A chantagem de Cunha a Temer deu certo?

Renan Calheiros diz que deputado cassado tenta tomar o governo de dentro da prisão. E o TRF-1 barra perguntas de Cunha a Temer

De dentro de sua cela no Complexo Médico-Penal de Pinhais (PR), onde cumpre prisão provisória, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-PR) chantageia o governo Michel Temer e consegue emplacar aliados em posições estratégicas. O diagnóstico é de Renan Calheiros (PMDB-AL), líder do governo no Senado e desafeto de Cunha. 

“Os últimos sinais emitidos pelo governo com as nomeações mostram que há uma disputa entre o PSDB e o núcleo da Câmara ligado a Eduardo Cunha pelo comando do governo”, afirmou Renan na quarta-feira 8, após encontrar Moreira Franco, ministro da Secretaria-Geral do governo.

“Os sinais são, de um lado, o fortalecimento do PSDB, que é legítimo porque faz uma sustentação importante no governo, e o fortalecimento do grupo originário da Câmara ligado a Cunha”, afirmou Renan.

Entre as nomeações obtidas por Cunha estariam a do deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) como novo ministro da Justiça, de André Moura (PSC-SE) como líder do governo no Congresso, e de Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) como líder do governo na Câmara.

Todos são ligados a Cunha, assim como o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha, cotado para assumir a pasta em substituição a Eliseu Padilha, que está em licença-médica e afundado em denúncias de corrupção. “Eu disse ao Moreira: fala com o Padilha para voltar imediatamente porque senão o Eduardo Cunha senta lá na cadeira dele o Gustavo Rocha”, afirmou Renan.

Mas como Cunha tem conseguido a proeza de manobrar o governo de dentro da cadeia? Ao que parece, por meio de chantagens. “Há 20 dias, o juiz Sérgio Moro foi solidário com Temer, dizendo que ele estava sendo chantageado e vetando as perguntas de Cunha ao presidente”, lembrou Renan.

A frase era uma referência às 41 perguntas formuladas pela defesa de Cunha a Temer, em um dos processos da Lava Jato que o deputado cassado responde. Moro barrou 21 dos questionamentos, entre eles os que tratavam de José Yunes, ex-assessor de Temer posteriormente apontado como intermediário de propina que teria sido solicitada por ele à Odebrecht.

No início de fevereiro, ao negar um pedido de liberdade de Cunha, Moro trouxe o episódio à tona e disse que Cunha não abandonou o “modus operandi de extorsão, ameaça e chantagem”. “Não se pode permitir que o processo judicial seja utilizado para essa finalidade, para que parte transmita ameaças, recados ou chantagens a autoridades”, escreveu o juiz em seu despacho.

De fato, Cunha não abandonou essa prática. Em um outro processo derivado da Lava Jato, que corre na 10ª Vara Federal de Brasília, o deputado cassado apresentou uma nova leva de 19 perguntas a Temer, novamente arrolado como testemunha. Desta vez, Cunha fez questionamentos citando Moreira Franco, a atuação deste na Caixa Econômica Federal, e as relações de Temer com delatores da Lava Jato, como Benedito Júnior (Odebrecht), Léo Pinheiro (OAS) e Fábio Cleto (Caixa), entre outros.

Na semana passada, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, responsável pelo caso, determinou o envio das perguntas a Temer, salientando que o peemedebista poderia não responder a perguntas “impertinentes e autoincriminatórias”. 

Na quarta-feira 8, entretanto, Temer recebeu um alívio. A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) cancelou o envio das perguntas. Foi uma consequência de um pedido feito pelo próprio Cunha, para que o Ministério Público Federal junte aos autos da ação as provas que ainda não tenham sido apresentadas. Com isso, Cunha terá mais tempo para apresentar sua defesa prévia. Nesta ocasião, o deputado cassado poderá reapresentar as perguntas a Temer.(Fonte:Carta Capital)

“Maldição” persegue nove ministros da Casa Civil

De Dirceu a Padilha, todos os nomeados para a pasta neste século acumulam problemas na Justiça: processos, condenação e até prisões. Em comum entre eles, os fantasmas da Lava Jato. O Congresso em Foco conta a história e a situação de cada um

 

