Policial é preso suspeito de cobrar dinheiro de vítima para terminar investigação

Agente da polícia civil cobrou dinheiro de vítima após recuperar máquinas agrícolas na região norte do estado. Servidor foi preso em Gurupi, na região sul do estado.

Um policial civil foi preso na manhã desta quarta-feira (4) na região sul do estado suspeito de cobrar dinheiro de uma vítima para concluir uma investigação sobre o roubo de máquinas agrícolas. Ele ainda chegou a receber R$ 8 mil da vítima. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a operação foi feita pela corregedoria-geral e chamada de Caro Infirma.

De acordo com a SSP, após a recuperação de máquinas agrícolas roubadas em Nova Olinda, o policial teria exigido dinheiro, em nome da equipe policial, para concluir as investigações. Ele foi preso por corrupção passiva.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão de aparelhos celulares do policial e de outros quatro membros da equipe. O nome do policial não foi divulgado para não atrapalhar as investigações e para preservar a integridade do agente dentro da cadeia, segundo a SSP.

O homem foi levado para a Casa de Prisão Provisória de Gurupi.

G1 Tocantins.

Lindbergh pede investigação sobre tiros em acampamento pró-Lula

O petista diz que pediu ao ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, que as investigações sejam feitas pela Polícia Federal.

“Quem foi que comprou essas armas nesse período aqui no Brasil? Porque essa portaria é de 8 de agosto de 2017. Tem uma relação das pessoas que compraram essas armas. Tem que investigar por aí”, acredita.

Para o senador, a polícia precisa fazer um levantamento de quem está atualmente com esse tipo de arma no país. “Tem que analisar todas as hipóteses. Veio de fora? Teve algumas que foram roubadas?”, questiona.

Durante a madrugada, uma pessoa ainda não identificada disparou contra o acampamento. Duas pessoas ficaram feridas. O caso está sob investigação da Polícia Civil, a cargo da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), de Curitiba.

O petista diz que pediu ao ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, que as investigações sejam feitas pela Polícia Federal. A Secretaria de Segurança Pública do Paraná preferiu não comentar as declarações do senador.

Lindbergh afirmou ainda que irá dormir esta noite no acampamento alvo do ataque, que fica a cerca de um quilômetro da sede da Polícia Federal.

MARIELLE

Farias lembra que o tipo de armamento usado no ataque ao acampamento é o mesmo que matou a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e o motorista dela, Anderson Gomes, em março deste ano.

“[Foi] o mesmo tipo de pistola, o mesmo tipo de calibre que atiraram contra Mariele e Anderson, o tipo de pistola que era exclusividade das Forças Armadas e da Polícia Federal e que, em agosto do ano passado [2017] ampliaram para as outras polícias comprarem também”, diz.

O senador também foi questionado pela reportagem sobre uma possível transferência de Lula, atualmente detido na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, para outro local. Ele afirmou que quem precisa definir essa questão são os advogados dele e que não poderia opinar a respeito.

REPERCUSSÃO

Presidenciáveis também condenaram neste sábado o ataque. Ciro Gomes (PDT) pediu que a polícia esclareça o caso e traga à justiça os responsáveis. “A falta de punição para quem assassinou a vereadora Marielle Franco e para quem atacou o ônibus da caravana do ex-presidente Lula também no Paraná é que permite que crimes como esses se repitam”, escreveu em rede social.

“Não podemos tolerar que a violência seja usada como forma de expressão de antagonismos na política.”

A pré-candidata à Presidência Manuela D’ávila (PCdoB) afirmou que os tiros são uma ameaça à democracia. “No Brasil que eu quero viver tiros não são disparados contra quem faz política”, escreveu em rede social. Ela também cobrou um posicionamento do pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL).

Guilherme Boulos (PSOL), que também concorre ao Planalto, chamou o episódio de “absurdo”. “Nossa solidariedade aos militantes e exigimos punição dos responsáveis. É preciso barrar a escalada de violência no Brasil.”

Com informações da Folhapress e noticia ao minuto.

