Economista de Bolsonaro é réu em processo que apura fraude em corretora

Esquema do qual Paulo Guedes teria participado causou prejuízos à fundação responsável pela gestão da aposentadoria dos funcionários do BNDES, diz juiz.

Em decisão proferida no dia 3 de julho, o juiz Tiago Pereira, da Quinta Vara Criminal Federal do Rio, cita Guedes na lista de clientes da corretora Dimarco que obtiveram ganhos atípicos no período em que as fraudes ocorreram.

Guedes não é réu no processo, divulgado pela revista Crusoé e confirmado pela reportagem. Em sua decisão, o juiz Pereira condenou três executivos da Dimarco por gestão fraudulenta de instituição financeira.

Edgard Luiz Pinaud Filho, Fernando José Pedroso Almendra e Carlos Eduardo Esteves de Almeida poderão recorrer em liberdade da pena de quatro anos e oito meses de prisão.

Segundo o juiz, entre janeiro de 2004 e setembro de 2005, eles manipularam ordens de negociação de títulos na BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros, hoje parte da B3, que gere a bolsa de São Paulo) para lesar a Fapes e favorecer um pequeno grupo de clientes.

As operações deram à fundação prejuízo de R$ 12,8 milhões no período investigado, enquanto os clientes tiveram lucro de R$ 5,85 milhões. A GPG, corretora de Guedes e sua esposa, Maria Cristina Bolívar Guedes, lucrou R$ 596 mil.

A acusação diz que a corretora anotava as ordens emitidas por seus clientes para comprar ou vender contratos futuros em um caderno, com o objetivo de reduzir o controle dos órgãos de fiscalização, e que não executava os pedidos na ordem em que chegavam.

Assim, poderia beneficiar alguns clientes e prejudicar outros. Para o juiz, os resultados financeiros das operações investigadas reforçam que os réus “atribuíam ilicitamente os contratos mais vantajosos do fundo de pensão a um grupo muito seleto de clientes, que incluía os próprios sócios da corretora”.

Além da GPG, de Guedes, e dos sócios da Dimarco, oito investidores individuais e dois fundos de investimento são citados como beneficiados pelas fraudes. Segundo o juiz, os elevados índices de sucesso nas operações desses clientes “evidencia altíssima probabilidade do cometimento de ilicitude”.

A GPG, por exemplo, teve índice de 100% – isto é, teve lucro em todas as 17 operações que fez no período – enquanto a média do mercado é de cerca de 70%. O juiz argumenta ainda que a empresa perdeu dinheiro em operações semelhantes com outras corretoras, o que reforçaria a tese de benefício.

Em depoimento, executivo da corretora Americainvest, que intermediava as operações da GPG com a Dimarco, diz que o próprio Guedes emitia as ordens de negociação por meio de sistema de viva-voz.

A atuação da Dimarco vinha sendo investigada desde 2003 pela antiga BM&F. “Não se concebe a utilização, nos dias de hoje, de um sistema manuscrito de registro de ordem”, escreveram auditores da bolsa, que chegaram a fazer diversas recomendações de melhorias, nunca acatadas.

A Dimarco foi extinta em 2006. No mesmo ano, as operações envolvendo a Fapes entraram no foco da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o órgão de fiscalização do mercado financeiro).

À Justiça, o superintendente de fiscalização interna da CVM, Mario Luiz Lemos, declarou que foi identificada “uma concentração de perdas em prejuízo da Fapes, ao mesmo tempo em que diretores da corretora e outros clientes tiveram lucro recorrente nas mesmas operações”.

No julgamento do caso, em 2010, a Dimarco e Almendra foram condenados a multas de R$ 300 mil e R$ 150 mil, respectivamente, por não cumprirem regras de conduta da BM&F em relação à execução de ordens de compra e venda.

“Entendo ter restado evidenciado que a Dimarco incorreu em inúmeras falhas no processamento de ordens de negociação”, escreveu na época o relator do processo, Eli Loria. Eles foram absolvidos, porém, das acusações de falta de diligência e improbidade.

