Padrasto confirma ao juiz que matou menino asfixiado em Goiânia a pedido da mãe

Jeannie Oliveira diz que ex assassinou o filho dela porque não aceitava o fim do relacionamento; corpo de Jorginho, de 9 anos, foi encontrado em um matagal em maio deste ano.

O padrasto de Antônyo Jorge Ferreira da Silva, de 9 anos, acusado de matar o menino asfixiado, voltou a dizer durante audiência, na terça-feira (5), que cometeu o crime a pedido da mãe, em Goiânia. Renato Carvalho Lima deu detalhes sobre como matou Jorginho. Ao ser ouvida, Jeannie da Silva chorou, disse que foi enganada e que acredita que o ex assassinou o filho dela por não aceitar o fim do relacionamento.

A audiência ocorreu de portas fechadas, na tarde de terça-feira, no Fórum de Goiânia. Renato e Jeannie, que estão presos, chegaram escoltados pela polícia. O depoimento dos dois durou cerca de duas horas. Várias testemunhas já foram ouvidas e novos depoimentos ainda devem ser marcados.

O crime ocorreu no dia 19 de maio, no Setor Nunes de Morais. Dois dias depois, Renato e Jeannie foram até a Polícia Civil para registrar um falso desaparecimento. A mãe afirmou à Polícia Civil que o filho tinha sido sequestrado. No entanto, ela e o então namorado entraram em contradição, o casal passou a ser suspeito do crime e, no mesmo dia, Renato confessou que matou Jorginho estrangulado a pedido de Jeannie.

Conforme apuração, durante a audiência Renato, que já tinha confessado o crime à Polícia Civil, voltou a confirmar a autoria, mas entrou em contradição sobre horários e sobre como planejou o crime. Já Jeannie disse ao juiz que acredita que o crime tenha sido cometido porque o ex sentia ciúmes da relação dela com o filho, além de não aceitar o término da relação.Antônyo Jorge Ferreira foi morto asfixiado pelo padrasto, segundo a Polícia Civil (Foto: Divulgação/Polícia Civil

A avó da vítima e mãe de Jeannie, Rosângela Raniel da Silva, compareceu ao local. Chorando muito no corredor, a mulher reforçou a versão da filha. “Eu não durmo direito, não como direito, só pensando nisso. Porque a menina dentro da cadeia, e o menino morto. Este monstro fez isso para se vingar dela”, desabafou.

A defesa dos acusados não quis gravar entrevista.

Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram Renato explicando que matou Jorginho asfixiado e colocou o corpo em uma caixa de papelão. Em seguida, abandonou em uma matagal. “Passei um lençol no pescoço dele, abracei e dei um mata-leão, enforquei até ele ficar sem ar”, disse na gravação. Em outros vídeos, o padrasto aparece a caminho do chaveiro e volta passeando com o enteado em direção ao local onde ele foi morto. 

Mãe e padrasto presos suspeitos de matar garoto são apresentados pela polícia, em Goiânia

Denúncia

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou o casal no dia 6 de junho deste ano. De acordo com a denúncia, o crime foi motivado por um motivo fútil. “Consta no processo que a mãe estava doente e enfrentaria um longo tratamento e, por isso, não teria, não queria, continuar cuidando do filho e arquitetou toda a morte, que foi executada pelo namorado”, disse o promotor. 

Conforme o documento emitido pelo MP-GO, o casal é denunciado pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. Segundo o órgão, a mulher pediu ao companheiro que matasse o menino.

Para a defesa de Jeannie, no entanto, ela é inocente. “Todas as testemunhas falaram que ela não tem envolvimento no crime. Então acreditamos na absolvição dela”, explicou a advogada Rosângela Borges de Freitas.

Já o advogado que representa Renato disse apenas que o cliente confessou o crime e que não tinha outras informações sobre o caso para passar no momento.

G1 Goiás

Mãe e padrasto são presos suspeitos de espancar criança de 2 anos até a morte, em Goiás

Casal registrou ocorrência dizendo que criança morreu em decorrência de acidente de moto. Porém, investigação apontou lesões de agressões e comprovou que vítima foi estuprada.

A mãe e o padrasto do menino Bruno Diogo Dias Ferreira, de 2 anos e 8 meses, foram presos suspeitos de espancar a criança até a morte, em Goiânia.

