Investigação aponta que jovem encontrada perto de lixão no Tocantins foi morta por vizinho

Suspeito passou cerca de 40 vezes na frente da casa da vítima um dia antes do crime. Após quebra de sigilo telefônico, delegada verificou que rapaz tinha paixão não correspondida pela mulher.

A polícia identificou o suspeito de ter matado a jovem Taísa Ribeiro, 24 anos, em Paraíso do Tocantins. Ela desapareceu em novembro e foi encontrada quatro dias depois perto de um lixão. Conforme a delegada Raimunda Bezerra, o suspeito é o mesmo que aparece pulando o muro da vítima na noite em que ela desapareceu.

O crime foi supostamente cometido por um vizinho que tinha uma paixão não correspondida pela vítima há pouco mais de um mês. “Um dia antes de ela desaparecer, ele passou de 30 a 40 vezes na frente da casa dela, indo e voltando”, afirmou a delegada. A vítima pode ter sido morta por asfixia, pois não foram encontradas marcas de violência no corpo.

A delegada revelou que as imagens não mostram o suspeito entrando na casa de Taísa, o que sugere que ele entrou por outro local. “O exame pericial constatou que ele só pulou para sair, ou seja, estava no local e possivelmente entrou pelo fundo.

Mas o muro na parte de trás e bem alto e tem apenas uma brecha que dá na casa em que o suspeito morava. Segundo testemunhas, era comum ele pular e ficar vigiando ela.” 

Inicialmente, a polícia investigava dois ex-companheiros da mulher e um terceiro sujeito com quem ela tinha marcado um encontro no dia que desapareceu.

Porém, as suspeitas foram descartadas depois que a delegada conseguiu quebrar o sigilo do telefone da vítima. “De toda forma foi um crime passional, um feminicídio”, comentou.

As investigações foram feitas pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Paraíso do Tocantins.

A delegada Raimunda Bezerra pediu a prisão do suspeito, que tem 24 anos, e diz que ele possuía histórico de violência doméstica.

“Ele tem um problema, ficou vários dias na UTI após um acidente e devido a esse amor não correspondido ficou mais introspectivo e depressivo. É uma pessoa sem residência fixa, rejeitado pela família.”

Entenda

Câmeras de segurança de um comércio registraram os últimos momentos de Taísa Ribeiro, 24 anos, antes de desaparecer. O corpo dela foi encontrado no dia 23 de novembro próximo de um lixão, após a jovem ficar quatro dias desaparecida em Paraíso do Tocantins.

As imagens são da madrugada de domingo (19) e mostram a mulher saindo de casa e sendo seguida por um homem. Conforme a Polícia Civil, a vítima sumiu depois de marcar um encontro por meio de um aplicativo de celular. 

A mulher deixou três filhos de 5, 7 e 11 anos. 

G1 Tocantins

MPE recomenda suspensão de contratos da Secretaria de Saúde do Tocantins

MPE recomenda suspensão de contratos da Secretaria de Saúde do Tocantins até que se conclua investigação sobre supostas irregularidades.

O Ministério Público Estadual (MPE) expediu recomendação ao Secretário de Saúde do Estado, Marcos Esner Musafir, na quarta-feira, 22, recomendando ao gestor a suspensão da eficácia de todos os contratos firmados entre o Estado do Tocantins e o Instituto Elisedape, decorrente da habilitação por credenciamento e contratação direta e/ou por inexigibilidade (inviabilidade de competição), até que o MPE conclua as investigações sobre possíveis irregularidades na contratação, buscando evitar a ocorrência de prejuízos ao patrimônio público.

Na mesma data, também foi expedida recomendação ao secretário da Fazenda do Estado do Tocantins, Paulo Antenor, orientando-lhe que seja suspenso qualquer tipo de pagamento ao Instituto Elisedape até a conclusão das investigações.

