Casal de jovens é morto a tiros após sair de velório em cemitério de Goiás

Vítimas, de 19 e 20 anos, foram alvejadas quando passavam de moto perto do Credeq; eles chegaram a ser socorridos, no local mas não resistiram aos ferimentos. Suspeitos fugiram.

Um casal de jovens foi morto a tiros após sair de um velório no Cemitério Jardim Boa Esperança, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital. As vítimas, Igor Pereira da Silva, de 20 anos, e Ludimila de Souza Siqueira, de 19, foram alvejadas quando passavam de moto próximo ao Centro Estadual de Referência e Excelência em Dependência Química (Credeq), no mesmo bairro, onde chegaram a ser socorridos, mas não resistiram aos ferimentos.

O duplo homicídio ocorreu no final da tarde de quarta-feira (8). Em nota, a assessoria de imprensa do Credeq informou que, além dos médicos da unidade, o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) também ajudaram no socorro, em vão.

O comunicado desataca ainda que, ao ser atingida, a Ludimila ficou caída no asfalto. Já Igor tentou correr para o estacionamento do Credeq, mas também foi alcançado e baleado. Os suspeitos fugiram.

Na nota, o Credeq lamentou o ocorrido e informa também que os corpos já foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Aparecida de Goiânia. Diz ainda que documentos e informações sobre “possíveis envolvidos na aparente emboscada praticada contra o casal” foram repassados para a Polícia Militar.

O site entrou em contato com o tenente-coronel Marcelo Granja, assessor de comunicação da PM, às 8h. Ele disse que estava a caminho do quartel e que, assim que chegar, repassará informaçõe sobre o caso.

A assessoria de comunicação da Polícia Civil informou foram feitos vários disparos calibre 380 e que o caso será investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Aparecida de Goiânia.

O titular do GIH, delegado Klayter Camilo, disse, por mensagem, que “as consultas feitas até ontem [quarta-feira] indicam que nenhum dos dois tinham registro criminal”.

Mãe é condenada a 18 anos de prisão por morte de bebê e é absolvida de acusação por esconder corpo em Goiânia

Márcia Zaccarelli alegou que a filha recém-nascida morreu nos braços dela, enquanto ela a segurava contra o peito para que o companheiro não a tomasse. Cabe recurso da decisão.

Motoboy diz à polícia que já deu dinheiro à mulher suspeita de usar fotos de bebês que já morreram para pedir ajuda em semáforos de Goiânia

Pais denunciaram Bruna Brusda pela fraude. Depois, suspeita enviou um áudio à mãe do menino para ameaçá-la.

O motoboy Anselmo Dourado disse à Polícia Civil, nesta segunda-feira (30), que já viu, várias vezes, Bruna de Fátima Brusda usar foto de uma criança para pedir ajuda em semáforos de Goiânia. A mulher é suspeita de apresentar imagens de bebês que já morreram para arrecadar dinheiro.

“Eu a vi na calçada. Peguei e fiz uma doação. Você ajuda a pessoa, e ela faz tudo isso só para extorquir a população e ganhar dinheiro”, disse o motoboy.

O G1 não conseguiu contato com a defesa de Bruna até a publicação desta reportagem. Na sexta-feira (27), ela prestou depoimento no 16º Distrito Policial de Goiânia. De acordo com o delegado Jacó Machado das Chagas, a mulher apresentou cartazes para provar que pedia ajuda, na verdade, para outra criança. No entanto, o investigador disse que bebê da foto apresentada pela suspeita é um menino que nasceu com uma doença rara na Inglaterra e também já morreu.

O delegado busca identificar outras pessoas que já ajudaram Bruna acreditando que colaborariam contra o tratamento das crianças. Segundo o investigador, elas também são vítimas da mulher, pois foram enganadas por ela. Bruna deve ser indiciada por estelionato.

Bruna de Fátima Brusda é suspeita de aplicar golpes em Goiânia (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)Bruna de Fátima Brusda é suspeita de aplicar golpes em Goiânia (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

Bruna de Fátima Brusda é suspeita de aplicar golpes em Goiânia (Foto: TV Anhanguera/Reprodução)

Bryan e Alfie

O caso chegou à Polícia Civil depois que Jennifer Marques Freitas Goulart procurou a delegacia para denunciar que a foto do filho dela, Bryan Felipe, que nasceu com hidrocefalia e morreu em fevereiro, estava sendo usada por um casal de desconhecidos para sensibilizar motoristas e pedir dinheiro nos semáforos de Goiânia.