De acordo com a Polícia Civil, o casal chegou a registrar um boletim de ocorrência dizendo que a criança tinha morrido em uma unidade de saúde em decorrência de um acidente de trânsito. Porém, a investigação apurou que existiam lesões em todo o corpo da vítima e um laudo comprovou que ela foi estuprada.

Bruno morreu no último dia 3 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Itaipu, na capital. Na ocasião, a mãe, Bruna Lucinda Batista Ferreira, de 28 anos, e o padrasto, Gedeon Alves dos Santos, de 24, chegaram pedindo socorro dizendo que o menino se recuperava de uma cirurgia após sofrer um acidente de moto com uma tia.

Na época, o Conselho Tutelar foi acionado e recebeu denúncias de que o menino era vítima de maus-tratos e constantemente agredido. Assim, o órgão procurou a Polícia Civil e o caso passou a ser apurado pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), que solicitou laudos sobre a morte de Bruno.

“Diante dessas suspeitas, instauramos a investigação. Laudos mostraram que ele tinha lesões em todos os lugares. O fígado foi dilacerado, o pâncreas partido ao meio e tinham várias lesões na cabeça”, disse o delegado Danillo Proto, responsável pelo caso.

Prisão

A mãe e o padrasto foram presos na última terça-feira (14) depois de fugir de casa. Antes, segundo a polícia, eles incendiaram o imóvel em que moravam na tentativa de esconder provas do crime e falar que o fogo foi colocado por vizinhos.

O delegado diz que, ao ser questionado sobre a morte de Bruno, Gedeon confessou o crime com frieza, inclusive confessando que usou um amassador de legumes para estuprar a vítima. Proto afirmou que, apesar da mãe negar, ela sabia das agressões e foi conivente com o assassinato do filho.

Ao ser apresentada na delegacia, na manhã desta segunda-feira (20), Bruna negou qualquer envolvimento com o crime. “Eu não sabia que ele ia fazer isso. Eu já vi ele batendo no meu filho duas vezes e eu falei que se ele fizesse de novo eu ia largar dele. Eu errei em confiar nele. Agora só sinto ódio dele. Estou como monstra aqui, mas eu não fiz nada disso”, se defendeu.

Já Gedeon confirmou o assassinato e disse que não sabe o motivo de tê-lo cometido. “Não sei por que fiz isso. Bati nele em um momento de raiva”, afirmou.

O padrasto relatou que já tinha agredido a criança outras vezes. “Já bati usando um monte de coisas que não podia. Dessa vez eu usei esse pilão, bati na cabeça dele. Aí depois eu coloquei o pilão dentro dele”, narrou, se referindo ao estupro.

O casal vai responder por homicídio triplamente qualificado e incêndio. Além disso, Gedeon também vai responder por estupro de vulnerável.

Revolta

Vizinhos do casal acompanharam a apresentação dos presos na delegacia e estavam revoltados.

“Ela sabia de tudo. A gente via as agressões e falava que se ela não quisesse criar, que desse pra gente, que a gente cuidava. Ela é culpada, é um monstro”, reclamou a servente Monica Rodrigues de Oliveira.

 G1/Goiás

Goiânia já tem 30 postos com falta de combustível por causa do protesto contra alta nos preços

Grupo bloqueia as entradas das distribuidoras desde a madrugada de segunda-feira (13). Com isso, produtos não estão sendo reabastecidos.

O protesto contra o aumento no preço dos combustíveis continua a bloquear a entrada de distribuidoras da Grande Goiânia na manhã desta terça-feira (14). De acordo com informações do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), a manifestação já faz com que pelo menos 30 postos trabalhem com falta de algum tipo de combustível para atender os clientes.

O ato começou na madrugada de segunda-feira (13) e bloqueou a porta de distribuidoras localizadas em sete polos em Goiânia e Senador Canedo, na Região Metropolitana da capital. Elas são responsáveis pelo fornecimento para todo o estado.

De acordo com Antônio Carlos de Lima, representante do Sindiposto, a situação do desabastecimento deve piorar ao longo do dia. “Até as 9h desta terça-feira eram pelo menos 30 postos que já trabalhavam na Grande Goiânia sem algum tipo de combustível, então, se a situação não for resolvida hoje, há um risco de desabastecimento, pois essas distribuidoras não funcionam no fim de semana. Sem contar que ainda tem o feriado nesta quarta-feira”, destacou.