Procurado pela reportagem desde sexta-feira (14), Paulo Guedes ainda não retornou ao pedido de entrevista sobre o caso. Em sua defesa, os executivos da Dimarco pediram a extinção do processo, alegando que não havia justa causa para a acusação e que as ações deveriam ser individualizadas. Com informações da Folhapress.

Por notícia ao minuto

Suspeitos de fraude no INSS incluindo a advogada Debora Macedo são levados para presídio em Gurupi

Uma advogada, um funcionário dela e um servidor do fórum de Alvorada foram presos na segunda fase da operação Famulus. Esquema pode ter causado um prejuízo de R$ 4 milhões.

Os três suspeitos de fraudes no INSS presos pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (22) foram levados para a Casa de Prisão Provisória de Gurupi. A advogada Débora Regina Macedo Moura; o funcionário dela, Ricardo Silva Gonzales e o servidor do Fórum de Alvorada do Tocantins, Íris Floriano, estão em uma cela de triagem fora do pavilhão principal.

A informação foi confirmada pela Secretaria de Cidadania e Justiça, que administra os presídios do Tocantins.

Os três foram presos na segunda fase da operação Famulus, que também cumpriu nove mandados de busca e apreensão. O alvo é um grupo criminoso especializado em fraudes contra o INSS. O prejuízo pode ultrapassar R$ 4 milhões.

Em nota, a advogada disse que a advocacia exercida por ela não é criminosa. “Trata-se de investigação que há mais de dois anos não conclui a minha culpa. Jamais neguei a prestar esclarecimentos e documentos a investigação. Possuo residência e domicílio profissional fixos há mais de 10 anos, e as autoridades estão fazendo seu papel de investigação”, argumentou.

O advogado de Ricardo Silva Gonzales disse que ainda não teve acesso ao inquérito policial, mas nega as acusações. “Ricardo Silva Gonzales, se apresentou a Policia Federal e prestou todos os esclarecimentos a fim de contribuir com as investigações. Ressalto que o cliente nega qualquer envolvimento com os fatos investigados e segue a disposição da justiça.”

A Gerência Executiva do INSS no Tocantins informou que,​ referente à primeira fase da operação Famulus da PF em Gurupi, em junho de 2016, todos os benefícios previdenciários ordenados para suspensão pela Justiça Federal foram identificados e suspensos, sendo que os demais benefícios que porventura forem apurados indevidos à partir do desdobramento da segunda fase da operação da PF, assim que notificados ao INSS, também serão cumpridos a rigor da lei.

O Tribunal de Justiça informou que não vai se manifestar sobre o assunto, já que o caso está em fase de investigação.

A Operação

Segundo a PF, as investigações realizadas na primeira fase da operação, em junho de 2016, apontam que pessoas interessadas nos benefícios previdenciários eram atraídas pelos investigados. Os escritórios de advocacia de integrantes do grupo adulteravam os documentos dos beneficiários com a inserção de dados falsos.

Em muitos casos, conforme a polícia, os investigados davam entrada com um pedido junto ao INSS sem os documentos básicos. O objetivo era fazer com que o benefício fosse indeferido para que, depois, os advogados entrassem com ação na Justiça Estadual ou Federal. A PF informou que um servidor do Fórum de Alvorada supostamente viabilizava a elaboração de decisões favoráveis ao requerente.

A Justiça Federal ordenou ao INSS a suspensão de benefícios previdenciários que foram instruídos com documentos falsos.

Serão intimados a prestar esclarecimentos quatro tabeliães. A operação é realizada em Gurupi, Formoso do Araguaia, Palmeirópolis, Alvorada, Paranã e Araguaçu.

Os investigados podem responder pelos crimes de estelionato previdenciário, falsidade ideológica, associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e sonegação fiscal.

O nome da operação faz alusão a Família em latim, considerando que as fraudes eram praticadas principalmente por uma mulher e a filha.

 G1 Tocantins.

Advogado é preso por fraude após descumprir pena de serviço comunitário

Ciran Fagundes Barbosa tinha sido condenado a fazer trabalho comunitário e pagar multa por falsificar documentos. Juíza determinou que agora ele deve cumprir pena de reclusão.