Cobiçada pelos políticos por causa de seus superpoderes, a Casa Civil virou sinônimo de problema político e criminal neste início de século. Todos os nove titulares que a comandaram desde 2003 enfrentam complicações na Justiça. Um roteiro que se repete desde a queda de José Dirceu (PT), em 2005, no auge das revelações do mensalão. Quem não caiu por denúncias no período em que chefiou a casa, a exemplo da ex-presidente Dilma Rousseff, enrolou-se depois. Os ex-ministros sofrem com processos, condenações e até prisões. É a “maldição” da Casa Civil, que persegue Dirceu, Dilma, Erenice Guerra, Antonio Palocci, Gleisi Hoffmann, Aloizio Mercadante, Jaques Wagner, Lula e, agora, Eliseu Padilha. Em comum entre eles, os fantasmas da Lava Jato.

Com denúncias que reforçam delação premiada de executivo da ea Civil para retirar a próstata neste fim de semana, Padilha pode nem voltar mais ao gabinete. Desde que lá chegou, deu baixa no hospital algumas vezes, com dores e problemas de pressão arterial. Dessa vez, porém, a pressão vem da Lava Jato, com tanta força que ameaça até derrubar seu chefe.

A Fonte fez uma lista a seguir as maldições que acompanharam os nove ministros da Casa Civil empossados neste século. Não está na lista Pedro Parente, atual presidente da Petrobras, nomeado para a pasta ainda em 1999 e que só deixou o cargo em janeiro de 2003, nem os dois interinos que passaram pelo cargo (Eva Chiavon e Carlos Eduardo Esteves Lima) nos últimos 14 anos.

Padilha, de solução a problema para Temer

Lula: ministro por um dia, réu em cinco ações

Jaques Wagner e as empreiteiras baianas 
Mercadante: tráfico de influência e obstrução à Justiça Gleisi, a única ré do Senado na Lava Jato

Palocci: grandes negócios e complicações

Erenice, entre suspeitas de lobby e corrupção

Dilma: da “mãe do PAC” ao impeachment

Dirceu: o superministro que foi parar na cadeia

Fonte:Congresso em Foco

Secretário uruguaio que ajudaria a Lava Jato é encontrado morto

Carlos Díaz combatia a corrupção e era peça-chave na colaboração com a Justiça brasileira; corpo dele foi encontrado boiando em uma piscina

O Secretário Nacional de Luta contra a Lavagem de Dinheiro do Uruguai, Carlos Díaz, foi encontrado morto na noite deste sábado (25) em Punta del Este, no litoral do país. O corpo dele foi achado boiando na piscina de sua casa. Para quem não sabe, Díaz é autor de um projeto contra lavagem de dinheiro do governo do presidente Tabaré Vázquez e, recentemente, se tornou peça fundamental na apuração do elo entre Brasil e Uruguai acerca da Operação Lava Jato.

De acordo com o jornal O Globo, a polícia suspeita de que Carlos Díaz tenha sofrido um infarto, mas uma perícia vai investigar o caso a fundo para determinar as causas da morte do secretário.

O caso é acompanhado com demasiada atenção pela Justiça do Uruguai.

Díaz tinha se mostrado disposto a montar uma força-tarefa no Uruguai, cedendo instalações e informações aos investigadores brasileiros, a fim de desvendar os esquemas de corrupção da Lava Jato, sobretudo do dinheiro repassado de um país para o outro.(Fonte:Noticias ao Minuto)

Aonde vamos parar?

Depois de contribuir para o golpe, a Lava Jato provoca a discórdia entre os golpistas e adensa o caos reinante

destino do Brasil depende da Lava Jato, ao menos de imediato. É dependência pior que incômoda. Ao contrário do que trombeteou a propaganda da mídia nativa, a República de Curitiba não veio para erradicar a corrupção, e sim para demolir um partido e um setor industrial vital para o País.

Projeto bem-sucedido, e a gravidade maior da situação criada está na paralisação de empresasaté ontem fundamentais. Em momento algum se cogitou de salvá-las, sem deixar, está claro, de punir os culpados.

No Brasil, a corrupção é endêmica. Os governos tornaram-se reféns do poderio das empreiteiras, ao sabor da antiga regra pela qual “é dando que se recebe”, desde o mandato de Juscelino Kubitschek. A ditadura não deixou por menos, bem como os governos da chamada redemocratização, proclamada em um país que nunca foi democrático, sempre e sempre domínio da casa-grande, ressalvada a ousada tentativa de Lula para romper o círculo mágico de uma hegemonia de 500 anos.