Segundo o sindicato, cerca de 250 caminhões esperam nesta manhã nas portas das distribuidoras para carregar o combustível.”Estamos enfrentando dois problemas, que é o preço alto e o risco de desabastecimento. Com isso, muitos consumidores estão correndo aos postos para tentar abastecer e correm o risco de não ter o atendimento”, destacou.

Em Goiânia, o litro da gasolina comum pode chegar a R$ 4,49 e o do etanol a R$ 3,29. De acordo com o presidente da Cooperativa de Motoristas Particulares do Estado de Goiás (Coompago), Fabrício Nélio Feitoza, um dos líderes do movimento, enquanto esses valores não forem reduzidos, o protesto vai continuar.

“Não vamos sair daqui enquanto as autoridades não fizerem algo. Não há condições de manter os nossos orçamentos assim, então, os motoristas que estão aqui vão seguir firmes até o governo dialogue sobre a questão”, disse.

Transtornos

O site fez um giro pelos postos da capital e constatou que já há falta de alguns tipos de combustíveis. “Aqui acabou tudo. O etanol acabou na segunda feira e a gasolina agora de manhã. É só vai normalizar quando desbloquear as distribuidoras. Apesar do movimento baixo nos últimos dias, ontem e hoje o pessoal já procurou mais, com medo de que acabe em todo lugar e aí ficar sem combustível pra andar”, disse a auxiliar de um posto no Setor Vila Nova, Rafaela Matsuka.

O motorista de aplicativos de transporte Maycom Sander Magalhães tentou abastecer o carro com etanol, mas foi informado que não havia mais no posto. “Antes eu gastava R$ 50 por dia. Agora é entre R$ 75, R$ 80. Isso no fim do mês faz muita diferença. E não compensa abastecer com gasolina, é muito mais caro e não rende tanto. O jeito é procurar outro posto que tenha etanol”, afirmou.

O locatário de imóveis Sebastião Camilo Braga diz que a alta no preço dos combustíveis prejudica todos os setores. “Tudo precisa ser transportado de um lugar para o outro, então como depende do combustível, tudo fica mais caro, como a comida, remédios, tudo”, disse.

Em outro posto no Setor Pedro Ludovico, o gerente Rogério Gomes afirma que o estoque está baixo, mas ainda dá para trabalhar até o feriado da Proclamação da República. Apesar da queda no movimento, ele apoia o protesto dos motoristas.

“Tem realmente que se fazer algo para diminuir essas pressões. Não é só o motorista que sofre com esses aumentos, os postos também, porque o movimento cai bastante. O pessoal não abastece mais a mesma quantidade de antes”, disse.

Protesto

O protesto começou por volta das 5h de segunda-feira. O grupo é formado por motoristas, caminhoneiros, mototaxistas, taxistas e motoristas de aplicativos. Os manifestantes se reuniram em frente ao estacionamento do Estádio Serra Dourada e seguiram pela GO-020 até a porta das distribuidoras em Senador Canedo.

Os manifestantes reclamam do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é de 30% para a gasolina e de 25% para o etanol. Eles também protestam contra a prática de cartel entre os postos, padronizando os preços. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), Goiânia tem o valor médio do litro da gasolina mais caro do país.

Em nota divulgada na segunda-feira (13), a Secretaria da Fazenda negou que o aumento dos preços ocorreu por causa do ICMS cobrado dos postos. “Embora a alíquota do ICMS de combustível seja aparentemente elevada, ela está em linha com a tributação que diversos estados brasileiros praticam. Grande parte deles cobra entre 25% e 31%”. Ainda de acordo com a secretaria, a “última alteração da alíquota de gasolina fará dois anos em janeiro, que passou de 27% para 28%, mais os 2% de contribuição do Fundo Protege. De lá para cá, no entanto, vários aumentos de preços foram repassados ao consumidor. Além disso, existem diversos benefícios fiscais que diminuem a carga tributária do etanol (25%), diesel (16%) e etanol anidro (que é misturado à gasolina). No caso do etanol, a maioria das usinas também tem o benefício somado do Produzir, resultando em carga tributária real entre 9% e 11%.”