Jennifer conta que o bebê foi o segundo filho que perdeu por problemas de saúde. Para tentar engravidar e evitar que o novo filho também tenha problemas, é necessário uma fertilização artificial. Por isto, ela fez uma campanha na internet para arrecadar dinheiro. Jennifer acredita que foi por meio desta ação que o casal conseguiu a foto de Bryan.

No dia 21 de julho, o padrinho da criança estava passando pelo Jardim Nova Esperança de carro quando viu um casal com a foto da criança na mão pedir dinheiro. “Era um cartaz enorme pedindo ajuda como se ele estivesse vivo e como se fosse parente. Falava que já tinham arrecadado uma quantia em dinheiro, só que ainda não era o suficiente”, disse.

Bryan Felipe nasceu com microfecalia e morreu, em fevereiro, em decorrência do problema, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Bryan Felipe nasceu com microfecalia e morreu, em fevereiro, em decorrência do problema, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Bryan Felipe nasceu com microfecalia e morreu, em fevereiro, em decorrência do problema, em Goiânia (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Após tomar conhecimento, identificar e ouvir a suspeita, o delegado identificou outro delito: para se justificar, Bruna apresentou a foto de outro bebê, afirmando que ele também se chamava Bryan e era para ele que ela pedia ajuda.

No entanto, segundo o delegado, trata-se de Alfie Evans, um bebê que sofria de uma rara doença neurológica e morreu em abril deste ano, na Inglaterra. Depois de quase um ano e meio de tratamento, os médicos consideravam que não havia mais esperanças para a criança se recuperar. Com o aval da Justiça britânica, o Hospital Alder Hey, de Liverpool, desconectou o suporte vital do menino. O caso mobilizou até o Papa Francisco.

Questionada sobre o fato de ter apresentado a foto de outra criança que já havia morrido, Bruna se defendeu. “Mesmo se eu estivesse dando um golpe, não é o filho da menina. Eu trabalho de locução, eu ajudo várias crianças aqui em Goiânia, não é a primeira campanha que eu ajudo”, disse.

O bebê Alfie Evans em foto de 5 de abril de 2018 (Foto: Action4Alfie / AFP)O bebê Alfie Evans em foto de 5 de abril de 2018 (Foto: Action4Alfie / AFP)

O bebê Alfie Evans em foto de 5 de abril de 2018 (Foto: Action4Alfie / AFP)

Ameaça

Após o registro do caso, Jennifer afirma que foi ameaçada por Bruna por meio de uma mensagem de celular. No áudio, a suspeita diz que vai denunciar a mãe do menino, que estava “revoltada” e que o problema era dela por ter perdido o filho.

“Você vai engolir tudo isso que você falou. Engolir, entendeu? Eu vou te processar de tudo quanto é forma. Vou abrir boletim de ocorrência contra você. Se você soubesse o quanto eu estou revoltada com você. Você está me entendendo? Problema é seu se você perdeu seu filho”, disse Bruna no áudio.

Segundo o relato de Jennifer à TV Anhanguera, ela suspeita que Bruna, por meio das redes sociais, conseguiu o telefone ela e, a partir de então, começou a enviar os áudios em tom de ameaça. Depois de receber as mensagens, ela voltou ao 16º DP para registar uma nova ocorrência.

“Eu vim fazer uma ocorrência porque ela me ameaçava falando que eu estava fazendo coisa errada ia pagar por isso. Eu não a conheço e ela pegou, de má fé, fotos do meu filho da época em que fiz um pedido de ajuda para poder tentar salvar a vida dele”, contou.

Em relação ao áudio com a ameaça, o delegado ainda vai apurar a denúncia.

G1 Tocantins.

Após morte das filhas siamesas, empregada doméstica pede ajuda para voltar de Goiânia para o Tocantins

Abalada, ela conta que as gêmeas morreram logo após o parto. Jovem e o marido tiveram de pedir demissão por causa do tratamento na capital goiana e buscam novo trabalho.