O advogado Ciran Fagundes Barbosa foi preso pela Polícia Federal em cumprimento a um mandado de prisão em Gurupi, no sul do estado. A prisão foi determinada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região porque ele descumpriu medidas determinadas pela Justiça em um processo em que foi condenado por fraude e falsificação de documentos públicos, em Goiás.

A Secretaria de Segurança Pública confirmou que Barbosa foi levado para a central de flagrantes de Gurupi por agentes da Polícia Federal. Depois, ele mandado para a Casa de Prisão Provisória da cidade. O G1 ligou para o escritório do advogado, mas a secretária afirmou que não havia ninguém para comentar o caso.

Conforme consta na decisão que determinou a prisão, o advogado foi condenado a dois anos e oito meses de reclusão ainda em 2015. Porém, ganhou o direito de substituir a pena por prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa.

Ele deveria cumprir 970 horas de serviço comunitário e pagar R$ 3,752 mil, em outo parcelas.

Ainda segundo a decisão da juíza federal Gianne de Freitas Andrade, o advogado começou a cumprir a pena no final de 2016, mas parou de se apresentar em maio de 2017 e não justificou ausência. Além disso, não pagou o total da multa.

Por causa disso, a juíza determinou que o advogado passe a cumprir a pena de reclusão.

G1 Tocantins.

Promotoria recomenda que concurso da PM continue suspenso por suspeitas de fraude

Concurso está suspenso devido decisão judicial. Investigação apurou fraudes e delegado afirmou que todo o processo pode estar comprometido.

O Ministério Público Estadual recomendou que o concurso da Polícia Militar não seja retomado pelo governo do estado. Os resultados da primeira fase não foram divulgados ainda por causa de uma decisão da Justiça que determinou a suspensão, em abril deste ano. Além disso, uma investigação da Polícia Civil apontou que houve fraude durante a aplicação das provas e todo o concurso pode ser comprometido.

Conforme o MPE, a recomendação é para que o governador Mauro Carlesse (PHS) dê uma resposta em 10 dias para informar quais providências vai tomar em relação ao concurso.

As provas do concurso foram aplicadas em março deste ano. Conforme a 28ª Promotoria de Justiça da Capital, há inúmeras denúncias de envelopes violados e aparelhos celulares apreendidos. Na época do concurso, várias fotos de gabaritos chegaram a circular nas redes sociais.

Imagens de gabaritos circulam nas redes sociais (Foto: Arte G1)Imagens de gabaritos circulam nas redes sociais (Foto: Arte G1)

Imagens de gabaritos circulam nas redes sociais (Foto: Arte G1)

Para o promotor, as suspeitas de fraude podem resultar na anulação do concurso. A recomendação destaca que há investigações sendo feitas pela polícia em Palmas, Arraias e Araguaína. “Se depender do apurado nas investigações em curso, o referido certame deverá ser anulado, seja por via administrativa ou judicial”, disse o promotor.

Por outro lado, a empresa responsável pela aplicação das provas divulgou uma nota nesta terça-feira (10) informando que será possível identificar e eliminar os candidatos que tentaram fraudar o concurso.

“Por fim, a AOCP reitera que até o momento as investigações demonstram, apesar da tentativa de fraude, a inexistência de qualquer prova de que algum candidato tenha obtido êxito em tal expediente, de forma a afetar a lisura do certame […]”, diz trecho de nota.

A Polícia Militar se manifestou sobre a suspensão do concurso nesta segunda-feira (10). Em nota, a comissão organizadora informou que o concurso continua suspenso temporariamente por decisão judicial e decisão administrativa do Tribunal de Contas do Estado.

“Neste intuito, está envidando todos os esforços junto a estes órgãos para agilizar a solução dos entraves que fundamentam tais decisões. O Comando aguarda as decisões a fim de que possa dar continuidade às demais fases do concurso”, dizia nota enviada.

G1 procurou o governo do estado e a Polícia Militar na manhã desta terça-feira (10) para repercutir a recomendação do MPE e aguarda resposta.