O representante do Sindiposto, Antônio Carlos de Lima, afirma que não existe essa prática criminosa no setor. “Para ter cartel, tem que ter combinação prévia, dolosa e com fim de manipular mercado. Até hoje nenhum dono de posto foi condenado por cartel no estado de Goiás. Na Justiça não se prova a combinação prévia, dolosa e com fim de manipular mercado”, justificou.

Ação contra os postos

Por causa do preço do etanol, a Superintendência Estadual de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon-GO) propôs uma ação contra 60 postos de combustíveis suspeitos de aumento abusivo no valor do combustível. Segundo o órgão, alguns estabelecimentos tiveram lucro de até 120% em Goiânia. 

O reajuste também influencia no valor da gasolina.“A elevação do etanol sem justa causa está mantendo o preço da gasolina do jeito que está, elevado desta forma por falta de opção do consumidor de buscar o outro combustível”, afirma a superintende do Procon-GO, Darlene Araújo.

A superintendência informou que pesquisou o preço do etanol em 160 estabelecimentos entre o fim do mês de outubro e início de novembro. Conforme o levantamento, o lucro bruto dos postos de combustíveis saltou de R$ 0,24 para R$ 0,53 por litro de etanol vendido, sem justificativa, nestas 60 unidades. O Procon-GO divulgou a lista dos postos acionados no site do órgão.

O advogado do Sindiposto defendeu que a atitude dos estabelecimentos acionados não é ilegal. A entidade, que representa grande parte dos postos da capital, informou ainda que a postura foi adotada pela minoria.

“Ter lucro no comercio não é proibido. Há 1.620 postos, destes, 60 estavam querendo ganhar um lucro maior que os outros. Que mal há nisso? Não é proibido ter lucro. Na visão do Sindiposto, é prática normal de comerciantes quererem ter lucro. Como tem até 40 centavos de diferença de preço, cabe o consumidor procurar onde está mais barato”, disse Antônio Carlos ao G1.

A Polícia Civil está investigando a formação de cartel entre postos de combustíveis de Goiânia. Segundo a corporação, o processo está em andamento na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Consumidor. O Procon também acredita nessa prática.

Manifestantes bloqueiam distribuidora de combustíveis em Goiânia e Senador Canedo (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

 

G1/Goiás

Homem morre durante incêndio dentro de casa em Goiás

Segundo Corpo de Bombeiros, Ernesto Cardoso dos Santos, 49, estava com hematomas, queimaduras, e pode ter morrido em decorrência da intoxicação.

Um homem de 49 anos morreu, neste sábado (11), durante um incêndio na casa dele, em Goiânia. De acordo com o Corpo de Bombeiros, Ernesto Cardoso dos Santos estava com hematomas, queimaduras pelo corpo e pode ter morrido em decorrência de intoxicação pela fumaça. A suspeita é que o fogo tenha sido acidental.

A diarista Juliana da Silva Justino, vizinha da vítima, foi quem acionou o Corpo de Bombeiros. Ela contou que acordou assustada com a fumaça. “Eu estava dormindo, aí acordei sentindo aquele forte cheiro de queimado, aquela fumaça. Eu me assustei e levantei, quando olhei pro barraco do lado estava saindo muita fumaça de dentro, aí chamamos os bombeiros na hora”, disse.

O incêndio ocorreu por volta de 4h40 deste sábado, na Rua BV 9, no Setor Boa Vista, na região noroeste da capital. Ao ver o fogo, vizinhos arrombaram a porta, que estava trancada, e entraram no imóvel. De acordo com testemunhas, os vizinhos combateram o fogo antes da chegada dos bombeiros, mas o homem já estava morto.

De acordo com a corporação, há a suspeita que o fogo tenha começado a partir de um curto circuito em uma TV de tubo. A Polícia Técnico-Científica foi acionada para fazer perícia no local.

Segundo Juliana, a casa tem um cômodo e fica dentro do mesmo lote onde o irmão da vítima mora. “É um barraco pequeno, que divide espaço com o irmão. Ele morava sozinho neste barracão. Foi uma situação bem triste que a gente não tem ideia de como aconteceu”, afirmou.

G1 entrou em contato com o Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, que informou que o corpo não havia sido liberado até as 8h45 deste sábado.

G1/GO

Acidente entre ônibus de turismo e caminhão deixa feridos na BR-153

Dois homens foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e levados para o Hugo; segundo hospital, pacientes estão com estado de saúde estável.