As investigações preliminares do MPE constataram que o Instituto Elisedape foi criado em 03 de março de 2016 e, cinco meses depois, em 09 de agosto, foi credenciado pela Sesau, mediante habilitação no Edital de Credenciamento nº 004/2016, a prestar serviços médicos especializados fornecendo profissionais capacitados no Hospital Regional de Dianópolis, com valor estimado total mensal de R$ 195.600,00 e total anual de R$ 2.347.200,00, ensejando na celebração do Contrato Administrativo de Prestação de Serviços nº 102/2016, em 12 de agosto de 2016.

Em 14 de agosto de 2017, o contrato sofreu aditivo, tendo seu prazo de vigência prorrogado por mais 12 meses, pelo mesmo valor.

Além disso, as investigações preliminares do MPE apontaram que a Sesau, nos anos de 2016 e 2017, celebrou diversos contratos de prestação de serviços com o Instituto Elisedape para a realização de procedimentos cardiológicos, todos sem licitação, com valores, em princípio, vultosos, sendo que, em consulta ao Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafem), constatou-se que o Estado do Tocantins já pagou a quantia de R$ 1.921.299,07 ao Instituto Elisedape apenas este ano.

Para o Ministério Público, os indícios apontam preliminarmente que o Instituto Elisedape não possui qualificação técnica, operacional e financeira necessária à execução dos serviços contratados, dado o pouco tempo passado entre a sua criação (03/03/2016) e a sua contratação por parte do Estado do Tocantins (12/08/2016).

Outra constatação do MPE, com base em entendimento pacífico do Tribunal de Contas da União (TCU) refere-se ao excessivo número de contratações emergenciais celebradas entre a Sesau e o Instituto do Elisedape, as quais podem ter decorrido da absoluta falta de planejamento ou devido a má gestão pública, causando, em princípio, suposta violação ao princípio constitucional da obrigatoriedade de licitação.

A investigação está sendo conduzida pelo Promotor de Justiça Edson Azambuja, com atuação na defesa do patrimônio público, por meio do Inquérito Civil Público nº 2017.0003422, instaurado também na última quarta-feira, 22.

Assessoria de Comunicação do MPE-TO

Justiça derruba sigilo bancário de deputado e mais 20 em investigação de fraude no Igeprev

Eduardo Siqueira Campos (DEM) teve os sigilos bancário e fiscal derrubados e foi conduzido para prestar depoimento. Esquema pode ter desviado mais de R$ 200 milhões.

Justiça derrubou os sigilos fiscal e bancário do deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM) e de outras 20 pessoas em função da operação Naum, que investiga possíveis fraudes no Instituto de Gestão Previdenciária no Tocantins (Igeprev). A operação foi deflagrada nesta terça-feira (27) no Tocantins, em outros quatro estados e no Distrito Federal.

A Polícia Federal cumpre 21 mandados de condução coercitiva e quatro de busca e apreensão. Entre os alvos da operação estão ex-diretores do Igeprev e políticos do Tocantins. Os pedidos de prisão preventiva feitos pela Polícia Federal contra Eduardo Siqueira Campos, Rogério Villas Boas e Edson Santana Matos foram negados pela Justiça.

O deputado deixou a sede da Polícia Federal no final da tarde após passar o dia prestando depoimento, ele não falou com a imprensa. Outros alvos da operação continuam no local falando com a PF. A assessoria do deputado informou que ainda está em tratamento de saúde e se sentiu mal durante o depoimento. A nota diz que os esclarecimentos serão feitos assim que o deputado estiver se sentindo melhor.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, que defende Fayed Traboulsi neste processo, disse que o cliente foi conduzido até a sede da PF em Brasília, mas optou por não falar nada durante o depoimento. Ele informou também que ainda vai se inteirar sobre o inquérito para poder se manifestar. Traboulsi é suspeito de atuar como doleiro no esquema.

As defesas de Rogério Villas Boas e Edson Santana Matos não atenderam as ligações. O G1 não conseguiu contato com as defesas de Nilmar Ribeiro Máximo, Hélio Andrade Aguiar, Robson Alexandre Tavares e Lúcio Mascarenhas.

