Após morte das filhas siamesas, empregada doméstica pede ajuda para voltar de Goiânia para o Tocantins

Abalada, ela conta que as gêmeas morreram logo após o parto. Jovem e o marido tiveram de pedir demissão por causa do tratamento na capital goiana e buscam novo trabalho.

Após a morte das filhas siamesas logo após o parto, a empregada doméstica Suely Tavares, de 28 anos, precisa de ajuda para voltar de Goiânia para o Tocantins, onde mora. A jovem também busca um emprego para ela e o marido, pois tiveram de pedir demissão para vir à capital goiana para o tratamento.

“A gente não tem dinheiro para a passagem de volta, mas também não adianta voltar e não ter emprego porque lá está ruim de trabalho. A gente está com as contas de água e luz vencidas porque não temos dinheiro”, conta a diarista.

Suely deu à luz no último dia 23 de maio, no Hospital Materno Infantil, especializado no tratamento de siameses. As meninas eram unidas pela cabeça, tórax e parte do abdômen e morreram duas horas depois do nascimento.

“O coração de uma delas parou e sobrecarregou o coração da outra, que parou logo depois, e elas vieram a óbito. Esperava poder voltar para casa com minhas filhas no colo”, lamenta.

Abalada com a perda das meninas, ela explica que tem uma consulta marcada para 18 de junho para checar a recuperação após o parto. Depois disso, ela precisa deixar a Casa de Apoio da Igreja Santo Expedito, onde está abrigada desde abril, quando que saiu de Gurupi, no Tocantins, para Goiânia.

Suely afirma que ela e o marido, Jonhatan Rocha, de 23 anos, aceitam qualquer tipo de trabalho. No Tocantins, ele já trabalhou de auxiliar de serviços gerais, ajudante de pedreiro e caseiro em fazenda.

Quem quiser entrar em contato com o casal por ir até a sede da Casa de Apoio da Igreja Santo Expedito, na esquina das ruas C-135 e C-149, no Setor Jardim América.

Será sepultada em Palmeirópolis a mulher que morreu atropelada em Goiânia ontem

A vítima atravessava a rodovia quando foi atingida pela motocicleta; PRF destaca que havia uma passarela poucos metros do acidente.

Eliane Nunes de Sousa de 40 anos morreu na manhã desta sexta-feira (23) após ser atropelada por uma motocicleta na BR-153, próximo a fábrica da Mabel, no perímetro urbano de Aparecida de Goiânia.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a vítima estava poucos metros de uma passarela, mas optou por atravessar a via correndo.

A concessionária da rodovia, Triunfo Concebra, informou que uma ambulância foi mandada até o local para socorrer a vítima, mas ela não resistiu e morreu antes da chagada do socorro.

O condutor da motocicleta, de 39 anos, foi resgatado em estado moderado e foi encaminhado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo).

O corpo de Eliana Nunes foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da cidade e depois seguido para Palmeirópolis no Tocantins onde está sendo velado e hoje a tarde será sepultado. 

Era uma mulher guerreira e respeitada por todos. A cidade está de luto pela perda inesperada de Eliana que partiu tão nova. Ela deixa três filhos (3) e uma neta. 

 

Vídeo: TV Serra Dourada Goiânia

Da redação/Mapadanoticia/emaisgoias

Morre 8ª paciente após surto de H1N1 no Hospital Vila São Cottolengo, em Goiânia

Rosa Maria dos Santos, 54, era uma das três diagnosticadas com influenza A que estavam no Hugo; além dela, outros sete pacientes morreram em 9 dias, mas as causas não foram confirmadas.

Ocorreu, no domingo (11), a oitava interna do Hospital Vila São Cottolengo após um surto de influenza A, causado pelo vírus H1N1 na unidade, em Trindade, na Região Metropolitana da capital.

Rosa Maria dos Santos, de 54 anos, era uma das três pacientes diagnosticadas com o vírus da doença e estava internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Goiânia.

Além dela, outros sete pacientes da unidade morreram em um prazo de nove dias, mas as causas das mortes deles não ainda foram confirmadas.

Em nota, a assessoria de comunicação da Vila São José Bento Cottolengo, em Trindade, informou que a morte foi ocasionada por sepse, que “pode ter sido agravada por complicações do quadro de H1N1, já que o paciente havia sido diagnosticado com a doença.” A unidade disse que aguarda vaga para que outro paciente seja encaminhado a uma UTI.