As empreiteiras foram avalistas do poder, o que é evidência acessível até ao mundo mineral, e da mesma forma é a corrupção na Petrobras, também decisiva para o desenvolvimento do País, onde começa no tempo do ditador Ernesto Geisel.

Foi ele quem entregou a empresa petrolífera estatal a um predador chamado Shigeaki Ueki, o qual cobrava 1 dólar sobre cada barril produzido ou comprado, em proveito dos seus próprios bolsos. Isso é também do conhecimento do mundo mineral, conquanto caiba admitir que quartzo e feldspato dispõem de memória mais apurada, sem contar a total ausência de hipocrisia, da maioria dos integrantes da sociedade nativa. E, ao dizer sociedade, excluo o povo que vive no limbo.

Aos tucanos foi reservado um tratamento especial. Há uma lógica na operação: o PSDB é perfeito representante e intérprete dos interesses da casa-grande, haja vista, por exemplo, o comportamento do chanceler José Serra.

O governo de Fernando Henrique Cardoso foi o mais corrupto de todos os tempos, tudo indica, entretanto, que até aí a República de Curitiba não chega, ou o faz com extrema cautela, na ponta dos pés. Uma foto recente, a colher Sergio Moro e o delatado Aécio Neves a se rirem em amistosa sintonia às costas de Michel Temer, deslumbrou os crédulos e os espertos, embora justificasse espanto.

O juiz Moro, de todo modo, cumpriu sua missão com empenho total e a assessoria de especialistas eméritos, como CIA, FBI e DEA, por cujos escritórios o nosso herói circula mensalmente. E não esqueçamos o desempenho, também missionário, de um grupo de promotores milenaristas, discípulos de Pedro, o Eremita, a pregar cruzadas de inspiração divina. A atuação da turba acusadora é exemplar da penúria intelectual destes nossos tristes trópicos, como diria Lévi-Strauss.

Uma estranha contradição, a seu modo cômica, emerge da Lava Jato, por tempo largo a contribuir para o cerco a Dilma Rousseff e ao PT e agora a colocar em campos opostos os golpistas de 2016. Trata-se de um conflito anunciado, de desfecho imprevisível e certamente de efeitos deletérios, quaisquer forem. Quem é contra e quem é a favor da Lava Jato? Fácil identificar muitos dos envolvidos, de um lado e de outro, sem exclusão de Gilmar Mendes e Rodrigo Janot, cujas posições transcendem o óbvio.

Ambígua a mídia, em cima do muro, pronta apenas a engrandecer tudo quanto prejudica Lula e seu partido. Em meio ao combate, que haveria de ser surdo e não é, pois seus ruídos transbordam, Temer vai em frente com os programas nefastos desejados pela casa-grande, mas não dissipa a incógnita: aonde vamos acabar? A risco todos os envolvidos, e a primeira vítima é o Brasil.

Sabemos que o propósito final da Lava Jato é eliminar Lula da corrida presidencial de 2018, e este objetivo reúne todos aqueles que se digladiam pelo poder. Condenar o ex-presidente por ser dono de um apartamento que não lhe pertence, como está fartamente provado, talvez fosse estopim de agitação social. Decerto, seria a prova definitiva de que no Brasil a Justiça não existe.(fonte:carta capital)

Velório de Teori será na sede do TRF de Porto Alegre

Declaração foi feita pelo advogado Francisco Prehn Zavascki, filho do ministro do Supremo

O advogado Francisco Prehn Zavascki, filho do ministro Teori Zavascki, morto nesta quinta-feira, 19, em um acidente aéreo em Paraty (RJ), afirmou à Rádio Gaúcha que o velório do corpo do pai vai ser realizado na sede do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre, onde o ministro atuou como desembargador.

“A data e horário dependem da liberação do corpo, mas será no Tribunal Regional Federal, que é na verdade o prédio que ele inaugurou, construiu a carreira e tenho certeza que se tivesse que escolher é onde ele se sentiria em casa”, disse o filho de Teori.