Operação cumpriu mandados no Tocantins, Maranhão e Piauí (Foto: Polícia Civil/Divulgação)Operação cumpriu mandados no Tocantins, Maranhão e Piauí (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Operação cumpriu mandados no Tocantins, Maranhão e Piauí (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

Suspeitos presos

A investigação em Araguaína, inclusive, resultou na operação Ateleia. Em cumprimento a mandados, a Polícia Civil prendeu 14 pessoas suspeitas de envolvimento em fraude durante o concurso.

Após a operação, o delegado José Anchieta de Menezes disse que o certame continuava comprometido, mesmo após a prisão dos suspeitos e a Polícia Civil ainda não identificou todos os beneficiados com as fraudes.

“É um dos riscos da continuidade deste concurso da Polícia Militar do Tocantins. Porque ainda não foi possível se chegar ao dano exato e impedir todos que teriam praticado a fraude. Corre o risco de, caso o concurso continue, pessoas que não foram aprovadas da forma devida entrem na Polícia Militar”, disse Anchieta.

Concurso

As provas do concurso foram aplicadas no dia 11 de março. Foram oferecidas 1 mil vagas para soldado e mais 40 para oficial da PM. Ao todo, mais de 70 mil pessoas fizeram as provas em 17 cidades.

O concurso também é composto por avaliação de capacidade física, avaliação psicológica, médica e odontológica e investigação social. A previsão inicial era que o resultado final de todas as etapas do concurso fosse divulgado em agosto deste ano.

O subsídio inicial durante o Curso de Formação de Oficiais é de R$ 4.499,52 e para o Curso de Formação de Soldados é de R$ 2.215,10.

G1 Tocantins.

TRE julga processo sobre possível fraude em vagas para mulheres nas eleições de 2016

Conforme o órgão, foram verificadas possíveis fraudes quanto à finalidade da Lei, por simulação de candidaturas visando apenas o preenchimento da cota de gênero.

O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) julgou, na última segunda-feira, 23, recurso eleitoral de Crixás do Tocantins que trata da apresentação de registros de candidatura de duas pessoas na reserva de gênero feminino, nas eleições 2016, na Coligação Crixás para Todos. Conforme o órgão, foram verificadas possíveis fraudes quanto à finalidade da Lei, por simulação de candidaturas visando apenas o preenchimento da cota de gênero.

De acordo com o voto do relator do processo, juiz membro Agenor Alexandre, a petição inicial aponta indícios de fraude nas candidaturas de duas candidatas a vereadora àquela eleição, devido ausência de votação, prestações de contas sem nenhum gasto com publicidade, fotos demonstrando que nos comícios elas não subiam ao palanque e informações de que faziam campanha para candidatos a vereador da mesma coligação.

“O relator determina a reforma da sentença para permitir que os fatos sejam devidamente apurados e também que seja desconstituída a sentença de extinção do processo sem resolução do mérito, determinando o retorno dos autos ao juiz da 2ª Zona Eleitoral para regular processamento da Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME)”, pontuou o TRE. O voto do relator foi acompanhado por unanimidade pelos demais membros da Corte.

T1noticias

Justiça derruba sigilo bancário de deputado e mais 20 em investigação de fraude no Igeprev

Eduardo Siqueira Campos (DEM) teve os sigilos bancário e fiscal derrubados e foi conduzido para prestar depoimento. Esquema pode ter desviado mais de R$ 200 milhões.

Justiça derrubou os sigilos fiscal e bancário do deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM) e de outras 20 pessoas em função da operação Naum, que investiga possíveis fraudes no Instituto de Gestão Previdenciária no Tocantins (Igeprev). A operação foi deflagrada nesta terça-feira (27) no Tocantins, em outros quatro estados e no Distrito Federal.

A Polícia Federal cumpre 21 mandados de condução coercitiva e quatro de busca e apreensão. Entre os alvos da operação estão ex-diretores do Igeprev e políticos do Tocantins. Os pedidos de prisão preventiva feitos pela Polícia Federal contra Eduardo Siqueira Campos, Rogério Villas Boas e Edson Santana Matos foram negados pela Justiça.