De acordo com a assessoria de imprensa do Hugo, Rosa Maria havia sido internada por conta de uma infecção pulmonar.

Ela estava em estado grave, em tratamento em uma UTI, respirando com ajuda de aparelhos, e morreu por volta das 17h40 de domingo.

Outros três internos da Vila São Cottolengo seguem internados no Hugo. Os pacientes têm 39, 43 e 50 anos, estão em estado grave e não possuem, segundo o hospital, previsão de alta.

O Hospital Vila São Cottolengo atende atualmente a 320 pessoas. Entre elas estão crianças, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social e comprometimento da saúde mental e motora.

Mortes

As outras 7 mortes ocorreram entre os dias 24 de fevereiro e 5 de março. O hospital informou, no sábado (10) que “não era possível informar se os óbitos estão diretamente relacionadas com o H1N1” identificado nos três pacientes hospitalizados.

De acordo com o diretor da unidade, Sandro Gomes Albino, das sete mortes, quatro foram motivadas por pneumonia.

Um caso encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) teve resultado negativo para H1N1. Os outros dois óbitos foram por outras causas não informadas.

Por sua vez, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou em nota divulgada no sábado que ainda não é possível afirmar o motivo das sete mortes.

Conforme o órgão, elas seguem sob investigação. As amostras já foram encaminhadas para um laboratório e não há prazo para que os laudos fiquem prontos.

A Secretaria de Saúde de Trindade também acompanha o caso. Em nota, a Vigilância Epidemiológica da cidade informou que acompanha a evolução dos pacientes e aguarda o resultado dos laudos.

Segundo a SES, após as análises apontarem três casos de Influenza A pelo vírus H1N1, medidas de tratamento foram adotadas. Entre elas está a quimioprofilaxia com o medicamento tamiflu.

O surto da doença foi confirmado por uma nota informativa divulgada pelos técnicos responsáveis pela investigação.

G1 Goiás

Prefeito morre após infarto em hospital de Goiânia

Segundo diretório do partido do político dele, Flávio Júnior Vilela passava por uma cirurgia no pâncreas. Ele deixa esposa e duas filhas.

O prefeito de Arenópolis, Flávio Júnior Vilela (MDB), morreu nesta sexta-feira (26), em Goiânia.

Segundo o diretório do partido, o político sofria de pancreatite e passava por uma cirurgia no Hospital Anis Rassi, quando sofreu um infarto fulminante e não resistiu.

A unidade de saúde informou por telefone, que não pode passar informações de pacientes da unidade.

Flávio tinha 29 anos, era casado e deixa esposa e duas filhas. O corpo dele foi levado para Arenópolis, onde está sendo velado, nesta tarde, no salão paroquial São Pedro. O enterro está previsto para ocorrer na manhã de sábado (27), ainda sem horário definido.

O vice-prefeito da cidade, Ovarci Vilela Faria (MDB), deve assumir a administração do município.

G1 Goiás

Polícia Civil localiza três irmãs que desapareceram em Aparecida de Goiânia

Delegado informou que as adolescentes, de 12, 13 e 17 anos, estão bem. Corporação descartou a possibilidade de sequestro.

A Polícia Civil localizou as três irmãs que estavam desaparecidas há cinco dias, em Aparecida de Goiânia. O delegado regional André Fernandes informou que as meninas, de 12, 13 e 17 anos estão bem. Ele havia descartado a possibilidade de sequestro.

Mãe das meninas, a costureira Valdivina Fernandes de Araújo, de 34, anos, se emocionou ao saber que as filhas haviam sido encontradas. Ela e a família foram para a delegacia encontrá-las.

“Foi muito difícil, estou chorando de alegria. Não sei nem descrever a alegria de saber que elas estão vivas e vou poder levar para casa”, comemora.

Pai das duas meninas mais novas, Diego Silva dos Santos, de 33 anos, agradeceu ao apoio dos policiais e da comunidade que ajudou nas buscas. “Maior alegria da minha vida, elas são tudo pra gente, para a família toda, quero abraçar, beijar, falar que amo elas demais”, disse.

Mãe das adolescentes se emociona ao saber que filhas foram encontradas em Aparecida de Goiânia (Foto: Paula Resende/G1)

As adolescentes foram vistas pelos parentes pela última vez no sábado (20). Segundo o pai, quando ele acordou as três não estavam mais na casa. A mais velha chegou a enviar uma mensagem para a mãe, na manhã de segunda-feira (22), pelas redes sociais pedindo ajuda.