Francisco contou que conversou com o pai na última quarta-feira, dia 18, quando Teori teria dito que se preparava para homologar as delações dos executivos e ex-executivos da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato.

“Ele me relatou que a ideia era ter o no início de fevereiro tudo homologado praticamente para poder continuar o trabalho”, afirmou Francisco. “Ele tinha uma preocupação muito grande com o trabalho, colocou que estava preocupado com 2017 e que este ano ia ser pior que 2016”, contou o advogado.(fonte:noticias ao minuto)

Incertezas ameaçam recuperação da economia brasileira em 2017

Crise do governo Temer, turbulências causadas pela Lava Jato e até início da era Trump geram dúvidas entre investidores e empresas

Em 2016, as notícias ruins sobre a economia brasileira não foram poucas. Juntamente com a crise política, a turbulência econômica não deixou de causar, entre vários números negativos, recessão e aumento do desemprego. Mas, apesar das expectativas de recuperação da economia do País estarem hoje melhores do que no passado, o início do ano de 2017 não sinaliza o fim da crise.

Segundo o Boletim Focus – pesquisa realizada semanalmente junto a instituições financeiras e economistas pelo Banco Central – divulgado na segunda-feira 2, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá fechar 2016 com uma retração de 3,49%. Já para 2017, ele deverá ter uma alta de 0,5% – apontando, assim, uma lenta recuperação da economia.

“Famílias, empresas e governos se endividaram muito nos últimos anos e, neste momento, passam por uma fase de ajuste”, diz o economista Silvio Campos, da Tendências Consultoria. “O consumo continuará menor por causa do endividamento das famílias e do alto desemprego; o governo não tem espaço fiscal para ampliar gastos, e as empresas também estão em situação muito delicada, o que sugere uma retomada de investimentos também muito lenta.”

A crise política foi um dos principais motivos da turbulência econômica em 2016. Porém, muitos agentes do mercado e especialistas acreditavam que, com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e o início da gestão do presidente Michel Temer, os investidores internacionais ganhariam mais rapidamente a confiança para investir no país. Mas, para analistas, a atual crise política vivenciada por Temer neutraliza esse efeito.

“O cenário político está muito complicado, entre outros motivos, por conta das delações da Odebrecht na Operação Lava Jato e as chances de o Tribunal Superior Eleitoral votar pela cassação da chapa Dilma-Temer”, afirma João Luiz Mascolo, professor de economia do Insper. “E existe também a dúvida: se Temer está fraco, será que ele vai conseguir aprovar reformas e medidas fiscais? Isso traz muitas incertezas para a economia e os investidores.”

Por outro lado, a entrada do republicano Donald Trump na Casa Branca também poderá afetar a retomada do crescimento brasileiro. Mesmo que o magnata não coloque em prática um protecionismo do mercado americano, como prometido durante a campanha eleitoral, a “incógnita Trump” gera dúvidas para o Brasil. Isso porque os EUA são um dos principais destinos das exportações brasileiras.

“É um governo ainda cercado por muitas incertezas. Então, dependendo do radicalismo quanto ao protecionismo perante outros países, isso poderá gerar uma turbulência global mais forte, principalmente se pensarmos na relação entre EUA e China”, afirma Campos. “E, aí sim, os efeitos para o Brasil, via aversão ao risco e a mercados, seriam mais intensos.”

Especialistas explicam que o mercado de trabalho é um dos últimos a reagir (Gilson Abreu/FIEP/ANPr)
Especialistas explicam que o mercado de trabalho é um dos últimos a reagir (Gilson Abreu/FIEP/ANPr)

Desemprego deverá subir em 2017
Apesar da expectativa de que a economia registre um pequeno crescimento em 2017, o desemprego deverá continuar elevado e ter até mesmo uma leve alta em comparação com 2016. Isso porque o mercado de trabalho tem a característica de reagir por último aos movimentos de baixa e alta da economia.

Dessa forma, analistas esperam que 2017 seja mais de estabilização do que de recuperação do mercado de trabalho, com  geração de empregos ainda insuficiente para derrubar a taxa de desemprego que, segundo o IBGE, ficou em 11,9% no trimestre encerrado em novembro, com cerca de 12,1 milhões de desempregados.

