovem em instrumentos capazes de transformar o mundo. E que nunca desanime diante dos desafios, eles nos fortalecem”.(Fonte:Seduc To/Fotos:Elias Oliveira)

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