“Mãe, eu estou presa em um lugar sem celular. Preciso de ajuda. Vão me levar para o Mato Grosso hoje. Estão me deixando louca, as meninas tentaram me ligar, mas não deixaram eu atender”, diz a mensagem.

Antes de encontrar as adolescentes, o delegado descartou a hipótese que elas estivessem em perigo e que informações obtidas pela corporação, que se encontram em sigilo, atestavam que as adolescentes estavam bem.

Ligação misteriosa

Pai de duas das meninas e padrasto da terceira, o pedreiro Diego Silva contou que ao G1 que, logo após sumir, uma das adolescentes ligou dizendo que estava com as irmãs em Inhumas e que “não queriam mais voltar”.

“Vi a porta aberta e quando olhei nos quartos elas não estavam lá. A gente está sem chão, não sabemos o que fazer. Uma chegou a ligar dizendo que estavam em Inhumas e que não queriam mais voltar, mas ela estava chorando muito, não sabemos se tem alguém forçando ela a dizer essas coisas. Logo em seguida a ligação caiu e não conseguimos mais falar”, contou o pai.

O pedreiro contou que não sabe o que pode ter acontecido ou como as filhas sumiram.

G1 Goiás

Polícia tenta localizar três irmãs que desapareceram há 5 dias em Goiás

Delegado afirma que sequestro foi descartado e que corporação faz buscas para levar adolescentes, de 17, 13 e 12 anos, para casa; filha mais velha enviou mensagem “pedindo ajuda” à mãe.

A delegado regional de Aparecida de Goiânia, André Fernandes, afirmou nesta quinta-feira (25) que a Polícia Civil está tentando localizar as três irmãs, de 17, 13 e 12 anos, desaparecidas há 5 dias na cidade.

O investigador disse que a corporação tem informações sigilosas que descartam a possibilidade de sequestro. A família recebeu uma mensagem da filha mais velha “pedindo ajuda”.

“Nós estamos com várias diligências, a investigação já está bem adiantada. O que a gente apurou é que elas saíram de casa, ainda não sabemos se acompanhadas de terceiros.

Mas a possibilidade de sequestro está descartada. Queremos entregar estas menores à tutela da família o mais rápido possível”, disse o delegado.

Vitória Fernandes Lopes, de 17 anos, Maria Eduarda Fernandes dos Santos, 13, e Ana Caroline Fernandes dos Santos, 12, foram vistas pelos parentes pela última vez no sábado (20).

Segundo o pai, quando ele acordou as três não estavam mais na casa. Vitória chegou a enviar uma mensagem para a mãe, na manhã de segunda-feira (22), pelas redes sociais.

“Mãe, eu estou presa em um lugar sem celular. Preciso de ajuda. Vão me levar para o Mato Grosso hoje. Estão me deixando louca, as meninas tentaram me ligar, mas não deixaram eu atender”, diz Vitória na mensagem.

Questionado sobre a possibilidade da mensagem de Vitória sugerir que ela e as irmãs estivessem em perigo, o delegado André Fernandes disse que informações obtidas pela corporação, que se encontram em sigilo, atestam que as adolescentes “estão bem” e “serão localizadas pela polícia”.

O vigilante Fernando Barbosa, tio das adolescentes, afirma que a família está desesperada sem ter informações sobre o que pode ter motivado o sumiço das menores de idade. “A polícia realmente tem nos dito que está acompanhando, que o caso está sendo apurado, mas nós não temos pistas, nem porque elas saíram, nem onde estão”.

“Enquanto elas não voltarem para casa a gente não fica em paz”, disse o tio.

Filha mais velha mandou mensagem para a mãe, em Aparecida de Goiânia (Foto: Instagram/Reprodução)

Ligação misteriosa

Pai de duas das meninas e padrasto da terceira, o pedreiro Diego Silva dos Santos, de 33 anos, contou que a família está desesperada a procura das adolescentes. Ele afirma que logo após sumir, uma delas ligou dizendo que estava com as irmãs em Inhumas e que “não queriam mais voltar”.

“Vi a porta aberta e quando olhei nos quartos elas não estavam lá. A gente está sem chão, não sabemos o que fazer. A Maria Eduarda chegou a ligar dizendo que estavam em Inhumas e que não queriam mais voltar, mas ela estava chorando muito, não sabemos se tem alguém forçando ela a dizer essas coisas. Logo em seguida a ligação caiu e não conseguimos mais falar”, contou o pai.

