Padrasto é preso suspeito de estuprar e engravidar enteada de 12 anos em Goiás

Segundo a PM, crime foi descoberto pela mãe da vítima devido às mudanças no corpo da menina.

Um homem de 30 anos foi preso suspeito de estuprar a enteada, de 12 anos, em Senador Canedo. Segundo a polícia, a adolescente está grávida dele. A hipótese é que os abusos aconteciam há mais de um ano.

A Polícia Militar informou que o homem morava com a mãe da vítima na Região Metropolitana de Goiânia. O crime só foi descoberto após a mãe perceber as mudanças no corpo da menina devido à gestação.

Pressionada, ela relatou os abusos que aconteciam dentro da casa. “Ela contou que foi seduzida por ele e ficou mantendo esse relacionamento durante esse período, mas como é criança, não tem como se posicionar”, disse o tenente Daniel Resende.

De acordo com a PM, quando a mãe da vítima descobriu o crime, expulsou o suspeito de casa. Porém, o homem ainda a ameaçava. A polícia, então, foi acionada. O suspeito foi encontrado próximo à residência da adolescente e disse que estava tentando uma reconciliação com a mãe.

A corporação disse que o suspeito confessou o crime. “Ele disse que morava com a mãe, mas que com o tempo, começou a se envolver com a filha, se sentir atraído por ela. Ele fala com uma certa naturalidade, como se fosse algo normal”, disse o tenente da PM.

Ele foi levado para a Delegacia da Mulher de Goiânia e autuado por estupro de vulnerável.

 G1 Goiás

Padrasto confirma ao juiz que matou menino asfixiado em Goiânia a pedido da mãe

Jeannie Oliveira diz que ex assassinou o filho dela porque não aceitava o fim do relacionamento; corpo de Jorginho, de 9 anos, foi encontrado em um matagal em maio deste ano.

O padrasto de Antônyo Jorge Ferreira da Silva, de 9 anos, acusado de matar o menino asfixiado, voltou a dizer durante audiência, na terça-feira (5), que cometeu o crime a pedido da mãe, em Goiânia. Renato Carvalho Lima deu detalhes sobre como matou Jorginho. Ao ser ouvida, Jeannie da Silva chorou, disse que foi enganada e que acredita que o ex assassinou o filho dela por não aceitar o fim do relacionamento.

A audiência ocorreu de portas fechadas, na tarde de terça-feira, no Fórum de Goiânia. Renato e Jeannie, que estão presos, chegaram escoltados pela polícia. O depoimento dos dois durou cerca de duas horas. Várias testemunhas já foram ouvidas e novos depoimentos ainda devem ser marcados.

O crime ocorreu no dia 19 de maio, no Setor Nunes de Morais. Dois dias depois, Renato e Jeannie foram até a Polícia Civil para registrar um falso desaparecimento. A mãe afirmou à Polícia Civil que o filho tinha sido sequestrado. No entanto, ela e o então namorado entraram em contradição, o casal passou a ser suspeito do crime e, no mesmo dia, Renato confessou que matou Jorginho estrangulado a pedido de Jeannie.

Conforme apuração, durante a audiência Renato, que já tinha confessado o crime à Polícia Civil, voltou a confirmar a autoria, mas entrou em contradição sobre horários e sobre como planejou o crime. Já Jeannie disse ao juiz que acredita que o crime tenha sido cometido porque o ex sentia ciúmes da relação dela com o filho, além de não aceitar o término da relação.Antônyo Jorge Ferreira foi morto asfixiado pelo padrasto, segundo a Polícia Civil (Foto: Divulgação/Polícia Civil

A avó da vítima e mãe de Jeannie, Rosângela Raniel da Silva, compareceu ao local. Chorando muito no corredor, a mulher reforçou a versão da filha. “Eu não durmo direito, não como direito, só pensando nisso. Porque a menina dentro da cadeia, e o menino morto. Este monstro fez isso para se vingar dela”, desabafou.

A defesa dos acusados não quis gravar entrevista.

Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram Renato explicando que matou Jorginho asfixiado e colocou o corpo em uma caixa de papelão. Em seguida, abandonou em uma matagal. “Passei um lençol no pescoço dele, abracei e dei um mata-leão, enforquei até ele ficar sem ar”, disse na gravação. Em outros vídeos, o padrasto aparece a caminho do chaveiro e volta passeando com o enteado em direção ao local onde ele foi morto. 

Mãe e padrasto presos suspeitos de matar garoto são apresentados pela polícia, em Goiânia

Denúncia

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou o casal no dia 6 de junho deste ano. De acordo com a denúncia, o crime foi motivado por um motivo fútil. “Consta no processo que a mãe estava doente e enfrentaria um longo tratamento e, por isso, não teria, não queria, continuar cuidando do filho e arquitetou toda a morte, que foi executada pelo namorado”, disse o promotor. 

Conforme o documento emitido pelo MP-GO, o casal é denunciado pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. Segundo o órgão, a mulher pediu ao companheiro que matasse o menino.

Para a defesa de Jeannie, no entanto, ela é inocente. “Todas as testemunhas falaram que ela não tem envolvimento no crime. Então acreditamos na absolvição dela”, explicou a advogada Rosângela Borges de Freitas.

Já o advogado que representa Renato disse apenas que o cliente confessou o crime e que não tinha outras informações sobre o caso para passar no momento.

G1 Goiás

Mãe e padrasto são presos suspeitos de espancar criança de 2 anos até a morte, em Goiás

Casal registrou ocorrência dizendo que criança morreu em decorrência de acidente de moto. Porém, investigação apontou lesões de agressões e comprovou que vítima foi estuprada.

A mãe e o padrasto do menino Bruno Diogo Dias Ferreira, de 2 anos e 8 meses, foram presos suspeitos de espancar a criança até a morte, em Goiânia.

De acordo com a Polícia Civil, o casal chegou a registrar um boletim de ocorrência dizendo que a criança tinha morrido em uma unidade de saúde em decorrência de um acidente de trânsito. Porém, a investigação apurou que existiam lesões em todo o corpo da vítima e um laudo comprovou que ela foi estuprada.

Bruno morreu no último dia 3 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Itaipu, na capital. Na ocasião, a mãe, Bruna Lucinda Batista Ferreira, de 28 anos, e o padrasto, Gedeon Alves dos Santos, de 24, chegaram pedindo socorro dizendo que o menino se recuperava de uma cirurgia após sofrer um acidente de moto com uma tia.

Na época, o Conselho Tutelar foi acionado e recebeu denúncias de que o menino era vítima de maus-tratos e constantemente agredido. Assim, o órgão procurou a Polícia Civil e o caso passou a ser apurado pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), que solicitou laudos sobre a morte de Bruno.

“Diante dessas suspeitas, instauramos a investigação. Laudos mostraram que ele tinha lesões em todos os lugares. O fígado foi dilacerado, o pâncreas partido ao meio e tinham várias lesões na cabeça”, disse o delegado Danillo Proto, responsável pelo caso.

Prisão

A mãe e o padrasto foram presos na última terça-feira (14) depois de fugir de casa. Antes, segundo a polícia, eles incendiaram o imóvel em que moravam na tentativa de esconder provas do crime e falar que o fogo foi colocado por vizinhos.

O delegado diz que, ao ser questionado sobre a morte de Bruno, Gedeon confessou o crime com frieza, inclusive confessando que usou um amassador de legumes para estuprar a vítima. Proto afirmou que, apesar da mãe negar, ela sabia das agressões e foi conivente com o assassinato do filho.

Ao ser apresentada na delegacia, na manhã desta segunda-feira (20), Bruna negou qualquer envolvimento com o crime. “Eu não sabia que ele ia fazer isso. Eu já vi ele batendo no meu filho duas vezes e eu falei que se ele fizesse de novo eu ia largar dele. Eu errei em confiar nele. Agora só sinto ódio dele. Estou como monstra aqui, mas eu não fiz nada disso”, se defendeu.

Já Gedeon confirmou o assassinato e disse que não sabe o motivo de tê-lo cometido. “Não sei por que fiz isso. Bati nele em um momento de raiva”, afirmou.