Entenda

De acordo com a investigação, o Instituto fez aplicações contrárias às permitidas pela resolução do Conselho Monetário Nacional. A suspeita é que também foram feitas aplicações em fundos problemáticos com alto risco de perdas, conhecidos no mercado como fundos podres.

O prejuízo aos cofres públicos é de R$ 263.648.310,47. Segundo a PF, também foram constatadas aplicações no montante de R$ 1.176.842.671,64 em 27 fundos sem liquidez e com possíveis prejuízos.

A PF informou ainda que a investigação é um desdobramento da Operação Miquéias realizada pela PF do Distrito Federal para desarticular duas organizações criminosas com atuações distintas: uma envolvida em lavagem de dinheiro e a outra acusada de má gestão de recursos de entidades previdenciárias.

O nome da operação foi inspirado em um profeta bíblico. Entre os profetas menores do velho testamento, Naum aparece depois do livro de Miquéias. Assim, o objetivo é lembrar a relação de sucessão entre as duas investigações, segundo a polícia.

G1/TO

Fraudes no Incra incluem pagamento por estradas já construídas, diz delegado

Operação da PF investiga desvios de recursos em estradas vicinais. Esquema que teria causado prejuízo de R$ 1,4 milhão envolve políticos, servidores públicos e empresários.

As fraudes que estão sendo investigadas pela Polícia Federal na operação Rota 26 e que envolvem o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) incluem pagamento por construção de estradas que já tinham sido feitas e de obras que nem foram executadas. Os prejuízos chegam a R$ 1,4 milhão. As informações são do superintendente da Polícia Federal, Arcelino Vieira, e foram repassadas durante entrevista nesta segunda-feira (3).

Dois deputados estaduais são investigados. Um deles, o deputado estadual Zé Roberto (PT), era superintendente do Incra na época dos fatos. O outro, Rocha Miranda, era prefeito de Araguatins. Os dois tiveram mandados de condução coercitiva e prestaram esclarecimentos. Todos prestaram depoimento e foram liberados.

A operação investiga desvios de recursos destinados a obras de implantação e recuperação de estradas vicinais em projetos de assentamentos. Ao todo, 39 mandados judiciais foram cumpridos em seis cidades, nesta segunda-feira: em Palmas, Miranorte, Paraíso do Tocantins, Araguaína, Buritis do Tocantins e Araguatins.

Polícia Federal cumpre mandados durante operação em Palmas. 

Os contratos foram feitos nos anos de 2008 a 2010, mas se prolongaram nos anos seguintes. As fraudes foram verificadas no segundo semestre de 2013 pela Controladoria Geral da União. “Nós fizemos um trabalho em três convênios e quatro contratos. De um valor de R$ 4,2 milhões, o prejuízo por inexecução ou por execução fora dos padrões foi na faixa de R$ 1,4 milhão”, informou o chefe da CGU no Tocantins, Claudio Henrique Fernandes.

Ele explicou que as irregularidades aconteciam desde o processo licitatório. “Existiam licitações feitas com projetos que estavam fora do padrão normativo previsto pelo próprio Incra. O Incra prevê por exemplo estradas vicinais em assentamentos com largura máxima de 16 metros. No projeto tinha sete metros de largura e foi feito uma contratação para sete metros. Mas na hora da execução, apenas 4 metros foram executados e foram pagos o valor referente a sete metros.”.

 

Homem é vítima de calúnia na internet ao ter foto divulgada com acusação de estuprar e matar neto

Texto dizia ainda que Ronaldo seria foragido e que se alguém o encontrasse deveria matá-lo

A troca de informações pela internet, principalmente nas redes sociais, pode esconder muitos perigos. Postagens maldosas, boatos ou acusações infundadas podem acabar com a vida de uma pessoa. Muita gente  costuma compartilhar postagens na internet, sem ao menos confirmar se o fato é verídico. 