O pedreiro contou que não sabe o que pode ter acontecido ou como as filhas sumiram. Ele conta que está muito preocupada com as adolescentes e em especial com Maria Eduarda, que toma remédios controlados.

“Há uns dois ou três anos atrás ela começou a ter convulsões. Levamos ao médico e ele prescreveu uma medicação para evitar que ela desenvolvesse esquizofrenia, então ela precisa tomar os remédios para não ter convulsão”, completou.

G1 Goiás

Padrasto confirma ao juiz que matou menino asfixiado em Goiânia a pedido da mãe

Jeannie Oliveira diz que ex assassinou o filho dela porque não aceitava o fim do relacionamento; corpo de Jorginho, de 9 anos, foi encontrado em um matagal em maio deste ano.

O padrasto de Antônyo Jorge Ferreira da Silva, de 9 anos, acusado de matar o menino asfixiado, voltou a dizer durante audiência, na terça-feira (5), que cometeu o crime a pedido da mãe, em Goiânia. Renato Carvalho Lima deu detalhes sobre como matou Jorginho. Ao ser ouvida, Jeannie da Silva chorou, disse que foi enganada e que acredita que o ex assassinou o filho dela por não aceitar o fim do relacionamento.

A audiência ocorreu de portas fechadas, na tarde de terça-feira, no Fórum de Goiânia. Renato e Jeannie, que estão presos, chegaram escoltados pela polícia. O depoimento dos dois durou cerca de duas horas. Várias testemunhas já foram ouvidas e novos depoimentos ainda devem ser marcados.

O crime ocorreu no dia 19 de maio, no Setor Nunes de Morais. Dois dias depois, Renato e Jeannie foram até a Polícia Civil para registrar um falso desaparecimento. A mãe afirmou à Polícia Civil que o filho tinha sido sequestrado. No entanto, ela e o então namorado entraram em contradição, o casal passou a ser suspeito do crime e, no mesmo dia, Renato confessou que matou Jorginho estrangulado a pedido de Jeannie.

Conforme apuração, durante a audiência Renato, que já tinha confessado o crime à Polícia Civil, voltou a confirmar a autoria, mas entrou em contradição sobre horários e sobre como planejou o crime. Já Jeannie disse ao juiz que acredita que o crime tenha sido cometido porque o ex sentia ciúmes da relação dela com o filho, além de não aceitar o término da relação.Antônyo Jorge Ferreira foi morto asfixiado pelo padrasto, segundo a Polícia Civil (Foto: Divulgação/Polícia Civil

A avó da vítima e mãe de Jeannie, Rosângela Raniel da Silva, compareceu ao local. Chorando muito no corredor, a mulher reforçou a versão da filha. “Eu não durmo direito, não como direito, só pensando nisso. Porque a menina dentro da cadeia, e o menino morto. Este monstro fez isso para se vingar dela”, desabafou.

A defesa dos acusados não quis gravar entrevista.

Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram Renato explicando que matou Jorginho asfixiado e colocou o corpo em uma caixa de papelão. Em seguida, abandonou em uma matagal. “Passei um lençol no pescoço dele, abracei e dei um mata-leão, enforquei até ele ficar sem ar”, disse na gravação. Em outros vídeos, o padrasto aparece a caminho do chaveiro e volta passeando com o enteado em direção ao local onde ele foi morto. 

Mãe e padrasto presos suspeitos de matar garoto são apresentados pela polícia, em Goiânia

Denúncia

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou o casal no dia 6 de junho deste ano. De acordo com a denúncia, o crime foi motivado por um motivo fútil. “Consta no processo que a mãe estava doente e enfrentaria um longo tratamento e, por isso, não teria, não queria, continuar cuidando do filho e arquitetou toda a morte, que foi executada pelo namorado”, disse o promotor. 

Conforme o documento emitido pelo MP-GO, o casal é denunciado pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. Segundo o órgão, a mulher pediu ao companheiro que matasse o menino.

Para a defesa de Jeannie, no entanto, ela é inocente. “Todas as testemunhas falaram que ela não tem envolvimento no crime. Então acreditamos na absolvição dela”, explicou a advogada Rosângela Borges de Freitas.

Já o advogado que representa Renato disse apenas que o cliente confessou o crime e que não tinha outras informações sobre o caso para passar no momento.