Após a morte das filhas siamesas logo após o parto, a empregada doméstica Suely Tavares, de 28 anos, precisa de ajuda para voltar de Goiânia para o Tocantins, onde mora. A jovem também busca um emprego para ela e o marido, pois tiveram de pedir demissão para vir à capital goiana para o tratamento.

“A gente não tem dinheiro para a passagem de volta, mas também não adianta voltar e não ter emprego porque lá está ruim de trabalho. A gente está com as contas de água e luz vencidas porque não temos dinheiro”, conta a diarista.

Suely deu à luz no último dia 23 de maio, no Hospital Materno Infantil, especializado no tratamento de siameses. As meninas eram unidas pela cabeça, tórax e parte do abdômen e morreram duas horas depois do nascimento.

“O coração de uma delas parou e sobrecarregou o coração da outra, que parou logo depois, e elas vieram a óbito. Esperava poder voltar para casa com minhas filhas no colo”, lamenta.

Abalada com a perda das meninas, ela explica que tem uma consulta marcada para 18 de junho para checar a recuperação após o parto. Depois disso, ela precisa deixar a Casa de Apoio da Igreja Santo Expedito, onde está abrigada desde abril, quando que saiu de Gurupi, no Tocantins, para Goiânia.

Suely afirma que ela e o marido, Jonhatan Rocha, de 23 anos, aceitam qualquer tipo de trabalho. No Tocantins, ele já trabalhou de auxiliar de serviços gerais, ajudante de pedreiro e caseiro em fazenda.

Quem quiser entrar em contato com o casal por ir até a sede da Casa de Apoio da Igreja Santo Expedito, na esquina das ruas C-135 e C-149, no Setor Jardim América.

Será sepultada em Palmeirópolis a mulher que morreu atropelada em Goiânia ontem

A vítima atravessava a rodovia quando foi atingida pela motocicleta; PRF destaca que havia uma passarela poucos metros do acidente.

Eliane Nunes de Sousa de 40 anos morreu na manhã desta sexta-feira (23) após ser atropelada por uma motocicleta na BR-153, próximo a fábrica da Mabel, no perímetro urbano de Aparecida de Goiânia.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a vítima estava poucos metros de uma passarela, mas optou por atravessar a via correndo.

A concessionária da rodovia, Triunfo Concebra, informou que uma ambulância foi mandada até o local para socorrer a vítima, mas ela não resistiu e morreu antes da chagada do socorro.

O condutor da motocicleta, de 39 anos, foi resgatado em estado moderado e foi encaminhado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).

O corpo de Eliana Nunes foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade e depois seguido para Palmeirópolis no Tocantins onde está sendo velado e hoje a tarde será sepultado. 

Era uma mulher guerreira e respeitada por todos. A cidade está de luto pela perda inesperada de Eliana que partiu tão nova. Ela deixa três filhos (3) e uma neta. 

 

Vídeo: TV Serra Dourada Goiânia

Da redação/Mapadanoticia/emaisgoias

Morre 8ª paciente após surto de H1N1 no Hospital Vila São Cottolengo, em Goiânia

Rosa Maria dos Santos, 54, era uma das três diagnosticadas com influenza A que estavam no Hugo; além dela, outros sete pacientes morreram em 9 dias, mas as causas não foram confirmadas.

Ocorreu, no domingo (11), a oitava interna do Hospital Vila São Cottolengo após um surto de influenza A, causado pelo vírus H1N1 na unidade, em Trindade, na Região Metropolitana da capital.

Rosa Maria dos Santos, de 54 anos, era uma das três pacientes diagnosticadas com o vírus da doença e estava internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Goiânia.

Além dela, outros sete pacientes da unidade morreram em um prazo de nove dias, mas as causas das mortes deles não ainda foram confirmadas.

Em nota, a assessoria de comunicação da Vila São José Bento Cottolengo, em Trindade, informou que a morte foi ocasionada por sepse, que “pode ter sido agravada por complicações do quadro de H1N1, já que o paciente havia sido diagnosticado com a doença.” A unidade disse que aguarda vaga para que outro paciente seja encaminhado a uma UTI.

De acordo com a assessoria de imprensa do Hugo, Rosa Maria havia sido internada por conta de uma infecção pulmonar.

Ela estava em estado grave, em tratamento em uma UTI, respirando com ajuda de aparelhos, e morreu por volta das 17h40 de domingo.