MPF denuncia Marcelo Miranda por lavagem de dinheiro e ministro determina investigação de mais crimes

Governador e outras sete pessoas foram denunciadas por supostos crimes ligados à operação Reis do Gado. Ministro do STJ determinou abertura de outros sete inquéritos para apurar outros indícios.

AOCP descarta anular concurso da PM e garante investigação das denúncias feitas

AOCP diz que inexiste qualquer possibilidade de anulação da prova, visto que não existe qualquer ilegalidade na aplicação da mesma e os fatos que foram denunciados, já estão sendo investigados.

A empresa organizadora do concurso público da Polícia Militar do Tocantins, AOCP – Assessoria em Organização de Concursos Públicos LTDA, descartou qualquer possibilidade de anulação do certame e afirmou que já tomou as providências cabíveis quanto às denúncias realizadas, passando às autoridades competentes as informações para que sejam investigadas.

Sobre os fiscais terem localizado um celular no banheiro de um dos prédios onde se realizava as provas em Araguaína, a AOCP afirma que o aparelho “foi entregue as autoridades policiais para que possam investigar eventual tentativa de fraude, bem como identificar o proprietário”.

Quando as alegações sobre discrepância de conteúdo do edital com o que caiu na prova, a empresa afirma que “o candidato que se sentir prejudicado, poderá interpor o recurso na forma e prazo estipulados”, mas garante “todas as legislações necessárias aplicáveis aos cargos de segurança pública foram devidamente atendidas”.

Sobre candidatos terem fotografado a prova e publicado em redes sociais, a empresa afirma que não houve divulgação do conteúdo delas durante o período de realização das provas.

“Os candidatos somente puderam levar o caderno de provas após o término do período de aplicação e as imagens divulgadas serão periciadas pelas autoridades competentes, no intuito de comprovar se as mesmas são verdadeiras, bem como se foram divulgadas durante o período de realização das provas”. A empresa afirma ainda que o candidato que fotografou a Folha de Respostas será eliminado, tendo o fato sido relatado em ata.

Confira nota na íntegra:

Em relação as matérias jornalísticas que relatam ocorrências de possíveis fraudes no concurso público da Polícia Militar do Estado do Tocantins, temos a esclarecer o seguinte:

O presente concurso público foi aplicado para mais de 86.532 candidatos, em 181 locais de aplicação e 349 salas, sendo para que a aplicação fosse realizada com tranquilidade e segurança, tenha sido necessário contar com mais de 700 fiscais de salas. Além disso haviam mais de 700 detectores de metais para averiguar qualquer suspeitar ou tentativa de fraude.

Todos os fiscais do concurso foram devidamente treinados de como proceder com as rotinas do concurso, através de vídeo e manuais de treinamento. No dia da aplicação da prova objetiva, a AOCP trabalhou exaustivamente e rigorosamente no intuito de que a prova objetiva transcorresse na mais perfeita ordem.

A fiscalização foi muito efetiva, tendo em vista que na cidade de Araguaína os fiscais de corredor e banheiros localizaram um celular. O celular localizado foi entregue as autoridades policiais para que possam investigar eventual tentativa de fraude, bem como identificar o proprietário do referido aparelho.

Quanto a discrepância de conteúdo alegado, informamos que o candidato  que se sentir prejudicado, poderá interpor o recurso na forma e prazo estipulados. Ressaltamos que todas as legislações necessárias aplicáveis aos cargos de segurança pública foram devidamente atendidas, conforme prevê o Edital do Concurso Público.

Quanto às alegações de violação de conteúdo sigiloso das provas, com a divulgação de imagens das provas do concurso, ressaltamos que inexistiu qualquer divulgação do conteúdo das mesmas durante o período de realização das provas.

Os candidatos somente puderam levar o caderno de provas após o término do período de aplicação e as imagens divulgadas serão periciadas pelas autoridades competentes, no intuito de comprovar se as mesmas são verdadeiras, bem como se foram divulgadas durante o período de realização das provas.

Todos os candidatos foram alertados pelos fiscais de provas e pelo contido no Edital do Concurso sobre a vedação do uso do celular durante o período de realização das provas.