Duas pessoas ficaram feridas após um ônibus de turismo bater na traseira de um caminhão, nesta segunda-feira (25), na BR-153, em Goiânia. De acordo com o Corpo de Bombeiros, um jovem de 28 anos e um homem de 31 foram socorridos e levados para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a pista está parcialmente interditada.

A assessoria de imprensa do Hugo informou em nota que os dois pacientes estão estáveis e são atendidos pela equipe médica da unidade. Ambos já passaram por exames e respiram de forma espontânea.

O acidente aconteceu por volta das 5h30, no km 503 da rodovia, no Bairro Santo Antônio, região sul da capital. Conforme a assessoria de comunicação da PRF, ainda não há informações sobre o que pode ter causado a colisão. Além dos dois feridos levados ao hospital, um passageiro do ônibus sofreu escoriações e foi atendido pelos bombeiros no local.

Em entrevista à TV Anhanguera, um dos motoristas do ônibus, que estava descansando enquanto o colega dele pilotava, disse que o veículo estava com oito passageiros e, como todos estavam dormindo, ninguém sabe dizer o que pode ter provocado a colisão. O ônibus saiu de Curitiba e desembarcaria os passageiros na Rodoviária de Goiânia.

Por conta da interdição parcial da pista, o trânsito é lento no trecho. “É importante redobrar a atenção no trecho, que enfrenta um grande engarrafamento por conta deste horário de fluxo intenso na rodovia”, alertou o inspetor Newton Morais.

G1/GO

Operário morre após sofrer choque elétrico enquanto limpava caixa d’água de escola

Segundo o Corpo de Bombeiros, profissional sofreu uma descarga enquanto realizada o serviço; colega ficou ferido. Advogado do colégio diz que fio de máquina estava desencapado.

Um operário de 22 anos morreu nesta segunda-feira (11) enquanto fazia a limpeza da caixa d’água da Escola Princípios, no Setor Sudoeste, em Goiânia. Segundo o Corpo de Bombeiros, Valdiego Lucas de Souza Silva, de 22 anos, sofreu um choque elétrico no momento em que realizava o serviço.

A vítima trabalhava havia três anos na empresa Amil Desentupimento e Dedetização. Semestralmente, ela ia até a escola para realizar o trabalho. O colega de trabalho de Valdiego, Valdeíres da Silva Aragão, de 31 anos, ficou ferido. Ele foi levado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). O estado de saúde dele é considerado regular.

A Polícia Técnico-Científica esteve no local. De acordo com o advogado da escola, Lucas Fernandes, a informação é que o servidor acabou sendo eletrocutado com um aparelho que ele mesmo utilizava.

“O que foi detectado é que ele usava uma bomba d’água para a retirada da água da caixa. Esse equipamento estaria com os fios desencapados, provocando o curto circuito”, disse.

Procurado, o diretor da Amil, Augusto Lima, disse que só vai comentar a questão após o resultado da perícia.

Na escola, estudam alunos da educação infantil e fundamental. Por conta do incidente, as aulas foram suspensas nesta segunda-feira.

O caso deve ser investigado pelo 20º DP.

G1/GO

Corpo de ex-prefeito Nion Albernaz é velado no Palácio da Esmeraldas, em Goiânia

Político sofreu falência múltipla de órgãos. Parentes e autoridades prestam homenagens ao ex-administrador da capital.

O corpo do ex-prefeito de Goiânia Nion Albernaz está sendo velado no Palácio das Esmeraldas, na capital, nesta quarta-feira (6). Ele morreu às 15h, na casa onde morava, segundo membros da família. Amigos, parentes e autoridades estão presentes para se despedir do político.

Por volta de 20h30 o corpo chegou ao local e até por volta de 21h20 o velório foi restrito para os parentes de Nion. Após este horário, o espaço foi aberto para o público. Conforme nota divulgada pela família, Nion sofreu falência múltipla de órgãos enquanto estava na casa que morava, em Goiânia. O enterro está previsto para as 10h desta quinta-feira (7) no Cemitério Santana.

Carreira

Nion foi prefeito de Goiânia por três vezes, entre 1983 e 1986, depois de 1989 e 1992 e pela terceira vez de 1997 a 2000. Ele ficou conhecido por ter investdo na arborização e planejamento urbano da capital.