G1 Goiás

Mãe e padrasto são presos suspeitos de espancar criança de 2 anos até a morte, em Goiás

Casal registrou ocorrência dizendo que criança morreu em decorrência de acidente de moto. Porém, investigação apontou lesões de agressões e comprovou que vítima foi estuprada.

A mãe e o padrasto do menino Bruno Diogo Dias Ferreira, de 2 anos e 8 meses, foram presos suspeitos de espancar a criança até a morte, em Goiânia.

De acordo com a Polícia Civil, o casal chegou a registrar um boletim de ocorrência dizendo que a criança tinha morrido em uma unidade de saúde em decorrência de um acidente de trânsito. Porém, a investigação apurou que existiam lesões em todo o corpo da vítima e um laudo comprovou que ela foi estuprada.

Bruno morreu no último dia 3 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Itaipu, na capital. Na ocasião, a mãe, Bruna Lucinda Batista Ferreira, de 28 anos, e o padrasto, Gedeon Alves dos Santos, de 24, chegaram pedindo socorro dizendo que o menino se recuperava de uma cirurgia após sofrer um acidente de moto com uma tia.

Na época, o Conselho Tutelar foi acionado e recebeu denúncias de que o menino era vítima de maus-tratos e constantemente agredido. Assim, o órgão procurou a Polícia Civil e o caso passou a ser apurado pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), que solicitou laudos sobre a morte de Bruno.

“Diante dessas suspeitas, instauramos a investigação. Laudos mostraram que ele tinha lesões em todos os lugares. O fígado foi dilacerado, o pâncreas partido ao meio e tinham várias lesões na cabeça”, disse o delegado Danillo Proto, responsável pelo caso.

Prisão

A mãe e o padrasto foram presos na última terça-feira (14) depois de fugir de casa. Antes, segundo a polícia, eles incendiaram o imóvel em que moravam na tentativa de esconder provas do crime e falar que o fogo foi colocado por vizinhos.

O delegado diz que, ao ser questionado sobre a morte de Bruno, Gedeon confessou o crime com frieza, inclusive confessando que usou um amassador de legumes para estuprar a vítima. Proto afirmou que, apesar da mãe negar, ela sabia das agressões e foi conivente com o assassinato do filho.

Ao ser apresentada na delegacia, na manhã desta segunda-feira (20), Bruna negou qualquer envolvimento com o crime. “Eu não sabia que ele ia fazer isso. Eu já vi ele batendo no meu filho duas vezes e eu falei que se ele fizesse de novo eu ia largar dele. Eu errei em confiar nele. Agora só sinto ódio dele. Estou como monstra aqui, mas eu não fiz nada disso”, se defendeu.

Já Gedeon confirmou o assassinato e disse que não sabe o motivo de tê-lo cometido. “Não sei por que fiz isso. Bati nele em um momento de raiva”, afirmou.

O padrasto relatou que já tinha agredido a criança outras vezes. “Já bati usando um monte de coisas que não podia. Dessa vez eu usei esse pilão, bati na cabeça dele. Aí depois eu coloquei o pilão dentro dele”, narrou, se referindo ao estupro.

O casal vai responder por homicídio triplamente qualificado e incêndio. Além disso, Gedeon também vai responder por estupro de vulnerável.

Revolta

Vizinhos do casal acompanharam a apresentação dos presos na delegacia e estavam revoltados.

“Ela sabia de tudo. A gente via as agressões e falava que se ela não quisesse criar, que desse pra gente, que a gente cuidava. Ela é culpada, é um monstro”, reclamou a servente Monica Rodrigues de Oliveira.

 G1/Goiás

Goiânia já tem 30 postos com falta de combustível por causa do protesto contra alta nos preços

Grupo bloqueia as entradas das distribuidoras desde a madrugada de segunda-feira (13). Com isso, produtos não estão sendo reabastecidos.

O protesto contra o aumento no preço dos combustíveis continua a bloquear a entrada de distribuidoras da Grande Goiânia na manhã desta terça-feira (14). De acordo com informações do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), a manifestação já faz com que pelo menos 30 postos trabalhem com falta de algum tipo de combustível para atender os clientes.

O ato começou na madrugada de segunda-feira (13) e bloqueou a porta de distribuidoras localizadas em sete polos em Goiânia e Senador Canedo, na Região Metropolitana da capital. Elas são responsáveis pelo fornecimento para todo o estado.