O padrasto relatou que já tinha agredido a criança outras vezes. “Já bati usando um monte de coisas que não podia. Dessa vez eu usei esse pilão, bati na cabeça dele. Aí depois eu coloquei o pilão dentro dele”, narrou, se referindo ao estupro.

O casal vai responder por homicídio triplamente qualificado e incêndio. Além disso, Gedeon também vai responder por estupro de vulnerável.

Revolta

Vizinhos do casal acompanharam a apresentação dos presos na delegacia e estavam revoltados.

“Ela sabia de tudo. A gente via as agressões e falava que se ela não quisesse criar, que desse pra gente, que a gente cuidava. Ela é culpada, é um monstro”, reclamou a servente Monica Rodrigues de Oliveira.

 G1/Goiás

Padrasto nega maus-tratos contra enteados em assentamento de Goias

Segundo ele, rivais em disputa de terras ‘fizeram a cabeça’ dos garotos contra a família. Meninos de 9, 12 e 13 anos foram resgatados primeiro; depois, irmãos de 4 e 6 também foram levados para abrigo.

O conselheiro tutelar Camilton Santos da Fonseca Cardoso disse que o homem suspeito de maus-tratos contra três enteados, de 9, 12 e 13 anos, negou ter cometido o crime. A criança e os dois adolescentes foram resgatados de um assentamento rural de Formosa, cidade goiana no Entorno do DF, onde moram com o homem e a mãe, que está grávida. Ainda conforme o servidor, outras duas crianças, de 4 e 6 anos, filhas do casal, também foram levadas para um abrigo devido às condições precárias em que viviam.

Cardoso, que atua em Formosa, informou que esteve no assentamento na quinta-feira (3) junto com policiais militares e civis. No local, o padrasto, que não teve a identidade divulgada, refutou as acusações e afirmou que rivais em disputa por terras “fizeram a cabeça” das crianças contra ele.

“Ele disse que não procede, que não é verdade [os maus-tratos]. Ele diz que há uma briga por terras e que um rival colocou os meninos contra ele. O padrasto afirmou que jamais faria isso com as crianças”, disse o conselheiro.

Os três meninos maiores foram resgatados na última quarta-feira (2)por um casal de Santa Maria, no DF. Eles foram levados para um abrigo da cidade.

Segundo Cardoso, durante a visita, a mãe dos meninos também negou qualquer tipo de violência contra eles. Mesmo assim, o conselheiro constatou que as outras duas crianças viviam em condições precárias, resolveu levá-las para um abrigo em Formosa.

“A situação lá é grave, principalmente em termos de higiene. As crianças não poderiam estar naquele convívio, elas estavam muito sujas. Apesar de tudo, o casal disse que vai lutar para ter os meninos de volta”, pontua.

O conselheiro agora vai fazer um relatório da situação e encaminhar à Justiça. A Polícia Civil investiga o caso.

Situação desumana

A mulher que resgatou as crianças mais velhas, que preferiu não se identificar, disse que os irmãos viviam em uma situação desumana. “O padrasto deu um soco e um chute no menor e disse que, se ele voltasse, mataria o menino. Eles fugiram de casa porque pensaram que ele iria matar”, afirmou.

Segundo a mulher, as pessoas do assentamento têm medo do padrasto das crianças, conhecido na região por ser violento. Há cerca de dois meses, o casal conquistou a confiança dos meninos e passou a receber detalhes da história.

O conselheiro de Santa Maria, Hessley Santos, falou que as crianças chegaram ao DF muito sujas, com cicatrizes e marcas de violência pelo corpo. “Como a família mora aqui [em Santa Maria], vieram para o primeiro Conselho Tutelar que sabiam o endereço e trouxeram as crianças”, diz.

As crianças detalharam, em entrevista ao conselheiro tutelar, os maus-tratos sofridos na propriedade. Segundo os relatos, eles eram escravizados pelo padrasto, sofriam violência física, psicológica, e eram obrigados a furtar gado e arame farpado de outros terrenos. Além disso, eram ameaçadas com faca e arma de fogo.

G1/GO