Ele começou a trajetória política como vereador, em Goiânia, quando eleito em 1957. Nion chegou a ser presidente da Câmara Municipal. O ex-prefeito também esteve à frente da Companhia de Habitação de Goiás e foi diretor-geral da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Luto

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), decretou luto oficial pela morte do ex-prefeito, cancelou as agendas desta quarta-feira no interior do estado. Por meio de redes sociais, ele lamentou a morte de Nion. Na publicação ele afirmou que Albernaz “foi um grande líder político e um ser humano generoso e de honradez única”. 

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), também lamentou o falecimento de Nion. Conforme nota divulgada, ele afirma que “os dois têm longa história juntos, marcada sempre por muito respeito recíproco e admiração mútua”. O adminsitrador também decretou luto oficial de três dias na capital por causa da morte do colega.

Ex-prefeito de Goiânia Nion Albernaz morre após falência múltipla de órgãos (Foto: Reprodução/TV Anahnguera)
Luto

G1/GO

Carro capota, pega fogo e mata ocupante carbonizado

Outra pessoa que estava no veículo foi socorrida e levada para Cais; Vítimas ainda não foram identificadas.

Uma pessoa ainda não identificada morreu, nesta sexta-feira (1°), após o carro em que ela estava capotar e pegar fogo, em Aparecida De Goiânia, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo apurou a TV Anhanguera, um segundo ocupante do veículo ficou ferido, foi socorrido e levado para o Cais Chácara do Governador, mas ainda não se sabe o estado de saúde dele.

G1 entrou em contato com a unidade de saúde, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

O acidente aconteceu por volta das 4h desta sexta-feira, na Avenida Primária 8, no Distrito Agroindustrial de Aparecida de Goiânia, próximo ao Complexo Prisional. Marcas de freada e pedaços do carro ficaram espalhados pela pista, que foi parcialmente interditada pela Polícia Militar.

Equipes da PM e do Corpo de Bombeiros aguardam a chegada da Polícia Técnico-Científica para realização da perícia e para que o Instituto Médico Legal faça a remoção do corpo e inicie o processo de identificação da vítima.

A pista é uma das principais vias do distrito, é bem sinalizada e está com o asfalto em boas condições.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

G1/GO

Jovem é sequestrado por fazendeiro por conta de dívida de R$ 800 mil

Segundo delegado, pai da vítima intermediou venda de gado que não foi paga por frigorífico. Rapaz ficou refém dos sequestradores por mais de 30h, em Barro Alto. 

Um jovem de 26 anos foi resgatado após ficar 30h refém em um cativeiro em Barro Alto, na região norte de Goiás. De acordo com a Polícia Civil, o sequestro foi praticado por fazendeiros que queriam cobrar uma dívida de mais de R$ 800 mil relativa à venda de gado feita a um frigorífico, intermediada pelo pai dele.

Segundo o delegado Kleiton Manoel da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), todos os envolvidos no sequestro já foram identificados, e a polícia faz buscas para prendê-los. Em entrevista à TV Anhanguera, ele conta que a negociação do resgate era feita entre os criminosos e a família da vítima, e as informações eram repassadas à corporação.

“Estes fazendeiros sequestraram o filho, para que o pai intermediasse, junto ao frigorífico, a liberação de recursos para pagar a dívida de mais de R$ 800 mil. As negociações foram muito intensas, os familiares nos passavam os detalhes e eram orientados. Felizmente a vítima está bem, e já se encontra no seio familiar”, contou o delegado.

O jovem foi seqüestrado por volta de 11h de segunda-feira (21), no momento em que saía do escritório de contabilidade onde trabalha, no Jardim Goiás, na região sul de Goiânia. Ele foi levado de carro o cativeiro em Barro Alto. Segundo a Polícia Civil, os criminosos podem ter percebido a presença de policiais na região e resolveram soltar a vítima.

Ele foi liberado às 17h de terça-feira (22), às margens de uma rodovia em Cocalzinho de Goiás. O delegado afirma que os fazendeiros contaram com a ajuda de outras pessoas para cometer o sequestro.

“Participaram seis pessoas: dois fazendeiros, o filho de um deles, dois cobradores que vieram do estado do Pará para ajudar, e outro morador da região. Ainda não foram presos, mas já possuímos equipes na região para capturá-los”, explicou.