Em Salvador, o desempregado Ronaldo Souza, de 39 anos, foi alvo da internet depois que a foto dele com o neto circulou em uma rede social. Segundo a postagem, ele teria matado e estuprado o garoto.

O homem confessa que, após a postagem, a vida dele se transformou em um pesadelo.

— Até o jeito das pessoas me olharem… não me dizem nada, mas comentam entre si. Isso tá me deixando constrangido. Eu não sei quem é quem, eu não tô na intenção das pessoas. Minha vida tá de cabeça para baixo.

Na postagem, o internauta afirmou que Ronaldo era muito perigoso, e pedia para as pessoas ligarem para a policia se tivessem informação sobre ele. O texto ainda dizia que Ronaldo seria foragido e que se alguém o encontrasse deveria matá-lo. A publicação foi excluída depois que a família fez uma denúncia ao aplicativo.

O homem contou que registrou um boletim de ocorrência, afirmando ser vítima de calúnia, pois ele e os parentes negam a acusação. Mesmo assim, Ronaldo e a família viraram alvo de investigação da polícia.

Especialistas alertam que casos como o de Ronaldo têm se tornado comum, porque é muito fácil usar a rede social para vingança.

Julia Cunha, coordenadora psicossocial Salemet, salienta que fazer falsas acusações na internet é considerado crime previsto na legislação.    

— Todas as leis valem para a internet também. Então, a depender do que você fala se for, por exemplo, uma calúnia, você imputar um falso crime a alguém, isso é passível de punição. As pessoas podem denunciar, fazer um registro de ocorrência, gravar todas as provas e buscar seus direitos na justiça.Fonte:R7

CHURRASCO DE TEMER FRACASSA E CHINA TAMBÉM VETA A CARNE NACIONAL

O churrasco promovido por Michel Temer com embaixadores – numa casa de carnes importadas, foi um fiasco; além da Coreia e de países da União Europeia, a China, também suspendeu nesta segunda-feira as compras de carnes brasileiras.

O churrasco promovido por Michel Temer neste domingo 19 com embaixadores na Churrascaria Steak Bull, em Brasília – que por sinal, segundo um gerente do local, só serve carne importada – foi um fiasco.

Nesta segunda-feira 20, além da Coreia do Sul e da União Europeia, a China, maior importador mundial de alimentos, também suspendeu as compras de carnes brasileiras, depois que a Polícia Federal divulgou, com estardalhaço, que os frigoríficos nacionais corrompem fiscais para vender carne podres nas merendas e frangos com papelão, o que é uma mentira grosseira.

A informação sobre a suspensão por parte da China ainda não é pública, segundo a agência Bloomberg, que deu fontes em off, mas já circula entre os produtores brasileiros.

Os prejuízos bilionários aumentam a pressão sobre o delegado Moscardi Grillo, o mesmo que investigou o ex-presidente Lula, e que agora terá que revelar dados mais consistentes de sua investigação. Em dois anos de investigação, a PF só analisou produtos de uma empresa (leia aqui).

Quem pode cair a qualquer momento é o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, citado em grampo da investigação – ou por receber propina dos fiscais agropecuários, ou por não controlar operações pirotécnicas da PF. Ontem, ele já ficou de fora de reunião feita por Temer sobre a Operação Carne Fraca, sendo substituído pelo número 2 do ministério, José Levi.Fonte:Brasil 247.

Suspeito de matar menino diz para a polícia que agiu em legítima defesa

Adolescente de 15 anos prestou depoimento na Polícia Civil, em Araguaína.
Crime aconteceu em fazenda em Campos Lindos.

O adolescente de 15 anos suspeito de matar o menino, de 11, prestou depoimento em uma delegacia em Araguaína, nesta segunda-feira (6). Ele disse que namorava com a irmã da vítima e contou que agiu em legítima defesa. O crime aconteceu no domingo (5) na zona rural de Campos Lindos, região nordeste do estado. A família da vítima presenciou o homicídio. 