“Quando a economia começar a dar sinais melhores ao longo de 2017, o mercado de trabalho precisará de mais um tempo para sentir essa recuperação, até porque sabemos que as empresas ainda estão operando com um nível de ociosidade elevado”, explica Campos. “O desemprego terá uma leve elevação no primeiro semestre, atingindo um pico um pouco acima de 13%. Mas, no segundo semestre, volta a ceder e deve fechar em 12,1%.”

Já em relação à inflação, o Boletim Focus aponta que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá fechar 2016 em 6,38% – dentro da meta oficial, de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos para cima ou para baixo. Para 2017, a pesquisa feita com instituições financeiras aponta que a inflação deverá alcançar 4,87% e se aproximar mais ainda do centro da meta. Quanto aos juros da taxa Selic, há a expectativa que o índice termine o ano em 10,25%.

PEC do teto de gastos
O Senado aprovou em meados de dezembro, em segundo turno, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 55, também chamada de PEC do teto de gastos. A medida, uma das propostas do governo Temer para reequilibrar as contas públicas e que começa a valer em 2018, estipula que os gastos públicos sejam, pelo período de 20 anos, limitados à variação da inflação do ano anterior.

A PEC é uma freada histórica no aumento dos gastos públicos e pode elevar a confiança de empresas e investidores, mas qualquer efeito real da medida não será imediato. “O efeito imediato é na precificação de ativos do mercado, como, por exemplo, as taxas de juro futuras, que vão cair porque os agentes já incorporam nos preços dos ativos a perspectiva de que, ao longo dos próximos anos, a necessidade de financiamento do governo também vai cair”, explica Campos. “Mas, no caso de impactos mais reais, isso leva mais tempo para aparecer nos números das contas públicas.”(fonte:carta capital)

Tribunal aumenta em 78 anos penas de condenados na Lava Jato

Até hoje a corte já julgou sete apelações envolvendo 28 condenados por Moro em primeira instância

Responsável por julgar as sentenças do juiz Sérgio Moro em segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região deve dividir ainda mais as atenções com o juiz de Curitiba nas ações envolvendo a Lava Jato no próximo ano.

Até hoje a corte já julgou sete apelações envolvendo 28 condenados por Moro em primeira instância, aumentando as penas de nove deles em 78 anos e sete meses em dez condenações (um réu pode ser condenado mais de uma vez em diferentes ações).

Considerando as penas reduzidas, mas que mantiveram alguma condenação, e os réus absolvidos, o número de penas diminuídas chegou a 34 anos.

Nos casos dos réus que tiveram as penas aumentadas, as decisões em segunda instância ainda aguardam embargos (questionamentos a pontos das decisões) que podem vir a alterar o tempo de pena, antes de transitarem em julgado na Corte.

Quatro réus tiveram a pena reduzida, mas continuaram com condenação a ser cumprida, e outros quatro foram absolvidos. Além disso, foram mantidas até agora as penas de 11 réus dadas pelo juiz da Lava Jato. Em alguns casos, um réu pode ter uma pena aumentada em uma condenação, mas diminuída em outra, como ocorreu com o delator Paulo Roberto Costa, que teve uma pena de seis anos e seis meses aumentada para 14 anos e oito meses pelo TRF, enquanto que em outra ação penal teve sua pena de sete anos e seis meses reduzida para seis anos. Como é delator, contudo, o cumprimento de sua pena, independente da condenação, ocorre de acordo com o previsto no acordo de delação premiada.

Das sete apelações, três já transitaram em julgado na Corte, e quatro ainda aguardam os julgamentos dos embargos, que questionam pontos das decisões do Tribunal, podendo alterar algumas das penas. Além delas, ainda há 7 apelações aguardando para serem julgadas pelo Tribunal.

Ao todo, o juiz Sérgio Moro já proferiu 23 sentenças na Lava Jato, que somam um total de 118 condenações. Antes de ir para a segunda instância, os réus podem recorrer das sentenças ainda em primeira instância e, além disso, nem todos os réus recorrem das condenações.

Incluindo as apelações, que questionam as sentenças de Moro, a Corte já recebeu um total de 591 recursos. Destes, 335 são habeas corpus que já foram baixados (tiveram sua tramitação concluída) e 48 habeas que ainda estão tramitando. Os habeas corpus podem envolver desde o pedido de réus para restituir os bens apreendidos ao longo da operação até questionamentos sobre a atuação do juiz Moro e pedidos de soltura para os que estão presos.