De acordo com Antônio Carlos de Lima, representante do Sindiposto, a situação do desabastecimento deve piorar ao longo do dia. “Até as 9h desta terça-feira eram pelo menos 30 postos que já trabalhavam na Grande Goiânia sem algum tipo de combustível, então, se a situação não for resolvida hoje, há um risco de desabastecimento, pois essas distribuidoras não funcionam no fim de semana. Sem contar que ainda tem o feriado nesta quarta-feira”, destacou.

Segundo o sindicato, cerca de 250 caminhões esperam nesta manhã nas portas das distribuidoras para carregar o combustível.”Estamos enfrentando dois problemas, que é o preço alto e o risco de desabastecimento. Com isso, muitos consumidores estão correndo aos postos para tentar abastecer e correm o risco de não ter o atendimento”, destacou.

Em Goiânia, o litro da gasolina comum pode chegar a R$ 4,49 e o do etanol a R$ 3,29. De acordo com o presidente da Cooperativa de Motoristas Particulares do Estado de Goiás (Coompago), Fabrício Nélio Feitoza, um dos líderes do movimento, enquanto esses valores não forem reduzidos, o protesto vai continuar.

“Não vamos sair daqui enquanto as autoridades não fizerem algo. Não há condições de manter os nossos orçamentos assim, então, os motoristas que estão aqui vão seguir firmes até o governo dialogue sobre a questão”, disse.

Transtornos

O site fez um giro pelos postos da capital e constatou que já há falta de alguns tipos de combustíveis. “Aqui acabou tudo. O etanol acabou na segunda feira e a gasolina agora de manhã. É só vai normalizar quando desbloquear as distribuidoras. Apesar do movimento baixo nos últimos dias, ontem e hoje o pessoal já procurou mais, com medo de que acabe em todo lugar e aí ficar sem combustível pra andar”, disse a auxiliar de um posto no Setor Vila Nova, Rafaela Matsuka.

O motorista de aplicativos de transporte Maycom Sander Magalhães tentou abastecer o carro com etanol, mas foi informado que não havia mais no posto. “Antes eu gastava R$ 50 por dia. Agora é entre R$ 75, R$ 80. Isso no fim do mês faz muita diferença. E não compensa abastecer com gasolina, é muito mais caro e não rende tanto. O jeito é procurar outro posto que tenha etanol”, afirmou.

O locatário de imóveis Sebastião Camilo Braga diz que a alta no preço dos combustíveis prejudica todos os setores. “Tudo precisa ser transportado de um lugar para o outro, então como depende do combustível, tudo fica mais caro, como a comida, remédios, tudo”, disse.

Em outro posto no Setor Pedro Ludovico, o gerente Rogério Gomes afirma que o estoque está baixo, mas ainda dá para trabalhar até o feriado da Proclamação da República. Apesar da queda no movimento, ele apoia o protesto dos motoristas.

“Tem realmente que se fazer algo para diminuir essas pressões. Não é só o motorista que sofre com esses aumentos, os postos também, porque o movimento cai bastante. O pessoal não abastece mais a mesma quantidade de antes”, disse.

Protesto

O protesto começou por volta das 5h de segunda-feira. O grupo é formado por motoristas, caminhoneiros, mototaxistas, taxistas e motoristas de aplicativos. Os manifestantes se reuniram em frente ao estacionamento do Estádio Serra Dourada e seguiram pela GO-020 até a porta das distribuidoras em Senador Canedo.

Os manifestantes reclamam do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é de 30% para a gasolina e de 25% para o etanol. Eles também protestam contra a prática de cartel entre os postos, padronizando os preços. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), Goiânia tem o valor médio do litro da gasolina mais caro do país.

Em nota divulgada na segunda-feira (13), a Secretaria da Fazenda negou que o aumento dos preços ocorreu por causa do ICMS cobrado dos postos. “Embora a alíquota do ICMS de combustível seja aparentemente elevada, ela está em linha com a tributação que diversos estados brasileiros praticam. Grande parte deles cobra entre 25% e 31%”. Ainda de acordo com a secretaria, a “última alteração da alíquota de gasolina fará dois anos em janeiro, que passou de 27% para 28%, mais os 2% de contribuição do Fundo Protege. De lá para cá, no entanto, vários aumentos de preços foram repassados ao consumidor. Além disso, existem diversos benefícios fiscais que diminuem a carga tributária do etanol (25%), diesel (16%) e etanol anidro (que é misturado à gasolina). No caso do etanol, a maioria das usinas também tem o benefício somado do Produzir, resultando em carga tributária real entre 9% e 11%.”