 G1/GO

Garoto de programa é preso suspeito de matar cliente atropelado após encontro em Goiânia

Segundo polícia, jovem alegou que, depois do programa, vítima não pagou e disse que teria lhe transmitido Aids. Mãe nega que filho era portador da doença: ‘É mentira’.

Um garoto de programa de 21 anos foi preso suspeito de matar um cliente, de 52, após os dois saírem de um motel em Goiânia. Segundo a Polícia Civil, Raul Victor Ribeiro de Carvalho alegou que depois de manterem relações sexuais sem preservativo, o estoquista Walter Soares da Silva Júnior disse que teria lhe passado Aids, além de não pagar pelo programa. Os dois discutiram e quando a vítima desceu do carro, o jovem o atropelou e fugiu. 

Walter foi morto ao ser atropelado em Goiânia após programa em motel (Foto: Arquivo pessoal)
Walter foi morto ao ser atropelado em Goiânia após programa em motel (Foto: Arquivo pessoal)

O crime aconteceu na noite de sexta-feira (18), na Avenida Perimetral e até então era tratado como um acidente de trânsito. Porém, a polícia recebeu uma denúncia anônima e começou a investigar a morte como homicídio.

Raul foi preso na segunda-feira (21), em casa. Ele contou à polícia que conheceu Walter pela internet há cerca de dois meses e que esse já era o terceiro programa que eles tinham combinado. Porém, ao final do encontro, os dois tiveram uma discussão.

“Eles discutiram, segundo o Raul Victor, pelo fato do Walter ter tirado o preservativo na hora da relação sexual. Na hora do pagamento, ele disse que não iria pagar e teria afirmado: ‘Eu vou te dar, na verdade, um presente. É o vírus [HIV] que está dentro de você'”, contou. Em sua apresentação à imprensa nesta terça-feira (22), o rapaz cobriu o rosto e ficou em silêncio.

Durante sua apresentação, Raul tapou o rosto e preferiu ficar em silêncio (Foto: Sílvio Túlio/G1)
Durante sua apresentação, Raul tapou o rosto e preferiu ficar em silêncio (Foto: Sílvio Túlio/G1)

Os dois saíram do motel ainda brigando e alguns metros depois, o estoquista desceu do carro. O garoto de programa alega que Walter pegou um tijolo para acertar o veículo e então resolveu atropelá-lo sem prestar socorro em seguida. Foram encontradas marcas de sangue da vítima cerca de 80 metros de distância do atropelamento. No entanto, ainda está sendo investigado se a vítima foi arrastada pelo carro do suspeito ou de outra pessoa.

O veícuolo usado no crime, um GM Corsa de cor branca, pertence ao irmão de Raul e foi apreendido na casa do pai dele já com o para-brisas – danificado no dia do assassinato – consertado.

O delegado disse que ainda não é possível confirmar se Walter era soropositivo e se Raul também teria sido contaminado pela doença.

O suspeito deve responder por homicídio. Se for condenado, pode pegar até 30 anos de prisão.

Mãe de Walter negou que filho era portador da doença: 'É mentira' (Foto: Sílvio Túlio/G1)
Mãe de Walter negou que filho era portador da doença: ‘É mentira’ (Foto: Sílvio Túlio/G1)

Mãe nega doença

A família de Walter esteve na delegacia. Muito abalada e chorando copiosamente, a mãe dele, a aposentada Jorcelina Pereira da Silva, de 72 anos, cobrava Justiça e negou que o filho tinha Aids.

“É mentira. Meu filho se cuidava muito”, afirmou.

Segundo a idosa, o estoquista já é divorciado e deixa um filho de 21 anos e uma neta, de 1. Ela disse que descobriu, pelo celular do filho, que o crime foi cometido por conta de R$ 70, valor cobrado pelo programa.

A vítima trabalhou durante oito anos em uma indústria farmacêutica em Catalão, no sudeste de Goiás. Porém, havia perdido o emprego e vivia há um ano com a mãe, em Goiânia.

“Você não imagina o que estou passando. Não como e não durmo. Minha vida é só chorar. Eu quero Justiça”, desabafou.

Carro usado no atropelamento foi apreendido pela polícia e será periciado (Foto: Sílvio Túlio/G1)
Carro usado no atropelamento foi apreendido pela polícia e será periciado (Foto: Sílvio Túlio/G1)
 G1/GO