Os fiscais de sala estiveram devidamente atentos e cumpriram de forma efetiva qualquer tentativa de uso do celular. Inclusive o caso da imagem da Folha de Respostas fotografada, foi relatado na ata da sala para eliminação do candidato responsável pela imagem.

Por fim, Inexiste qualquer possibilidade de ANULAÇÃO da prova aplicada, tendo em vista que não existe qualquer ilegalidade na aplicação da mesma e os fatos que foram denunciados, já estão sendo devidamente apurados pelas autoridades competentes.

Maringá, 13 de março de 2018.

AOCP – ASSESSORIA EM ORGANIZAÇÃO DE CONCURSOS

Polícia encontra suposto gabarito de prova em celular em Araguaína; Civil investiga

Mais de 20 mil pessoas já assinaram na internet uma petição pública que pede investigação de supostas ocorrências registradas durante a aplicação da primeira fase do concurso da PM.

A polícia de Araguaína localizou uma mensagem de texto contendo um suposto gabarito de uma das provas do concurso da Polícia Militar em um aparelho celular que foi apreendido no último domingo, 11, em uma lixeira localizada em um dos locais da aplicação de provas.

O caso é investigado pela Polícia Civil. Conforme informações do delegado regional Bruno Boaventura, as respostas encontradas no aparelho não são o gabarito oficial da prova e ainda não é possível afirmar se houve fraude nas avaliações.

Conforme o Relatório de Ocorrências de Vulto nº 0141/2018, registrado pelo 2º BPM de Araguaína no domingo, o celular foi encontrado no banheiro do Colégio Santa Cruz, onde as provas eram aplicadas.

O celular estava dentro de um cesto de lixo. Após averiguação, a polícia identificou uma SMS, intitulada “Título Prova 3”, contendo gabarito alfanumérico de 01 a 60.

Petição pública pede investigação

Mais de 20 mil pessoas já assinaram na internet uma petição pública que pede investigação de supostas ocorrências registradas durante a aplicação da primeira fase do concurso da PM.

No documento são elencados vários erros e problemas encontrados pelos candidatos durante a realização das provas.

A petição deve ser protocolada nesta terça-feira, 13, na sede do Ministério Público Estadual, em Palmas. Os candidatos pedem “apuração dos fatos junto ao Ministério Público do Tocantins, se comprovado os fatos mencionados, anulação do certame, seguindo conformidades com a Lei 12.550/2011, apuração através de procedimento administrativo”.

PM responde

Em nota enviada, a Polícia Militar informou que recebeu os questionamentos da imprensa sobre o assunto e repassou para a AOCP, empresa responsável pelas primeiras três fases do concurso.

A empresa, por sua vez, informou à PM que “todas as solicitações já foram encaminhadas ao nosso Departamento Jurídico, para a devida análise e resposta”.

A PM destacou ainda que a prova foi aplicada dentro do planejado, “com supostas tentativas de fraudes devidamente identificadas pela AOCP e os responsáveis estão sendo detectados. Após apuração, serão dados os encaminhamentos conforme previsto no edital”.

Investigação aponta que jovem encontrada perto de lixão no Tocantins foi morta por vizinho

Suspeito passou cerca de 40 vezes na frente da casa da vítima um dia antes do crime. Após quebra de sigilo telefônico, delegada verificou que rapaz tinha paixão não correspondida pela mulher.

A polícia identificou o suspeito de ter matado a jovem Taísa Ribeiro, 24 anos, em Paraíso do Tocantins. Ela desapareceu em novembro e foi encontrada quatro dias depois perto de um lixão. Conforme a delegada Raimunda Bezerra, o suspeito é o mesmo que aparece pulando o muro da vítima na noite em que ela desapareceu.

O crime foi supostamente cometido por um vizinho que tinha uma paixão não correspondida pela vítima há pouco mais de um mês. “Um dia antes de ela desaparecer, ele passou de 30 a 40 vezes na frente da casa dela, indo e voltando”, afirmou a delegada. A vítima pode ter sido morta por asfixia, pois não foram encontradas marcas de violência no corpo.