Outros três internos da Vila São Cottolengo seguem internados no Hugo. Os pacientes têm 39, 43 e 50 anos, estão em estado grave e não possuem, segundo o hospital, previsão de alta.

O Hospital Vila São Cottolengo atende atualmente a 320 pessoas. Entre elas estão crianças, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social e comprometimento da saúde mental e motora.

Mortes

As outras 7 mortes ocorreram entre os dias 24 de fevereiro e 5 de março. O hospital informou, no sábado (10) que “não era possível informar se os óbitos estão diretamente relacionadas com o H1N1” identificado nos três pacientes hospitalizados.

De acordo com o diretor da unidade, Sandro Gomes Albino, das sete mortes, quatro foram motivadas por pneumonia.

Um caso encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) teve resultado negativo para H1N1. Os outros dois óbitos foram por outras causas não informadas.

Por sua vez, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou em nota divulgada no sábado que ainda não é possível afirmar o motivo das sete mortes.

Conforme o órgão, elas seguem sob investigação. As amostras já foram encaminhadas para um laboratório e não há prazo para que os laudos fiquem prontos.

A Secretaria de Saúde de Trindade também acompanha o caso. Em nota, a Vigilância Epidemiológica da cidade informou que acompanha a evolução dos pacientes e aguarda o resultado dos laudos.

Segundo a SES, após as análises apontarem três casos de Influenza A pelo vírus H1N1, medidas de tratamento foram adotadas. Entre elas está a quimioprofilaxia com o medicamento tamiflu.

O surto da doença foi confirmado por uma nota informativa divulgada pelos técnicos responsáveis pela investigação.

G1 Goiás

Prefeito morre após infarto em hospital de Goiânia

Segundo diretório do partido do político dele, Flávio Júnior Vilela passava por uma cirurgia no pâncreas. Ele deixa esposa e duas filhas.

O prefeito de Arenópolis, Flávio Júnior Vilela (MDB), morreu nesta sexta-feira (26), em Goiânia.

Segundo o diretório do partido, o político sofria de pancreatite e passava por uma cirurgia no Hospital Anis Rassi, quando sofreu um infarto fulminante e não resistiu.

A unidade de saúde informou por telefone, que não pode passar informações de pacientes da unidade.

Flávio tinha 29 anos, era casado e deixa esposa e duas filhas. O corpo dele foi levado para Arenópolis, onde está sendo velado, nesta tarde, no salão paroquial São Pedro. O enterro está previsto para ocorrer na manhã de sábado (27), ainda sem horário definido.

O vice-prefeito da cidade, Ovarci Vilela Faria (MDB), deve assumir a administração do município.

G1 Goiás

Polícia Civil localiza três irmãs que desapareceram em Aparecida de Goiânia

Delegado informou que as adolescentes, de 12, 13 e 17 anos, estão bem. Corporação descartou a possibilidade de sequestro.

A Polícia Civil localizou as três irmãs que estavam desaparecidas há cinco dias, em Aparecida de Goiânia. O delegado regional André Fernandes informou que as meninas, de 12, 13 e 17 anos estão bem. Ele havia descartado a possibilidade de sequestro.

Mãe das meninas, a costureira Valdivina Fernandes de Araújo, de 34, anos, se emocionou ao saber que as filhas haviam sido encontradas. Ela e a família foram para a delegacia encontrá-las.

“Foi muito difícil, estou chorando de alegria. Não sei nem descrever a alegria de saber que elas estão vivas e vou poder levar para casa”, comemora.

Pai das duas meninas mais novas, Diego Silva dos Santos, de 33 anos, agradeceu ao apoio dos policiais e da comunidade que ajudou nas buscas. “Maior alegria da minha vida, elas são tudo pra gente, para a família toda, quero abraçar, beijar, falar que amo elas demais”, disse.

Mãe das adolescentes se emociona ao saber que filhas foram encontradas em Aparecida de Goiânia (Foto: Paula Resende/G1)

As adolescentes foram vistas pelos parentes pela última vez no sábado (20). Segundo o pai, quando ele acordou as três não estavam mais na casa. A mais velha chegou a enviar uma mensagem para a mãe, na manhã de segunda-feira (22), pelas redes sociais pedindo ajuda.

“Mãe, eu estou presa em um lugar sem celular. Preciso de ajuda. Vão me levar para o Mato Grosso hoje. Estão me deixando louca, as meninas tentaram me ligar, mas não deixaram eu atender”, diz a mensagem.