O deputado deixou a sede da Polícia Federal no final da tarde após passar o dia prestando depoimento, ele não falou com a imprensa. Outros alvos da operação continuam no local falando com a PF. A assessoria do deputado informou que ainda está em tratamento de saúde e se sentiu mal durante o depoimento. A nota diz que os esclarecimentos serão feitos assim que o deputado estiver se sentindo melhor.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, que defende Fayed Traboulsi neste processo, disse que o cliente foi conduzido até a sede da PF em Brasília, mas optou por não falar nada durante o depoimento. Ele informou também que ainda vai se inteirar sobre o inquérito para poder se manifestar. Traboulsi é suspeito de atuar como doleiro no esquema.

As defesas de Rogério Villas Boas e Edson Santana Matos não atenderam as ligações. O G1 não conseguiu contato com as defesas de Nilmar Ribeiro Máximo, Hélio Andrade Aguiar, Robson Alexandre Tavares e Lúcio Mascarenhas.

Entenda

De acordo com a investigação, o Instituto fez aplicações contrárias às permitidas pela resolução do Conselho Monetário Nacional. A suspeita é que também foram feitas aplicações em fundos problemáticos com alto risco de perdas, conhecidos no mercado como fundos podres.

O prejuízo aos cofres públicos é de R$ 263.648.310,47. Segundo a PF, também foram constatadas aplicações no montante de R$ 1.176.842.671,64 em 27 fundos sem liquidez e com possíveis prejuízos.

A PF informou ainda que a investigação é um desdobramento da Operação Miquéias realizada pela PF do Distrito Federal para desarticular duas organizações criminosas com atuações distintas: uma envolvida em lavagem de dinheiro e a outra acusada de má gestão de recursos de entidades previdenciárias.

O nome da operação foi inspirado em um profeta bíblico. Entre os profetas menores do velho testamento, Naum aparece depois do livro de Miquéias. Assim, o objetivo é lembrar a relação de sucessão entre as duas investigações, segundo a polícia.

G1/TO

Messi é condenado a 21 meses de prisão por tribunal superior espanhol

Jogador e seu pai, Jorge Horacio, foram considerados culpados em caso de fraude.

A Suprema Corte da Espanha condenou o argentino Lionel Messi a 21 meses de prisão. A decisão ocorre após a Justiça de Barcelona ter imposto a mesma sanção, o que fez com que o jogador entrasse com recurso na instância superior.

Messi e seu pai, Jorge Horacio Messi, foram considerados culpados em caso de fraude envolvendo 4,1 milhões de euros entre 2007 e 2009. Jorge, que havia sido condenado também 21 meses pela Justiça de Barcelona, teve a pena reduzida para 15 meses.

A decisão, no entanto, não significa que ambos terão de ficar atrás das grades. De acordo com as leis espanholas, condenados a menos de dois anos de prisão podem cumprir a pena em liberdade condicional. Além disso, Messi terá de pagar multa de 2 milhões de euros e o pai, de 1,5 milhão.

Os atos ilícitos praticados pelo jogador envolvem a utilização de empresas em paraísos fiscais para burlas a o fisco da Espanha. 

Noticias ao Minuto

Assessora de vereador é presa ao tentar fraudar licitação em presídio

Ela levou documentos para político assinar como se ainda fosse refeito. Documentos eram da Prefeitura de Goiatins, no norte do estado.

Uma assessora parlamentar da câmara de vereadores de Goiatins, norte do estado, foi presa em flagrante dentro do Presídio Barra da Grota, em Araguaína. A mulher levou documentos falsos de uma suposta  licitação do ano de 2016 para o ex-prefeito Vinicius Donnover Gomes (PSC) assinar como se ainda estivesse à frente da prefeitura. As informações são da Polícia Federal.

O ex-prefeito está preso desde em julho do ano passado quando a PF deu início a operação Bragation. Donnover e a mulher dele, entre outros servidores, são suspeitos de integrar uma organização criminosa que desviava recursos públicos. A suspeita é que os prejuízos causados aos cofres da União sejam de aproximadamente R$ 10 milhões. Donnover deixou a prefeitura em agosto de 2016, quando o vice dele assumiu.

Os documentos que a assessora de um dos vereadores da cidade levou são referentes a uma suposta licitação de eventos artísticos e culturais. De acordo com a PF, o ex-prefeito iria assinar como se ainda fosse prefeito de Goiatins.