A delegada revelou que as imagens não mostram o suspeito entrando na casa de Taísa, o que sugere que ele entrou por outro local. “O exame pericial constatou que ele só pulou para sair, ou seja, estava no local e possivelmente entrou pelo fundo.

Mas o muro na parte de trás e bem alto e tem apenas uma brecha que dá na casa em que o suspeito morava. Segundo testemunhas, era comum ele pular e ficar vigiando ela.” 

Inicialmente, a polícia investigava dois ex-companheiros da mulher e um terceiro sujeito com quem ela tinha marcado um encontro no dia que desapareceu.

Porém, as suspeitas foram descartadas depois que a delegada conseguiu quebrar o sigilo do telefone da vítima. “De toda forma foi um crime passional, um feminicídio”, comentou.

As investigações foram feitas pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Paraíso do Tocantins.

A delegada Raimunda Bezerra pediu a prisão do suspeito, que tem 24 anos, e diz que ele possuía histórico de violência doméstica.

“Ele tem um problema, ficou vários dias na UTI após um acidente e devido a esse amor não correspondido ficou mais introspectivo e depressivo. É uma pessoa sem residência fixa, rejeitado pela família.”

Entenda

Câmeras de segurança de um comércio registraram os últimos momentos de Taísa Ribeiro, 24 anos, antes de desaparecer. O corpo dela foi encontrado no dia 23 de novembro próximo de um lixão, após a jovem ficar quatro dias desaparecida em Paraíso do Tocantins.

As imagens são da madrugada de domingo (19) e mostram a mulher saindo de casa e sendo seguida por um homem. Conforme a Polícia Civil, a vítima sumiu depois de marcar um encontro por meio de um aplicativo de celular. 

A mulher deixou três filhos de 5, 7 e 11 anos. 

G1 Tocantins

MPE recomenda suspensão de contratos da Secretaria de Saúde do Tocantins

MPE recomenda suspensão de contratos da Secretaria de Saúde do Tocantins até que se conclua investigação sobre supostas irregularidades.

O Ministério Público Estadual (MPE) expediu recomendação ao Secretário de Saúde do Estado, Marcos Esner Musafir, na quarta-feira, 22, recomendando ao gestor a suspensão da eficácia de todos os contratos firmados entre o Estado do Tocantins e o Instituto Elisedape, decorrente da habilitação por credenciamento e contratação direta e/ou por inexigibilidade (inviabilidade de competição), até que o MPE conclua as investigações sobre possíveis irregularidades na contratação, buscando evitar a ocorrência de prejuízos ao patrimônio público.

Na mesma data, também foi expedida recomendação ao secretário da Fazenda do Estado do Tocantins, Paulo Antenor, orientando-lhe que seja suspenso qualquer tipo de pagamento ao Instituto Elisedape até a conclusão das investigações.

As investigações preliminares do MPE constataram que o Instituto Elisedape foi criado em 03 de março de 2016 e, cinco meses depois, em 09 de agosto, foi credenciado pela Sesau, mediante habilitação no Edital de Credenciamento nº 004/2016, a prestar serviços médicos especializados fornecendo profissionais capacitados no Hospital Regional de Dianópolis, com valor estimado total mensal de R$ 195.600,00 e total anual de R$ 2.347.200,00, ensejando na celebração do Contrato Administrativo de Prestação de Serviços nº 102/2016, em 12 de agosto de 2016.

Em 14 de agosto de 2017, o contrato sofreu aditivo, tendo seu prazo de vigência prorrogado por mais 12 meses, pelo mesmo valor.

Além disso, as investigações preliminares do MPE apontaram que a Sesau, nos anos de 2016 e 2017, celebrou diversos contratos de prestação de serviços com o Instituto Elisedape para a realização de procedimentos cardiológicos, todos sem licitação, com valores, em princípio, vultosos, sendo que, em consulta ao Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafem), constatou-se que o Estado do Tocantins já pagou a quantia de R$ 1.921.299,07 ao Instituto Elisedape apenas este ano.

Para o Ministério Público, os indícios apontam preliminarmente que o Instituto Elisedape não possui qualificação técnica, operacional e financeira necessária à execução dos serviços contratados, dado o pouco tempo passado entre a sua criação (03/03/2016) e a sua contratação por parte do Estado do Tocantins (12/08/2016).