Antes de encontrar as adolescentes, o delegado descartou a hipótese que elas estivessem em perigo e que informações obtidas pela corporação, que se encontram em sigilo, atestavam que as adolescentes estavam bem.

Ligação misteriosa

Pai de duas das meninas e padrasto da terceira, o pedreiro Diego Silva contou que ao G1 que, logo após sumir, uma das adolescentes ligou dizendo que estava com as irmãs em Inhumas e que “não queriam mais voltar”.

“Vi a porta aberta e quando olhei nos quartos elas não estavam lá. A gente está sem chão, não sabemos o que fazer. Uma chegou a ligar dizendo que estavam em Inhumas e que não queriam mais voltar, mas ela estava chorando muito, não sabemos se tem alguém forçando ela a dizer essas coisas. Logo em seguida a ligação caiu e não conseguimos mais falar”, contou o pai.

O pedreiro contou que não sabe o que pode ter acontecido ou como as filhas sumiram.

G1 Goiás

Polícia tenta localizar três irmãs que desapareceram há 5 dias em Goiás

Delegado afirma que sequestro foi descartado e que corporação faz buscas para levar adolescentes, de 17, 13 e 12 anos, para casa; filha mais velha enviou mensagem “pedindo ajuda” à mãe.

A delegado regional de Aparecida de Goiânia, André Fernandes, afirmou nesta quinta-feira (25) que a Polícia Civil está tentando localizar as três irmãs, de 17, 13 e 12 anos, desaparecidas há 5 dias na cidade.

O investigador disse que a corporação tem informações sigilosas que descartam a possibilidade de sequestro. A família recebeu uma mensagem da filha mais velha “pedindo ajuda”.

“Nós estamos com várias diligências, a investigação já está bem adiantada. O que a gente apurou é que elas saíram de casa, ainda não sabemos se acompanhadas de terceiros.

Mas a possibilidade de sequestro está descartada. Queremos entregar estas menores à tutela da família o mais rápido possível”, disse o delegado.

Vitória Fernandes Lopes, de 17 anos, Maria Eduarda Fernandes dos Santos, 13, e Ana Caroline Fernandes dos Santos, 12, foram vistas pelos parentes pela última vez no sábado (20).

Segundo o pai, quando ele acordou as três não estavam mais na casa. Vitória chegou a enviar uma mensagem para a mãe, na manhã de segunda-feira (22), pelas redes sociais.

“Mãe, eu estou presa em um lugar sem celular. Preciso de ajuda. Vão me levar para o Mato Grosso hoje. Estão me deixando louca, as meninas tentaram me ligar, mas não deixaram eu atender”, diz Vitória na mensagem.

Questionado sobre a possibilidade da mensagem de Vitória sugerir que ela e as irmãs estivessem em perigo, o delegado André Fernandes disse que informações obtidas pela corporação, que se encontram em sigilo, atestam que as adolescentes “estão bem” e “serão localizadas pela polícia”.

O vigilante Fernando Barbosa, tio das adolescentes, afirma que a família está desesperada sem ter informações sobre o que pode ter motivado o sumiço das menores de idade. “A polícia realmente tem nos dito que está acompanhando, que o caso está sendo apurado, mas nós não temos pistas, nem porque elas saíram, nem onde estão”.

“Enquanto elas não voltarem para casa a gente não fica em paz”, disse o tio.

Filha mais velha mandou mensagem para a mãe, em Aparecida de Goiânia (Foto: Instagram/Reprodução)

Ligação misteriosa

Pai de duas das meninas e padrasto da terceira, o pedreiro Diego Silva dos Santos, de 33 anos, contou que a família está desesperada a procura das adolescentes. Ele afirma que logo após sumir, uma delas ligou dizendo que estava com as irmãs em Inhumas e que “não queriam mais voltar”.

“Vi a porta aberta e quando olhei nos quartos elas não estavam lá. A gente está sem chão, não sabemos o que fazer. A Maria Eduarda chegou a ligar dizendo que estavam em Inhumas e que não queriam mais voltar, mas ela estava chorando muito, não sabemos se tem alguém forçando ela a dizer essas coisas. Logo em seguida a ligação caiu e não conseguimos mais falar”, contou o pai.