O valor da licitação não foi informado pela polícia, mas o caso será repassado para a justiça estadual para os procedimentos necessários.

A mulher, que não teve o nome divulgado, foi presa na tarde desta quarta-feira (29) por falsidade ideológica e aguarda decisão da Justiça para ser levada a algum presídio estadual. O ex-prefeito também foi autuado e continua preso no Barra a Grota.

Apesar da PF ter sido acionada, a prisão não tem relação com a operação Bragation.

O site tentou contato com a câmara de vereadores, mas as sessões são realizadas apenas uma vez por mês. A prefeitura e o prefeito foram procurados por telefone, mas não atenderam as ligações. Não conseguimos contato com o vereador, cuja assessora foi presa pela polícia.

G1 To

Teste aponta fraude em quase metade dos produtos brasiliero

Pesquisa feita em Belo Horizonte constatou que 41% das amostras de bacalhau estavam adulteradas.

Uma pesquisa que analisou produtos a base de bacalhau congelados vendidos na cidade de Belo Horizonte encontrou indícios de adulteração em 41% dos produtos. Foram analisados alimentos como bolinhos, tortas e empadas.

A empresa Myleus, que apura a qualidade dos alimentos por meio do sequenciamento do DNA e análise de dados, afirma que, nesses casos, o bacalhau era substituído por uma ou mais espécies de peixe ou era misturado a outros tipos de peixe.

As informações são da coluna Radar On-Line, do site da revista Veja.

De acordo com a pesquisa, a maioria dos produtos adulterados não tinham selo do Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura. A avaliação foi feita com base em 22 amostras colhidas em estabelecimentos como supermercados, restaurantes e lanchonetes de fast food em dezembro. 

 
 

Polícia Federal prende 11 pessoas em 2 operações contra fraude no Enem

No total, foram cumpridos 50 mandados judiciais. Um secretário de Saúde de um município do Ceará está entre os detidos

Onze pessoas foram presas neste domingo (6), em duas operações deflagradas pela Polícia Federal para combater fraudes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 em oito Estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Tocantins, Amapá, Pará e Minas. No total, foram cumpridos 50 mandados judiciais. Um secretário de Saúde de um município cearense está entre os detidos.

A primeira operação, denominada Embuste, ocorreu em Minas Gerais com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar processos seletivos para ingresso no ensino superior sem o cumprimento dos requisitos legais. De acordo com a PF, foram cumpridos 28 mandados judiciais simultâneos, todos expedidos pela Justiça de Montes Claros, mas não houve prisões.

A segunda operação, chamada Jogo Limpo, foi realizada nos demais Estados, também para evitar fraudes. Foram cumpridos 22 mandados judiciais, com 11 prisões.

Segundo a PF, com base na análise de gabaritos apresentados em anos anteriores, a polícia, em conjunto com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), identificou 22 pessoas que teriam apresentado respostas suspeitas de fraude e que fariam a prova novamente neste ano.

O delegado da PF Franco Perazzoni afirmou que as operações continuam e haverá novos desdobramentos. “As pessoas estão sendo ouvidas. Agora, com a conclusão das provas, vamos cruzar dados e checar semelhanças de gabaritos.”

Segundo o delegado, as quadrilhas têm usado tecnologias modernas para fraudar os exames. Um dos supostos estudantes identificados usava um ponto eletrônico no ouvido tão pequeno que objeto teve de ser retirado com uma pinça. “O desafio de combater efetivamente uma fraude dessa magnitude não é coisa fácil. O resultado é decorrente de uma parceria que vem sendo feito há alguns meses entre PF, MEC (Ministério da Educação) e Inep”, disse.
ponto
Até um secretário

Um secretário municipal de Saúde do Ceará está entre os presos no Estado. O homem, que não teve o nome divulgado pela Polícia Federal, fazia prova de Linguagens, Redação e Matemática em uma universidade na região central de Fortaleza, com ponto de escuta. Os policiais federais flagraram o fraudador com o equipamento espalhado pelo corpo, ligando a fones de ouvido.

Levado à Superintendência Regional da PF em Fortaleza, o candidato está preso e à disposição da Justiça Federal.(fonte:mais goiás noticias)