O representante do Sindiposto, Antônio Carlos de Lima, afirma que não existe essa prática criminosa no setor. “Para ter cartel, tem que ter combinação prévia, dolosa e com fim de manipular mercado. Até hoje nenhum dono de posto foi condenado por cartel no estado de Goiás. Na Justiça não se prova a combinação prévia, dolosa e com fim de manipular mercado”, justificou.

Ação contra os postos

Por causa do preço do etanol, a Superintendência Estadual de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon-GO) propôs uma ação contra 60 postos de combustíveis suspeitos de aumento abusivo no valor do combustível. Segundo o órgão, alguns estabelecimentos tiveram lucro de até 120% em Goiânia. 

O reajuste também influencia no valor da gasolina.“A elevação do etanol sem justa causa está mantendo o preço da gasolina do jeito que está, elevado desta forma por falta de opção do consumidor de buscar o outro combustível”, afirma a superintende do Procon-GO, Darlene Araújo.

A superintendência informou que pesquisou o preço do etanol em 160 estabelecimentos entre o fim do mês de outubro e início de novembro. Conforme o levantamento, o lucro bruto dos postos de combustíveis saltou de R$ 0,24 para R$ 0,53 por litro de etanol vendido, sem justificativa, nestas 60 unidades. O Procon-GO divulgou a lista dos postos acionados no site do órgão.

O advogado do Sindiposto defendeu que a atitude dos estabelecimentos acionados não é ilegal. A entidade, que representa grande parte dos postos da capital, informou ainda que a postura foi adotada pela minoria.

“Ter lucro no comercio não é proibido. Há 1.620 postos, destes, 60 estavam querendo ganhar um lucro maior que os outros. Que mal há nisso? Não é proibido ter lucro. Na visão do Sindiposto, é prática normal de comerciantes quererem ter lucro. Como tem até 40 centavos de diferença de preço, cabe o consumidor procurar onde está mais barato”, disse Antônio Carlos ao G1.

A Polícia Civil está investigando a formação de cartel entre postos de combustíveis de Goiânia. Segundo a corporação, o processo está em andamento na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Consumidor. O Procon também acredita nessa prática.

Manifestantes bloqueiam distribuidora de combustíveis em Goiânia e Senador Canedo (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

 

G1/Goiás

Homem morre durante incêndio dentro de casa em Goiás

Segundo Corpo de Bombeiros, Ernesto Cardoso dos Santos, 49, estava com hematomas, queimaduras, e pode ter morrido em decorrência da intoxicação.

Um homem de 49 anos morreu, neste sábado (11), durante um incêndio na casa dele, em Goiânia. De acordo com o Corpo de Bombeiros, Ernesto Cardoso dos Santos estava com hematomas, queimaduras pelo corpo e pode ter morrido em decorrência de intoxicação pela fumaça. A suspeita é que o fogo tenha sido acidental.

A diarista Juliana da Silva Justino, vizinha da vítima, foi quem acionou o Corpo de Bombeiros. Ela contou que acordou assustada com a fumaça. “Eu estava dormindo, aí acordei sentindo aquele forte cheiro de queimado, aquela fumaça. Eu me assustei e levantei, quando olhei pro barraco do lado estava saindo muita fumaça de dentro, aí chamamos os bombeiros na hora”, disse.

O incêndio ocorreu por volta de 4h40 deste sábado, na Rua BV 9, no Setor Boa Vista, na região noroeste da capital. Ao ver o fogo, vizinhos arrombaram a porta, que estava trancada, e entraram no imóvel. De acordo com testemunhas, os vizinhos combateram o fogo antes da chegada dos bombeiros, mas o homem já estava morto.

De acordo com a corporação, há a suspeita que o fogo tenha começado a partir de um curto circuito em uma TV de tubo. A Polícia Técnico-Científica foi acionada para fazer perícia no local.

Segundo Juliana, a casa tem um cômodo e fica dentro do mesmo lote onde o irmão da vítima mora. “É um barraco pequeno, que divide espaço com o irmão. Ele morava sozinho neste barracão. Foi uma situação bem triste que a gente não tem ideia de como aconteceu”, afirmou.

G1 entrou em contato com o Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, que informou que o corpo não havia sido liberado até as 8h45 deste sábado.

G1/GO