Após atirar no menor, o adolescente fugiu e foi encontrado em Goiatins, na casa do avô. Em depoimento, ele contou que namorava a irmã da vítima, uma menina de 13 anos. Disse ainda que teve um desentendimento com ela, no momento em que estavam em uma fazenda da família.

Adolescente suspeito do homicídio prestou depoimento em uma delegacia em Araguaína (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Adolescente suspeito do homicídio prestou depoimento em uma delegacia em Araguaína

Segundo relatos dele para a polícia, após o desentendimento, o pai e o irmão da menina começaram a ameaçá-lo de morte. Foi então que ele decidiu ir embora. Neste momento, foi impedido por pessoas da família da menina, que teriam corrido atrás do jovem com uma espingarda.

Ele contou que conseguiu tomar a arma da mão do menino e disparou contra ele.

“O delegado, durante a investigação vai esclarecer todos estes atos obscuros e posteriormente encaminhar ao Poder Judiciário”, disse a delegada Verônica Carvalho.

Após o depoimento, o adolescente foi liberado.(Fonte:G1)

 

Malafaia é indiciado pela PF por participar de esquema de corrupção

O pastor Silas Lima Malafaia foi indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e participação num esquema de corrupção ligado a royalties da mineração; segundo documento da PF, Malafaia “se locupletou com valores de origem ilícita”; o indiciamento significa que a autoridade policial encontrou elementos para caracterizar a ocorrência de crimes; além de Malafaia, a PF indiciou outros 49 investigados.

O pastor Silas Lima Malafaia foi indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e participação num esquema de corrupção ligado a royalties da mineração. Segundo documento da PF, Malafaia “se locupletou com valores de origem ilícita”.

“Em 16 de dezembro, Malafaia havia sido alvo de condução coercitiva pela Operação Timóteo. O nome da operação se baseia em um dos livros do Novo Testamento da Bíblia, a primeira epístola a Timóteo. No capítulo 6, versículos 9-10, está escrito: ‘Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males’. A Polícia Federal transcreveu o trecho na representação judicial que deu origem à operação. Pelo visto, para o delegado Leo Garrido de Salles Meira, autor do indiciamento, Silas Malafaia caiu em tentação. Agora, o pastor, proverbial arauto da moral e dos bons costumes, terá de explicar aos seus fiéis seguidores porque se dobrou aos pecados da carne.

A investigação detectou que um cheque do escritório de advocacia de Jader Pazinato, no valor de R$ 100 mil, foi depositado na conta de Malafaia. Pazinato, segundo a PF, teria recebido recursos ilícitos desviados de prefeituras e repassado propina, por isso também foi indiciado por corrupção ativa e peculato. O indiciamento significa que a autoridade policial encontrou elementos para caracterizar a ocorrência de crimes. Além de Malafaia, a PF indiciou outros 49 investigados, dentre eles o ex-diretor do DNPM Marco Antônio Valadares e Alberto Jatene, filho do governador do Pará, Simão Jatene.”(Fonte:Brasil 247)

Mãe implora por notícias da menina Ana Clara: ‘Preciso da minha filha’

Criança está desaparecida desde a tarde de sexta-feira (17), em Goiânia.
Polícia Civil apura o caso e faz diligências em busca do paradeiro da garota.

A mãe da menina Ana Clara Pires Camargo, de 7 anos, que está desaparecida há 3 dias, em Goiânia, implora por informações sobre o paradeiro da filha. Segundo Glauciane Pires Silva, a criança costumava andar com ela pelo bairro, o Residencial Antônio Carlos Pires, onde foi vista pela última vez, mas nunca fugiu de casa.

“Eu só peço que, se alguém estiver com ela, que devolva. Que Deus toque no coração dessa pessoa, pois ela deve ter família. Pode ser em qualquer lugar. Preciso da minha filha comigo, só isso. Eu só peço que se alguém souber de algo, denuncie. A angústia está muito grande, então quem estiver com ela, traga minha filha de volta. Ela conhece bem o bairro, sempre andou lá comigo, mas nunca fugiu, nunca saiu sem avisar”, disse a mãe.