No Tribunal, os casos ficam sob a relatoria do desembargador João Pedro Gebran Neto, que pertence à 8ª Turma do TRF4, formada por um total de três desembargadores e onde são julgados os processos da Lava Jato. Além das três apelações que aguardam a análise dos embargos, estão sob análise no gabinete de Gebran outras oito apelações que podem definir o destino de outros réus da Lava Jato.

Com o entendimento adotado neste ano pelo Supremo Tribunal Federal autorizando o início do cumprimento das penas dos réus após o trânsito em julgado das sentenças em segunda instância, é possível que, com o julgamento dos embargos que ainda faltam já no próximo ano, alguns dos grandes empresários condenados na Lava Jato já comecem a cumprir suas penas.

Um dos casos mais emblemáticos é o do ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro e que tenta negociar uma delação premiada ao mesmo tempo em que os executivos da Odebrecht, maior empreiteira do país, encaminham as tratativas de sua colaboração, já assinada com a Procuradoria-Geral da República.

Em agosto de 2015, Léo Pinheiro foi sentenciado por Moro a 16 anos e quatro meses de prisão. Em 23 de novembro, o Tribunal aumentou a pena do executivo para 26 anos e sete meses.

Um dos maiores empreiteiros do País, Léo Pinheiro teve sua negociação com a PGR interrompida em agosto por determinação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após vazamento de informações sobre as tratativas entre o empresário e os investigadores da Lava Jato.

A revista “Veja” revelou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli é citado na proposta de delação de Pinheiro. Segundo investigadores com acesso ao caso, a informação não consta em nenhum anexo – como são chamados os documentos prévios à celebração do acordo de colaboração, nos quais o delator informa o que vai contar.

O vazamento da informação deixou Janot muito incomodado, segundo fontes ligadas à PGR. O vazamento das informações foi interpretado pela procuradoria como uma forma de pressão para concluir o acordo, que pode beneficiar Pinheiro.

Em meio ao imbróglio, o ex-presidente da OAS voltou a ser detido pela Lava Jato em setembro, por ordem do juiz Sérgio Moro. Após sua segunda prisão, ele afirmou, em audiência perante o magistrado, que está sofrendo com as consequências da operação e que vai revelar todos os crimes que cometeu “seja quem for do outro lado”.

Delatores

Do universo de condenados que recorreram ao TRF4, oito são delatores, que devem cumprir a pena definida pelo acordo, independente da condenação. Ainda assim, isso não impede o Tribunal Regional Federal de alterar as penas dadas a eles por Moro.

Como citado acima, Paulo Roberto Costa teve uma pena aumentada e uma reduzida. Já Nestor Cerveró foi o que teve o maior aumento de pena em uma de suas condenações, que saltou de 12 anos três meses e dez dias para 27 anos e quatro meses. Outra condenação dele, contudo, foi mantida pelo Tribunal.

Já o doleiro Alberto Youssef teve suas duas condenações aumentadas. O lobista Fernando Baiano também teve sua condenação aumentada de 16 anos um mês e dez dias para 26 anos. Outros doleiros, Leonardo Meireles, Carlos Habib Chater e o lobista Júlio Camargo tiveram suas penas mantidas. Nelma Kodama, por sua vez, teve sua condenação reduzida. Com informações do Estadão Conteúdo.(fonte:noticias ao minuto)

Planalto vê risco de delação da Odebrecht chegar ao TSE

Segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo, presidente Michel Temer está tranquilo, mas defesa do presidente no âmbito eleitoral quer o fim rápido de ação que investiga se houve abuso de poder econômico durante a campanha de 2014

 

O Palácio do Planalto teme que as acusações dos executivos da Odebrecht com relação ao presidente cheguem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que investiga irregularidades na campanha presidencial de 2014. Michel Temer foi citado pelo executivo Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da empreiteira. Segundo a delação de Melo Filho, o presidente pediu R$ 10 milhões, em valores não contabilizados, ao empreiteiro Marcelo Odebrecht, um dos presos da Operação Lava Jato, em 2014.