Outra constatação do MPE, com base em entendimento pacífico do Tribunal de Contas da União (TCU) refere-se ao excessivo número de contratações emergenciais celebradas entre a Sesau e o Instituto do Elisedape, as quais podem ter decorrido da absoluta falta de planejamento ou devido a má gestão pública, causando, em princípio, suposta violação ao princípio constitucional da obrigatoriedade de licitação.

A investigação está sendo conduzida pelo Promotor de Justiça Edson Azambuja, com atuação na defesa do patrimônio público, por meio do Inquérito Civil Público nº 2017.0003422, instaurado também na última quarta-feira, 22.

Assessoria de Comunicação do MPE-TO

Justiça derruba sigilo bancário de deputado e mais 20 em investigação de fraude no Igeprev

Eduardo Siqueira Campos (DEM) teve os sigilos bancário e fiscal derrubados e foi conduzido para prestar depoimento. Esquema pode ter desviado mais de R$ 200 milhões.

Justiça derrubou os sigilos fiscal e bancário do deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM) e de outras 20 pessoas em função da operação Naum, que investiga possíveis fraudes no Instituto de Gestão Previdenciária no Tocantins (Igeprev). A operação foi deflagrada nesta terça-feira (27) no Tocantins, em outros quatro estados e no Distrito Federal.

A Polícia Federal cumpre 21 mandados de condução coercitiva e quatro de busca e apreensão. Entre os alvos da operação estão ex-diretores do Igeprev e políticos do Tocantins. Os pedidos de prisão preventiva feitos pela Polícia Federal contra Eduardo Siqueira Campos, Rogério Villas Boas e Edson Santana Matos foram negados pela Justiça.

O deputado deixou a sede da Polícia Federal no final da tarde após passar o dia prestando depoimento, ele não falou com a imprensa. Outros alvos da operação continuam no local falando com a PF. A assessoria do deputado informou que ainda está em tratamento de saúde e se sentiu mal durante o depoimento. A nota diz que os esclarecimentos serão feitos assim que o deputado estiver se sentindo melhor.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, que defende Fayed Traboulsi neste processo, disse que o cliente foi conduzido até a sede da PF em Brasília, mas optou por não falar nada durante o depoimento. Ele informou também que ainda vai se inteirar sobre o inquérito para poder se manifestar. Traboulsi é suspeito de atuar como doleiro no esquema.

As defesas de Rogério Villas Boas e Edson Santana Matos não atenderam as ligações. O G1 não conseguiu contato com as defesas de Nilmar Ribeiro Máximo, Hélio Andrade Aguiar, Robson Alexandre Tavares e Lúcio Mascarenhas.

Entenda

De acordo com a investigação, o Instituto fez aplicações contrárias às permitidas pela resolução do Conselho Monetário Nacional. A suspeita é que também foram feitas aplicações em fundos problemáticos com alto risco de perdas, conhecidos no mercado como fundos podres.

O prejuízo aos cofres públicos é de R$ 263.648.310,47. Segundo a PF, também foram constatadas aplicações no montante de R$ 1.176.842.671,64 em 27 fundos sem liquidez e com possíveis prejuízos.

A PF informou ainda que a investigação é um desdobramento da Operação Miquéias realizada pela PF do Distrito Federal para desarticular duas organizações criminosas com atuações distintas: uma envolvida em lavagem de dinheiro e a outra acusada de má gestão de recursos de entidades previdenciárias.

O nome da operação foi inspirado em um profeta bíblico. Entre os profetas menores do velho testamento, Naum aparece depois do livro de Miquéias. Assim, o objetivo é lembrar a relação de sucessão entre as duas investigações, segundo a polícia.

G1/TO

Fraudes no Incra incluem pagamento por estradas já construídas, diz delegado

Operação da PF investiga desvios de recursos em estradas vicinais. Esquema que teria causado prejuízo de R$ 1,4 milhão envolve políticos, servidores públicos e empresários.