Glauciane destacou que esses “estão sendo os piores dias” da vida dela. “[O coração de mãe] está apertado. A aflição está grande. Eu tenho aquela esperança de encontrar minha filha o mais rápido possível. Eu tenho outra menina, uma bebê, que está nervosa, não aceita ficar com ninguém. Mas eu tenho que correr atrás da Ana Clara”, disse.

A garota foi vista pela última vez na tarde de sexta-feira (17). Segundo familiares, ela saiu para comprar um refrigerante, foi vista conversando com alguém em um carro prata, voltou para casa e almoçou. Em seguida, saiu mais uma vez para entregar um dinheiro a uma vizinha. De acordo com a polícia, a menina esteve no local, mas não deixou o dinheiro. Ela desapareceu quando retornava para casa.

“Eu tinha pedido para ela ir na casa da minha amiga pagar a marmita que ela tinha comprado para o almoço e pegar uma tinta de cabelo. Aí ela foi. Minha amiga disse que ela chegou lá, pediu a tinta, mas ela disse que ia entregar depois, pois o marido dela estava dormindo, aí disse que ela [menina] voltou. Aí a minha amiga viu ela voltando para casa. Outra vizinha também disse que viu ela subindo em direção a nossa casa. Depois disso, ninguém sabe de mais nada, ninguém viu nada”.

Questionada sobre a informação de que a menina foi vista conversando com alguém em um carro, antes do desaparecimento, a mãe disse não saber ao certo. “Na hora do almoço, ela pediu dinheiro para comprar refrigerante e eu dei. Aí ela foi no supermercado e, na volta, na rua da minha casa, um [GM] Celta prata parou do lado dela e foi conversando até ela chegar em casa. Mas nisso ela foi para casa, almoçou, ao me falou nada”, destacou.

Segundo Glauciane, Ana Clara chegou a tomar banho antes de sair de novo para ir até a casa da vizinha. “Ela estava planejando ir brincar com a amiga. Mas antes de ir eu pedi para ela fazer isso para mim, por volta das 13h30. Aí foi quando ela não voltou e eu estava em casa fazendo minha outra bebê dormir. Foi quando senti aquele aperto, aquela angústia, e decidi ir atrás”, lembra.

A mãe destacou, ainda, que quando questionou a amiga sobre o paradeiro da filha, a mulher confirmou que a menina tinha ido lá e voltado para casa. “Aí eu disse: ‘ela deve ter ido na casa da amiguinha’. Fui até lá, mas ela não estava. Então saí atrás das possibilidades onde ela poderia estar, fui nos lugares, e ela não estava. Foi quando eu entrei em desespero e vi que minha filha tinha sumido”, lembra.

Desde então, a mãe afirma que está desesperada em busca de informações sobre a filha.
“Depois disso eu passei a buscá-la. Eu fui atrás do pai dela, fui atrás da polícia, e comecei a andar pela beirada do mato, fui em lotes baldios. Pedi ajuda, mas nada de notícias”, lamentou.

Investigação
Mais cedo, o delegado Valdemir Pereira da Silva, titular da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), destacou que o caso segue sendo investigado.

“É lógico que temos informações importantes mas não podemos divulgar para não atrapalhar. Nós temos uma equipe aqui na delegacia fazendo levantamento e recebendo o apoio da Delegacia da Mulher. Inclusive, estamos levantando três estupradores que atuam na região para saber se algum deles tem ligação com esse desaparecimento. Esta investigação está sob sigilo e nenhuma linha de investigação foi descartada”, destacou.

O delegado Kleyton Manoel Dias, também da Deic, ressaltou que essa é uma investigação complexa, mas que continua em andamento. “Lá é uma região muito difícil, onde não temos muitas imagens de câmeras de segurança ou testemunhas. Então estamos encontrando muita dificuldade em levantar qualquer indício que possa apontar a direção que essa criança tenha tomado”.