Ainda segundo o jornal O Estado de S.Paulo, Temer está tranquilo com a delação de Melo Filho, mas a defesa do presidente no TSE gostaria que o processo que investiga se houve abuso de poder econômico durante a campanha de 2014 se encerrasse antes dos acordos de Marcelo Odebrecht e funcionários da empresa se tornarem públicos.

O maior risco para Temer, caso condenado, é a cassação da chapa e a consequente perda de mandato – o que acarretaria em uma eleição indireta para Presidência da República. Para ganhar tempo, caso condenado, o Planalto ainda pretende recorrer da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Até então, o depoimento de acusação considerado mais consistente pela defesa de Temer era do ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo, que entrou em contradição e depois negou que tivesse dado dinheiro de propina para a chapa Dilma-Temer.

Ainda segundo o jornal, além da delação da Odebrecht, o depoimento de Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, também apresenta riscos ao Palácio do Planalto. Ela deveria ter prestado depoimento em setembro, mas adiou a oitiva, por estar negociando uma delação premiada na Lava Jato.

Em nota à imprensa, o Planalto afirmou que “o presidente Michel Temer repudia com veemência as falsas acusações do senhor Cláudio Melo Filho”. Afirmou, ainda, que “as doações feitas pela Construtora Odebrecht ao PMDB foram todas por transferência bancária e declaradas ao TSE”. Por fim, ressalta que durante a campanha de 2014, “não houve caixa 2, nem entrega em dinheiro a pedido do presidente”.(fonte:congresso em foco)

Atos contra corrupção devem acontecer em 220 cidades neste domingo

Organizado pelo movimento Vem Pra Rua, o protesto é a favor da Lava Jato e contra a aprovação das emendas que alteram o pacote anticorrupção

Subiu para 220 o número de cidades com manifestações marcadas para este domingo (4). Os atos foram organizados pelo movimento Vem Pra Rua em protesto a favor da Operação Lava Jato e contra a aprovação das emendas que alteram o pacote anticorrupção.

De acordo com a Gazeta do Povo, o movimento Vem Pra Rua informou que a manifestação terá carro de som e um “muro da vergonha” com os nomes de deputados que aprovaram emendas ao pacote das “Dez Medidas”.

No interior do veículo, será possível obter informações e tirar dúvidas sobre as propostas.(fonte:notícias ao minuto)

Metade dos que votaram pela urgência do pacote anticorrupção está na Lava Jato

Dos 14 senadores que votaram em favor da urgência, 7 são investigados na Lava Jato

Metade dos senadores que patrocinaram a manobra para agilizar votação do pacote anticorrupção está na Lava Jato. Dos 14 senadores que votaram em favor da urgência, 7 são investigados na Lava Jato. Dentre esses, a Polícia Federal pediu o arquivamento dos inquéritos de dois senadores do PT, mas o pedido ainda não foi respondido pelo Supremo.

 O senador Roberto Requião (PMDB-PR), que votou a favor da urgência, não é investigado na Lava Jato, mas foi citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Na noite desta quarta-feira, 30, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), coordenou uma manobra para votar o pacote que veio da Câmara dos Deputados sem espaço para discussão nas comissões da Casa. O requerimento acabou derrotado em plenário.

Confira a lista dos senadores investigados na Lava Jato:

Valdir Raupp (PMDB-RO) – Investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; PGR apresentou denúncia contra o senador em setembro

Ciro Nogueira (PP-PI) – Investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; Cabe à PGR decidir se denuncia o senador

Fernando Collor (PTC-AL) – Investigado por corrupção passiva e desvio de dinheiro; PGR apresentou denúncia contra o senador em 2015

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) – Investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro; PGR apresentou denúncia contra o senador em outubro

Benedito de Lira (PP-AL) – Investigado por corrupção e lavagem de dinheiro; PGR apresentou denúncia contra o senador em 2015

Humberto Costa (PT-PE) – Investigado por corrupção; Polícia Federal pediu arquivamento do inquérito por falta de provas em agosto

Lindbergh Farias (PT-RJ) – Investigado por corrupção e lavagem de dinheiro; Polícia Federal pediu arquivamento do inquérito por falta de provas em novembro

Roberto Requião (PMDB-PR)* – Senador não é investigado na Lava Jato, mas é citado na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, por ter recebido vantagem indevida.(fonte:mais goiás noticias)