As fraudes que estão sendo investigadas pela Polícia Federal na operação Rota 26 e que envolvem o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) incluem pagamento por construção de estradas que já tinham sido feitas e de obras que nem foram executadas. Os prejuízos chegam a R$ 1,4 milhão. As informações são do superintendente da Polícia Federal, Arcelino Vieira, e foram repassadas durante entrevista nesta segunda-feira (3).

Dois deputados estaduais são investigados. Um deles, o deputado estadual Zé Roberto (PT), era superintendente do Incra na época dos fatos. O outro, Rocha Miranda, era prefeito de Araguatins. Os dois tiveram mandados de condução coercitiva e prestaram esclarecimentos. Todos prestaram depoimento e foram liberados.

A operação investiga desvios de recursos destinados a obras de implantação e recuperação de estradas vicinais em projetos de assentamentos. Ao todo, 39 mandados judiciais foram cumpridos em seis cidades, nesta segunda-feira: em Palmas, Miranorte, Paraíso do Tocantins, Araguaína, Buritis do Tocantins e Araguatins.

Polícia Federal cumpre mandados durante operação em Palmas. 

Os contratos foram feitos nos anos de 2008 a 2010, mas se prolongaram nos anos seguintes. As fraudes foram verificadas no segundo semestre de 2013 pela Controladoria Geral da União. “Nós fizemos um trabalho em três convênios e quatro contratos. De um valor de R$ 4,2 milhões, o prejuízo por inexecução ou por execução fora dos padrões foi na faixa de R$ 1,4 milhão”, informou o chefe da CGU no Tocantins, Claudio Henrique Fernandes.

Ele explicou que as irregularidades aconteciam desde o processo licitatório. “Existiam licitações feitas com projetos que estavam fora do padrão normativo previsto pelo próprio Incra. O Incra prevê por exemplo estradas vicinais em assentamentos com largura máxima de 16 metros. No projeto tinha sete metros de largura e foi feito uma contratação para sete metros. Mas na hora da execução, apenas 4 metros foram executados e foram pagos o valor referente a sete metros.”.

 

Homem é vítima de calúnia na internet ao ter foto divulgada com acusação de estuprar e matar neto

Texto dizia ainda que Ronaldo seria foragido e que se alguém o encontrasse deveria matá-lo

A troca de informações pela internet, principalmente nas redes sociais, pode esconder muitos perigos. Postagens maldosas, boatos ou acusações infundadas podem acabar com a vida de uma pessoa. Muita gente  costuma compartilhar postagens na internet, sem ao menos confirmar se o fato é verídico. 

Em Salvador, o desempregado Ronaldo Souza, de 39 anos, foi alvo da internet depois que a foto dele com o neto circulou em uma rede social. Segundo a postagem, ele teria matado e estuprado o garoto.

O homem confessa que, após a postagem, a vida dele se transformou em um pesadelo.

— Até o jeito das pessoas me olharem… não me dizem nada, mas comentam entre si. Isso tá me deixando constrangido. Eu não sei quem é quem, eu não tô na intenção das pessoas. Minha vida tá de cabeça para baixo.

Na postagem, o internauta afirmou que Ronaldo era muito perigoso, e pedia para as pessoas ligarem para a policia se tivessem informação sobre ele. O texto ainda dizia que Ronaldo seria foragido e que se alguém o encontrasse deveria matá-lo. A publicação foi excluída depois que a família fez uma denúncia ao aplicativo.

O homem contou que registrou um boletim de ocorrência, afirmando ser vítima de calúnia, pois ele e os parentes negam a acusação. Mesmo assim, Ronaldo e a família viraram alvo de investigação da polícia.

Especialistas alertam que casos como o de Ronaldo têm se tornado comum, porque é muito fácil usar a rede social para vingança.

Julia Cunha, coordenadora psicossocial Salemet, salienta que fazer falsas acusações na internet é considerado crime previsto na legislação.    

— Todas as leis valem para a internet também. Então, a depender do que você fala se for, por exemplo, uma calúnia, você imputar um falso crime a alguém, isso é passível de punição. As pessoas podem denunciar, fazer um registro de ocorrência, gravar todas as provas e buscar seus direitos na justiça.Fonte:R7