Ele ressaltou que a ajuda de testemunhas é fundamental para que a menina seja achada. “A população é parceira da Polícia Civil, então, quem tiver alguma informação, deve entrar em contato pelo telefone 197, não precisa se identificar. Vale ressaltar que, neste momento, não descartamos nenhuma linha de investigação. Por isso estamos ouvindo os parentes, pois um detalhe que pode ser considerado dispensável, pode ser muito importante para desvendar o caso”, afirmou Dias.

Mãe de Ana Clara Camargo, Glauciane Silva chora e implora por notícias da filha, em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Mãe de Ana Clara, Glauciane Silva chora e implora por notícias da filha (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Protestos
Familiares e vizinhos da menina Ana Clara fizeram um protesto nesta manhã na porta da Deic. Cerca de 30 pessoas participam da manifestação com cartazes com as frases “justiça”, “queremos Ana Clara” e “precisamos de respostas”.

“A gente quer informações, porque a angústia está grande e ninguém ligou para dar nenhuma informação. Eles se esqueceram da gente. Parece que eu sinto que ela falou ‘eu só fui ali e tô voltando’. Meu coração de mãe diz que ela vai voltar. A única coisa que eu peço é resposta. A gente ainda vai comemorar o aniversário dela”, disse a mãe da garota.

Padrasto de Ana Clara, o vidraceiro Cesarino Epaminondas Silva afirma que a força-tarefa instalada na última sexta-feira (17) para apurar o caso, que envolvia o Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil e a Polícia Militar, não é mais vista na região em que ela desapareceu.

“Não tinha mais ninguém por nós de sábado [18] em diante. Era só a gente entrando em buraco, procurando pistas, sem o apoio da polícia. No começo estava todo mundo dando o apoio pra gente. Aí de repente para tudo, a gente entra em desespero. Queremos insistência, queremos resposta, saber o que estão fazendo para achar a Ana Clara”, disse.

No domingo (19), parentes, amigos e vizinhos já tinham feito uma manifestação pedindo pelo retorno da criança. Eles caminharam pelas ruas do setor Antônio Carlos Pires, fecharam a GO-462 por alguns minutos e liberaram em seguida. Eles levavam cartazes pedindo notícias da criança e que, se alguém estiver com ela, que a solte.

O ato aconteceu no dia do aniversário de 7 anos de Ana Clara. Enquanto caminhavam, os manifestantes cantaram parabéns em homenagem a ela.

Familiares e vizinhos de Ana Clara Camargo fazem protesto na porta da Deic, em Goiânia, Goiás (Foto: Murillo Velasco/G1)
Familiares e vizinhos de Ana Clara Camargo fizeram protesto na porta da Deic (Foto: Murillo Velasco/G1)

Fonte:g1/go

PF faz operação contra desvios de recursos públicos no norte do TO

Polícia cumpre 20 mandados em Sampaio e Augustinópolis.
Políticos estariam usando empresa de fachada para praticar crime.

A Polícia Federal realiza na manhã desta quinta-feira (15) a operação Maginot para investigar desvios de recursos públicos supostamente praticados pela prefeitura de Sampaio, norte do Tocantins. Segundo a polícia, para cometer o crime, os políticos e servidores usavam uma empresa de fachada.

O fonte não conseguiu contato com o prefeito até a publicação desta reportagem.

Ao todo, estão sendo cumpridos 20 mandados judiciais, sendo 11 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva em Sampaio e Augustinópolis. Mais de 40 policiais federais participam da operação.

A investigação foi iniciada no ano passado. Segundo a polícia, a empresa está registrada no nome de um servidor do município, mas foi identificada como de propriedade do secretário municipal de Administração e Finanças, filho do atual prefeito da cidade.

A PF explica que a empresa era contratada mediante fraude em licitações, através de dispensa. Entretanto, as obras estariam sendo executadas pelos próprios servidores. As investigações apontam que o esquema funcionava desde 2013, mas não se descarta a possibilidade de que as fraudes aconteçam desde a criação da empresa em 2009.(fonte:g1/to)