O pedreiro contou que não sabe o que pode ter acontecido ou como as filhas sumiram. Ele conta que está muito preocupada com as adolescentes e em especial com Maria Eduarda, que toma remédios controlados.

“Há uns dois ou três anos atrás ela começou a ter convulsões. Levamos ao médico e ele prescreveu uma medicação para evitar que ela desenvolvesse esquizofrenia, então ela precisa tomar os remédios para não ter convulsão”, completou.

G1 Goiás

Padrasto confirma ao juiz que matou menino asfixiado em Goiânia a pedido da mãe

Jeannie Oliveira diz que ex assassinou o filho dela porque não aceitava o fim do relacionamento; corpo de Jorginho, de 9 anos, foi encontrado em um matagal em maio deste ano.

O padrasto de Antônyo Jorge Ferreira da Silva, de 9 anos, acusado de matar o menino asfixiado, voltou a dizer durante audiência, na terça-feira (5), que cometeu o crime a pedido da mãe, em Goiânia. Renato Carvalho Lima deu detalhes sobre como matou Jorginho. Ao ser ouvida, Jeannie da Silva chorou, disse que foi enganada e que acredita que o ex assassinou o filho dela por não aceitar o fim do relacionamento.

A audiência ocorreu de portas fechadas, na tarde de terça-feira, no Fórum de Goiânia. Renato e Jeannie, que estão presos, chegaram escoltados pela polícia. O depoimento dos dois durou cerca de duas horas. Várias testemunhas já foram ouvidas e novos depoimentos ainda devem ser marcados.

O crime ocorreu no dia 19 de maio, no Setor Nunes de Morais. Dois dias depois, Renato e Jeannie foram até a Polícia Civil para registrar um falso desaparecimento. A mãe afirmou à Polícia Civil que o filho tinha sido sequestrado. No entanto, ela e o então namorado entraram em contradição, o casal passou a ser suspeito do crime e, no mesmo dia, Renato confessou que matou Jorginho estrangulado a pedido de Jeannie.

Conforme apuração, durante a audiência Renato, que já tinha confessado o crime à Polícia Civil, voltou a confirmar a autoria, mas entrou em contradição sobre horários e sobre como planejou o crime. Já Jeannie disse ao juiz que acredita que o crime tenha sido cometido porque o ex sentia ciúmes da relação dela com o filho, além de não aceitar o término da relação.Antônyo Jorge Ferreira foi morto asfixiado pelo padrasto, segundo a Polícia Civil (Foto: Divulgação/Polícia Civil

A avó da vítima e mãe de Jeannie, Rosângela Raniel da Silva, compareceu ao local. Chorando muito no corredor, a mulher reforçou a versão da filha. “Eu não durmo direito, não como direito, só pensando nisso. Porque a menina dentro da cadeia, e o menino morto. Este monstro fez isso para se vingar dela”, desabafou.

A defesa dos acusados não quis gravar entrevista.

Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram Renato explicando que matou Jorginho asfixiado e colocou o corpo em uma caixa de papelão. Em seguida, abandonou em uma matagal. “Passei um lençol no pescoço dele, abracei e dei um mata-leão, enforquei até ele ficar sem ar”, disse na gravação. Em outros vídeos, o padrasto aparece a caminho do chaveiro e volta passeando com o enteado em direção ao local onde ele foi morto. 

Mãe e padrasto presos suspeitos de matar garoto são apresentados pela polícia, em Goiânia

Denúncia

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou o casal no dia 6 de junho deste ano. De acordo com a denúncia, o crime foi motivado por um motivo fútil. “Consta no processo que a mãe estava doente e enfrentaria um longo tratamento e, por isso, não teria, não queria, continuar cuidando do filho e arquitetou toda a morte, que foi executada pelo namorado”, disse o promotor. 

Conforme o documento emitido pelo MP-GO, o casal é denunciado pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. Segundo o órgão, a mulher pediu ao companheiro que matasse o menino.

Para a defesa de Jeannie, no entanto, ela é inocente. “Todas as testemunhas falaram que ela não tem envolvimento no crime. Então acreditamos na absolvição dela”, explicou a advogada Rosângela Borges de Freitas.

Já o advogado que representa Renato disse apenas que o cliente confessou o crime e que não tinha outras informações sobre o caso para passar no momento.

G1 Goiás